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O ataque de Donald Trump à Venezuela é ‘ilegal e imprudente’, diz NYT

Pelo Conselho Editorial do jornal The New York Times:

Conselho Editorial do NYT alerta que “tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação”

Nos últimos meses, o presidente Trump mobilizou uma força militar imponente no Caribe para ameaçar a Venezuela. Até então, o presidente havia utilizado essa força — um porta-aviões, pelo menos sete outros navios de guerra, dezenas de aeronaves e 15 mil soldados americanos — para ataques ilegais contra pequenas embarcações que, segundo ele, transportavam drogas. Neste fim de semana, Trump intensificou drasticamente sua campanha ao capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em uma operação que ele chamou de “ataque em larga escala” contra o país.

Poucas pessoas sentirão qualquer simpatia pelo Sr. Maduro. Ele é antidemocrático e repressivo , e desestabilizou o Hemisfério Ocidental nos últimos anos. As Nações Unidas divulgaram recentemente um relatório detalhando mais de uma década de assassinatos, tortura, violência sexual e detenções arbitrárias por seus capangas contra opositores políticos. Ele fraudou a eleição presidencial da Venezuela no ano passado. Ele alimentou a instabilidade econômica e política em toda a região, instigando um êxodo de quase oito milhões de migrantes.

Se há uma lição fundamental a ser aprendida com a política externa americana no último século, é que tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação. Os Estados Unidos passaram 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e substituíram uma ditadura na Líbia por um Estado fragmentado. As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Talvez o mais relevante seja o fato de que os Estados Unidos, esporadicamente, desestabilizaram países da América Latina, incluindo Chile, Cuba, Guatemala e Nicarágua, ao tentar derrubar governos pela força.

*ICL


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Trump diz que está roubando o petróleo do povo venezuelano para o bem do povo venezuelano

Que coisa mais comovente o discurso “humanitário” de Trump em prol do povo venezuelano que, em síntese, diz, vamos roubar o petróleo de vocês para o bem de vocês; vamos rloubar a soberania do povo venezuelano para entregar às petrofíferas norte-americanas e, consequentemente, aos próprios Estados Unidos.

Vamos roubar toda a riqueza desse povo em nome da solidariedade, e quem não estiver satisfeito, que morra com um tiro na testa dado por uma arma das que os EUA vendem para todos os traficantes do mundo, que usam majoritariamente armas contrabeadas da indústria bélica norte-americana.

Trump, para justificar o roubo do petróleo venezuelano, diz que Maduro comanda um cartel de drogas.

Além da justificativa ser ridícula, patética e infantiloide, ainda vem acompanhada de uma pergunta. o que o cool tem a ver com as calças? O que o povo venezuelano, que é o grande derrotado, tem a ver com isso?

Trump está se gabando do que chama de perfeita invasão do Exército norte-americano no território soberano da Venezuela? Faz isso como se fosse uma grande revolução para a indústria norte-amercia do petróleo.

Além de não ser salvador de coisa nenhuma, o que impressiona é o fundamento nenhum que sua novelinha pateta narra. O caminho para combate ao “narcoterrorismo” é bem outro, nada tem a ver com o povo venezuelano, que está vendo seu petróleo ser saqueado pelos ianques.

Na verdade, o triste e precário palavrório de Trump, o colocou num beco sem saída, num encalacramento pessoal carregado de disparates.

Não é preciso ter cér4ebro de gênio para cristalizar a imagem do nonsense total de alguém que fez um discurso atabalhoado, “impressionista”, que contribui e muito com os críticos dessa invasão estúpida e covarde dos Estados Unidos na Venezuela.

Exigir a ent5ega da riqueza do povo venezuelano, de forma imediata, o squestro de Maduro e sua esposa, é perfurar a própria língua, é uma engenharia de guerra às avessas, é um cochilo dos burros.

Se a missão era capturar o chefe do narcoterrorismo, como fantasiou Trump a respeito de Nicolás Maduro, isso nada tem a ver com a pilhagem norte-americana, com o saque de bilhões de galões de petróleo de um povo de maioria pobre, miserável


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VÍDEO: Trump diz que EUA vão administrar Venezuela, ou seja, o petróleo venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo Trump, a ação militar que resultou na captura de Maduro envolveu operações por ar, terra e mar e não teve precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o DCM, ele afirmou que as Forças Armadas venezuelanas foram neutralizadas e que não houve mortes de cidadãos norte-americanos durante a ofensiva. “Nós então vamos administrar o país, até o momento em que pudermos ter certeza de que haverá uma transição adequada e justa”, disse Trump durante coletiva.

O presidente dos EUA declarou ainda que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram formalmente acusados no Distrito Sul de Nova York por crimes relacionados ao narcotráfico.

De acordo com Trump, a acusação envolve o que ele chamou de uma campanha de “narcoterrorismo” direcionada aos Estados Unidos, mas esqueceu de falar que o cerne da questão é roubo descarado do petróleo venezuelano para tentar salvar o império em decadência.

Durante o pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos  governarão a Venezuela até que ocorra uma transição de poder considerada “segura, adequada e sensata”. Ele não estabeleceu um prazo para o fim dessa administração provisória nem detalhou como será estruturada a gestão do país nesse período.


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Vídeo: O roubo do petróleo venezuelano pelos Estados Unidos ao vivo e a cores

EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro

Segundo Donald Trump, presidente venezuelano foi retirado do país por via aérea junto com a esposa. Explosões atingiram Caracas na madrugada deste sábado (3).

Os Estados Unidos anunciam a captura de Maduro, porque não podem anunciar a verdade, a captura, o roubo do Exército pirata dos EUA, em franca decadência, da maior reserva de petróleo do mundo na Venezuela.

Esse fenômeno se chama roubo descarado e confissão de decadência do império norte-americano, que vem sendo detonado pelas populações mundo afora por sua parceria com o Estado terrorista de Israel para exterminar o povo e saquear as terras palestinas.

Na verdade, isso não passa de uma vitória de pirro.

O custo político dessa ação para os EUA será devastador. Saquear um país, ao viveo e a cores, por conta da maior reserva de petróleo do mundo já está gerando uma reação mundial de repúdio à sociedade norte-americana, a seu Estado, a seu governo.

Afinal, ninguém reconduz um pedófilo golpista à Presidência da República impunemente.

Os desdobramentos desse ataque covarde dos EUA à Venezuela pela máquina de guerra norte-americana para, matando civis, sem qualquer motivo que não seja o roubo do petróleo venezuelano, complica ainda mais a situação econômica dos EUA diante do mundo.

Como não conseguem ampliar a eficiência de sua indústria, os EUA assumem a metodologia de cangaço. Só confessa a incapacidade da decomposição imperialista diante da comunidade internacional.

A mesma eficiência para dominar o território venezuelano, os EUA terão para, em nome da dominação, afundar-se ainda mais num caminho sem volta de um império em franca decadência, numa espécie de revolução industrial às avessas.

Veja:


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Política

Tensão na Venezuela leva Lula a fazer pedido a Celso Amorim

O presidente Lula (PT) orientou o assessor especial Celso Amorim a evitar deslocamentos longos neste período de fim de ano. A recomendação, segundo relatos de auxiliares, está ligada à avaliação do governo de que a escalada de tensão entre Venezuela e Estados Unidos pode, em um cenário extremo, evoluir para uma ação militar em terra, conforme informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

De acordo com interlocutores, Lula justificou a cautela ao afirmar: “Precisamos estar preparados para caso o pior aconteça”. Diante desse diagnóstico, equipes do alto escalão do Itamaraty e do Palácio do Planalto atuarão em regime de revezamento durante o período festivo, enquanto assessores diretos do presidente permanecerão de prontidão.

Tentativa de mediação com os Estados Unidos
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tratou do tema em conversas com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A tentativa foi recolocar a Venezuela no centro das discussões e reforçar o pleito para que o Brasil atue como intermediador diplomático. O governo Trump, no entanto, demonstrou resistência à proposta.

A preocupação do Planalto aumentou após a intensificação de exercícios militares na região e de declarações públicas mais duras de autoridades norte-americanas contra o regime de Nicolás Maduro. De acordo com o DCM, na avaliação do governo brasileiro, qualquer movimento mais agressivo teria impacto direto sobre a estabilidade regional, com efeitos colaterais imediatos na fronteira norte do Brasil.

Tradicionalmente, o Brasil busca se posicionar como ator moderador em crises sul-americanas, apostando no diálogo e na preservação de canais institucionais. Essa linha tem orientado a leitura do Planalto diante do atual cenário de tensão envolvendo Caracas e Washington.

Operações militares e reação venezuelana
Desde setembro, os Estados Unidos ampliaram operações no Caribe e no Pacífico Oriental contra embarcações que, segundo Washington, estariam ligadas ao narcotráfico. Essas ações já resultaram na morte de mais de 100 pessoas, incluindo pescadores locais.

Em resposta, o governo venezuelano classificou o contexto como uma “campanha de agressão”, apontando os efeitos combinados das sanções e das operações militares no país.

A escalada ganhou novo capítulo em 16 de dezembro, quando Trump anunciou um bloqueio formal a petroleiros que operam em rotas relacionadas à Venezuela, em uma medida voltada a aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.


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Mundo

EUA cercam Venezuela com maior poder militar já visto na América Latina

Escalada liderada por Donald Trump supera intervenções históricas e coloca a região diante do maior cerco militar norte-americano desde a Guerra Fria

O segundo semestre de 2025 entrou para a história como o período da maior mobilização militar dos Estados Unidos contra um país latino-americano – desde a crise dos mísseis de Cuba em 1962. Sob o comando do presidente Donald Trump, Washington concentrou no Caribe e no entorno da Venezuela um aparato bélico que supera, em poder de fogo e alcance estratégico, intervenções como as invasões de Granada e da Nicarágua nos anos 1980.

Porta-aviões, destróieres lançadores de mísseis, submarinos nucleares, caças de última geração e milhares de militares passaram a operar na região, em uma demonstração de força que rompe com o padrão histórico de pressões diplomáticas e sanções econômicas. Várias ilhas caribenhas hospedam esse aparato militar, que demonstra o tamanho do empenho e receio de Donald Trump em repetir os fracassos do Vietnã ou da invasão da Baía dos Porcos em Cuba.

Aumentando o risco de possíveis ataques contra a Venezuela, o presidente dos EUA declarou o espaço aéreo do país como “totalmente fechado”, sem dar maiores detalhes sobre o anúncio. Ao menos cinco aeronaves, incluindo caças Boeing EA-18G Growler e F/A-18E Super Hornet, sobrevoaram a região sem entrar no espaço aéreo de Caracas.

Mirando novamente o setor petrolífero da Venezuela, país detentor das maiores reservas do combustível fóssil ao redor do mundo, Trump anunciou nesta terça (16), um novo bloqueio marítimo, que busca impedir a entrada ou saída de navios sancionados pelos EUA na Venezuela. Segundo o Vermelho, um dia depois (17), um novo ataque “cinético letal” contra uma embarcação acrescentou mais vítimas às quase 100 pessoas já mortas desde setembro.

De sanções a ameaça militar aberta

A ofensiva ganhou intensidade após a posse de Nicolás Maduro para um novo mandato, em janeiro, contestado por Washington, apesar de todo o protocolo característico de uma democracia eleitoral. Trump classificou o presidente venezuelano como chefe de um suposto cartel de drogas e, na sequência, ampliou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à sua captura.

Na prática, a mudança criou precedentes para operações militares dos EUA em outros países, sob a justificativa de combater o terrorismo — como já aconteceu em países como o Afeganistão, Síria e Líbia, países que continuam desgovernados sob controle de facções em conflito, um risco calculado para a Venezuela.

O discurso rapidamente se traduziu em ações concretas. Desde agosto, os EUA iniciaram ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico sob a alegação de combate ao narcotráfico, sem apresentação pública de provas. Em paralelo, retomaram sanções duras contra o setor petrolífero venezuelano, principal fonte de receitas do país.

A lógica do “narcoterrorismo”

O ponto de inflexão foi a adoção oficial, pelo governo Trump, de uma doutrina que classifica organizações ligadas ao tráfico de drogas como “terroristas internacionais”. A mudança abriu brechas legais para o uso direto da força militar fora do território norte-americano, replicando métodos aplicados anteriormente nos países do Oriente Médio mencionados.

Ao associar o governo Maduro ao chamado “narcoterrorismo”, Washington passou a justificar bloqueios navais, apreensão de petroleiros e bombardeios seletivos como parte de uma suposta guerra global ao terrorismo.

Bloqueio naval e cerco ao petróleo

Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio marítimo contra petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, além de declarar o país “completamente cercado pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. A medida elevou drasticamente o risco de confronto direto entre forças norte-americanas e venezuelanas.

Como resposta, Caracas passou a escoltar seus navios com a Marinha nacional e denunciou os EUA no Conselho de Segurança da ONU por violação do direito internacional e prática de “pirataria naval”. Enquanto Caracas chegou a arrecadar mais de 100 bilhões de dólares (R$ 552 bilhões) por ano com petróleo, hoje o valor fica em cerca de 20 bilhões de dólares (R$110 bilhões). Embora tenha a maior reserva do combustível, a produção venezuelana represente cerca de 1% da produção global.

Segundo o presidente republicano, a Venezuela está atualmente “cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. Por isso, o cerco contra o país só deve ser encerrado quando o “petróleo, terra ou quaisquer outros ativos” norte-americanos forem devolvidos. Até o momento, contudo, a administração Trump ainda não deixou claro sobre bens dos EUA que teriam sido apropriados pelo governo Maduro.

Reações internacionais e risco regional

A mobilização norte-americana provocou reações imediatas. Rússia e China declararam apoio à Venezuela e alertaram para consequências imprevisíveis. Além dos aliados, a ONU e os governos do México e da Alemanha também se pronunciaram na quarta-feira. A ONU pediu desescalada, enquanto países do Caribe demonstraram preocupação com a transformação da região, historicamente declarada “zona de paz”, em um novo palco de confrontação militar.

Especialistas alertam que a presença simultânea de grandes frotas navais em águas estreitas aumenta o risco de incidentes que podem servir de estopim para um conflito aberto.

Autoridades do Caribe, que dependem de parcerias de segurança com os EUA para combater o tráfico de armas e drogas, expressaram preocupação de que os ataques possam prejudicar suas economias e o turismo, embora admitam nos bastidores que pouco podem fazer para impedi-los.

O ponto mais próximo de Trinidad Tobago fica a apenas 11 km da costa da Venezuela, e seu governo está hospedando fuzileiros navais dos EUA, permitindo a instalação de um sistema de radar em um de seus aeroportos e participando de exercícios militares conjuntos com forças americanas. O primeiro ataque relatado em setembro deixou 11 mortos na costa de Trinidad. “As Forças Armadas dos EUA deveriam matá-los a todos violentamente,” diz a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, embora a violência em seu país seja alimentada por armas contrabandeadas dos EUA, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O presidente dominicano Luis Abinader também autorizou as Forças Armadas dos EUA a operarem em áreas restritas de seu país. Aeronaves militares dos EUA podem reabastecer e transportar equipamentos e pessoal técnico, disse ele em uma coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na capital dominicana no mês passado. “Dominicanos, nosso país enfrenta uma ameaça real, uma ameaça que não reconhece fronteiras, que não distingue bandeiras, que destrói famílias e que vem tentando usar nosso território como rota há décadas”, declarou.

Porto Rico é um território ocupado pelos EUA, não uma nação independente. Foi usado durante toda a Guerra Fria para apoiar ações militares dos EUA na América Central e do Sul, e voltou à ativa nas últimas semanas com intensa movimentação militar.

Washington abordou Granada para solicitar a instalação temporária de equipamentos de radar e pessoal técnico associado em um aeroporto internacional. O pedido causa polêmica no país que já foi invadido pelos EUA em outubro de 1983, após o assassinato do primeiro-ministro Maurice Bishop, um revolucionário socialista. O aeroporto batizado com o nome do líder assassinado, seria o local da instalação do radar dos EUA.

Mais grave que Granada e Nicarágua

Mesmo nos momentos mais tensos da Guerra Fria, como a invasão de Granada ou o apoio armado dos EUA contra a Nicarágua sandinista, Washington não concentrou tamanho poder de fogo de forma tão explícita e prolongada no entorno de um único país latino-americano.

Agora, com ataques letais, bloqueios navais e ameaças públicas de guerra, a ofensiva contra a Venezuela marca um novo patamar de intervenção, recolocando a América Latina no centro da estratégia militar global dos Estados Unidos — e reacendendo memórias históricas de um continente repetidamente tratado como zona de influência e não como região soberana.


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Câmara dos EUA dá aval para Trump atacar militarmente a Venezuela

Câmara dos Representantes rejeitou duas resoluções que impediam Trump de realizar ofensivas sem autorização dos deputados

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (17/12) uma resolução que impediria o presidente do país, Donald Trump, de realizar ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso.

O órgão, de maioria republicana, rejeitou por 213 votos a 211, a chamada Resolução de Poderes de Guerra, proposta pelo democrata Jim McGovern (Massachusetts). Outros nove parlamentares não votaram na proposta que tentava prevenir ofensivas contra o território venezuelano.

“Não quero nenhuma guerra na Venezuela. Estou profundamente preocupado com a ideia de guerras intermináveis, com os Estados Unidos gastando cada vez mais recursos em guerras sem uma definição clara”, declarou o deputado antes da votação, citado pelo jornal norte-americano The New York Times.

McGovern ainda acusou a Casa Branca investir em ofensivas militares “num momento em que nem sequer conseguimos fornecer assistência médica neste país”.

O deputado republicano Thomas Massie (Kentucky), republicano que apoiou a resolução, afirmou que a medida buscava reafirmar o papel constitucional do Congresso nas decisões sobre conflito, alertando que nenhuma ação militar deveria ocorrer sem aprovação legislativa.

Segundo a agência de notícia venezuelana TeleSUR, Massie desmentiu a retórica de Trump sobre a Venezuela ter “roubado petróleo dos EUA”, motivo pelo qual determinou o bloqueio de todos os navios petroleiros sancionados do país latino-americano. Segundo o congressista, a narrativa, na verdade, se refere a “projetos petrolíferos que foram nacionalizados pelo governo venezuelano há duas décadas”, expondo a falta de fundamento para uma intervenção militar.

Além de Massie, outros dois republicanos foram favoráveis à medida: Don Bacon, do Nebraska, e Marjorie Taylor Greene, da Geórgia. Do lado democrata, Henry Cuellar, do Texas, foi o único a rejeitar. Com a decisão, não foram impostas novas restrições ao Poder Executivo em relação às ações militares contra a Venezuela.

Já os republicanos contários à limitação de poder do Executivo quanto às ações militares contra a Venezuela apostavam na narrativa de que os democratas “não querem que o presidente seja capaz de defender os Estados Unidos”, como disse o deputado Brian Mast, da Flórida, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

“Ainda mais trágico é o fato de que quase 80 mil americanos sofreram overdose no ano passado por causa de fentanil, cocaína e outras drogas traficadas por cartéis. Os democratas também não querem protegê-los disso”, declarou, reverberando a suposta narrativa de combate ao narcotráfico.

Segunda proposta rejeitada
Por 216 votos a 210, os parlamentares também rejeitaram uma resolução proposta pelo deputado Gregory Meeks (Nova York), principal democrata na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, para que as hostilidade das forças armadas dos EUA contra “qualquer organização terrorista designada pelo presidente no Hemisfério Ocidental”, necessitasse da autorização do Congresso.

Nesta seção, novamente Massie (Kentucky) e Bacon (Nebraska) votaram contra a maioria republicana. Já Henry Cuellar e Vicente Gonzalez, ambos do Texas, foram os únicos do Partido Democrata a votar contra a propopsta de Meeks.

Para o New York Times, ambas as votações representam “uma vitória” para o governo Trump e o presidente da Câmara dos Representantes , Mike Johnson, (Partido Republicano -Louisiana). Segundo o periódico, ambos “têm lutado para conter a dissidência dentro de seu partido e tomaram medidas extraordinárias para evitar votações que desafiem diretamente a autoridade do presidente”.

Tensões aumentam
Desde agosto passado, os EUA mantêm uma força militar significativa na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta contra o narcotráfico. Washington anunciou posteriormente a Operação Lança do Sul, com o objetivo oficial de “eliminar narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os EUA “das drogas que estão matando” seus cidadãos. Além disso, Trump afirmou que, para esse fim, lançará em breve ataques terrestres.

Como parte dessas operações, foram realizados atentados contra barcos de supostos traficantes de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em um total de quase 100 mortos e sem provas de que eles realmente traficavam narcóticos.

Em uma escalada de ações violentas dos EUA na região, militares norte-americanos abordaram e apreenderam um petroleiro na costa da Venezuela. Caracas classificou o incidente como um “roubo descarado” e um “ato de pirataria internacional”. Maduro denunciou a situação como “um ato absolutamente criminoso e ilegal” e acusou a Casa Branca de agir “como piratas do Caribe contra uma embarcação mercante, comercial, civil, privada, um navio da paz”.

Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é a “mudança de regime” para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela. “A máscara deles caiu; o narcotráfico é ‘notícia falsa’: é o petróleo que eles querem roubar”, declarou após o ataque ao petroleiro que transportava petróleo bruto venezuelano em águas caribenhas.

Já na noite da última terça-feira (16/12), o presidente Donald Trump ordenou um “bloqueio total de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela”. Ele também acusou o governo venezuelano de “usar petróleo, terras e outros ativos”, que, segundo ele, foram “roubados” dos EUA, para financiar o “narcoterrorismo”. Com base nisso, ele designou o governo Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”.

As decisões decorrem da acusação, sem provas, de Washington de que o presidente venezuelano lidera um cartel de drogas, com a multiplicação da recompensa por sua captura (de US$25 milhões para US$50 milhões).

A Organização das Nações Unidas e a própria a Agência de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA) apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para território norte-americano, já que mais de 80% das drogas utilizam a rota do Pacífico.

*Opera Mundi


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Não há tensão entre EUA e Venezuela, há agressor e agredido

Classificar as hostilidades de Washington como uma ‘tensão entre nações’ é criar uma equivalência irreal e absurda

Quando as grandes agências internacionais e a imprensa comercial brasileira voltam a olhar para o que está acontecendo com a Venezuela, é comum a classificação da conjuntura como “uma tensão entre Caracas e os Estados Unidos“.

Não parece importar a posição defensiva venezuelana e os pedidos de paz feitos pelo governo de Nicolás Maduro, a falsa equivalência permanece nas matérias e nas análises.

Até parece que são os venezuelanos que moveram o maior porta-aviões do mundo para a costa da Flórida e conduzem exercícios militares a poucos quilômetros do território estadunidense.

Ou até que é o ministro da Defesa de Maduro que viaja com frequência para países do Caribe para pedir apoio a governos locais à sua campanha de pressão máxima contra Donald Trump.

E que cidadãos estadunidenses estão sendo executados em bombardeios contra embarcações não identificadas, alvos da inteligência venezuelana em um suposto esforço de combate ao narcotráfico.

