Categorias
Mundo

Movimento ‘Game Over Israel’ pede suspensão de Israel da UEFA por genocídio em Gaza

Polícia de Oslo usou gás lacrimogêneo em meio a protestos pró-Palestina; jogo pelas Eliminatórias da Copa terminou com goleada da Noruega sobre Tel Aviv

O grupo de defesa dos direitos humanos Game Over Israel solicitou neste sábado (11/10) que a UEFA suspenda Israel até que o país ponha fim aos seus abusos contra os palestinos.

Com o cessar-fogo em Gaza entrando em vigor na sexta-feira (10/10), Ashish Prashar, diretor de campanha da organização, enfatizou a necessidade de responsabilizar o Estado israelense por sua conduta. “Mesmo que bombas e balas parem, o genocídio é um crime contra a humanidade e talvez o crime mais grave que um Estado ou projeto pode cometer”, declarou Prashar à emissora catari Al Jazeera.

Ele também afirmou que Israel “não tem lugar no futebol internacional” após os horrores desencadeados em Gaza, classificados por importantes grupos de direitos humanos e investigadores da ONU como genocídio.

“Lembrem-se do que a Europa fez depois da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha nazista foi suspensa do futebol e os julgamentos de Nuremberg aconteceram”, recordou.

O Game Over Israel tem utilizado outdoors em grandes cidades ao redor do mundo para divulgar a mensagem: “Israel está cometendo genocídio. Suspendam Israel agora. É sua obrigação moral”.

John Dugard, ex-relator especial da ONU para a Palestina, disse que continua legalmente necessário e urgente que a UEFA proíba a Associação Israelense de Futebol (IFA).

“Pedimos que defendam a integridade do esporte e suspendam imediatamente a IFA e todas as equipes afiliadas das competições da UEFA até que Israel ponha fim ao genocídio e à sua ocupação ilegal, e cumpra integralmente suas obrigações perante o direito internacional”, disse em comunicado.

Manifestantes vão às ruas em Oslo
A partida das eliminatórias da Copa do Mundo entre Noruega e Israel, em Oslo neste sábado (11/10), foi marcada por protestos e uma forte resposta de segurança, que incluiu o uso de gás lacrimogêneo. Torcedores noruegueses estavam divididos sobre a participação israelense no torneio devido à guerra em Gaza.

Antes do jogo, centenas de apoiadores pró-palestinos se reuniram para protestar em frente ao parlamento norueguês, muitos vestindo camisas da seleção palestina. “A partida não deveria ter sido disputada. Se a Rússia for expulsa, Israel também deveria ser expulso”, disse um torcedor à Reuters, que usava uma camisa da Palestina.

Manifestantes também se concentraram do lado de fora do estádio Ullevaal, com bandeiras e sinalizadores. Prédios próximos exibiam faixas pró-palestinas penduradas nas sacadas.

A segurança foi reforçada no local, com a polícia fechando várias entradas horas antes do início da partida, realizando buscas em bolsas e reduzindo o número de espectadores permitidos. Posteriormente, a polícia norueguesa confirmou ter usado gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que tentou romper as barricadas em torno do estádio durante a partida. Vários manifestantes foram detidos, de acordo com a agência de notícias NTB.

Noruega venceu Israel nas eliminatórias da Copa do Mundo por 5 a 0.

*Opera Mundi


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Império em decadência: Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos da China

Segundo a Casa Branca, medida é retaliação ao controle de exportação imposto por Pequim nas terras raras; medida entrará em vigor em 1º de novembro

Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China. O anúncio foi feito na sexta-feira (10/10) pelo presidente Donald Trump, que afirmou ainda que o país também passará a impor controle de exportações sobre todos os softwares essenciais produzidos nos EUA.

Segundo Trump, a medida é uma resposta direta ao governo chinês, que na última semana ampliou o controle sobre a exportação de terras raras — insumos estratégicos utilizados na fabricação de componentes tecnológicos, equipamentos militares, veículos elétricos e itens da indústria de energia renovável.

A decisão de Washington deve entrar em vigor em 1º de novembro “ou antes disso”, afirmou Trump. A declaração foi publicada em sua rede social Truth Social, onde o presidente estadunidense classificou a postura do governo chinês como “bastante hostil” e insinuou que o controle sobre os minerais pode ter sido anunciado para ofuscar a trégua entre Israel e Hamas, firmada dias antes.

