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Política

The New York Times e Financial Times refletem o encantamento que Lula provoca no mundo

Quem escreve sobre a seleção brasileira de 1970, considerada, no mundo, a maior de todas as seleções de todos os tempos, não descreve o clima de pessimismo que os comentaristas brasileiros de futebol impunham nas famosas resenhas esportivas.

Mesmo o Brasil, tendo feito, nas eliminatórias de 1969, uma camapanha extradordináia, com inúmeras goleadas, em que Tostão foi a grande estrela, o impacto daquele momento, segundo bocas malditas dos debates esportivos, era medido por uma suposta modernização do futebol mundial em que o Brasil chegaria na copa para enfrentar, com futebol lento, envelhecido, antigo e ultrapassado.

Pois bem, mesmo ainda muito garoto em 1970, com 13 anos, percebia que o Brasil ditava o ritmo do jogo, e isso impressionava, tal o domínio da posse de bola que os craques brasileiros, conascientemente, sublinhavam diante dos olhos do mundo.

Ou seja, aquela correria, vista pelos textos o verbalizada pela grande mídia, não trouxe nenhuma vantagem para ela contra o Brasil. A seleção brasileira simplesmente mandava nos jogos, regida pelo maestro Gerson.

O resto da história, todos sabem, o Brasil jamais correu risco de perder a copa de 1970. A confiança dos brasileiros crescia a cada jogo e a caa vitória em todas as partidas em que disputou, nclusive sem nenhum empate.

O Pelé, que muitos diziam estar velho, nunca foi tão rei como naquela copa. que exaltou sua coroa.

Digo tudo isso para traçar um paralelo com o terceiro mandato de Lula, mas sobretudo este ano de 2025, por conta da tresloucada política tarifária de Trump, que reservou uma extensa lista de submissões de líderes de Estados diante de um “novo sistema” globalizado, comandado por Trump, que embaralhou as cartas do jogo econômico mundial.

O governo Lula se posicionou exatamente como a seleção de 1970, sabeno como se livrar da arapuca de Trump, mas principalmente como enfrentá-lo politicamente e conseguir reverter o jogo numa vitória magistral para o Brasil e, claro, do próprio Lula conra Trump.

É esse reconhecimento que está sendo dito há muito tempo nas páginas dos principais jornais do mundo como o New York Times e Financial Times.

A visão de Lula diante da própria estrutura do Brasil e dessa espécie de “nova ordem” tarifária de Trump, impressionou a todos, menos a velha mídia brasileira, que sim, reconhecia a vitória de Lula, mas sempre acrescentando que era uma vitória momentânea, parcial. Lula provou que não, pois essas vitórias foram fruto de quem sabia o que fazer com a bola, com uma combinação de soberania e capacidade de negociação.

Fato que é reconhecido pela grande maioria dos brasileiros, sem falar das políticas públicas de Lula que fizeram a grande diferença na vida dos brasileiros, somado à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e desconto significativo para quem ganha até R$ 7 mil.

Isso fará da sua campanha para o quarto mandato em 2026 inegavelmente viroriosa.


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Brasil Mundo

Lula recebe elogios do Financial Times por driblar tarifaço de Trump e mostrar “força”

A estratégia de negociações comerciais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe de ministros diante do tarifaço dos Estados Unidos, agora em grande parte revertido, vem rendendo elogios na imprensa internacional. O jornal britânico Financial Times, de Londres, publicou nesta sexta-feira (28) um artigo da escritora e jornalista Gilian Tett, em que ela avalia a estratégia de Brasília como um grande sucesso.

Segundo Tett, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “respondeu de forma desafiadora às intimidações — o que elevou sua popularidade interna — e saiu em defesa dos tribunais”, alvo de Donald Trump por conta da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos no caso da trama golpista.

Tett faz três conclusões principais diante do recuo de Trump. A primeira é que a Casa Branca está “mais nervosa” com as pressões inflacionárias nos EUA, geradas pelo próprio tarifaço contra o Brasil. A segunda lição é que “intimidadores muitas vezes recuam diante da força”, demonstrada pelo presidente Lula e a equipe de negociadores diplomáticos. A terceira: “vale a pena distinguir entre táticas e objetivos ao observar a Casa Branca. Isso pode não parecer óbvio, já que Trump frequentemente parece carecer de uma estratégia clara”.

