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Gilmar Mendes ciona PGR contra senador Alessandro Vieira, relator da CPI após relatório

Ministro do STF aponta abuso de autoridade em tentativa de indiciamento de membros da Corte e da procurador-geral

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) após a apresentação do relatório final da CPI do Crime Organizado. O documento, elaborado por Vieira, pediu o indiciamento de ministros da própria Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A reação do ministro ocorre após a divulgação de um relatório que propôs o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, sob a justificativa de que os magistrados não teriam se declarado impedidos em processos relacionados ao caso Banco Master. O texto também incluiu o procurador-geral Paulo Gonet entre os alvos.

Para Gilmar Mendes, a iniciativa pode configurar abuso de autoridade e desvio de finalidade. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, em manifestações públicas, o ministro classificou o relatório como um “erro histórico” e uma “proposta tacanha”, indicando que vê na medida uma tentativa de uso político de um instrumento que, pela Constituição, tem finalidade investigativa.

Em ofício, Gilmar Mendes sustenta que houve “grave arbitrariedade” na condução do relatório e afirma que a própria Presidência do STF já havia se manifestado sobre o caso, “repudiando a ilegal iniciativa de indiciamento”. No documento, o ministro destaca que desvios de finalidade em CPIs “enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão”.

O texto também reforça o entendimento de que a atuação da Corte está vinculada à “missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas”, em resposta direta às acusações apresentadas no relatório da CPI.

Crime de responsabilidade
A Constituição Federal garante às CPIs poderes amplos de investigação, equiparados aos de autoridades judiciais. No entanto, esses poderes não incluem a prerrogativa de responsabilizar diretamente ministros do STF por crime de responsabilidade. Esse tipo de apuração, quando cabível, é de natureza político-jurídica e tramita no Senado por meio de processos específicos, não por comissões parlamentares de inquérito.

O relatório de Alessandro Vieira se apoia na tese de que haveria conflito de interesse na atuação dos ministros em casos ligados ao sistema financeiro. Ainda assim, especialistas em direito constitucional apontam que o indiciamento de autoridades com prerrogativa de foro, especialmente membros do Supremo, por meio de CPI, encontra limites jurídicos claros.

A proposta acabou rejeitada pela própria CPI do Crime Organizado, por maioria de votos, o que impediu o envio formal das conclusões às autoridades competentes. A rejeição não anulou, no entanto, o impacto político do conteúdo apresentado, que gerou reação imediata no STF.

Após as críticas, Alessandro Vieira afirmou que o relatório foi construído com base em elementos reunidos ao longo da investigação e negou qualquer extrapolação de competência. O senador também reagiu diretamente às declarações de Gilmar Mendes, afirmando que o ministro tem atuação política.

O episódio expõe um conflito recorrente entre Legislativo e Judiciário sobre os limites de atuação das CPIs. Embora possam requisitar documentos, convocar autoridades e quebrar sigilos, as comissões não têm competência para impor sanções ou promover responsabilização penal ou político-administrativa de autoridades fora do escopo previsto na Constituição.


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Mídia esconde pesquisa CNT/MDA, no segundo turno, com Lula 5 pontos à frente de Flavio e faz alarido com a Quaest em que Flavio aparece com 2 pontos à frente de Lula

No primeiro turno, nas duas pesquisas, Lula aparece na frente de Flavio, na Quaest, Lula aparece com 5 pontos à frente de Flavio e, na CNT/MDA, Lula aparece com 9 pontos à frente.

No segundo turno, na pesquisa Quaest, Flavio aparece com 42 pontos e Lula com 40 pontos. Na CNT/MDA, Lula aparece com 45 pontos e Flavio com 40 pontos.

Merval Pereira, o editorialista oficial do Globo, que já deu mais de vinte vezes atestado de óbito político a Lula nos últimos dez anos, sacou na sua chamada de capa digital, o título, “Momento é difícil para o PT.

Não é exatamente isso que os números mostram nas pesquisas tanto da Quaest quanto da CNT/MDA, mas a mídia, que é, em última análise, contra Lula e bolsonarista, tenta dar uma lógica estratética aos números que induz o leitor a um raciocínio precário sobre o que de fato está ocorrendo na disputa a cinco meses da eleição.

