Nos EUA desde março, ex-deputado perdeu mandato por faltas e PF quer que ele trabalhe como escrivão.
Aquele sujeito que, dos EUA, declarou guerra contra o Brasil, era apenas um comédia e não sobrou nada dele, cabo e soldado, Trump, Magnistky, tarifas, invasão do exército norte-americano no Brasil, foi tudo ridiculamente desmontado junto com a lona do circo.
Até o ninguém, Paulo Figueiredo se distanciou do garganta, que se dizia íntimo de Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, agora está aí choramingando seu emprego de datilógrafo na Polícia Federal, sem o menor pudor e falando em meu emprego que eu alcancei através de provas.
Ou seja, nem sonho, nem milagre, nem sua terra, os EUA. O grande Eduardo Bolsonaro não passa de um minúsculo errante, boboca que virou piada nacional para milhões de brasileiros que sabem da sua existência.
Na verdade, está tentando se salvar da cadeia no Brasil, numa ideia velhaca de utilizar o sentimentalismo barato em seu engenhoso e tolo discurso em busca de algum pedal dentro do Brasil.
Ser otário não é assim tão simples, porque o mesmo precisa, de alguma forma, de uma vizinhança, coisa que nem essa miniatura moral conquistou. E terá um punhado de processos para responder, no Brasil, pelos crimes comprovados de traição à pátria.
Não há para onde fugir. Muitos dizem que ele nem está mais nos Estados Unidos, porque seu visto venceu.
Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a @policiafederal.
Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública. pic.twitter.com/7SYUUqjpzg
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
O coronel aposentado da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti foi o responsável por comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o que considerou um descumprimento de medida cautelar por parte do ex-assessor presidencial Filipe Martins. A denúncia, encaminhada diretamente ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes no dia 29 de dezembro, acabou sendo decisiva para a decretação da prisão preventiva de Martins, cumprida pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (2), em Ponta Grossa, no Paraná.
Segundo o relato enviado por Roquetti, o ex-assessor de Jair Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar e proibido de acessar redes sociais, teria consultado seu perfil na plataforma LinkedIn na véspera. O coronel afirmou que não mantém qualquer vínculo com Martins e que não houve interação prévia que justificasse a visita ao perfil.
“Eu não possuo relação com o referido indivíduo e não houve qualquer interação que justificasse tal visita”, escreveu no e-mail enviado ao STF.
Na mesma comunicação, Roquetti ressaltou que entendeu a situação como potencial violação de ordem judicial. “Entendo que a ocorrência descrita pode indicar possível descumprimento de determinação judicial, o que justifica a comunicação imediata ao órgão competente”, acrescentou. No texto, ele solicitou ainda que sua identidade fosse preservada, pedido que foi acolhido pelo ministro.
Ricardo Wagner Roquetti tem histórico de embates com o bolsonarismo desde que foi demitido, em março de 2019, de um cargo de direção no Ministério da Educação, durante a gestão do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez.
À época, a saída ocorreu após pressão do filósofo Olavo de Carvalho, morto em 2022, que considerava a pasta parte de sua área de influência. Desde então, Roquetti tem se posicionado de forma crítica a integrantes do grupo olavista, do qual Filipe Martins é um dos seguidores mais conhecidos.
Com base na informação, Moraes determinou inicialmente que a defesa de Filipe Martins prestasse esclarecimentos no prazo de 24 horas. De acordo com o DCM, o magistrado advertiu que, caso não houvesse justificativa idônea, a prisão domiciliar poderia ser convertida em preventiva, nos termos do artigo 312, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal. Após analisar a manifestação dos advogados, o ministro decidiu pela prisão preventiva.
Martins foi condenado pelo STF por participação na trama golpista que tentou impedir a posse do presidente eleito, incluindo a colaboração na chamada minuta do golpe. Apesar da condenação, ele ainda não cumpre pena definitiva, uma vez que os recursos apresentados pela defesa não foram esgotados.
