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Salem Nasser: 30 mil mortos é o preço que os palestinos estão pagando para serem vistos, ouvidos e reconhecidos!

Por Salem Nasser*, em Cegueira Seletiva

Eu escrevi antes sobre a “fadiga da compaixão” e sobre a nossa tendência natural a cansar do fluxo contínuo de notícias que são de difícil digestão.

A guerra contra Gaza está correndo há tanto tempo que, a despeito da gravidade da situação humanitária e dos crimes de Israel, as pessoas começam a cansar de ouvir falar dela.

Ao mesmo tempo, a gente se perde em meio a tantos detalhes; formar uma imagem abrangente do que está acontecendo se transforma em tarefa quase impossível.

Por essas razões, decidi oferecer minha leitura geral própria da guerra e colocá-la em contexto histórico.

Algumas das coisas que direi não podiam ser ditas antes desta guerra que já dura 130 dias, não sem que se pagasse preços pesados em termos de censura, perseguição e acusações.

Algumas coisas, mesmo que se ousasse dizê-las, não seriam ouvidas por conta dos muitos tipos de muros de proteção erigidos em torno de Israel para repelir as críticas.

Um modo de entender a essência dessa guerra é este: 30.000 mortos é o preço que os palestinos estão pagando para serem vistos, para serem ouvidos, para serem reconhecidos!

1- MUITO ANTES DE 7 DE OUTUBRO

Chegou o tempo de reconhecermos todos, em termos muito claros, que Israel é o resultado de um projeto colonial, mais especificamente um projeto de colonização de assentamento.

Essa conclusão resulta clara da história do movimento sionista e da sua aliança com os interesses imperiais britânicos.

Desde o começo, esse projeto muito específico de colonização de assentamento dependia da atração de imigrantes que pertencessem a uma religião particular para que viessem se assentar no território da Palestina histórica e da expulsão – ou da eliminação por outros meios – da população indígena.

Projetos de colonização de assentamento só foram “bem sucedidos” onde os recém-chegados mataram a maior parte dos habitantes originários e se tornaram a maioria numérica da população. Estados Unidos e Austrália são bons exemplos desse sucesso.

Onde quer que o esforço colonial não consegue ou não quer exterminar a população local, porque, por exemplo, precisa explorar a sua mão de obra, o projeto colonial fracassará em algum momento e os colonizadores se encontrarão diante da opção entre voltar para casa – para a metrópole – ou ficar e viver como uma minoria entre os habitantes originários.

A despeito de seus melhores esforços, e por várias razões, Israel não foi capaz, ainda, de expulsar ou eliminar a maior parte da população palestina.

Enquanto continua a empreender nesse sentido e em direção a esse objetivo, estabeleceu um sistema de Apartheid que, se a História de fato repete a si mesma, talvez determine o fracasso futuro do projeto colonial israelense.

2- IMEDIATAMENTE ANTES DO 7 DE OUTUBRO

Também por várias razões o mundo encampou esse projeto colonial tardio e anacrônico.

Praticamente todos os Estados que fazem parte do que se costuma chamar de “Comunidade Internacional” continuaram a falar, por décadas, da boca para fora, sobre a necessidade de proteger os direitos dos palestinos e sobre a solução dos dois Estados, enquanto Israel continuava livremente a limpar etnicamente a Palestina, aumentar seu domínio sobre territórios ocupados, segregar e discriminar, e violar direitos humanos e direito humanitário.

Esse processo duplo pelo qual, de um lado, progredia no sentido da total liquidação da Questão Palestina, enterrando para sempre a ideia de um Estado palestino e condenando os palestinos ao exílio ou à vida sob segregação, e, de outro lado, acumulava a cumplicidade e/ou o silêncio internacional e dos governos árabes, estava atingindo seu ponto máximo nos últimos poucos anos.

A construção de assentamentos na Cisjordânia e em torno de Jerusalém continuava, o sistema de Apartheid estava posto e era operacional, o bloqueio total a Gaza era contínuo e draconiano, as violações a lugares sagrados do Cristianismo e do Islã aumentavam.

Algumas instituições internacionais relatavam e denunciavam. Grandes ONGs de direitos humanos finalmente criaram a coragem de chamar o Apartheid israelense pelo seu nome. Mas ninguém ouvia ou queria ouvir.

A despeito do crescimento em força militar, claramente identificável, daqueles que na região se opõem ao projeto Israelense – e do Ocidente -, aquilo que se costuma chamar de Comunidade Internacional agia como se o projeto estivesse a caminho do sucesso final e que os resultados estavam dados.