É torcida que chama para tentar catapultar o líder das rachadinhas que, junto com Queiroz, montou uma rede de peculato, numa clara formação de quadrilha dentro do próprio gabinete.

A mídia está cada vez mais à extrema direita e mais próxima da milícia  dentro dessa equação, trabalhando e contribuindo para que o primogênito de Jair Bolsonaro que dispensa comentáios, sente-se na cadeira da Presidência da República e cumpra um papel tão antipovo e pró-ricos quanto seu pai, sem jamais ter qualquer palavra crítica à política econômica de Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, empurrando 34 milhões para a mais absoluta miséria e, consequentemente para a fila do osso.

É isso que está em questão, para quem e por que a mídia manipula as informações sobre as eleições presidenciais de 2026, o que deixa claro que ela está meergulhada na disputa eleitoral, na capa, no editorial em favor de Flavio Bolsonaro para produzir um cenário de guerra contra a campanha de Lula.


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Economia Política

Com Lula, Brasil volta a figurar entre as 10 maiores economias do mundo

Crescimento do PIB brasileiro impulsionado pelo petróleo recoloca país entre as maiores economias globais em 2026, segundo o FMI

O crescimento do PIB brasileiro impulsionado pelo petróleo recoloca o país entre as maiores economias globais em 2026, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI). A revisão positiva nas estimativas econômicas fez o Brasil retomar a décima posição no ranking mundial, superando o Canadá após ter ficado fora do grupo no ano anterior.

O relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO), do FMI, aponta que, após ocupar a 11ª colocação em 2024 e 2025, o Brasil volta ao top 10 global impulsionado por fatores como o câmbio e o aumento das receitas com petróleo.

De acordo com o FMI, o desempenho brasileiro foi beneficiado pela valorização do setor petrolífero em meio ao cenário internacional de alta nos preços da commodity. Esse movimento está relacionado ao impacto da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocou forte elevação nos preços dos combustíveis e é considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como o maior choque do petróleo já registrado.

Além do avanço do setor energético, o comportamento da taxa de câmbio também influenciou diretamente o posicionamento do Brasil no ranking global. De acordo com o 247, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) em dólares leva em conta a conversão da moeda local, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para elevar o tamanho da economia brasileira quando comparada internacionalmente.

Outro fator destacado foi a revisão para cima da projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026. O FMI elevou a estimativa de expansão econômica de 1,6% para 1,9%, contrariando a tendência global de desaceleração. No cenário mundial, a expectativa de crescimento foi reduzida de 3,3% para 3,1%, refletindo os efeitos do encarecimento da energia e das tensões geopolíticas.

As projeções indicam ainda que o Brasil deve continuar avançando no ranking das maiores economias. Em 2027, a expectativa é que o país ultrapasse a Rússia e alcance a nona posição global. No ano seguinte, poderá superar a Itália e ocupar o oitavo lugar, mantendo-se nessa faixa até o fim da década.

O relatório do FMI também destaca que o Brasil possui fundamentos que ajudam a enfrentar choques externos, como reservas internacionais robustas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira e regime de câmbio flexível. Esses elementos contribuem para dar maior resiliência à economia diante das oscilações do mercado global.

Apesar da relevância do país no ranking do PIB total, o indicador não reflete necessariamente o nível de riqueza da população. Economistas costumam utilizar o PIB per capita para avaliar esse aspecto, já que ele considera o tamanho da população.


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Política

Só existem dois lados na disputa presidencial

Como disse o grande intelectual, Milton Santos, “Existem apenas duas classses sociais, as dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem”.

A xaropada, sobretudo da  mídia industrial, repetida com uma frequência maciva, é que existem hoje no Brasil, além dos lados opostos na disputa entre Lula e Flavio Bolsonaro, três outras opções com três caminhos alternativos, o que é uma gigantesca balela.

Basta ver as figuras que apoiarão Flavio no segundo turno, que são parte da disputa do primeiro turno, que fica escancarado que essas várias opções ou lados são meras fantasias.

O que está em jogo é justamente o que escreveu Milton Santos, na imagem em destaque.

E por mais que os caminhos, durante séculos em que a direita governou para os afortunados, tenham aprofundado ainda mais a divisão de classes no Brasil, entre uma maioria pobre e uma ínfima minoria de muito ricos, pode-se afirmar com a mão na consciência que nada mudou desde a escravidão até os dias atuais. A mentalidade da oligarquia não cedeu um milímetro.