A medida aprofunda a disputa comercial entre as duas maiores potências econômicas do planeta. Mais cedo, também nesta sexta-feira (10), Trump já havia sinalizado que poderia cancelar uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping, marcada para ocorrer dentro de duas semanas durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na Coreia do Sul. Segundo ele, “não há mais motivos” para o encontro.

Na mesma rede social, Trump ainda afirmou que diversos governos o procuraram após o anúncio de Pequim para expressar “indignação com a hostilidade comercial” da China. O presidente acusou o governo chinês de tentar manter o mundo “cativo” ao dominar a cadeia global das terras raras.

De acordo com a imprensa internacional, as novas tarifas surpreenderam analistas e provocaram reações imediatas no mercado financeiro dos Estados Unidos. Operadores de Wall Street relataram temor diante da perspectiva de um novo ciclo de instabilidade entre os dois países, com impacto direto em cadeias globais de produção.

TRUTH

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

It has just been learned that China has taken an extraordinarily aggressive position on Trade in sending an extremely hostile letter to the World, stating that they were going to, effective November 1st, 2025, impose large scale Export Controls on virtually every product they make, and some not even made by them. This affects ALL Countries, without exception, and was obviously a plan devised by them years ago. It is absolutely unheard of in International Trade, and a moral disgrace in dealing with other Nations.

Based on the fact that China has taken this unprecedented position, and speaking only for the U.S.A., and not other Nations who were similarly threatened, starting November 1st, 2025 (or sooner, depending on any further actions or changes taken by China), the United States of America will impose a Tariff of 100% on China, over and above any Tariff that they are currently paying. Also on November 1st, we will impose Export Controls on any and all critical software.

It is impossible to believe that China would have taken such an action, but they have, and the rest is History. Thank you for your attention to this matter!

DONALD J. TRUMP
PRESIDENT OF THE UNITED STATES OF AMERICA

Opera Mundi


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo Política

Se a democracia da Venezuela é uma farsa, o que dizer do Prêmio Nobel para Maria Corina, uma golpita da “paz”?

O mais interessante dessa história toda é ver que, no Brasil, os mesmos que apoiam a premiação de Maria Corina, uma manjada golpista venezuelana, apoiam o genocídio de crianças e mulheres em Gaza.

Outro detalhe revelador dessa farsa descomunal, que é o Nobel da Paz pra Corina, é o apoio em peso do bonde de deputados da PEC da Bandidagem e da anistia para o boquirroto golpista aqui no Brasil.

Isso, sem falar que são os mesmos deputados que, no Congresso, operam em defesa e blindagem tributária das Bets, bancos, Fintechs e PCC.

O fato é que a venezuelana, Maria Corina é um Jair Bolsonaro de saia.

O Petróleo é o fator Central nesse farsesco Prêmio Nobel da Paz de Maria Corina, a golpista venezuelana amada pelos EUA,

O Interesse dos EUA na Venezuela é simples. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris (maior que Arábia Saudita, com 267 bilhões).

Esse recurso é crucial para a economia global, e os EUA, como maior consumidor de energia, têm interesse histórico em acessar petróleo estável e barato. Por isso os EUA quer a cabeça de Maduro e Corina opera internamente na Venezuela para isso.

O petróleo amplifica o interesse global na Venezuela, incluindo a atenção ao Nobel de Maria Corina. Sem ele, ela não seria ninguém na fila do pão e não estaria tão em evidência. Sua luta contra um “regime autoritário” é uma gigantesca piada golpista.

Simples assim.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Vídeo: Gaza em paz, será?

Ah, “Gaza em paz, será?” – uma pergunta que carrega o peso de dois anos de muita dor, sofrimento, esperança e ceticismo. Vamos ao que se sabe até agora, com base nas atualizações mais recentes de 10 de outubro de 2025.

Acordo de cessar-fogo em vigor: Israel e Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz de 20 pontos proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O cessar-fogo entrou em efeito hoje, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) se reposicionando para uma “linha Trump” – controlando cerca de 53% da Faixa de Gaza, mas recuando de áreas urbanas centrais. Isso permite a liberação de todos os reféns israelenses restantes (cerca de 48 vivos e mortos) em troca de mais de 1.950 prisioneiros palestinos.

