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“Insanidade”: Deputado democrata diz que Trump está surtando

Não existe plano futuro da Venezuela, diz

deputado democrata Seth Moulton, de Massachusetts, ex-fuzileiro naval e integrante do Comitê das Forças Armadas da Câmara, resumiu em duas frases a entrevista de ontem de Donald Trump: “A gente vai parar [pra pensar] por um segundo? Isso é insano”.

Moulton referiu-se ao fato de que Trump, perguntado agora sobre quem governa a Venezuela, apontou para o grupo que estava atrás de si: o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hesgeth, o diretor da CIA John Ratcliffe, o sub-chefe da Casa Civil Stephen Miller e o general Dan Caine, que comanda o Estado Maior das Forças Armadas.

Nenhum deles tem qualquer experiência administrativa em tocar um país caribenho de 34 milhões que, aliás, ainda tem um governo e instituições funcionando.

Improviso total
Moulton referiu-se aos diferentes argumentos de Trump para cercar e agora sequestrar o presidente da Venezuela e esposa:

Não teve plano algum. Trump mentiu desde o início. Primeiro disse que não faria troca de regime. É o que ele está tentando fazer. Ele disse que era uma guerra sobre drogas, mas o fluxo de drogas vai continuar. Ele disse que era sobre fentanil, mas o fentanil não vem da Venezuela. Ele disse que era sobre cocaína, mas a cocaína da Venezuela vai para a Europa.

Moulton confirmou que recebeu um briefing de Marco Rubio, mas que o secretário de Estado mentiu o tempo todo, dizendo que não haveria troca de regime, nem invasão terrestre.

Ontem, na entrevista coletiva, Trump disse que se o governo da Venezuela não se render ou cair, ele não vê nenhum problema em despachar soldados para uma guerra em solo.

O deputado concluiu:

Talvez seja sobre petróleo, estão tentando roubar o petróleo [da Venezuela], mas não temos certeza porque nada do que Trump diz é verdade.

Na entrevista de ontem Trump também repetiu três mentiras que usou

como justificativa para o ataque: que Maduro comanda um cartel de traficantes; que a Venezuela abriu presídios, asilos e hospitais psiquiátricos para enviar os ocupantes aos Estados Unidos; que o governo em Caracas tenha relação com o Bonde de Aragua, uma facção local.


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Mundo

Trump ameaça presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodriguez: ‘faria com ela muito pior do que fez com Maduro’

Pelo menos na garganta, o falastrão, Donald Trump, que está levando os EUA à ruína, deve imaginar que uma mulher aguerrida como Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela. vai amarelar para um bosta como ele.

Ora, se o povo norte-americano está nas ruas espinafrando o Calígula marca três peidos, não será o povo venezuelano que, no seu direito de defesa da soberania e de suas riquezas, se renderá aos interesses de um escravagista, ladrão, pedófilo e por aí vai.

A forma decisiva com que a Venezuela tratará essa questão, será de combustível líquido con ta os interesses secretos que estão por trás da tentativa dos EUA de esmagar uma nação para lhe roubar o petróleo.

Pode falar o que quiser para sequestrar o subsolo venezuelano para os interesses invisíveis norte-americanos. O grande obstáculo de Trump será o p´ropiro povo venezuelan com seu codigo de honra em defesa da nação.


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Opinião Política

Diante de mais uma crise provocada por Trump, basta que Lula seja o Lula

No Brasil, o que mais deixa irritada essa xepa de direita, chamada bolsonarismo, é se deparar com a realidade nua e crua.

O que tem Lula de gênio político e, como tal, reconhecido no mundo, Trump tem de burro.

Lula é o que se pode chamr de solista de sete instrumentos, sem qualquer economia. É uma mistura de contista com sociólogo, de romancista com um inexorável contador de histórias brasileiras, no Brasil e no mundo.

Trump, além de infantil, é árido, até em suas abstrações econômicas que, na prática, ao invés de reduzir, cria grandes problemas ao país que governa.

É fundamental destacar esse confronto de posições diante do mundo contemporâneo.

