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CPI rejeita relatório: Ministros do STF veem uso eleitoreiro de CPI e articulam reprovação de relatório

CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF

Texto foi derrotado por 6 a 4 após articulação envolvendo governo, STF e Senado

Avaliação interna é de que relatório ignora objeto da CPI e distorce finalidade da investigação

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a proposta de indiciamento de magistrados da corte pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado teve um viés eleitoreiro e extrapolou o escopo original da investigação parlamentar, em um sinal de abuso de autoridade.

Os ministros articulam junto ao governo Lula (PT) e ao Congresso Nacional a reprovação do relatório proposto pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Cinco ministros relataram a interlocutores que a iniciativa de Vieira é considerada lamentável, injusta e tecnicamente equivocada.

Vieira pediu o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crimes de responsabilidade, delitos que podem ensejar processos de impeachment.

Também foi apontada uma suposta omissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação aos casos do Banco Master.

À reportagem Gilmar disse que “causa espécie que o relator tenha esquecido de indiciar seus colegas de milícia”. Reservadamente, outros dois ministros avaliam que Vieira, ao atacar o STF, quer atrair o eleitorado bolsonarista para garantir a sua reeleição em outubro.

Em mais um capítulo da crise interna do Supremo, os ministros também lamentam o silêncio do presidente da corte, Edson Fachin, que até agora não se manifestou sobre o relatório da CPI. Um grupo de magistrados avalia que Fachin deveria vir a público fazer a defesa institucional da corte.

Nas redes sociais, o ministro do Supremo Flávio Dino escreveu que “é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros”.

Dino disse que críticas e investigações devem ser feitas, mas que tratar o STF como um problema nacional é um “gigantesco erro histórico”. O ministro cita decisões da corte contra o crime organizado e termina o texto prestando “solidariedade pessoal aos colegas alvos de injustiças”.

Um grupo de ministros também avalia que o relatório é juridicamente inconsistente, uma vez que os ritos para a investigação de crimes de responsabilidade estão disciplinados pela Lei do Impeachment, cuja admissibilidade se dá pela Mesa do Senado, e não por uma CPI.

No X (antigo Twitter), Gilmar escreveu que o relatório é uma “cortina de fumaça”, pois “deixa de enfrentar o grave problema a que se propôs” e “engrossa a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”.

O decano do Supremo disse que os excessos da CPI “podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados” pela PGR (Procuradoria-Geral da República). O ministro é um defensor da fixação de balizas para a atuação de comissões parlamentares, para evitar arbitrariedades.

Gilmar falou sobre o assunto também na abertura da sessão da Segunda Turma do STF. “Esse desvio de finalidade suscita preocupação e o desvio de finalidade não é algo inocente, é crime. Está na lei de abuso de autoridade.”

Toffoli se manifestou em seguida e defendeu a inelegibilidade de quem ataca as instituições para obter dividendos eleitorais, pois isso, segundo ele, configura abuso de poder. “Esse voto é antidemocrático. É um voto corrupto. E essas pessoas não merecem ter a dignidade de poderem estar elegíveis”, afirmou.

De acodo com Toffoli, o relatório da CPI é “completamente infundado e sem base legal, com o único objetivo de obter votos”. O ministro afirmou tratar-se de uma “situação de excrescência” que merece atenção da Justiça Eleitoral.

O ministro André Mendonça prestou solidariedade “com essa situação de injustiça” e defendeu que as comissões parlamentares respeitem o objeto original de investigação. “Ninguém está acima da lei, mas procedimentos precisam ser feitos da forma correta, respeitando os direitos de todos os cidadãos.”

“Não estamos aqui para isentar ninguém de responsabilidade, mas não estamos autorizados a permitir que investigações indevidas possam ter seu curso em qualquer seara”, afirmou Mendonça.

Em seguida, o ministro Kassio Nunes Marques fez uma breve manifestação: “Também me solidarizo e subscrevo as palavras de Vossa Excelência (Gilmar)”. O ministro Luiz Fux disse que “concorda quanto à necessidade de o plenário do STF julgar a questão relativa aos poderes das CPIs”.

*ICL


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Política

O ódio como identidade oculta

O amor de certa camada da sociedade por um pensamento aristocrata, mas sobretudo escravagista é, em forma e profundidade, a nova língua dos “moderados” de direita, leitores de livros cultos no porto do mar. Mas, na realidade, é o quadro mais vulgar da geografia social brejeira.

