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Embaixada dos EUA na Arábia Saudita é incendiada após ataque com drones do Irã

Explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel. Questionado sobre retaliação, Trump disse: ‘Vocês vão ver’.

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na terça-feira (3, noite de segunda em Brasília). O local estava vazio, e não houve mortos ou feridos, disse a representação americana.

“Um incêndio foi deflagrado na embaixada dos EUA na capital saudita, Riad, após uma explosão”, disse a Reuters
“Ouvi duas explosões seguidas de fumaça subindo sobre o bairro”, disse um morador da região à AFP. A agência diz ter confirmado a informação com quatro testemunhas na zona oeste de Riad, onde se concentram as embaixadas.

Questionado por um repórter sobre se haverá retaliação ao ataque à embaixada e aos seis militares mortos desde o início da guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu: “Vocês vão ver”.

A Embaixada dos EUA na Arábia Saudita emitiram um aviso para que cidadãos americanos no país busquem abrigo imediatamente.

As explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel.

Diversos drones Shahed têm sido lançados por Teerã contra alvos no Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, entre outros países da região — muitos deles em direção a bases americanas.

Nesta segunda, um drone iraniano atingiu uma refinaria da Saudi Aramco, a empresa de petróleo saudita, em Ras Tanura, a 438 km de Riad, resultando em grande destruição.

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

*G1


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Mundo

Irã promete incendiar navios no Estreito de Ormuz; militares dos EUA mortos são 6

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo

Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está fechado e alertou que qualquer embarcação que tentar passar será atacada, segundo a mídia estatal iraniana.

“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante-em-chefe da força paramilitar.

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo, por onde passam cerca de 20% do fornecimento global de petróleo.

Qualquer interrupção nessa rota provavelmente fará com que os preços do petróleo bruto subam acentuadamente e aumentará os temores de uma escalada regional.

Número de militares americanos mortos chega a seis
Na rede social X, a Central de Comando das Forças Armadas dos EUA informou nesta segunda-feira (2) que pelo menos seis militares americanos morreram em combate após os Estados Unidos e Israel iniciarem os bombardeios ao Irã no sábado, informou o Exército. Até um dia antes, a informação era de quatro militares mortos.

“As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região”, afirmou o Comando Central dos EUA em um comunicado.

“As principais operações de combate continuam. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.”

*BdF


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Mundo

Irã afirma ter bombardeado gabinete de Netanyahu, diz agência

Segundo agência, o ataque teria sido coordenado pela Guarda Revolucionária

O governo iraniano teria atacado o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na manhã desta segunda-feira (2). A notícia é da agência AFP. O governo israelense ainda não confirmou.

O ataque teria sido coordenado pela Guarda Revolucionária do Irã, que também afirma ter alvejado o quartel-general da Força Aérea de Israel com uma série de mísseis.

“O gabinete do criminoso primeiro-ministro do regime sionista e o quartel-general do comandante da força aérea do regime foram alvo”, disse a Guarda Revolucionária do Irã, em comunicado divulgado pela agência Fars.

Essa notícia está em atualização.

*BdF


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Política

O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


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Mundo

Brasil manifesta ‘profunda preocupação’ com escalada de conflito no Oriente Médio

Sem mencionar EUA e Israel, governo brasileiro condenou violações à soberania e expressou solidariedade a países da região

Diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro manifestou, em comunicado divulgado na noite de sábado (28/02), “profunda preocupação”. O Brasil reafirmou que o diálogo e a negociação diplomática “constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura” e reforçou o papel das Nações Unidas na prevenção e na resolução de conflitos.

O Brasil também fez um apelo à interrupção de ações militares ofensivas e instou todas as partes a respeitar o direito internacional.

O país “condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis”, diz a nota.

O governo se solidarizou com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia, atacados pelo Irã em 28 de fevereiro.

“Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa ainda solidariedade às famílias das vítimas. Enfatiza, a propósito, a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o direito internacional humanitário”.

“O governo brasileiro manifesta profunda preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo, que representa grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance.

Ao fazer apelo à interrupção de ações militares ofensivas, o Brasil insta todas as partes a respeitar o direito internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis. Recordando que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, é medida excepcional e sujeita à proporcionalidade e ao nexo causal com o ataque armado, o Brasil se solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia – objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro.

Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa ainda solidariedade às famílias das vítimas. Enfatiza, a propósito, a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o direito internacional humanitário.

O Brasil reafirma que o diálogo e a negociação diplomática constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura, cabendo às Nações Unidas papel central na prevenção e na resolução de conflitos, nos termos da Carta de São Francisco.

