Categorias
Mundo

Sem Nobel, Trump diz que não tem mais obrigação de falar de paz

Em carta ao governo da Noruega, Trump se queixa de não ter sido escolhido como vencedor do prêmio Nobel, reivindica Groenlândia e alerta que só agirá pelo interesse dos EUA a partir de agora.

Numa carta que deixou líderes europeus perplexos, o presidente Donald Trump afirmou que o fato de não ter recebido o prêmio Nobel da Paz desobriga o chefe da Casa Branca a falar sobre a paz.

A carta foi enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, em meio à tensão entre europeus e o republicano. Trump vem insistindo que irá tomar a Groenlândia, por uma negociação ou por força.

“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas em paz”, escreveu Trump, acrescentando que agora poderia “pensar no que é bom e apropriado” para os EUA.

Trump disse que a Dinamarca “não pode proteger” a Groenlândia da Rússia ou da China, acrescentando: “Por que eles têm um ‘direito de propriedade’, afinal? Não há documentos escritos, apenas o fato de um barco ter atracado lá há centenas de anos.”

O presidente dos EUA disse que “fez mais pela OTAN do que qualquer outra pessoa desde a sua fundação, e agora a OTAN deveria fazer algo pelos Estados Unidos”. O mundo “não estará seguro a menos que tenhamos controle completo e total da Groenlândia”, afirmou.

Na semana passada, a vencedora do prêmio Nobel, Maria Corina Machado, entregou a medalha para Trump, num gesto para tentar ganhar a simpatia do republicano que a ignorou na formação de um novo governo na Venezuela, depois do sequestro de Nicolás Maduro. Os organizadores do Nobel, porém, alertaram que o prêmio é intransferível.

Em uma resposta, Store insistiu em explicar ao americano o que todos sabem: “Expliquei claramente, inclusive ao presidente Trump, o que é de conhecimento geral: o prêmio é concedido por um Comitê Nobel independente”.

No sábado, Trump ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre as importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, caso não aceitem vender a Groenlândia.

A UE se reuniu em caráter de emergência, enquanto líderes passaram a tentar contato com o governo dos EUA. Uma das opções seria a aplicação de retaliações contra produtos americanos. Mas a esperança da Europa é de que haja um espaço para negociar.

*Jamil Chade/ICL


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Brasil Mundo

Em artigo no New York Times, Lula condena ataque dos EUA à Venezuela

Presidente brasileiro rebateu a lógica da força, defendeu autodeterminação do povo venezuelano e argumentou que os desafios só se resolvem com união, e não com imposição

Os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável na erosão contínua do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no New York Times (NYT) neste domingo (18/01).

Segundo o líder brasileiro, chefes de Estado ou de governo – de qualquer país – podem ser responsabilizados por ações que prejudiquem a democracia e os direitos fundamentais. “Nenhum líder tem o monopólio do sofrimento de seu povo. Mas não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”, afirmou. Ele acrescentou que as ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, perturbam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais.

Lula declarou ser particularmente preocupante que tais práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe, uma vez que trazem violência e instabilidade para uma parte do mundo que luta pela paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos.

“Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora forças americanas já tenham intervindo na região anteriormente”, pontuou ao NYT.

A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. “Temos interesses e sonhos próprios a defender”, afirmou o presidente. Para Lula, em um mundo multipolar, nenhum país deve ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos alheios. Construir uma região próspera, pacífica e pluralista é a única doutrina que nos convém”, declarou.

Lula afirmou que os países devem lutar por uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. “Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com nações fora dela”, acrescentou. A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos que a América Latina precisa para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas.

“A história mostrou que o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos. A divisão do mundo em zonas de influência e incursões neocoloniais por recursos estratégicos são ultrapassadas e prejudiciais”, disse ao NYT.

Ele enfatizou que é crucial que os líderes das grandes potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável. Por mais fortes que essas potências sejam, elas não podem contar apenas com o medo e a coerção.

“O futuro da Venezuela, e de qualquer outro país, deve permanecer nas mãos de seu povo”, afirmou. Lula lembrou que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável. “Esta é uma condição essencial para que os milhões de cidadãos venezuelanos, muitos dos quais estão temporariamente abrigados no Brasil, possam retornar com segurança ao seu país”, acrescentou.