Trocando em miúdos, todos os paus mandados da burguesia, Flavio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos, estarão juntos no segundo turno contra Lula, que representa a imensa maior parte  do povo brasileiro.

Isso não é novidade nessa eleição, isso é tradição. Por isso, citar alguém como alternativa da direita, é puro exercício retórico. Na prática, o que se tem é uma luta de classes que enterra o Brasil futuro porque, simplesmente, o resumo da ópera é sempre o mesmo, a matemática é sempre a mesma.

O diagnóstico da mídia é que fantasia outros blocos que defendem os mesmos afortunados que, em contrapartida, bombardeiam, sem dó nem piedade, qualquer política social de caráter público no sentido de melhorar a vida dos trabalhadores, dos pobres e dos negros.

Sempre foi assim, e assim sempre será, o resto é lero lero que as pesquisas do segundo turno revelam sem vacilar.


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Política

O cinismo virou estética da direita brasileira

Alessandro Vieira, relator da CPMI do crime organizado, agora, fica horas na mídia sem explicar por que ninguém de fato envolvido foi sequer convocado para a CPI por crimes concretos.

Esse seu diagnóstico, que enxergou, sem provas, quatro ministros do STF como líderes de organizações criminosas é, provavelmente, o maior insulto à inteligência nacional.

A identidade do senador, todos sabem, confunde-se com a do ex-juiz vigarista, Sergio Moro, que meteu a mão, e teve que devolver, em R$ 2,5 bilhões da Petrobras com subterfúgio barato e cínico de que  controlaria a corrupção no Brasil através de uma fundação privada, ao lado de Dallagnol, com uma grana automolhada da Petrobras com uma desculpa precária e fajuta da criação e administração privada dele e Dallagnol.

A entidade estética, que hoje é moda na direita, ganhou super dotação lírica com o lavajatista super dotado, Alessandro Vieira, que não se limitou a ficar horas e mais horas fazendo espuma na CPMI do crime organizado para simplesmente não relatar coisa alguma do PCC, CV, Vorcaro, Banco Master e uma gama inteira de diabos menores que agem no Brasil de forma clandestina, ou seja, sem rótulos.

Vieira optou por uma difícil e ridícula manobra malabarista sem qualquer suporte legal para agitar os espíritos contra o STF e, de forma específica, buscar votos para sua campanha a senador.

O sujeito foi desmascarado pelos próprios ministros do STF, e por muito senadores, mostrando que ele não passa de um filhotinho da orcrim Lava Jato, que nada tem de funcinal sobre o crime organizado propriamente dito.

O interessante é o figura carregar uma medalhinha de Sergio Moro no peito como se op ato pateta de Curitiba fosse seu guia.

O nome disso é, monetização da fé dos tolos e, portanto, não tem qualquer valor legal e ainda pode lhe custar legalmente uma cassação e até mesmo uma cadeia.

Não adianta o senador Alessandro Vieira, no dia seguinte, correr para debaixo da saia de Andreia Sádica do powrpoint, porque muita gente da emissora já havia reprovado o produto de sua relatoria que está muito mais associada à sua propaganda eleitoral.

Seja como for, as palavras maquiavélicas de Vieira contra quatro ministros do STF são de uma pobreza ridícula, mas essa miséria que ele utilizou para se promover, pode ser matéria prima real para lhe custar cabeça, tronco e membros.

CPI não é palco para ser utilizado como picadeiro político.


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Política

O fim do molde Flavio amorzinho

A campanha de Flavio está de amplitude nova para atacar Lula romanceando o governo do seu pai com mentiras das mais cínicas e de tonalidades cinza.

Inteligência não é o forte de Flavio, por isso, ele não empolga nem seus aliados que o mantêm num conjunto marginal de atitudes que são obras primas de traição nacional. Mas a vulgaridade fácil, tentando apagar o passado do governo do seu pai e seu próprio passado, é uma das várias atitudes de um espírito de menos fofuras e mais doenças bolsonaristas.

Não demora o vigarista explicará como é a vida de um extra terrestre tão amado pelo gado que, neste momento, encontra-se choroso com tanto revés enlaçando o seu pescoço.