Lula só apresenta soluções claras e precisas para qualquer caso no mundo moderno. Tump é um ferro velho da era do petróleo, que vive dos mortos dos supostos anos dourados dos EUA, apelando diretamente para sentimento de superioridade sem qualquer traço de criatividade fora da velha corrente do imperialismo ianque.

Lula é um produto exclusivo do coração, o grande e inesgotável coração brasileiro.

Ao contrário, as ideias deTrump, além de não terem nada de práticas, são dignas de um pensamento militante carregado de slogans e vazias de resultados, sempre sendo guiado por preocupações individuais, restritas a impulsos particulares sem qualquer objetivo prático para o todo da sociedade e, sobretudo, para o mundo.

Por isso, os dois não coincidem e só não se chocaram durante a crise das tarifas, porque Lula carrega com ele um idealismo prático de progresso material para o povo brasileiro, sem se esquecer de compartilhar ganhos em suas parceiras políticas e comerciais mundo afora.

Lula tem um idealismo que se nutre nas relações afetivas, do alto pensamento e da visão geral e ampla de um mundo melhor para todos. Não leva a mal, mas o homem é foda, incomparável! Seja com suas preocupações humanas, materiais e até com seus objetivos mercantis.

Esse é o principal traço da psicologia brasileira que Lula carrega consigo.

O resultado é um espetáculo de grandeza que irradia por onde ele passa nos quatro cantos do Globo.

Mas a coisa vai além. Explico: o pensamento de Lula, e vimos isso na crise das tarifas, é regenerar pontes destruídas por adversários e, ao contrário, construir grandes perspectivas e amplas possiilidades de parcerias.

Some isso à história de fracasso de Donald Trump no mesmo quesito para entender o grande valor moral e estratégico de Lula, que soube fugir dos extremos e administar a crise de forma silenciosa  profundamente cirúrgica.

A ação nefasta do imperialismo de Trump não encontrou em Lula qualquer ação contrária, como vimos, Lula esperou o resultado desastroso do acúmulo de lambanças de Trump para, no momento certo, tomar uma atitude objetiva em favor do Brasil diante de um papel internacional negativo que Trump quis impor ao mundo.

Com uma ação inapelavelmente inteligente  e de forma consciente, Lula usou um simplismo até primário, mas principalmente muito mais complexo, sabendo esperar o  bufão se esbaforir e cair de joelhos a seus pés.

Ou seja, Lula, com toda a história política anti-imperialista que viveu, soube esperar os efeitos externos de uma tática protecionista em nome de um nacionalismo arcaico que assanhou Trump, para que a verdade se colocasse acima dos arrotos de Trump a partir do código de xenofobia e histeria.

O resultado foi a substituição do confronto de Trump contra o Brasil por condições particulares altamente favoráveis ao mesmo Brasil.

Foi assim, no silêncio, que Lula se manifestou, e a história do Brasil, diante de uma grave medida dos EUA, avançou e adquiriu fisionomia de país que sabe o que faz com a bola no pé.


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Opinião Política

Trump se comporta não como um chefe de Estado, mas como líder de hospício

Tenho lido umas análises hiperbólicas, sem trazer concretamente uma perspectiva dos resultados práticos da alucinação de Trump, que se comporta como um Hitler tardio..

O que se fará aqui são perguntas sobre esse nonsense total, anunciado por Trump neste sábado.

No Brasil, quem vibrou efusivamente com a invasão terrorista do Exército norte-americano na Venezuela e o sequestro de Maduro?

Todos sabemos, só os bolsonaristas mais pirados, só os tresloucados restanes da terra plana que rezam para pneu e, com celuar na cabeça, procuram por ETs, ou seja, o hospício brasileiro, que engloba boa parte de neopentecostais, conduzidos por pastores pedófilos, estupradores e por aí vai.

É aquela mesma gente, que se diz cristã, mas que apoia o genocídio em Gaza, promovido pelos EUA e Israel, este mesmo Estado que essa gente diz ser cristão.

