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Trump, em Davos, humilha europeus, ataca imigração e reitera tomada da Groenlândia

Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Europa está “indo na direção errada” e fez duras críticas às políticas de imigração adotadas no continente. Segundo ele, decisões tomadas ao longo da última década estariam enfraquecendo países europeus, quando, em sua visão, o Ocidente precisaria de aliados fortes.

Trump declarou que os Estados Unidos buscam “negociações imediatas” para discutir a aquisição da Groenlândia, apesar de o governo da Dinamarca já ter afirmado que o território semiautônomo não está à venda.


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Trump ameaça França, diz que ‘não há volta’ sobre Groenlândia e posta foto anexando Canadá e Venezuela

O presidente dos EUA ainda chamou decisão de Londres de ‘grande estupidez’ e anunciou reunião com líderes europeus nesta semana em Davos

Numa onda de ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na madrugada desta terça-feira (20) que irá colocar impostos de 200% sobre o vinho francês caso Emmanuel Macron não aceite aderir ao seu ‘Conselho da Paz’. Ele ainda criticou o Reino Unido e postou nas redes sociais fotos anexando Groenlândia, Canadá e Venezuela.

Trump confirmou que irá se reunir com líderes nesta semana na cidade suíça de Davos para tratar de seu desejo de tomar o território dinamarquês. Mas já avisou que não pensa em desistir.

“Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça”, disse.

“Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás”, alertou.

“Nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo – e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”, completou.

Minutos depois, ele publicou nas redes sociais uma mensagem por telefone enviada por Emmanuel Macron, presidente da França. Nela, o francês indicava que poderia organizar uma cúpula especial do G7. Mas alertava: “não estou entendendo o que você está fazendo (sobre a Groenlândia)”.

No início da semana, ele chegou a escrever uma carta ao governo da Noruega sugerindo que foi a decisão de Oslo de não lhe dar o prêmio Nobel da Paz que teria motivado os EUA a defender apenas o seu interesse.

Ataques contra a França
Ainda nos EUA, Trump afirmou que a recusa da França de fazer parte de seu ‘Conselho de Paz’ não será tolerado.

“Eu vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa”, disse Trump, que ainda menosprezou Macron ao dizer que ele está no final de seu governo. “Ninguém sequer quer encontrá-lo”, afirmou o americano.

Trump convidou cerca de 60 países para fazer parte de seu projeto que tem como objetivo rivalizar com a ONU e ser o novo centro de decisões do mundo. Mas a estrutura prevê que apenas os EUA teriam o poder de veto, desmonta o sistema multilateral e coloca Trump como autoridade máxima.

Na segunda-feira, Paris sinalizou que irá declinar o convite, postura que também deve ser adotada pelo Brasil. As novas ameaças de Trump foram qualificadas pelos franceses como “inaceitáveis”.

Deboche do Reino Unido
Trump ainda criticou a posição de Londres em relação à devolução de territórios que, hoje, contam com bases americanas.

“Chocantemente, nosso “brilhante” aliado da OTAN, o Reino Unido, está planejando ceder a ilha de Diego Garcia, onde se encontra uma base militar vital dos EUA, para Maurício, e fazer isso SEM NENHUM MOTIVO”, disse.

“Não há dúvida de que a China e a Rússia perceberam esse ato de total fraqueza. Essas são potências internacionais que só reconhecem a FORÇA, e é por isso que os Estados Unidos da América, sob minha liderança, são agora, após apenas um ano, respeitados como nunca antes”, afirmou.

“O Reino Unido ceder terras extremamente importantes é um ato de GRANDE ESTUPIDEZ e é mais um na longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia precisa ser adquirida. A Dinamarca e seus aliados europeus precisam FAZER A COISA CERTA”, completou.

Fotos de mapas e exposição de conversas
Durante a madrugada, Trump ainda postou duas fotos. Uma delas mostra os mapas do Canadá, Groenlândia e da Venezuela pintados com a bandeira dos EUA, enquanto ele recebe líderes europeus no Salão Oval.

Em outra, ele finca uma bandeira dos EUA no território da Groenlândia.

Durante a madrugada, Trump ainda colocou em suas redes sociais prints de mensagens de líderes estrangeiros, entre eles o de Mark Rutte, chefe da OTAN. No texto laudatório ao americano, o europeu prometia que iria encontrar uma forma para lidar com a Groenlândia e se mostra submisso aos interesses da Casa Branca.