A articulista também classifica as negociações comerciais com Trump como um exemplo do que chamou de “TACO trade”. A expressão — que, em tradução livre, significa “Trump sempre amarela” — é usada por críticos da política tarifária do atual presidente dos Estados Unidos para descrever sua postura frequentemente hostil, mas marcada por recuos e oscilações, diz Leonardo Sobreira, 247.


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Política

Se Trump derrubou as tarifas por pressão interna, Lula sai ainda mais vitorioso como um campeão de xadrez

A vitória estratégica de Lula na retirada das tarifas é coisa de mestre de arte da guerra comercial.

Se a decisão de Trump de derrubar as tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros foi mesmo impulsionada por pressões internas nos EUA – como a inflação galopante em alimentos e a proximidade das eleições legislativas de 2026 –, isso não diminui o mérito de Lula: ao contrário, amplifica sua jogada magistral.

Como um grande mestre do xadrez, Lula não forçou um xeque-mate imediato, mas posicionou as peças com a paciência dos monges porque nada floresce antes da hora e Lula sabia, com seu olhar para o ponto futuro, que sua hora chegaria e Trump recuaria.

A jogada de Lula, em vez de reagir com bravatas (como um certo ex-presidente faria), esperou o momento certo.

Após o tarifaço inicial de julho/agosto (que Eduardo Bolsonaro celebrou como “pressão contra o STF”), o Planalto montou uma coalizão discreta: lobby com o agro brasileiro nos EUA, conversas com o USTR (escritório comercial americano) e uma ligação estratégica com Trump.

Resultado?

Tarifas zeradas retroativamente a 13/11 para café, carne, frutas e cacau – aliviando US$ 2 bilhões em exportações anuais.

E o melhor: sem concessões humilhantes, como interferir no Judiciário brasileiro.

Pense no tabuleiro: Trump abriu com um gambito agressivo (tarifas como “punição” ao “lawfare” no Brasil, ecoando apelos de bolsonaristas como Eduardo).

Lula não contra-atacou de frente – isso poderia escalar para uma guerra comercial total.

Em vez disso, ele sacrificou peões menores (negociações paralelas sobre aço e alumínio, que ainda pagam 50%) para proteger o rei (o agro, que representa 40% das exportações para os EUA).

Agora, com Trump na defensiva por causa da inflação, Lula avança: o Itamaraty já sinaliza fim total das tarifas até dezembro, e o texto de Trump abre caminho para isso.

Aqui nas terras cabrálias, a diarréica direita bolsonarista que está toda no bolso do banco Master, lambe as feridas.

Resumo da Opera Bufa de Bananinha: Ele e a direita balaio de gato queriam usar as tarifas como arma contra Lula.
Agora, o recuo vira bumerangue.

Se foi “pressão interna”, parabéns a Lula.

Trump, você jogou a carta que Lula já havia previsto há tempos e soube sentar confortavelmente e esperar a hora do bote.


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Política

A direita bolsonarista é uma papa de sabujos dos EUA

As armas pesadas, usadas pelo tráfico, vêm dos EUA, mas Trump quer punir países considerados tocas de um suposto narcoterrorismo e, para tanto, tem apoio irrestrito da direita bolsonarista e de outros bacorinhos conservadores

Por isso, Derrite, que é um filhote de Bolsonaro com Tarcísio, quer que os EUA ataquem o Brasil militarmente para “combater” PCC e CV, por conta de uma classificação ajeitadora de “narcoterrorismo” para o crime organizado no Brasil

Trump agradece tanta submissão espontânea, tanta viralatisse rastejante desses lacaios rastaqueras antinacionais.

Os EUA exportam para o Brasil, ilegal ou legalmente, milhões de armas por ano, e o “leak” para o mercado negro é um problema crônico.

Relatórios da Polícia Federal e estudos independentes mostram que fuzis AR-15, AK-47 e similares, são contrabandeados via fronteiras terrestres

Em 2023, por exemplo, uma operação da PF desmantelou uma rede que movimentou mais de 43 mil armas europeias (da Croácia, Turquia, etc.), mas que passavam pelo Paraguai e entravam no Brasil – e boa parte das munições e peças extras tem origem yankee.