É esse caldo de lunáticos que troca ideia com Saci Pererê, mula sem cabeça, entre outras figuras das trevas mentais, que soltaram fogos para o tresloucado, Donald Trump.

Por que fizeram isso?

Porque siplesmente eles não têm ideia de quem são, aonde estão e para onde vão.

Diria que esse é um retrato definitivo do que vimos neste sábado, após Trump comer uma tigela de cocô, ao vivo e a cores, diante dos olhos do mundo.

Mas faremos algumas perguntas:

O povo venezuelano aceitará passivamente que Trump roube o que a Venezuela tem para sobreviver, mesmo que precariamente, que é o petróleo?

Isso ampliará o mercado norte-americano na América Latina como é aventado por muitos analistas afobados, para comprar e vender o quê?

Mercado se faz à bala?

Obrigará as populações da América Latina a consumir os caríssimos produtos dos EUA quando elas não têm poder aquisitivo para se segurar em pé?

Como o super Trump lidará com essa realidade que ele não tem bala comercial para brigar por 1% de espaço para brigar com a China nas plataformas de vendas online?

Ninguém faz comércio por decreto. Ou tem um produto competitivo ou está morto. Essa é a regra do jogo.

Alguém acha que o Veio da Havan deixará de vender bugiganga chinesa para vender eletrônicos norte-americanos porque Trump invadiu a Venezuela?

O que é imperatino na vida como ela é, é a própria dinâmica do mundo, sobretudo nas relações comerciais, e isso não será tocado ou modificado um milímetro sequer.

Nesta segunda, a 25 de março, em São Paulo, seguirá empencada de mercadorias chinesas acessíveis à população brasileira, e os EUA continuarão sem conseguir vender no Brasil uma mísera agulha, porque não tem preço, porque tem uma economia obsoleta para enfrentar uma disputa comercial no mundo.

Trump é o maior cavalo de troia que os EUA produziram contra a própria nação.

As tarifas impostas por Trump são didáticas, quem pagou o pato dessa loucura, foram os norte-americanos, empresários, consumidores, enfim, cidadãos daquele país.

Deu merda e da grossa!

Agora, vem o idiota, tira esse coelho morto do cartola empoeirada e, como o grande pimpão do mundo, anuncia um golpe de Estado, seguido de sequestro do petróleo venezuelano.

Então, vem a pergunta até tola, o que os EUA farão com mais petróleo além de coisa nenhuma?

Só o fato de Trump, em seu pronunciamento, dar ênfase 18 vezes ao  petróleo, em pleno 2026, quando o mundo busca cada vez mais soluções energéticas limpas e renováveis, já mostra que o sujeito é um caduco de pedra.

Por mais que os EUA tenham tido líderes e presidentes facínoras para sustentar o império, ninguém se mostrou com o nível de loucura sequer parecido com esse maluco careteiro.

É só olhar para the day after para perceber que não tem a página 2 nessa história. E se tem alguém que deve ficar de verdade em pânico, são os próprios norte-americanos, que têm no comando do país, em plena derrocada econômica, um idiota falastrão que, a essa altura do jogo comercial do mundo, não sabe quem é a bola.

Quer coisa mais jurássica que invadir um país para roubar petróleo?

Trump só assinou uma confissão de fracasso como líder de um império morto.

Trump não vai piorar o mundo, só continuará a piorar os EUA para os norte-americanos, como fez com suas amalucadas tarifas e foi obrigado a recuar.

Trump acusa Maduro de inundar os EUA de drogas, o remédio é roubar o petróleo do povo pobre da Venezuela?

Em que lugar do planeta, além dos bolsonaristas mais aloprados do Brasil, alguém apoiará uma meleca como essa?


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Mundo Política

Trump diz que está roubando o petróleo do povo venezuelano para o bem do povo venezuelano

Que coisa mais comovente o discurso “humanitário” de Trump em prol do povo venezuelano que, em síntese, diz, vamos roubar o petróleo de vocês para o bem de vocês; vamos rloubar a soberania do povo venezuelano para entregar às petrofíferas norte-americanas e, consequentemente, aos próprios Estados Unidos.