Os que acreditavam em algo diferente eram o Hamas e outros grupos armados da resistência palestina, o Hezbollah no Líbano, Ansar Allah no Iêmen, grupos de resistência iraquianos, a Síria, o Irã, e talvez alguns outros mais.

O que quer que se pense que aconteceu no dia 7 de outubro – e o fato é que a maioria não sabe o que aconteceu de verdade – e como quer que se julgue o que se pensa que aconteceu, os ataques daquele dia decorreram da necessidade de interromper esse curso da história, e foi isso que operaram.

A História não começou no dia 7 de outubro. Ela mudou de curso nesse dia.

3- O QUE ACONTECEU NO DIA 7 DE OUTUBRO

Eu tenho dito que, de quem quer que queira criticar Israel pelos seus crimes contra a população de Gaza e contra os palestinos de modo geral, espera-se, no debate público, que pague um pedágio: fazer referência ao 7 de outubro e condenar o Hamas pelos crimes que teria cometido nesse dia.

E, então, se alguém se incomoda com perguntar e procurar, descobre que o que se sabe com certeza é muito diferente do que os israelenses dizem.

A segunda razão para eu pensar que o pedágio é abusivo é esta: na realidade, se você critica o Hamas pelo que teria feito naquele dia, as pessoas entenderão subconscientemente é que Israel tem suas razões para fazer o que faz; se, por outro lado, você tentar explicar ou justificar o comportamento do Hamas, você perde credibilidade porque se colocou do lado dos “terroristas”.

Finalmente, impor às pessoas a crítica ao Hamas por suas ações “contra os civis” é, ou uma estratégia para nos fazer esquecer o que Israel faz, e sempre fez antes do dia 7 de outubro, diariamente, contra civis palestinos, ou, pior, uma estratégia para nos fazer acreditar que o mal que se faz contra civis israelenses é mais merecedor de críticas do que o mal que se faz contra civis palestinos, porque alguns civis valeriam mais do que outros.

Mais do que as perdas civis e os presos levados, o que realmente assustou Israel e seus apoiadores ocidentais foi a percepção das fragilidades militares de Israel. O ataque do Hamas foi um feito militar e um fracasso enorme da parte de Israel.

A reação de Israel foi inspirada por dois desejos: operar uma vingança, do modo mais brutal, e reafirmar sua superioridade militar e sua capacidade de dissuadir seus inimigos.

A reação do Ocidente foi de correr para a proteção de Israel, que agora tinha se revelado mais frágil do que se poderia pensar.

4- DEPOIS DO 7 DE OUTUBRO

Muitos israelenses podem se sentir vingados pelos massacres contra crianças, mulheres e idosos… palestinos em Gaza, pela destruição das cidades e pelo deslocamento da população, e podem desejar mais do mesmo, mas a vingança não vale muito se não afeta o balanço de poder.

A verdadeira questão, portanto, diz respeito à situação da balança de poder depois do ataque de outubro e dos 130 dias de conflito que se seguiram.

O primeiro fato indiscutível, confirmado por esta guerra, é que Israel tem o poder de jogar bombas do céu e atirar projéteis de longas distâncias, do mar ou da terra, que são suficientes para destruir cidades inteiras e para matar pessoas aos milhares.

Essa capacidade é garantida pelo suprimento ilimitado de armas e munições por parte dos Estados Unidos e alguns outros.

Não obstante essa verdade, está claro agora que, enquanto essa capacidade militar consegue destruir e expulsar a população civil, ela não é suficiente para assegurar vitória contra uma resistência bem treinada, altamente motivada, que luta em seu próprio território.

Depois de ter hesitado, o exército israelense decidiu invadir Gaza por terra, porque de outro modo sua superioridade militar não seria reafirmada.

Os resultados até agora mostram que Israel não consegue vencer uma guerra que se luta em proximidade e que suas perdas são maiores do que pode suportar.

A resistência palestina está relativamente confiante com os resultados da guerra e pode até declarar vitória parcial. O seu ponto fraco, no entanto, é o sofrimento da população civil.

Israel, por outro lado, não conseguindo ferir significativamente a resistência, aumenta suas apostas no ataque aos civis.

A despeito do silêncio da grande mídia, da cumplicidade de países ocidentais e da paralisia vergonhosa dos países árabes, a realidade da trágica situação humanitária veio a ser conhecida pelo mundo todo.

Os crimes de Israel que ninguém parecia poder ver ou ouvir vão se tornando visíveis! E a imagem que se revela é muito feia.

Enquanto escrevo, Israel parece decidido a atacar Rafah, onde 80% da população de Gaza buscou seu último refúgio, e a expulsar os palestinos em direção ao Egito.

Não é certo que consiga realizar isso, mas muitos em Israel veriam nisso uma vitória e um passo em direção ao estabelecimento do Grande Israel.

Até agora, não obstante os discursos politicamente corretos sobre direito humanitário e sobre preservar as vidas de civis, o Establishment ocidental está dando a Israel o tempo para tentar realizar algum tipo de vitória.

Ao mesmo tempo, esforços são empreendidos para trazer de volta do mundo dos mortos a ideia da solução dos dois Estados – apenas a ideia, não a coisa em si – para parar a guerra, convencer a Arábia Saudita a normalizar relações com Israel, e salvar Israel da derrota que sofreu no dia 7 de outubro e desde então.

*Salem Nasser/Viomundo

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Netanyahu reage a fala de Lula sobre guerra: “Cruzou linha vermelha”

O presidente Lula comparou os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao massacre de judeus na Alemanha nazista, promovido por Adolf Hitler.

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparar os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao massacre de judeus na Alemanha nazista, promovido por Adolf Hitler, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou as falas do petista e anunciou que irá convocar o embaixador brasileiro em Israel para “uma dura conversa de repreensão”, segundo o Metrópoles.

Netanyahu reage contra Lula
Porém, essa fala de Lula não foi bem vista tanto entre a comunidade judaica quanto entre as autoridades israelenses. Em resposta às declarações do presidente do Brasil, Netanyahu afirmou que o petista “banalizou” o Holocausto e tentou “prejudicar o povo judeu” e o “direito de Israel de se defender”.

rata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, escreveu o primeiro-ministro israelense no X (antigo Twitter).

Netanyahu prosseguiu: “Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é cruzar uma linha vermelha. Israel luta pela sua defesa e pela garantia do seu futuro até a vitória completa, e faz isso ao mesmo tempo que defende o direito internacional”.

O premiê ainda informou que solicitou que o ministro das Relações Exteriores do país, Israel Katz, convocasse “imediatamente” o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer, “para uma dura conversa de repreensão”.

Também por meio do X, Katz afirmou que as palavras de Lula são “vergonhosas e graves”. “Ninguém prejudicará o direito de Israel se defender. Ordenei ao pessoal do meu gabinete que convoque o embaixador brasileiro para uma chamada de repreensão amanhã”, finalizou o chanceler israelense.

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Vídeo: Lula defende união de países para combater fome e desemprego no mundo e critica “extrema direita racista e xenófoba”

Presidente brasileiro discursou como convidado da 37ª Cúpula da União Africana, formada por 55 países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as alternativas para fome e desemprego não virão da “extrema direita racista e xenófoba” ao discursar como convidado da 37ª Cúpula da União Africana, formada por 55 países.

— A alternativa das mazelas da globalização neoliberal não virá da extrema direita racista e xenófoba. O desenvolvimento não pode continuar sendo privilégio de poucos. Só um projeto social inclusivo nos permitirá ter sociedades prósperas, livres, democráticas e soberanas. Não haverá estabilidade e democracia com fome e desemprego. O momento é propício para resgatar as melhores tradições humanistas dos grandes líderes da descolonização africana — afirmou Lula.

Lula citou que ser humanista implica em condenar os ataques no conflito entre Israel e Hamas e defendeu que o fim do conflito passa pela criação de um Estado Palestino “livre e soberano”:

— Ser humanista hoje implica condenar os ataques perpetrados pelo Hamas contra civis israelenses e demandar a libertação imediata de todos os reféns. Ser humanista impõe igualmente o rechaço a resposta desproporcional de Israel que vitimou quase 30 mil palestinos em Gaza, em sua ampla maioria, mulheres e crianças e provocou deslocamento forçado de mais de 80% da população. A solução para essa crise só será duradoura se avançarmos rapidamente na criação de um Estado Palestino livre e soberano, um Estado Palestino que seja reconhecido como membro pleno das Nações Unidas.

O presidente reforçou importância de uma reaproximação com o continente africano e afirmou que por muito tempo o Brasil foi governado sem olhar para África:

— O Brasil sempre olhou o mundo sem enxergar o continente africano. O Brasil durante muitos séculos foi governado olhando para o Estados Unidos e olhando para a Europa, e o Brasil não via nem a América do Sul e muito menos via continente africano. Quando assumi a presidência em 2003, resolvi fazer com que o Brasil se aproximasse do continente africano. O oceano Atlântico não é um obstáculo para nossa aproximação, é uma dádiva de Deus para nossa aproximação.

Lula afirmou que já visitou 20 vezes o continente africano, que em seus mandatos foram abertos 19 embaixadas nos países africanos e voltou a falar da dívida histórica que o Brasil tem com o continente pelo período da escravidão

— Voltei a presidir o país, eu voltei e quero contribuir com o continente africano. Tudo, muito ou pouco, que o Brasil tem, quero compartilhar com o os países africanos, pois temos uma dívida histórica de 300 anos de escravidão que a única forma de pagar é com solidariedade e muito amor.

Veja no vídeo abaixo o discurso completo do presidente.

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Política

O presente de Bolsonaro ao membro do gabinete do ódio alvo da PF

Jair Bolsonaro entrou em campo para ajudar seu ex-assessor palaciano Tércio Arnaud, que foi alvo de buscas recentes da Polícia Federal. O ex-presidente contou a aliados que ele mesmo arcou com o prejuízo de repor o computador de Tércio, após a máquina ser apreendida pela PF. Foi Bolsonaro quem comprou um novo notebook para o aliado.

Apesar da ajuda, o ex-chefe do Executivo está proibido pela Justiça de ter contato com seu ex-assessor, por ambos serem investigados no inquérito que apura a tentativa de um golpe de Estado. Tércio fazia parte do chamado “gabinete do ódio”, usado para atingir reputações de inimigos políticos do governo, diz Bela Megale, O Globo.

O computador de Tércio foi levado no fim de janeiro, durante a operação que mirou Carlos Bolsonaro. O inquérito apura se o vereador tem envolvimento com a criação de uma Abin paralela que monitorou desafetos de seu pai. Na ocasião, a PF realizou buscas na casa de Angra dos Reis (RJ), da família Bolsonaro, e apreendeu computadores que estavam no local, sendo um deles de Tércio.

O ex-assessor palaciano estava hospedado na casa da família desde o Ano Novo. Na semana passada, porém, Tércio saiu do imóvel, após se tornar um dos investigados do inquérito que apura o golpe de Estado planejado por membros do governo Bolsonaro.

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Opinião

Dia 25 tem tudo para dar merda, e vai dar

Ninguém sabe exatamente o que Bolsonaro pretende fazer no dia 25, na sua convocação do gado golpista para um ato que, cinicamente, classifica como defesa da democracia.

Todas as sementes do fascismo, que podiam se plantadas por Bolsonaro, foram plantadas. Todas as mentiras, insultos, ataques, as calúnias e difamações contra o STF e seus ministros já foram arrotadas por Bolsonaro.

Mas ninguém duvida que Bolsonaro tem talento para mexer na merda e a coisa feder ainda mais para o seu lado, até porque, e ele não suplementar com discurso de ódio contra o STF, mas sobretudo a Alexandre de Morae4s, causará uma frustração na Paulista no dia 25 com sangue nos olhos.

Bolsonaro fez uma aposta, colocando-se entre a cruz e a caldeirinha, deve imaginar que ainda tem algum coelho na cartola, mesmo que esse, na verdade, seja um bacorinho.

Ou seja, a micareta fascista tem tudo para dar errado, como já está dando, sobre o patrocínio do trio elétrico, que Malafaia, que se colocou na linha de tiro, já deu duas versões, dizer que será um encontro pacífico, onde não serão permitidos cartazes com ofensas ao STF e seus ministros, é o mesmo que dizer que haverá baile sem música.

Todos que estão na Paulista, esperam se alimentar do fel, que manterá a unidade entre seus apoiadores mais exaltados e o próprio Bolsonaro que, a cada dia se mostra mais eficaz para se empepinar do que já está.

Não há como prever qual será a linha mestra do seu discurso, quais foram as instruções dadas por seus gurus que possam lhe favorecer debaixo de um bombardeio sem abrigo.

O rótulo de manifestação pela democracia, é a própria piada pronta. Nem toda a teatralidade que Bolsonaro, por ventura, possa tentar apresentar, tirará dele a alcunha de golpista compulsivo, porque seria Bolsonaro dizer que aquele Bolsonaro da fatídica reunião tramando golpe, não disse o que disse.

Enfim, Bolsonaro vai para a Paulista, não se saia justa, mas com a bunda de fora e, consequentemente, se lançará numa aventura que encurtará o espaço entre ele e a Papuda.

A única coisa que se pode afirmar, é que, para Bolsonaro não há nada tão ruim que não possa piorar.

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Política

Só idiotas e bolsonaristas mascarados ainda acreditam em Bolsonaro

A mais recente mentira de um mentiroso compulsivo.

Só os idiotas de verdade serão capazes de acreditar na desculpa de Bolsonaro para justificar a transferência de R$ 800 mil de sua conta em um banco no Brasil para a conta aberta por ele em um banco nos Estados Unidos. Os bolsonaristas mascarados, também.

oi por ocasião de sua fuga para Orlando, na Flórida, onde assistiu pela televisão, em doce conforto, à tentativa de derrubada de Lula em 8 de janeiro do ano passado. Dera em nada o golpe planejado por ele entre novembro e dezembro para manter-se no poder.

Descoberta a transferência, Bolsonaro agora disse ao jornal O Estado de São Paulo:

Eu mandei o dinheiro acreditando na derrocada completa da poupança no Brasil. […] O pessoal me disse que o volume de dinheiro enviado por brasileiros após as eleições multiplicou por três”.

Grossa mentira, mais uma de quem mente compulsivamente. Diz a Polícia Federal em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar atentados à democracia:

“Evidencia-se que o então presidente Jair Bolsonaro, ao final do mandato, transferiu para os Estados Unidos todos os seus bens e recursos financeiros, ilícitos e lícitos, com a finalidade de assegurar sua permanência do exterior, possivelmente, aguardando o desfecho da tentativa de golpe de Estado que estava em andamento”.

A fuga de Bolsonaro começou a ser tramada ainda em junho de 2022, a quatro meses da eleição que perderia, quando ele e seu ajudante de ordem, o tenente-coronel Mauro Cid, embarcaram juntos no dia 8 para Los Angeles, onde haveria a Cúpula das Américas convocada pelo presidente Joe Biden.

Mauro Cid levou no avião oficial da FAB um kit de joias presenteadas por governos estrangeiros ao Estado brasileiro durante o governo Bolsonaro. Fazia parte do kit: um relógio da marca Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico.

A comitiva de Bolsonaro voltou ao Brasil sem Mauro Cid. Ele levou as joias para a casa do seu pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid, amigo de Bolsonaro há décadas, que chefiava em Miami o escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

No dia 13 de junho, Mauro Cid viajou à Pensilvânia para vender o relógio Rolex de ouro branco e outro relógio da marca Patek Philippe. A Polícia Federal localizou um comprovante da venda no valor de US$ 68 mil, o que correspondia a R$ 332 mil.

O dinheiro foi depositado no BB Américas, na conta do general Mauro Cid, segundo ele informou ao seu filho. De fevereiro de 2022 a maio de 2023, o general movimentou em sua conta quase R$ 4 milhões – entre valores recebidos e enviados –, destaca relatório do Coaf.

*Blog do Noblat

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Política

Difusão instantânea e milhares de views: levantamento mostra como ‘milícia digital’ obedeceu ordem de ataque a generais

Alvos de operação da Polícia Federal miraram militares como o general Tomás Paiva, escolhido por Lula para comandar o Exército.

A investigação da Polícia Federal sobre a suposta participação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados em uma tentativa de golpe de Estado revela uma teia de atuação que, segundo o inquérito, caracteriza uma “milícia digital”. O núcleo disseminava notícias falsas para desacreditar o processo eleitoral, distribuía nas redes relatórios com fake news sobre urnas e se valeu de informações oriundas de hackers. Um dos caminhos usados foi impulsionar ataques contra militares da cúpula que resistiram à trama golpista. As mensagens destinadas a desgastá-los tiveram ampla adesão entre perfis bolsonaristas, segundo levantamento do Globo.

Um dos alvos desses ataques, segundo a PF, foi o general Tomás Paiva, escolhido por Lula para comandar o Exército em fevereiro do ano passado. Mensagens revelaram que, em 17 de dezembro de 2022, o ex-ministro Braga Netto orientou que ataques a Paiva “viralizassem”. Na conversa obtida pelos policiais, Braga Netto narra ao ex-capitão Ailton Barros uma suposta visita em que Paiva teria repreendido Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, pela postura em relação à vitória de Lula. A conversa termina com uma ordem de Braga Netto para que o assunto seja compartilhado — segundo o ex-ministro, o atual comandante do Exército “nunca valeu nada” e é “PT desde pequeninho”.

Na noite da mesma data, o youtuber bolsonarista Allan Frutuozo da Silva compartilhou um vídeo intitulado “general melancia entra em desespero”. A expressão é utilizada com frequência pela direita para se referir a oficiais supostamente vinculados à esquerda, que seriam “verdes por fora e vermelhos por dentro”. Na postagem, o bolsonarista fez relato semelhante ao de Braga Netto, ao detalhar a suposta visita a Villas Bôas, e fez ataques a Tomás Paiva. A publicação teve mais de 600 mil visualizações no YouTube e foi localizada pelo Globo partir de uma base de dados da empresa Novelo Data com vídeos de teor golpista. A reportagem não conseguiu contato com Frutuozo.

Na manhã do dia seguinte à conversa de Braga Netto, o influenciador bolsonarista Ed Raposo encampou a mesma narrativa, chamando Paiva de “vergonha” que “merece desprezo eterno da tropa”. Dois minutos depois do conteúdo compartilhado por ele, outro perfil trouxe relato similar acompanhado de uma foto de Tomás Paiva com os dizeres “ele está fazendo pressão contra o presidente (Bolsonaro)” e “ele quer ser subordinado a um ladrão condenado”. Procurado, Braga Netto não se manifestou.

Estratégias de ataque de bolsonaristas nas redes — Foto: Editoria de Arte

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Política

Ex-comandante do Exército revela por que não denunciou o plano de golpe de Bolsonaro

General Freire Gomes nega omissão e prevaricação, mas ainda precisa detalhar o grau de envolvimento nas tratativas pelo golpe.

Foi publicada nesta sexta (16), na coluna do jornalista Tales Farias, a versão que o ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, ventilou nos bastidores para explicar o fato de não ter denunciado às autoridades competentes a tentativa de golpe que o alto escalão do governo de Jair Bolsonaro preparou ao longo de 2022.

“A amigos, Freire Gomes tem dito que se denunciasse ao STF as intenções do então chefe do Executivo simplesmente criaria uma crise institucional no país, com chances de acabar propiciando uma ruptura, que era exatamente o que Bolsonaro pretendia. (…) É esse argumento que o ex-comandante do Exército deverá apresentar à Polícia Federal em seu depoimento: ele não foi omisso, nem prevaricou. Usou seu cargo para atuar objetivamente contra o golpe junto aos colegas do generalato”, resumiu Tales Faria.

Freire Gomes foi tratado por membros do gabinete do golpe como um oficial “cagão” – nas palavras do ex-ministro Braga Netto – por não ter embarcado na aventura golpista. Trechos de relatório da Polícia Federal que constam em despacho do ministro Alexandre de Moraes, a que o GGN teve acesso, mostram que Freire Gomes sofreu pressão de colegas militares para aderir ao golpe, mas não envergou.

“Meu amigo, infelizmente tenho que dizer que a culpa pelo que está acontecendo e acontecerá e do Gen FREIRE GOMES. Omissão e indecisão não cabem a um combatente”, escreveu Braga Netto em uma mensagem capturada pela PF.

Entre outras formas de pressão, Freire Gomes teria recebido uma carta do militar Bernardo Romão Correa Neto, que operou como “braço direito” de Mauro Cid no planejamento do golpe. No relato da PF, a carta foi usada “como instrumento de pressão direcionado ao então Comandante do Exército.”

Correa Neto teve prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal na Operação Tempus Veritatis, que apurou que o militar estava em solo americano pois fora designado para exercer missão em Washington até julho de 2025, com “total ônus para o Comando do Exército”. A saída do País foi interpretada como ação para “se furtar ao alcance de investigações e consequentemente da aplicação da lei penal”. Ele retornou ao Brasil para cumprir a prisão.

AS IMPLICAÇÕES PARA FREIRE GOMES
Apesar de não ter embarcado na aventura golpista, Freire Gomes terá de explicar à Polícia Federal por que participou de reuniões para planejamento do atentado à democracia, inclusive na presença de Jair Bolsonaro, sem nunca ter denunciado a tentativa de ruptura institucional.

No relatório da PF, consta que Freire Gomes esteve presente na reunião onde Bolsonaro apresentou aos comandantes das Forças Armadas a chamada minuta do golpe, um decreto que previa interferência em outros poderes e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.

A PF também aponta que Freire Gomes assinou uma nota em defesa dos acampamentos golpistas, “reputada como importante por MAURO CID, para fins de manutenção e intensificação das manifestações antidemocráticas, em vista do suposto respaldo das Forças Armadas ao movimento”.

As investigações mostram ainda que Freire Gomes possivelmente sabia que empresários do agronegócio financiavam as manifestações golpistas. “Em 16 de novembro de 2022, MAURO CID enviou um áudio, possivelmente para o General FRIERE GOMES, pelo aplicativo UNA, em que cita o financiamento das manifestações em Brasília, por empresários do ‘Agro’.”