Lula reiterou que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelano para proteger os mais de 2.000 quilômetros de fronteira que compartilham e para aprofundar a cooperação.

“É nesse espírito que meu governo se engajou em um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Somos as duas democracias mais populosas do continente americano. Nós, no Brasil, estamos convencidos de que unir nossos esforços em torno de planos concretos para investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir. Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, concluiu ao New York Times – um hemisfério que, como ele mesmo afirma, ‘pertence a todos nós’, e não a uma única potência.

*Opera Mundi


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Cultura

Nem demônio, nem salvação: a verdade inconveniente sobre a Lei Rouanet

Este texto expande a análise iniciada em meu artigo “Lei Rouanet: das origens ao desastre”, publicado no portal Outras Palavras em 1º de abril de 2025. Naquele ensaio, demonstro como a legislação, concebida por Celso Furtado como uma tática emergencial e complementar, sofreu uma metástase institucional. De ferramenta auxiliar, ela converteu-se na espinha dorsal da política cultural, subordinando o interesse público à lógica do marketing empresarial e privatizando, na prática, a decisão sobre o que é ou não cultura no Brasil. Aqui, retomo essas premissas para apontar a saída desse labirinto.

O debate público sobre a Lei Rouanet encontra-se sequestrado. De um lado, a extrema-direita criou um espantalho moral para esconder sua própria incompetência e reforçar seus preconceitos; de outro, setores da esquerda entrincheiraram-se na defesa da ferramenta errada, confundindo a preservação da lei com a defesa da própria Cultura, abandonando o avanço das políticas públicas. Para superar esse impasse, precisamos olhar para a estrutura do mecanismo, separando o joio do trigo e, principalmente, apresentar a alternativa republicana capaz de devolver ao Estado e à sociedade o comando da política cultural.

A histrionia sobre a “mamata” cumpre uma função tática precisa: fabricar uma cortina de fumaça moral para ocultar a perfeita adequação da extrema-direita ao modelo de privatização cultural. Sob o barulho das acusações ideológicas, o cinismo neoliberal opera silenciosamente para preservar o mecanismo que entrega o orçamento público ao arbítrio do marketing corporativo.

A Lei Rouanet materializa, na prática, o ideal de Estado mínimo. O dinheiro, subtraído da arrecadação pública, flui diretamente para os departamentos de marketing das grandes corporações, convertendo o financiamento estatal em verba publicitária indireta. A definição da política cultural brasileira ocorre, portanto, nas mesas de gerentes de bancos e empresas, subordinada exclusivamente a interesses comerciais.

O discurso vulgar contra a classe artística funciona como distração calculada. Enquanto a militância digital ataca criadores, a estrutura de transferência do poder decisório para o setor privado permanece intocada, blindada e funcional ao projeto liberal-conservador. É a tática diversionista perfeita.

Por outro lado, a tragédia de parte do campo progressista — e uma falha dos governos democráticos anteriores — reside na incapacidade de superar o modelo herdado da década de 1990. Ao defender a Rouanet de forma irrestrita como sinônimo de política cultural, ignora-se que ela opera uma lógica de exclusão inerente ao seu desenho.

Mesmo com os avanços inegáveis de programas como o Cultura Viva e os Pontos de Cultura durante as gestões Lula e Gil, a espinha dorsal do financiamento permaneceu sendo a renúncia fiscal. Aceitou-se um pacto perverso onde o Estado fomenta a experimentação na periferia com recursos escassos, enquanto o volume massivo do orçamento segue para grandes espetáculos no eixo Rio-SP, legitimados pelas grandes marcas. Defender a manutenção desse status quo equivale a aceitar que a cultura só possui validade quando gera lucro ou visibilidade corporativa.

Da intenção tática ao desastre estratégico, a trajetória do mecanismo exige um exame honesto de sua gênese. Sob a gestão de Celso Furtado, a renúncia fiscal possuía uma função estrita de suporte, desenhada para atuar como peça complementar em um tripé institucional ao lado do Fundo Nacional de Cultura. A proposta original visava mobilizar o capital privado para somar esforços à ação do Estado diante da crise fiscal, sem jamais abdicar da soberania pública sobre as diretrizes do fomento.