Vamos roubar toda a riqueza desse povo em nome da solidariedade, e quem não estiver satisfeito, que morra com um tiro na testa dado por uma arma das que os EUA vendem para todos os traficantes do mundo, que usam majoritariamente armas contrabeadas da indústria bélica norte-americana.

Trump, para justificar o roubo do petróleo venezuelano, diz que Maduro comanda um cartel de drogas.

Além da justificativa ser ridícula, patética e infantiloide, ainda vem acompanhada de uma pergunta. o que o cool tem a ver com as calças? O que o povo venezuelano, que é o grande derrotado, tem a ver com isso?

Trump está se gabando do que chama de perfeita invasão do Exército norte-americano no território soberano da Venezuela? Faz isso como se fosse uma grande revolução para a indústria norte-amercia do petróleo.

Além de não ser salvador de coisa nenhuma, o que impressiona é o fundamento nenhum que sua novelinha pateta narra. O caminho para combate ao “narcoterrorismo” é bem outro, nada tem a ver com o povo venezuelano, que está vendo seu petróleo ser saqueado pelos ianques.

Na verdade, o triste e precário palavrório de Trump, o colocou num beco sem saída, num encalacramento pessoal carregado de disparates.

Não é preciso ter cér4ebro de gênio para cristalizar a imagem do nonsense total de alguém que fez um discurso atabalhoado, “impressionista”, que contribui e muito com os críticos dessa invasão estúpida e covarde dos Estados Unidos na Venezuela.

Exigir a ent5ega da riqueza do povo venezuelano, de forma imediata, o squestro de Maduro e sua esposa, é perfurar a própria língua, é uma engenharia de guerra às avessas, é um cochilo dos burros.

Se a missão era capturar o chefe do narcoterrorismo, como fantasiou Trump a respeito de Nicolás Maduro, isso nada tem a ver com a pilhagem norte-americana, com o saque de bilhões de galões de petróleo de um povo de maioria pobre, miserável


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Mundo

VÍDEO: Trump diz que EUA vão administrar Venezuela, ou seja, o petróleo venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo Trump, a ação militar que resultou na captura de Maduro envolveu operações por ar, terra e mar e não teve precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o DCM, ele afirmou que as Forças Armadas venezuelanas foram neutralizadas e que não houve mortes de cidadãos norte-americanos durante a ofensiva. “Nós então vamos administrar o país, até o momento em que pudermos ter certeza de que haverá uma transição adequada e justa”, disse Trump durante coletiva.

O presidente dos EUA declarou ainda que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram formalmente acusados no Distrito Sul de Nova York por crimes relacionados ao narcotráfico.

De acordo com Trump, a acusação envolve o que ele chamou de uma campanha de “narcoterrorismo” direcionada aos Estados Unidos, mas esqueceu de falar que o cerne da questão é roubo descarado do petróleo venezuelano para tentar salvar o império em decadência.

Durante o pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos  governarão a Venezuela até que ocorra uma transição de poder considerada “segura, adequada e sensata”. Ele não estabeleceu um prazo para o fim dessa administração provisória nem detalhou como será estruturada a gestão do país nesse período.


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Política Uncategorized

Fim de sanções de Trump e OEA enterram plano bolsonarista de classificar Brasil como ‘ditadura’

Como naufragou operação de Eduardo Bolsonaro para tentar criar tese de que o país estaria vivendo regime autoritário

O plano era ambicioso: forçar a viagem de uma relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ao Brasil para comprovar que existia uma suposta ditadura no país. Com esse informe, portanto, a ala mais radical do bolsonarismo percorreria o mundo alertando sobre o fato de que estavam sendo perseguidos, que o Brasil estava se transformando numa “nova Venezuela” e que sanções deveriam ser adotadas.

Justificariam que nunca existiu um golpe e que as prisões de seus líderes são arbitrárias.

