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Trump diz que Aiatolá Ali Khamenei morreu

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu nos ataques contra Teerã, neste sábado.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu. “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, afirmou.

“Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, disse.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade. Como eu disse ontem à noite: “Agora eles podem ter imunidade, depois só terão a morte!” Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece”, disse.

“Esse processo deverá começar em breve, visto que, não apenas com a morte de Khamenei, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios pesados ​​e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!

Agradeço a sua atenção a este assunto.

PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.

Nas redes sociais, a conta de Khamenei traz a mensagem: “que a paz esteja com ele”

Mais cedo, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, anunciou que os ataques aéreos destruíram o complexo que abriga o aiatolá Ali Khamenei e afirmou que “todas as indicações mostram que este tirano não está mais entre nós”.

À agência Reuters, uma fonte israelense afirmou que Khamenei morreu e que seu corpo foi achado. A imprensa israelense, entre eles o jornal Haaretz, também anunciou que o iraniano que lidera o país desde 1989 teria morrido.

O governo iraniano, por sua vez, afirmou que “não pode confirmar” a condição do líder supremo.

Nos bombardeios contra o Irã, neste sábado, um dos principais alvos foram os locais de residência de autoridades do país. Chefes militares estão entre os mortos.

Desde o início da ofensiva por parte de Israel e dos EUA, o governo do Irã não esclareceu onde estaria Khamenei.

Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu, nas primeiras horas do conflito, de que o líder supremo não estava em Teerã e que ele e o presidente do Irã estavam “sãos e salvos”.

Em sua declaração, Netanyahu convocou ainda iranianos a “irem às ruas em massa” para derrubar o regime. Segundo ele, os ataques os ajudarão a “se libertar da tirania”.

Ele afirma que eles têm uma “oportunidade única em uma geração” para derrubar o regime iraniano. “Saiam às ruas em massa” e “façam o trabalho”, diz ele. “É hora de vocês se unirem” e “se juntarem para uma missão histórica”, afirma.

A mensagem pedindo mobilização por parte dos iranianos também foi o tom usado por Donald Trump, nesta manhã. “Assumam o governo”, pediu o norte-americano.

Horas depois dos ataques, Trump afirmou que existem várias opções a partir de agora.

“Posso prolongar a situação e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seu programa nuclear]’”, disse ele ao site Axios.

Trump explicou que o ataque foi tomado depois diante da falta de progresso nas negociações nucleares desta semana. “Os iranianos chegaram perto e depois recuaram — chegaram perto e depois recuaram. Entendi, a partir disso, que eles realmente não querem um acordo”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Vídeo: Ataque dos EUA e Israel em escola mata 57 estudantes, diz Irã

A escola foi atacada enquanto os alunos estavam em aula

Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado (28), segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas.

O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.

Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”. Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”.

Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA.

As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados. A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar.

O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.

*Agência Brasil


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Mundo

EUA e Israel fazem ataque coordenado contra o Irã, que, em resposta, dispara mísseis e ataca bases americanas

Explosões foram ouvidas em Teerã e ao menos outras quatro cidades. O Irã retaliou lançando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio.

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.

Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel:

  • Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
  • Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
  • O espaço aéreo iraniano foi fechado.
    40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
  • Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O que se sabe sobre a retaliação do Irã:

  • Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
  • Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
  • Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
  • Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
  • 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

*G1


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Educação Política

Governo Lula vai construir 117 escolas indígenas pelo país

Iniciativa soma R$ 785 milhões para obras em 14 estados e responde à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais

O Ministério da Educação anunciou a construção de 117 escolas indígenas no Brasil com investimentos de R$ 785 milhões, por meio do Novo PAC. O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Camilo Santana, nesta quinta-feira (26), durante visita à comunidade indígena Sahu-Apé (AM). As informações são do Vermelho.

