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Valdemar da Costa Neto confessa que Flavio Bolsonaro não tem programa de governo

Nem o presidente do PL consegue apontar um projeto de governo de Flávio Bolsonaro

As declarações de Valdemar Costa Neto acabaram expondo uma fragilidade que a campanha de Flávio Bolsonaro tenta esconder desde o início: a falta de um projeto de governo consistente. Ao admitir que o senador “não estava preparado” para disputar a Presidência, o presidente do PL abriu espaço para uma pergunta inevitável: preparado para apresentar o quê?

Até aqui, o discurso de Flávio Bolsonaro tem girado muito mais em torno do sobrenome que carrega do que de propostas concretas para enfrentar os desafios do país. Economia, saúde, educação, segurança pública, combate à desigualdade, política industrial ou desenvolvimento sustentável aparecem de forma vaga, quando aparecem.

Enquanto outros candidatos procuram detalhar programas e prioridades, Flávio permanece preso à estratégia de mobilizar a identidade do bolsonarismo e explorar disputas ideológicas. O debate sobre políticas públicas acaba substituído por slogans, ataques aos adversários e referências constantes ao legado do pai.

Nesse contexto, as palavras de Valdemar Costa Neto soam como um reconhecimento de uma realidade difícil de disfarçar: a candidatura enfrenta obstáculos que vão além da articulação política. A ausência de um programa claro dificulta convencer eleitores que esperam mais do que discursos de campanha.

Uma candidatura presidencial exige capacidade de apresentar soluções para os problemas nacionais, dialogar com diferentes setores da sociedade e demonstrar preparo para governar. Sem isso, resta apenas a força de uma marca política. E uma marca, por si só, não constitui um plano de governo.

Se até o principal dirigente do partido reconhece limitações na preparação do candidato, a discussão inevitavelmente deixa de ser sobre o sobrenome Bolsonaro e passa a ser sobre aquilo que realmente importa em uma eleição presidencial: quais são as propostas para o Brasil.


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Valdemar expõe fragilidade de Flávio: “Não estava preparado”

Presidente do PL admite despreparo de Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que Flávio Bolsonaro não estava preparado quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República. A declaração, feita em entrevista à CNN Brasil, expôs uma avaliação incomum vinda do principal dirigente do partido e acabou alimentando questionamentos sobre a capacidade de articulação da pré-candidatura.

Segundo Valdemar, o problema não era apenas a falta de tempo, mas a ausência de uma estrutura política previamente construída para uma disputa nacional. “O Flávio não estava preparado para ser candidato”, afirmou o dirigente, acrescentando que a escolha partiu diretamente de Jair Bolsonaro, quando o senador ainda não havia organizado uma base capaz de sustentar uma campanha presidencial.

A declaração teve forte repercussão porque partiu justamente do presidente do partido responsável por conduzir a campanha. Embora Valdemar tenha buscado transmitir a ideia de que o PL trabalha agora para organizar a candidatura e ampliar alianças, a fala foi interpretada por analistas como um reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelo projeto eleitoral do partido.

Diante da repercussão, aliados tentaram minimizar o impacto. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, soltou a velha pérola de que a fala de Valdemar havia sido retirada de contexto e sustentou que o dirigente se referia ao fato de Flávio não estar inicialmente preparado porque o candidato natural do grupo seria Jair Bolsonaro. Ainda assim, a declaração de Valdemar permaneceu como um dos principais assuntos do debate político, justamente por representar uma crítica pública à falta de preparação do próprio candidato escolhido na base da carteirada.


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Cercado de aliados corruptos, além dele próprio, campanha de Flavio explode no centro e nas beiradas

Cercado por aliados envolvidos em denúncias, investigações e escândalos de toda natureza — sem conseguir se desvencilhar das próprias controvérsias que o acompanham há anos — Flávio Bolsonaro vê sua campanha se transformar em uma sucessão de crises. O que deveria ser uma demonstração de força política tornou-se uma coleção diária de constrangimentos.

Os problemas já não se limitam ao núcleo mais próximo. A campanha parece explodir no centro e nas beiradas, atingida por novos episódios que alimentam dúvidas sobre os critérios de suas alianças e a credibilidade de seu projeto político. A cada dia surge um novo escândalo, uma nova revelação ou mais um personagem incômodo ligado ao seu entorno.

