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Vídeo: PMs arrastam pelo chão idoso em situação de rua no DF

Um vídeo que teria sido gravado nesta segunda-feira (24/1) mostra dois policiais militares arrastando um morador em situação de rua pela roupa no Setor Comercial Sul (SCS). O homem de cabelos brancos estava sentado em frente à fachada de um dos prédios do SCS quando foi abordado pelos PMs.

Nas imagens, um grupo de militares aparece, inicialmente, conversando. Em seguida, dois deles seguram o homem pelo casaco e o arrastam pelo chão, deixando-o caído a poucos metros do ponto inicial.

Assista:

https://youtu.be/0-Sl70vSCdI

*Com informações do Metrópoles

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Jair Renan empurra depoimento na PF para fevereiro e viaja para festa

O influenciador digital Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente, adiou para fevereiro seu depoimento na Polícia Federal, no inquérito em que é investigado por supostos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, e está aproveitando o mês de janeiro para produzir e divulgar um programa de rádio e viajar para festas em outros estados do Brasil, informa Guilherme Amado, do Metrópoles.

Jair Renan esteve no Espírito Santo na última semana e curtiu festas e shows em Guarapari, no litoral capixaba.

O rapaz retornou a Brasília no final de semana e postou em seu Instagram, neste domingo (16/1), uma foto em um barco no Lago Paranoá. Na próxima sexta-feira, Jair Renan embarca para São Paulo, também a lazer.

Em janeiro, faz dez meses desde que a PF abriu o inquérito contra o filho do presidente. No dia 17 de dezembro, data marcada para o primeiro depoimento, Jair Renan não compareceu porque, segundo seu advogado, Frederick Wassef, ele estava doente.

Em março, a PF abriu um inquérito para investigar se Jair Renan, por meio de seu então parceiro comercial, Allan Lucena, ganhou um carro elétrico de R$ 90 mil em troca de facilitar que a empresa Thomazini conseguisse uma agenda no Ministério do Desenvolvimento Regional. O carro foi devolvido por Lucena, segundo sua defesa, depois de a imprensa revelar o caso.

O filho de Bolsonaro também promete dar festas em sua mansão no carnaval.

Vai vendo…

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O texto racista de Antonio Risério é a cara da Folha de São Paulo

Eu poderia me estender aqui para dizer quem é esse sujeito que escreveu um artigo cretino para agradar os racistas, mas não vale a pena, basta dizer que suas teses foram defendidas em entrevista na revista Crusoé de Diogo Mainardi. Precisa falar mais?

Ou seja, a Folha não sabia de quem se tratava? Antonio Risério é um borralho de Olavo de Carvalho, rato de gabinete em busca de uma colocação qualquer nesse maravilhoso universo dos aspones. Sempre foi um enganador e, portanto, não escreveria um texto honesto e muito menos a Folha lhe daria espaço se assim fizesse.

Um cara como esse não foi tratado por Pedro Bial como uma celebridade intelectual impunemente. Bial, que tinha antes um programa extremamente racista na mesma Globo, uma emissora historicamente racista, não lhe daria picadeiro se não reproduzisse o pensamento do playboy tardio.

O fato é que o texto causa revolta, muito mais pelo instrumento utilizado para divulgar as ideias racistas de Antonio Risério que, diga-se de passagem, escreve por encomenda de acordo com o gosto do freguês, ou seja, parte dos leitores da Folha e a própria.

Isso revela que, com ou sem Bolsonaro, o racismo andará de mãos dadas com o neoliberalismo.

Como disse o grande intelectual geógrafo, Milton Santos: “Esse racismo que os negros sofrem no Brasil também se dá porque os negros estão na base da produção”.

Ou seja, atacando os direitos dos negros, automaticamente se ataca os direitos dos trabalhadores.

E tem gente que finge não sabe o que é racismo estrutural e racismo institucional.

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Participante do BBB fez protesto contra Mais Médicos em 2013

Lais Caldas, herdeira de uma família dona de um hospital privado, publicou imagens em manifestação nas redes sociais; a médica está no BBB22.

