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Diálogo entre Lula e Putin defende uso do BRICS em prol da Venezuela

Ambos os líderes, que acreditam no papel do bloco para auxiliar a América Latina, se comprometeram a manter esforços em prol da soberania da Venezuela

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, coincidiram em sua análise da situação na Venezuela, de acordo com um breve comunicado do Kremlin sobre a conversa telefônica que mantiveram nesta quarta-feira (14), por iniciativa do governante brasileiro.

Ambos os líderes, segundo a nota oficial russa, “respaldaram a necessidade de garantir a soberania do Estado e os interesses nacionais da República Bolivariana da Venezuela”.

Esta é a primeira vez que Putin — que reapareceu em público na última segunda-feira (12), após duas semanas de festividades de fim de ano — se refere de maneira indireta, por meio de seu serviço de imprensa, ao que acontece no país sul-americano, depois que o presidente Nicolás Maduro foi retirado de forma ilegal e levado aos Estados Unidos.

“Os líderes trocaram opiniões sobre a atualidade internacional, com especial atenção à situação na Venezuela”, assinalou o Kremlin no comunicado.

O texto acrescenta que ambos os mandatários “acordaram continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da Organização das Nações Unidas e por meio do Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões do mundo”.

Lavrov comenta liderança de Delcy Rodríguez
Horas antes do comunicado, o chanceler Serguei Lavrov destacou as medidas que a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, está adotando para defender a soberania nacional.

“Observamos com grande interesse, preocupação e simpatia como as autoridades venezuelanas defendem seus direitos e sua independência, ao mesmo tempo em que demonstram flexibilidade e expressam sua disposição para dialogar com os Estados Unidos, caso essa comunicação tenha forma e conteúdo baseados nos princípios de igualdade e respeito mútuos, bem como na rejeição aos métodos unilaterais de imposição na política e, especialmente, à influência por meio do uso da força”, afirmou Lavrov.

Para o chefe da diplomacia russa, os Estados Unidos cometeram “uma operação ilegal” ao sequestrar o presidente Maduro, “avaliação compartilhada pela esmagadora maioria dos países do Sul Global e do Oriente”.

“Somente os europeus ocidentais e outros aliados de Washington procuram, constrangidos, não criticar o presidente estadunidense, Donald Trump, embora no fundo todos compreendam que se trata de uma gravíssima violação do direito internacional”, sustentou.

Segundo Lavrov, “o que vemos no cenário internacional evidencia não uma tentativa isolada, mas toda uma política de nossos colegas estadunidenses para destruir o sistema que, ao longo dos anos, foi sendo construído com a própria participação deles”.

“Refiro-me não apenas às estruturas das Nações Unidas, mas também aos princípios do modelo de globalização que os próprios Estados Unidos tentaram implantar, recorrendo a slogans como liberdade de mercado, concorrência justa, inviolabilidade da propriedade e muitos outros que ‘se evaporaram’, como costuma se dizer”, ressaltou o diplomata.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia concluiu: “Não posso prever o que vai acontecer na Venezuela, mas, na etapa atual, vemos que as autoridades bolivarianas defendem suas prioridades nacionais e demonstram clara intenção de participar das relações internacionais em pé de igualdade, precisamente como um Estado soberano e independente”.

“Inquebrantável solidariedade” à Venezuela
Na última terça-feira (13), a chancelaria russa também emitiu um comunicado a favor de Delcy Rodríguez como presidenta encarregada da Venezuela. A nomeação, segundo a declaração:

“Mostra a determinação do governo bolivariano de garantir a unidade e preservar a estrutura vertical do poder estabelecida de acordo com a legislação nacional, conter o risco de uma crise constitucional e criar as condições necessárias para o desenvolvimento pacífico e estável da Venezuela frente às flagrantes ameaças neocoloniais e à agressão armada vinda do exterior.”

Rússia “saúda os esforços das autoridades oficiais desse país para proteger a soberania e os interesses nacionais”, ao mesmo tempo em que “reafirma sua inquebrantável solidariedade com o povo e o governo da Venezuela”. Da mesma forma, “defende com firmeza o direito da Venezuela de decidir seu próprio destino sem nenhum tipo de nefasta ingerência externa”.