Na dissertação filosófica do nosso país, a argumentação pedregulhenta cria um gênero novo entre nós, no qual se romanceia penetrantes visões do idealismo moderno.

Isso é uma forma de ser um vassalo do sistema. Ao fim e ao cabo, trata-se de um influxo à francesa com uma musculosa língua hipertrofiada por anos de governo de direita no Brasil.

Na verdade, toda essa gente está batizada na cartilha do ódio como identidade.

A partir disso, um bate-papo informal, mesmo com a pequena burguesia assalariada, que se acha monarquia funcional, a frase dita em estalão quando se relembra todo um processo de entrega do patrimônio nacional, corrupção e uma teia de interesses que move a direita, entra sempre a mesma frase, “mas o Lula não é santo”.

Esse sujeito está tão contaminado pela identidade do ódio quanto o mais feroz estúpido, idiota, bolsonarista e, certamente, votou no dito cujo em 2018 e 2022 sob esse mesmo elástico moral.

Como sabemos, esse é o produto mais vendido na praça, com cinco faixas elásticas de moral seletiva. É uma espécie de reabilitação intestina que usa cada uma delas para uma espécie de resitência contra a realidade.

É o velho tucano enrustido que já foi um Fernando Collor hipercolorido. Pode não parecer, mas esse moderado, por um “mistério da vida”, é parte também da faixa elástica que define hoje uma eleição no Brasil.

Não há contra-argumento quando a direita explode, mas por uma contingência do cloreto de sódio do batismo, ele, que possui, em nome da boa estética, um anteposto de atitudes, revela-se como o novo e inteiriço militante de direita que faz de tudo para que sua insuspeita posição política não fique tão suspeita.

É um amor imortal e imoral que essa gente tem pelos liberais, gente que está tão doente na vida humana que veste um molde de figurino pré-estabelecido e persiste eterno na vulgaridade fácil da vida extraterrestre do mundo da política.

Usa um vento imaginário para transcrever ou reeditar as cartas documento das velhas seitas oligárquicas do Brasil, mas dissertam calmamente sobre o vazio da vida ao arrepio da realidade concreta.

A palavra chave nesse caso, é o desânimo com o pessimismo que verbaliza contra “tudo o que esta aí”. Mas infelizmente, esse zumbido, pouco ou nada percebido, pela sociedade brasileira é, na verdade, o resíduo final de uma direita que faz barulho silencioso contra qualquer avanço social no Brasil, mas principalmente contra o “tamanho do Estado”.

É essa gente que engorda a rejeição a Lula.


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Política

A pergunta que os GloboNewsers não fizeram para Lindbergh Farias

A mídia brasileira, como sabemos, é um espetáculo de ensaboagem, em bom português, carrega em sua cartilha bíblica a ordem central dos barões do jornalismo industrial.

É mais importante esconder determinadas notícias que podem afetar os principais anunciantes do que fabricar escândalos em série contra os desafetos.

O encontro de Andreia Sadi do powerpoint, Malu Gaspar, Otávio Guedes, Ana Flor e Valdo Cruz com o deputado vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, merece nota.

Tudo foi perguntado, tudo foi questionado, e Lindbergh, além de responder a tudo com precisão, colocou várias minas explosivas para que os pés de anjo da GloboNews pisassem naquela espécie de “não me toque” para que a pergunta derradeira surgisse naturalmente, mas os jornalistas levitaram como o Gasparzinho, fantasminha camarada para não pisar em minas.

Se o Banco Central não fosse “independente”, como era no passado antes de Bolsonaro entregá-lo às raposas do sistema financeiro, Vorcaro conseguiria fazer o que fez?

Não! Claro que não.

Campos Neto, que era o objeto em questão, suscitado em matéria do Globo por Malu Gaspar, nem presidente do BC seria. Aliás, nem ele, nem Galípolo. Os dois são nomes de um mesmo novelo do sistema financeiro privado, que é quem dá as cartas na taxa Selic que esfola o bolso do trabalhador brasileiro com os juros reais mais caros do mundo, no faz me rir da ciranda de poucos, meia-dúzia que explodiu de ganhar dinheiro com recordes sobre recordes durante o governo Bosonaro, onde Paulo Guedes, a mando de Bolsonaro, devolveu o Brasil ao mapa da fome, enquanto os banqueiros com banquete dos bem-aventurados, servia os maiores leitões da agiotagem nacional.