“Esse é um compromisso do presidente Lula e um dever nosso. A gente sabe que o país ainda é muito desigual, e não é diferente na educação. O Brasil ainda tem uma dívida muito grande com os povos originários, com os povos indígenas. Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade. Uma escola onde os estudantes possam brincar na hora do recreio”, destacou Santana.

Quatorze estados brasileiros receberão os recursos para a construção de escolas indígenas: Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (27), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (8), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (23) e Tocantins (3).

De acordo com o governo, as obras previstas para as escolas indígenas são uma “resposta para a melhoria da infraestrutura dessas instituições” e têm como foco central “a entrega de espaços educativos que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários e comunidades tradicionais”.

Para viabilizar a iniciativa, a pactuação foi feita entre o governo federal e os estados, com unidades previamente definidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, em articulação com os entes federativos. A seleção dos locais foi feita observando critérios técnicos, territoriais e populacionais.

A construção das escolas responde às necessidades estabelecidas pela Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), que abrange a educação básica e o ensino superior.

Segundo o MEC, tal política pública tem como finalidade “promover a organização e a oferta de qualidade da Educação Escolar Indígena bilíngue, multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, com respeito às especificidades e organizações etnoterritoriais dos povos indígenas”.


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Política

Flávio Bolsonaro: 55 aliados pagaram por postagens críticas a Lula após o Carnaval

Documento reúne parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais; entre os patrocinadores está o Paulinho da Força

Um levantamento interno atribuído ao Partido dos Trabalhadores (PT) aponta que 55 apoiadores da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O documento, com cerca de 70 páginas, circulou entre integrantes do Palácio do Planalto e reúne nomes de parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais que teriam patrocinado conteúdos pagos contra o presidente.

Valores e nomes citados
De acordo com o levantamento, os valores destinados ao impulsionamento variaram entre R$ 100 e R$ 699, sendo a faixa de R$ 300 a mais recorrente. Entre os citados está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apontado como o que teria investido o maior valor, entre R$ 600 e R$ 699.

Também consta na lista o empresário Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal pelo PL, além de diversos influenciadores digitais.

Conteúdo das publicações
Segundo o documento, as postagens patrocinadas criticavam o desfile e associavam o presidente a casos de corrupção, além de fazerem ironias direcionadas a grupos religiosos, especialmente evangélicos. Uma das alas da escola trouxe latas com a inscrição “família em conserva”, o que foi explorado nas críticas, segundo Forum.

Uma das publicações citadas é do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vídeo utilizou inteligência artificial para exibir Lula fantasiado na Avenida Marquês de Sapucaí, ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

No conteúdo, o presidente aparece em um carro alegórico com bandeiras contendo as palavras “mensalão”, “petrolão” e “roubo do INSS”, enquanto samba recebendo dólares e reais. Um refrão criado para o vídeo diz: “Eu sou o Lula, e você me conhece, prometi picanha e entreguei confete. Mas não se estresse. Sou Lula, me dá um dinheiro aí”.

Reação
Questionado sobre o impulsionamento pago, Paulinho da Força afirmou que utilizou recursos próprios. “Se eles pagaram o carnaval, por que a gente não pode pagar o impulsionamento de uma postagem na rede social?”, declarou, em referência aos R$ 12 milhões destinados pelo governo às escolas de samba. “O PT vai entrar na Justiça falando o quê? O dinheiro usado foi meu, não foi dinheiro público”, acrescentou.


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Brasil Mundo

União Europeia anuncia entrada em vigor de acordo com Mercosul, ignorando resistência da França

Governo Macron critica decisão do bloco e diz que medida viola instituições

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira que a União Europeia implementará provisoriamente o acordo comercial com os países do Mercosul, após a Argentina e o Uruguai concluírem seus respectivos processos de ratificação nas últimas horas.

“Nas últimas semanas, mantive extensas discussões sobre este assunto com os Estados-Membros e membros do Parlamento Europeu. Com base nessas discussões, a Comissão procederá agora à implementação provisória”, declarou ela em uma breve coletiva de imprensa.