Na resposta enviada ao Supremo, os advogados de Martins negaram que ele tenha acessado o LinkedIn. Segundo a defesa, as contas vinculadas ao ex-assessor estão sob gestão exclusiva da equipe jurídica desde fevereiro de 2024, quando foi decretada a prisão preventiva anterior.
“Tal gestão técnica é exercida de forma silenciosa, não comunicacional e desprovida de qualquer exteriorização de vontade ou expressão de pensamento, inexistindo, em consequência, postagem, interação, trocas de mensagens ou qualquer outra forma de atuação comunicacional em plataformas digitais”, afirmaram.
A decisão de Moraes, no entanto, considerou que as informações juntadas aos autos indicam o uso da plataforma para busca de perfis de terceiros, o que configuraria violação direta das cautelares impostas. Para o ministro, a proibição de uso de redes sociais abrange também acessos indiretos ou por intermédio de terceiros.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
(Brasília DF, 15/08/2019) Presidente Jair Bolsonaro o deputado Eduardo Bolsonaro durante encontro com Francis X. Suarez, Prefeito de Miami/EUA. Foto: Marcos Corrêa/PR
DO informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
A Polícia Federal determinou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma as funções de escrivão da corporação. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o cargo de parlamentar no final de dezembro por excesso de faltas na Câmara.
O ato ordenando que Eduardo retome as atividades na delegação da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ) foi publicado no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira (2), assinado pelo diretor de gestão de pessoas da PF substituto, Licinio Nunes de Moraes Netto.
A publicação informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
O filho de Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato de deputado federal em 2015. Eduardo foi cassado por decisão da Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro, no mesmo dia em que o órgão decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repubilcanos-PB), Eduardo ultrapassou essa marca.
Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL para driblar as faltas de Eduardo. O deputado foi indicado líder da minoria, já que os líderes não precisam justificar suas ausências, mas a designação não foi aceita pelo presidente da Casa.
Eduardo viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão.
Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil. Por causa da sua atuação no exterior, Eduardo se tornou réu no STF sob acusação de coação.
Apesar do esforço do filho, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília.
Além do mais, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.
*ICL
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
O jornal britânico Financial Times publicou, nesta quarta-feira (31), sua tradicional lista anual com 20 previsões políticas para o ano seguinte e incluiu a reeleição do presidente Lula nas eleições de outubro de 2026 entre as apostas. Segundo o veículo, o atual chefe do Executivo poderia se beneficiar do desempenho da economia brasileira e de “gols contra” atribuídos à direita bolsonarista.
A publicação menciona o recente histórico de saúde de Lula, lembrando que ele passou por uma cirurgia de emergência na cabeça há cerca de um ano. Ainda assim, o Financial Times afirma que a previsão é de reeleição, apontando fatores como o enfrentamento aos tarifaços do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e resultados econômicos considerados positivos. O jornal também citou a possível candidatura de Flávio Bolsonaro como um dos “gols contra” da direita.
“Gols contra da direita do Brasil também estão o ajudando. Alguns políticos conservadores pediram sanções dos EUA para punir o Brasil pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, mas a estratégia saiu pela culatra, já que Lula mobilizou a nação em torno dele”, explicou o jornal.
A previsão diz o mesmo que a pesquisa da Genial/Quaest, que apontou que Lula como favorito contra qualquer adversário, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos dois turnos da eleição presidencial de 2026.
Hoje foi dia de o Financial Times cravar o favoritismo de Lula em 2026.
A consequência prática: por se tratar do principal jornal de finanças do mundo, o prognóstico do FT ajuda a normalizar o cenário de Lula 4, moderando expectativas do mercado internacional e da oposição.
Nas demais projeções, o Financial Times indicou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não aceitará abrir mão da região de Donbas em um eventual acordo de paz com a Rússia, além de uma possível derrota dos republicanos nas eleições para o Congresso dos Estados Unidos, em novembro, segundo o DCM.
