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PF apura emenda de Flávio para ONG suspeita de integrar esquema de desvios de irmãos Brazão

A Polícia Federal (PF) investiga uma emenda parlamentar de R$ 199 mil enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em novembro de 2023 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), uma ONG sediada na Zona Oeste do Rio de Janeiro (bairro Taquara, área de influência dos Brazão).

Os irmãos Brazão (Chiquinho e Domingos) foram condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Eles são investigados por um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares via ONGs, incluindo a “Contato” (ou CPASC) e entidades ligadas.

A PF apura se esse repasse específico integrou o esquema comandado pelo grupo dos Brazão. A transferência ocorreu cerca de um mês após o gabinete de Flávio ser procurado por um assessor de Domingos Brazão no TCE-RJ.

Intermediário: Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe” (policial militar da reserva, ex-assessor ligado aos Brazão e também condenado no caso Marielle). Ele teria intermediado o envio da emenda.

Sobre a ONG (Ifop): O Ifop recebeu a emenda para o projeto “Jogadores do Futuro” (futebol/inclusão social). TVTNews.

A mesma ONG também recebeu recursos de Chiquinho Brazão (R$ 1,5 milhão para outro projeto) e já apareceu em apurações anteriores da PF relacionadas aos Brazão.

Há investigações paralelas (incluindo da CGU e relatórios anteriores do UOL) sobre possíveis irregularidades em prestações de contas dessa e de outras ONGs cariocas ligadas ao grupo (superfaturamento, entrega incompleta de materiais etc.), mas isso não é exclusivo dessa emenda.


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Flávio Bolsonaro teve reembolso de viagem a SP um dia após Vorcaro ser liberado da prisão

O ICL Notícias perguntou ao senador se o contribuinte arcou com as despesas de um encontro privado com um banqueiro acusado de lavagem de dinheiro

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ressarcido com dinheiro público por viagem feita a São Paulo no dia 29 de novembro, um dia após Daniel Vorcaro voltar para casa após sua primeira prisão do controlador do Banco Master. O parlamentar pediu reembolso ao Senado de duas passagens que comprou para se deslocar de Brasília à capital paulista. As informações constam no Portal da Transparência do Senado. Flávio Bolsonaro admitiu ontem que visitou Vorcaro em sua casa “logo após” o banqueiro passar a usar tornozeleira eletrônica, o que aconteceu no dia 28 de novembro.

Segundo informação do site G1, o encontro com o banqueiro ocorreu no mesmo dia da viagem do presidenciável do PL a São Paulo.

No final da manhã de 29 de novembro do ano passado, o senador embarcou em um voo da Latam marcado para sair às 11h40 de Brasília para o aeroporto de Congonhas. O custo total da passagem foi de R$ 2.216,77. Ele pegou o voo de Congonhas para a capital federal, na noite da mesma data, desta vez um voo operado pela Azul, no valor R$ 413,22.

O banqueiro havia tido sua prisão revogada na noite do dia anterior, 28 de novembro de 2025, por uma decisão da desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Solange Salgado da Silva.

Dias depois, o senador comprou novas passagens de ida e volta entre Brasília e São Paulo e foi reembolsado pela Casa Legislativa. No dia 1º de dezembro, ele pegou um voo da Latam, marcado para sair às 12h30. Retornou à capital federal, na manhã do dia seguinte, em um voo operado pela mesma companhia aérea. O custo total foi de R$ 2.919,29.

O senador volta a viajar para São Paulo, no dia 4 de dezembro de 2025. De novo, com passagens reembolsadas pelo Senado no valor de R$ 5.787,29. Ele voltou no dia seguinte. Os voos foram operados pela Latam. Ainda do dia 15 daquele mês, Flávio Bolsonaro viajou para São Paulo mais uma vez e foi reembolsado em R$ 2.314,77.

O ICL Notícias perguntou ao senador Flávio Bolsonaro se o contribuinte arcou com as despesas de locomoção de um encontro de caráter privado com um banqueiro acusado de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, além de táticas de intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos, entre outros crimes.

A reportagem perguntou também ao senador em quais datas ele visitou Daniel Vorcaro. Caso responda, esse texto será atualizado.

A visita de Vorcaro foi revelada pelo colunista do Metrópoles Igor Gadelha e aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando o banqueiro deixou a carceragem da Polícia Federal.