*Opera Mundi


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Irã ataca Israel e países do golfo, 3 soldados americanos morreram

A situação no Oriente Médio escalou drasticamente entre ontem e hoje (1º de março de 2026). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de 3 soldados americanos e ferimentos graves em outros cinco durante a Operação Epic Fury, uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os soldados americanos morreram após um ataque iraniano contra o Camp Arifjan, no Kuwait. Esta é a primeira confirmação de baixas fatais dos EUA desde que o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã no sábado.

Ataques aos Países do Golfo: Em retaliação aos bombardeios em seu território, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra bases e centros civis em países que abrigam forças americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), Catar (Doha), Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Impacto em Israel: Mísseis iranianos atingiram áreas residenciais próximas a Jerusalém e Tel Aviv, resultando em pelo menos 9 mortes confirmadas no lado israelense até o momento.

Situação no Irã: A ofensiva EUA-Israel matou o Líder Supremo Ali Khamenei e outros oficiais de alto escalão, além de causar mais de 200 mortes em Teerã e outras cidades.

A escalada levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região e à suspensão de voos internacionais nos principais hubs do Golfo.


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Mundo

Para analistas, assassinato de aiatolá Khamenei é golpe ao multilateralismo: ‘Ditadura militar global dos Estados Unidos’

Mudança de regime é sonho antigo dos EUA, que violam leis internacionais e ignoram a ONU

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que causaram a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, é um duro golpe ao direito internacional e, em especial, ao multilateralismo global. A opinião é de analistas políticos a respeito do conflito, que entrou em seu segundo dia neste domingo (1º).

“Em termos da geopolítica internacional creio que é um revés ao eixo multipolar anti-americano liderado por China, Rússia e Irã e Venezuela, Cuba e Coreia do Norte”, disse ao Brasil de Fato Mohammed Nadir, do Observatório de Política Externa do Brasil (Opeb).

Os ataques de sábado, na opinião do professor, economista e escritor Elias Jabbour, representam “a consolidação de uma ditadura militar global por parte dos Estados Unidos”. “Eles mostram ao mundo que são o único país capaz de intervir em todos os lugares”, avalia.

Para Jabbour, estes ataques são também uma “tentativa de colocar o Brics em xeque”. “E mais: ao atacar o Irã e tentar desmoralizar seu governo, ao assassinar seu líder, tentam implodir a iniciativa Cinturão e Rota [também conhecida como Nova Rota da Seda] a partir do Irã, que é uma das regiões mais estratégicas para essa iniciativa.”

“Temos que pensar o conceito de multipolaridade neste momento porque o mundo está de cabeça para baixo e os americanos mostram uma capacidade muito grande de intervir mundo a fora”, diz Jabbour.

Violação da Carta da ONU
O analista Julian Borger, do jornal britânico The Guardian, por sua vez, afirma que “o presidente dos Estados Unidos viola a Carta da ONU poucos dias após assumir o Conselho de Paz e opta por correr o maior risco de sua administração”.

“A primeira guerra da era do Conselho de Paz de Donald Trump começou – uma tentativa não provocada de mudança de regime em colaboração com Israel, sem qualquer fundamento legal, lançada em meio a esforços diplomáticos para evitar o conflito e com consulta mínima ao Congresso ou ao público americano”, escreveu.

O Conselho de Paz foi apresentado ao Conselho de Segurança da ONU em novembro como caminho para acabar com o massacre em Gaza. “Mas já era evidente, muito antes dos primeiros mísseis serem disparados contra o Irã, que se tratava de uma manobra enganosa. A ONU pensou estar comprando uma coisa, mas recebeu algo bem diferente: um órgão rival ao Conselho de Segurança, porém sob a direção de Trump”, analisa Borger.

O especialista britânico ressalta que, “ao longo desse meio século, o Irã provavelmente nunca representou uma ameaça tão pequena quanto agora, enfraquecido tanto pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em junho passado, que degradou suas defesas, quanto por décadas de sanções combinadas com a migração econômica, que levou a protestos em massa nas ruas”.

O correspondente do jornal em Washington, Robert Tait, afirma que derrubar o governo da República Islâmica do Irã é sonho antigo da Casa Branca, desde a revolução de 1979, que fez 52 reféns estadunidenses, detidos por mais de ano.

“A tomada da embaixada dos EUA em Teerã por revolucionários islâmicos em novembro de 1979 trouxe aos Estados Unidos uma humilhação no cenário mundial comparável à derrota no Vietnã”, aponta Tait.

Como fica o Irã sem Khamenei?
Analistas se debruçam neste domingo sobre o cenário iraniano após a confirmação do assassinato do líder do país. “O assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel, representou um dos golpes mais significativos para a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979, desencadeando protestos por parte de seus apoiadores”, disse o analista Mohammed Mansour à Al Jazeera.