O jornal também aposta no derretimento da “bolha” da Inteligência Artificial no mercado financeiro. No levantamento anterior, a publicação acertou 13 das 20 previsões, entre elas a vitória de Donald Trump nas eleições americanas.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Ministro do STF afirma que não houve agravamento da saúde e que tratamento pode ser feito na PF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1) negar o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL), mantendo sua custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido havia sido protocolado no STF na quarta-feira (31), com o argumento de que a prisão domiciliar deveria ser concedida antes da alta hospitalar do ex-mandatário, em razão de seu quadro de saúde no período pós-operatório. As informações são do 247 e CNN.
Defesa alegou risco à saúde no pós-operatório No requerimento, os advogados sustentaram que as condições clínicas de Bolsonaro poderiam ser agravadas com o cumprimento do regime fechado. A defesa também citou o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização para prisão domiciliar, e afirmou que o pós-operatório exigiria cuidados especiais.
Moraes aponta ausência de fatos novos Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes afirmou que a defesa não apresentou elementos novos que justificassem a mudança de entendimento em relação a solicitações anteriores já negadas pelo Supremo. “Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, escreveu o ministro na decisão.
STF afirma que estrutura da PF atende às prescrições médicas Na decisão, Moraes destacou que todas as recomendações médicas apresentadas pela defesa podem ser cumpridas nas dependências da Polícia Federal. Segundo ele, a Superintendência da PF garante acesso irrestrito aos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente.
O ministro ressaltou ainda que há autorização para a presença de médicos 24 horas por dia no local, o que, de acordo com o entendimento do STF, assegura a continuidade do tratamento sem comprometer o estado de saúde de Bolsonaro.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
As agressões contra mulheres sob o título de lesão corporal dolosa também bateram maior marca do acumulado desde 2012
Os crimes de feminicídio em SP chegaram a 233 casos no acumulado deste ano de janeiro a novembro, maior marca desde o início da série histórica, em 2018. Os dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública estadual) foram divulgados na tarde desta terça-feira (30).
Isolado, o mês de novembro teve 26 registros, ante 35 no mesmo período do ano passado. A capital paulista, que já havia batido o recorde do ano passado, teve cinco casos em novembro, totalizando 58 ocorrências.
As agressões contra mulheres sob o título de lesão corporal dolosa também bateram a maior marca do acumulado desde 2012, com 61.474 queixas nas delegacias. A comparação desconsidera 2011, que começou a ter dados publicados em setembro. Somente em novembro, foram 5.936 casos de agressão, ante 5.522 registrados no mesmo mês do ano passado.
Os registros totais de estupro chegaram a 2.697 neste ano, com 260 casos em novembro, e permanecem em patamar parecido com os dados do ano passado -respectivamente, 2.787 e 255 queixas. No estado, a variação foi menor, de 0,9% para baixo, com 13.355 registros no acumulado.
Já os roubos voltaram a atingir as marcas mais baixas para o acumulado e também para o mês desde 2001. Na capital paulista, foram 7.207 roubos em novembro, e no estado, 11.624.
Homicídios no estado também chegaram à menor marca da série histórica, tanto no mês, com 193 vítimas, quanto no acumulado, que chegou a 2.271 óbitos. Os latrocínios, com 122 mortos após roubos, tiveram queda de 25,6% na comparação de janeiro a novembro com o mesmo período do ano passado.
Na capital, houve nova alta de homicídios, com 45 vítimas em novembro e 475 no acumulado -cerca de 6% a mais do que em 2024, que teve 447 mortos.
Os furtos, por outro lado, tiveram queda em novembro, com 43.911 casos, ante 46.304 no mesmo mês em 2024. No acumulado, com 507,3 mil registros, a variação foi quase nula, ante os 510 mil casos nos 11 meses do ano passado.
Na capital, houve alta de 4,3% no acumulado e 200 casos a mais em novembro deste ano, com 20.489 registros nas delegacias.
*ICL
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.
Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.
Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.
Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.
Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.
Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. Tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.
O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.
