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Política

Moraes dá 5 dias para defesa de Heleno explicar diagnóstico de Alzheimer

Ao ser preso, Heleno afirmou a uma equipe médica que sofre de doença de Alzheimer desde 2018

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de cinco dias para que a defesa do general da reserva e ex-ministro Augusto Heleno apresente documentos sobre o estado de saúde do militar e seu diagnóstico da doença de Alzheimer.

No despacho deste sábado (29), Moraes determinou a apresentação do exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas do diagnóstico em 2018, além de relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde aquele ano, inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado.

O ministro ainda solicitou documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da doença durante todo esse período. “A Defesa, também, deverá esclarecer se, em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu comunicou ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico”, acrescentou.

Heleno

PGR se manifestou a favor de domiciliar para Heleno
Heleno, 78, foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, no contexto da trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a derrota para Lula (PT) em 2022.

General da reserva, ele foi levado para o Comando Militar do Planalto para cumprir a pena. Ao ser preso na última terça (25), o ex-ministro do GSI de Bolsonaro afirmou a uma equipe médica que sofre de doença de Alzheimer desde 2018.

Ele disse aos médicos ser “portador de demência Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”.

Sua defesa solicitou a concessão de prisão domiciliar para Heleno, citando tanto sua idade avançada —ele tem 78 anos — como seu estado de saúde. A PGR (Procuradoria-Geral da República) disse estar de acordo com a domiciliar.

A doença de Alzheimer não foi trazida à tona pela defesa do militar ao longo da tramitação do processo da trama golpista.

No despacho, Moraes também fez referência ao fato de que Heleno foi ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no período em que já estava com diagnóstico de Alzheimer.

“Entretanto, não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) — responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”, escreveu Moraes.

*ICL


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Esporte

Flamengo é o primeiro brasileiro tetra da Libertadores; veja ranking de campeões

A CONMEBOL Libertadores consagrou o primeiro brasileiro tetracampeão neste sábado (29). Em Lima, no Peru, o Flamengo superou o Palmeiras no jogo único da final e se isolou como o maior vencedor da competição entre os times do Brasil.

Até a decisão de agora, Verdão e Rubro-Negro estavam empatados com Grêmio, Santos e São Paulo, todos com três títulos. Agora, o novo campeão se isola no ranking.

Entre os brasileiros, as outras equipes campeãs da Libertadores são: Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Botafogo, Fluminense, Vasco e Corinthians.

Veja abaixo o ranking de brasileiros campeões da Libertadores:

  • Flamengo: 4 títulos
  • Palmeiras, Grêmio, São Paulo e Santos: 3 títulos
  • Cruzeiro e Internacional: 2 títulos
  1. Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Fluminense e Vasco: 1 título

Brasil chega a 25 conquistas e empata com a Argentina
Além de se tornar o primeiro tetra do Brasil, o Flamengo conseguiu um feito que até pouco tempo parecia distante: igualar o números de títulos da Argentina, que era líder absoluta há décadas. Agora, os dois países se dividem como os maiores campeões, com 25 títulos cada.

Vale lembrar que o Brasil emplaca campeões seguidos desde 2019. O River Plate, em 2018, foi o último não brasileiro a levantar o caneco mais cobiçado da América do Sul.

Títulos de cada país na Libertadores:

  • Argentina e Brasil: 25 títulos
  • Uruguai: 8
  • Colômbia: 3
  • Paraguai: 3
  • Chile: 1
  • Equador: 1

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Política

Desembargadora que revogou prisão de Vorcaro foi acusada de gestão fraudulenta

A desembargadora, Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), revogou na sexta-feira (28 de novembro de 2025) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de outros investigados na Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). Vorcaro foi detido em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para o exterior — a PF alegou risco de fuga, mas a defesa sustentou que a viagem a Dubai estava previamente comunicada ao Banco Central para finalizar a venda do banco.

Inicialmente, em 20 de novembro, a própria desembargadora negou um pedido de soltura, citando indícios de **gestão fraudulenta, organização criminosa e obstrução de fiscalização**. No entanto, após reconsideração, ela concluiu que os crimes não envolvem violência ou grave ameaça, e que medidas alternativas (como retenção de passaporte, tornozeleira eletrônica, proibição de contato com investigados e suspensão de atividades financeiras) seriam suficientes para mitigar riscos. A decisão também se baseou na justificativa da viagem de Vorcaro, afastando a interpretação de tentativa de fuga.