A médica Laís Caldas foi anunciada pela TV Globo nesta sexta-feira (14) como uma das participantes do Big Brother Brasil 22, que estreia na emissora na próxima semana. A dermatologista, herdeira de uma família de médicos de Goiás, chegou a participar de um protesto contra o programa Mais Médicos em 2013.

“Não faltam médicos, falta gestão em saúde”, diz um cartaz presente na foto postada por Laís em 2013. Ela chegou a publicar duas vezes as fotos no protesto.

Laís é filha do médico Augusto César Caldas, fundador e dono do Hospital Regional de Crixás, da rede privada de saúde. Augusto morreu em dezembro, vítima de um AVC.

Na época do lançamento do Mais Médicos, a classe médica se revoltou com o programa, que tinha como objetivo garantir atendimento à população de cidades que não tinham acesso à saúde. Para alcançar tal missão, foram contratados profissionais de Cuba.

Nas redes sociais circulam imagens que mostram que Laís seguia o presidente Jair Bolsonaro no Instagram e parou de seguir após a repercussão.

Confira:

*Com informações da Forum

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Em desabafo na internet, Andressa Urach culpa Igreja Universal por doença

“Não é uma fé inteligente colocar a saúde em risco”, disse a modelo em live realizada em seu canal do Youtube.

Andressa Urach usou seu canal do Youtube para fazer um desabafo a respeito das crises do transtorno de Bordeline que vem enfrentando.

Na rede social, a modelo culpou a Igreja Universal pela piora dos sintomas. “Tinha uma fé burra, achava que poderia ser demônio”, declarou.

“Durante muitos anos eu resisti ao tratamento médico, minha mãe e meu marido não aceitavam a minha doença. Eu passei seis anos na igreja e passei por uma decepção muito grande com eles”, disse ela durante a live.

“Sabe quando algo é sua razão de viver? Essa ruptura, esse mal que aconteceu, quase me levou à loucura”, desabafou. “Eu me entreguei demais, e tudo que é demais é ruim na nossa vida. Precisa ter equilíbrio. Eu mergulhei no fanatismo da religião e me excluí do mundo”, revelou ela.

Ela contou, ainda, que tinha medo de procurar ajuda médica por acreditar que alguns problemas e doenças seriam demoníacos. “Eu sei que existe o mundo espiritual, acredito nisso, mas nem tudo são espíritos. Tem coisa que realmente é o nosso corpo, nosso organismo e nossas células”, afirmou.

Andressa revelou que nunca se medicou. “Eu continuo amando Jesus e acredito em milagres, mas nem sempre eles acontecem. Então, não é adequado não tomar medicação, não é uma fé inteligente colocar a saúde em risco”, avaliou ela.

“Tudo isso, quando a pessoa está na igreja, pensam que é demônio. Deixa a pessoa pior ainda, como se você nunca fosse bom o suficiente para alcançar Deus. A gente é tachado como endemoniado e louco. Fiquei por muito tempo com medo de Deus me castigar por ser assim, ter um turbilhão de emoções. Nem Jesus coloca esse fardo sobre e gente”, concluiu ela.

*Com informações do Correio Braziliense

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Intolerância: Após comparecer à cerimônia militar do namorado, atleta trans é ameaçada

Ao concluir o curso de formação de sargentos do Exército, Lucas Michelazzo levou Thaynná Dantas ao evento militar em MG. No entanto, ao voltarem para Natal, onde moram, ela passou a ser atacada.

Thaynná Dantas, uma fisiculturista de 33 anos que faz grande sucesso na internet, onde tem mais de 400 mil seguidores, foi à formatura do namorado, Lucas Michelazzo, na Escola de Sargento de Armas (ESA) do Exército Brasileiro, em Três Corações (MG), e acabou recebendo uma enxurrada de ofensas e até ameaças pelas redes sociais pelo fato de ser uma mulher trans.