A nação russa, nesse sentido, exige “a desescalada da situação atual” e pede que se “resolva qualquer problema por meio do diálogo construtivo e do respeito às normas do Direito Internacional”, sobretudo à Carta da Organização das Nações Unidas.

Também deseja êxito à presidenta encarregada na solução das tarefas que a República Bolivariana enfrenta e ratifica a disposição de “seguir prestando o apoio que a amistosa Venezuela requeira”.

Por fim, o texto do Ministério das Relações Exteriores da Rússia conclui ressaltando que a América Latina e o Caribe “devem continuar sendo uma zona de paz” e sustenta que todos os países da região “merecem ter como garantia a possibilidade de escolher a via de desenvolvimento soberano”.

Putin e o papel da Rússia na questão venezuelana
Até a última quarta-feira (14), Putin não havia dedicado ações públicas sobre a situação na Venezuela. No entanto, delegou à chancelaria russa a tarefa de transmitir, por meio de quatro comunicados desde 3 de janeiro, a posição da Rússia de condenação à agressão armada e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A postura do titular do Kremlin, segundo analistas, possivelmente se daria por comportamentos hostis de Trump em relação à nação russa. O primeiro foi afirmar que não acredita que tenha ocorrido qualquer ataque com “91 drones” contra a residência de Putin — o mandatário estadunidense deu a declaração dias após demonstrar indignação pelo relato feito por telefone pelo próprio presidente russo, que responsabilizou os ucranianos.

O episódio mais recente foi o cartaz publicado nas redes sociais na segunda-feira (12), pelo Departamento de Estado, com uma fotografia do republicano e uma eloquente inscrição em russo: “Não brinquem com Trump.”

Nas redes sociais russas, defensores da política do Kremlin sugerem que o sequestro de Maduro seria resultado de um pacto entre Putin e Trump, que teriam trocado a Venezuela pela Ucrânia. No entanto, no outro extremo, no mesmo dia em que o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, participaram pela primeira vez da Conferência de Aliados da Ucrânia, em Paris, não são poucos os que se perguntam o que a Rússia ganharia com um acordo que beneficia apenas os Estados Unidos.

Apontam, entre outras consequências negativas, que a queda de Maduro deixa no limbo os 17 bilhões de dólares que Moscou investiu em projetos petrolíferos na Venezuela e em fornecimento de armamentos não pagos; pode provocar uma queda do preço internacional dos hidrocarbonetos quando Washington passar a controlar a indústria petrolífera venezuelana, afetando a principal fonte de financiamento da operação russa na Ucrânia; e põe em xeque a credibilidade dos acordos estratégicos firmados com o Kremlin, que pressupõem assistência militar recíproca em caso de agressão e que, até o momento, não foram aplicados na Armênia, na Síria, no Irã e, agora, na Venezuela.

*Diálogos do Sul


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Mundo

Trump, em Davos, humilha europeus, ataca imigração e reitera tomada da Groenlândia

Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Europa está “indo na direção errada” e fez duras críticas às políticas de imigração adotadas no continente. Segundo ele, decisões tomadas ao longo da última década estariam enfraquecendo países europeus, quando, em sua visão, o Ocidente precisaria de aliados fortes.

Trump declarou que os Estados Unidos buscam “negociações imediatas” para discutir a aquisição da Groenlândia, apesar de o governo da Dinamarca já ter afirmado que o território semiautônomo não está à venda.


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Cotidiano

Técnicas agiam como “guardas” para ajudar apontado como assassino a aplicar desinfetantes em pacientes

Segundo a polícia, as duas técnicas atuavam como verdadeiras “guardas”

Presas por suspeita de participação em um esquema criminoso que resultou na morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, as técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, são apontadas pela Polícia Civil do DF (PCDF) como coniventes com as ações do técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo Metrópoles. Segundo a polícia, as duas técnicas atuavam como verdadeiras “guardas”, garantindo que Marcos Vinícius realizasse aplicações intravenosas letais sem ser flagrado por outros profissionais de saúde.De acordo com o delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, Marcos Vinícius era quem aplicava diretamente a substância nas vítimas. Para viabilizar a ação, Amanda e Marcela faziam a vigília dos corredores da UTI e, em alguns casos, se posicionavam à frente do braço do paciente, impedindo que terceiros visualizassem o procedimento no leito.Inicialmente, ambas negaram qualquer participação nos crimes durante interrogatório. No entanto, Marcela Camilly acabou confessando a coautoria após ser confrontada com imagens do circuito interno de câmeras do hospital. Amanda, por sua vez, manteve a versão de que acreditava se tratar de aplicações de medicamentos regulares.