A Operação Compliance Zero investiga supostas fraudes de R$ 12 bilhões no Banco Master, incluindo a emissão de “títulos podres” (créditos falsos) para inflar balanços e maquiar prejuízos. O Banco Central barrou a venda do Master ao BRB e decretou sua liquidação em novembro de 2025.

Acusações Contra a Desembargadora

Sim, a afirmação é verdadeira: Solange Salgado da Silva foi acusada de gestão fraudulenta em um episódio de 2011, relacionado à sua atuação como ex-presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer). Em abril daquele ano, 40 juízes federais pediram investigação disciplinar ao TRF-1, alegando que seus nomes foram usados de forma “irresponsável, temerária e fraudulenta” em contratos de empréstimos simulados e fraudulentos firmados pela entidade entre 2000 e 2009. Auditorias internas da Ajufer e relatórios da Fundação dos Juízes Federais (FHE) apontaram irregularidades, como uso indevido de dados de magistrados e contratos suspeitos.

O então corregedor do TRF-1, desembargador Cândido Ribeiro, instaurou processo administrativo contra os ex-presidentes da Ajufer, incluindo Solange Salgado. Posteriormente, a Corte Especial do TRF-1 rejeitou a denúncia contra ela por falta de provas, afastando sua participação no suposto esquema. As acusações, no entanto, permanecem documentadas no histórico funcional da magistrada, conforme relatórios administrativos.

Trajetória de Solange Salgado

Formação e carreira inicial: Ingressou no Ministério Público Federal, atuou na Defensoria Pública e na Justiça Federal. Foi juíza eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).

Promoção: Tornou-se desembargadora federal no TRF-1 em 2013.
Outros episódios**: A decisão sobre Vorcaro não é isolada; ela já foi citada em debates sobre proporcionalidade em prisões preventivas, mas sem condenações.

O caso reacende discussões sobre imparcialidade no Judiciário, especialmente em investigações financeiras sensíveis. A defesa de Vorcaro havia protocolado habeas corpus no STF, mas a revogação pelo TRF-1 pode tornar o recurso desnecessário. A PF e o Ministério Público podem recorrer da decisão.


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Brasil Mundo

Lula recebe elogios do Financial Times por driblar tarifaço de Trump e mostrar “força”

A estratégia de negociações comerciais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe de ministros diante do tarifaço dos Estados Unidos, agora em grande parte revertido, vem rendendo elogios na imprensa internacional. O jornal britânico Financial Times, de Londres, publicou nesta sexta-feira (28) um artigo da escritora e jornalista Gilian Tett, em que ela avalia a estratégia de Brasília como um grande sucesso.

Segundo Tett, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “respondeu de forma desafiadora às intimidações — o que elevou sua popularidade interna — e saiu em defesa dos tribunais”, alvo de Donald Trump por conta da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos no caso da trama golpista.

Tett faz três conclusões principais diante do recuo de Trump. A primeira é que a Casa Branca está “mais nervosa” com as pressões inflacionárias nos EUA, geradas pelo próprio tarifaço contra o Brasil. A segunda lição é que “intimidadores muitas vezes recuam diante da força”, demonstrada pelo presidente Lula e a equipe de negociadores diplomáticos. A terceira: “vale a pena distinguir entre táticas e objetivos ao observar a Casa Branca. Isso pode não parecer óbvio, já que Trump frequentemente parece carecer de uma estratégia clara”.

A articulista também classifica as negociações comerciais com Trump como um exemplo do que chamou de “TACO trade”. A expressão — que, em tradução livre, significa “Trump sempre amarela” — é usada por críticos da política tarifária do atual presidente dos Estados Unidos para descrever sua postura frequentemente hostil, mas marcada por recuos e oscilações, diz Leonardo Sobreira, 247.


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Política

Crise no Centrão: aliança União Brasil-PP vive divisão interna após casos Master e Refit

A federação formada por União Brasil e PP, anunciada há sete meses como um novo polo de força na direita, enfrenta um cenário cada vez mais conturbado.

Além de disputas internas nos estados, a aliança passou a lidar com o desgaste político provocado pela aproximação de seus principais dirigentes, Antonio Rueda e o senador Ciro Nogueira, com o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Ricardo Magro, ambos alvos de operações recentes.

Para lideranças de centro e direita, essas relações devem ser exploradas por adversários em 2026, com potencial de afetar candidaturas em todo o país. O ambiente ficou ainda mais delicado após a prisão de Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos que levaram à liquidação do Banco Master, no dia seguinte ao mandado.