“Mensagens encaminhadas por MAURO CID para o General FREIRE GOMES sinalizam que o então Presidente JAIR MESSIAS BOLSONARO estava redigindo e ajustando o Decreto e já buscando o respaldo do General ESTEVAM THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA (há registros de que este último esteve no Palácio do Planalto em 9/12/2022, fls. 169), tudo a demonstrar que atos executórios para um golpe de Estado estavam em andamento”, aponta a PF.

A adesão do General Gaspar de Oliveira era importante porque seu destacamento era o que continha o maior contingente de militares do Exército. De acordo com a PF, Gaspar de Oliveira “teria concordado em executar as medidas que culminariam na consumação do golpe de Estado, desde que o então Presidente JAIR MESSIAS BOLSONARO assinasse o decreto que vinha sendo debatido e ajustado, embora não se contasse com a adesão do General FREIRE GOMES.”

*GGN

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Investigação

PF aponta participação de ‘milícias digitais’ no suposto plano golpista de Bolsonaro

Rede para disseminar fake news teria agido com intuito de desacreditar o processo eleitoral e fomentar possível golpe.

A investigação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por suspeita de participação numa tentativa de golpe de Estado indica o uso de uma rede de disseminação de notícias falsas com a finalidade de desacreditar o processo eleitoral e fomentar o caminho para a ruptura. Chamado pela Polícia Federal de “milícia digital”, o núcleo também utilizava o mecanismo para incentivar bolsonaristas a permanecerem na frente de quartéis e estimular ataques contra militares da cúpula que resistiam a aderir aos planos golpistas. Relatórios com fake news sobre urnas eletrônicas e hackers foram outros instrumentos da trama.

Em 4 de novembro de 2022, quando Bolsonaro já havia sido derrotado pelo presidente Lula, uma live realizada por um consultor argentino viralizou entre apoiadores do então chefe do Executivo. Na transmissão, foi apresentado um estudo falso alegando disparidades entre a distribuição de votos em urnas eletrônicas mais novas e o modelo antigo. A tese era que os equipamentos fabricados antes de 2020 “geraram uma anomalia a favor do candidato de número 13”, em referência a Lula.

Na sequência, o material da live foi disponibilizado na nuvem por Tércio Arnaud, então assessor da Presidência, e encaminhado ao tenente-coronel Mauro Cid, à época ajudante de ordens de Bolsonaro. A PF afirma que a intenção do grupo era “propagar a disseminação de conteúdo falso”. Na pasta digital, ainda foi encontrada uma versão editada da live, para facilitar a distribuição.

“O núcleo teria atuado, prioritariamente, na produção, divulgação e amplificação de notícias falsas e de ‘estudos’ quanto à falta de lisura das eleições presidenciais de 2022, bem como sobre supostos registros de votos após o horário oficial, inconsistências no código-fonte, com a finalidade de estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e de instalações das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para a execução de um golpe de Estado”, escreveu a Procuradoria-Geral da República (PGR) em manifestação.

Em nota, a defesa de Cid afirmou que ele não fazia parte de nenhum grupo e que só vai se manifestar com mais detalhes depois de ter acesso aos autos. Procurada, a defesa de Bolsonaro não se manifestou. Em pronunciamentos anteriores, os advogados afirmaram que o ex-presidente jamais atuou contra o estado democrático de direito. Já a defesa de Tércio disse que não teve acesso completo aos autos e que o momento é de “falar das questões jurídicas e deixar de usar a política como cortina de fumaça”.

Conexão com outras investigações
A investigação inicial das milícias digitais, que se conecta com a apuração sobre a tentativa de golpe, foi instaurada em julho de 2021 pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar a produção e a disseminação de conteúdos que atacam as instituições democráticas nas redes sociais e provocam desdobramentos, como os atos de 8 de janeiro. Foi por meio deste inquérito, inclusive, que foi firmado o acordo de delação premiada de Cid, homologado pelo STF. Foi também no âmbito deste inquérito que surgiram três frentes de investigação que atingem Bolsonaro: a venda de presentes oficiais no exterior, como joias e relógios dados pela Arábia Saudita; a falsificação de registros de vacinação contra a Covid-19; e a as trocas de mensagens de teor golpista. No último dia 22 de janeiro, Moraes prorrogou o inquérito pela nona vez, pelo prazo de 90 dias, a pedido da PF.

