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Valor que Flávio pediu a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é quatro vezes maior que o orçamento de O Agente Secreto

Senador pediu ao dono do Banco Master R$ 134 milhões para financiar Dark Horse, que romanceia a história do pai

O valor pedido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência da República, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é mais de quatro vezes superior ao orçamento total do filme O Agente Secreto, que recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, dezenas de outros prêmios e foi assistido por cerca de dois milhões de brasileiros.

Segundo a denúncia do site The Intercept, Flávio pediu R$ 134 milhões ao dono do Banco Master. Desse total, recebeu aproximadamente R$ 61 milhões. O custo total para produção de O Agente Secreto foi de cerca de R$ 28 milhões. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura como protagonista, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.

Os bolsonaristas pretendem lançar o filme sobre Bolsonaro em 11 de setembro, a pouco menos de um mês das eleições. O ex-presidente será interpretado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por seu papel como Jesus Cristo em A Ressurreição de Cristo. O artista também é conhecido por declarações antivacina e apoio a teorias conspiratórias.

O roteiro de Dark Horse é de autoria do deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura e aliado próximo da família Bolsonaro. O parlamentar também é mencionado nas conversas como tendo participado das negociações dos recursos do Banco Master para o filme.

Segundo áudios, documentos e mensagens divulgados pelo site Intercept, dos R$ 134 milhões, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos em seis operações. Os arquivos compreendem o período de fevereiro a maio de 2025.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu Flávio a Vorcaro, em uma mensagem enviada por um aplicativo de conversa em 16 de novembro de 2025, um dia antes de o banqueiro ser preso tentando fugir do país.

As conversas também indicam que o dono do Banco Master acompanhava pessoalmente o andamento dos pagamentos e atribuía prioridade ao filme em relação a outros compromissos financeiros.

Em outro áudio, Flávio cobra parcelas atrasadas de Vorcaro. “Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas, enfim, não é porque está num momento muito decisivo, aqui do filme. É como tem muita parcela para trás. […] Eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário (sic) do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus Nowrasteh, os caras, renomadíssimos lá no cinema americano mundial, pô, ia ser muito ruim, né? […] E agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui”, diz no áudio divulgado.

Flávio Bolsonaro admitiu, em nota, que pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o pai.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, diz um trecho da nota.

*BdF


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Política

MP analisa representação que liga escândalo do Master à privatização da Sabesp por Tarcísio de Freitas

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está analisando uma representação protocolada pelo deputado estadual Antônio Donato (PT-SP) que questiona possíveis conexões entre o escândalo do Banco Master (envolvendo Daniel Vorcaro e Nelson Tanure) e as privatizações da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e da Sabesp conduzidas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2024.

Contexto principal da representaçãoDoação de campanha: Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pastor ligado à Igreja Lagoinha) doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio em 2022 (além de contribuições para Jair Bolsonaro). A representação sugere possível influência nas privatizações posteriores

Privatização da EMAE (abril/2024): Leiloada por cerca de R$ 1,04 bilhão para o Fundo Phoenix (ligado a Nelson Tanure, apontado como sócio oculto do Banco Master). O fundo usou ações da Ambipar (inflacionadas artificialmente segundo apurações da CVM) como lastro.

O Banco Master e estruturas ligadas (como Trustee DTVM) participaram do financiamento. Depois, a ex-líder de fusões e aquisições do Banco Master, Karla Maciel, assumiu como CEO da EMAE.

Privatização da Sabesp (julho/2024): Vendida com Equatorial Energia como principal compradora (leilão com baixa concorrência). Carlos Piani (ex-presidente do conselho da Ambipar e da Equatorial) tornou-se presidente da Sabesp privatizada. Posteriormente, a Sabesp recomprou a EMAE da XP (após execução de dívida do Fundo Phoenix/Tanure). Há relatos de que a EMAE direcionou recursos (ex.: R$ 160 milhões em CDBs do grupo Master/Letsbank)

A denúncia levanta suspeitas de conflito de interesses, possível lesão ao erário (venda abaixo do valor de mercado, manipulação de ativos), improbidade administrativa, crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. O MP remeteu o caso à Promotoria de Patrimônio Público para análise de semelhança com outros procedimentos (sem foro privilegiado para os citados). Até o momento, está em fase inicial de análise, sem decisões ou denúncias formais divulgadas.