Em Gaza, milhares de deslocados estão voltando para o norte, como Beit Hanoun e Jabalia, carregando pertences em carrinhos. Há cenas de celebração em campos de refugiados como Nuseirat, com bandeiras palestinas e esperança de que escolas e mercados possam reabrir sem bombas. Em Israel, famílias dos reféns aguardam o retorno, e Netanyahu descreveu como “passos para uma paz forte e duradoura”.

Mediadores envolvidos: Qatar, Egito e Turquia ajudaram nas negociações em Sharm el-Sheikh. Trump preside um “Conselho de Paz” internacional para supervisionar a reconstrução e uma governança transitória em Gaza, com tecnocratas palestinos e especialistas globais (incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o que gerou polêmica).

Mas… será que é paz de verdade?
É só a fase: Isso é uma pausa, não o fim. As próximas etapas incluem desmilitarização do Hamas, governança permanente (sem o grupo no poder) e reconstrução massiva – Gaza está em ruínas, com mais de 67 mil mortos palestinos desde outubro de 2023, fome afetando 2 milhões e infraestrutura destruída. Há garantias de que Israel não reiniciará a guerra, mas violações passadas deixam desconfiança.

Desafios à frente: O Hamas exige “garantias reais” contra retomadas de hostilidades. Israel mantém zonas-tampão e controle de fronteiras. Críticos, como o presidente francês Macron, alertam para “perigos profundos”, e há temores de que assentamentos israelenses avancem. Além disso, o plano de Trump é visto por alguns como controverso, com acusações de favoritismo a Israel.

Opinião global: Uma pesquisa YouGov mostra 68% de apoio nos EUA ao plano (até entre democratas), e o petróleo já caiu para US$ 60,51/barril com o alívio de riscos. No X (antigo Twitter), posts celebram o “retorno para casa” em Gaza, mas outros questionam se é “paz ou miragem”.

Em resumo, Gaza respira aliviada hoje – sem bombas, com reféns voltando e ajuda entrando (300 caminhões da UNRWA). Mas paz duradoura? Depende das fases seguintes, da boa-fé de todos e de pressão internacional. Como disse um post no X: “É o fênix voando sobre cinzas, mas com espinhos no caminho”. 🇵🇸


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Gaza é bombardeada pelo Exército terrrista de Israel logo após “acordo de paz” e causa revolta nas redes mundiais

Os sionistas nativos que estavam em solenes falas institucionais contra os palestinos há dois dias, estão mudos sobre mais um ataque covarde do estado colonialista e racista de Israel contra Gaza.

Isso mostra como Israel é um Estado pirata, bandido, assassino, na sua mais profunda essência.

Os olhos do mundo voltados ao acordo de paz e Israel segue assassinando civis, sobretudo crianças e mulheres.

O grito de “BOICOTE TOTAL A ISRAEL” ecoa a fúria de milhões que veem nos bombardeios recentes em Gaza, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo inicial.

Uma traição ao espírito de qualquer acordo de paz.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

 

Categorias
Mundo

O combustível que move o sionismo é o ódio. Então, a única bandeira que sobrou para o bolsonarismo é a de Israel

Há muito, a bandeira do Brasil foi substituída pelas bandeiras de Israel e EUA nas manifestações antinacionais dos bolsonaristas.

Com a fala elogiosa de Trump a Lula, a bandeira americana some do mapa e fica apenas as de Israel pela afinidade dos fígados.

Bolsonarismo e sionismo vêm da mesma escola do ódio. Justifica-se aí a liga nessa mistura macabra.

Um mata e, o outro, cospe e roga praga. Os dois são o avesso do humano.

Ambos vivem da sobra do mal, onde a terra é um campo de guerra.

É o espelho do sionismo no bolsonarismo e vice-versa. Tanto lá quanto cá, essa gente se alimenta das cinzas de Gaza.