A investigação detalhou a dinâmica do esquema criminoso. Segundo a polícia, Marcos Vinícius acessava o sistema interno do hospital utilizando logins de pelo menos dois médicos. De acordo com o 247, a partir disso, prescrevia de forma irregular uma medicação pura, gerava uma receita falsa e se dirigia à farmácia para retirar a substância. Em seguida, escondia o material no jaleco e se encaminhava até os leitos da UTI, onde encontrava as técnicas para a execução da aplicação.

Marcela afirmou que não sabia qual substância estava sendo aplicada. Amanda declarou que supunha se tratar de medicamentos comuns, mas confirmou que não questionou Marcos Vinícius sobre o fármaco administrado nos pacientes.

Para a diretora do Instituto de Medicina Legal (IML), Márcia Reis, a alegação de desconhecimento não se sustenta diante da formação técnica das envolvidas e do ambiente em que atuavam. Segundo ela, profissionais que trabalham em UTI dominam os protocolos e conhecem os efeitos das substâncias utilizadas.“Eles aplicaram de uma forma irregular e inadequada, não controlada. Então eles com certeza sabiam os efeitos potenciais dessa medicação”, afirmou.

]Os três técnicos de enfermagem estão presos temporariamente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva, a depender do avanço das investigações. A Polícia Civil apura, ainda, a motivação dos crimes, que segue sem esclarecimento.

De acordo com a apuração, as vítimas seriam João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.O trio poderá ser indiciado por homicídio doloso qualificado, por meio insidioso e com impossibilidade de defesa das vítimas, já que os pacientes estavam inconscientes e intubados no momento em que receberam a substância. A pena prevista pode variar de 12 a 30 anos de prisão para cada morte atribuída ao grupo.


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Brasil Mundo

Lobby protecionista vence e Parlamento Europeu bloqueia ratificação de acordo com Mercosul

Por apenas dez votos de diferença, deputados aprovaram acionar a Corte de Justiça da Europa para examinar pacto em processo que pode demorar 18 meses.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é bloqueado, após uma forte pressão de movimentos agrícolas e protecionistas do Velho Continente. Nesta quarta-feira (21), em Estrasburgo, o Parlamento Europeu aprovou uma decisão para exigir que, antes de um voto de ratificação, o acordo seja levado para a Corte de Justiça da Europa. Na prática, isso significará que o processo de aprovação do tratado pode ser adiado para meados de 2027.

Um alto funcionário do governo brasileiro não escondeu a frustração. “Isso enterra o acordo”, alertou o negociador ao ICL Notícias. O resultado é também considerado como uma dura derrota para a Comissão Europeia, liderada por Ursula Van der Leyen. Nas redes sociais, a liderança do bloco apenas “lamentou” a decisão, enquanto eurodeputados favoráveis ao acordo alertaram que a medida para protelar o pacto era “irresponsável”.

A poderosa Associação de Veículos da Alemanha, interessada em exportar mais para os mercados do Brasil e Argentina, também criticou a decisão.

“Existe um risco real de que os Estados do Mercosul percam a paciência com a UE neste caso, comprometendo o acordo como um todo”, afirmou a entidade.

Os fabricantes alemães querem, agora, que Bruxelas opte por seguir com a implementação provisória do acordo, enquanto espera pela decisão final da Corte de Justiça. Essa opção jurídica existe. Mas tal manobra teria um elevado custo político para a Comissão Europeia que já vive uma situação de profunda fragilidade.

Reunidos em frente ao Parlamento Europeu, os agricultores explodiram em festa ao saberem do resultado. “Podemos nos orgulhar. Estamos exaustos, trabalhamos neste assunto durante meses e meses, anos”, disse Quentin Le Guillous, Secretário Geral dos Jovens Agricultores.

O chefe da diplomacia da França, Jean-Noël Barrot, também comemorou. “A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso”, acrescentou. “A luta continua para proteger nossa agricultura e garantir nossa soberania alimentar”, insistiu.