Resposta das partes envolvidas, Sabesp e governo de SP:

Afirmam que os processos seguiram regras de transparência, com aprovações de órgãos como Cade e Aneel. Negam conflitos de interesse diretos de Piani (que renunciou à Ambipar antes de assumir a Sabesp) e destacam auditorias independentes. A EMAE também nega irregularidades em decisões judiciais anteriores.
brasildefato.com.br

As investigações sobre o Banco Master (Operações Carbono Oculto, Compliance etc.) envolvem fraudes, lavagem de dinheiro (inclusive supostas ligações com PCC) e estão em andamento na PF, MPF, BC e CVM.


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Política

ESTAREI CONTIGO SEMPRE’ – ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma mensagem enviada pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025.

Um dia após a mensagem de Flávio, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. No dia seguinte, 18 de novembro, seu banco foi liquidado pelo Banco Central.

A frase escrita pelo hoje pré-candidato à Presidência da República é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.

Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

Os registros incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. Não há evidências nas mensagens de que Vorcaro tenha feito os outros oito pagamentos previstos para o projeto.

O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, mas teve outros intermediários, como o irmão e deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, que foi secretário da Cultura no governo Bolsonaro.

As conversas privadas e os documentos de Vorcaro revelam os profundos laços financeiros e a estreita relação entre o clã Bolsonaro e o banqueiro que se tornou o homem mais radioativo de Brasília. Flávio já havia negado tais conexões, da sua família e da extrema direita, chegando a dizer que isso era uma “narrativa falsa que o Lula tem criado”.

Quando foi noticiado, em março deste ano, que o cunhado de Vorcaro – o pastor Fabiano Zettel – havia feito uma doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio disse à CNN que isso aconteceu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”.

“Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”, afirmou o senador. Em evento da pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, dois dias antes, ele classificou o caso como um “grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país”.

Na manhã desta quarta-feira, 13, Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o financiamento de Vorcaro ao filme e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, deu uma gargalhada e se retirou de onde concedia entrevista à imprensa, próximo ao Supremo Tribunal Federal, o STF – antes, o senador havia se reunido com o ministro Edson Fachin, presidente da corte.

Flávio já havia sido contatado sobre o assunto – por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não retornou até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro também foi acionada, mas não houve resposta. Eduardo Bolsonaro e Mario Frias também não responderam aos questionamentos enviados pelo Intercept. O espaço segue aberto e, caso haja resposta, o texto será atualizado.

*Intercept


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Pesquisa

Pesquisa Quaest: aprovação do governo Lula sobe para 46%

Intenção de voto para segundo turno permanece em empate técnico, com o presidente marcando 42% e Flávio Bolsonaro 41%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta que 46% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 49% desaprovam a atual gestão. Em comparação ao levantamento de abril, houve oscilação dentro da margem de erro: a desaprovação caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%.

A Quaest realizou 2.004 entrevistas domiciliares presenciais dos dias 8 a 11 de maio com eleitores de 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03598/2026.

A pesquisa também mediu as intenções de voto em primeiro e segundo turno das eleições presidenciais. No primeiro turno, Lula assume a liderança com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 4% cada.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em abril, Lula oscilou de 37% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 32% para 33%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Para o segundo turno, permanece o cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41%. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar vão a 14%, e indecisos, 3%.