Agora, o pulo do gato:

Trump está batendo nessa tecla.

Em agosto de 2025, ele assinou uma diretiva secreta dando luz verde para o Pentágono usar força militar contra cartéis latinos rotulados como “organizações terroristas estrangeiras” (FTOs).

É aí que a direita bolsonarista quer enfiar o Brasil, enquadrando as facções criminosas nativas de “narcoterroristas” para viabilizar a invasão do Exército dos EUA no Brasil.

Só sendo muito vagabundo. traidor da pátria como Bolsonaro, Tarcisio, Derrite e Eduardo Bolsonaro. para tramar contra o próprio país e o povo brasileiro.


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Mundo

Vídeos: Trump é flagrado dormindo durante coletiva na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi flagrado aparentemente cochilando durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na última quinta-feira (6). O momento foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais.

As imagens mostram Trump com os olhos fechados e a cabeça pendendo para frente exatamente enquanto o Dr. Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, falava sobre “sono”.

A cena aconteceu durante o anúncio de um plano do governo para reduzir o custo de medicamentos contra a obesidade à base de GLP-1, como o Ozempic e o Wegovy, e ampliar o acesso a esses remédios por meio do programa público Medicare.

A apresentadora da MSNBC e ex-secretária de imprensa da Casa Branca de Joe Biden, Jen Psaki, ironizou o episódio.

“Quer dizer, lá estava ele na Casa Branca hoje, praticamente cochilando enquanto seu cirurgião-geral falava sobre — acreditem ou não — demência, obesidade e privação de sono. É meio óbvio demais, não é?”, disse Psaki em seu programa The Briefing with Jen Psaki

Enqanto Trump ormia, homem desmaia durante o evento
A coletiva também foi interrompida por um desmaio de um dos participantes, que caiu de joelhos atrás de Trump. Assessores de imprensa rapidamente retiraram os jornalistas da sala enquanto o homem era socorrido. A Casa Branca informou que ele passa bem.

Inicialmente, a imprensa norte-americana apontou que se tratava de Gordon Findlay, executivo da Novo Nordisk, mas a farmacêutica negou a informação, esclarecendo que nenhum de seus representantes presentes era ele.

O governo dos Estados Unidos não divulgou a identidade do homem, apenas confirmou que se tratava de um executivo do setor farmacêutico.

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Brasil Mundo

Nossos ratos querem um Trump para os brasileiros que os americanos repudiam

63% dos Americanos rejeitam o desempenho de Trump.

Isso, segundo as pesquisas da CNN nos EUA, reflete insatisfação com a economia, expansão de poderes presidenciais e política externa, incluindo tarifas e intervenções.

Mas os ratos do consorcio Paraguaçu formado pelos Odoricos, Tarcísio, Castro, Caiado, Zema e outros camundongos querem Trump intervindo militarmente no Brasil,

Assim que soube da pesquisa, imediatamente Trump pediu penico para a China, propondo zerar as tarifas em pelo menos um ano para, depois ver se esse papo de taxar outros países e a bomba cair no colo dos americanos, volta a ser pauta do bobalhão laranja.

Aqui o “Consórcio Paraguaçu” parece saído direto de Sucupira, numa aliança de “coronéis modernos” que, em vez de se unirem contra o crime, dividem pra reinar politicamente, e quem paga a conta é a nação.

A proposta de transformar as facções criminosas no Brasil em narcoterroristas tem apenas esse objetivo, o de dar a Trump carta branca para uso militar contra os brasileiros e transformar o Brasil em penico de Trump.


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Mundo

Desaprovação de Trump bate recorde e economia é apontada como o maior problema

A taxa de aprovação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, atingiu uma nova mínima histórica em seu segundo mandato, a 37%, aponta uma pesquisa da CNN, publicada nesta segunda-feira. O valor é o menor de sua segunda administração e é próximo das piores taxas de aprovação de seu primeiro mandato, quando chegou a registrar apenas 34% de aprovação.

No mesmo sentido, a taxa de desaprovação atingiu 63%, sendo a maior já registrada de ambos os seus governos e um ponto porcentual acima do recorde anterior, de 62%, quando ele deixou a Casa Branca em janeiro de 2021.