A diferença entre um caso e outro é uma só: enquanto a PGR, agora, recusa-se a tratar com relevância jurídica um texto baseado em fontes apócrifas, o então procurador do MPF-PR Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro entenderam que a reportagem sem provas e fontes do jornal era suficiente para denunciar e, depois, condenar o acusado (Lula), ainda que ele nunca tendo morado no tal imóvel nem tenha figurado como seu proprietário nas escrituras cartorárias. As fontes de Tatiana Farah e do jornal carioca valeram mais do que as provas documentais.
Ao acatar a denúncia de Dallagnol, Moro deixou bem claro que o fazia baseado na reportagem de fontes anônimas do jornal O Globo. Abaixo, segue trecho da decisão:
“Corrobora a consumação dessa operação de lavagem de capitais, em 2009, o fato de que, alguns meses após a assunção do empreendimento Mar Cantábrico pelo Grupo OAS, em 10 março de 2010, foi publicada matéria pelo Jornal ‘O Globo’ intitulada ‘Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado’. Essa matéria dava conta de que o então presidente Lula e Marisa Letícia seriam contemplados com uma cobertura triplex, com vista para o mar, no referido empreendimento” .
Depois, seguindo o mesmo roteiro repetido agora por Malu Gaspar, o próprio jornal O Globo utilizou a denúncia do MPF-PR, que tinha como fonte a reportagem sem prova do jornal, para criar uma nova reportagem, retroalimentando o sistema e completando o ardil.
Mídia comercial adere à acusação sem provas e replica como verdade os relatos apócrifos O último ato da orquestração para transformar relatos apócrifos em fato consumado e com valoir jurídico se dá com a adesão dos outros órgãos da imprensa comercial à reportagem de fontes anônimas original, dando ares de verdade ao que nunca restou provado.
Tal expediente foi utilizado à exaustão no período da Lava Jato. Jornalistas do jornal O Globo, como Sergio Roxo e Merval Pereira, publicavam “reportagens” baseadas em offs e sem documentos comprobatórios, que eram republicadas como verdade por jornalistas como Eliane Cantanhêde e Vera Magalhães, as duas então no jornal Estado de S.Paulo, ou Kátia Seabra, da Folha de S.Paulo. E vice-versa.
Atualmente, a estratégia se repete. No último dia 22, por exemplo, o maior portal de notícias do país, o UOL, que pertence ao Grupo Folha, publicou reportagens e vídeos dizendo que “Moraes procurou Galípolo para interceder pelo Master no BC”. Qual é a fonte do portal, que se orgulha de possuir uma equipe de mais de 300 jornalistas, para publicar tão relevante informação? Apenas a reportagem de fontes anônimas de Malu Gaspar.
Um dia após a publicação do UOL, a jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal o Estado de S.Paulo, foi além: não apenas republicou como verdade a reportagem original de Malu Gaspar como adicionou uma nova e bombástica “informação”: a de que “Alexandre de Moraes chegou a ligar seis vezes em um dia ao Banco Central para tratar do Banco Master”.
Quer dizer: o jornal publica não apenas o “fato” de que Moraes fez seis ligações telefônicas em só dia para o presidente do BC, mas conta também qual foi o teor da conversa entre os dois, conversa esta unicamente escutada pelos dois participantes do diálogos, salvo a existência de alguma interceptação telefônica, ilegal ou autorizada pela Justiça.
Então, como o jornal ficou sabendo do teor desses diálogos ou até de sua mera existência? Quais são suas provas documentais, periciais ou testemunhais para acusar um ministro do STF de tráfico de influência? Resposta: as fontes anônimas de Eliane Cantanhêde.
Parece piada, mas não é. É ler para crer. Afinal, é possível acreditar em qualquer coisa quando se tem muita vontade.
*Vinicius Segalla/DCM
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Nos últimos meses, vimos como a desumanização é uma operação política e de poder. Um grupo da sociedade deixa de ser tratado como humano para que, em seguida, seus direitos possam ser retirados. O caminho é a asfixia de sua dignidade.