No evento militar, ocorrido em 4 de dezembro, segundo Thaynná, nada teria ocorrido. Institucionalmente, o Exército e o comando da ESA tampouco impuseram qualquer barreira para o comparecimento da namorada do aluno, bem como o público que foi assistir à formatura. No entanto, a coisa mudou quando Thaynná e Michel retornaram para casa, em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A atleta revelou que precisou registrar um boletim de ocorrência no 15° Distrito Policial de Natal por conta do teor das mensagens recebidas por aplicativos após seu comparecimento à unidade militar. Além dos xingamentos e de transfobia clara, ela afirma que recebeu ameaças graves, ainda que não tenha dito à imprensa a natureza exata delas.

“Chorei duas horas sem parar ao ouvir. Se era para ser uma brincadeira, virou um crime. Eram palavras transfóbicas, absurdas, ameaças. Por que isso? Só porque sou trans… Jamais um relacionamento tem que interferir na imagem de um militar. O que ele faz na caserna diz respeito à sua função. O que faz fora é sua vida particular”, disse Thaynná à reportagem de O Globo, acompanhada pelo agora sargento Michelazzo, seu namorado.

Thaynná contou ainda que, inicialmente, algumas poucas mensagens ofensivas já tinham surgido num grupo de WhatsApp composto por familiares de alunos da ESA. Entre os colegas de turma de Lucas, piadas também já tinham sido feitas por conta da orientação sexual de sua namorada. Numa delas, marcante para o casal, um militar teria dito “Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho”.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que passou a investigar formalmente as ameaças a partir desta terça-feira (28) e que o primeiro passo é identificar cada um dos autores das mensagens intimidatórias enviadas à fisiculturista, para que depois sejam tipificadas as condutas de cada um dos responsáveis.

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Allan dos Santos, foragido nos EUA, pede prisão de Alexandre de Moraes e o chama de ‘tirano’

Blogueiro bolsonarista é alvo de mandado de prisão, determinado por Moraes em outubro.

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos segue desafiando a Justiça brasileira e provocando o Supremo Tribunal Federal (STF). Em texto publicado no seu site neste sábado (25), ele pede a prisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Alexandre de Moraes não é um fruto que caiu longe da árvore. E o fato de que ele não seja severamente punido é também um efeito da atmosfera criminosa em que as instituições se encontram”, diz o blogueiro no início de seu texto, intitulado “Por que ninguém prende Alexandre de Moraes?”.

Moraes é justamente o ministro que ordenou, em outubro deste ano, a prisão do blogueiro, que segue foragido nos Estados Unidos. Ainda em outubro, o ministro pediu a extradição de Allan dos Santos, mas o processo está parado e há suspeitas de interferência por parte do governo brasileiro.

Gozando de liberdade, Allan dos Santos, em seu texto contra Moraes, ainda chama o ministro de “criminoso” e “tirano”.

“É o império da mediocridade que faz um TIRANO. Do contrário, ele seria punido nos primeiros cargos que ocupasse. Assim, não pense que um TIRANO exista como um lírio no deserto”, escreve.

“Não é necessário elencar todos os crimes que Alexandre cometeu em flagrante. São todos conhecidos. Uma investigação medíocre exporia ainda mais e mais podres, mas quem irá fazer isso?”, questiona na sequência.

Allan dos Santos é alvo de dois inquéritos no STF: o das fake news e ataques às instituições e o que a apura a atuação da milícia digital bolsonarista.

*Com informações da Forum

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Jair Renan não aparece para depor na PF sobre presentes de empresários

Segundo o advogado Frederick Wassef, a falta ao depoimento ocorreu porque Jair Renan está “de cama e tomando antibióticos”.

Segundo o Metrópoles, Jair Renan, o filho “04” do presidente da República, Jair Bolsonaro, não compareceu para depor na Polícia Federal sobre o inquérito que investiga supostos pagamentos de vantagens indevidas por empresários.

O depoimento estava marcado para esta sexta-feira (17/12), mas, segundo informações de Frederick Wassef, advogado de Jair Renan, ele está doente e não pôde comparecer a PF.

“Renan Bolsonaro está de cama e tomando antibiótico. Foi vítima desta nova virose que se espalhou por Rio de Janeiro e São Paulo e que lotou todos os hospitais”, disse Wassef. Segundo o advogado, uma petição está sendo feita para remarcar o depoimento de Renan.