Flavio segue fugindo de Flavio. Não só ele, Nikolas está de braços cruzados e não quer botar a mão na merda para não ser centrifugado pelo esgoto de Flavio, junto com outros ratos e baratas.

Eduardo Bolsonaro se empombou com Nikolas justamente por isso, pelo rato pular fora do navio antes mesmo de encalhar no primeiro iceberg do naufrágio de sua candidatura.

Flavio, por isso mesmo, em claro desespero, não fugiu da tentação de acusar o governo Lula de fazer justamente o que seu pai fez, como devolver 24 milhões de brasileiros a mais absoluta miséria e, consequentemente à fila do osso e ao mapa da fome, escancarando que sua campanha está doente, com ânsia de vômito diante de seu próprio portfólio de crimes.

Isso produziu um vazio. Com essa espécie de nem nem.

Flavio não está no desespero do inferno, mas está claro que a Faria Lima não exatamente apoia sua candidatura, mas atura. O termômetro disso é o próprio Nikolas que quer que a família Bolsonaro inteira vá para o caldeirão do capeta. E se não diz isso textualmente, seu subconsciente escancara que o pigmeu moral jogou todo o clã na fogueira santa, justamente porque a Faria Lima não tem uma atitude recíproca com a candidatura de Flavio Bolsonaro e, consequentemente, o fervor religioso de Nikolas, que surgiu e viveu debaixo da bata santa do bolsonarismo, criou um personagem universal que não fede, nem cheira.

Ou seja, Nikolas está com um pé dentro e outro fora da candidatura de Flavio.

A pesquisa CNT/DMA desta segunda (14), em que Lula aparece com 44,9% e Flavio com 40.2% no segundo turno. Lula com 39% e Flavio com 31% no primeiro turno, a engenharia do desespero de Flavio funcionará mais na base de colocar nas costas de Lula as merdas feitas por seu pai para fugir da fogueira santa do evangelhistão, por conta da suruba denunciada pela trans de direita, que ganhou as redes do último pleito digital e ter a fidelidade de pastores, maníacos do parque do dízimo e buscar algum elogio para não fracassar antes mesmo do jogo começar.

Ninguém aqui está anunciando a morte política de Flavio, apenas que sua fantasia mudou por decreto de sua assessoria e o sujeito já apareceu de cara pintada para a guerra e, através de magia negra, onde ele assume o papel de “denunciar Lula”, espancando  a verdade com o intuito de tentar blindar seus próprios esquemas do passado que estão diretamente conectados com a de seu pai para agradar o curral.

Resuno da ópera

A regra é clara, a Faria Lima só dá apoio a quem dá lucro, mas Flavio só dá prejuízo.

Por isso o Flavio bonitinho, fofinho, que acabou por se vender como fraquinho, sabe que sua carta de demissão já está na mesa da goma alta do dinheiro grosso. Se cair mais uns pontinhos, será jogado ao mar antes mesmo do Titanic bolsonarista afundar.


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Política

CPI rejeita relatório: Ministros do STF veem uso eleitoreiro de CPI e articulam reprovação de relatório

CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF

Texto foi derrotado por 6 a 4 após articulação envolvendo governo, STF e Senado

Avaliação interna é de que relatório ignora objeto da CPI e distorce finalidade da investigação

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a proposta de indiciamento de magistrados da corte pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado teve um viés eleitoreiro e extrapolou o escopo original da investigação parlamentar, em um sinal de abuso de autoridade.

Os ministros articulam junto ao governo Lula (PT) e ao Congresso Nacional a reprovação do relatório proposto pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Cinco ministros relataram a interlocutores que a iniciativa de Vieira é considerada lamentável, injusta e tecnicamente equivocada.

Vieira pediu o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crimes de responsabilidade, delitos que podem ensejar processos de impeachment.

Também foi apontada uma suposta omissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação aos casos do Banco Master.

À reportagem Gilmar disse que “causa espécie que o relator tenha esquecido de indiciar seus colegas de milícia”. Reservadamente, outros dois ministros avaliam que Vieira, ao atacar o STF, quer atrair o eleitorado bolsonarista para garantir a sua reeleição em outubro.

Em mais um capítulo da crise interna do Supremo, os ministros também lamentam o silêncio do presidente da corte, Edson Fachin, que até agora não se manifestou sobre o relatório da CPI. Um grupo de magistrados avalia que Fachin deveria vir a público fazer a defesa institucional da corte.

Nas redes sociais, o ministro do Supremo Flávio Dino escreveu que “é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros”.

Dino disse que críticas e investigações devem ser feitas, mas que tratar o STF como um problema nacional é um “gigantesco erro histórico”. O ministro cita decisões da corte contra o crime organizado e termina o texto prestando “solidariedade pessoal aos colegas alvos de injustiças”.

Um grupo de ministros também avalia que o relatório é juridicamente inconsistente, uma vez que os ritos para a investigação de crimes de responsabilidade estão disciplinados pela Lei do Impeachment, cuja admissibilidade se dá pela Mesa do Senado, e não por uma CPI.

No X (antigo Twitter), Gilmar escreveu que o relatório é uma “cortina de fumaça”, pois “deixa de enfrentar o grave problema a que se propôs” e “engrossa a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”.

O decano do Supremo disse que os excessos da CPI “podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados” pela PGR (Procuradoria-Geral da República). O ministro é um defensor da fixação de balizas para a atuação de comissões parlamentares, para evitar arbitrariedades.

Gilmar falou sobre o assunto também na abertura da sessão da Segunda Turma do STF. “Esse desvio de finalidade suscita preocupação e o desvio de finalidade não é algo inocente, é crime. Está na lei de abuso de autoridade.”

Toffoli se manifestou em seguida e defendeu a inelegibilidade de quem ataca as instituições para obter dividendos eleitorais, pois isso, segundo ele, configura abuso de poder. “Esse voto é antidemocrático. É um voto corrupto. E essas pessoas não merecem ter a dignidade de poderem estar elegíveis”, afirmou.

De acodo com Toffoli, o relatório da CPI é “completamente infundado e sem base legal, com o único objetivo de obter votos”. O ministro afirmou tratar-se de uma “situação de excrescência” que merece atenção da Justiça Eleitoral.

O ministro André Mendonça prestou solidariedade “com essa situação de injustiça” e defendeu que as comissões parlamentares respeitem o objeto original de investigação. “Ninguém está acima da lei, mas procedimentos precisam ser feitos da forma correta, respeitando os direitos de todos os cidadãos.”

“Não estamos aqui para isentar ninguém de responsabilidade, mas não estamos autorizados a permitir que investigações indevidas possam ter seu curso em qualquer seara”, afirmou Mendonça.

Em seguida, o ministro Kassio Nunes Marques fez uma breve manifestação: “Também me solidarizo e subscrevo as palavras de Vossa Excelência (Gilmar)”. O ministro Luiz Fux disse que “concorda quanto à necessidade de o plenário do STF julgar a questão relativa aos poderes das CPIs”.

*ICL


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Política

O ódio como identidade oculta

O amor de certa camada da sociedade por um pensamento aristocrata, mas sobretudo escravagista é, em forma e profundidade, a nova língua dos “moderados” de direita, leitores de livros cultos no porto do mar. Mas, na realidade, é o quadro mais vulgar da geografia social brejeira.

Na dissertação filosófica do nosso país, a argumentação pedregulhenta cria um gênero novo entre nós, no qual se romanceia penetrantes visões do idealismo moderno.

Isso é uma forma de ser um vassalo do sistema. Ao fim e ao cabo, trata-se de um influxo à francesa com uma musculosa língua hipertrofiada por anos de governo de direita no Brasil.

Na verdade, toda essa gente está batizada na cartilha do ódio como identidade.

A partir disso, um bate-papo informal, mesmo com a pequena burguesia assalariada, que se acha monarquia funcional, a frase dita em estalão quando se relembra todo um processo de entrega do patrimônio nacional, corrupção e uma teia de interesses que move a direita, entra sempre a mesma frase, “mas o Lula não é santo”.

Esse sujeito está tão contaminado pela identidade do ódio quanto o mais feroz estúpido, idiota, bolsonarista e, certamente, votou no dito cujo em 2018 e 2022 sob esse mesmo elástico moral.