Quando os casos isolados se acumulam a ponto de virar rotina, deixam de ser exceção e passam a definir o ambiente político que cerca um candidato. No caso de Flávio Bolsonaro, a sucessão de episódios comprometedores já não parece mero acaso, mas o retrato de um grupo político incapaz de escapar das próprias contradições.

Hoje, o foco recai sobre Valdemar Costa Neto. Ontem, foi Márcio Canella. Antes deles, outros personagens já haviam colocado a campanha na defensiva. Como se não bastasse o desgaste provocado pelos aliados, o próprio Flávio continua sem oferecer explicações convincentes sobre sua relação com Daniel Vorcaro e os negócios que envolvem o Banco Master, tema que insiste em evitar sempre que questionado.

O resultado é uma sucessão de crises que se acumulam sem solução. A cada novo dia surge mais um problema, mais uma suspeita e mais um fato que exige esclarecimentos. O que deveria ser uma campanha baseada em propostas acaba dominado pela necessidade constante de apagar incêndios.

Quando um candidato passa mais tempo tentando explicar seus aliados e suas conexões do que debatendo o futuro do país, o problema deixa de ser episódico. Torna-se uma questão de credibilidade. E, no caso de Flávio Bolsonaro, essa conta parece crescer a cada nova manchete.


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Segundo a PF, Valdemar desviou R$ 119 mi em emendas, e Dino bloqueia bens de dirigente do PL

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, depois de a PF (Polícia Federal) apontar que ele estaria atuando para direcionar emendas parlamentares, mesmo sem mandato no Congresso Nacional.

A PF afirma que as emendas “foram forjadamente encaminhadas e desviadas” e que o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiário final. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, diz a corporação. A reportagem tenta contato com o presidente do PL.

Na decisão, Dino determina a suspensão da execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas e manda o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentar em dez dias todos os documentos de tramitação interna dos valores sob suspeita.

A ordem judicial tem origem na operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

Ao analisar o conteúdo do celular da servidora, a PF identificou que Valdemar se utilizava dos “serviços” dela “para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato” (desvio de dinheiro público).

“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, diz o relatório da PF encaminhado a Dino.

De acordo com a PF, havia planilhas que sistematizavam as indicações de Valdemar, com observações sobre os recursos que seriam encaminhados aos Ministérios. Para dar ares de legalidade à fraude, eram incluídos os nomes dos falsos parlamentares solicitantes.

“Fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, observa a corporação. Além de Tuca, outros dois servidores da Câmara são suspeitos de integrar o esquema: Nara Brum e Garigham Pinto, da liderança do PL.

Nas comunicações interceptadas pela PF, Nara cita emendas “do Valdemar” e destaca que ele “não aceitaria mudanças nos destinos” dos valores. A servidora, diz, ainda, que ele estaria amparado em promessas da Mesa Diretora da Câmara.

Segundo a PF, isso indica “articulação em nível superior das estruturas formais da Casa”. A reportagem ainda não a localizou.

De acordo com o ICL, já Garigham atuaria como “interlocutor mais direto” de Valdemar e “verdadeiro emissário” do presidente do PL, participando ativamente da negociação dos recursos e dando orientações para a formalização das indicações. Procurado pela reportagem, ele disse que atua de forma técnica e não tem o que comentar.

“Os três servidores da Câmara têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação, que extrapola a função burocrática e adentra em um espaço de cogestão irregular, no qual eles não apenas cumprem instruções, mas orientam, cobram, organizam e adaptam destinações conforme diretrizes informais atribuídas a Valdemar”, diz a PF.


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O pedido de Valdemar que irritou Michelle e fez ela deixar o PL Mulher

A conversa entre Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que definiu a saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, foi marcada por tensão e quase terminou com a desfiliação dela do partido. O encontro ocorreu em meio à crise aberta com Flávio Bolsonaro e ao racha exposto na direita.