Mas nada disso funcionou. No último dia 26, sem alarde, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos publicou seu informe sobre a liberdade de expressão no Brasil e concluiu – sem surpresas – que não há uma ditadura no país e nem a censura generalizada contra movimentos políticos.

Semanas antes, a tese promovida por Eduardo Bolsonaro pelo mundo sobre o suposto “regime de exceção” no Brasil já havia sido duramente abalado com a decisão de Donald Trump de retirar sanções contra Alexandre de Moraes.

Agora, com exclusividade ao ICL Notícias, autoridades brasileiras e estrangeiras contam como o sonho bolsonarista se transformou em um pesadelo para os golpistas, com um informe que, ao ser publicado, constatou que a democracia está vigente no Brasil.

A origem
Tudo começaria ainda em 2024, com articulações de grupos bolsonaristas e alianças com entidades de extrema direita nos EUA, como a ADF – classificada nos EUA como organização disseminadora de ódio. Aos poucos, foi construída a estratégia de vender ao mundo a ideia de que o Brasil estaria vivendo um “regime autoritário”, que a eleição de Lula teria sido duvidosa, que a censura estaria em vigor e que haveria uma perseguição política.

Se parte da ofensiva ocorria nos bastidores do poder em Washington, a estratégia montada previa a criação e a manipulação de um informe internacional que, ao criticar o Brasil, serviria de cartão de visita e chancela aos bolsonaristas para percorrer as capitais do Ocidente em busca de simpatia, apoio, refúgio e dinheiro.

O caminho escolhido foi a Comissão Interamericana, entidade que depende fortemente de recursos americanos.

E, dentro do órgão regional, a opção foi a de focar as energias sobre o relator de Liberdade de Expressão, Pedro Vaca.

Inicialmente, ele havia causado espanto no governo brasileiro ao aceitar realizar uma audiência em Washington onde reuniria tanto jornalistas profissionais alvo de violência no Brasil como as demandas da extrema direita de que estaria sendo alvo de censura.

O seu projeto conseguiu ser evitado. Mas, em troca, foi costurada uma visita de Vaca ao Brasil. O temor do governo era de que o relator assumisse uma tese “absolutista” da liberdade de expressão, desconhecendo as manobras da extrema direita nacional.

Uma missão repleta de tensão
A tensão marcaria a missão do relator desde seu desembarque no país, há quase um ano.

Enquanto ele se reunia com diversas autoridades, Eduardo Bolsonaro percorria gabinetes de congressistas da base de Trump em Washington para pedir apoio. Na preparação para a viagem, esses congressistas escreveram uma carta para a Comissão Interamericana colocando pressão. Segundo eles, se a relatoria de Vaca não lidasse com a censura contra os bolsonaristas, eles exigiriam que Trump encerrasse os repasses para o órgão. Sem esse dinheiro, a OEA estaria paralisada.

Fontes da sociedade civil, governo e STF consultadas pelo ICL admitiram que a viagem tinha o potencial de ser “um desastre” se fosse sequestrada pelo bolsonarismo.

Até então, o governo brasileiro mantinha apenas uma relação protocolar com a relatoria da Comissão Interamericana. Foi um trabalho nos bastidores por parte da sociedade civil que permitiu a aproximação. A percepção de ativistas era de que apenas um comportamento mais aberto por parte do governo Lula permitiria que a relatoria se sentisse confortável para indagar e, eventual, avaliar de forma equilibrada o país.

E o trabalho surtiu efeito. Mauro Vieira, o chanceler, se reuniu com Vaca e reafirmou o compromisso do Brasil com a liberdade de expressão e o combate à desinformação.

No STF, uma reunião com os ministros Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes também receberam o relator, algo raro em visitas de missões internacionais. A ideia era de que Vaca se sentisse respeitado, diante da atitude do Supremo de prestar contas.

Uma das atividades das autoridades brasileiras foi a de desmascarar quem eram os bolsonaristas. O relator recebeu, por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, um dossiê onde estavam recortes e prints de publicações de extrema direita atacando Vaca.