Despem-se juntos da mesma hipocrisia religiosa que maquia a alma do mal.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Israel matou entre 66 e 300 mil palestinos em dois anos de genocídio

Guerra de narrativas alimenta controvérsia e esconde dimensão da tragédia em Gaza que o mundo não quer encarar

Desde o dia 7 de outubro de 2023, o mundo assiste o maior genocídio já realizado no século 21, que já vitimou dezenas de milhares, ou talvez centenas de milhares de palestinos residentes na Faixa de Gaza, vítimas do extermínio praticado pelas forças militares de Israel.

Embora a questão quantitativa não influa no caráter repudiável sobre os crimes cometidos por Tel Aviv, o fato é que existe uma controvérsia sobre o tamanho do genocídio, já que há diferentes metodologias sendo aplicadas, e que apresentam números distintos.

A contagem mais utilizada pela maioria dos meios de comunicação é baseada no relatório entregue diariamente pelo Ministério da Saúde de Gaza. No dia 30 de setembro, esse informe indicou que o total de mortes ultrapassava os 66 mil.

Considerando que Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA, por sua sigla em inglês) estimava a população do território em cerca de 2,2 milhões de pessoas, a marca de 66 mil mortes permite dizer que o genocídio vitimou ao menos 3% dos habitantes de Gaza em apenas dois anos.

Se o Brasil sofresse um massacre de proporções similares, que dizimasse 3% da sua população, estaríamos falando em mais de 7 milhões de pessoas assassinadas, aproximadamente. Se a mesma comparação fosse feita com a população da Europa, seriam mais de 26 milhões de mortos.

Outros dados
Outras entidades indicam o número de vítimas de forma mais segmentada. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, por exemplo, informa que há pelo menos 274 profissionais da comunicação, entre repórteres, cinegrafistas e auxiliares, morreram durante a cobertura dos acontecimentos na região.

Também foram registrados pela Crescente Vermelha – entidade similar à Cruz Vermelha que atua em países de maioria muçulmana – um total de 1,4 mil profissionais da saúde falecidos desde 7 de outubro de 2023.

Já a UNRWA afirma que 203 funcionários das Nações Unidas foram assassinados por Israel enquanto trabalhavam em missão humanitária durante o genocídio em Gaza.

Mais de 300 mil?
Porém, o levantamento do Ministério da Saúde contabiliza apenas as mortes causadas diretamente pelos bombardeios e ataques das tropas terrestres israelenses presentes em Gaza, e ignora as mortes causadas por outros fatores indiretos provocados pela ofensiva ao território.

Um artigo publicado em julho de 2024 pela revista científica The Lancet advertiu que as mortes causadas por outros fatores que não apenas os bombardeios poderiam representar um número total de vítimas até quatro vezes maior que o indicado pelos informes oficiais.

O estudo foi liderado pelo pesquisador britânico Martin McKee, que é membro do conselho editorial do Israel Journal of Health Policy Research e do Comitê Consultivo Internacional do Instituto Nacional de Investigação sobre Políticas de Saúde de Israel, e contou com a colaboração da jornalista libanesa Rasha Khatib e do médico indiano-canadense Salim Yusuf.

*Opera Mundi


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Sede, fome extrema e tortura: palestino denuncia como é ser prisioneiro político em Israel

Cerca de 10 mil palestinos estão hoje isolados em prisões sem perspectivas de sair

O mundo olha nesta terça-feira (7 de outubro) para a marca trágica de dois anos de genocídio na Faixa de Gaza. Violências de todo o tipo, ao lado de ações que inviabilizam a vida no território palestino como a fome e a sede induzidas, os corpos quebrados e fraturados que não têm assistência médica de pessoas condenadas ao confinamento, em um local onde a morte pode acontecer a qualquer segundo, se tornaram a rotina diária para a impotente comunidade internacional que não conseguiu brecar Israel.

Mas todos os elementos usados pelos militares israelenses em Gaza já vinham sendo empregados pelas forças de segurança de Israel nos porões do sistema prisional do país, onde são enviados palestinos considerados resistência à ocupação que é considerada ilegal pela ONU. Tortura física e psicológica, médicos torturadores, dieta de matar de fome, falta de água ou disponível apenas em privadas, para humilhar, ausência de luz solar, informação do mundo exterior e impossibilidade de direito a defesa são alguns dos elementos disponibilizados pelos israelenses para os palestinos presos.