Segundo o Globo, duas fontes próximas tanto de Flávio quanto de Michelle, dizem que Valdemar sugeriu que ela assinasse uma carta afirmando estar abalada pelos problemas familiares provocados pela prisão de Jair Bolsonaro e pedindo desculpas pelo vídeo em que fez duras críticas ao enteado e a setores do bolsonarismo.

A proposta irritou Michelle, que já vinha reclamando a aliados dos ataques nas redes sociais feitos por apoiadores de Flávio e de Eduardo Bolsonaro. Diante do pedido de um “mea culpa”, a ex-primeira-dama reagiu mal e chegou a ameaçar deixar o PL.

Ao sair da reunião, na terça-feira (30), Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher, mas não citou Flávio nem pediu desculpas. No comunicado publicado nas redes, ela afirmou que a decisão estava ligada ao “momento em que estamos vivendo em nossa família” e disse que deixaria o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha mais nova, Laura.

Na nota, Michelle listou ações de sua gestão no PL Mulher e agradeceu nominalmente a Valdemar pela autonomia e pela nomeação ao cargo, feita em março de 2023. Também fez um aceno à vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), pivô da crise com Flávio após o apoio dele e de outros filhos de Bolsonaro à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.

Valdemar, por sua vez, divulgou nota afirmando que Michelle vive “um momento difícil”. O dirigente admitiu “divergências” e “indignações” dentro do PL, mas defendeu que a decisão da ex-primeira-dama fosse respeitada.

De acordo com informações do Globo, Michelle foi convencida a não se desfiliar do partido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aliadas próximas da ex-primeira-dama. As duas se reuniram com ela no Palácio do Buriti durante o auge da crise.

Na conversa com Valdemar, Michelle também sinalizou que poderia desistir de disputar o Senado pelo Distrito Federal em outubro, informação confirmada depois pelo presidente do PL em entrevista à Rádio Gaúcha. No entorno da ex-primeira-dama, porém, a avaliação é que essa hipótese está descartada. Ainda assim, ela não deve se empenhar na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Caso mantenha a candidatura ao Senado, Michelle deve concorrer na chapa de Celina Leão, que tentará a reeleição ao governo do Distrito Federal. A saída do PL Mulher, porém, é vista como um revés para a pré-campanha de Flávio, que tenta reduzir resistências entre eleitoras conservadoras e evangélicas.

A relação entre Michelle e Valdemar, até então pública e cordial, também sofreu desgaste. O presidente do PL estava em Miami, nos Estados Unidos, para acompanhar a partida entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo de 2026 quando Michelle publicou o vídeo de 27 minutos no Instagram acusando Flávio de “apunhalá-la” e “maltratá-la”.

Valdemar antecipou a volta ao Brasil, classificou a briga como “muito séria” e admitiu que, sem Michelle, a eleição de Flávio seria “muito difícil”. O dirigente já havia defendido, em diferentes momentos, uma candidatura presidencial da ex-primeira-dama e chegou a chamá-la de “fenômeno” político.

Foi Valdemar quem indicou Michelle para presidir o PL Mulher em 2023 e garantiu a ela remuneração mensal de R$ 46 mil, a mesma paga a Jair Bolsonaro. O histórico de proximidade, no entanto, não foi suficiente para evitar o clima de ruptura após o pedido para que ela assumisse publicamente culpa pela crise, segundo o DCM.


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Racha no bueiro: Michelle deixa comando do PL Mulher após crise com Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama comunicou a decisão a Valdemar Costa Neto e afirmou que pretende se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que deixará a presidência do PL Mulher. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (30), poucos dias após o desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Michelle ocupava o comando do segmento feminino do partido desde o início de 2023. Segundo interlocutores, ela afirmou a Valdemar que pretende se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha.

O anúncio ocorre depois de um conflito que expôs divergências dentro da família Bolsonaro. Na semana passada, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio Bolsonaro.

Após a repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio.

Em comunicado divulgado após a reunião com Valdemar Costa Neto, Michelle explicou os motivos da decisão.

“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha.”

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Racha no clã
Na semana passada, a ex-primeira-dama publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa sobre os rumos do PL.

