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Greve no Banco Central pode paralisar sistema de pagamentos no Brasil, alerta presidente do BC

Transações via Pix estão entre as que devem ser interrompidas com greve dos servidores do BC.

O presidente do Banco Central que tirou férias em meio à greve dos servidores, Roberto Campos Neto, está preocupado com a possibilidade de a paralisação interromper todo o sistema de pagamentos do Brasil, incluindo as transações via Pix.

Segundo informações do colunista Robson Bonin, da Veja, Campos Neto alertou o governo Jair Bolsonaro (PL) sobre esse temor. Os servidores cobram um reajuste nos salários equivalente ao garantido aos policiais federais.

A greve começou na última sexta-feira (1º). As reivindicações tem sido ignoradas pelo governo.

Em nota divulgada na sexta, os trabalhadores do BC afirmam o seguinte: “Estamos em greve! Em face da intransigência do governo, os servidores do Banco Central em todo o país cruzam os braços a partir de hoje, 1º de abril, por tempo indeterminado. A intensificação do movimento reivindicatório se dá após meses de tentativas frustradas, por parte da categoria, de estabelecer uma agenda negocial com o Executivo. Até aqui, porém, não há proposta oficial em relação ao reajuste e a outros pontos da Reestruturação de Carreira”.

*Com Forum

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Investigações sobre negócios dentro do MEC não serão interrompidas

O pedido de demissão de Milton Ribeiro na segunda-feira (28) não elimina os obstáculos que o agora ex-ministro e o governo Bolsonaro terão de ultrapassar para superar o escândalo sobre as suspeitas envolvendo o balcão de negócios instalado no Ministério da Educação.

Ribeiro apresentou seu pedido para deixar o governo uma semana após a Folha revelar o áudio de uma reunião em que ele afirma priorizar prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores.

Embora tenha solucionado o problema político para o governo Bolsonaro, pelo menos momentaneamente, a demissão não tem o condão de encerrar as investigações abertas pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria-Geral da União e pela Polícia Federal para apurar as suspeitas de pagamento de propina para liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Os técnicos do TCU e da CGU devem se debruçar sobre possíveis falhas administrativas na liberação de verbas para beneficiar as prefeituras.

Como mostrou a Folha, dados oficiais da pasta mostram uma explosão de aprovações de obras, ausência de critérios técnicos, burla no sistema e priorização de pagamentos a aliados no FNDE.

Todas essas informações sobre as liberações de verbas devem ser mapeadas pelo TCU e CGU em busca de fragilidades que possam indicar atos de improbidade pelos gestores do MEC durante o governo Bolsonaro.

Nesse cenário, não só Ribeiro, mas os aliados de Jair Bolsonaro instalados no centrão, e cujas cidades apadrinhadas foram beneficiadas com recursos do FNDE, podem entrar na mira.

O atual presidente do FNDE é Marcelo Lopes da Ponte, ex-chefe de gabinete do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil).

Na esfera criminal, por sua vez, a Polícia Federal mira crimes como corrupção, por exemplo, supostamente praticados para favorecer os indicados dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

A PF abriu dois inquéritos. O primeiro deles foi na Superintendência da PF no Distrito Federal e irá apurar as suspeitas apontadas em um relatório da Controladoria-Geral da União sobre distribuições de verbas do FNDE.

A outra investigação está na sede do órgão, no setor que cuida de inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), e tem como alvo o ministro Milton Ribeiro. Por causa da demissão e consequente perda do foro privilegiado, ainda não há definição se os dois casos serão reunidos em uma só apuração –caminho apontado como mais provável por investigadores.

A investigação aberta na PF do Distrito Federal ainda não realizou diligências. Já no caso instaurado por ordem do STF, o delegado Bruno Calandrini, na última semana, colheu os depoimentos de Ribeiro, dos pastores e dos prefeitos citados nas reportagens.

Ribeiro confirmou em seu depoimento que o presidente Jair Bolsonaro pediu que ele recebesse um pastor suspeito de atuar no balcão de negócios, mas negou qualquer tipo de privilégio ao religioso na liberação de verbas.

Segundo ele, “o presidente Jair Bolsonaro realmente pediu para que o pastor Gilmar fosse recebido, porém isso não quer dizer que o mesmo gozasse de tratamento diferenciado ou privilegiado na gestão do FNDE ou MEC”.

O advogado Luiz Carlos da Silva Neto, defensor de Ribeiro, disse em tom crítico que o objetivo das apurações em andamento é chegar não só no ex-ministro mas também atingir o presidente Jair Bolsonaro.