O Brasil de Fato ouviu um deles, identificado pelo nome fictício de Hassan para proteger a identidade do jovem que passou cinco anos nos porões da Al-Moskobiya, prisão famosa pelos maus-tratos a palestinos, incluindo crianças. Abaixo, um raro vislumbre da realidade vivida por cerca de 10 mil conterrâneos de Hassan, que classifica a experiência como “a definição real do inferno”:

Brasil de Fato: O que pode nos contar sobre o tempo em que esteve preso?

Hassan: Fui preso duas vezes. Uma em 2017 e outra em 2019. Eu cumpri quase 5 anos de prisão. A última vez foi de 2019 a 2023. Fui solto em meados de 2023. E eu me mudei. Estive detido em muitas prisões. A principal é a Al-Moskobiya, que é o centro de interrogatório. Fica em Jerusalém. Então, é bom e ruim. É ruim porque é um centro de interrogatório que fica no subsolo, sem sol. As celas são como túmulos e sempre há tortura, tortura física e psicológica. Mas a parte boa desse lugar é que você está perto de Jerusalém, da cidade velha.

Nós, como palestinos, não temos acesso. Nós não temos o direito, ou melhor, não é que não tenhamos o direito. Nós temos o direito, mas não temos acesso ou permissão para visitar Jerusalém. Então, pelo menos nós visitamos enquanto estamos algemados e vendados. Pelo menos é algo, significa algo para nós.

Você sofreu alguma tortura?

Eu fui submetido à tortura e a interrogatórios por mais de três meses. E sim, fui torturado fisicamente pelo Shin bet, a inteligência israelense. Durante esse tempo, fui interrogado. Terminei o interrogatório, fui para a prisão e fui sentenciado em um tribunal militar que, do nosso ponto de vista como palestinos, é um tribunal ilegal, porque não há um parlamento que lhes dê leis para operar.

Este tribunal militar faz parte da ocupação. O juiz não usa um terno preto, ele usa um colete militar. A taxa de condenações neste tribunal militar é de 99,7%. Então, você é culpado antes de ir para o tribunal. Fui condenado por muitas acusações, principalmente pelo meu papel de oposição e organização contra a ocupação, e fui sentenciado a quatro anos de prisão.

Durante esse tempo, conheci milhares de prisioneiros políticos palestinos que buscam lutar contra o sistema prisional e também sobreviver. Muitas pessoas lá tentam se exercitar, praticar esportes e coisas do tipo. Muitos prisioneiros políticos agora são escritores e têm um sistema educacional de autoaprendizagem.

Com o tempo, após greves de fome e anos de luta contra o sistema prisional, os prisioneiros conseguiram conquistar alguns direitos. Um deles é TV, rádio, o direito de receber visitas da família e o direito a uma melhor qualidade e quantidade de comida.

Com o tempo, os prisioneiros políticos conseguiram transformar a prisão de um lugar que poderia te suprimir para um lugar que poderia te motivar e lhe tornar mais forte e bem-educado. Tornou-se uma escola política revolucionária. Então, eu acho que o que torna o movimento dos prisioneiros políticos palestinos incrível é a conexão forte que eles têm uns com os outros, a solidariedade e a relação militante que eles têm para sobreviver àquele tempo.

Infelizmente, depois de 7 de outubro, tudo que mencionei, como os direitos que os prisioneiros conquistaram através da luta, de greves de fome e de muitos mártires que foram mortos nesse processo, todos esses direitos desapareceram ou se esvaíram. Agora, cada prisioneiro recebe 500 calorias de comida por dia. Apenas isso.

Apenas 500 calorias por dia? A recomendação da OMS é de 2,4 mil…

Sim. Se você vir as fotos deles, como eles entram e como saem, é como a definição real do inferno. Se você quiser imaginar o inferno como um ser humano, apenas olhe para as prisões israelenses. Se você quiser imaginar o sofrimento de qualquer ser humano, apenas olhe para os prisioneiros palestinos.

Agora, muitos dos prisioneiros estão sendo torturados diariamente sem motivo. Não é parte do interrogatório. É apenas parte do desejo deles de quebrar as pessoas. Eles querem quebrar suas almas e sua vontade para que não se oponham à ocupação de forma alguma. Muitos deles têm as costelas quebradas, o nariz quebrado, as mãos quebradas. Muitos, muitos prisioneiros.