A pesquisa da CNN também mostra que 32% dos entrevistados avaliam que o andamento da situação do país está “Muito bem/Razoavelmente bem”, enquanto 68% acreditam que o cenário está “bastante ruim/muito mal”.

Ainda, foi avaliado que o problema mais importante que os EUA enfrentam atualmente são: a economia e o custo de vida (47%); o estado da democracia americana (26%); imigração (10%); crime e segurança (7%); saúde (5%); e política externa (1%).

*Broadcast


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Mundo

The Economist: Brasil mostra por que, na era Trump, autonomia nacional exige mais integração global

Após tarifas de Trump, Brasil intensifica laços com países para garantir autonomia e enfrentar pressões políticas externas

Por The Economist
O palácio presidencial do Brasil foi projetado para transmitir uma imagem de poder sereno. Oscar Niemeyer, o grande arquiteto modernista do País, dotou-o de colunas de mármore que se curvam como os rios do Brasil e parecem flutuar sobre um espelho d’água tranquilo – um emblema equilibrado da soberania nacional. Mas a calma pode ser enganosa.

Em 2023, uma multidão inspirada por Jair Bolsonaro, um ex-presidente de extrema direita, invadiu seus portões. A pressão também pode vir do exterior: em julho, o presidente Donald Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, irritado com o processo judicial contra Bolsonaro.

Embora Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (conhecido como Lula), tenham trocado palavras calorosas após uma reunião na Malásia na semana passada, o episódio mostra como é fácil para a superpotência interferir na política brasileira. Isso também serve de lição sobre como conduzir a política comercial no mundo de Trump.

Pelo menos externamente, as autoridades brasileiras permaneceram serenas. Elas enviaram aos formuladores de políticas americanos evidências da independência judicial, confiando que os fatos – e a estatura do Brasil – as protegeriam. No entanto, por trás da postura serena, há uma mudança de estratégia.

Os órgãos multilaterais com os quais o Brasil antes contava perderam influência. Assim, o País buscou proteção da única maneira possível: vinculando-se mais estreitamente a outros países. À medida que as proteções globais enfraquecem, os países estão aprendendo que a autonomia agora vem da integração.

Os economistas há muito tratam a globalização como uma troca entre abertura e autonomia nacional. Em 1933, John Maynard Keynes, desiludido com os fracassos do internacionalismo econômico, argumentou em uma palestra intitulada “Autossuficiência Nacional” que a abertura havia ido longe demais.

Todos os países desejavam “ser seus próprios senhores e ser tão livres quanto possível das interferências do mundo exterior”. Essa tensão ainda molda a ordem global. No início dos anos 2000, Dani Rodrik, da Universidade de Harvard, reformulou-a como o “trilema político da economia global”. Os países não podiam ter simultaneamente integração econômica, política democrática e autonomia nacional total.

Quanto mais profundas se tornavam as regras globais, menos liberdade os governos tinham para definir suas próprias políticas. A integração e a soberania puxavam em direções opostas.

No entanto, a abertura também pode proteger. Albert Hirschman, um economista liberal que fugiu da Alemanha nazista, percebeu que as regras podiam proteger e também restringir. Depois de ver o Terceiro Reich usar o comércio para subjugar seus vizinhos na Europa Oriental, ele alertou que o poder de interromper as relações comerciais se torna um poderoso instrumento de pressão política. Sua resposta não foi se fechar, mas distribuir o risco. A verdadeira independência, argumentou ele, vinha da diversificação – um comércio amplo com muitos parceiros, de modo que nenhum deles pudesse sufocar um fluxo vital.
Em um mundo onde uma potência hegemônica está disposta a coagir, a integração é o que preserva a soberania.

Essa ideia está sendo testada novamente. Trump desrespeitou a regra mais básica do sistema comercial – a não discriminação –, usando tarifas como armas políticas. A Índia foi punida por comprar petróleo russo; o Canadá, por seus planos de tributação digital e por recrutar Ronald Reagan para um anúncio crítico na TV; a União Europeia, por seus padrões de segurança alimentar; e o Brasil, por processar Bolsonaro. Para os alvos de Trump, o isolamento agora parece mais perigoso do que o envolvimento.