Já Magro, controlador do Grupo Fit (antiga Refit), foi alvo nesta quinta-feira de operação da Receita Federal sob suspeita de danos bilionários ao erário. Em resposta anterior à Folha, ele afirmou que “suas empresas não sonegam”. Ciro atuou no Congresso em pautas de interesse do grupo, como propostas sobre devedores contumazes.

Apesar do desgaste, não há investigações contra políticos, e os casos tramitam na primeira instância por não envolverem autoridades com foro. Ainda assim, congressistas afirmam que Rueda e Ciro concentram poder suficiente para que esse tipo de crise respingue em toda a federação.

Integrantes das siglas tentam minimizar o impacto e citam que Vorcaro e Magro mantinham relações políticas diversas, inclusive com setores do PT e de governadores aliados. De acordo com o DCM, essas operações somam-se aos impasses sobre quem comandará os diretórios estaduais e, portanto, terá influência direta nas alianças regionais em 2026.

A federação obriga União Brasil e PP a apresentarem chapas conjuntas por duas eleições, garantindo mais tempo de TV e união de votos para deputado. A ideia inicial era também disputar a Presidência, ambição que perdeu força, com o foco migrando para a eleição do maior número possível de parlamentares.

Dentro do PP, aliados admitem que Ciro Nogueira recuou do projeto de ser vice de uma chapa presidencial oposicionista. Após a prisão de Vorcaro, ele afirmou publicamente que, “diante da falta de bom senso e estratégia no centro e na direita”, o esforço deve ser direcionado às disputas estaduais.

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Política

Moraes vota para condenar 5 membros da cúpula da PM do DF por omissão no 8/1

Ministro propôs pena de 16 anos aos réus, perda de cargos públicos e multa

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes votou para condenar cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal acusados de omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O julgamento começou, nesta sexta-feira (28), no plenário virtual da corte e vai até o dia 5 de dezembro. O caso é analisado pela Primeira Turma do tribunal.

Moraes considerou que os militares cometeram os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Pena e voto de Moraes
Ele propôs penas de 16 anos aos réus, o que inclui 13 anos e seis meses de reclusão, dois anos e seis meses de detenção, 100 dias-multa (cada dia multa no valor de um terço do salário-mínimo) e a perda de cargos públicos.

Moraes considerou que cometeram estes crimes o então comandante-geral da PM-DF Fábio Augusto Vieira, o ex-subcomandante-geral Klepter Rosa e três coronéis (Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos).

No entanto, ele votou para absolver dois militares que também foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins.

Segundo a PGR, apesar de terem meios para evitar os ataques e a depredação na Praça dos Três Poderes, a cúpula da PMDF se omitiu. Os sete réus estão em liberdade provisória e utilizam tornozeleiras eletrônicas.

Em seu voto, Moraes afirmou que os militares aderiram a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito.

“Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, disse.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os policiais aderiram subjetivamente às ações delitivas dos golpistas que depredaram as sedes dos três Poderes, em vez de agirem para evitar a destruição dos prédios públicos.

A denúncia também narrou que a PMDF tinha informantes ou policiais infiltrados nos movimentos de insurgência popular, inclusive nos acampamentos em frente ao quartel-general do Exército, que municiaram os oficiais com informações frequentes e imagens, evidenciando a necessidade de ação preventiva para impedir os atos delituosos.

*ICL


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Política

PF realiza operação contra esquema milionário em obras com desvio de emendas

CGU identifica fraude escondida em contratos de pavimentação com dinheiro público

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (28) a Operação Fake Road, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar possíveis fraudes em contratos de pavimentação vinculados ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e financiados por emendas parlamentares.

A ação teve início após auditorias da CGU identificarem indícios de irregularidades em obras contratadas pelo órgão. Entre os problemas levantados estão suspeitas de superfaturamento, serviços executados apenas parcialmente ou não realizados, além de medições consideradas fraudulentas

As análises também apontaram possíveis favorecimentos indevidos a empresas responsáveis pelas obras. Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento sugerem a participação de servidores públicos e de representantes de companhias privadas em um esquema voltado ao desvio de recursos federais.

O prejuízo estimado supera R$ 22 milhões, conforme os dados informados pelas autoridades envolvidas na investigação.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Forum, as ordens judiciais foram distribuídas em duas capitais do Nordeste: nove em Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN). As equipes também executaram medidas adicionais, como bloqueio de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos, além de buscas pessoais e em automóveis.