Então, depois deste 7 de outubro, essa ideia de organização dos prisioneiros…

Todos os líderes dos prisioneiros políticos das facções são torturados e enviados para o confinamento solitário. Eles não veem nenhum ser humano por anos, estão apenas sozinhos em suas celas sendo torturados todos os dias. E há uma ameaça existencial em suas vidas por causa da forma como os guardas prisionais os tratam diariamente.

Eles os espancam todos os dias. Não lhes fornecem comida nem cuidados de saúde. Há muitos testemunhos do Mascobia, que é o centro de interrogatório em Jerusalém, de que os prisioneiros foram forçados a beber água do vaso sanitário. Eles estão tentando nos humilhar de todas as formas e por todos os meios.

Há prisioneiros que foram ao tribunal e você pode ver pelos seus lábios que eles estão com sede há dias, que não beberam água porque são forçados a beber água do vaso sanitário. Isso mostra o quão sádico é o sistema judicial prisional de Israel.

Esses prisioneiros, eles sabem sobre essas trocas entre o Hamas e o governo de Israel?

Não, eles não sabem das notícias, prisioneiros que foram libertados não sabiam que seriam libertados. Os guardas prisionais disseram a eles que os transfeririam da prisão B para a prisão A; não disseram que os libertariam e os mantiveram na incerteza até o último segundo.

Os prisioneiros não têm defesa, os advogados não podem visitá-los, com algumas exceções aqui e ali. A Cruz Vermelha não pode visitá-los. Suas famílias não podem visitá-los; a última vez que viram seus filhos foi anos atrás, não há rádio ou TV. A única maneira de receber notícias é através dos guardas. Essa é a única maneira, é terrível.

Há prisioneiros lá desde 1998 e um deles me disse algo como: ‘Eu estava na prisão antes da queda do Muro de Berlim, ou antes do colapso da União Soviética e ainda estou na prisão. Olhe o que aconteceu no mundo.’ Há prisioneiros políticos com sentenças altas, como prisão perpétua ou 25, 30 anos. A maioria deles está na prisão há no mínimo 20 anos. Alguns há 25, outros 30, 35 anos.

Como é a vida deles depois de serem libertados?

Dos 600 que foram libertados, 300 foram soltos na Cisjordânia e estão basicamente vivendo em uma situação onde qualquer coisa que façam, mesmo algo social, pode levá-los a uma nova prisão. Alguns que cumpriram 25 anos de prisão foram libertos por dois ou três meses e depois foram presos novamente.

Na Cisjordânia?

Sim, na Cisjordânia. E alguns foram massacrados, bombardeados e mortos pelo regime israelense [após sair da prisão]. Outros foram exilados para fora da Palestina. Eles foram primeiro para o Egito.

Eles estão no exílio por ordem de Israel ou por vontade própria? Eles escolheram partir?

Não, Israel decidiu. Não foram eles. Eles não escolheram o exílio. Todos eles queriam ficar onde viviam com suas famílias, porque agora eles estão no Egito e os sionistas israelenses não permitiram que suas famílias deixassem a Cisjordânia para encontrá-los. Então, eles estão vivendo sozinhos no Egito agora.

No Egito, eles estão vivendo em um hotel fornecido pela inteligência egípcia, sob a justificativa de que a inteligência quer proteger os prisioneiros políticos de qualquer ameaça. Então, eles vivem em um hotel, basicamente em uma prisão a céu aberto, porque não podem sair do hotel exceto talvez por 1 hora por semana.

Só com autorização da ordem egípcia?

Eles precisam de permissão para sair. Dos 300, aproximadamente 150 deixaram o Egito para diferentes países, como 50 para a Turquia, 30 para a Argélia, 20 para a Espanha. E sim, eles estão vivendo no Egito agora em condições muito difíceis. Não podem sair do hotel e não podem continuar suas vidas e se reunir com suas famílias. Depois de 25 anos de prisão, eles ainda têm que sofrer mais e mais vivendo em uma prisão.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Mundo

Vídeo: Ativistas da Flotilha para Gaza denunciam “fomos tratados como animais”

Ativistas internacionais da flotilha Global Sumud, que partiu de Barcelona em setembro de 2025 com o objetivo de entregar ajuda humanitária a Gaza — um território palestino que enfrenta fome extrema segundo a ONU —, foram interceptados por forças militares israelenses em águas internacionais, a cerca de 88 km da costa de Gaza.

