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A estratégia de Bolsonaro foi falar de um suposto colapso na economia para não falar do inevitável colapso na saúde

Todos discutindo o que Bolsonaro disse, mas e o que ele não disse?

Ninguém, certamente, esperava Bolsonaro mostrar o resultado do seu exame e o da sua esposa, menos ainda o extrato bancário do depósito de Queiroz na conta da primeira-dama ou do Flávio e do resto do clã. Falar algo sobre a morte de Bebianno, Adriano da Nóbrega e o assassinato de Marielle, e de onde os assassinos se deslocaram do Vivendas da Barra ao centro do Rio para executá-la.

Bolsonaro imagina que isso já esteja superado, mexeu os pauzinhos aqui, ali, colocou Moro para fazer pressão em cima do porteiro, sumiu com o Coaf, tudo com a luxuosa ajuda do GSI. Por isso ninguém imaginou que seu pronunciamento tivesse algum componente dos crimes com os quais o clã está envolvido.

Bolsonaro partiu para o diversionismo mais tosco e colocou não só o país, como a imprensa internacional para descer a lenha em sua demência.

Mas e o que ele não disse?

Primeiro, não deu a mínima assistência à imensa maior parte da população. Segundo, Bolsonaro foi alertado pela Abin sobre a quantidade de mortes que o vírus provocará e que será imensamente maior se as medidas de prevenção não forem devidamente tomadas, ainda assim, a tragédia será agravada com o colapso do sistema de saúde, ou seja, muito mais mortes acontecerão também em função de outras doenças e por absoluta falta de estrutura de atendimento.

Para ficar bem claro, muito mais gente morrerá de infarto por falta de atendimento, assim como de diabetes, AVC, câncer e outras doenças provocadas por outros vírus como do sarampo, influenza, H1N1, entre outras.

A questão não é se vão morrer velhinhos com uma gripezinha, mas quem vai precisar ser hospitalizado para não morrer com o coronavírus e outras enfermidades devido a um colapso no sistema de saúde. Isso não ataca somente os velhinhos, mas todas as faixas etárias, do netinho ao vovô.

Bolsonaro deveria anunciar medidas de contenção do coronavírus, principalmente direcionadas para as camadas mais pobres da população, não simplesmente por serem as maiores vítimas, porque o colapso no sistema de saúde atingirá a todos, sem distinção.

Foi um discurso cômodo em que ele criou polêmicas para não se comprometer com a saúde de todos os brasileiros, porque esse é o grande perigo, o descontrole total e não o discurso binário.

E o que Bolsonaro disse sobre isso? Nada, nem um pio. Aliás, ele produziu um discurso idiota como o de vendedores de bugigangas como o Véio da Havan e dos donos de podrões de lanchonetes como a Girafa, por exemplo, já que não vale a pena comentar a fala do ancião de 65 anos, com síndrome de Peter Pan, Roberto Justus.

São esses empresários brasileiros a grande referência do pensamento econômico de Bolsonaro na crise do coronavírus, imagina isso!

Então, meus caros, Bolsonaro, com seu sofisma destilando estupidez oficial, acabou monopolizando as manchetes da mídia e fugiu de qualquer responsabilidade com a tragédia anunciada, como se não fosse o presidente da República e não tivesse qualquer compromisso com o colapso que, inevitavelmente, virá no sistema de saúde e provocará a morte de milhares de brasileiros com ou sem o coronavírus, como ocorreu na China, na Itália e na Espanha que também já ultrapassou o número de mortes na China.

Caminho que os EUA está fazendo com passos largos, conforme números do
Coronavírus no país:
14-03: 1700 casos, 41 mortos.
24-03: 55200 casos, 800 mortos.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Áudio: O inacreditável Roberto Justus, o velho que fala dos velhinhos na terceira pessoa

E eu achando que Roberto Justos tinha chegado ao limite do ridículo quando cantou New York, New York no programa do Jô.

No Brasil, há uma progressão geométrica da estupidez mais perigosa que o coronavírus. E nem quero falar de Olavo de Carvalho que jura de pés juntos e dando beijinho nos dedinhos cruzados, que não morreu um único ser humano no mundo em consequência do coronavírus.

Isso mesmo, o guru dos dementes do clã Bolsonaro, não economiza quando o assunto é para loucos que até os loucos acham uma insanidade.

Mas o bolsonarismo explica tudo, não o bolsonarismo de Bolsonaro, na verdade, é uma doença pré-existente a Bolsonaro, este é somente um vírus oportunista. Essa gente acredita mesmo que a terra é plana, que a calça se tira pela cabeça e que boné foi inventado para ser usado nos pés.

O bolsonarismo é uma poça de lama onde tudo é centrifugado num mingau de pirados e ricos inescrupulosos, se é que dá para separar uma coisa da outra. São os deuses da riqueza, da expansão econômica e da estupidez humana, tudo junto e misturado.

E é nesse exercício de estupidez que está o nosso destino, imagina isso. O destino da nação depende da atuação de um demente como Bolsonaro que enxerga mais longe o inferno e não tem outro objetivo na vida que não seja trabalhar para o Brasil mergulhar nele de cabeça e para povo apodrecer.

Mas Justus, este martelão velho, que se acha a nova ferramenta de tecnologia, em certa medida, até me envaidece, pois se ele, aos 65 anos, refere-se a um idoso na terceira pessoa, eu, aos 63 anos, sinto-me o próprio Usain Bolt em início de carreira.

É preciso lembrar que o botoxado Justus, pôs botox não só na cara, mas também no cérebro. Essa mistura de Jorge Lemann com Dória, com umas pitadas de Olavão, é a cara do empresariado bolsonarista. E isso dá a dimensão do resultado da guerra atual da sociedade brasileira que vive intensamente as revoluções do século XXI, tendo que enfrentar os dinossauros escravocratas que comandam as instituições oficiais do país, o que tem assombrado o planeta.

Isso é o que fica claro nas palavras do garoto Roberto Justus e sua resistência heroica contra a própria realidade que o botox tenta lhe esconder. São cretinos abençoados que dirigem esse país e, graças a eles, estão intactos os pilares civilizatórios que herdamos de quatro séculos de escravidão.

Quanto ao que ele falou sobre o coronavírus, não vale a pena comentar.

Ouça e acredite se quiser nas palavras do inominável Roberto Justus, o empresário modelo do Brasil.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas