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Política

Vídeos – A força do povo: Virada histórica de Lula leva multidões às ruas do Rio e de São Paulo

Cinelândia, no Rio, e Avenida Paulista, em São Paulo, concentraram as principais celebrações após vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou milhares de apoiadores às ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo na noite deste domingo (25). Após uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, eleitores ocuparam a Cinelândia, no Centro do Rio, e a Avenida Paulista, na capital paulista, para celebrar a vitória do petista, que conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

Em São Paulo, milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, especialmente nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão entoou gritos de “é tetra”, “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “a Paulista é nossa”. Também foram ouvidas palavras de ordem contra Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de pedidos de “sem anistia”.

Durante o pronunciamento, Lula destacou a mobilização popular e prometeu ampliar políticas educacionais, incluindo a universalização do Pé-de-Meia no ensino médio, a criação do Pé-de-Meia Universitário e a expansão do ensino em tempo integral. O presidente também elogiou a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG) na campanha.

Lula, em discurso na festa da vitória na Avenida Paulista, também pediu que os presentes cantassem o Hino da Independência do Brasil. “Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês. Por isso, ontem [em manifestação no mesmo local] fiquei emocionado e quero pedir para, outra vez, cantarem o Hino da Independência para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém”, disse.

*ICL


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Pesquisa

BTG/Nexus: Lula amplia vantagem e se aproxima da vitória no primeiro turno

No cenário espontâneo, Lula já tem 47,7% dos votos válidos

O presidente Lula (PT) avançou na mais recente pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa pela Presidência da República e chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo, aproximando-se da marca necessária para uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, em todo o país.

Nos votos totais da pesquisa espontânea, Lula aparece com 41%, crescimento de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado entre 18 e 20 de setembro. Flávio Bolsonaro (PL) também oscilou um ponto para cima e chegou a 35%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Quando são considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Lula alcança 47,7%, alta de 1,7 ponto em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 40,7%, avanço de 1,6 ponto. A distância entre os dois chega, portanto, a sete pontos percentuais.

Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar no cenário espontâneo, com 4% dos votos totais, um ponto acima da pesquisa anterior. Augusto Cury (Avante) tem 3%, após recuar um ponto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2%, também com queda de um ponto. Outros candidatos somam 1%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 0%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.

Entre os votos válidos, Renan Santos alcança 4,7%, Augusto Cury tem 3,5%, Ronaldo Caiado registra 2,3% e outros candidatos somam 1,2%.

Lula também avança no cenário estimulado
O movimento de crescimento do presidente também aparece no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula chega a 42%, dois pontos acima da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro permanece estável em 37%. A vantagem do presidente passa, assim, a cinco pontos percentuais.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Cury recuou um ponto, enquanto Caiado permaneceu estável. Renan Santos avançou um ponto e chegou a 4%. Romeu Zema e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Outros 3% afirmam que votariam branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.

Os resultados mostram avanço de Lula nos dois recortes divulgados. No espontâneo, além de atingir 41% dos votos totais, o presidente chega a 47,7% dos votos válidos. No estimulado, sobe dois pontos, enquanto Flávio Bolsonaro permanece no mesmo patamar da rodada anterior.

A pesquisa BTG/Nexus tem abrangência nacional e foi realizada entre 25 e 27 de setembro de 2026. Nos dados disponibilizados ao 247, não foram informados o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança, o contratante e o número de registro do levantamento na Justiça Eleitoral.

*247


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Pesquisa

CNT/MDA: Lula abre caminho para vitória no 1° turno

Lula passa de 51% dos votos válidos na espontânea e abre caminho para vitória no 1° turno

A nova pesquisa CNT/MDA coloca Lula em posição de destaque na corrida presidencial. Na pesquisa espontânea, quando o eleitor declara seu voto sem receber uma lista de candidatos, o presidente aparece com 36,6%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 26,7%.

Na conversão para votos válidos, Lula ultrapassa a marca de 51%, um dado que reforça a dimensão de sua vantagem entre os eleitores que já manifestam espontaneamente uma escolha.

No cenário estimulado, Lula também aparece à frente, com 40,6% contra 30,4% de Flávio Bolsonaro.

O dado não significa que a eleição esteja decidida — pesquisas não substituem o voto das urnas. Mas, politicamente, o retrato apresentado pela CNT/MDA coloca no horizonte uma possibilidade concreta: Lula vencer no primeiro turno, caso consiga manter e ampliar esse nível de apoio até a eleição.

Lula acima de 51% dos votos válidos na espontânea. A disputa pelo Planalto ganha cada vez mais contornos de primeiro turno.

Só um lembrete. Este foi o instituto de pesquisa que nais acertou na eleição de 2022.


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Política

Mídia em pânico com a possibilidade da vitória de Lula no primeiro turno porque isso mata seus negócios

Lula vencendo no primeiro turno, de estalão, morre a narrativa de “polarização”.

O que hoje a mídia vende, é: país dividivo, disputa acirrada, qualquer coisa pode acontecer.

Se Lula vence no primeiro turno, a percepção passa a ser outra, o país decidiu, não está dividido, acabou a novela.

Sem o segundo turno, as especulações que dão notícias nos jornalões, perdem esse filão. Não tem capa da Veja com Lula e Flavio se encarando. Não tem Roda Viva com Flavio repetindo a mesma baba de quiabo, não tem mais nada. São mais 4 anos de governo Lula e fim de papo.

A mídia vive um pesadelo, pois Lula está muito próximo, ou melhor, cada vez mais próximo de uma vitória já no primeiro turno. Uma arrancada mínima de menos de 2%, pode dar o troféu de quarto mandato a Lula.

Resumo da ópera: a mídia parece viv um velório atecipado, pedindo pelo amor de Deus para alguém tirar esses 2% de Lula.

Zema abriu a boca para cumprir esse papel e perdeu 2% dele mesmo.

Claro que a mídia lancará um solgan em prol do segundo turno para tentar embarreirar a vitória de Lula no primeiro tempo e mandará coisas do tipo, segundo turno é pedagógico para o eleitor, o que traduz, precisamos de mais 30 dias de Flavio Bolsonaro no JN para vender anúncio.

Democracia se fortalece no confronto de ideias. Primeiro turno abrevia esse processo, e por aí vai.

Ou seja, o manual da manchete desesperada já está na praça.


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Política

Lula a dois passos da vitória no primeiro turno

Está explicado por que a mídia deu de ombros para o resultado da pesquisa CNT/MDA. Além de vencer no primeiro turno, Lula pode fechar a fatura já na largada.

Como a mídia sabe que os brasileiros, em boa quantidade, votam em quem está em primeiro lugar nas pesquisas, com real possibilidade de vencer, aumentando em até 7% o percentual de crescimento, os barões da mídia industrial preferem jogar para baixo do tapete a pesquisa do instituto que mais acertou em 2022 para não impulsionar, com números mais robustos, a vitória eleitoral de Lula já no primeiro tempo do jogo.

Isso traz duas fortes constatações, a de que Lula está a dois pontos do paraiso e, por outro lado, como a mídia tenta a todo custo esconder da população, já que Lula pode se reeleger para seu quarto mandato aos 45 do primeiro tempo.

Na cabeça do baronato, é melhor redirecionar os olhos do eleitor para futricas brejeiras e, assim, tirar da boca do povo essa informação que liquida de vez qualquer esperança do clã Bolsonaro.


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Mundo

Presidente da UE após acordo com Mercosul: “Vitória para Europa”

Líderes concluíram acordo Mercosul-União Europeia após mais de 20 anos de negociações. Aliança foi selada no Uruguai.

Presidentes e líderes mundiais concluíram, nesta sexta-feira (6/12), o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A ratificação do acordo comercial ocorreu após mais de 20 anos de negociação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um dos participantes da Cúpula de Líderes do Mercosul, no Uruguai.

O presidente uruguaio, Lacalle Pou, foi o primeiro a discursar. “Queremos sair com o acordo e, saindo disso, precisamos ir para a essência do que nos trouxe até aqui. Sabemos quão fácil é destruir e quão difícil é construir. Ficar firmes no que nos une”, afirmou.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, falou logo em seguida, reforçando a assinatura do acordo. “Parabenizar os negociadores, que trabalharam de forma incansável durante anos por um acordo ambicioso e equilibrado, e teve sucesso, o laço do Mercosul, que é um dos mais fortes do mundo. É um laço que se ancora na confiança”, disse.

“Acordo com Mercosul é vitória para Europa”, ressaltou Ursula.

Em postagem na rede social X, o presidente Lula celebrou o acordo. “Após mais de duas décadas, concluímos as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, escreveu.

 

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Mundo

Pesquisas apontam vitória de Nicolás Maduro na Venezuela

Dados das agências Hinterlaces e Lewis & Thompson indicam que candidato chavista terá entre 54% a 55% dos votos.

A agência de inteligência venezuelana Hinterlaces publicou mais cedo neste domingo (28) uma pesquisa que aponta vitória de Nicolás Maduro, candidato progressista do Grande Polo Democrático, nas eleições presidenciais que ocorrem no país.

Segundo a Hinterlaces, o atual presidente aparece com 54,57% dos votos, o que lhe garante a conquista para o terceiro mandato. Vale recordar que o mandatário do país é eleito através de um pleito direto e de turno único, ganha quem tiver o maior número de votos. Não há segundo turno.

Além disso, a Constituição venezuelana não impõe um limite de reeleições ao cargo de Chefe de Estado.

De acordo com a Hinterlaces, Edmundo González Urrutia, candidato da oposição pelo Plataforma Unitária, ficará em segundo lugar, com 42,82%.

A pesquisa também indicou que a participação popular no pleito será em torno de 61,5%. Na Venezuela, para votar, é preciso ter ao menos 18 anos e o voto não é obrigatório.

Por sua vez, a agência de análise de dados norte-americana Lewis & Thompson, em seu recorte até o meio dia deste domingo (horário local), indicou também vitória de Maduro com 55% contra 34% de Urrutia.

Respeito ao resultado
Maduro votou neste domingo em uma escola no centro de Caracas e disse estar confiante em sua vitória e do chavismo, enfatizando que “esta eleição está acontecendo em clima de paz e confiamos que seguirá assim até o final da jornada”.

Perguntado sobre a possibilidade de vitória eleitoral da oposição, Maduro afirmou que em um hipotético triunfo do candidato opositor Edmundo González, ele entregará o poder.

Na declaração, ele acrescentou uma provocação à oposição, ao lembrar que ele e outros sete candidatos assinaram o documento solicitado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) se comprometendo em reconhecer o resultado da apuração oficial, e que González Urrutia foi um dos dois candidatos que não assinou esse documento.

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Lula presidente

Guedes reconhece vitória de Lula e avalia que Bolsonaro está ‘ameaçado de prisão’

“Basta virar ex-presidente para ficar sob ameaça de prisão”. O ministro descreveu tal cenário como “absurdo” e afirmou que há uma “falha sistêmica”

247 – Em seu primeiro encontro com economistas da equipe de transição do próximo governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu a vitória do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e avaliou que Jair Bolsonaro (PL) pode ser preso ao deixar o Palácio do Planalto.

e acordo com reportagem da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Guedes disse que “não é razoável um país onde todo ex-presidente é ameaçado de prisão”. O ministro chegou a citar “Lula, Temer e, agora, o Bolsonaro”.

Guedes até fez menção ao golpe sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff. “Ao relatar o jantar com Dilma, realizado há sete anos, Guedes disse que chegou a dar dois conselhos à então presidente: subscrever o ‘plano Temer’ e pedir ao Legislativo que fizesse uma reforma política. O ministro contou que, no encontro com a petista, apontou que a reforma era necessária, porque o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o então presidente do Senado, Renan Calheiros, eram investigados. Essa lista incluía, ainda, seu opositor, o então senador Aécio Neves. Naquela época, todos esses nomes estavam ameaçados de prisão, Guedes comparou o cenário com os dias de hoje e disse que ‘basta virar ex-presidente para ficar sob ameaça de prisão’. O ministro afirmou que há uma ‘falha sistêmica’”, diz trecho da reportagem.
Fique por dentro do 247.

Ainda de acordo com a reportagem, apesar de ter apresentado suas inquietações a respeito do futuro de Jair Bolsonaro pós-mandato, a conversa teve clima amistoso e o foco principal foi a conciliação de orçamentos.

*Com 247

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Opinião

Vitória de Lula tem dimensão histórica. Amplitude das alianças ajuda a reconciliar o País

Luis Costa Pinto – Cada um de nós, democratas brasileiros, saberá exatamente onde estava por volta das 8 horas da noite do próximo domingo. A lembrança ficará guardada no museu personalíssimo de experiências históricas de nossas memórias por anos a fio. Ao redor desse horário, talvez um pouco antes das 8 e meia, o Tribunal Superior Eleitoral terá concluído a contabilização dos votos presidenciais e vai divulgá-los de imediato.

Marque onde estará. Você lembrará desse 2 de outubro de 2022 como a geração de meus avós lembrava da invasão alemã à Polônia e à Tchecoslováquia, em 1939, do bombardeio à esquadra norte-americana do Pacífico em Pearl Harbor, em 1942 e, também, da entrada triunfal do Exército Soviético na Berlim devastada de 1945. Ou como a minha geração lembra do que fazia em 24 de abril de 1984, quando a emenda das Diretas Já foi derrotada no Congresso Nacional; do 25 de janeiro de 1985, quando Tancredo Neves foi eleito no Colégio Eleitoral derrotando a ditadura militar com as próprias ferramentas esgrimidas por elas contra nós; do 5 de outubro de 1988 quando se promulgou a Constituição que pôs fim ao entulho e à barbárie dos ditadores.

A sensação que teremos por todo o País, espraiando-se em rompantes descoordenados de alegria esfuziante e ruidosa, será a de que empurramos o espectro demoníaco e viscoso do fascismo bolsonarista de volta para a fossa de onde emergiu violentamente em 2018 depois dos vazamentos de gases tóxicos ocorridos a partir de 2013. Tapar a cloaca que permitiu a nuvem maligna de ódios gratuitos, preconceitos bizarros, reacionarismo torpe e “anticientificismo” (acho que criei o termo) atroz com um monólito imaginário terá a força de estar do lado dos vencedores em enredos de séries contemporâneas como Dark, Stranger Things, Years and Years e O Conto da Aia.

Desde 1º de janeiro de 2019, quando Jair Bolsonaro desfilou pelo Eixo Monumental de Brasília a bordo do rolls royce presidencial tendo o filho Carlos, o doidivanas 02, inapropriadamente dentro do veículo bancando o segurança do pai; até a noite da última terça-feira, quando um presidente surtado e apoplético, trajando uma camisa amarela ornada por um adesivo com a efígie dele mesmo, com cenário ambientado na vybe estética de uma caverna afegã da Al Qaeda, o Brasil preencheu positivamente todos os itens do roteiro descritivo de “Como as Democracias Morrem”. Vencemos e superamos todas as ameaças. E isso não é pouco, nem foi simples. Orgulhemo-nos, pois (nós, democratas e terrarredondistas que acreditamos na força e no poder das maiorias e na força gravitacional do Sol que faz os planetas, entre eles a Terra, cumprirem movimentos de rotação e de translação em torno de si e isso explica como e por que os dias se sucedem às noites, os anos vêm depois de 365 dias e 6 horas e a primavera brasileira desabrocha depois do inverno devastador da ignorância e da boçalidade).

Em 2018, há escassos quatro anos, éramos minoria e estávamos derrotados. Sabíamos dos erros e dos vícios do processo jurídico que havia levado o ex-presidente Lula à cadeia com o propósito de apartá-lo do processo eleitoral. O projeto de um grupo majoritariamente integrado por militares e mantido por empresas e empresários cansados de perder sucessivas eleições disputadas sob as regras do jogo democrático era eleger Bolsonaro e tutelá-lo. Criam ter capacidade e competência para governar usando o ex-capitão expulso do Exército por má conduta e flertes com terrorismo de extrema-direita. A aventura se revelou rapidamente insana e lançou o Brasil numa quadra distópica.