O recado a ele foi claro: o que está sendo feito contra você é o mesmo que o bolsonarismo promove contra juízes e autoridades que se recusam a ceder.

A viagem também foi marcada por tentativas de manipulação. Na reunião que manteve com parlamentares bolsonaristas, a delegação da Comissão Interamericana foi surpreendida com a acusação dos deputados de que o órgão estava atuando para censurá-los. O incidente ocorreu quando as equipes de deputados e senadores bolsonaristas pressionaram a OEA a suspender seu protocolo usado há anos em toda a América Latina e permitir que a reunião fosse filmada.

Com as imagens, esses deputados transformaram suas participações em verdadeiros shows nas redes sociais. Para muitos, Vaca sentiu na pele a agressividade dos bolsonaristas.

Outro fato que marcou a visita foi a transformação de uma de suas declarações à imprensa como instrumento para a extrema direita. Na saída de uma das reuniões, Vaca declarou a um jornalista que estava “impressionado” com os informes. A notícia replicada pela extrema direita era de que ele teria ficado impressionado com os informes da suposta censura que eles tinham apresentado para Vaca.

Horas depois, Vaca desmentiu a versão bolsonarista e afirmou que uma ditadura não recebe um relator. Ele sequer havia dado a declaração na saída de uma reunião com a extrema direita. Assustada, a equipe do relator entendeu que havia ocorrido uma tentativa deliberada de manipulação.

A constatação é de que ele experimentou em primeira mão a confusão deliberada que é promovida pela extrema direita entre informação e desinformação.

Outra estratégia da sociedade civil foi a de garantir que a agenda de Vaca não se limitasse ao debate promovido pelos bolsonaristas. Para isso, os encontros dele com ativistas, organizações e especialistas apontaram como aqueles que se dizem vítimas da censura são, de fato, agentes de censura.

A Abraji, por exemplo, fez levantamento de ataques contra jornalista pela extrema direita e entregou o documento para Vaca.

Um dos encontros ainda considerados como fundamentais foi com os parlamentares que fizeram parte da Comissão de Inquérito do 8 de Janeiro. Na reunião, Vaca recebeu relatos de como existe uma indústria da desinformação que funciona não apenas no caso da democracia, mas também relação às vacinas e tantos outros temas.

Pressão de Marco Rubio
A pressão, porém, não terminou com o fim da viagem. O escritório de Vaca passou a ser alvo de pressões, tanto por parte da extrema direita brasileira como americana. Em meados de 2025, quando o governo de Donald Trump começava a desenhar a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes – hoje retiradas – a Comissão Interamericana foi consultada pela diplomacia americana sobre os prazos para a publicação do informe sobre o Brasil.

Washington queria saber, no fundo, se poderia usar uma eventual conclusão negativa do informe como base para justificar a imposição da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

O governo brasileiro também mandou seus recados, alertando à Comissão que sucumbir à pressão americana revelaria o fim da independência do órgão que já teve um papel histórico na defesa dos direitos humanos no Hemisfério.

Governo e sociedade civil comemoraram informe
Vaca optou por esperar. A “química” entre os presidentes Lula e Trump também abriu caminho para que seu informe não fosse alvo de uma disputa maior ou que se mandato fosse atacado por Marco Rubio.

Ainda que estivesse pronto há semanas, a escolha da publicação em meio às festas do final de ano também serviu para tentar não causar ainda mais polêmica. Ainda assim, Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e aliados do bolsonarismos tentaram, sem êxito, apresentar o informe como uma suposta vitória de seu campo. Mas não conseguiram evitar que vozes dentro da própria extrema direita tenham admitido a derrota.

Um ano depois da visita, o sentimento entre membros da sociedade civil e governo brasileiro é de alívio. Para diversas pessoas que participaram dos encontros com Vaca e que acompanharam o processo, o resultado foi melhor do que se esperava.

A Comissão Interamericana confirmou que o Brasil é uma democracia plena, ainda que com melhorias que podem ser implementadas. O documento, somado à retirada da sanções previstas pela Lei Magnitsky contra Moraes ainda enterrou o projeto da extrema direita de usar a falácia da suposta existência de uma ditadura como arma para se defender pelo mundo.