“A minha impressão é que apesar do excelente trabalho do Bruno Calandrini, delegado muito sério, pessoas alheias ao processos, poderosas, estão tentando interferir na investigação, para mudar o rumo, fazendo acusações que não estão no processo”, afirmou.

*Com Folha

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Dilma Rousseff: Estamos num momento de virada no mundo

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que o mundo vive hoje um processo de desglobalização, acelerado pela guerra na Ucrânia, que pode abalar o papel do dólar como moeda de referência global. “O mundo hoje vê o dólar com desconfiança”, diz ela. “Vários países vão sair do dólar na administração das suas reservas. As cadeias de produção industriais serão mais próximas e também internalizadas. Os grandes blocos vão se constituir de forma mais rápida”, aponta.

Na entrevista, ela comentou a decisão da Rússia de vender sua energia em moeda local. “Putin está obrigando a Europa a valorizar o rublo. Estamos num momento de virada no mundo. E a submissão da Europa aos Estados Unidos nunca foi tão grande como agora”, disse a ex-presidente. “O Brasil e a América Latina terão que se afirmar e há uma oportunidade de reindustrialização do Brasil”, acrescenta. Na mesma entrevista, Dilma também falou sobre Petrobras e o que será feito por Adriano Pires, consultor indicado por Jair Bolsonaro para tentar depenar a empresa.

*Com 247

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Pergunta que não quer calar: Com a saída do Moro da disputa presidencial, quem a mídia apoiará?

Já está pra lá de confirmado pelo União Brasil que Sergio Moro ficará de fora da disputa presidencial. Esta foi a nota oficial do atual partido de Moro, assinada por Luciano Bivar e ACM Neto, entre outros.

Se Moro já é carta fora do baralho e Dória conseguiu piorar ainda mais sua posição não só para o eleitorado, mas dentro do próprio PSDB, a mídia ficou no vácuo e deve emburacar em alguma candidatura que, certamente, não será a de Lula.

É pouco provável que a mídia apoie um candidato meia bomba, como Ciro, ou na lanterna, como Tebet. Pode até fazer um figurino usando, no compasso de espera do primeiro turno, uma figuração que possa dar à mídia um tom de isenção diante das duas principais candidaturas, a de Lula e a de Bolsonaro.

Mas não resta dúvida de que ela adotará a mesma tática da eleição de 2018, abraçando a candidatura do genocida sem tocar no nome dele, apenas tentando requentar a falácia de um suposto antipetismo para vir com a mesma baba de quiabo da “escolha difícil” entre um presidente que tirou 40 milhões de brasileiros da miséria e o outro que, além de devolver o Brasil ao mapa da fome, é responsável por mais de 660 mil mortes de brasileiros por covid.

Seja como for, a sorte já foi lançada e a essa altura dos fatos, a estratégia da mídia para apoiar Bolsonaro já está traçada, porque se, de um lado, o povo está sendo esculachado por Bolsonaro, sem dó nem piedade, por outro, a burguesia, sobretudo a que está diretamente ligada ao sistema financeiro, banqueiros e rentistas, nunca faturou tanto com a miséria da população.

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Caetano Veloso vai processar Bolsonaro por uso indevido de sua voz

Bolsonaro utilizou uma série de músicas de artistas que ele e aliados perseguem para promover ações de seu governo.

Caetano Veloso irá processar Jair Bolsonaro por uso indevido de sua voz numa publicação neste sábado (2/4), para promover investimentos de seu governo em defesa civil. O presidente publicou um story no Instagram promovendo ações do governo com a música “Andar com fé”, de Gilberto Gil, na versão gravada por Gil e Caetano no disco “Dois amigos”.

Além da canção de Gil com Caetano, Bolsonaro usou, em outros stories, também para promover feitos do governo, canções de artistas que são declaradamente contra seu governo. Entre eles estão Preta Gil, Gloria Groove e Daniela Mercury.

“Os políticos de qualquer partido precisam entender que internet não é terra de ninguém e não podem usar músicas autorais sem a autorização dos detentores do direito”, afirmou à coluna.

A jornalista Malu Mercury, casada com Daniela Mercury, disse que a equipe jurídica da cantora está avaliando se irá processar o presidente.

“Inicialmente, entendemos que ele ficou com ciúme do presidente Lula que jantou essa semana na nossa casa na Bahia com Daniela cantando pessoalmente e ao vivo o Canto da Cidade. O ato do presidente é causa de dano moral por violação de direito autoral assegurado por lei, porque utilizou obra artística para fazer propaganda eleitoral sem permissão”, disse.

A diretora Flora Gil, casada com Gilberto Gil, também está avaliando se a família irá tomar medidas judiciais contra Bolsonaro.