A Superintendência da PF investiga se houve associação de Jair Renan “no recebimento de vantagens de empresários com interesses, vínculos e contratos com a Administração Pública Federal e Distrital sem aparente contraprestação justificável dos atos de graciosidade”, segundo diz documento da Polícia Federal.

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Operação investiga fraude de R$ 130 milhões em impressão de provas do Enem

Investigação realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União cumpre 41 mandados de busca e apreensão no DF, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo o Correio Braziliense, a operação da Polícia Federal investiga superfaturamento de R$ 130 milhões em contratos com empresas gráficas realizados entre os anos de 2010 e 2018 para a impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A operação Bancarrota, deflagrada na manhã desta terça-feira (7/12), cumpriu mandados no DF, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ao todo, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, além de ter sido determinado pela Justiça Federal o sequestro de R$ 130 milhões das empresas e pessoas físicas envolvidas. As irregularidades foram identificadas após uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 2019.

Os contratos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com uma empresa responsável pela impressão dos exames, incluindo as provas do Enem, entre os anos de 2010 e 2018, alcançam o valor aproximado de R$728 milhões.

Em 2019, a empresa entrou com pedido de falência e o Inep realizou um novo pregão eletrônico, resultando na contratação de empresa classificada em terceiro lugar no certamente, após a desclassificação das duas primeiras. As investigações revelaram a atuação de diretores e servidores do Instituto, juntamente com consultores das gráficas contratadas, no direcionamento da contratação das empresas para impressão das provas.

Os contratos sob investigação totalizaram pagamentos, desde 2010, de aproximadamente R$ 880 milhões, dos quais R$ 130 milhões estariam superfaturados. Os envolvidos são suspeitos de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da Lei de Licitações e lavagem de dinheiro, com penas que ultrapassam 20 anos de reclusão. As investigações contam com a atuação de 127 policiais federais e 13 servidores da CGU.

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A precoce empresária Dallagnol

Marcelo Auler – Em setembro de 2020, através de vídeo no Youtube, o então procurador da República Deltan Dallagnol anunciou sua saída da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba. Vivia uma espécie de inferno astral, uma vez que já não contava com o outrora apoio irrestrito da cúpula da Procuradoria Geral da República.

Tanto que, três meses antes, em 20 de junho, a subprocuradora Lindora Araújo, braço direito do procurador-geral Augusto Aras, promoveu uma inesperada ‘visita de trabalho’ a Curitiba em busca de informações sobre a atuação da Força Tarefa. A visita gerou um conflito com os colegas paranaenses. Estes a acusaram de querer “copiar bancos de dados sigilosos das investigações de maneira informal e sem apresentar documentos ou justificativa”.

Apesar desses conflitos claros e aparentes, ao se afastar da Força Tarefa que coordenava, Dallagnol recorreu a uma justificativa familiar. Trouxe para o olho do furacão sua filha mais nova, prestes a completar dois anos de idade. Alegou ter descoberto que a menina precisava de cuidados especiais dele e da esposa, a advogada Fernanda Mourão Ribeiro Dallagnol, motivo da sua decisão de afastar-se não apenas da coordenação, mas do grupo de trabalho em si:

“Há algumas poucas semanas eu e minha esposa identificamos sinais que nos preocuparam em nossa bebezinha”, disse. “É uma decisão que tomo como pai”, avisou ao anunciar seu afastamento da Operação Lava Jato, na tentativa de se distanciar da pressão que sofria não apenas de diversos setores da sociedade, mas também internamente no Ministério Público Federal (MPF). Eram questionamentos diretos sobre os métodos por eles usados em Curitiba. Fortaleceram-se, notadamente, após os vazamentos das conversas que mantiveram via o aplicativo Telegram.

Todas as preocupações do casal com a pequena pelo visto não impediram seus pais de envolvê-la em um episódio no mínimo inusitado. Nove meses depois, em 2 de junho passado, a menina tornou-se empresária.

Com apenas dois anos e meio, registrada no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal – algo que atualmente acontece quando do registro civil de qualquer criança -, ela se tornou sócia da empresa Chelsea Comércio de Confecções Ltda. (CNPJ 42.223.218/0001-55) registrada na Junta Comercial do Paraná com o NIRE 41209938564.