As determinações judiciais incluem ainda a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de investigados, medida utilizada para aprofundar a coleta de informações consideradas relevantes ao caso.

A operação mobilizou cerca de 50 policiais federais. De acordo com a corporação, o objetivo das diligências é reunir novas provas, interromper eventuais práticas ilícitas e garantir a continuidade das apurações sobre o possível esquema de desvio de verbas públicas.


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Política

Desemprego reduz para 5,4%, menor taxa desde 2012

Massa de rendimento dos trabalhadores é novamente recorde

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em outubro de 2025 caiu para 5,4%, repetindo a menor taxa da série histórica, que teve início em 2012. Frente ao trimestre móvel de maio a junho (5,6%), a taxa recuou 0,2 ponto percentual (p.p.). Comparada ao trimestre encerrado em outubro de 2024 (6,2%), o indicador caiu 0,7 p.p. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (28) pelo IBGE.

No trimestre, a população desocupada caiu para seu menor contingente desde o início da pesquisa, em 2012: 5,910 milhões, recuando nas duas comparações: -3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e -11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.

O total de trabalhadores do país ficou estável, em 102,5 milhões, ainda em patamar recorde, enquanto o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 58,8%. Já o número de empregados com carteira assinada renovou seu recorde, chegando a 39,182 milhões.

A taxa composta de subutilização manteve-se em 13,9%, a menor da série histórica da Pnad Contínua. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas recuaram para 4,572 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2016.

A força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Durante a pandemia, no trimestre de maio a julho de 2020, esse indicador havia chegado ao seu auge: 13,8 milhões. Já a população desalentada chegou em 2,647 milhões, depois de ter atingido seu maior valor (5,829 milhões) no trimestre de janeiro a março de 2021.

Para Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “o elevado contingente de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação e, como resultado, a taxa de desocupação segue em redução, alcançando nesse trimestre o menor valor da série histórica”.

No trimestre, grupamentos da Construção e da Administração pública crescem, mas Outros serviços recuam
Embora a população ocupada do país tenha ficado estatisticamente estável frente ao trimestre móvel anterior, dois dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua mostraram crescimento no período: Construção (2,6%, ou mais 192 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%, ou mais 252 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Outros serviços (2,8%, ou menos 156 mil pessoas).

Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, a ocupação aumentou em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 223 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,8%, ou mais 711 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Outros serviços (3,6%, ou menos 203 mil pessoas) e Serviços domésticos (5,7%, ou menos 336 mil pessoas).

Informalidade fica estável e número de trabalhadores com carteira renova recorde
No trimestre encerrado em outubro, a taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada, ou o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores informais, repetindo os 37,8% do trimestre móvel anterior. No entanto, esta taxa ficou abaixo dos 38,9% (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais) do trimestre encerrado em outubro de 2024.

O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada manteve o recorde, chegando aos 39,182 milhões e mostrando estabilidade no trimestre. Na comparação anual, esse contingente cresceu 2,4% (mais 927 mil pessoas). Já o número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.

Pelo lado da informalidade, o número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano. Já o número de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também ficou estável no trimestre e cresceu 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano.

*Da Agência de Notícias do IBGE


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Política

Jogo político: direita se rebela em Santa Catarina contra Bolsonaro

A disputa política em Santa Catarina esquenta, com reações contra a candidatura de Carlos Bolsonaro à senador.

A política em Santa Catarina está fervendo com descontentamentos em relação à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado. Com aproximadamente 16 mil habitantes, Pouso Redondo é um dos 295 municípios onde ele busca votos para as próximas eleições. Porém, a movimentação não está sendo bem recebida por todos.

Um vídeo do prefeito Rafael Tambosi, do PL, chocou muitos ao criticar abertamente a “forçação de barra” da candidatura do filho do ex-presidente, que deseja transferir seu domicílio eleitoral para o estado. O clima tenso evidencia uma insatisfação crescente entre as lideranças locais que temem serem vistas como “gado” ao aceitarem essa imposição.

A reação da classe política catarinense
Com um cenário onde a desconfiança predomina, o prefeito de Joinville, a maior cidade do estado, expressou sua indignação: “Entendo isso como uma agressão ao Estado. Não conheço Carlos pessoalmente, mas essa crítica eu faria a qualquer outro que quisesse se mudar para um estado meramente por uma questão de oportunidade de voto”. Assim, dentro da direita, as lideranças começaram a se unir em torno de um descontentamento que se torna cada vez mais palpável.