“Fontes internas, especialistas militares e sociólogos políticos sugerem que a decapitação da cúpula do Irã pode não ocorrer da forma prevista pelo Ocidente. Em vez disso, corre o risco de dar origem a um Estado paranoico e militarizado, lutando por sua sobrevivência, sem mais limites políticos a serem ultrapassados.”

À reportagem, Mohammed Nadir disse concordar que o assassinato foi um “duro golpe à elite clerical iraniana”.

“Seguramente vai ter consequências no futuro do Irã. Ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro, mas é bem possível que haja alguma negociação no sentido de mudar o regime sem mexer muito no Estado profundo iraniano, mas com algumas concessões, tais como a neutralização do projeto nuclear iraniano, o sistema de mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo de resistência no Oriente Médio”, avalia.

Ele acredita que pode haver uma oportunidade para o surgimento de uma ala reformadora no Irã, que certamente já existe no país. “[Uma ala] que seja capaz de alinhar o Irã aos EUA, abrindo mão do projeto nuclear, mas tendo apenas uma energia nuclear civil com controle internacional.”

A analista Lyse Doucet, da BBC, afirmou que “estes são momentos cruciais na turbulenta história da República Islâmica do Irã, mas seus clérigos e comandantes mais poderosos já vinham se preparando para isso”.

“Somente na primeira noite, na primeira onda de ataques [em junho de 2025], Israel conseguiu assassinar nove cientistas nucleares e vários chefes de segurança. E, nos dias seguintes, mais cientistas de alto escalão e pelo menos 30 comandantes importantes foram mortos. Ficou claro que o aiatolá também poderia estar na mira deles.”

Para Doucet, “independentemente de quem emergir, o objetivo primordial permanecerá o mesmo: a sobrevivência de uma ordem que mantém o clero e suas poderosas forças de segurança no poder”.

*BdF


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Mundo

Paz mundial vive ‘grave ameaça’, alerta chefe da ONU

Guterres faz apelo para que governos voltem para a mesa de negociação

Num discurso neste sábado no Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, soou o alerta: a paz e a segurança internacional estão ameaçadas diante dos ataques no Irã.

O chefe da entidade lamentou o fato de que os ataques contra o Irã ocorreram, mesmo com reuniões diplomáticas tendo sido agendadas para ocorrer em Viena na próxima semana.

Guterres condenou tanto os ataques dos EUA e Israel, quanto a resposta por parte de Teerã. Ele ainda fez um apelo para que os governos voltem à mesa negociadora.

“A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo”, alertou.

Leia a declaração completa:

Hoje, abordarei diretamente três áreas: os princípios, os fatos e a solução.

Primeiro, os princípios.

A Carta da ONU fornece a base para a manutenção da paz e da segurança internacionais.

O Artigo 2 da Carta afirma claramente: “Todos os Membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.”

O direito internacional e o direito internacional humanitário devem sempre ser respeitados.

É por isso que, desde esta manhã, condenei os ataques militares maciços dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Também condenei os ataques subsequentes do Irã, que violaram a soberania e a integridade territorial do Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estamos testemunhando uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais.

A ação militar acarreta o risco de desencadear uma série de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo.

Deixe-me ser claro:

Não há alternativa viável à solução pacífica de disputas internacionais. A paz duradoura só pode ser alcançada por meios pacíficos, incluindo diálogo genuíno e negociações.

Em segundo lugar, os fatos.

A situação no terreno é muito instável.

Há muitos relatos não confirmados.

Eis o que sabemos.

Cerca de 20 cidades em todo o Irã — incluindo Teerã, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz — teriam sido atacadas.

Em Teerã, grandes explosões foram relatadas no distrito que inclui o palácio presidencial e a residência do Líder Supremo.

Vários altos funcionários teriam sido mortos, incluindo — segundo fontes israelenses — o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, informação que não posso confirmar.

O espaço aéreo iraniano foi fechado e o país está sob um bloqueio de internet quase total.

Os ataques teriam causado um número significativo de vítimas civis.

Segundo a mídia iraniana, um ataque aéreo matou pelo menos 85 pessoas e feriu muitas outras em uma escola feminina em Minab, província de Hormogan.

Uma escola em Teerã também teria sido atingida, causando duas mortes.

A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo.

De acordo com fontes israelenses, 89 pessoas ficaram feridas nos ataques subsequentes do Irã contra Israel, e também houve impactos na Cisjordânia ocupada.

O Irã anunciou que, em reação aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, atacou alvos militares americanos na região.

Esses ataques teriam atingido áreas civis e infraestrutura nos países que já mencionei.

Também foram relatados impactos indiretos de destroços no Líbano e na Síria.

A maioria dos países do Golfo interceptou com sucesso os ataques iranianos.

No entanto, os Emirados Árabes Unidos relataram que um civil foi morto por destroços de um míssil interceptado.

