Categorias
Política

Lula na jugular de Bolsonaro: “Quem tentou golpe não merece absolvição”

Lula mandou a letra sem rodeios, como deve ser.

Até porque o próprio presidente seria o primeiro alvo a ser abatido pelos capatazes de Bolsonaro se o golpe não talhasse.

Seria um suicídio político Lula aliviar para um animal fascista.

Lula ainda foi didático. “Se ele não fosse um homem que tivesse preparado toda essa podridão de comportamento, ele teria ficado, teria dado posse, como qualquer ser humano civilizado faria”, disse o presidente.

Lula disse ainda que, caso Bolsonaro seja inocentado e possa concorrer à Presidência em 2026 contra o petista, “vai perder outra vez”.

“Eu acho que quem tentou dar um golpe, quem articulou inclusive a morte do presidente, do vice-presidente e do presidente do tribunal eleitoral, não merece absolvição”, respondeu Lula durante entrevista a rádios mineiras.

“A verdade, só o Bolsonaro sabe. Se ele quis dar golpe, ele sabe que quis dar. Por isso que ele fugiu para Miami. Se ele não fosse um homem que tivesse preparado toda essa podridão de comportamento, ele teria ficado, teria dado posse, como qualquer ser humano civilizado faria. Mas ele, não”, acrescentou ainda o presidente.

Categorias
Economia

Produção industrial no governo Lula, cresce 3,1%

A realidade vive desmentindo a especulação, seja da agiotagem rentista, seja da oligarquia da comunicação.

Projeto Neofascista de Bolsonaro tinha aniquilado a produção industrial.

Com Lula, a coisa se inverteu e ganhou musculatura e impulso

Segundo levantamento do IBGE, eletrodomésticos (23,8%) e automóveis (5,3%) impulsionaram avanço da indústria no ano

Detalhe fundamental: Com os números apresentados pelo IBGE, a indústria nacional encontra-se 1,3% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, de fevereiro de 2020

Os quatro grandes grupos analisados na pesquisa tiveram um resultado positivo durante o período, além de 20 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 63,1% dos 789 produtos pesquisados.

Os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, além dos veículos automotores, reboques e carrocerias foram os segmentos que mais impulsionaram a produção ao longo do ano, com crescimentos de 14,7% e 12,5%, respectivamente. Também vale destaque para máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,2%), produtos alimentícios (1,5%) e produtos químicos (3,3%).

No total, os bens de consumo duráveis foram os destaques da pesquisa.

Na parte dos bens de consumo, os melhores resultados vieram dos eletrodomésticos (23,8%) e dos automóveis (5,3%). Já entre os bens de capital, os segmentos que mais impulsionaram o cenário positivo foram os produtos para equipamentos de transporte (18,2%), para fins industriais (8,2%) e de uso misto (19,4%).

Completando a lista dos quatro grandes grupos econômicos analisados pelo IBGE, os setores produtores de bens intermediários (2,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (2,4%) também se destacaram no acumulado de 2024, apesar de registrarem avanços menos acentuados do que a média da indústria, em geral (3,1%).

Com isso, o setor industrial avançou 3,1%.

Categorias
Mundo

ONU e líderes mundiais rejeitam plano de Trump para expulsar palestinos de Gaza: ‘Estritamente proibido’

Presidente palestino Mahmud Abbas rejeitou a proposta: ‘Direitos palestinos não são negociáveis’.

Após o anúncio de Donald Trump de assumir o controle de Gaza e deslocar sua população, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, ressaltou nesta quarta-feira (5) que obrigar populações a sair de um território ocupado é “estritamente proibido”.

“Qualquer transferência ou deportação forçada de pessoas de um território ocupado é estritamente proibida”, disse Türk em um comunicado, lembrando que “o direito à autodeterminação é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser protegido por todos os Estados”.

Embora a visita de Netanyahu à Casa Branca tenha sido planejada para se concentrar em uma segunda fase da trégua, ela rapidamente se transformou na revelação de uma proposta que, se implementada, transformará completamente o Oriente Médio. Trump, que também sugeriu viajar para Gaza, afirmou que ela não seria reconstruída para os palestinos.