Adriano Silva, do partido Novo, não hesitou em criticar a candidatura de Carlos, refletindo o que muitos pensam numa reunião com outros prefeitos influentes de Santa Catarina. Os prefeitos de Chapecó, João Rodrigues, e da capital Florianópolis, Topázio Neto, também se mostraram reticentes com a situação. Rodrigues enfatizou que “o catarinense não tem aceitado muito bem o Carlos como candidato”, sugerindo que a popularidade da família Bolsonaro no estado pode estar em declínio.

Expectativas e desafios para a campanha de Carlos Bolsonaro
De acordo com o Globo, os números das últimas eleições beneficiaram Bolsonaro na região, onde o ex-presidente teve 69% dos votos em 2022. No entanto, com as recentes mudanças políticas e sociais, o futuro da candidatura de Carlos permanece incerto. Topázio Neto alertou que com três candidatos surgindo no lado da direita, a fragmentação pode ser fatal em um cenário onde a esquerda tende a unir esforços em torno de um único nome forte, como o de Décio Lima, atual presidente do Sebrae.

A resistência ao nome de Carlos Bolsonaro é vista como natural em meio à incerteza, já que há um ano até a eleição, os sentimentos no estado poderiam ser profundamente afetados. Com a recente prisão de Jair Bolsonaro, especula-se que os efeitos na imagem do ex-presidente também repercutiriam nas candidaturas da família na região.

O gambito político da família Bolsonaro
Informações de bastidores revelam que Jair Bolsonaro havia tentado persuadir Corol de Toni a desistir de sua candidatura, numa estratégia criticada por muitos como machista. Esse distanciamento em relação às lideranças políticas locais reflete uma estratégia que pode não ser viável a longo prazo, especialmente diante da crescente insatisfação com a transferência de votos que não sente raízes na comunidade local.

Em uma tentativa de reafirmar a presença da família no cenário político, Jair Renan, filho mais novo de Bolsonaro, foi eleito o vereador mais votado em Balneário Camboriú. Contudo, mesmo com essa vitória, sua popularidade na política local não permanece infalível, e ele tem sido alvo de críticas por sua falta de posicionamento em questões relevantes.

O que esperar do futuro político em Santa Catarina?
O cenário atual propõe um ato de equilíbrio. Embora a família Bolsonaro tenha margem de manobra baseada em sua popularidade anterior, a situação é dinâmica. As divergências entre os candidatos da direita e as lideranças locais sublinham um descontentamento que pode moldar os resultados das próximas eleições.

Os próximos meses prometem ser decisivos para a candidatura de Carlos e para o próprio futuro político da família Bolsonaro em Santa Catarina. Os políticos locais devem assegurar que suas vozes sejam ouvidas na construção de um futuro que respeite a autonomia e a opinião do eleitor catarinense. O caminho à frente pode exigir uma nova abordagem, senão a resistência poderá se transformar em uma reviravolta nas urnas.

Em um ambiente político em transformação, a luta pela representatividade e a autenticidade na política parece estar apenas começando, e a dificuldade em manter a coesão na direita pode ser apenas o início de desafios maiores a serem enfrentados nas urnas de 2024.


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Política

Alcolumbre quer comandar BB e autarquias para reatar com Lula e aprovar Messias

Segundo colunista, o presidente do Senado apresentou lista de cargos estratégicos ao Planalto em troca, entre outras coisas, da aprovação de Jorge Messias no STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem cobrado do Palácio do Planalto uma fatura considerada alta por aliados do governo: o comando de bancos públicos e de importantes autarquias federais. Segundo interlocutores do senador e fontes do Planalto ouvidas pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Alcolumbre condiciona avanços na pauta do Executivo na Casa à ocupação desses postos.

Entre os cargos pleiteados estão as presidências do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste (BNB), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com Forum, os postos são considerados estratégicos e têm peso político e econômico significativo.

Prioridade
De acordo com aliados do presidente Lula, o governo estaria disposto a ceder alguns espaços, mas não todos. A prioridade do Planalto, no momento, é assegurar a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 10 de dezembro — colegiado que Alcolumbre preside e sobre o qual exerce forte influência. Segundo auxiliares presidenciais, Lula deve procurar pessoalmente o senador nos próximos dias para negociar apoio à indicação.

O governo vê Alcolumbre como peça-chave para garantir uma tramitação favorável no Senado, mas avalia que atender integralmente às demandas do senador poderia gerar insatisfação em outras alas da base.


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