A iniciativa promete causar uma forte discussão na Europa. Países como Espanha e Alemanha apoiam o acordo com o Mercosul, mas governos como o da França rejeitam e alegam que o impacto será profundo para seus produtores agrícolas.

Minutos depois do anúncio da UE, o governo de Emmanuel Macron criticou a Comissão Europeia. “Essa é uma decisão da qual obviamente lamentamos”, afirmou a ministra da Agricultura da França, Annie Genevard. Para ela, as instituições da UE precisam ser respeitadas, numa referência ao posicionamento tomado pelo Parlamento Europeu que, em janeiro, bloqueou a entrada em vigor do acordo.

No começo do ano, os opositores ao acordo conseguiram votos suficientes no Parlamento Europeu para que o tema fosse levado à Corte de Justiça da Europa. Na prática, isso significaria que o processo de aprovação do tratado poderia ser adiado para meados de 2027.

Naquele momento, reunidos em frente ao Parlamento Europeu, os agricultores explodiram em festa ao saberem do resultado. “Podemos nos orgulhar. Estamos exaustos, trabalhamos neste assunto durante meses e meses, anos”, disse Quentin Le Guillous, Secretário Geral dos Jovens Agricultores.

O chefe da diplomacia da França, Jean-Noël Barrot, também comemorou. “A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso”, acrescentou. “A luta continua, para proteger nossa agricultura e garantir nossa soberania alimentar”, insistiu.

Caberia aos tribunais europeus examinar se, primeiro, o pacto com o Mercosul não viola os tratados da UE. Nas horas que antecederam o voto, mais de mil tratores cercaram o Parlamento.

O pacto comercial, depois de 25 anos de negociações, foi assinado em janeiro em Assunção, no Paraguai. O fim do processo foi comemorado por governos sul-americanos e pela Comissão Europeia como uma resposta ao desmonte do multilateralismo promovido por Donald Trump.

Mas sua assinatura não representava sua entrada em vigor. A França não havia dado sua chancela ao processo e, nos bastidores, apoiou parlamentares europeus a frear a ratificação.

Assim, uma proposta feita por cinco grupos políticos representando 21 nacionalidades diferentes, mais de 150 eurodeputados declararam que “a Comissão Europeia ultrapassou o seu mandato ao dividir o acordo entre as suas vertentes comercial e política, a fim de contornar a aprovação dos parlamentos nacionais durante o processo de ratificação”.

A ala protecionista precisava de uma maioria simples de votos, o que foi obtido por apenas dez votos de diferença. A ala protecionista obteve 334 votos, contra 324 apoios pelo acordo. Onze deputados ainda optaram por se abster.

Até que a Corte examine o tratado, isso congelaria qualquer ratificação por pelo menos dezoito meses.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Sumiço de provas contra Trump nos arquivos Epstein é ‘assustador para democracia’

Ligações do republicano com criminoso sexual têm sido ocultadas, enquanto outros nomes aparecem, aponta o professor

Nesta quinta-feira (26) aconteceu o depoimento de Hillary Clinton no caso Jeffrey Epstein, no qual a ex-secretária de Estado afirmou não se lembrar de ter conhecido o financista e sugeriu que os senadores deveriam questionar o próprio Trump sobre suas ligações com a rede criminosa. “O que é preocupante é que as ligações óbvias com Trump têm sido disfarçadas e deixadas de lado. É isso que precisaria ser investigado. Inclusive, quando Hillary faz essa relação, ela sabe muito bem para onde está levando a conversa”, aponta Paulo Borba Casella, professor de direito internacional público da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Ao Conexão BdF, ele destaca a gravidade do envolvimento de tantas personalidades com a rede criminosa de Jeffrey Epstein. “É um número enorme de pessoas. Até o Noam Chomsky aparece. É assustador ver os tentáculos da rede Epstein e o estrago que já fizeram”.