Na pesquisa anterior, realizada em abril, Flávio Bolsonaro liderava numericamente o cenário. Em março, os dois apareciam empatados com 41% cada. Segundo a Quaest, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Entre os eleitores independentes — aqueles que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo — o cenário permanece equilibrado. Nesse grupo, 31% afirmam votar em Flávio Bolsonaro, 29% em Lula e 35% dizem que não pretendem votar em nenhum dos dois.

Segundo a Quaest, a polarização entre Lula e o grupo bolsonarista concentra atualmente 72% das intenções de voto. Em eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico: o petista registra 42%, contra 41% do senador.

Aprovação do governo
O levantamento mostra melhora nos índices do governo em alguns segmentos. Entre as mulheres, por exemplo, a aprovação subiu de 45% para 48%, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 44%. Já entre os eleitores de 35 a 59 anos, a aprovação passou de 41% para 47%.

Regionalmente, o Nordeste segue como a região de maior apoio ao presidente, com 63% de aprovação. Nas demais regiões, a desaprovação permanece predominante, especialmente no Sul, onde chega a 61%. Entre os católicos, a aprovação cresceu de 49% para 55%, enquanto entre os evangélicos a desaprovação permanece elevada, atingindo 65%.

A avaliação geral do governo também apresentou leve melhora: 34% classificam a gestão como positiva, contra 31% em abril, enquanto a avaliação negativa caiu de 42% para 39%.

Questionados sobre a reeleição de Lula, 41% afirmaram que o presidente merece mais quatro anos de mandato, enquanto 55% disseram que ele não merece continuar no cargo.

A pesquisa também apontou percepção dividida em relação ao cenário político do país. Para 53% dos entrevistados, o Brasil segue na direção errada, enquanto 38% consideram que o país está no caminho certo.

Outro dado do levantamento mostra equilíbrio no sentimento de rejeição política: 44% disseram ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% afirmaram temer um novo governo Lula.

*ICL


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Política

Marqueteiro de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 650 mil por campanha do Master de ataques ao BC

O publicitário Marcello Lopes (conhecido como Marcelão), escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para coordenar a comunicação da sua pré-campanha presidencial, aparece citado como um dos estrategistas do chamado “Projeto DV” (referência a Daniel Vorcaro, do Banco Master).

Esse projeto envolvia uma campanha coordenada de ataques ao Banco Central (BC) e a servidores da instituição, investigada pela Polícia Federal no contexto das operações sobre o Banco Master.

A PF obteve documentos do plano que listam Marcelão entre os nomes da equipe.

Houve um Pix de R$ 650 mil feito em 13 de dezembro de 2025 (período de elaboração do projeto) por um dono de agência (citado como Miranda na reportagem) para a conta de Marcello Lopes.
jornaldebrasilia.com.br

Resposta de Marcelão: Ele nega participação no projeto de ataques ao BC. Afirma que o valor recebido refere-se a pagamentos atrasados por serviços e consultorias prestados anteriormente, sem relação com o “Projeto DV”.

Isso ocorre em meio ao escândalo do Banco Master (Operação Compliance Zero), que investiga Daniel Vorcaro, supostas fraudes, influência sobre o BC e doações/políticos. Flávio Bolsonaro não é investigado diretamente nesse caso específico do marqueteiro, mas o episódio gera desconforto para sua campanha, especialmente com o histórico de ligações do entorno bolsonarista com o banco (doações de aliados de Vorcaro em 2022, etc.).

A matéria da Folha traz comprovantes e documentos obtidos pela PF, tornando a informação consistente. É mais um capítulo que a oposição (principalmente PT) usa para tentar associar Flávio ao caso Master, enquanto o lado bolsonarista minimiza e cobra investigação ampla (incluindo CPI).

Segundo ele, não houve autorização para utilização de sua imagem no material. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, afirmou.