Para o acadêmico Fábio de Sá e Silva, professor da Universidade de Oklahoma, o relatório tem a virtude de situar o debate sobre liberdade de expressão no contexto histórico do Brasil, especialmente considerando as eleições de 2022. “Fala explicitamente que houve uma tentativa de golpe, que se baseou em desinformação sobre urnas. Argumenta, corretamente, que à luz da convenção americana de direitos humanos não existe liberdade absoluta de expressão — há discursos protegidos (políticos) e outros (ex., de ódio) não protegidos”, diz.

“Chama o legislativo brasileiro a regular melhor plataformas e recomenda balizas à atuação do judiciário, mas jamais sugere que as ações passadas foram ilegítimas. Por fim, duas notas importantes: diz que é preciso julgar e condenar quem orquestrou a tentativa de golpe, mostrando que anistia não se coaduna com os estândares Interamericanos de direitos humanos; e ainda denuncia o uso instrumental da liberdade de expressão por parte de quem reclama de censura, mas apoiou ditaduras e violações de direitos humanos”, completou o acadêmico.

O projeto de Eduardo Bolsonaro, assim, estava enterrado. Pelo menos por enquanto.

Mas o caso deixou um aviso: movimentos ultraconservadores vão usar as estruturas internacionais para justificar suas narrativas. Para isso, tentarão sequestrar a Comissão Interamericana e outros órgãos para que sirvam ao arsenal para a implementação de uma agenda reacionária e autoritária.

*Jamil Chade/ICL


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Governo Lula vê risco de interferência de Trump na eleição brasileira de 2026

Avaliação interna aponta que ações recentes dos EUA na América Latina podem se repetir no Brasil e influenciar o cenário eleitoral

247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a relação institucional com Washington não elimina o risco de uma eventual interferência externa no processo eleitoral brasileiro de 2026. Integrantes do Palácio do Planalto consideram que, mesmo diante de gestos recentes de distensão, os Estados Unidos podem adotar estratégias semelhantes às observadas em eleições de outros países da América Latina.

A análise foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo, que ouviu um alto funcionário do governo brasileiro. Segundo essa avaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter feito apenas um recuo tático ao retirar parte das tarifas sobre produtos brasileiros e suspender sanções baseadas na Lei Magnitsky, após a tentativa frustrada de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No entendimento do governo brasileiro, a preocupação se baseia em precedentes recentes. Na eleição legislativa da Argentina, Trump condicionou a liberação de um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões a um bom desempenho eleitoral do partido do presidente Javier Milei. Já em Honduras, durante o pleito presidencial, Trump apoiou publicamente o candidato da ultradireita, Nasry “Tito” Asfura.

Nesse contexto, a presidente hondurenha, Xiomara Castro, afirmou que houve um “golpe eleitoral” motivado pela “interferência do presidente dos Estados Unidos”. Antes da votação, Trump declarou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua eventual vitória entregaria o país à Venezuela.

Às vésperas da eleição em Honduras, Trump concedeu indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que havia sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os Estados Unidos. Passado quase um mês do pleito, o país ainda não tem um resultado oficial. Asfura lidera por margem estreita sobre o conservador Salvador Nasralla, enquanto uma apuração especial segue em andamento.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais hondurenhas ligadas ao partido de Xiomara Castro, sob a alegação de que estariam interferindo na apuração dos votos. Para o governo brasileiro, esse conjunto de ações reforça a necessidade de criar mecanismos de proteção contra possíveis interferências externas.

Entre essas medidas, autoridades citam a adoção de “vacinas”, como a ampliação da cooperação bilateral com os Estados Unidos no combate ao crime transnacional, anunciada recentemente. Segundo o 247, integrantes do governo disseram que essa estratégia também teve caráter preventivo para bloquear tentativas de grupos bolsonaristas de solicitar uma intervenção americana no Brasil sob o argumento do combate ao crime organizado.