Como sabemos, esse é o produto mais vendido na praça, com cinco faixas elásticas de moral seletiva. É uma espécie de reabilitação intestina que usa cada uma delas para uma espécie de resitência contra a realidade.

É o velho tucano enrustido que já foi um Fernando Collor hipercolorido. Pode não parecer, mas esse moderado, por um “mistério da vida”, é parte também da faixa elástica que define hoje uma eleição no Brasil.

Não há contra-argumento quando a direita explode, mas por uma contingência do cloreto de sódio do batismo, ele, que possui, em nome da boa estética, um anteposto de atitudes, revela-se como o novo e inteiriço militante de direita que faz de tudo para que sua insuspeita posição política não fique tão suspeita.

É um amor imortal e imoral que essa gente tem pelos liberais, gente que está tão doente na vida humana que veste um molde de figurino pré-estabelecido e persiste eterno na vulgaridade fácil da vida extraterrestre do mundo da política.

Usa um vento imaginário para transcrever ou reeditar as cartas documento das velhas seitas oligárquicas do Brasil, mas dissertam calmamente sobre o vazio da vida ao arrepio da realidade concreta.

A palavra chave nesse caso, é o desânimo com o pessimismo que verbaliza contra “tudo o que esta aí”. Mas infelizmente, esse zumbido, pouco ou nada percebido, pela sociedade brasileira é, na verdade, o resíduo final de uma direita que faz barulho silencioso contra qualquer avanço social no Brasil, mas principalmente contra o “tamanho do Estado”.

É essa gente que engorda a rejeição a Lula.


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Política

A pergunta que os GloboNewsers não fizeram para Lindbergh Farias

A mídia brasileira, como sabemos, é um espetáculo de ensaboagem, em bom português, carrega em sua cartilha bíblica a ordem central dos barões do jornalismo industrial.

É mais importante esconder determinadas notícias que podem afetar os principais anunciantes do que fabricar escândalos em série contra os desafetos.

O encontro de Andreia Sadi do powerpoint, Malu Gaspar, Otávio Guedes, Ana Flor e Valdo Cruz com o deputado vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, merece nota.

Tudo foi perguntado, tudo foi questionado, e Lindbergh, além de responder a tudo com precisão, colocou várias minas explosivas para que os pés de anjo da GloboNews pisassem naquela espécie de “não me toque” para que a pergunta derradeira surgisse naturalmente, mas os jornalistas levitaram como o Gasparzinho, fantasminha camarada para não pisar em minas.

Se o Banco Central não fosse “independente”, como era no passado antes de Bolsonaro entregá-lo às raposas do sistema financeiro, Vorcaro conseguiria fazer o que fez?

Não! Claro que não.

Campos Neto, que era o objeto em questão, suscitado em matéria do Globo por Malu Gaspar, nem presidente do BC seria. Aliás, nem ele, nem Galípolo. Os dois são nomes de um mesmo novelo do sistema financeiro privado, que é quem dá as cartas na taxa Selic que esfola o bolso do trabalhador brasileiro com os juros reais mais caros do mundo, no faz me rir da ciranda de poucos, meia-dúzia que explodiu de ganhar dinheiro com recordes sobre recordes durante o governo Bosonaro, onde Paulo Guedes, a mando de Bolsonaro, devolveu o Brasil ao mapa da fome, enquanto os banqueiros com banquete dos bem-aventurados, servia os maiores leitões da agiotagem nacional.

Isso nunca havia acontecido no Brasil, enquanto o Banco Central era público.

Sob qualquer hipótese, guiado nas sombras pelas forças invisíveis, o Banco Central, com uma compra mais do que atípica, escancaradamente criminosa não mereceu, já na saída, tal observação do chamado grupo garantidor.

Claro que houve um acordo entre os grandes banqueiros do famigerado grupo “garantidor” com Vorcaro, do contrário, o Banco Master jamais daria um passo para o aumento em espiral da fortuna de Vorcaro que acabou nessa meleca toda.

O fato é que or jornalistas da GloboNews, na entrevista com Lindbergh, fizeram questão de esquecer que foi Bolsonaro quem entregou a rapadura aos banqueiros amigos.

Isso é o que podemos definir como batalhão de choque do sistema financeiro brasileiro dentro das quatro linhas da mídia nacional.

Banco Central “privatizado” no do povo, é refresco,


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