Caberá aos tribunais europeus examinar se, primeiro, o pacto não viola os tratados da UE. Nas horas que antecederam ao voto, mais de mil tratores cercaram o Parlamento.

O pacto comercial, depois de 25 anos de negociações, foi assinado no último final de semana em Assunção, no Paraguai. O fim do processo foi comemorado por governos sul-americanos e pela Comissão Europeia como uma resposta ao desmonte do multilateralismo promovido por Donald Trump.

Mas sua assinatura não representou sua entrada em vigor. A França não havia dado sua chancela ao processo e, nos bastidores, apoiou parlamentares europeus a frear a ratificação.

Assim, uma proposta feita por cinco grupos políticos representando 21 nacionalidades diferentes, mais de 150 eurodeputados declararam que “a Comissão Europeia ultrapassou o seu mandato ao dividir o acordo entre as suas vertentes comercial e política, a fim de contornar a aprovação dos parlamentos nacionais durante o processo de ratificação”.

A ala protecionista precisava de uma maioria simples de votos, o que foi obtido por apenas dez votos de diferença. A ala protecionista obteve 334 votos, contra 324 apoios pelo acordo. Onze deputados ainda optaram por se abster.

Até que a Corte examine o tratado, isso congelará qualquer ratificação por pelo menos dezoito meses.

O voto nesta quarta-feira ainda gerou um fato raro: todos os 81 eurodeputados franceses, da extrema esquerda à extrema direita, apoiaram a ideia do encaminhamento da questão ao Tribunal de Justiça da União Europeia.

Para pressionar os deputados, o setor agrícola europeu passou a hostilizar a produção brasileira na opinião pública. Com medo de perder apoio eleitoral, muitos parlamentares optaram por não sair em defesa do tratado com o Mercosul.

Antes do voto, o líder do PPE (movimento de centro-direita), o eurodeputado alemão Manfred Weber, descreveu o pacto de livre comércio com o Mercosul como um “acordo anti-Trump”. Os defensores do acordo esperavam que as ameaças do presidente americano convencessem aqueles que hesitam sobre a necessidade urgente de encontrar novos parceiros comerciais.

Na extrema direita, porém, houve um racha. O partido polonês PiS apoiou bloquear a aprovação do acordo, enquanto os italianos do Fratelli d’Italia optaram por um apoio ao Mercosul.

Embora o Tribunal certamente leve muitos meses para chegar a uma decisão, a Comissão Europeia poderia anular a sentença entretanto. Os tratados europeus permitem a aplicação provisória do acordo caso a ratificação seja adiada. Mas, neste caso, uma batalha política sem precedentes seria aberta na Europa.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia e dólar mais fraco

Em Davos, Christiane Langarde afirmou que as ameaças de tarifas sobre Groenlândia cria incerteza para empresas da UE e dos EUA

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (20) em meio a ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia. De acordo com a CNN, o enfraquecimento do dólar frente a outras moedas também deu suporte aos preços da commodity.

Nesta terça, o petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 1,71% (US$ 1,02), a US$ 60,36 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse nesta terça-feira que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump estão sendo usadas como “chantagem” e que a população da ilha ártica e suas autoridades precisam começar a se preparar para uma possível invasão militar.

Autoridades e parlamentares da Alemanha passaram a debater sobre um imposto digital contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em resposta às novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump ligadas à Groenlândia. Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o governo dos EUA voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco.

Ainda no radar geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, cortando a energia externa da usina nuclear de Chernobyl.

A queda do dólar também deu suporte aos preços, segundo o ING, já que uma moeda americana mais fraca pode impulsionar a demanda por petróleo ao tornar as compras denominadas em dólar mais baratas.


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Cotidiano

“Frieza total”, diz delegado sobre técnicos presos por mortes em UTI

Marcos Vinícius, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva também negaram, inicialmente, qualquer envolvimento nos crimes

Os técnicos de enfermagem presos sob suspeita de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstraram “frieza total” quando prestaram depoimento após suas prisões.

Segundo o delegado da Polícia Civil (PCDF) Maurício Iacozzilli, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva (todos na foto em destaque), 22, também negaram inicialmente qualquer envolvimento com os crimes.