A cota de voos e passagens aéreas dos senadores está inclusa na CEAPS (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar). Além de uma verba mensal de até R$ 15 mil para despesas, o benefício também inclui o valor da verba de transporte aéreo dos senadores tem valor variável para cada unidade da federação.

A relação íntima entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro foi revelado pelo site Intercept Brasil. O senador pediu ao banqueiro que se comprometesse a repassar R$ 134 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história da eleição de Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

Ao menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, de acordo com informações do Intercept

Em pronunciamento feito ao lado de senadores e deputados, nesta terça-feira (19), Flávio Bolsonaro admitiu que visitou Vorcaro. “Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele. (…) Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investido há muito mais tempo e o filme não correria risco”, afirmou.

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”. Ele negocia um acordo de delação premiada.

*ICL


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PL estipula prazo para decidir candidatura de Flávio Bolsonaro após visita a Vorcaro

Pressionado pelo PL a explicar sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que visitou o banqueiro após sua prisão, no fim do ano passado. A revelação aumentou a crise interna em torno da pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro à Presidência e levou parte da cúpula do partido a considerar um prazo de 10 a 15 dias para reavaliar se ele terá condições de seguir na disputa, segundo o Globo.

Vorcaro usava tornozeleira eletrônica e estava impedido de deixar São Paulo quando recebeu a visita de Flávio. O senador já havia sido exposto em áudios nos quais cobra parcelas atrasadas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente. Segundo o Intercept Brasil, o banqueiro autorizou o repasse de R$ 61 milhões ao filme, transação investigada pela Polícia Federal.

Ao comentar o encontro, Flávio confirmou a ida até Vorcaro. “Fui, sim, até o encontro dele (Vorcaro). Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele”, disse.

Em seguida, afirmou que a visita tinha como objetivo encerrar a negociação sobre o longa: “Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que a candidatura de Flávio pode se tornar “inviabilizada” se surgirem fatos que contrariem a versão de que a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme.

A revelação da visita se somou a outras turbulências, como o incômodo de uma ala do partido com a escolha de um ex-policial civil para chefiar a comunicação e o desgaste com o Centrão após operação que mirou Ciro Nogueira (PP-PI).

Flávio passou os últimos dias em reuniões reservadas com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Depois, reuniu cerca de 70 deputados e senadores do PL em Brasília, pediu desculpas por não ter explicado antes detalhes da relação com Vorcaro e repetiu que “não há mais nada” além da negociação sobre o filme.

No partido, porém, parlamentares cobraram garantias de que não haverá novas revelações. Caso a candidatura não se sustente, Michelle Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) aparecem entre as opções discutidas internamente. Marinho, no entanto, defendeu o senador: “Não existe nenhuma chance de Flávio ser substituído”.


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‘Flávio Bolsonaro se enrolou na própria mentira’, diz advogado e cientista político

Jorge Folena avalia que candidatura do bolsonarista seguirá, mas com muitas dificuldades porque perdeu a credibilidade

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) indica impacto das revelações sobre as relações do Banco Master na candidatura de Flávio Boslonaro (PL). O senador teve queda de seis pontos percentuais, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como vitorioso no primeiro e segundo turno.

O petista aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% do senador do PL. Na pesquisa anterior, realizada em abril, Flávio tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%.

Para o advogado e cientista político Jorge Folena, os recentes resultados mostram o impacto das revelações do envolvimento do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. O especialista destaca também que a jogada de ficar voltando atrás nas declarações também acaba prejudicando a imagem dele. “A queda é consequência do envolvimento dele e de sua família com um criminoso, que é o Daniel Vorcaro. E isso produziu um efeito grande porque ele mentiu. Mentiu para os repórteres quando foi indagado e depois teve que reconhecer que a voz era dele. Ou seja, um mentiroso. Depois ele foi dizer que o dinheiro do Vorcaro era privado, que o negócio dele não era pedir dinheiro da Lei Rouanet. Só que é um dinheiro fraudado. O Vorcaro gerou um prejuízo a milhares de correntistas, aposentados e pensionistas, e eu diria que até à Receita Federal. O dinheiro é público proveniente de fraudes. Flávio Bolsonaro se enrolou na própria mentira”, afirmou em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A família Bolsonaro vai tentar sustentar a candidatura de Flávio, porque eles não têm opção e ele expressa a representação do fascismo brasileiro. “A candidatura está chamuscada. Vai ter apoio? Vai. Mas daqueles que são adeptos do fascismo brasileiro. Com mentira e sem proposta, porque vamos lembrar que, até o momento, Flávio não apresentou o que pretende fazer caso vença a presidência. As pessoas vão votar nele por uma opção fascista”, avalia Folena.