O Brasil mostra como isso funciona. Quando Trump anunciou sua tarifa de 50%, as autoridades recorreram instintivamente ao regulamento. O gigante sul-americano é um dos membros mais litigiosos da Organização Mundial do Comércio – apresentando o quarto maior número de reclamações, depois dos Estados Unidos, da União Europeia e do Canadá.

Mas, com a OMC enfraquecida, o Brasil busca aprofundar os laços com outros países. Celso Amorim, principal assessor de Lula, chama isso de “uma vacina contra movimentos arbitrários de qualquer potência”. Em um mundo governado por valentões, a melhor defesa contra a infecção por um país é a exposição a muitos.

Lula, que antes era cético em relação ao livre comércio, tornou-se um improvável defensor da abertura. Em seu primeiro mandato, na década de 2000, ele aumentou as tarifas sobre máquinas industriais e têxteis, impôs regras de conteúdo local no setor de petróleo e gás e concedeu créditos subsidiados a campeões nacionais como a Embraer, fabricante de aeronaves.

Agora, ele está buscando vincular o Brasil mais fortemente à economia global. O Brasil concluiu um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio, está finalizando outro com os Emirados Árabes Unidos e está em negociações com o Canadá, a Índia, o Japão e o México. Mais importante ainda, após 25 anos de atraso, o Mercosul, um bloco sul-americano liderado pelo Brasil, está perto de ratificar um pacto com a UE.

Esses acordos fazem mais do que abrir mercados. Eles garantem reformas internas, prometendo maior transparência e regulamentação mais estável. O pacto entre a UE e o Mercosul, por exemplo, abrirá os contratos públicos do Brasil a licitantes estrangeiros, eliminará gradualmente os impostos de exportação sobre bens essenciais e aproximará suas regras ambientais e trabalhistas dos padrões da UE. Comprometer-se com regras previsíveis e parcerias amplas pode parecer uma restrição. Mas também é uma garantia. Quanto mais regras você compartilha, mais difícil fica para qualquer país pressioná-lo.

Consequências indesejadas
Essas medidas podem vir a ser o legado mais duradouro das tarifas impostas por Trump. Os acordos comerciais têm o hábito de impor a liberalização institucional. Quando a Espanha aderiu à antecessora da UE em 1986, foi obrigada a abandonar a proteção de suas indústrias e adotar a legislação europeia em matéria de concorrência, ancorando sua jovem democracia a uma ordem baseada em regras. Para a Polônia pós-comunista, a adesão significou reescrever milhares de leis; seu obscuro sistema de contratos públicos foi transformado em um dos mais transparentes do bloco.

Em todo o mundo, os governos estão chegando à mesma conclusão. Potências médias como Índia, Indonésia e México buscam autonomia por meio da abertura. As tarifas de Trump estão levando outros países a se vincularem de forma mais segura às regras comerciais. A integração econômica já foi considerada uma ameaça à soberania. Hoje, ela se tornou seu escudo.


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Brasil Mundo

O futuro não é americano, é humano

Sim, Milton Santos (1926–2001) o maior geógrafo brasileiro do século XX, antecipou com precisão cirúrgica o colapso da hegemonia cultural, tecnológica e política dos EUA e de Israel em seu livro-manifesto Por Uma Outra Globalização

Milton Santos não era vidente. Era geógrafo. Ele via o que os economistas neoliberais ignoravam: O espaço não é neutro. O poder que se fecha em si mesmo perece.

“A globalização atual não é universal. É uma globalização perversa, produzida por um punhado de lugares hegemônicos que impõem sua técnica, sua ciência e sua cultura como se fossem universais. Mas a técnica não é neutra: ela é política.”

Quando o centro grita ‘America First’ ou ‘Israel First’, ele não está se fortalecendo. Está se despedindo. O mundo não para. Ele apenas muda de endereço.

Em 2025, o endereço mudou.

E o carteiro? É brasileiro, indiano, ruandês

A desconexão EUA-Israel do fluxo técnico global EUA: Trump cria a “American AI Initiative” com algoritmos censoriais anti-DEI. Empresas globais (Google, Meta, TSMC) recusam integração por medo de backdoors legais.

Israel: A lei de “segurança nacional em IA” força NVIDIA e Intel a suspenderem fábricas em Kiryat Gat. Patentes israelenses em cibersegurança caem 40% (WIPO, 2025).