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Política

Flávio Dino cobra explicações de Tarcísio sobre suposto acordo de emendas em SP

Ministro do STF quer que governo paulista esclareça possível permuta política envolvendo orçamento estadual

O ministro Flávio Dino ampliou nesta terça-feira (12) o cerco do STF sobre a execução de emendas parlamentares e determinou que o governo de Tarcísio de Freitas apresente explicações formais sobre um suposto acordo político envolvendo a bancada federal paulista e o orçamento do Estado de São Paulo.

A decisão foi assinada no âmbito da ADPF 854, ação que acompanha o cumprimento das medidas de transparência, rastreabilidade e controle das emendas parlamentares após as decisões do Supremo sobre o chamado orçamento secreto.

No despacho, Dino determina que a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo esclareça “se houve o citado ‘acordo político’ envolvendo permuta de emendas; em que termos teria sido celebrado; se houve alguma formalização jurídica e como está sendo assegurada a transparência na destinação dos recursos públicos”.

A cobrança surgiu após manifestação apresentada pela Transparência Brasil, Transparência Internacional Brasil e Associação Contas Abertas, entidades admitidas no processo como amici curiae, de acordo com Cleber Lourenço,ICL.

Segundo a petição enviada ao STF, parlamentares da bancada federal paulista teriam destinado R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governo estadual. Em contrapartida, cada parlamentar teria recebido a possibilidade de indicar cerca de R$ 10 milhões dentro do orçamento paulista.

O despacho reproduz trecho da manifestação das entidades:

“De acordo com matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, de autoria de Daniel Weterman e Pedro Augusto Figueiredo, a bancada de parlamentares paulistas destinou R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governador e recebeu, em troca, a possibilidade de que cada parlamentar indicasse R$ 10 milhões no orçamento de São Paulo”.

As entidades sustentam que o modelo pode configurar uma tentativa de driblar as regras previstas na Lei Complementar 210/2024, aprovada justamente para limitar a fragmentação política das emendas de bancada.

O próprio despacho destaca o que determina a legislação:

“as emendas de bancada estadual de que trata o § 12 do art. 166 da Constituição Federal somente poderão destinar recursos a projetos e ações estruturantes para a unidade da Federação representada pela bancada, vedada a individualização de ações e de projetos para atender a demandas ou a indicações de cada membro da bancada”.

Segundo as entidades, o mecanismo utilizado em São Paulo teria transformado uma emenda coletiva em uma espécie de distribuição informal de cotas parlamentares.

O documento reproduz outro trecho da petição afirmando que:

“as indicações dos parlamentares paulistas se orientam a projetos e ações específicas, de modo que o acordo celebrado constitui uma tentativa de burla à vedação ao rateio e à individualização das emendas de bancada”.

As entidades também apontam falhas relacionadas à transparência e rastreabilidade dessas verbas.

Segundo o documento apresentado ao STF, o painel de acompanhamento atualmente disponível em São Paulo:

“traz baixa qualidade e não padroniza o descritivo do objeto”.

A manifestação também afirma que o sistema:

“não disponibiliza o CNPJ do beneficiário”;

“não apresenta interoperabilidade com outros sistemas, como URL que remeta à íntegra do convênio, do plano de trabalho e da prestação de contas”;

e ainda “não disponibiliza o número do convênio firmado com recursos da emenda”.

Entre os problemas apontados pelas entidades estão:

ausência de padronização dos objetos financiados;
dificuldade de rastrear beneficiários finais;
falta de integração entre sistemas;
ausência de transparência sobre convênios e prestação de contas;
e obstáculos para acompanhamento público da execução das verbas.
Embora não faça juízo definitivo sobre eventual irregularidade, Dino transforma o caso paulista em um dos principais focos da nova etapa de monitoramento das emendas parlamentares.


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Política

Para Flavio, Ciro Nogueira foi de vice ideal a encosto radioativo

Flavio Bolsonaro elogiou Ciro Nogueira publicamente como seu “vice ideal” ou “vice dos sonhos”, destacando credenciais como lealdade ao Bolsonaro pai, origem nordestina, comando do PP (partido forte) e perfil para compor chapa. Isso foi dito em entrevistas recentes (antes da operação da PF).