“Ela não deveria passar por um processo de reconstrução e ocupação pelas mesmas pessoas que… viveram lá, morreram lá e tiveram uma existência miserável lá”, disse ele.

Em Washington, Netanyahu não descartou o retorno das hostilidades com o Hamas ou com seus outros inimigos na região, incluindo o Hezbollah do Líbano e o Irã. “Terminaremos a guerra vencendo a guerra”, disse Netanyahu, prometendo garantir o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza.

O primeiro-ministro israelense expressou confiança de que um acordo com a rival regional Arábia Saudita para normalizar as relações “vai acontecer”, mas lideranças sauditas descartaram o acordo sem um Estado palestino, rejeitando quaisquer “tentativas de deslocar o povo palestino de suas terras”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta (5) o plano do governo estadunidense em assumir o controle da Faixa de Gaza.

“Os EUA participaram do incentivo a tudo que Israel fez na Faixa de Gaza. Então, não faz sentido se reunir com o presidente de Israel e dizer: ‘Nós vamos ocupar Gaza, vamos recuperar Gaza, vamos morar em Gaza’. E os palestinos vão para onde?”, questionou Lula na manhã desta quarta-feira (5) em entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, de Minas Gerais.

“É uma coisa praticamente incompreensível para qualquer ser humano. As pessoas precisam parar de falar aquilo que lhe vem na cabeça. Cada um governa o seu país e vamos deixar os outros países em paz”, disse Lula.

O presidente também voltou a classificar o massacre palestino como “genocídio”. “O que aconteceu em Gaza foi um genocídio, e eu sinceramente não sei se os Estados Unidos, que fazem parte de tudo isso, seriam o país para tentar cuidar de Gaza. Quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos. O que eles precisam é ter uma reparação de tudo aquilo que foi destruído, para quem possam reconstruir suas casas, hospitais, escolas, e viver dignamente com respeito”, continuou o presidente brasileiro.

Não é a primeira vez que Trump sugere que os palestinos devem sair de Gaza. Nos últimos dias, ele citou o Egito e a Jordânia como possíveis destinos, mas as pessoas do território disseram que querem ficar.

“Criamos dignidade porque somos a dignidade aqui, e dizemos em poucas palavras a Trump e Netanyahu que a Palestina não está à venda”, disse à AFP Ahmed al-Minawi, de 24 anos, morador de Gaza.

O Egito e a Jordânia rejeitaram qualquer reassentamento de Gaza, com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, pedindo na quarta-feira uma rápida reconstrução “sem que os palestinos saiam”.

O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, também atacou, dizendo que deslocar os palestinos era algo que “nem nós nem a região podemos aceitar”. Para os palestinos, qualquer tentativa de forçá-los a sair de Gaza evocaria lembranças sombrias do que o mundo árabe chama de “Nakba”, ou catástrofe – o deslocamento em massa dos palestinos durante a criação de Israel em 1948.

O presidente palestino Mahmud Abbas rejeitou a proposta, dizendo que “os direitos palestinos legítimos não são negociáveis” e que isso constituiria uma “grave violação” da lei internacional.

“Eles devem ter permissão para voltar para casa”, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. “O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que Gaza “pertence aos palestinos”, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou: “Nós nos opomos à transferência forçada dos residentes de Gaza”.

Trump foi vago quanto aos detalhes, mas sugeriu que isso poderia exigir o uso de militares estadunidenses “se necessário”.

*BdF

Categorias
Mundo

Trump pipocou e Xi Jinping sorriu

Trump perdeu o rebolado e o rumo de casa depois do troco arrumado que levou na fuça da China.

Está zonzo, perdido e fugindo da prosa sobre a guerra comercial que promoveu com a China sem conseguir segurar o repuxo.

Na verdade, é moeda corrente hoje nos EUA, que dessa lambança que Trump arrumou, só a China riu.