“O Marcos disse que tinha apenas seguido a receita passada pelo médico. Quando mostramos as filmagens, ele disse que ‘realmente tinha feito aquilo‘, mas não deixou claro qual foi a motivação”, explicou o delegado.

De acordo com o Metrópoles, Marcela procedeu da mesma maneira. No interrogatório, ela disse que não sabia o que estava aplicando e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo.

De acordo com o delegado Wisllei Salomão, Marcela estava em seu primeiro emprego e era treinada por Marcos.

Já a técnica Amanda negou a participação. A profissional alegou supor que Marcos aplicava medicamentos normais, mas confirmou que não lhe perguntou qual fármaco ele estava ministrando.

Segundo Iacozzili, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta no momento da aplicação e ficando na frente do paciente.

Além disso, Amanda não trabalhava na área de UTI do hospital. “Ela não devia nem estar ali junto, ela trabalhava em outro setor. Contudo, ela tinha uma relação de amizade com Marcos, de muitos anos”, contou Salomão.

Já a técnica Amanda negou a participação. A profissional alegou supor que Marcos aplicava medicamentos normais, mas confirmou que não lhe perguntou qual fármaco ele estava ministrando.

Segundo Iacozzili, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta no momento da aplicação e ficando na frente do paciente.

Além disso, Amanda não trabalhava na área de UTI do hospital. “Ela não devia nem estar ali junto, ela trabalhava em outro setor. Contudo, ela tinha uma relação de amizade com Marcos, de muitos anos”, contou Salomão.
Entenda o caso

A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e

Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.

A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Fraude e parada cardíaca

Salomão detalhou também como o processo das aplicações era feito. Segundo o delegado, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos, então, dirigia-se aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação.

Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ao receberem a substância aplicada na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe.

O Metrópoles apurou que o trio teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.

“Frieza total”, diz delegado sobre técnicos presos por mortes em UTI – destaque galeria

João Clemente Pereira tinha 63 anos

Outra vítima do trio foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.


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Mundo

Trump ameaça França, diz que ‘não há volta’ sobre Groenlândia e posta foto anexando Canadá e Venezuela

O presidente dos EUA ainda chamou decisão de Londres de ‘grande estupidez’ e anunciou reunião com líderes europeus nesta semana em Davos

Numa onda de ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na madrugada desta terça-feira (20) que irá colocar impostos de 200% sobre o vinho francês caso Emmanuel Macron não aceite aderir ao seu ‘Conselho da Paz’. Ele ainda criticou o Reino Unido e postou nas redes sociais fotos anexando Groenlândia, Canadá e Venezuela.

Trump confirmou que irá se reunir com líderes nesta semana na cidade suíça de Davos para tratar de seu desejo de tomar o território dinamarquês. Mas já avisou que não pensa em desistir.

“Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça”, disse.

“Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás”, alertou.

“Nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo – e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”, completou.

Minutos depois, ele publicou nas redes sociais uma mensagem por telefone enviada por Emmanuel Macron, presidente da França. Nela, o francês indicava que poderia organizar uma cúpula especial do G7. Mas alertava: “não estou entendendo o que você está fazendo (sobre a Groenlândia)”.

No início da semana, ele chegou a escrever uma carta ao governo da Noruega sugerindo que foi a decisão de Oslo de não lhe dar o prêmio Nobel da Paz que teria motivado os EUA a defender apenas o seu interesse.

Ataques contra a França
Ainda nos EUA, Trump afirmou que a recusa da França de fazer parte de seu ‘Conselho de Paz’ não será tolerado.

“Eu vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa”, disse Trump, que ainda menosprezou Macron ao dizer que ele está no final de seu governo. “Ninguém sequer quer encontrá-lo”, afirmou o americano.

Trump convidou cerca de 60 países para fazer parte de seu projeto que tem como objetivo rivalizar com a ONU e ser o novo centro de decisões do mundo. Mas a estrutura prevê que apenas os EUA teriam o poder de veto, desmonta o sistema multilateral e coloca Trump como autoridade máxima.

Na segunda-feira, Paris sinalizou que irá declinar o convite, postura que também deve ser adotada pelo Brasil. As novas ameaças de Trump foram qualificadas pelos franceses como “inaceitáveis”.