Poucos dias depois, veio a operação da Polícia Federal (fase do Caso Master/Banco Master), com buscas e apreensões envolvendo Ciro Nogueira por suspeitas de propina/mesada de centenas de milhares de reais do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o banco. Aí o discurso mudou: Flávio falou que foi só “cortesia”, que as acusações são graves, que não respondeu por atos de aliados e que agora prefere uma vice mulher com experiência.

Por que o “encosto radioativo”?

Timing ruim: A operação explodiu no meio das costuras para 2026. PP ainda é relevante (federação com União Brasil, base no Congresso), mas Ciro virou peso morto.

Flávio e outros (como Tarcísio) se descolaram rápido para evitar sangria na pré-campanha.

É o clássico da política: aliado vira “encosto” quando a PF bate à porta. Ciro era estratégico. Nordeste + máquina partidária, mas corrupção alegada vira veneno eleitoral. Flávio está em modo dano controlado — priorizando imagem de “novo” e evitando carregar investigados. A ver se o PP aguenta o tranco ou se rola realinhamento. Política 2026 já está quente.

Seja como for, para a campanha de Flavio, Ciro Nogueira, agora, é uma bactéria do detergente Ypê que faz a população se afastar dessa prateleira no mercado eleitoral.


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Brasil Mundo

Lula é destaque em Nova York, Flavio é ignorado, No Brasil, bolsonaristas tomam porre de detergente Ypê

Durante a Brazilian Week (semana de eventos com bancos, empresas e organizações brasileiras), em uma conferência fechada para investidores na sede da BlackRock em Nova York, o analista Aitor Jauregui — responsável pela América Latina da maior gestora de ativos do mundo — avaliou que o presidente Lula (PT) deve se reeleger em 2026.

Razões citadas: Otimismo com os dados econômicos do Brasil. Jauregui destacou que a economia ainda pesa na decisão do voto e que é “difícil tirar a vitória” do atual presidente.

Flávio Bolsonaro: Não foi mencionado nem por Jauregui, nem pelos outros participantes (incluindo Chis Garman, da consultoria Eurasia, que também traçou cenário positivo para Lula, inclusive na relação com Donald Trump).

A BlackRock administra trilhões de dólares em ativos e suas visões influenciam o mercado global, mas trata-se de uma análise interna em evento fechado, baseada em indicadores econômicos atuais — não de uma previsão infalível.

Isso reflete a visão de parte do mercado financeiro internacional: estabilidade macro, números recentes da economia e o encontro recente Lula-Trump ajudam a percepção do incumbente.


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Bolsonaro deveria responder por crime contra a humanidade na pandemia, diz Lula

O presidente sancionou a lei que institui o 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19; a data faz referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020

Ao sancionar nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os responsáveis pelas mortes no Brasil durante a pandemia da Covid-19 não podem ser esquecidos.

A data escolhida simbolicamente é o dia 12 de março, referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020.

Lula afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ministros da Saúde deveriam ser denunciados por crime contra a humanidade, pois, se tivessem agido conforme as orientações médicas e científicas, poderiam ter evitado, no mínimo, 400 mil das 700 mil vidas perdidas em decorrência do coronavírus no país.

Leia também: STF prorroga investigação de Bolsonaro com base na CPI da Covid-19

“Muitas vezes a fala dele na televisão era a demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto, pelo menos teria de ouvir quem sabe. E o que reivindicava-se naquela época? Que ele montasse um comitê de especialistas, que ouvisse os principais cientistas brasileiros para que o Estado pudesse ter uma orientação no trato com a sociedade brasileira”, lembra o presidente, referindo-se a Bolsonaro.

Ele questionou por que as entidades médicas não abriram processos contra o presidente, os ministros e os médicos que foram para a imprensa defender o uso do medicamento cloroquina contra a doença.