Trump ficou no vácuo e agora tá empepinado sem saber como sai dessa;

Disse que não tem pressa em resolver suas pendengas com o presidente chinês.

Questionado sobre a decisão da China de emitir tarifas retaliatórias sobre as importações dos EUA, Trump respondeu “tudo bem”.

Para quem roncou valentia, rodopios e rodamoinho contra Xi Jinpin, fica escancarado que o malvadão americano, deu uma senhora pipocada pra China.

Categorias
Brasil

Tarifas da China sobre o petróleo dos EUA são oportunidade para o Brasil

A decisão da China de impor tarifas de 10% sobre as importações de petróleo bruto dos EUA abre uma “janela de oportunidade” para o Brasil aumentar as exportações de petróleo para o país asiático, disse o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) nesta terça-feira.

O Brasil foi o sétimo maior fornecedor de petróleo para a China no ano passado, com uma média de 720.000 barris por dia, de acordo com dados da StoneX até setembro.

“Pode acontecer realmente um incremento”, disse Roberto Ardenghy, do IBP.

Cerca de 30% das exportações de petróleo da Petrobras foram para a China no quarto trimestre do ano passado, disse a empresa na segunda-feira, ante 44% no mesmo período de 2023.

As tarifas criam uma “assimetria de mercado” que pode levar ao aumento das vendas “oportunisticamente” para a Petrobras na China, disse o diretor de Logística Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Schlosser, a repórteres no evento.

Mas a mudança não é estrutural e pode ser revertida, observou ele.

Na China, tarifas sobre os produtos dos EUA entram em vigor na próxima segunda-feira.

Categorias
Mundo

Trump dobra aposta na expulsão dos palestinos após reunião com Netanyahu

Após reunião com Netanyahu, Trump insiste em deslocamento forçado de palestinos e afirma que países ricos financiarão o plano, apesar da oposição regional O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir a limpeza étnica completa da Faixa de Gaza após uma reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (4), […]

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir a limpeza étnica completa da Faixa de Gaza após uma reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (4), conforme reportado pelo The Cradle.

“Pode ser a Jordânia, pode ser o Egito e pode ser outros países,” disse Trump, acrescentando que os palestinos em Gaza têm “uma garantia de que vão acabar morrendo. A mesma coisa vai acontecer de novo, repetidamente.”

“Acho que Gaza é um local de demolição agora… Você não pode viver em Gaza neste momento. Acho que precisamos de outro local, um lugar que vá deixar as pessoas felizes,” disse o presidente dos EUA aos repórteres antes de afirmar que “é tudo morte em Gaza.”

https://twitter.com/i/status/1886932543771173066

“Acredito que podemos fazer isso em áreas onde líderes atualmente dizem não,” ele disse, acrescentando que o financiamento para a remoção forçada de mais de dois milhões de palestinos virá de “outras pessoas, nações realmente ricas, e elas estão dispostas a fornecer.”

As declarações de terça-feira do presidente dos EUA marcaram a quarta vez que ele pediu a limpeza étnica completa de Gaza e afirmou que os aliados Egito e Jordânia aceitariam os palestinos deslocados. Em resposta, Cairo e Amã emitiram repetidas rejeições enquanto faziam gestos diplomáticos ao seu aliado. Na terça-feira, o presidente egípcio e o rei Abdullah II da Jordânia realizaram uma chamada telefônica para discutir a necessidade de adotar uma “posição unida” para manter a “paz regional.”

Em resposta às últimas declarações de Trump, o líder do Hamas, Dr. Sami Abu Zuhri, as chamou de “uma receita para criar caos e tensão na região.”

“Nosso povo na Faixa de Gaza não permitirá que esses planos passem, e o que é necessário é acabar com a ocupação e a agressão contra nosso povo, não expulsá-los de suas terras,” disse Zuhri.

O representante palestino na ONU, Riyad Mansour, respondeu às exigências de Trump afirmando que, em vez de realizar uma limpeza étnica dos palestinos, os sobreviventes do genocídio EUA-Israel deveriam poder retornar às casas originais de suas famílias “no que hoje é Israel.”