O professor revela um fato ainda mais alarmante: “A gente teve a informação recente de que parte dos arquivos que relacionam Trump a possíveis agressões sexuais contra mulheres não estão mais disponíveis nos relatórios das investigações”.

Sobre as implicações legais para o presidente, Casella é enfático. “Ele não é um réu primário. Já foi acusado de outros delitos sexuais e já pagou grandes quantias em casos anteriores para se livrar de processos por mulheres que tinham sido assediadas e mesmo atacadas por ele.”

Para o professor, o desaparecimento das provas é um escândalo democrático. “O que é assustador para um regime democrático, como se diziam até agora, é que essas informações relativas ao atual dirigente sumam dos arquivos. Isso é escandaloso e nunca poderia ser aceito.”

A pressão sobre o Irã
Sobre a escalada contra o Irã, Casella contextualiza a posição estadunidense que agem por procuração para supostamente proteger seu aliado na região, que é Israel. “Mas tem também uma coisa altamente destrutiva por parte dos Estados Unidos em quererem atacar o Irã. Querem fazer do Irã o que fizeram há algumas décadas com o Iraque, que foi arrasado pelos Estados Unidos.”

“Esse duplo padrão é inaceitável. Israel tem um programa nuclear que não deixa ninguém fiscalizar, ao arrepio dos acordos internacionais de monitoramento e de visitas periódicas pela Agência Internacional de Energia Atômica. Esse jogo de pressão com parâmetros totalmente desiguais em relação a situações parecidas é absolutamente injustificável”, aponta.

O professor lembra que já havia um acordo firmado com o Irã durante a gestão Obama. “Quem jogou fora esse acordo foi o próprio Trump, com aquela arrogância e falta de cuidado. Disse que o acordo não era bom e que ele ia negociar um muito melhor. Estamos vendo esse ‘muito melhor’ agora.”

Ele conclui que a postura estadunindense é inaceitável sob qualquer ponto de vista. “Nenhum país pode se sentir confortável e aceitar publicamente esse tipo de pressão. ‘Olha, eu boto todo o meu poder militar e se você não negociar, vai ficar muito ruim para você.’ A inércia da comunidade internacional em torno de mais essa agressão americana é assustador e preocupante.”

Sobre a capacidade militar dos EUA, Casella pondera. “Análises dizem que toda essa mobilização cenográfica de porta-aviões e aviões teria poder de fogo por alguns dias, mas não seria o suficiente para um conflito prolongado.”

“De cara, dispara o preço do petróleo, dispara o preço do ouro e da prata. Cria-se uma enorme apreensão com relação aos 20% do comércio de petróleo e gás que passam pelo Estreito de Hormuz. O regime iraniano já disse que, se atacado, poderia restringir ou fechar a passagem, pelo menos temporariamente”, contextualiza.

Para Casella, os efeitos seriam globais: “Se esse ataque abusivo, descabido e provavelmente ineficaz acontecer, pode apostar que tem confusão que repercute para o mundo inteiro, principalmente na região, mas com reflexos para todo o planeta.”

*BdF


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Política

Assim é a direita: Em 2 anos, governo Zema cortou 96% dos recursos para o enfrentamento das chuvas

De 2023 a 2025, o valor dos investimentos em infraestrutura para lidar com efeitos das tempestades caiu de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões. Tragédia em MG já deixou 55 mortos

Por trás da catástrofe ocasionada pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais estão fatores que vão além das mudanças trazidas pela crise climática e das condições geográficas locais. Entre 2023 e 2025, o governo de Romeu Zema (Novo) cortou 96% — de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões — os investimentos em infraestrutura para lidar com as chuvas.

Os dados foram publicados pelo jornal O Globo, tendo como base informações contidas no Portal da Transparência de Minas Gerais. Segundo o levantamento, a área de “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” contou com verbas de R$ 134,8 milhões em 2023.