Isso nunca havia acontecido no Brasil, enquanto o Banco Central era público.

Sob qualquer hipótese, guiado nas sombras pelas forças invisíveis, o Banco Central, com uma compra mais do que atípica, escancaradamente criminosa não mereceu, já na saída, tal observação do chamado grupo garantidor.

Claro que houve um acordo entre os grandes banqueiros do famigerado grupo “garantidor” com Vorcaro, do contrário, o Banco Master jamais daria um passo para o aumento em espiral da fortuna de Vorcaro que acabou nessa meleca toda.

O fato é que or jornalistas da GloboNews, na entrevista com Lindbergh, fizeram questão de esquecer que foi Bolsonaro quem entregou a rapadura aos banqueiros amigos.

Isso é o que podemos definir como batalhão de choque do sistema financeiro brasileiro dentro das quatro linhas da mídia nacional.

Banco Central “privatizado” no do povo, é refresco,


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Política

Por que o empate em rejeição a Lula e a Flavio é ótimo para o presidente

A rejeição a Lula é velha, a de Flavio é nova e crescente. Quem odeia Lula, o faz desde a farsa do mensalão, assim como da Lava Jato, ou seja, já bateu no teto, não sobe mais.

A diferença está nesse detalhe, a rejeição a Flavio apenas começou, a de Lula, chegou no teto.

Outro detalhe importante, para o eleitor, com Lula, pior do que está, não fica, mas com Flavio, pior do que está fica e piora muito mais se os lambe-botas de Trump voltarem.

Cada blefada de Trump em relação ao Irã, a tendência é a rejeição a Flavio aumente e o pedófilo americano não faz outra coisa na vida como forma de se vender grandão.

Para entender melhor

Em pleno governo Lula, a fala de Trump sobre o Irã fez o Ibovespa superar 198 mil pontos, emendando a décima alta seguida em nova máxima histórica. Dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos.

Isso não cura a síndrome de vira-lata que a direita bolsonarista carrega tatuada na alma, mas faz com que a soberania nacional, defendida por Lula, ganhe cada vez mais pedal e a sabujice de Flavio e do clã Bolsonaro ganhe mais rejeição entre os indecisos, inclusive de gente de centro direita e direita não bolsonarista.

No entanto, temos que lembrar da contradição entre vitrine e pedra. Lula é o presidente, consequentemente, fica muito mais exposto à críticas e cobranças, Flavio é um senador inútil, nulo que segue o mesmo histórico de produção zero em relação a projetos aprovados no Congresso, aqssim como viveu o pai, Bolsonaro, e os irmãos da mesma cepa, Carluxo e Eduardo.

Ainda há muito o que ser descortinado no passado de Flavio. Milícia, chocolate, mansões luxuosas, rachadinha e sabe lá Deus mais o quê.

Automaticamente, Flavio, que faz oposição a Lula, ou seja, é pedra, está tão vulnerável quanto quem está na situação deixando de ter peso de opsição.

O calcanhar de Aquiles de Lula, que é o Banco Cental privatizado, que produz a maior taxa de juros do mundo, na privatização, foi entregue para as raposas do sistema funanceiro por Jair Bolsonaro, pai de Flavio, a quem ele jura seguir todos os passos para mergulhar o Brasil no mapa da fome, junto com o recorde de lucro para os abutres do país, os banqueiros.

Não se comemora o nível de rejeição a Lula, lógico, mas se, num eventual segundo turno, for mesmo Flavio o candidato a disputar com Lula, sua rejeição será, sem sombra de dúvida, cada dia mais crescente, superando a de Lula, a partir da realidade que já aparece no horizonte.


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Templo rachado

Igreja evangélica grande é igual a banco, não tem ideologia, mas balanço. O primeiro a pular é quem tem mais a perder com isenção.

O racha já começou e está ns boca do povo.

Quem tem mais a perder, pula fora primeiro, e a fila não é pequena.

Edir Macedo já parou de atacar Lula, porque a Universal é empresa, não é ideologia, tem TV, banco e partido.

Jatinho não voa a seco. Record já entrevista ministro do governo, por isso muitos já pularam do barco bolsonarista, só não avisou o fiel. Soltará nota de neutralidade e oração pelas autoridas até outubro.