O cientista político também destaca um dado que considera importante: o fato de que 95% das pessoas tomaram contato com a reportagem jornalística que trouxe a revelação do envolvimento de Flávio e Vorcaro. “Mesmo com as dificuldades que os meios de comunicação tradicional impõem para proteger Flávio Bolsonaro não puderam esconder, até porque o próprio Flávio admitiu. E que bom que as pessoas puderam ter contato para formar juízo”, afirma.

*BdF


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Flavio: Fui encontrar com a tornozeleira em sua casa e me deparei com Vorcaro

O contato pessoal de Flavio com Vorcaro é uma imaginação doida. Não fui lá para conhecê-lo, fui me encontrar com a tornozeleira.

Por isso, digo e repito, a denúncia de que fui me encontrar com Vorcaro em sua casa, caiu no vazio. A iniciativa de visitar a tornozeleira foi minha e não comentei com ninguém do meu partido. Isso virou publicação no Metrópoles e se espalhou por todas as redes para atrapalhar minha vida.

Sigo afirmando que não tenho qualquer relação com Vorcaro, daí a minha serenidade, porque as acusações contra mim são muito frágeis.

Com mais essa onda contra mim, dá para imaginar como estou sendo perseguido.

Amanhã farão nova exploração de minha imagem. Mas repito, fui dar um fraterno abraço na minha amiga tornozeleira que protegia Vorcaro. Não fosse por ela, nós não nos encontraríamos tet a tet.

Um dia, todos saberão da verdade e virá à baila qual foi meu assunto naquela casa com a tornozeleira de Vorcaro.


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Desespero: Após queda nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro vai ao TSE para suspender pesquisa AtlasIntel

Parlamentar afirma que questão induziu os entrevistados a associá-lo a uma percepção negativa; CEO do instituto nega

A pré-campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo, de forma liminar, a suspensão da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19).

A equipe do parlamentar argumentou que o instituto teria induzido os entrevistados a associar o senador Flávio Bolsonaro a uma percepção negativa ao reproduzir um áudio da conversa entre ele e o empresário Daniel Vorcaro antes das perguntas. A gravação foi divulgada na semana passada pelo Intercept Brasil e mostra o senador pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a coordenação jurídica responsável pela ação, o método utilizado comprometeu a imparcialidade do levantamento ao apresentar o conteúdo da conversa antes da coleta das respostas. “O pedido afirma que o instrumento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral”, disse a pré-campanha de Flávio em nota.

No entanto, o CEO da Atlas, Andrei Roman, afirmou que a gravação não teve impacto nos cenários eleitorais testados. “O áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e, portanto, não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil, mas a nível global”, declarou em publicação no X.

A pesquisa
A pesquisa mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O destaque do levantamento é a queda de seis pontos percentuais de Flávio em um eventual segundo turno contra Lula.

Agora, o petista aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% do senador do PL. Na rodada anterior, realizada em abril, antes da divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, o parlamentar tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%, o que indica uma oscilação negativa de seis pontos para o senador.

As conversas vazadas entre Flávio e Vorcaro também fizeram crescer a percepção de que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são os principais envolvidos no esquema de fraudes financeiras do Banco Master.

A pesquisa mostra que 43,3% dos entrevistados apontam os aliados de Bolsonaro como os mais envolvidos no caso. O índice representa uma alta de 15 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em março, quando esse grupo era citado por 28,3%, e as mensagens entre Vorcaro e Flávio ainda não tinham se tornado públicas. No mesmo período, caiu a parcela que atribui maior envolvimento a aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saindo de 39,5% para 32,8%.

Entre os entrevistados que afirmaram ter conhecimento do vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, 51,7% disseram ver indícios de envolvimento direto do senador no escândalo do Banco Master. Outros 33,3% avaliaram que as conversas mostram uma tentativa legítima de obter apoio financeiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Já 12,1% disseram enxergar apenas uma relação de proximidade entre Flávio e o dono do banco, sem comprovação de ilegalidade.