A deformação estrutural ocorreu quando essa manobra de exceção se consolidou como regra permanente, convertendo o auxílio emergencial na espinha dorsal de todo o sistema. Instaurou-se um regime de “marketing travestido de mecenato”, onde grandes corporações utilizam o orçamento público para fortalecer seu branding institucional. A política cultural passou a obedecer aos critérios de retorno de imagem exigidos pelas empresas, submetendo a produção artística à lógica comercial.

Esse arranjo produz uma brutal concentração geográfica e econômica, alijando o Brasil profundo e as expressões populares do acesso aos recursos. O Estado, neste cenário, reduz-se a um mero validador técnico encarregado de carimbar a viabilidade burocrática, enquanto o mercado exerce o efetivo poder de veto e escolha, definindo unilateralmente o que merece existir no imaginário cultural do país.

Para o efeito de uma cultura republicana, pública e soberana, superar o atual modelo exige romper com a tutela do mercado sobre a imaginação pública. O caminho não é por um ajuste técnico, é uma disputa de poder, com participação social para retirar a decisão cultural dos escritórios da Faria Lima e devolvê-la à soberania popular. Isso implica radicalizar o uso do Fundo Nacional de Cultura (FNC), sobretudo do seu conselho, assegurando que o dinheiro público seja arrecadado e gerido publicamente. O financiamento deve ser direto, livre do pedágio ideológico das marcas, pautado exclusivamente pela relevância social, pela ousadia estética e pela diversidade regional.

Para evitar o risco de uma burocracia centralizada, a solução impõe-se através do Federalismo Cultural. É imperativo que o recurso saia da União e irrigue diretamente os Fundos Estaduais e Municipais, eliminando a humilhante necessidade de peregrinação por patrocínios privados. Somente essa capilaridade permite que o investimento chegue à ponta do sistema — na biblioteca comunitária, no teatro de rua e no mestre de cultura popular — rompendo definitivamente com a concentração histórica de recursos.

Finalmente, a única blindagem efetiva contra o compadrio reside no Controle Social. A alocação de verbas deve abandonar a lógica de balcão de negócios para se tornar um processo regido por editais transparentes e fiscalizado por Conselhos de Cultura deliberativos. A cultura deve ser compreendida como direito e cidadania, jamais como mercadoria de troca fiscal. É hora de o Estado brasileiro parar de terceirizar sua alma e assumir, junto com a sociedade, a responsabilidade intransferível de fomentar um país plural.

*Ricardo Queiroz Pinheiro


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Mundo

Países europeus anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaças de Trump à Groenlândia

Declaração conjunta reúne oito governos em defesa do território autônomo dinamarquês

Oito países europeus anunciaram neste domingo (18) que irão reforçar a segurança no Ártico após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à anexação da Groenlândia. A posição foi formalizada em uma declaração conjunta assinada por Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.

Segundo informações da agência Reuters, o documento afirma o compromisso dos signatários com a proteção da região e ocorre em resposta direta às declarações recentes de Trump sobre o território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.

OTAN e crítica às ameaças tarifárias
Na declaração, os governos afirmam: “Como membros da OTAN, estamos comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico como um interesse transatlântico compartilhado”. O texto também faz referência às ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, ao registrar que “ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”.

As manifestações ocorrem após Trump anunciar, no sábado (17), planos de elevar impostos de importação sobre produtos de países que se opõem à proposta de anexação da Groenlândia. Segundo o presidente dos Estados Unidos, uma tarifa de 10% entraria em vigor em 1º de fevereiro, com possibilidade de aumento para 25% posteriormente. A medida atingiria Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

Dinamarca busca via diplomática e apoio europeu
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca declarou neste domingo não ter dúvidas de que o país conta com “apoio forte e contínuo da União Europeia em relação à Groenlândia”. Ele acrescentou que, “apesar das ameaças dos Estados Unidos”, o governo dinamarquês pretende “continuar explorando a via diplomática”.

Ainda neste domingo (18), embaixadores europeus programaram uma reunião de emergência para discutir a situação. Trump também deve se encontrar com líderes europeus ao longo da semana, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, informou que conversou com Trump “sobre a situação de segurança na Groenlândia e no Ártico” e disse esperar encontrá-lo em Davos.

Rejeição popular e argumentos estratégicos
Nos últimos dias, protestos contra as declarações do presidente dos Estados Unidos foram registrados tanto na Dinamarca quanto na Groenlândia. Uma pesquisa realizada em janeiro de 2025 apontou que 85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de integrar o território aos Estados Unidos.