A distopia brasileira custou caro. Num dos primeiros atos de seu mandato assustadoramente desumano e vergonhosamente nefasto, Jair Bolsonaro praguejou contra o Código Nacional de Trânsito e a Lei Seca. Como se estivesse a testar os limites institucionais do País – e eles foram elásticos demais naqueles tempos em que assistíamos espantados ao desabrochar de Todo o Mal dos casulos onde dormia imóvel, mas não inerte, A Grande Peste – falou-se em revogar a obrigatoriedade de crianças menores de cinco anos andarem em cadeirinhas de segurança nos automóveis, em dobrar o número de pontos necessários para que infratores contumazes passassem por reciclagem dos Departamentos de Trânsito e, até, em permitir certo teor alcoólico nos motoristas. Aquilo era, já, as vesperais da morte.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e posto para funcionar efetivamente pelo ex-presidente Lula, foi vilipendiado em suas finalidades, destroçado em suas ferramentas e transferido para dentro do Banco Central onde se converteu em algo burocrático. A razão para se destroçar o Coaf, nos primeiros meses do mandato nefasto deste presidente demoniacamente vagabundo, foi o fato de o Conselho ter rastreado as primeiras de muitas operações irregulares do clã Bolsonaro com dinheiro vivo. O Coaf havia desvendado o esquema das “rachadinhas”, a corrupção insidiosa e vil pela qual o pai – Jair Bolsonaro – e seus filhos parlamentares extorquiam funcionários dos gabinetes e lhes roubavam o salário pago com dinheiro público em troca de não lhes exigir presença nas repartições. Com o beneplácito do então ministro da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro, que havia operado o Poder Judiciário para prender Lula usurpando a Constituição e burlando a regra consagrada do Juiz Natural, o Coaf e depois a Polícia Federal foram subjugadas e se mantiveram acadelados sob a mão pesada e tosca de um presidente da República corrupto e despreparado.

Abateu-se sobre o mundo – e, obviamente, sobre o Brasil – a pandemia por coronavírus Covid-19. Caso houvesse uma nesga de boas intenções ou um traço de inteligência naquele espectro de torpeza e de vilania infernais de Jair Bolsonaro, O Idiota teria aproveitado para dar um susto na História e governar. O Congresso Nacional concedeu-lhe uma bazuca de ouro para fazê-lo, o Orçamento de Guerra, ou seja, a possibilidade de gastar o que houvesse em caixa a fim de erguer defesas no País contra o avanço da praga desconhecida e mortal. Ignorante, despreparado, canalha, desalmado, ele escalou governadores de estado, o Supremo Tribunal Federal e a Ciência em geral para justificar seus desmandos que se revelaram letais para os brasileiros: com menos de 3% da população mundial, vimos morreram aqui mais de 11% das vítimas de Covid-19 em todo o planeta. Essa estatística não é feita por números frios. É, isto sim, resultado de uma agenda mortífera alinhada com o que há de mais diabólico e nocivo. Qual jagunços reunidos em torno do líder do bando que tomava de assalto as pequenas propriedades do interior e currava as mulheres que encontrava pelo caminho, os militares associados ao bolsonarismo subscreverem esse roteiro perverso e chancelaram os ataques às instituições.

O Poder Judiciário, por meio de sua Corte Suprema, que havia posto um cacife sobre a mesa em 2016, abaixando a cabeça e fechando os olhos aos atalhos que os aventureiros pegaram naquele momento, de carona na jamanta desgovernada pilotada pela dupla de facínoras Eduardo Cunha e Aécio Neves, dobrou a aposta em 2018 ao fazer vista grossa às ilegalidades e inconstitucionalidades do ex-juiz Moro. Houve interferência direta no processo eleitoral e na vitória de Bolsonaro há quatro anos, eivada de ilegitimidade só por isso, mas, não apenas por isso. Contudo, assustado e acantonado ante os avanços da marcha de insensatos que seguia o presidente da República e se locupletava com os assaltos, as marretagens e os escombros ruinosos espalhados pelo Brasil como um cortejo de fim de mundo a ficar para trás à passagem do ungido pelo diabo, o Judiciário ensaiou reações.

E reagiu.

Primeiro, desfez a infâmia Histórica da condenação de Lula. A partir dali as forças de resistência foram se organizando e a resiliência heroica de alguns – como os advogados de defesa do ex-presidente, a força enternecedora do acampamento Lula, Livre, em Curitiba, a fortaleza resistente das bases do Partido dos Trabalhadores, o único dos grandes partidos que vinham desde a redemocratização. Nenhum deles sobreviveu às bombas atômicas desferidas pela Lava Jato a partir do roteiro ficcional forjado por procuradores, delegados federais e Sérgio Moro em Curitiba (com o auxílio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sediado em Porto Alegre).