*BdF


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No dos outros…: Direita apresenta proposta que amplia jornada para 52 horas e adia fim da 6×1

Texto apoiado por 176 deputados flexibiliza regras trabalhistas, amplia poder patronal e empurra redução da jornada por uma década

Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Principais pontos da proposta
Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos.
Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais.
Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas.
Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador.
Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais.
Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas.
Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar.
Na prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.

Outro ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.

A proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão computados como jornada efetiva de trabalho.

Na prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente na jornada semanal.

Além da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre despesas com novos postos de trabalho.

A proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas receberão benefícios tributários e redução de encargos.

O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.

Na prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso. Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas.

Na justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica. O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar mecanismos para adaptação das empresas.

Lembrem-se destes nomes na eleição

Confira os parlamentares que assinaram a proposta:

  • Sérgio Turra (PP-RS)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • ]Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
  • Alberto Fraga (PL-DF)
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR)
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Cobalchini (MDB-SC)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Juarez Costa (Republicanos-MT)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Fernanda Pessoa (PSD-CE)
  • Rafael Simões (União Brasil-MG)
  • General Girão (PL-RN)
  • Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
  • Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  • Henderson Pinto (União Brasil-PA)
  • Sergio Souza (MDB-PR)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Tião Medeiros (PP-PR)
  • José Rocha (União Brasil-BA)
  • Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Pastor Eurico (PSDB-PE)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Dr. Flávio (PL-RJ)
  • Messias Donato (União Brasil-ES)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Adilson Barroso (PL-SP)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Luisa Canziani (União Brasil-PR)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Célio Silveira (MDB-GO)
  • Toninho Wandscheer (PP-PR)
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  • Pastor Diniz (União Brasil-RR)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Chris Tonietto (PL-RJ)
  • Roberta Roma (PL-BA)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Felipe Francischini (Podemos-PR)
  • Beto Pereira (Republicanos-MS)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Lafayette de Andrada (PL-MG)
  • Padovani (PP-PR)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • ]Josivaldo JP (União Brasil-MA)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • Dilceu Sperafico (PP-PR)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  • Fausto Jr. (União Brasil-AM)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • José Nelto (União Brasil-GO)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Marangoni (Podemos-SP)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  • Luiz Lima (Novo-RJ)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC)
  • Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • João Carlos Bacelar (PL-BA)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  • Eli Borges (Republicanos-TO)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Marcelo Moraes (PL-RS)
  • Ismael (PL-SC)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
  • Paulo Litro (União Brasil-PR)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Antonio Andrade (PSDB-TO)
  • Beto Richa (PSDB-PR)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • AJ Albuquerque (PP-CE)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Paulo Azi (União Brasil-BA)
  • Diego Coronel (Republicanos-BA)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Magda Mofatto (PL-GO)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Max Lemos (PDT-RJ)
  • Hildo Rocha (MDB-MA)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Luciano Vieira (PSDB-RJ)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Bebeto (PP-RJ)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Adriano do Baldy (PP-GO)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Missionário José Olimpio (PL-SP)
  • Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  • Julio Arcoverde (PP-PI)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  • João Maia (PP-RN)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Thiago Flores (União Brasil-RO)
  • Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
  • Zé Silva (União Brasil-MG)
  • Dr. Jaziel (PL-CE)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • Doutor Luizinho (PP-RJ)
  • Aline Gurgel (União Brasil-AP)
  • Claudio Cajado (PP-BA)
  • Rosangela Moro (PL-SP)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Eunício Oliveira (MDB-CE)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  • Jefferson Campos (PL-SP)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)

*Cleber Lourenço/ICL


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Lacombe, bolsonarista, dos áureos tempos da Secom, agora diz que Bolsonaro e trupe é um bando de vigaristas

Os arroubos sentimentais daquela gleba bolsonarista está tentando criar uma espécie de memória própria do que viveram nos anos dourados do bolsonarismo de coleira. É o espírito do tempo.

Agora, através de Lacombe, damos de cara com as memórias guardadas em segredo para revelar que ele sempre achou que a direita brasileira não existe e que não passa de um bando de oportunistas.

Lacombe é somente mais uma das almas contadas que vagam depois que acabou aquela moleza dos lambe-botas do mito, via Secretaria de Comunicação do Governo Federal.