Trump afirma que a ilha possui importância estratégica para a segurança dos Estados Unidos, citando sua localização no Ártico e a presença de grandes depósitos minerais. Na quarta-feira anterior, autoridades dinamarquesas participaram de uma reunião em Washington, mas não houve acordo com representantes do governo estadunidense.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Política

Como a imprensa repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. De acordo com o DCM, tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

Ainda assim, no mesmo dia da protocolação do pedido, Malu Gaspar já publicou em seu blog que, graças ao seu texto anterior com fontes anônimas, um “novo pedido para investigar Moraes havia sido entregue à PGR”.

É um sistema de retroalimentação: a reportagem sem prova gera uma acusação sem prova que gera uma nova reportagem que usa como fonte a acusação e a reportagem original.

Ação do jornal é idêntica à que utilizou para dar origem ao processo do triplex de Moro

A tendência atual – a julgar pelo que diz a lei e pelas decisões até agora proferidas pela PGR – é a de que os relatos apócrifos de Malu Gaspar não gerem qualquer consequência jurídica. Por que, então, tanto a titular do blog quanto a organização empresarial para a qual trabalha acham que poderão gerar, com seu texto de fontes anônimas, uma denúncia e, até, eventual condenação de quem acusam de tráfico de influência (o ministro Alexandre de Moraes)?

É porque esse mesmo ardil, utilizado por esse mesmo jornal, já deu certo em um passado recente, no âmbito da extinta Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), tendo como alvo da acusação apócrifa da vez o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem que deu origem ao processo do triplex que o ex-juiz Sergio Moro dizia ser de Lula é de autoria da repórter Tatiana Farah, e foi publicada no jornal O Globo no dia 10 de março de 2010. Foi a repórter quem disse, pela primeira vez, que o triplex pertencia ao então ex-presidente.

Assim como Malu Gaspar faz agora, Tatiana Farah não apresentou qualquer prova nem revelou quem tinha passado a ela a “informação”.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Brasil Mundo

‘Conselho de Paz’ de Trump é criticado no governo Lula: ‘Péssimo’

Presidente brasileiro ainda não tomou decisão se aceitará fazer parte da iniciativa. Milei já sinalizou que irá aderir

A primeira avaliação no governo brasileiro é de que o projeto de Donald Trump de “Conselho da Paz” é “péssimo”, abalaria para sempre o multilateralismo e deixaria a ONU numa situação inviável.

O ICL Notícias revelou no sábado com exclusividade o fato de que Trump convidou o Brasil para fazer parte da iniciativa. Neste domingo, a reportagem ainda traz o texto completo do projeto.

Lula ainda não deu uma resposta ao americanos e o Palácio do Planalto aponta que a ideia ainda está sendo examinada. Mas experientes diplomatas e negociadores brasileiros já alertam que o Brasil deveria se recusar a fazer parte.

Alguns pontos preocupam o governo Lula:

  • Veto de Trump
  • Trump teria a palavra final em todas as decisões do órgão, ainda que o voto fosse permitido a todos os países. Seria uma espécie de veto, usado por um único governo

Desequilíbrio

Não há qualquer compromisso de um equilíbrio entre regiões ou participação de países em desenvolvimento. A entidade teria apenas uma língua oficial: o inglês.

Recursos

Não está claro para onde iriam os recursos de cada um dos governos

Pagar para estar à mesa

Vaga permanente dependerá de pagamento de US$ 1 bilhão, e não de legitimidade política do país.

Justificar invasões

Conselho não estaria baseado no direito internacional, conceitos como soberania ou integridade territorial. Na prática, o governo Lula avalia que isso poderia ser um caminho para que a entidade sirva para legitimar ações militares.

*Jamil Chade/ICL


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Brasil Mundo

Trump convida Lula para o Conselho da Paz na Faixa de Gaza

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os convidados pelo presidente dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou Lula neste sábado (17) para compor o “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o convite.

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os líderes mundiais convidados pelo político estadunidense, conforme reportagem publicada no Metrópoles.

Trump já havia anunciado alguns nomes para o Conselho de Paz: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner.