Depois de desfazer o irreparável erro jurídico que foi a condenação de Lula, e a partir disso reconhecer, implicitamente, sem fazer meas culpas explícitos, seu papel decisivo para a eleição de Bolsonaro em 2018, o STF ofereceu à mídia tradicional brasileira uma porta de saída da armadilha do lava-jatismo. Ela havia construído para si os dispositivos com os quais acabou caçada e despida. Resistentes a autocríticas, porém, escassas empresas e raríssimos jornalistas admitiram seus erros e o co-protagonismo que tiveram nessa tragédia do Brasil contemporâneo. Não vejo heróis entre eles quando os miro a partir da perspectiva de cá – de quem estava desde sempre do lado certo da História.

Por fim, chegamos ao momento em que a virtude reencontrou a fortuna no Brasil: o Lula que deixou os 580 dias de infâmia e abuso judicial em Curitiba revelou-se ao País alguém melhor e ainda mais amplo do que o ex-presidente encarcerado pelos adversários que não conseguiram vencê-lo dentro da lei e das regras do jogo democrático. Lula viu a cena política nacional voltar a convergir para a figura gigantesca e carismática que ele é desde os tempos do movimento sindical.

Em que pese ter cumprido dois mandatos presidenciais inclusivos e dinâmicos, e de jamais ter abandonado a Constituição e os limites institucionais para chegar ao Poder ou para se preservar como “intocável” (porque jamais se viu assim), arquivou ressentimentos e costurou alianças. Uniu-se a Geraldo Alckmin, contra quem havia tido embates eleitorais e pálios políticos em tempos recentes.

A dupla Lula-Alckmin terminou por se revelar uma arma poderosamente eficaz contra as maledicências – deu match! – e permitiu que sonhos singulares fossem sonhados em conjunto. Na esteira desta semana que antecede o pleito do 1º turno, o ex-presidente da República e o ex-governador paulista exibem para o País e para o mundo a mais ampla, vistosa e vitoriosa (já, sim, admitamos. Há 85% de chances de tudo se resolver no 1º turno, posto que um 2º turno é mais inútil do que arriscado) aliança democrática formada por estas bandas. O imenso e generoso arco dessa aliança é revolucionariamente necessário porque a missão dada a estes dois homens, a partir das 8 horas da noite de domingo, quando cada um de nós se lembrará por anos a fio onde estava e o que fazia ao sair o resultado das urnas presidenciais de 2022, é a reconciliação do Brasil e dos brasileiros.

É preciso reconstruir a Nação, e isso só pode fazer quem nasceu para somar, como Lula, como Alckmin, e não quem vive para dividir, como o espectro demoníaco posto de volta no portal do inferno – devolvido por nós da mesma forma como Yemanjá rejeita as oferendas malsãs que lhe são feitas.

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Uncategorized

Tentativa de massacre em colégio: ‘A intenção era matar o maior número de crianças’, afirma PM-ES

Um jovem foi detido na tarde desta sexta-feira, 19, após invadir EMEF Eber Louzada Zippinotti, no Jardim da Penha, bairro da cidade de Vitória, no Espírito Santo.

Em entrevista exclusiva concedida ao Terra, o Major Isaac Rubim, da Polícia Militar (PM) do estado, confirmou que o rapaz, que tem 18 anos e é ex-aluno da instituição, estava tentando cometer um atentado dentro da escola.

“No depoimento ele afirmou que a intenção era matar o maior número de crianças”, disse o major. “Ele ainda disse que queria morrer em confronto com a polícia”.

O rapaz chegou a colocar uma tranca usada em bicicletas no portão da escola, para dificultar a fuga dos estudantes e a entrada da polícia. Primeiro, o suspeito tentou entrar pelo portão da escola, sem sucesso, ele pulou um muro na lateral do colégio.

O jovem chegou a invadir uma das salas, ameaçando alunos e o professor. Alunos das outras salas chegaram a fazer uma barricada com carteiras para tentar impedir a ação.

Antes de ser preso, o jovem acabou ferindo um estudante no nariz, em uma briga corporal, mas nenhum outro estudante se feriu na ação.

Junto dele, foram apreendidos um coquetel molotov, duas bestas (dispositivo de disparo de flechas) com flechas e facas, além das roupas utilizadas na ação.

Ainda segundo a PM, o jovem está detido na Delegacia de Homicídio de Proteção a Pessoa de Vitória e a Polícia Civil do estado vai conduzir investigações para tentar descobrir as motivações e se ele teve algum tipo de ajuda.

A Polícia Militar ainda informou que vai reforçar o policiamento na escola durante a próxima semana.

*Com Terra

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