Também resgatou fala do ex-presidente no dia 9 de dezembro de 2020: “A pandemia está chegando ao fim e um pequeno repique pode acontecer, mas a vacina não se justifica, você vai inocular algo em você”.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos EUA tentando pregar um golpe no Brasil”, diz Lula.

Segundo ele, a iniciativa da lei reforça a importância da memória coletiva. “Reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da vida, da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ressalta a necessidade da escuta atenta aos especialistas. Uma escuta que, se fosse adotada naquele período, poderia ter evitado milhares de mortes”, afirma.

Por isso, diz o presidente, o governo valoriza e incentiva a vacinação. “Ampliamos o acesso à imunização. Intensificamos o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Como resultado, nos últimos três anos, revertemos a queda nas coberturas vacinais. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas e interrompeu a sequência de quedas observada até 2022”, explica. Vermelho.


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Política

Sururu entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro é tempestade perfeita em prol do PT em São Paulo

Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, espinafrou Eduardo Bolsonaro e revelou coruupção no governo de seu pai, do qual Salles era parte, após Eduardo apoiar André do Prado (PL, presidente da Alesp e ligado a Valdemar Costa Neto) como nome para o Senado na chapa associada a Tarcísio de Freitas.

Salles chamou Eduardo de “burro”, “bravateiro”, acusou-o de ter “falado um monte de merda” nos EUA (incluindo no caso do tarifaço americano), de ter contribuído retoricamente para as prisões do 8 de janeiro e de ter se exilado voluntariamente. Também atacou Valdemar/PL por suposta influência do “Centrão fisiológico” e corrupção passada em Transportes.

Eduardo rebateu, chamando Salles de “incontrolável” e jogando contra-ataques pessoais (inclusive sobre supostos pedidos de “mamata” ou cargos). Isso expõe rachas claros: bolsonarismo raiz vs. ala mais institucional/pragmática (Tarcísio + PL), e Novo tentando se posicionar como “direita pura”.

Simplesmente porque Salles, ex-ministro passador de boiada de Bolsonaro, afirmou com todas as letras que havia uma roubalheira no Ministério dos Transportes, DENIT no governo de Bolsonaro.

É alguém de dentro que destampou o esgoto de um governo absolutamente corrupto, que vivia gritando “acabou a corrupção!”.

Eduardo, para entornar mais o caldo, acusou Salles de votar a favor do PL das fake news e arrematou de voleio, “traiu em 2022, vai trair em 2026.

O furdunço mostrou potencial para rachar a base com a Jovem Pan fazendo enquete e tudo. Grupo de Salles vs grupo de Eduardo Bolsonao quase saem no braço, precisando que a PM interviesse para o riscafaca não terminasse em morte.

O fato é que, se tem racha em são Paulo, tem racha nacional, porque SP é o maior colégio eleitoral do Brasil, mais que isso, quem hoje cola com Salles, não panfleta para Flavio e vice-versa.

agro põe dinheiro na campanha de Salles e Faria Lima, bolsonarista casa pouco para acampanha de Flavio.

Enquanto eles brigam, Haddad caminha em São Paulo como adulto na sala. Lula, agradece.

Numa conta fria, curta e grossa: Flavio precisa de 70% em São Paulo para compensar o Nordeste de Lula. Se racha entre Eduardo e Salles continuar produzindo erosão, Flavio perde 1,1 pp nacional, Lula pula de 49,4% para 50,5% válidos.

A prgunta é óbvia, por que Flavio não intervém? Se escolher Eduardo, perde agro e Salles leva a base. Se escolher Salles, perde raiz bolsonarista, apanha do pai e, consequentemente, do bolsonarismo terra plana. Se não escolher, vira o fraco diante do povo e apanha dos dois lados.

Ou seja, Flavio está num mato sem cachorro, por isso mudo, e mudez na direita é igual à traição.


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