“Para aqueles que querem enviar o povo palestino para um ‘lugar legal,’ permita que eles voltem para suas casas originais no que agora é Israel,” disse Mansour. “O povo palestino quer reconstruir Gaza porque é aqui que pertencemos,” ele acrescentou.

A reunião de Trump com Netanyahu ocorreu horas depois de o Hamas anunciar que as negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo selado em dezembro estavam em andamento. Centenas de prisioneiros palestinos e mais de uma dúzia de prisioneiros israelenses foram libertados em quatro trocas de prisioneiros nas últimas semanas.

https://twitter.com/i/status/1886933285051175056

“Todos estão exigindo uma coisa. Sabe o que é? Paz,” disse Trump aos repórteres no Salão Oval antes de se dirigir a Netanyahu e afirmar que o premiê “também quer paz.” “Estamos lidando com um grupo muito complexo de pessoas, situações e pessoas, mas temos o homem certo. Temos o líder certo de Israel. Ele fez um ótimo trabalho, e somos amigos há muito tempo.”

Por sua vez, Netanyahu disse que ainda planeja “cumprir todos os nossos objetivos de guerra.” “Isso inclui destruir as capacidades militares e governamentais do Hamas e garantir que Gaza nunca seja uma ameaça para Israel,” ele acrescentou.

Questionado sobre se a Arábia Saudita está exigindo o estabelecimento de um Estado palestino para normalizar as relações com Israel, Trump respondeu com um enfático “não.”

Antes de se encontrar com Netanyahu, o presidente dos EUA assinou uma ordem executiva retirando o país do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da participação na UNRWA, a agência da ONU para refugiados palestinos. Com o Cafezinho.

Categorias
Política

Lula alerta sobre a volta de um ‘aloprado’ ao poder

Presidente falou sobre a necessidade de investimentos robustos e manter as conquistas sociais dos últimos anos.

O presidente Lula fez um alerta nesta terça-feira (4), afirmando que a volta de um “aloprado” à presidência poderia desfazer anos de conquistas sociais obtidas no atual governo no campo da educação. No passado, Lula se referiu a Jair Bolsonaro como aloprado, mas não citou o ex-capitão no discurso de hoje.

Falando no evento da abertura do 6° Encontro do Pnae, o Programa Nacional de Alimentação Escolar, em Brasília-DF, Lula afirmou que para “construir leva décadas, e destruir basta um aloprado ganhar as eleições”.

A declaração surge em meio à indefinição na extrema direita sobre quem será o candidato em 2026. Enquanto Bolsonaro continua inelegível, nomes como Gusttavo Lima e Tarcísio de Freitas são sondados em pesquisas de opinião.

Em relação ao programa de alimentação nas escolas, Lula voltou a defender investimentos robustos na educação pública, afirmando: “Escola pública depende do respeito do poder público, do carinho dos professores e da dedicação” e “nossa dívida histórica com a educação é impagável”.

O presidente também disse que “a comida tem que ser saudável e gostosa”, após o Ministério da Educação anunciar a meta de reduzir de 20% para 15% o limite de alimentos processados no cardápio escolar. Em 2026, a meta é de 10%, siz Leonardo Sobreira, 247.

Categorias
Mundo

EUA saem do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O presidente republicano também destacou que o financiamento dos EUA à ONU “como um todo é desproporcional”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu nesta terça-feira uma ordem executiva retirando os EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA). A reportagem é da RT.

Há algum tempo, os apoiadores de Trump acusam o conselho de parcialidade contra Israel. O organismo tem criticado repetidamente o Estado hebreu, responsabilizando-o por violações de direitos humanos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Por sua vez, a financiamento da UNRWA já foi suspenso pelo ex-presidente Joe Biden após relatos de que pessoal da agência havia participado no ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ambas as decisões já haviam sido tomadas por Trump durante seu primeiro mandato. Além disso, segundo a Reuters, Trump teria declarado que o financiamento dos EUA à ONU como um todo é desproporcional. “O potencial da ONU é fantástico, se for bem administrada. Tem um potencial enorme, mas não está à altura”, indicou.

O mandatário dos EUA também assinou uma ordem para revisar a participação na Unesco. Anteriormente, o Politico informou que a ordem executiva também exigirá que o secretário de Estado, Marco Rubio, revise e informe à Casa Branca quais organizações, convenções ou tratados internacionais “promovem sentimentos radicais ou antiamericanos”, com especial atenção à Unesco.

Categorias
Política

Governo Bolsonaro, a era da fila do osso

Bolsonaro foi o único presidente da história da humanidade que devolveu o país ao mapa da fome.

Lula e Dilma tiraram o país do mapa da fome livrando 45 milhões de brasileiros da mais absoluta miséria.

Bolsonaro, em quatro anos, produziu 33 milhões de miseráveis. Gente faminta, incluindo sobretudo crianças das mais variadas idades.

Na verdade, Bolsonaro sempre fez carga contra qualquer programa social dos governos Lula e Dilma.

Excomungava com um ódio nos olhos, não só o Bolsa Família como as famílias beneficiadas pelo programa.

Soma-se a isso, não só a fila do osso para os remediados, mas uma epidemia de desemprego e inflação galopante que cupinizou o poder de compra dos trabalhadores.

Óleo de soja virou artigo de luxo. Feijão nem tem graça comentar.

Carne bovina triplicou de preço assim como a carne de frango.

Detalhe, foram quatro anos sem aumento real dos salários.

Os brasileiros em sua grande maioria ficaram a mingua, enquanto banqueiros, latifundiários e outros bichos soltos nunca ganharam tanto dinheiro e com tanta facilidade.

Bolsonaro sempre odiou o Brasil, mas principalmente o brasileiro pobre.

Dizia que pobre só servia para votar e viver de esmola do governo.

Por isso sua vingança perversa contra quem nem tinha o que comer até a chegada de Lula e Dilma no governo.

Categorias
Brasil

Racismo é um dos grandes obstáculos no enfrentamento à doença no Brasil

Dados indicam que população negra tem menos acesso a diagnóstico precoce e tratamento e está mais sujeita a óbitos.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que o Brasil registra mais de 700 mil casos de câncer por ano desde 2023 e, neste ano, a estatística deve se manter. Embora não existam dados específicos sobre a prevalência da doença por grupo étnico, a população negra é a que mais sofre com casos graves e situações que evoluem para óbito.

No Dia Mundial de Combate ao Câncer – 4 de fevereiro – o país reafirma a desigualdade racial como um dos principais fatores para esse cenário. O racismo se impõe como um obstáculo considerável para a diminuição dos casos graves da doença e se manifesta de maneira cruel no cenário oncológico brasileiro.

Diversos estudos corroboram essa conclusão e demonstram o impacto direto do preconceito racial no diagnóstico, tratamento e sobrevida de pacientes. Em conversa com o Brasil de Fato, o oncologista e pesquisador Jesse Lopes da Silva afirma que a falta de acesso e informação e as condições econômicas estão na lista de fatores que mais exercem influência nessa realidade.

“Essas desigualdades se manifestam na disponibilidade limitada de serviço de saúde, na qualidade dos serviços oferecidos e nas barreiras financeiras que dificultam o acesso a tratamentos eficazes. Fatores econômicos e socioeconômicos, como baixo nível de escolaridade, desemprego, condições de vidas mais precárias e falta de acesso à informação exacerbam essa vulnerabilidade e levam diagnósticos mais tardios e piores desfechos de saúde”, alerta.

Pesquisador do Inca, o especialista também atua no Grupo Oncoclínicas e é fundador do Comitê de Diversidade da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele está entre os autores e autoras de alguns dos estudos que corroboram a percepção de que a população negra é a que mais sofre com as consequências do câncer no Brasil.