Deboche do Reino Unido
Trump ainda criticou a posição de Londres em relação à devolução de territórios que, hoje, contam com bases americanas.

“Chocantemente, nosso “brilhante” aliado da OTAN, o Reino Unido, está planejando ceder a ilha de Diego Garcia, onde se encontra uma base militar vital dos EUA, para Maurício, e fazer isso SEM NENHUM MOTIVO”, disse.

“Não há dúvida de que a China e a Rússia perceberam esse ato de total fraqueza. Essas são potências internacionais que só reconhecem a FORÇA, e é por isso que os Estados Unidos da América, sob minha liderança, são agora, após apenas um ano, respeitados como nunca antes”, afirmou.

“O Reino Unido ceder terras extremamente importantes é um ato de GRANDE ESTUPIDEZ e é mais um na longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia precisa ser adquirida. A Dinamarca e seus aliados europeus precisam FAZER A COISA CERTA”, completou.

Fotos de mapas e exposição de conversas
Durante a madrugada, Trump ainda postou duas fotos. Uma delas mostra os mapas do Canadá, Groenlândia e da Venezuela pintados com a bandeira dos EUA, enquanto ele recebe líderes europeus no Salão Oval.

Em outra, ele finca uma bandeira dos EUA no território da Groenlândia.

Durante a madrugada, Trump ainda colocou em suas redes sociais prints de mensagens de líderes estrangeiros, entre eles o de Mark Rutte, chefe da OTAN. No texto laudatório ao americano, o europeu prometia que iria encontrar uma forma para lidar com a Groenlândia e se mostra submisso aos interesses da Casa Branca.

*Jamil Chade/Uol


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Mundo

Recorde: China investe R$ 3 trilhões em inovação e lidera transição energética global em 2025

Intensidade de gastos em pesquisa atinge 2,8% do PIB, superando média da OCDE; manufatura de alta tecnologia cresce 9,4%

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A China investiu 3,9262 trilhões de yuans (R$ 3 trilhões) em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) experimental em 2025, informou nesta segunda-feira (19), o diretor do Escritório Nacional de Estatísticas, Kang Yi. A cifra representa um aumento de 8,7% em relação aos 3,613 trilhões de yuans (R$ 2,7 tri) de 2024. A intensidade de gastos (proporção do PIB investido em P&D) foi de 2,8% do PIB, crescimento de 0,12 ponto percentual em relação aos 2,68% de 2024, e superando pela primeira vez a média dos países da OCDE.

De acordo com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, o índice de inovação da China entrou pela primeira vez entre os dez primeiros do mundo. Durante o 14º Plano Quinquenal (2021-2025), o investimento total em P&D cresceu a uma taxa média anual de 10%, com a intensidade aumentando 0,44 ponto percentual ao longo dos cinco anos.

“A China alcançou sucessos frequentes em campos de ponta, como inteligência artificial, tecnologia quântica e interfaces cérebro-computador, com o surgimento de diversas conquistas importantes em pesquisa científica”, destacou Kang Yi em coletiva de imprensa sobre o desempenho econômico de 2025. O voo inaugural bem-sucedido do veículo aéreo não tripulado “Jiutian”, o lançamento da missão “caça-estrelas” do Tianwen-2 e o trem de alta velocidade CR450 estabelecendo novo recorde de “velocidade chinesa” são alguns dos exemplos dos avanços científicos e tecnológicos do país.

Nova qualidade das forças produtivas impulsionam manufatura avançada
O valor agregado da manufatura de alta tecnologia cresceu 9,4% em 2025, representando 17,1% do valor agregado das indústrias acima do porte designado, segundo o diretor do Departamento de Estatísticas Econômicas Gerais, Fu Linghui. O setor de fabricação de equipamentos alcançou participação de 36,8%, aumento de 2,2 pontos percentuais.

“Robôs humanoides passaram de aparecer no palco do Festival da Primavera para participar de competições e agora estão entrando em fábricas em unidades organizadas”, exemplificou Kang Yi ao destacar o avanço das forças produtivas de nova qualidade. A produção de robôs industriais cresceu 28%, e a de drones civis aumentaram 37,3%.

A fabricação de circuitos integrados registrou crescimento de 26,7%, enquanto dispositivos optoeletrônicos avançaram 18,8%. A produção de chips de memória cresceu 22,8% e servidores 12,6%, impulsionada pelo desenvolvimento de inteligência artificial.