*Jamil Chade/Uol


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Sem Nobel, Trump diz que não tem mais obrigação de falar de paz

Em carta ao governo da Noruega, Trump se queixa de não ter sido escolhido como vencedor do prêmio Nobel, reivindica Groenlândia e alerta que só agirá pelo interesse dos EUA a partir de agora.

Numa carta que deixou líderes europeus perplexos, o presidente Donald Trump afirmou que o fato de não ter recebido o prêmio Nobel da Paz desobriga o chefe da Casa Branca a falar sobre a paz.

A carta foi enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, em meio à tensão entre europeus e o republicano. Trump vem insistindo que irá tomar a Groenlândia, por uma negociação ou por força.

“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas em paz”, escreveu Trump, acrescentando que agora poderia “pensar no que é bom e apropriado” para os EUA.

Trump disse que a Dinamarca “não pode proteger” a Groenlândia da Rússia ou da China, acrescentando: “Por que eles têm um ‘direito de propriedade’, afinal? Não há documentos escritos, apenas o fato de um barco ter atracado lá há centenas de anos.”

O presidente dos EUA disse que “fez mais pela OTAN do que qualquer outra pessoa desde a sua fundação, e agora a OTAN deveria fazer algo pelos Estados Unidos”. O mundo “não estará seguro a menos que tenhamos controle completo e total da Groenlândia”, afirmou.

Na semana passada, a vencedora do prêmio Nobel, Maria Corina Machado, entregou a medalha para Trump, num gesto para tentar ganhar a simpatia do republicano que a ignorou na formação de um novo governo na Venezuela, depois do sequestro de Nicolás Maduro. Os organizadores do Nobel, porém, alertaram que o prêmio é intransferível.

Em uma resposta, Store insistiu em explicar ao americano o que todos sabem: “Expliquei claramente, inclusive ao presidente Trump, o que é de conhecimento geral: o prêmio é concedido por um Comitê Nobel independente”.

No sábado, Trump ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre as importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, caso não aceitem vender a Groenlândia.

A UE se reuniu em caráter de emergência, enquanto líderes passaram a tentar contato com o governo dos EUA. Uma das opções seria a aplicação de retaliações contra produtos americanos. Mas a esperança da Europa é de que haja um espaço para negociar.

*Jamil Chade/ICL


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‘Conselho de Paz’ de Trump é criticado no governo Lula: ‘Péssimo’

Presidente brasileiro ainda não tomou decisão se aceitará fazer parte da iniciativa. Milei já sinalizou que irá aderir

A primeira avaliação no governo brasileiro é de que o projeto de Donald Trump de “Conselho da Paz” é “péssimo”, abalaria para sempre o multilateralismo e deixaria a ONU numa situação inviável.

O ICL Notícias revelou no sábado com exclusividade o fato de que Trump convidou o Brasil para fazer parte da iniciativa. Neste domingo, a reportagem ainda traz o texto completo do projeto.

Lula ainda não deu uma resposta ao americanos e o Palácio do Planalto aponta que a ideia ainda está sendo examinada. Mas experientes diplomatas e negociadores brasileiros já alertam que o Brasil deveria se recusar a fazer parte.

Alguns pontos preocupam o governo Lula:

  • Veto de Trump
  • Trump teria a palavra final em todas as decisões do órgão, ainda que o voto fosse permitido a todos os países. Seria uma espécie de veto, usado por um único governo

Desequilíbrio

Não há qualquer compromisso de um equilíbrio entre regiões ou participação de países em desenvolvimento. A entidade teria apenas uma língua oficial: o inglês.

Recursos

Não está claro para onde iriam os recursos de cada um dos governos

Pagar para estar à mesa

Vaga permanente dependerá de pagamento de US$ 1 bilhão, e não de legitimidade política do país.

Justificar invasões

Conselho não estaria baseado no direito internacional, conceitos como soberania ou integridade territorial. Na prática, o governo Lula avalia que isso poderia ser um caminho para que a entidade sirva para legitimar ações militares.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Trump convida Lula para o Conselho da Paz na Faixa de Gaza

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os convidados pelo presidente dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou Lula neste sábado (17) para compor o “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o convite.