No Iraque, há relatos de ataques com drones e mísseis de ambos os lados. Há também relatos de que o Irã está fechando o Estreito de Ormuz para a navegação internacional.

Os ataques dos EUA e de Israel ocorreram após a terceira rodada de negociações indiretas entre os EUA e o Irã, mediadas por Omã.

Estavam sendo feitos preparativos para conversas técnicas em Viena na próxima semana, seguidas por uma nova rodada de conversas políticas.

Lamento profundamente que esta oportunidade diplomática tenha sido desperdiçada.

Em terceiro lugar, a região e o mundo precisam de uma saída agora.

Apelo à desescalada e à cessação imediata das hostilidades.

A alternativa é um potencial conflito mais amplo com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional.

Exorto veementemente todas as partes a retornarem imediatamente à mesa de negociações, principalmente em relação ao programa nuclear iraniano.

Observo que o Presidente dos EUA teria conversado com líderes da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã teria conversado com seus homólogos nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e no Iraque.

Tudo deve ser feito para evitar uma escalada ainda maior.

Para esse fim, apelo a todos os Estados-Membros para que cumpram rigorosamente as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, para respeitar e proteger os civis em conformidade com o direito internacional humanitário e para garantir a segurança nuclear.

Vamos agir — com responsabilidade e em conjunto — para afastar a região, e o nosso mundo, da beira do abismo.

Obrigado.

*Jamil Chade/ICL


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Guarda Revolucionária do Irã fecha por onde passam mais de 20% do petróleo do mundo

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio pode reter de 20% a 25% do petróleo exportado no mundo. O volume retido seria de mais de 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente à Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

Reuters – A Guarda Revolucionário do Irã interrompeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz em retaliação ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao país, de acordo com a Reuters.

Guarda informou que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”. A informação foi repassada por transmissão VHS a um navio da União Europeia que circulava pelo local e informada por um tripulante da embarcação a Reuters.

Estreito fica entre Omã e o Irã. Ele liga o Golfo Persa com o golfo de Omã.

Estreito é essencial para fluxo global de petróleo. A região é usada por embarcações para escoar a produção de óleo de Arábia Saudita, Iraque e outros países da região para o restante do globo. Estimativas apontam que um quinto da produção global passa pela região.

Ataques a navios não estão descartados. De acordo com militares europeus que participam de operação na região, rebeldes hutis ameaçaram atacar Israel e embarcações americanos em resposta aos últimos acontecimentos.

Em resposta à ofensiva de Estados Unidos e Israel, Irã atacou bases militares americanas no Oriente Médio. Ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque foram alvejadas, segundo o Uol.


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Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei

O Aiatolá comandou o Irã por quase quatro décadas com mão de ferro e reprimiu opositores com força. Presidente dos EUA afirmou que ataques continuarão nos próximos dias.

O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei neste sábado (28). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio.

Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação.

“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.

O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”.

Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado.

“Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, completa a nota.

A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.

O que disse o gabinete de governo do Irã
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência, o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio.

O sucessor justo de Khomeini, que por mais de 37 anos de liderança sábia assumiu a vanguarda e a verdadeira liderança da frente do Islã, marcou com sua coragem exemplar e fé inabalável um novo capítulo de governança na história islâmica. Até o último momento de sua vida abençoada e histórica, ele liderou a nação islâmica contra a descrença, a tirania e a arrogância.

O mártir glorioso, grande aiatolá Ali Khamenei, foi o modelo de sacrifício e resistência da era atual — o ‘Imam das Promessas Verdadeiras, o Imam da Esperança e da Autoridade’ — nas mentes dos homens livres, oprimidos e combatentes do mundo. Ele permanecerá para sempre eterno nos corações das nações ao lado do nome de ‘Khomeini, o Grande’.

Sua abrangência e domínio das ciências contemporâneas, sabedoria, visão de futuro, fé pura, sinceridade nas ações, vontade de aço, crença profunda em suas palavras e objetivos, coragem inigualável, vasto conhecimento religioso, alma gentil e pura, e esperança e confiança no Senhor Todo-Poderoso foram características marcantes deste grande personagem, raramente encontradas em outros líderes políticos.

O Gabinete do Governo da República Islâmica do Irã expressa suas condolências por esta grande perda a Sua Santidade Baqiyatallah al-A’zam, à nobre nação do Irã, à grande nação islâmica e a todos os homens livres do mundo. Em solidariedade ao povo resiliente do Irã, declara 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado público.

Este grande crime jamais ficará sem resposta e marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam.

Nosso querido Irã, com o apoio da vitória divina, unido em uma só voz e um só coração, atravessará este difícil caminho com orgulho; pois Deus está à espreita de nossos inimigos opressores e é o ajudador dos crentes e oprimidos.”

*G1


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