Segundo Michelle, Flávio teria dito que ela deveria ficar fora das decisões do partido por não entender de política. Ela afirmou ainda que interpretou a fala como um sinal de que seu apoio à pré-candidatura do senador não era desejado. Após a repercussão do episódio, Flávio pediu desculpas e tentou adotar um discurso de conciliação.

O estopim do conflito foi a disputa por espaço político no Ceará. Michelle criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB) e defendeu o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo), além de reivindicar uma candidatura ao Senado para a vereadora Priscila Costa (PL), sua aliada. A posição desagradou Flávio e outros filhos de Jair Bolsonaro, que saíram em defesa da estratégia adotada pelo partido no estado.

*ICL


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Tiro de misericórdia

Para muitos, a candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da República foi reduzida a um meme depois da gargalhada coletiva ouvida em Brasília, como se fosse um gigantesco panelaço.

Enquanto Flavio foi aos EUA, numa busca desesperada por um apoio qualquer de Trump, mesmo num bilhetinho do tipo, não posso lhe atender, mas apoio você.

Valdemar da Costa Neto, presidente do partido de Flavio, entregou sua cabeça na bandeja com um tiro de misericórdia na testa em plena GloboNews, ao vivo e a cores, para o rigojizo dos que sempre souberam que esse engodo é um corrupto mentiroso desde que foi funcionário fantasma como “primeiro emprego”

Para quem não sabe, o filho mais velho de Jair Bolsonaro cursava faculdade e fazia estágio no Rio de Janeiro, mas ocupava emprego público em Brasília, no gabinete do PPB, partido pelo qual o pai era deputado.

A entrevista do presidente do PL, no programa Estúdio i, de Andreia Sadi, além de produzir um número sem fim de gargalhadas nas redes, gerou uma gigantesca crise política dentro do universo de apoio a Flavio ao desmentir, categoricamente, a versão do senador miliciano sobre o escândalo que envolve o rachadinha e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, o episódio foi classificado como um verdadeiro tiro de misericórdia na narrativa de defesa do primogênito do Jair.

O tal papo de que Flavio teria ido à casa de Vorcaro, já caneludo eletrônico, pôr um ponto final e encerrar a relação, após descobrir as investigações e prisão domiciliar do agiota, foi praticamete estraçalhada por Valdemar da Costa Neto.

De cara, Andreia Sadi perguntou se Flavio foi mesmo à casa de Vorcaro cobrar o restante do dinheiro prometido, Valdemar foi suscinto, grosso, e disparou, “sim, ué. Fazer o quê?”.

O impacto na crise política que Flavio já vive, foi a de quem levou um soco que o nocauteou como remédio para seu enrolo, que produz quedas relevantes nas pesquisas após revelação do seu áudio a Vorcaro.

O fato é que Valdemar fez um estrago político ainda maior na imagem de Flavio, colocando em xeque, inclusive, a própria candidatura do infeliz e, a partir de então, não se fala de outra coisa no país que não seja esse quadro cômico de Valdemar na GloboNewss.

Um troço desse não tem volta. Não há como reverter uma fratura dessa dimensão em que Flavio se encontra com credibilidade zero, após ter sido desmentido publicamente pelo presidente do seu partido. Assim, Flavio perde qualquer sustentação na opinião pública e o isolamento político e eleitoral, que já ocorria com a queda nas pesquisas, rachou ainda mais sua já espatifada campanha.


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Vídeo comédia: Valdemar da Costa Neto entrega Flavio, ‘foi visitar Vorcaro para receber o resto da grana’

Valdemar da Costa Neto, em mais uma crise de sincericídio, foi um colírio para quem quer ver Flavio Bolsonaro na cadeia.

Na GloboNews, perguntado por Andreia Sadi sobre a visita de Flavio a Vorcaro, o especialista no assunto, Valdemar, não precisou de muito tempo para entregar a rapadura e, de pronto emprego, tirou da cartola um elefante e o colocou na cristaleira de Flavio.

Na verdade, Valdemar utilizou algumas opções na base do mais do mesmo, confirmando um quadro contínuo de corrupção e lavagem de dinheiro que foi aplicado por Flavio, utilizando como biombo o tal filme do azarão.