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os líderes mundiais convidados pelo político estadunidense, conforme reportagem publicada no Metrópoles.

Trump já havia anunciado alguns nomes para o Conselho de Paz: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner.

Segundo a Casa Branca, cada integrante do Conselho Executivo deverá supervisionar áreas consideradas estratégicas para o futuro de Gaza, como governança, relações regionais, atração de investimentos, reconstrução e mobilização de capital.


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Trump congela vistos para brasileiros e cidadãos de outros 74 países

O governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump congelou a concessão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, nesta quarta (14), segundo a Fox News. Ainda não há confirmação se vistos de turismo também serão afetados pela medida.

A decisão partiu do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que ainda não se pronunciou oficialmente. Com o congelamento, o Brasil passou a integrar a mesma lista de países como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre a restrição. O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, não se manifestou publicamente sobre o tema até o momento.

Segundo a Fox News, a medida deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro e não tem prazo definido para terminar. O congelamento estaria baseado em um memorando interno que prevê uma pausa temporária na emissão de vistos para revisão dos critérios atualmente adotados pelo governo norte-americano.

Ainda conforme o documento, o governo dos EUA avalia ampliar restrições com base em fatores como idade e condição física. Em novembro, a agência Associated Press informou que a gestão de Trump analisava diretrizes para limitar a entrada de pessoas obesas no país.

Desde junho do ano passado, os Estados Unidos passaram a analisar perfis em redes sociais de solicitantes de visto de estudante. O republicano já vinha ameaçando endurecer as regras para entrada de estrangeiros no país desde dezembro passado.


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Trump impõe taxa sobre quem exportar ao Irã; Brasil pode ser afetado

Medida é a primeira sinalização de que a Casa Branca irá escalar a pressão contra Teerã por conta dos protestos. Brasil vendeu mais de US$ 3 bi ao mercado iraniano e pode ser prejudicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre os produtos de todos os países que tenham algum tipo de comércio com o Irã. O Brasil, portanto, pode ser um dos afetados pelas novas tarifas.

Em 2024, o mercado iraniano consumiu mais de US$ 3 bilhões em produtos brasileiros e se tornou o quinto maior destino das vendas nacionais no Oriente Médio.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, afirmou o presidente dos EUA.

A medida faz parte de uma escalada contra o regime em Teerã, diante dos protestos que ganham dimensões inéditas nos últimos dias. O objetivo é isolar o país, romper alianças que ainda possam existir entre os iranianos e parceiros comerciais, criar uma escassez no país e a falta de abastecimento, principalmente de itens essenciais.

Trump também espera cortar o governo iraniano de qualquer tipo de abastecimento de suprimentos que possa permitir que o regime seja viável economicamente.

Trump chegou a dizer que poderia usar força militar e também indicou que os iranianos estariam dispostos a negociar. Mas o gesto desta segunda-feira sinaliza que a Casa Branca decidiu iniciar uma ofensiva.

A medida, ainda que afete o Brasil, tem um impacto bem maior para outros parceiros como a China e Índia. O Irã ainda faz parte do Brics, depois que o bloco passou por uma expansão há dois anos.

No caso das exportações brasileiras, elas estão essencialmente concentradas no setor agrícola e representam 1% do comércio do país com o mundo.

Em 2025, as exportações de milho do Brasil ao mundo atingiram 41,59 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% e com receita de US$ 8,6 bilhões. O Irã liderou as compras, seguido por Egito e Vietnã.

*Jamil Chade/ICL


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Lula articula reação regional a ameaças de Trump e ofensiva na Venezuela

Presidente conversa com líderes da Colômbia, México e Canadá, condena uso da força, reage a ameaças militares dos EUA e defende soberania, multilateralismo e solução pacífica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou nesta quinta-feira (8) a articulação com líderes da América Latina em reação à ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e às novas ameaças de Washington à região, reafirmando a defesa da soberania, do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos.

Ao longo do dia, o presidente brasileiro realizou ligações telefônicas com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

A articulação ocorre em meio à escalada de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar países da região com ações militares no México e na Colômbia, a defender a ampliação da presença e do controle norte-americano sobre a Groenlândia e a anunciar a imposição de uma tutela política sobre a Venezuela.