A operação resultou na detenção de mais de 400 pessoas de dezenas de países, incluindo políticos, jornalistas e ativistas como a sueca Greta Thunberg e a brasileira deputada do PT, Luizianne Lins.

Após a interceptação, os ativistas relataram terem sido submetidos a violência física e psicológica durante a detenção. O político italiano Paolo Romano, conselheiro regional da Lombardia, descreveu que os barcos foram abordados por embarcações militares israelenses, forçando os ocupantes a se ajoelharem com as mãos algemadas por zip-ties por horas, sofrendo agressões se se movessem, insultos, ameaças com armas e negação de água e medicamentos.

“Fomos tratados como animais”, afirmou Romano ao chegar ao aeroporto de Istambul, para onde 137 detidos (incluindo 36 turcos) foram deportados em um voo fretado pela Turkish Airlines no dia 4 de outubro.

A ativista malaia Iylia Balais, de 28 anos, chamou a experiência de “a pior da vida”, relatando algemas que impediam a caminhada, obrigações de deitar de bruços no chão e recusa de necessidades básicas. Outros depoimentos incluem humilhações, como a suposta separação de Thunberg para fotos com a bandeira israelense, e condições precárias em prisões, com denúncias de falta de acesso a advogados e tratamento médico.

Israel confirmou as deportações em postagens no X (antigo Twitter), referindo-se aos ativistas como “provocadores da flotilha Hamas-Sumud” e negando violações de direitos, afirmando que ofereceu deportação voluntária e que os direitos legais foram respeitados.

O governo turco classificou a ação como “ato de terrorismo”, elogiou os ativistas por darem “voz à consciência humana” e iniciou uma investigação. Críticas internacionais vieram de países como Turquia, Colômbia, Paquistão e Grécia, com protestos em várias cidades europeias.

Até o momento, dezenas de ativistas permanecem detidos em Israel, com mais deportações em andamento.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Brasil Mundo

Lula sendo Lula

Trump disse, “Tive uma ótima conversa com o presidente Lula do Brasil. Gostei da conversa e EUA e Brasil se darão bem juntos. Vamos nos encontrar em breve!”

Esse post foi compartilhado por volta do meio-dia (horário de Washington) e destaca o tom positivo da ligação de cerca de 30 minutos.

Trump enfatizou a “boa química” entre os dois líderes, ecoando comentários que ele já havia feito após o encontro breve na ONU em setembro.

Reconciliação diplomática
Lula conseguiu estabelecer um canal direto com Trump, algo que ele havia descartado publicamente em agosto de 2025, quando disse que “não ligaria para Trump” porque “ele não quer conversar”.

A troca de números de telefone e o tom “amigável” da ligação mostram uma reaproximação após meses de tensões devido às tarifas de 40% e 50% impostas pelos EUA e às sanções contra autoridades brasileiras (como Alexandre de Moraes).

O fato de Trump ter postado no Truth Social que “gostou da conversa” e que “EUA e Brasil se darão bem juntos” reforça a percepção de que Lula conseguiu suavizar as relações, algo que parecia improvável semanas atrás.

Avanço em pautas sensíveis
Lula pediu a remoção das tarifas comerciais impostas pelos EUA em retaliação à perseguição judicial contra Jair Bolsonaro. Embora não haja confirmação imediata de que Trump cedeu, o tom positivo da conversa e o compromisso de uma reunião presencial (possivelmente na cúpula da ASEAN na Malásia) sugerem que negociações estão em curso.

Isso pode ser visto como um passo diplomático importante para Lula, que enfrenta pressão doméstica para proteger a economia brasileira.

A discussão sobre sanções contra figuras como Moraes também coloca Lula em uma posição de mediador, o que pode fortalecer sua imagem como líder global capaz de dialogar até com adversários ideológicos.

O telefonema pode ser considerado uma vitória política para Lula, especialmente por estabelecer diálogo direto com Trump, suavizar tensões e abrir caminho para negociações sobre tarifas e sanções.

A percepção pública no Brasil e a narrativa do governo reforçam essa visão, com o Planalto destacando a ligação como “construtiva”.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z