A filha do então procurador da República de Curitiba passou a ter pequena participação: 1% do capital social. Por ser menor, foi representada nos atos da empresa pela mãe, Fernanda Mourão. Quem aparece como dona de 99% das quotas e, portanto, administradora da loja, é a irmã de Deltan, Édelis Martinazzo Dallagnol.

A iniciativa é vista como inusitada até mesmo por ex-colegas de Dallagnol ouvidos pelo Blog, ainda que não exista crime ou ilegalidade em uma criança tornar-se sócia de uma empresa. “É, no mínimo estranho”, resumiu um procurador da República para quem Dallagnol deve ter uma explicação lógica, “pois ele não faria algo sem explicações em uma época em que já estava no olho do furacão”. “É esquisito”, diagnosticou outro ex-colega do pai da precoce empresária.

O Blog o questionou, através de sua assessoria, sobre os motivos que o levaram como pai autorizar a filha de dois anos de idade tornar-se empresária. Buscávamos uma explicação lógica como o ex-colega dele imaginou existir. Levamos em conta ainda a prática do ex-coordenador da Força Tarefa da Lava Jato de sempre defender a total transparência dos assuntos envolvendo seu trabalho. Notadamente em relação aos réus da operação, vítimas de inumeráveis vazamentos de informações confidenciais. Dallagnol, porém, parece não ter gostado do questionamento, tanto que se manifestou por meio de uma virulenta e raivosa “Nota de Repúdio” (leia abaixo).

Esquecendo que foi ele quem primeiro apelou à saúde da filha para justificar seu afastamento da Força Tarefa quando pressionado por todos os lados, considerou a questão “uma vergonhosa covardia promovida pelo ativismo de extremos, que tenta gerar conteúdo negativo para atingir a imagem de Deltan Dallagnol”. Acusa-nos ainda de um “ataque especulativo, desrespeitoso, injusto e, para quem o promove, vergonhoso”.
Preocupação com o “futuro bem-estar”

Ao referir-se à participação da filha menor em uma sociedade, o ex-procurador apresentou uma explicação no mínimo risível. Consta da “Nota de Repúdio”, na qual ele não viu problema em expor o nome da menor, que o Blog se reserva ao direito de não divulgar, de forma a tentar reservá-la:

“O fato é que a irmã de Deltan, Édelis Martinazzo Dallagnol, 44 anos, solteira e sem filhos, propôs a participação de sua sobrinha de três anos na sua empresa, de nome CHELSEA COMERCIO DE CONFECCOES LTDA, por meio de 1% de suas quotas. A tia entende que esta seria uma forma de contribuir pessoalmente com o futuro e bem-estar da criança, em razão de sua condição específica de saúde. Tudo absolutamente dentro da lei.”

É difícil acreditar que a justa preocupação de familiares com o futuro de uma criança especial justifique incluí-la como sócia de uma empresa. Mais ainda quando a participação da mesma na sociedade limita-se a 1% das quotas, o que hoje está avaliado em R$ 2,5 mil.

Ainda que se admita que a empresa – no caso, uma loja de revenda de vestuário infanto-juvenil – venha a ser bem sucedida, é inevitável o questionamento se isso realmente contribuirá com “o futuro e bem-estar da criança”, como diz a nota.

O questionamento aumenta na medida em que se tem conhecimento de que a irmã de Deltan – “solteira e sem filhos” – abriu uma segunda empresa, administradora de outra revenda Hering, sem se preocupar em colocar a sobrinha como sócia para “contribuir pessoalmente com o futuro e bem-estar da criança, em razão de sua condição específica de saúde.”

Na mesma data da abertura das duas empresas da irmã do ex-procurador, seus pais – Vilse Salete Martinazzo Dallagnol e Agenor Dallagnol – constituíram outras duas empresas com o mesmo objetivo: administrar revendas da Hering de vestuário infanto-juvenil. Eles, porém, não tiveram a preocupação em contribuir com “o futuro e bem-estar da criança, em razão de sua condição específica de saúde”. Nas duas empresas a neta de Vilse e Agenor não constam da sociedade.

*Do blog de Marcelo Auler

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