O motivo real é  simples, isenção fiscal vale mais do que boné MAGA. Se o governo mecher no imposto, a Universal vira progressista em 24 horas.

O fato é que as igrejas evangélicas são gigantes nas periferias e nelas, o fiel vota em Lula para matar a fome.

Acabou a era em que os evangélicos votavam em bloco e, agora, tem briga até na porta da igreja.

Flavio foi recebido em culto com palmas muxoxas, palmas de velório, sem qualquer avivamento, foi assim que a igreja aplaudiu Flavio a pedido do pastor.

No final de sua fala aos fieis, nem palma morta se ouviu, nem de obrigação, foi como garoa em telhado de zinco que, todos sabemos, não faz barulho.

Bolsonaro entrava nos templos e o teto vibrava. Flavio entra no templo e a irmã continua fritando pastel de vento. Ele não é o pai, o fiel de culto bolsonarista ia ver o “mito”, gargalhava com palavrões, com arminha, com bravatas e com aquele olhar de psicopata que Bolsonaro tem.

Flavio é um fascista fofo, é o filho comportado do pai histriônico e insandecido. Não xinga, não grita, não fuzila, é gerente do espólio do pai, não aquela espécie de Rock Star do inferno que come cabeça de morcego no palco

Ou seja, ungido e fiel não gasta palmas com fala e olhar de derrotado. Palmas são invetimento.

Flavio não tem cara de doido como o pai, não exalta tortura, milícia e ditadura, porque precisa bancar o moderado para ter apoio da mídia, a mesma mídia que, diuturnamente, condena Moreas por ter condenado Bolsonaro e , junto, condenar a direita que sonha com a volta ao poder.


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Datafolha mostra que o bolsonarismo faliu

A era Bolsonaro acabou e bolsonaristas estão órfãos

O Datafolha escancarou o problema da direita, tem voto, mas não tem nome. Pode ser Flavio, Caiado ou Zema, todos têm percentuais idênticos no segundo turno. Todos são postes sem luz e batem no memso teto no segundo turno contra Lula.

A direita tem eleitor, mas não tem candudato.

O primogênito do genocida não empolga ninguém, nem mercado, nem evangélicos, nem o pasto.

Na verdade, está cada vez mais imaginável ver o apoio decisico de pastores a Flavio, Zema e Caiado, os três são uma espécie de esvazia templo, espanta evangélicos. Por isso a direita está em pânico.

O fato é que Bolsonaro concentrou em si a própira imagem da direita. Inelegível e preso, a direita não tem plano B que emplogue, tanto faz ser Ze Mané, Joaquim miliciano ou Tião escravocrata, essa turma não dá caldo, mesmo que o banqueiro financie suas campanhas, o retorno não vem sem um nome de peso.

A direita está na mesma situação de um jogador quebrado ou suspenso, o resto do time não sabe jogar, que fará fazer gol.

A tendência é ver o desespero pela anistia de Bolsonaro se agigantar, porque o Datafolha tem três candidatos para enfrentar Lula, mas não tem nenhum que repre4esente qualquer via, que fará a terceira.

Não dá tempo do  Jornal Nacional fabricar candidto, eles próprios se engessaram, por isso a direita está surtada a ponto de Flavio, em vídeo, reviver a tragédia da fome no goveno de seu pai, chamando a população de idiota, acusando Lula daquela tragédia que aconten durante todo o governo do seu pai.

Ou seja, é barba, cabelo e bigode às avessas. Os três candidatos da direita não formam um nome.

Sem Bolsonro, o bolsonarismo derreteu e o bolsonarista está igual a v-lata que cai do caminhão de mudança e segue acompanhando qualquer um que lhe faça festinha, mas que não empolga, menos ainda alimenta esperança de vitória pela própria sobrevivência da direita.


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Para criticar Lula, Flávio Bolsonaro usa vídeo de pessoas catando comida, mas no governo do pai

Vídeo exibe cenas de pessoas recolhendo alimentos de um caminhão de lixo, originalmente divulgadas em 2021

O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou neste domingo (12) um vídeo nas redes sociais em que critica o governo Lula e afirma haver um cenário de agravamento da crise econômica no país. Na gravação, ele menciona o endividamento das famílias brasileiras e o aumento do custo de vida, argumentando que muitos cidadãos enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas.