O fato é que a família Bolsonaro, que é maior que o clã, digo família política, está vivendo de OLX, pois acabou a pensão. Então, a solução é correr para a ecnomia popular e vender o que lhe resta em casa para conseguir algum.

Tão logo explodiu a primeira mina, aquela corja que cercava Bolsonaro, assim como o bando da Jovem Pan, Lacombe, com aquela sua “inteligência” que Deus lhe deu, está inventando qualquer reflexão “profunda” e vaidosa para cuspir no prato em que se fartou.

Seu vídeo, cheio de “firmezas conservadoras”, omite, lógico, sua participação na zorra, numa fala rocambolesca, que vai muito além do desonesto, mas da vagabundagem em estado puro.

Quem vê e revê o que esse vigarista, oportunista, diz no Tik Tok que Bolsonaro e seus filhos não passam de oportunistas, com um tom acidamente crítico, acha que o sujeito vale alguma coisa, tal a gratuidade moral que vomita.

Na verdade, Lacombe, que tem um caráter do tamanho do de Bolsonaro e do clã, está na mesma que muitos ex-bolsonaristas, dando qualquer opinião para se separar completamente do melado do qual se lambuzou.


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Política

Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro após sua primeira prisão

Senador teria visitado banqueiro em SP no fim de 2025 após primeira prisão pela PF, segundo apuração do Metrópoles

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por Flávio nesta terça-feira (19).

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (19), o senador admitiu a reunião e afirmou que o encontro ocorreu quando Vorcaro já estava sob uso de tornozeleira eletrônica, com o objetivo de “botar um ponto final na questão” relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o site, o encontro ocorreu na casa de Vorcaro em São Paulo depois que o ex-banqueiro foi liberado da prisão por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

Na esteira do caso “Dark Horse”, Flávio se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo e tratar de outros posicionamentos do grupo.

Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde então, Flávio vem tentando conter os danos para a pré-campanha e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

Na última sexta (15), o senador disse que poderia vazar informação sobre “algum encontro” entre ele e Vorcaro.

“Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

Na ocasião, ele disse que se encontrou pessoalmente “poucas vezes” com Vorcaro, todas para tratar da produção, e que o dono do Master ainda não era investigado.

O ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior. Segundo investigadores, ele tentava fugir do Brasil para evitar ser preso peloas fraudes no caso. A defesa do ex-banqueiro nega.

No dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central.

Dez dias depois da primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, foi detido novamente.

*Carolina Linhares e Isadora Albernaz/ICL


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Política

Pergunta que não quer calar, Flavio continuará na disputa presidencial?

Em menos de uma semana, Flavio Bolsonaro perdeu 15% do seu eleitorado. Não tem um ovo de Colombo possível que possa modificar essa realidade. Ele está literalmente sendo abandonado dentro do próprio partido por aqueles que juravam fidelidade canica à sua candidatura.

O problema de Flavio é sério, porque foi o próprio que se denunciou. As consequências de sua aflição, depois do vazamento do aúdio para Vorcaro, são avassaladoras, pois, desaba cada vez que abre a boca para “explicar”.

Como disse, de forma provocativa, até seu irmão, Eduardo.

Flavio, com suas explicações, se enterra, jogando terra por cima de si próprio. Ou seja, até o irmão que está sendo centrifugado  no escândalo do Master, mostra que estão todos vivendo um verdadeiro pânico. Pior, não há como fugir.

É aquela história, viver na gandaia entre biscates, sem compromissos e sem leis, sem qualquer hesitação, é uma decisão de risco. O que ele fez de boca própria em seu áudio, foi um suicídio político e terminal.

Tudo em nome da ganância por dinheiro e poder. Basta dar um pio sobre o que aconteceu e suas razões absurdas, para que até os tios do zap o enxerguem de forma totalmente desconfigurada.

Não há o que fazer, a não ser emudecer. O bolo cotidiano de desgraças só aumenta com o fermento de suas declarações. Comprando o remédio da própria deroocada, Flavio mostra a tempestade íntima que está vivendo, revelando que sente que o mundo desabou sobre sua cabeça.

Como não há maneira de perguntar, se não tem como mudar essa situação no tapetão, como acontecia na época do seu pai no governo, conclui-se que, seguindo nessa toada, se não piorar ainda mais, até os que ainda o defendem em homenagem ao pai, vão mais do que abandoná-lo, vão salgar e cuspir em seu caixão político.


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