Fazem parte dessa frente de atuação a gestão de desastres causados pela chuva, assistência emergencial aos municípios atingidos, mitigação de danos pontuais nas rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos.

Lula acelera socorro e reforça ajuda a Minas Gerais após calamidade

Os valores foram caindo ano a ano, chegando a R$ 5,8 milhões em 2025, dos quais 97%, ou R$ 5,6 milhões, ficaram focados apenas nas ações para reduzir danos nas rodovias. Para este ano, estava previsto o valor de R$ 16,1 mil para a infraestrutura de combate aos temporais.

Ao tratar do tema, o governo Zema tentou se esquivar, dizendo que teriam sido empregados R$ 170 milhões na prevenção e resposta a desastres desde 2022.

Reflexos

O impacto da negligência com as mudanças climáticas e seus efeitos pode ser sentido na forma como a região foi afetada pelas chuvas nos últimos dias, com grandes desabamentos, deslizamentos, enxurradas e alagamentos. Até esta quinta-feira (26), foram registradas 55 mortes na região da Zona da Mata.

Uma das cidades mais afetadas foi Juiz de Fora, com 49 óbitos e 11 desaparecidos, além de somar três mil moradores desalojados. Não há registro de desabrigados até o momento.

Na vizinha Ubá, foram confirmadas seis mortes e duas pessoas continuam desaparecidas. O município contabiliza 1,2 mil desalojados e 500 desabrigados.

No município de Matias Barbosa, não há registro de mortes nem de desaparecidos. A cidade soma 810 desalojados e, até agora, não há desabrigados.

Ouvido pela Agência Brasil sobre a relação entre o aquecimento global e tragédias como essa, o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), explicou que “toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses”. Ele ressaltou ainda que a prevenção depende da adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, o que muitas vezes é negligenciado pelos governos.

Socorro à Zona da Mata

Em uma das ações emergenciais anunciadas para enfrentar a catástrofe, o governo federal destinou R$ 3,4 milhões para Juiz de Fora e Ubá.

Por que a chuva foi tão intensa em Juiz de Fora? Entenda | G1

Também foi liberado auxílio financeiro às famílias desabrigadas, no valor de R$ 800 para cada pessoa, e estão sendo distribuídas cestas básicas. Além disso, o pagamento do Bolsa Família e do BPC foram agilizados ou antecipados para os beneficiários da região.

Na condição de presidente em exercício, Geraldo Alckmin declarou, nesta quarta-feira (25), que o Exército e o Ministério da Defesa “mobilizaram helicóptero e tropa do Exército para ajudar o socorro, apoiar o Corpo de Bombeiro, as forças do estado e dos municípios, além de apoio à logística também. Além disso, o Ministério da Saúde está com a Força Nacional do SUS para dar todo o apoio aos que necessitarem”.

Ainda segundo Alckmin, outras ações serão adotadas “à medida que as necessidades se confirmem. Uma delas é a garantia de novas moradias com linhas especiais do Minha Casa, Minha Vida (MCMV)”.


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Política

Depoimentos apontam venda de dados sigilosos de ministros do STF por agente da Receita

Investigação da PF indica possível comércio ilegal de informações fiscais protegidas por lei envolvendo familiares de autoridades

Depoimentos reunidos pela Polícia Federal no âmbito da apuração sobre a quebra de sigilo fiscal de autoridades e familiares reforçam a suspeita de que ao menos um servidor da Receita Federal teria comercializado acessos a dados protegidos por lei, informa Daniela Lima, do UOL.

Os relatos colhidos pelos investigadores fortalecem uma hipótese já levantada em procedimento interno da própria Receita, que identificou indícios de uso indevido de sistemas para consulta de informações fiscais de pessoas politicamente expostas. A suspeita agora ganha novo peso com os elementos obtidos pela PF.