O valor agregado da indústria de manufatura de produtos digitais cresceu 9,3%, contribuindo com 20,3% para a taxa de crescimento geral das indústrias acima do porte estipulado. A produção de equipamentos para estações base de comunicação móvel aumentou 13,5%, enquanto smartphones 5G cresceram 12,5%.

Transição energética avança

No ano passado, pela primeira vez, a capacidade instalada de energia eólica e solar ultrapassou pela primeira vez a de energia termoelétrica, segundo o diretor do Departamento de Estatísticas de Energia, Hu Hanzhou. A proporção de energia não fóssil no consumo total aumentou cerca de 2 pontos percentuais, superou o petróleo e se tornou a segunda maior fonte de energia.

A geração de energia a partir de fontes renováveis – hidrelétrica, nuclear, eólica e solar – por empresas de grande porte (com receita operacional anual principal igual ou superior a 20 milhões de yuans ou R$ 15,4 milhões) atingiu 3.421,3 bilhões de quilowatts-hora, crescimento de 8,8%, representando 35,2% da geração total, aumento de 2,1 pontos percentuais. A geração solar avançou 24,4%, enquanto a eólica cresceu 9,7%.

A capacidade instalada mede o potencial máximo de geração de energia em um determinado momento (em quilowatts), enquanto a geração de energia refere-se à eletricidade efetivamente produzida em um período (em quilowatts-hora); a primeira representa a capacidade disponível, a segunda o resultado concreto da produção.

“A capacidade instalada de armazenamento de novas energias ultrapassou 100 milhões de quilowatts, representando mais de 40% da capacidade global e ocupando o primeiro lugar mundial”, afirmou Hu Hanzhou.

Tanto a produção anual quanto o volume de vendas anuais de veículos de nova energia ultrapassaram, cada um, a marca de 16 milhões de unidades, mantendo o primeiro lugar mundial pelo 11º ano consecutivo. A produção de baterias de íon-lítio para automóveis cresceu 41,7%, e as estações de carregamento aumentaram 11%. A produção de geradores para turbinas eólicas avançou 48,9% e carbonato de lítio 57,1%.

Estimativas preliminares indicam que após excluir do cálculo o consumo de energia usado como matéria-prima e o consumo de fontes não fósseis, o consumo de energia por unidade de PIB caiu mais de 5%.”

Esse indicador mede quanta energia é necessária para produzir riqueza. Sua redução indicaria maior eficiência energética. Nesse caso, também são excluídos os combustíveis como matéria-prima, como por exemplo o petróleo para fabricação de plástico, e as energias renováveis.

Setor de serviços lidera contribuição ao crescimento
O setor de serviços registrou valor agregado de 80,9 trilhões de yuans ou R$ 60,68 trilhões, crescimento de 5,4%, contribuindo com 61,4% para o crescimento econômico nacional, segundo o diretor do Centro de Pesquisa do Setor de Serviços, Peng Yongtao. A participação do setor no PIB alcançou 57,7%, aumento de 0,9 ponto percentual.

O valor agregado da transmissão de informações, software e serviços de tecnologia da informação cresceu 11,1%, enquanto leasing e serviços empresariais avançaram 10,3%. Esses dois setores representaram 9,6% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual.

As vendas no varejo de serviços aumentaram 5,5%, superando em 1,7 ponto percentual o crescimento das vendas de mercadorias. “O consumo dos residentes está passando de um foco primário em bens para um equilíbrio entre bens e serviços”, explicou Kang Yi. O gasto per capita com consumo de serviços representou 46,1% do gasto total de consumo.

De janeiro a novembro, a receita operacional de empresas de grande porte nos setores de serviços emergentes estratégicos e nos setores de serviços de alta tecnologia aumentou 9,9% e 8,6%, respectivamente. Os serviços de comércio eletrônico e P&D mantiveram crescimento de dois dígitos, com aumentos de 14,1% e 10,5%.

As vendas online no varejo cresceram 8,6%, impulsionadas por novos modelos como comércio eletrônico por transmissões ao vivo e varejo instantâneo. O volume de transações de e-commerce por transmissões ao vivo aumentou 11,3%.