Durante o vídeo, são exibidas cenas de pessoas recolhendo alimentos de um caminhão de lixo, apresentadas como exemplo da situação atual. No entanto, as imagens não são recentes.

As cenas foram originalmente divulgadas em outubro de 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em reportagem que mostrava o aumento da fome no país à época.

A utilização do material fora de contexto gerou críticas nas redes sociais. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que o conteúdo divulgado pelo senador é enganoso e acusou a publicação de disseminar desinformação.

Além disso, Flávio Bolsonaro também atribuiu ao atual governo a responsabilidade pelas altas taxas de juros no Brasil, relacionando o cenário econômico às políticas fiscais adotadas.

Especialistas, no entanto, apontam que a taxa básica de juros (Selic) é definida pelo Banco Central, que possui autonomia para tomar decisões com base em diversos indicadores econômicos.

Abaixo, veja o vídeo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2021. “Em mais um retrato do agravamento da fome no Brasil, imagens de pessoas em busca de comida em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE) viralizaram nas redes sociais”, diz o post.

*ICL


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Política

Tarcísio tenta esconder, mas Lula faz novas entregas para a saúde e educação de SP

Presidente Lula destinou R$ 41 milhões ao Instituto do Coração e inaugurou a unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC e a sede do Instituto Federal de Sorocaba

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), além de não comparecer a inaugurações de interesse da população paulista apenas por serem realizadas pelo governo do presidente Lula, também tem omitido informações relevantes sobre os investimentos da União no estado.

Nesta sexta-feira (10), por exemplo, Tarcísio não esteve nos anúncios de investimentos e nas inaugurações para a saúde e educação do estado realizadas por Lula. Não se trata de uma disputa de egos, mas sim de pensar na responsabilidade pública e no zelo pelo bem comum com espírito republicano, que o presidente sempre insiste em fomentar.

Investimentos federais em ações para a saúde em SP

Para se ter uma ideia, o governo federal destinou nesta sexta-feira, por uma portaria assinada pelo presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 41 milhões ao Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP). O valor tem como finalidade o fortalecimento dos serviços de saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Planalto, este é o maior investimento já liberado pelo Ministério da Saúde (MS) ao instituto. No entanto, o evento não “mereceu” a representação estadual, oportunidade em que foi inaugurado o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin).

O novo centro amplia em 15% a área total construída do InCor, com cinco andares e oito salas de simulação em cenários reais, sendo concebido para integrar ciência e tecnologia na formação de novos profissionais.

Durante o ato, que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do Conselho Diretor do InCor, Dr. Roberto Kalil Filho, o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei (126/2025) que institui o Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo contra o Câncer. Já Alexandre Padilha assinou outras três ações fundamentais de aprimoramento para a saúde:

Acordo de Cooperação Técnica do Ministério da Saúde com o Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde da Universidade Estadual da Paraíba para transferência de tecnologia e capacitação de profissionais do SUS;

Termo de adesão do InCor ao programa Mais Médicos Especialistas;
Convênio do MS com o Incor para implantação do Núcleo de Telessaúde e inovação no SUS, no valor de R$ 9 milhões.

Após estar no InCor pela manhã, Lula foi a Santo André, no ABC paulista. Novamente, sem sinal de representantes estaduais, outra fundamental obra foi inaugurada: a unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC, no campus Santo André.

O governo federal investiu R$ 155,7 milhões na unidade, em benefício de 3 mil alunos com 402 novas vagas nas áreas de Ciências Naturais e Exatas, de Ciência de Dados, de Biotecnologia e Pedagogia.

“Custa dinheiro? Custa! Mas quanto custa não fazer? A pergunta que temos que fazer é a seguinte: quanto custa não fazer e quanto custa o atraso de um país? É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo sem antes ter investimento em educação. É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça”, afirmou Lula durante o ato.

Por sua vez, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, assinou a ordem de serviço para o início das obras da passarela que irá interligar a nova unidade à sede do campus. O investimento é de R$ 15 milhões e faz parte do Novo PAC. Também foi assinada uma ordem de R$ 8 milhões para aquisição de equipamentos para o local.

Na sequência do evento, Lula foi para o interior paulista e inaugurou a sede própria do campus Sorocaba (SP) do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). São mais de 20,6 milhões em investimentos. De acordo com o Vermelho, no local são ofertados 13 cursos de educação profissional e tecnológica com cerca de 1.872 matrículas.