Ao longo dos últimos anos, em minhas viagens, descobri que a premissa que me levara a querer conhecer o mundo estava errada. Como um jovem paulistano repleto de arrogância, eu acreditava que iria conhecer a diversidade do mundo. Como os “outros” eram diferentes. Hoje, entrando no ano em que irei comemorar meio século, reconheço que o que eu descobri em milhares de quilômetros percorridos é simplesmente o quanto somos iguais no mais fundamental de nossas existências.
Choramos e sonhamos, amamos e ficamos indignados. Não dormimos enquanto nossos filhos não estão em paz. Cozinhamos como um gesto de acolhimento. Agradecemos com um sorriso.
Desembarco em 2026 certo de que vivemos uma encruzilhada climática, social, política e cultural. Mas suspeito que apenas iremos superar esse desafio quando colocarmos no centro de todas nossas discussões a defesa da dignidade. Em outras palavras, a luta por manter a humanidade de uma pessoa intacta.
Nos últimos meses, vimos como a desumanização é uma operação política e de poder. Um grupo da sociedade deixa de ser tratado como humano para que, em seguida, seus direitos possam ser retirados. O caminho é a asfixia de sua dignidade.
Nelson Mandela nos ensinou que a luta pela dignidade não é u luxo. É o coração da humanidade.
No egocentrismo de uma era de redes sociais, vitrines permanentes, do império da imagem e de um sistema econômico cruel, nossa geração poderia se inspirar no princípio traduzido do Ubuntu pelo filósofo africano J. S. Mbiti:
“Eu sou porque nós somos”.
Se a dignidade não for coletiva, ela simplesmente não existe. Um ataque a um ser humano é um ataque a todos. Quando fechamos os olhos e ignoramos a injustiça que acontece a outra pessoa, permitimos que a dignidade de todos, inclusive a nossa, seja corroída.
“Minha humanidade está ligada à sua, pois só podemos ser humanos juntos”, me disse certa vez Desmond Tutu.
As pessoas não precisam se parecer com você, acreditar na tua fé, torcer pelo mesmo time para merecerem que sua dignidade seja preservada.
Subversivo hoje é recusar-se a se submeter ao desmonte da dignidade do outro.
Nos últimos anos, essa noção da dignidade foi enterrada sob os escombros das bombas e do vírus, do nacionalismo e do negacionismo. Ela foi vítima da destruição promovida pela ganância e pela obscenidade do desprezo.
Mas, em 2026, me recusarei a abrir mão de minhas utopias.
Não há tempo a perder nessa longa obra do resgate da dignidade que o destino encomendou para nossa geração.
2026 nos exigirá coragem, ação e indignação.
Que venha o ano novo!
*Jamil Chade/ICL
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Diretor do Banco Central, Ailton de Aquino Santos foi dispensado da acareação
Polícia Federal (PF) realizou na noite de terça-feira (30) uma acareação entre o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O procedimento foi motivado por divergências identificadas nos depoimentos prestados por ambos horas antes, no âmbito das investigações sobre a tentativa frustrada de venda do Master ao banco público do Distrito Federal.
Vorcaro e Costa compareceram pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde prestaram depoimentos individuais que duraram mais de duas horas cada. As oitivas foram conduzidas pela delegada Janaína Palazzo, responsável pelo caso, e acompanhadas por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, relator das investigações, além de um representante do Ministério Público. Após a identificação de contradições, a PF decidiu colocá-los frente a frente. A acareação foi concluída por volta das 21h35.
Diretor do Banco Central é ouvido, mas fica fora da acareação Também convocado a prestar esclarecimentos, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, chegou a iniciar depoimento na mesma noite, depois de aguardar por mais de cinco horas no STF. De acordo com a Forum, apesar disso, ele foi dispensado da acareação. Aquino não é investigado no caso, ao contrário de Vorcaro e Costa, e participou das apurações por obrigação técnica, no exercício de suas funções no Banco Central.
A possibilidade de uma acareação envolvendo um diretor do Banco Central gerou reação no sistema financeiro. Em nota conjunta, entidades como Febraban e ABBC defenderam a atuação da autoridade monetária e afirmaram que “a presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente”.