Desafios estruturais e perspectivas para 2026
Apesar dos avanços, as autoridades reconheceram desafios persistentes. “O impacto das mudanças no ambiente externo está se aprofundando, a contradição entre a forte oferta e a fraca demanda é evidente internamente”, admitiu Kang Yi, destacando riscos ocultos em áreas-chave.

O Índice de Preços ao Consumidor manteve-se estável durante o ano, com alta de 0,8% em dezembro, maior aumento desde março de 2023. O núcleo do IPC, excluindo alimentos e energia, subiu 0,7% no ano, permanecendo acima de 1% por quatro meses consecutivos desde setembro.

Para 2026, início do 15º Plano Quinquenal, o governo implementará políticas macroeconômicas mais proativas. O primeiro lote de 62,5 bilhões de yuans em títulos do tesouro especiais de ultralongo prazo já foi alocado antecipadamente para expandir demanda interna.

“As oportunidades superam os desafios e as condições favoráveis superam os fatores desfavoráveis”, afirmou Kang Yi. A contribuição média anual da China para o crescimento econômico global durante o 14º Plano Quinquenal atingiu cerca de 30%, consolidando o país como principal motor do crescimento mundial.


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Master: Renan Calheiros diz que Motta e Lira pressionaram TCU contra liquidação

Senador não detalhou como teria sido atuação; Arthur Lira afirmou que Renan Calheiros ataca “sem provas seus adversários”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, nesta segunda-feira (19/1), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) pressionaram membros do Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de reverter uma decisão do Banco Central que liquidou o Banco Master.

Renan confirmou ao Metrópoles ter recebido informações de que Motta e Lira teriam atuado para influenciar os rumos de um processo da Corte de Contas que analisa a atuação do BC no caso Master. O ex-presidente do Senado não detalhou como teria ocorrido a pressão.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve a liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em novembro passado. Segundo o Metrópoles, a autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição

À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

O caso chegou ao Tribunal de Contas da União depois de o Ministério Público junto ao TCU afirmar que existem suspeitas de que o BC falhou na supervisão da instituição financeira. A relatoria do processo ficou com o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado pelo Republicanos e indicado ao posto pela Câmara.

Renan Calheiros, que é adversário de Lira em Alagoas, indicou que o ex-presidente da Casa e o sucessor teriam pressionado membros do TCU a reverter a liquidação decretada pelo BC no âmbito do processo relatado por Jhonatan de Jesus e em outros casos.

Em um dos despachos feitos dentro do processo apresentado pelo MP, Jhonatan de Jesus chegou a sugerir que a decisão do BC poderia ser reavaliada pela Corte de Contas. “Não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar voltada à preservação do valor da massa liquidada e da utilidade do controle externo”, disse.


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Moraes manda PF avaliar se prisão domiciliar é “melhor alternativa” para Bolsonaro

Avaliação médica vai indicar se prisão domiciliar é alternativa ao regime atual

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) avalie questionamentos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua condição de saúde e a possibilidade de substituição do regime de prisão. As perguntas integram o processo de avaliação médica que deverá ser realizada por peritos da corporação.

De acordo com o jornal O Globo, a PF terá de responder se a permanência de Bolsonaro na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.

Defesa questiona riscos à saúde
Na semana passada, ao decidir pela transferência do ex-mandatário, Moraes também ordenou a submissão de Bolsonaro a uma junta médica da Polícia Federal. O objetivo é avaliar se ele reúne condições clínicas para continuar cumprindo a pena no atual regime. O ministro estabeleceu o prazo de dez dias para a apresentação do laudo.

Na sexta-feira anterior, os advogados de Bolsonaro protocolaram uma lista com 39 quesitos direcionados aos peritos. Nesta segunda-feira (19), Moraes determinou o envio formal das perguntas à PF. “Encaminhem-se cópia dos quesitos formulados pela defesa à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para que sejam respondidos pelos peritos no prazo assinalado”, decidiu.

Moraes determina laudo médico da PF
Bolsonaro foi transferido na semana passada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como Papudinha, após permanecer por quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorreu após críticas de familiares e aliados do ex-presidente às condições das instalações da PF.

Ao analisar as reclamações, Alexandre de Moraes contestou os argumentos apresentados, mas afirmou que isso não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.


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