Uma dessas pesquisas mostra que, em comparação com as mulheres brancas, as mulheres negras apresentaram 44% mais chances de incidência do câncer de colo do útero. O risco de morte é 27% maior. O dado relativo às mulheres indígenas é ainda mais preocupante e chega a 82%.

“Esses dados impressionam e mostram como fatores sociodemográficos e esses medidores impactam negativamente nos desfechos clínicos dessas pacientes, principalmente de mortalidade”, ressalta o especialista.

O câncer de mama também apresenta uma face mais perversa quando acomete mulheres negras. Uma pesquisa internacional indica que elas têm mais chance de morte, independentemente do subtipo da doença. O chamado triplo-negativo, conhecido por sua maior agressividade, é mais frequente nessa população. Jesse Lopes da Silva salienta que fatores biológicos podem até aparecer, mas novamente, o principal problema está nas barreiras de acesso.

“Em um estudo que publicamos no ano passado sobre padrões de disparidade étnica no Brasil, avaliamos o registro de bancos de dados populacionais e vimos que mulheres negras eram mais propensas a viver em áreas subdesenvolvidas, tinham níveis educacionais mais baixos e maior consumo de álcool quando comparadas a mulheres brancas. São fatores que podem explicar a velocidade mais significativa da taxa de mortalidade nessa população específica”.

Estudos também mostram incidência maior de câncer de próstata entre homens negros. Nesse caso o risco de morte também é mais exacerbado. Adicionalmente, a população negra também é mais afetada por câncer de estômago e fígado, doenças frequentemente associadas a condições como hepatites e infecção por H. pylori, mais comuns em populações vulneráveis.

Em todos os casos, há estudos que indicam o peso de predisposições biológicas nos dados. No entanto, isso também demonstra que essas populações precisam contar com mais assistência, diagnóstico precoce e acesso à informação e prevenção. Novamente, o cenário sofre impacto de fatores sociais.

A solução para esses problemas, segundo Jesse Lopes, passa por uma série de ações, que vão desde a geração de dados por meio de pesquisas até campanhas específicas para a população negra, focadas na detecção precoce e no acesso ao tratamento oncológico. O pesquisador também aponta a urgência de proporcionar formação antirracista a profissionais de saúde e o estabelecimento de alianças com organizações para o direcionamento de recursos.

“Eu costumo dizer que a nossa principal arma é gerar dados. Dessa forma, nós temos como desvendar e tornar público esses desfechos tão díspares, quando se comparam populações vulneráveis com populações mais privilegiadas do ponto de vista racial. Capacitação de profissionais de saúde, promover e proporcionar treinamento sobre diversidade, inclusão para profissionais de saúde, elevando o nível de letramento desses profissionais e ajudando a reconhecer e abordar questões relacionadas ao acesso ao tratamento em diferentes grupos vulneráveis.”

Baixa escolaridade

A baixa escolaridade emerge como um fator de risco adicional, impactando negativamente o enfrentamento do câncer no Brasil. Dados do Observatório da Saúde Pública (OSP) da Umane revelam que, em 2022, 56,3% das pessoas que morreram de câncer de traqueia, brônquios e pulmão tinham até 7 anos de estudo.

Elas também enfrentam mais dificuldades em acessar informações sobre prevenção e tratamento e chegar ao sistema de saúde. Em contrapartida, apenas 9,2% das vítimas desse tipo de câncer possuíam 12 anos ou mais de estudo.

A prevalência do tabagismo, um fator de risco para diversos tipos de câncer, também é maior entre pessoas com menor escolaridade. Em 2023, 12,1% dos fumantes nas capitais brasileiras tinham até 8 anos de estudo, enquanto a média nacional era de 9,3%.

Historicamente mais afetada pela falta de acesso à educação, a população negra é, consequentemente, mais vulnerável aos efeitos nocivos do tabagismo e outros fatores de risco relacionados ao câncer. O racismo estrutural perpetua um ciclo de desigualdade em que a falta de oportunidades educacionais contribui para piores indicadores de saúde.

*BdF