Investigação aponta irregularidades bilionárias As investigações do chamado caso Master tiveram início em 2024, na Justiça Federal, após indícios de que o banco não dispunha de recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025. À época, o Master negociava sua venda ao BRB, operação que acabou rejeitada pelo Banco Central. A apuração aponta que, antes mesmo da formalização do negócio, o banco teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao BRB — sendo R$ 6,7 bilhões em contratos considerados falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios e bônus associados à suposta valorização da carteira.
Segundo a Polícia Federal, o Master teria adquirido créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar o pagamento e, posteriormente, repassado esses ativos ao BRB, que teria desembolsado aproximadamente R$ 12 bilhões. As negociações envolveram diretamente Vorcaro e Paulo Henrique Costa, que, antes de ser demitido da presidência do BRB, defendia a compra do Master como alternativa para enfrentar a crise da instituição privada.
Liquidação do banco e desdobramentos Diante do agravamento da situação financeira e do insucesso das tentativas de solução de mercado — que incluíram propostas de aporte de recursos, troca de diretoria e venda do controle —, a Diretoria de Fiscalização do Banco Central recomendou a liquidação do Master. A venda ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, então comandada por Renato Gomes, e a decisão final pela liquidação foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada do BC, em novembro. O banco foi oficialmente liquidado no dia 18 daquele mês.
O escândalo resultou na prisão de Daniel Vorcaro por 12 dias, no contexto da operação Compliance Zero. Atualmente, ele responde às investigações em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. O processo corre sob sigilo, e desde o início de dezembro todas as diligências relacionadas ao caso passaram a depender de autorização do ministro Dias Toffoli, por decisão do próprio magistrado.
Nos bastidores, a condução do caso e a convocação de integrantes do Banco Central para prestar depoimento geraram debates e críticas públicas. O gabinete de Toffoli negou que tenha determinado o envio de oficiais de Justiça ao Banco Master para intimar o liquidante da instituição, Eduardo Félix Bianchini, servidor aposentado do BC responsável pelo processo de liquidação.
A investigação segue em curso, com foco nas responsabilidades pela operação envolvendo as carteiras de crédito consignado e pelas negociações que antecederam a decretação da liquidação do Banco Master.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
A representação foi apresentada pelo advogado sul-mato-grossense Enio Martins Murad, que não tem relação com os processos sobre o tema em tramitação na Corte.
Murad argumentou que o ministro teria mantido interlocução com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor de interesses privados do Banco Master, e que teria citado um contrato de prestação de serviços advocatícios entre a sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira.
As informações vieram à tona após reportagens publicadas pelas colunas de Malu Gaspar e Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a imprensa, Moraes teria procurado Galípolo em pelo menos quatro ocasiões distintas, pessoalmente e por telefone, para tratar da compra do Master pelo BRB – que foi barrada posteriormente pelo Banco Central – e do contrato da instituição com o escritório de sua esposa no valor de R$ 130 milhões válido até 2027.
A partir disso, Murad pediu a abertura de uma investigação pelos crimes de tráfico de influência e violação aos princípios da administração pública. Gonet, no entanto, decidiu ser “imperativo sublinhar a absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”, tanto em relação a Galípolo quanto a Moraes.
Em documento assinado em 27 de dezembro, o procurador-geral destacou que, apesar da repercussão midiática, as reportagens não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que comprovem a tese de intimidação, mantendo a narrativa no campo das suposições.
Segundo o procurador-geral da República, a relação contratual entre a esposa do ministro e o Banco Master não configura irregularidade.
“No que tange ao contrato mencionado entre a doutora Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a intervenção desta instância. Refoge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares, especialmente quando resguardados pela autonomia intrínseca à atividade liberal da advocacia”, afirma Gonet.
Após a publicação das reportagens, Moraes divulgou uma nota na qual negou as acusações e explicou que, em todas as reuniões com Galípolo, não tratou de qualquer assunto ou fez qualquer pressão em favor do banco Master, mas falou sobre a Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.
O comunicado diz ainda “que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.
*BdF
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.