Segundo a Casa Branca, cada integrante do Conselho Executivo deverá supervisionar áreas consideradas estratégicas para o futuro de Gaza, como governança, relações regionais, atração de investimentos, reconstrução e mobilização de capital.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Política

Assim caminha o Congresso: Líder do PL assinou escritura de venda de imóvel 11 dias após apreensão de dinheiro

Escritura citada por Sóstenes como justificativa para os R$ 430 mil em espécie foi lavrada após a ação da PF e reúne exceções incomuns para transações imobiliárias

A transação imobiliária usada pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, para justificar os R$ 430 mil apreendidos em sua residência em Brasília só foi oficializada em cartório quase duas semanas após a ação da Polícia Federal.

A escritura de venda da casa em Ituiutaba (MG) foi assinada no dia 30 de dezembro. O ato foi lavrado 11 dias após a PF apreender o dinheiro, no dia 19 de dezembro.

A venda foi apontada por Sóstenes como origem do dinheiro vivo. Ele disse que manteve os valores em casa por falta de tempo para depositá-los. Os recursos em espécie foram apreendidos durante o cumprimento de mandado de busca no âmbito da investigação que apura desvio de verba das cotas parlamentares.

O deputado afirmou à reportagem que a transação ocorreu em 24 de novembro, quando um contrato particular entre ele e o comprador foi assinado. Segundo Sóstenes, esse documento previa a assinatura da escritura até o fim do ano.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Política

VÍDEO: Alexandre de Moraes faz piada com Bolsonaro na Papuda

Fala foi durante colação de grau da 194ª turma do curso de Direito da Universidade de São Paulo; veja aqui

Algumas horas após ter determinado a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão na Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes fez piada sobre o assunto.

Durante a colação de grau da 194ª turma do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), realizada nesta quinta-feira (15), ele brincou sobre o fato de não cumprir o tempo de três minutos estabelecidos para os pronunciamentos e disse:

“Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos, quase tive que tomar algumas medidas”, e completou: “eu me contive hoje, acho que hoje eu já fiz o que tinha que fazer.”

https://twitter.com/i/status/2012018745225461933

A tranferência
Alexandre de Moraes determinou na tarde desta quinta-feira (15) que Bolsonaro seja levado para cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, num setor chamado de “Papudinha”. O ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado vinha sendo mantido preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, desde o dia 22 de novembro do ano passado.

A “Papudinha” é uma dependência onde funciona o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, onde normalmente PMs e outros agentes de segurança cumprem pena ou são mantidos detidos por alguma outra razão. A decisão estabelece que Bolsonaro deverá ficar instalado numa “sala de Estado maior”, igual à unidade onde o ex-ministro Anderson Torres cumpre pena por condenação na mesma ação.

Moraes também determinou que o ex-presidente criminoso continue tendo à disposição serviço médico 24 horas por dia, algo que já vinha sendo mantido durante o período em que cumpria pena na Superintendência da PF, que fica a poucos quilômetros dali, segundo a Forum.

A “sala de Estado maior” é uma instalação com capacidade para até quatro detentos, mas ele ficar sozinho numa dessas unidades. A área conta com TV e geladeira. No local existe também uma área externa aberta para banho de sol.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Mundo

EUA alertam voos na América Central e do Sul por risco de ações militares

Avisos começaram nesta sexta-feira e terão duração de 60 dias

A FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos) informou nesta sexta-feira (16) que está emitindo uma série de alertas às companhias aéreas para que tenham cuidado ao sobrevoar a América Central e partes da América do Sul, citando os riscos de possíveis atividades militares e interferência de GPS.

A agência informou que emitiu avisos aos aviadores abrangendo o México, outros países da América Central até Equador, a Colômbia e partes do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico.

Os avisos começaram nesta sexta-feira e terão duração de 60 dias.

EUAOs alertas ocorrem em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e os líderes regionais, depois que o governo Trump montou uma força militar em grande escala no sul do Caribe e atacou a Venezuela e prendeu Nicolás Maduro.

Trump levantou a possibilidade de outras ações militares na região, inclusive contra a Colômbia.

Na semana passada, ele disse que cartéis estavam comandando o México e sugeriu que os EUA poderiam atacar alvos terrestres para combatê-los, em uma das várias ameaças de usar as forças americanas contra os cartéis de drogas.

Após o ataque à Venezuela, a FAA restringiu os voos em todo o Caribe, o que forçou o cancelamento de centenas de voos das principais companhias aéreas.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O