A atuação das milícias digitais no processo eleitoral de 2022, para favorecer Bolsonaro, também é investigada no inquérito. A PF já realizou, inclusive, mandados de busca e apreensão contra empresários bolsonaristas que enviaram mensagens de teor golpista em grupo de WhatsApp, em agosto de 2022. Em decisões dentro do processo, Moraes já disse que o inquérito das milícias digitais investiga “uma organização criminosa complexa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político, com objetivo de atacar o estado democrático de direito”.

Ataques a militares
Outra frente de ataques ao sistema eleitoral identificada pela PF foi levada adiante pelo economista e blogueiro Paulo Figueiredo Filho. Segundo a investigação, ele atuava para insuflar os militares a aderirem ao plano golpista “vazando” informações da caserna — uma das ocasiões teria sido a divulgação de nomes de integrantes da cúpula do Exército que estariam resistentes à ofensiva. Na manhã do dia 28 de novembro de 2022, Cid recebeu de um interlocutor um aviso para que assistisse ao programa do qual Figueiredo participava — Cid respondeu dizendo que já sabia o que iria acontecer. Mais tarde, Figueiredo publicou uma mensagem nas redes sociais dizendo que daria “nome aos bois” e falaria do “verdadeiro clima entre os militares”.

No programa, generais como o atual comandante do Exército, Tomás Paiva, que recusaram a ofensiva golpista, foram alvos de ataques. Procurado, Figueiredo afirmou que sempre se posicionou “fortemente contra golpes de Estado, intervenções militares ou atos inconstitucionais”. O texto diz ainda que as informações apresentadas por ele “foram confirmadas pela investigação, provando-se absolutamente verídicas. Não propaguei, portanto, ‘desinformação’, mas sim fatos inconvenientes para alguns”.

Segundo a PF, o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto, que concorreu a vice na chapa de Bolsonaro, também atuou diretamente na tentativa de golpe e se valeu do método da milícia digital para promover ataques para “desacreditar os militares que, defendendo a Constituição e a legalidade, estavam resistindo às investidas golpistas”. Braga Netto não se manifestou.

O material apreendido pela PF revela mensagens em que o ex-ministro orienta integrantes do grupo a difundirem ataques via redes sociais para constranger militares da cúpula a cederem aos esforços golpistas. Um dos alvos escolhidos foi então comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Baptista Júnior, tratado entre eles como “traidor da pátria”. O então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, foi chamado de “cagão”. A iniciativa atingiu também Paiva, que, para Braga Netto, nunca “valeu nada” e era vinculado ao PT.

A PF afirma que até mesmo informações oriundas de hackers foram usadas pelo núcleo na tentativa de tumultuar o processo eleitoral. Em uma mensagem apreendida, Cid afirma que está recebendo “cara de TI, hacker”. A tentativa foi frustrada: na sequência, o próprio ex-ajudante de ordens diz que não houve nenhuma descoberta “capaz de abrir uma investigação”. Em outra troca de mensagens, Cid recebe áudios encaminhados afirmando que votos teriam sido computador a favor de Lula, especialmente no Nordeste, após o fim do horário de votação, o que é comprovadamente falso. Supostas inconsistências no código fonte das urnas — jamais provadas — também estiveram na mira do grupo.

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Bolsonaro, o tiro e a culatra

A atmosfera que ronda a convocação de Bolsonaro para produzir um confronto direto com o STF, começa a dar aquele ponto de azedo, talhado.

Assim, de ontem para hoje, há um clima no ar de que Bolsonaro encontrou um jeito de ir mais rápido para a Papuda.

A ideia da manifestação e o patrocínio são de Malafaia, o que piora ainda mais a adesão de aliados importantes para Bolsonaro.

As notícias que chegam são as de que, confirmados mesmo de ir ao ato, são poucos.

As ex-ministras, Damares e Tereza Cristina, já avisaram que não irão, entre outras figuras do universo bolsonarista. Mas há também uma fileira de governadores, como Caiado, Zema, Cláudio Castro, entre outros, não responderam se irão.

Na mídia corporativa, a convocação está sendo extremamente criticada e, com isso, apoiadores de Bolsonaro, da Jovem Pan, por exemplo, não escondem que estão morrendo de medo de, no dia 25 de fevereiro, a coisa virar um grande fiasco, como, muitos preveem.

Seja como for, uma opinião é praticamente unânime, Bolsonaro encurtou o tempo para ser preso.

Na verdade, o papo que rola é que ele está na porta da Papuda, com essa ideia de jogar os bolsonaristas mais fanáticos contra o STF, mas sobretudo, Alexandre de Moraes.