A cerimônia ainda contou com a ordem para um investimento de R$ 8 milhões para a construção de restaurante estudantil, biblioteca, auditório e quadra poliesportiva no campus. O Planalto indica que já foram investidos R$ 557 milhões pelo Novo PAC em melhorias de unidades em funcionamento e para novos campi do Instituto Federal de São Paulo.

Obras em SP bancadas pelo governo Lula

A tentativa de esconder as obras do governo federal em São Paulo já foi motivo de queixa de Lula. Em recente agenda em Araraquara, no interior de São Paulo, o presidente reclamou da falta de reconhecimento por parte do governador do estado.

Conforme o presidente, Tarcísio deveria indicar o que cabe ao governo federal e deu como exemplo moradias do programa Casa Paulista, em que a União coloca R$ 155 mil, pelo Minha Casa, Minha Vida, e o estado R$ 20 mil: “Era só falar isso e depois pode falar mal de mim à vontade, não tem problema nenhum”, disse.

Na ocasião, Lula destacou que o povo de São Paulo é “induzido por um pouco de arrogância de alguns” a achar que não existe pobreza nos seus limites, porém revela que o estado é o que mais recebe recursos do Bolsa Família por conta da imensa periferia da região metropolitana.

Voltando ao tema da falta de reconhecimento, o presidente ressaltou que as grandes obras estaduais têm muito dinheiro e financiamento federal, ao citar o túnel Santos-Guarujá.

“Metade é do governo federal. Nós não estamos fazendo um favor, é obrigação do governo federal. Eu só queria que o governo estadual reconhecesse”, reafirmou Lula.


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Política

Investigação aponta propina de R$ 4 milhões a ex-gestor do BC na gestão Campos Neto

Relatório do Banco Central aponta pagamentos milionários a Belline Santana e amplia cerco ao entorno de Daniel Vorcaro

Relatório interno do Banco Central (BC) aponta que Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, simulou dois contratos que somaram R$ 4 milhões para ocultar o recebimento de propina no caso Banco Master. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10).

Segundo a apuração, os contratos foram firmados com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Daniel Vorcaro, dono do banco. A sindicância concluiu que os documentos serviram para dar aparência legal aos pagamentos.

Em um dos contratos, Belline recebeu R$ 2 milhões por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira. O relatório afirma que o material não tinha produção autoral relevante e não justificava o valor. Para os procuradores do BC, era “pouco crível” o pagamento milionário por esse tipo de conteúdo.

Belline chefiou a supervisão bancária entre 2019 e janeiro de 2026, atravessando a gestão Roberto Campos Neto e o início da gestão Gabriel Galípolo. Ele deixou o cargo em meio à investigação interna aberta pelo Banco Central sobre o caso Master.

As conclusões da sindicância se somam ao que a PF já havia apontado em março. Segundo investigação revelada por Estadão e Times Brasil/CNBC, Belline e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza atuavam como “consultores informais” de Vorcaro dentro do BC, com troca de mensagens, orientação sobre documentos e indícios de repasses regulares.

Contexto
O caso se soma a outras frentes de apuração sobre o Master. Documentos enviados pela Receita Federal ao Senado mostram que o banco declarou mais de R$ 543 milhões em pagamentos a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, como mostrou a Folha de S.Paulo.

A lista inclui bancas ligadas a Viviane Barci de Moraes, Walfrido Warde, familiares de Ricardo Lewandowski e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Em outra frente, também vieram a público pagamentos a Michel Temer e à empresa de Fabio Wajngarten, além de repasses ao grupo Metrópoles, ligado ao ex-senador Luiz Estevão, que teria recebido R$ 27,2 milhões

Também nesta sexta-feira (10), o ex-presidente Michel Temer confirmou que foi contratado pelo Master para prestar consultoria e atuar em uma mediação antes da liquidação da instituição. Segundo ele, houve pagamento de honorários, mas o contrato foi encerrado sem resultado, em entrevista à CNN Brasil.

Procurada pela Folha, a defesa de Leonardo Palhares afirmou que o caso está sob análise do Judiciário e que a empresa colabora com a investigação. A defesa de Vorcaro disse, em manifestação anterior, que o empresário coopera com a apuração. O BC informou que afastou os dois servidores e abriu procedimentos correcionais.

A defesa de Belline Santana não foi localizada nas reportagens citadas por esta matéria.

*BdF


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