A técnica deixa de ser “universal” e vira arma de soberania nacionalista.

Exatamente como Milton Santos alertou: o centro perde o monopólio da inovação ao politizá-la.

“Os lugares hegemônicos vivem da ilusão de que controlam o tempo e o espaço. Mas a periferia não é passiva: ela produz história, técnica e cultura em ritmo próprio. Quando o centro se fecha, a periferia se abre.”

“Todo milagre hegemônico é uma fábula sustentada por três pilares: técnica importada, capital externo e narrativa de excepcionalidade. Quando um pilar cai, o milagre desaba.”

No encontro com Trump Lula deixa sua marca e de uma nova era: A periferia não espera mais pelo centro. Como Milton Santos previu, o Sul Global não copia, ele substitui.

Milton Santos (p. 189):

“A outra globalização não será liderada por Washington ou Tel Aviv, mas por redes horizontais de cidades, saberes e lutas. O futuro não é americano. É humano.”

Trump parece que entendeu a postura altiva de Lula.

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Mundo Política

Trump faz da Presidência dos EUA uma birosca de negócios

Não tem nada programado, nada técnico, nada de inteligente e estratégico.

Tudo se concentra no ego inflado de baiacu do sujeito. Seus preços políticos se dão de acordo com a cara do freguês. Não é só impressão.

Trump voltou em 2025 com tudo, soltando mais de 200 ordens executivas em poucos meses, num ritmo insano.

Mas quando se olha de perto, parece mais vingança pessoal do que visão de governo.

O tal Project 2025, aquele calhamaço conservador da Heritage Foundation, ele jura que “não tem nada a ver”, mas adivinha?
Quase dois terços das ações dele batem com o que está lá.

Acabar com programas de diversidade logo no primeiro dia, porque, claro, “diversidade” é o vilão, desmontar agências federais para encher de aliados, e jogar tarifas em tudo o que se mexe. China, México, até o Canadá levando chumbo.

Tem estratégia? Talvez, se aproximar os olhos, verá: isolacionismo “America First” puro, cortando ajuda externa para quem não se curvar, perdoando a galera do 6 de janeiro em massa, e transformando a burocracia num RH pessoal, demite os “traidores” e contrata os puxa-sacos.

Isso cheira a teoria do executivo unitário. Basicamente, “o presidente manda, e dane-se!”.

Críticos dizem que é um atalho pra autocracia. È o ego baiacu tocado?
Isso é o sol desse sistema solar.

Imagina, George Soros mandou a letra: Trump é um “charlatão” com narcisismo anabolizado pelos piores esteroides.

Países, como o Paquistão, estão jogando o jogo direitinho, indicando Trump para o Nobel da Paz e fechando acordos de cripto só para não levar tarifa na cara.

É a política do “quem paga mais, leva”.

Agora, é o pulo do gato tipo Bolsonaro, que conhecemos muito bem.
Apesar da zorra improdutiva, isso funciona muito bem para o público dele.

Mas o circo entrega para o público trumpista que quer ver sangue.

Não é catedral, é barraca de rua: gorduroso, caótico, mas enche a barriga.

Lembra do Bolsonaro comendo pizza na rua, o porcalhão se lambuzando todo?

Se é inteligente e estratégico ou só um show de horrores, só o tempo dirá

O teatro é o mesmo de Bolsonaro, só que em inglês.

Com Lula, Trump afinou e encolheu. Tipo um round de boxe diplomático.

Trump entrou com o soco de 50% de tarifa nas exportações brasileiras pra “vingar” o Bolsonaro, claro, chamando de “caça às bruxas, mas saiu prometendo bons acordos e até desejando feliz aniversário para Lula, que completou 80 anos, vigoroso!

Lula jogou o trunfo da diplomacia sul-americana, falando em ajudar os EUA com a Venezuela, e Trump comprou a ideia.

Resultado? As equipes de comércio dos dois países se reúnem amanhã (28/10), e o Brasil, que tem superávit comercial com os EUA há 17 anos, pode ver essas tarifas derreterem rápido.

Para quem achava que era só um encontro banal, isso mostra o Lula no modo mestre do xadrez.

Quebrou o monopólio bolsonarista na Casa Branca.

Bolsonaro era o queridinho, mas agora Trump está aberto ao diálogo direto com Lula.


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