A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi instaurada de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes no contexto do chamado inquérito das fake news. O caso envolve a suposta violação de dados fiscais de ministros da Corte, seus parentes e outras autoridades. O entendimento do ministro e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, é de que as consultas ilegais teriam sido realizadas com o objetivo de constranger integrantes do Judiciário.

Dados fiscais são protegidos por legislação específica e só podem ser acessados mediante autorização judicial. Segundo a apuração, não houve ordem da Justiça para as consultas realizadas.

A Receita Federal foi o primeiro órgão a permitir o compartilhamento de informações com o STF. Posteriormente, a Polícia Federal avançou para uma nova fase da investigação, já com autorização judicial para cumprir mandados de busca e apreensão e determinar o uso de tornozeleira eletrônica por ao menos quatro servidores. Conforme apontado pelo próprio Fisco, esses funcionários acessaram dados fiscais de filhos, enteados e outros familiares de ministros.

Com o reforço da linha investigativa de que as quebras de sigilo poderiam integrar um mercado clandestino de dados, a expectativa é de novos desdobramentos no caso. De acordo com o 247, a apuração segue sob condução do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal, enquanto os elementos colhidos são analisados pelas autoridades responsáveis.


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Política

Governistas apontam “fraude” em votação que aprovou quebra de sigilo de Lulinha e acionarão presidente da CPMI do INSS

Segundo Paulo Pimenta, 14 parlamentares votaram contrário à aprovação dos requerimentos, enquanto apenas 7 se colocaram a favor.

Líder da bancada governista na CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou “fraude” na votação que aprovou a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar afirmou ainda que vai abrir representações contra o presidente da Comissão, o bolsonarista Carlos Viana (Podemos-MG), que operou a manobra da oposição.

Segundo Pimenta, 14 parlamentares votaram contrário à aprovação dos requerimentos, enquanto apenas 7 se colocaram a favor.

“A TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá por maioria ou minoria entre os presentes. Portanto, foi 14 a 7 a votação”, afirmou Pimenta.

Na hora da votação simbólica, havia 21 parlamentares titulares com direito a voto no plenário da Comissão. Manifestaram posicionamento contrário aos requerimentos em votação a senadora Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner, Tereza Leitão, deputado Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério correia. Portanto, 14 parlamentares votaram contra a aprovação dos requerimentos. O presidente da Comissão, Carlos Viana, contabilizou apenas sete votos.

ENTENDA:
Empurra-empurra entre governistas e bolsonaristas interrompe CPMI do INSS após aprovação de convocação de Lulinha
“Sabotagem”: Governistas acusam bolsonarista que preside CPMI do INSS de blindar aliados como Flávio Bolsonaro e Tarcísio

“Diante disso, senhor presidente, eu requero a vossa excelência que a anule o resultado por erro material da contagem e que vossa excelência anuncie o resultado verdadeiro baseado nas imagens, nas fotos, inclusive da imprensa oficial da casa, da Secretaria Geral da casa. Não havendo, senhor presidente, por parte de vossa excelência emendamento. Eu comunico a vossa excelência que nós vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação. E diante deste fato nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui”, emendou.

Viana, no entanto, manteve a votação que aprovou em bloco os requerimentos. Pimenta pediu a suspensão da sessão para reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que foi negado.

O deputado petista sinalizou que deve judicializar a decisão e que fará uma representação contra Viana no Conselho de Ética “por ser o autor desta fraude que nós não reconhecemos”.

“Eu comunico a vossa excelência que nós vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação. E diante deste fato nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui. E ao mesmo tempo vamos fazer uma representação no conselho de ética do congresso nacional contra vossa excelência por decisão de fraudar o resultado da votação, mesmo que todas as pessoas que estão aqui saibam que o resultado é outro, vossa excelência está dando um golpe na votação”, disse Pimenta antes da decisão final de Viana. Com Forum

Assista.


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