A entrevista virou mesmo o assunto do dia por causa do sincericídio de Valdemar. O contraste entre o esforço de Flavio Bolsonaro para parecer sério e a sinceridade de Valdemar na GloboNews, foi o que mais gerou piadas e memes nas redes.

Confira o vídeo comédia:

https://www.tiktok.com/@g1/video/7643925535264935186?is_from_webapp=1&sender_device=pc


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Eles roubaram galinha juntos, por isso se filiaram ao PL dos Bolsonaro

Como todos sabem, o PL de Valdemar/Bolsonaro é como coração de mãe.

Quando um vigarista acredita que o crime compensa, é o que não falta nesse partido, femicida, pedófilo, estuprador, ladrão de joias, chefe de quadrilha, de peculato e rachadinha. Essa gente, que fez patrimônio milionário na base de chocolate, que não tem o menor constrangimento em ser feliz.

Daí o significado grandiloquente da filiação de Sergio Moro e Deltan Dallagnol ao partido dos larápios.

Em encontro com Gilmar Mendes em 2024, Moro que, além da parceria bandida na Lava Jato, ao lado de Dallagnol, tentou surrupiar a bagatela de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, teve que ouvir, calado, que ele e seu comparsa roubaram galinha juntos, expressão do meio rural de Mato Grosso, que define bem essa gente que vive de conluio para roubar alguma coisa junto.

Por isso mesmo, os dois foram tão festejados por Flavio Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto ao se incorporarem ao exército de vigaristas que, juntos, tentarão salvar o legado criminoso do Seu Jair da casa 58 do Vivendas da Barra, o mesmo que morava a 50 passos do criminoso Ronnie Lessa, que assassinou Marielle Franco.

É bom sempre revisitar a história recente desse país para relembrar que esse pelotão de ladrões de galinhas se uniu para, a todo custo, tentar retomar o poder  e saquear o Brasil, inclusive, como fez Flavio nesse final de semana, oferecer a Trump o produto do roubo, as terras raras brasileiras, em evento oficial da extrema direita nos EUA. Isso deixa claro que, quem se alinha, quem defende essa gigantesca curriola, é tão vigarista quanto.


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Racha no bolsonarismo afasta Centrão de aliança por Flávio nas eleições

Lideranças do centrão avaliam que as brigas públicas dentro do PL, especialmente envolvendo integrantes da família Bolsonaro, têm dificultado a articulação política do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e comprometido a imagem de moderação que o senador tenta construir para ampliar alianças.

Nos bastidores, dirigentes de partidos de centro afirmam que o clima de instabilidade na sigla gera incerteza sobre qual grupo terá maior influência nas decisões eleitorais, segundo a Folha de S.Paulo.

Nos últimos dias, episódios envolvendo os irmãos de Flávio ampliaram a tensão interna. De acordo com o DCM, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou publicamente o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro entrou em atrito com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Para lideranças do centrão ouvidas sob reserva, essas disputas fragilizam negociações e reforçam dúvidas sobre a capacidade de coordenação da campanha.

Desde que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato ao Planalto, Flávio enfrenta também um distanciamento de Michelle, que teria sido mantida à margem do processo de sucessão, mas demonstra intenção de participar das decisões da legenda. Aliados avaliam que o senador tenta se firmar como uma alternativa bolsonarista menos radical, estratégia que poderia ser prejudicada por conflitos familiares e declarações mais duras de outros membros do clã.

Uma liderança do centrão considera que Flávio errou ao anunciar Eduardo como possível ministro de Relações Exteriores em caso de vitória, interpretando o gesto como um reforço a posições mais ideológicas. Ainda assim, o senador tem buscado demonstrar unidade e estará ao lado de Nikolas Ferreira na manifestação bolsonarista convocada para o próximo domingo (1º), movimento visto como tentativa de reduzir tensões após críticas públicas.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo afirmou que o apoio de Michelle e Nikolas ao irmão está “aquém do desejável” e disse que ambos atuam de forma alinhada entre si.

“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”, declarou.

Nikolas respondeu apontando outras prioridades do campo bolsonarista: “Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 [de janeiro] presas e precisando ajudar a derrubar o veto à [proposta da] dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula fazendo literalmente de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”.


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