O Planalto avalia que a agenda internacional terá um peso inédito na disputa presidencial de 2026. A percepção interna é de que Trump deve apoiar abertamente o candidato da direita brasileira, alinhado ideologicamente ao atual governo dos Estados Unidos.


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Lula recebe alerta da Abin e da PF sobre movimentos de Trump; entenda

O relatório “Desafios de Inteligência – Edição 2026”, produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), alerta que o avanço do crime organizado transnacional, combinado as fragilidades institucionais e interferência externa, ameaça a autonomia política da América Latina. O documento afirma que essas vulnerabilidades podem ser usadas como justificativa para intervenções sob o argumento de combater o “narcoterrorismo”.

A agência aponta que sua função é assessorar o presidente com informações estratégicas em áreas como fronteiras, terrorismo e narcotráfico. “A região enfrenta pressões por alinhamentos e está exposta à interferência de potências estrangeiras, que exploram fragilidades internas — como dissidências políticas e o avanço do crime organizado — sob pretextos securitários (como o ‘narcoterrorismo’) para minar a soberania e a autodeterminação política”.

Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, embora o texto não cite Venezuela ou Estados Unidos, a Abin manifestou ao Planalto preocupação com movimentos de Washington. A Polícia Federal compartilhou avaliação semelhante com o presidente Lula.

Para integrantes da cúpula da PF, há supostos interesses financeiros dos EUA por trás de ofensivas militares recentes na região. A Abin relaciona esse cenário a episódios em que tensões internas se sobrepõem a disputas por recursos estratégicos e ao aumento de pressões políticas, econômicas e militares de potências estrangeiras sobre governos que buscam autonomia.

Nos últimos meses, os EUA realizaram bombardeios no Caribe contra embarcações atribuídas ao narcotráfico e elevaram o tom contra a Venezuela. O presidente Donald Trump afirmou que ataques terrestres podem ocorrer “muito em breve”, citando críticas ao regime de Nicolás Maduro e ao que chama de “narcoterrorismo”.

A Abin acredita que maior integração regional ajudaria a reduzir vulnerabilidades e equilibrar forças diante de potências externas.

O relatório alerta ainda para o risco de militarização indireta da Amazônia. De acordo com o DCM, a agência aponta que argumentos ambientais podem ser usados como pretexto para intervenções, sobretudo em áreas sensíveis e ricas em recursos naturais. Esse movimento, segundo o documento, amplia preocupações sobre soberania territorial.


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Lula prevê ‘boas notícias’ sobre tarifaço dos EUA após conversa com Trump

Presidentes discutiram taxação, sanções e cooperação no combate ao crime organizado; segundo o republicano, ‘muita coisa boa resultará da parceria recém-formada’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (03/12) que espera “boas notícias” sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, um dia depois que realizou uma conversa telefônica com seu homólogo norte-americano Donald Trump. A posição foi dada em entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza, onde cumpre uma visita oficial.

“Eu conversei seriamente com o presidente Trump sobre a necessidade do fortalecimento das duas maiores democracias do Ocidente, Brasil e Estados Unidos”, disse o mandatário, acrescentando otimismo quanto ao possível fim da medida. “Não tem sentido essa taxação, e eu disse para ele que é importante rever isso”.

Em relação à possibilidade de novos anúncios sobre eliminação de produtos taxados, Lula disse que “muita coisa vai acontecer”. “Você está vendo o meu sorriso de Mona Lisa, é porque estou convencido de que vão acontecer boas novidades”, afirmou.

Na terça-feira (02/12), Lula conversou com o republicano por cerca de 40 minutos, conforme o comunicado emitido pelo Planalto, no contexto da reaproximação entre os dois países após o tarifaço anunciado em julho por Washington.

“Da mesma forma que o povo brasileiro teve uma notícia ruim quando o presidente Trump anunciou a taxação, eu acho que está perto de a gente ouvir uma notícia boa, além de tirar alguns produtos nossos da taxação, o que ele fez”, apontou.

*Opera Mundi


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