Todas essas situações estão ocorrendo neste momento, enquanto escrevo estas linhas. Mas, na realidade, são os Estados Unidos quem bombardeia e mata venezuelanos em lanchas, foi Trump que ordenou o deslocamento de tropas no Mar Caribe e é o seu secretário que articula com governos de direita aliados na América Latina a pressão para a derrubada de Maduro.

Ontem (11), Trump deu mais um passo: ordenou o sequestro de um barco que carregava toneladas de barril de petróleo de produção venezuelana, alegando violação das sanções aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

“Roubo descarado e pirataria”, reagiu Caracas. Na verdade, roubos e pilhagem de ativos venezuelanos se tornaram recorrentes desde que Trump chegou à Casa Branca. Desde 2016, a Venezuela teve recursos congelados em bancos internacionais, reservas de ouro apreendidas no Banco da Inglaterra, uma rede de refinarias liquidada à revelia pela Justiça norte-americana e está, desde 2019, praticamente impedida de vender seu principal produto, o petróleo, sem ter que triangular com operadoras de outros países, correndo altos riscos e pagando altas taxas.

O momento, obviamente, é tenso para a Venezuela e para a região. Uma ação militar dos EUA teria consequências desastrosas para todos os países da América Latina e arrastaria o povo estadunidense a mais uma das inúmeras guerras de rapina que a Casa Branca frequentemente cria.

No entanto, classificar as hostilidades de Washington como uma “tensão entre nações” é criar uma equivalência de posturas e poder de fogo que, na prática, são irreais e beiram o absurdo.

O Brasil de Fato é o único veículo de comunicação do país que mantém uma correspondência fixa na Venezuela há mais de 10 anos. Nosso objetivo é informar os leitores e espectadores com objetividade, qualidade e rigor jornalístico, evidenciando todos os riscos que a situação apresenta. Sem falsas simetrias ou comparações, mas com uma visão popular e anti-imperialista.


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*BdF


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Os Estados Unidos são o país com o maior número de consumidores de drogras e, consequentemente, de cartéis

Posição da Venezuela no Ranking de Países que Abastecem os EUA com Drogas:

A Venezuela não entra no top 5 (nem mesmo no top 10) dos principais países que abastecem os EUA com drogas ilícitas, com base nos relatórios da DEA (2024-2025), do Departamento de Estado dos EUA e do World Drug Report da ONU (2024).

Ela atua principalmente como um país de trânsito secundário para cocaína, mas seu papel é considerado menor em comparação com México, Colômbia, Peru e outros.

Especialistas e fontes como o New York Times e a Al Jazeera enfatizam que o volume de drogas originadas ou transitadas pela Venezuela que chega aos EUA é limitado, representando uma fração pequena do total (estimado em menos de 10% da cocaína global para os EUA)

Ou seja, Trump quer o que todos os outros últimos presidentes dos EUA queriam, roubar o petróleo venezuelano, a maior reserva do mundo.

Toda a solidariedade à Venezuela!


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Venezuela entra em estado de alerta máximo para enfrentar os Estados Unidos

Venezuela colocou suas forças armadas em alerta máximo devido ao envio do portaaviones USS Gerald R. Ford dos EUA ao Mar Caribe, próximo às suas costas.

O governo de Nicolás Maduro considera isso uma ameaça de invasão, enquanto os EUA justificam a operação como combate ao narcotráfico ligado ao “Cártel de los Soles”. Maduro ordenou exercícios militares de 72 horas e denunciou um “plano de guerra” dos EUA.

A tensão inclui acusações mútuas, com os EUA oferecendo recompensa de US$ 50 milhões por Maduro e alertas de viagem nível 4 para Venezuela.

A ONU e países como Brasil alertam para o risco de desestabilização regional. A situação pode escalar, impactando militar, econômica e humanitariamente a região.

Maduro destacou o apoio militar massivo da Rússia e denunciou a campanha de desinformação promovida pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.


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