Na conversa com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, Lula criticou o uso da força contra um país sul-americano, apontado pelos dois governos como violação do direito internacional, da Carta da ONU e da soberania da Venezuela, e defendeu que a crise seja resolvida por meios pacíficos, com diálogo e respeito à vontade do povo venezuelano.

O presidente brasileiro também informou que o Brasil iniciou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, parte de um total de 300 toneladas arrecadadas para recompor estoques de produtos e soluções para diálise atingidos pelos bombardeios, de acordo com o Vermelho.

Com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, Lula reiterou o repúdio aos ataques contra a soberania venezuelana e à retomada de uma lógica de divisão do mundo em zonas de influência.

Os dois líderes reafirmaram a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre-comércio, além do compromisso com a cooperação em favor da paz, do diálogo e da estabilidade regional.

Na ligação com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, os dois líderes condenaram o uso da força sem respaldo na Carta da ONU e defenderam que o futuro da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo.

Lula e Carney também concordaram sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global e manifestaram interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.

As conversas ocorrem após Trump intensificar a retórica de confronto com países da América Latina e do Atlântico Norte, dias depois de os Estados Unidos executarem seu primeiro bombardeio na América do Sul.

Nesta quinta-feira (8), em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA vão “começar agora a atacar em terra” o território do México, sob o argumento de combater cartéis de drogas.

Trump disse que apenas “sua própria moral” constitui um limite para as ações do governo norte-americano no exterior. Questionado sobre o respeito ao direito internacional, Trump declarou que “não precisa” dessas normas e que a única coisa capaz de freá-lo é “sua própria mente”.O presidente norte-americano afirmou ainda que o controle dos Estados Unidos sobre a Groenlândia seria “psicologicamente necessário para o sucesso” e admitiu que a escolha entre a estabilidade da Otan e a incorporação do território poderia se tornar um dilema para seu governo.


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VÍDEO: Groenlândia será negociada “por bem” ou “por mal”, diz Trump

O presidente Donald Trump afirmou que pretende tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos “por bem” ou “por mal”, reforçando que o controle do território semiautônomo dinamarquês é “crucial” para a segurança nacional.

Em reunião na Casa Branca com executivos da indústria petrolífera, declarou: “Quero chegar a um acordo por bem. Mas, se não conseguirmos fazer da forma fácil, faremos da difícil.”

Trump citou a presença crescente de Rússia e China no Ártico como justificativa para o interesse norte-americano. Segundo ele, se os EUA não assumirem o controle da ilha rica em minerais, “Rússia ou China o farão”. O pronunciamento ocorreu após discussões sobre exploração de petróleo na Venezuela.

Assista:


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Trump anuncia suposto acordo com Venezuela por 50 milhões de barris de petróleo; Caracas ainda não se pronunciou

Declaração ocorre após ação militar dos EUA na Venezuela e indica abertura do setor petrolífero ao capital estadunidense

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo da Venezuela aceitou entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao país. O anúncio foi feito por meio de uma rede social do estadunidense, sem divulgação de detalhes oficiais do suposto acordo. Os venezuelanos ainda não confirmaram a informação.

A declaração ocorre três dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. A operação deixou ao menos 80 mortos, a maioria militares. Entre eles, 32 cubanos.

Trump afirmou que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado e que o controle dos recursos ficará sob responsabilidade do governo estadunidense. Segundo ele, o objetivo seria garantir que o dinheiro seja usado “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

De acordo com o presidente, o petróleo será transportado por navios de armazenamento e descarregado diretamente em terminais localizados em território estadunidense. O volume anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.

Mais cedo, a agência Reuters informou que autoridades dos dois países discutem a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias dos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pela agência, o acordo deve redirecionar cargas que antes tinham como destino a China.

Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques, sem conseguir exportá-los devido ao bloqueio imposto por Washington. O embargo faz parte da estratégia de pressão adotada pelos Estados Unidos para sufocar economicamente o país sul-americano.

No sábado (3), logo após o sequestro do presidente venezuelano, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero do país à atuação de companhias estadunidenses. Ele declarou que empresas do setor investiriam bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura e ampliar a produção.

As refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos têm capacidade para processar o petróleo pesado da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, o país importava cerca de 500 mil barris diários do produto.

Apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz atualmente cerca de 1 milhão de barris por dia. A queda é resultado direto das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

*BdF


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