*Com Metrópoles

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Moro virou um peido

Se há uma figura nesse país que hoje ninguém dá um tostão de crédito, é o todo ex-poderoso da República, Sergio Moro.

Na verdade, não há uma palavra mais desmoralizada do que a palavra Moro. Esse nome virou sinônimo de peido, espalha bolinho.

Ninguém quer ficar ao lado do marofa. Sua chegada ao partido União Brasil é vista com censura, e o carão que recebeu transformou-se em carraspana aberta na mídia.

Moro, neste momento, encontra-se na chuva sob uma intensa repreensão tanto do Podemos quanto do União Brasil. O Podemos chegou a noticiar que cobrará de Moro as despesas com viagens, por ele ter utilizado os recursos do partido para viajar para São Paulo para se filiar ao União Brasil.

No novo partido, os políticos de maior prestígio acumulam termos pixotescos quando se dirigem a Moro e oferecem a ele como estadia a casa do cachorro.

A mídia que inventou Moro e passou a acreditar na mentira que criou, está apoplética, e isso pode ser constatado nas palavras de Vera Magalhães, a mais tiete das tietes de Moro na mídia brasileira e dá o clima de barata voa que tomou conta das redações que inventaram a terceira via, da qual Moro era a principal aposta.

A moça escreveu no Twitter: “Ninguém sabe para onde vai, ninguém sabe o que faz, ninguém sabe pra onde pula, ninguém sabe pra onde olha”.

Na realidade, Moro deixou a mídia com a brocha na mão, pior, aquela figura mítica a quem Vera Magalhães chamava de enxadrista, que vestia o paletó, a gravata e camisa preta para estudar quais seriam seus próximos passos para atacar os adversários, transformou-se num peido universal.

Não há mais em lugar algum quem o defenda.

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Novo partido de Moro protagonizou escândalo de laranjas e abriga alvos da Lava Jato

O ex-juiz será correligionário da família Garotinho, de Arthur do Val e da filha de Cunha.

O novo partido do ex-ministro e ex-juiz federal Sergio Moro abriga políticos investigados por fraude eleitoral com candidaturas laranjas e nomes que foram alvo da Lava Jato, a operação que lhe deu visibilidade política.

Na lista de filiados à União Brasil, há Danielle Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, um dos principais alvos da Lava Jato e que foi preso em 2016 justamente por ordem do então juiz federal, na ocasião o principal nome jurídico da operação que abalou o mundo político.

Há também, entre outros, a família Garotinho e o deputado estadual Arthur do Val, com quem Moro rompeu após o vazamento de áudios sexistas do parlamentar.

Moro trocou o Podemos pela legenda na quinta-feira (31) e não tem mais a garantia de que será candidato à Presidência da República, mas ainda trabalha para se lançar ao Palácio do Planalto.

Na manhã deste sábado (2), em São Paulo, o ex-juiz se encontrou com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e com o ex-governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), outros dois pré-candidatos à Presidência da chamada terceira via.

“Democratas não podem se conformar com os autocratas Lula/Bolsonaro. Precisamos da indignação e do apoio de todos os brasileiros de bem”, afirmou Moro em mensagem nas redes sociais acompanhada por uma foto dele com a senadora.

O ex-juiz afirmou ainda que conversou com Leite sobre a “necessidade de união do centro que está sendo liderada no União Brasil por Luciano Bivar”.

Na sexta-feira (1), o ex-juiz fez um pronunciamento em que manteve o tom de candidato a presidente e negou que será candidato a deputado federal. Uma ala do partido, liderada pelo pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, porém, articula a expulsão de Moro da legenda caso ele mantenha seu projeto nacional.

​Moro pretende manter o discurso de combate à corrupção como sua principal bandeira. Interlocutores de Moro reconhecem que o Podemos tinha uma vinculação maior com sua pauta prioritária, mas afirmam que no cômputo geral a ida para o União será estrategicamente positiva para sua possível candidatura.

Nas eleições, independentemente do cargo a que irá concorrer, o ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentará questionamentos sobre seus novos colegas de legenda.

Entre eles, está, por exemplo, o deputado federal Fernando Bezerra Filho (União Brasil-PE), que foi indiciado pela Polícia Federal em junho de 2021 sob suspeita de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsidade ideológica eleitoral.

A investigação apura se ele e seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), receberam propina de três empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Os advogados de ambos afirmam que ambos são inocentes, que as investigações nasceram apenas com base em palavra de delator e que o caso é uma tentativa de criminalização da política.

O deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA) é outro que já foi atingido pela Lava Jato e agora será correligionário do juiz que deu início à operação. Ele respondeu a inquérito perante o STF porque teria recebido R$ 200 mil de doação de campanha da Odebrecht que não teriam sido declarados à Justiça, o que é conhecido como caixa dois.

*Com Folha

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Vídeo: “Olê, olê, olá, Lula”, grita multidão em show do Emicida

Emicida foi um dos que protestou contra Bolsonaro no Lollapalooza e sofreu tentativa de censura.

As manifestações políticas em apresentações musicais no Brasil seguem a todo o vapor, apesar da tentativa de censura por parte do governo Bolsonaro. Na noite desta sexta-feira (1), o show do rapper Emicida no Circo Voador, Rio de Janeiro (RJ), teve um momento de homenagem ao ex-presidente Lula (PT) protagonizado pela plateia.

Vídeo divulgado pelo comunicador Renê Silva mostra uma multidão entoando “Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula”, tradicional música em apoio ao ex-presidente.

*Com Forum

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Agenda de rua de Lula aumenta interações no Instagram e supera Bolsonaro

Campanha do petista engaja influenciadores e artistas fora do mundo político, enquanto Bolsonaro fica preso na “bolha”.

A pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apostado, cada vez mais, em atividades de rua. Nesta semana, o petista esteve no Rio de Janeiro e na Bahia participando de eventos ao lado de lideranças políticas, artistas e estudantes.

Um levantamento feito pelo pesquisador Fábio Malini, especialista em análise de redes, mostra que a intensificação das atividades presenciais de Lula tem impactado no aumento das interações nos perfis do petista nas plataformas digitais.

Em uma série de publicações em sua conta no Twitter, Malini aponta que Lula chegou a superar o presidente Jair Bolsonaro (PL) em interações no Instagram de 24 a 29 de fevereiro, mesmo com cinco vezes menos seguidores. Segundo ele, “a rua lulista já vitamina as interações” na conta do ex-chefe do Executivo.

Gráfico mostra o volume de interações (curtidas e comentários) nos perfis de Lula e Bolsonaro no Instagram / Reprodução/Twitter – @fabiomalini

“Lula começa a ir para a rua, sabendo que tem grande represamento de desejo de sua militância em engajar-se na campanha do petista. Mesmo Bolsonaro possuindo 5 vezes mais seguidores, a rua lulista já vitamina as interações no Instagram do ex-presidente”, diz o pesquisador.

Outro fator apontado por Malini como determinante para a “decolagem” de Lula nas redes sociais é o papel de contas de influenciadores digitais que não são diretamente ligados à política.

“Além da rua, Lula colhe o impacto da estratégia de caminhar, lado a lado, no Instagram, com grandes influenciadores digitais. Vai saindo da bolha petista, enquanto Bolsonaro, ao contrário, está preso na dele”, afirma.

“Para vocês terem uma ideia. Dos 10 posts mais populares com o termo ‘bolsonaro’ no Instagram, na última semana, 9 (NOVE!!!!) são de influenciadores, como choquei, ginaindelicada, hugogloss, nazareamarga, contas que possuem audiências enormes e heterogêneas. Se o Lula aparece com a Ludimilla ou Anitta, quais megacontas do Instagram vocês acham que vão repercutir o “babado”?”, diz Malini.

*Com Brasil de Fato

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A desistência de Moro, o herói de vento que murchou, foi uma grande vitória de Lula

Apesar da gigantesca distância entre Lula e Sergio Moro nas pesquisas de intenção de voto, o fato do ex-juiz ter desistido de concorrer ao Planalto, somado à molecagem que aprontou com o Podemos em sua saída do partido para se filiar ao União Brasil e se candidatar a deputado federal, fortaleceu ainda mais sua personalidade espúria , revelada em outros episódios que o envolveram.

Moro passou esse tempo todo de arranjos jurídicos, não só para tirar Lula do Páreo, na verdade, Moro acreditou piamente que, prendendo Lula, se transformaria em Lula.

Pior, a grande mídia também acreditou nisso. É só ler os principais editores desse país que verá que fica patente que todos faziam uma previsão de que Moro seria potencialmente o principal candidato à eleição de 2022, até que o Lula real sacudiu a corrida presidencial, e Moro foi imediatamente colocado em seu devido lugar no mercado especulativo eleitoral.

Dali, não saiu mais, ao contrário, foi murchando desde o lançamento de sua candidatura, com uma larga publicidade da mídia. No entanto, faltou-lhe o principal, oxigênio político, uma quantidade de energia mecânica que pudesse fazer do tranco da mídia um processo que embalasse sua campanha. Nada disso ocorreu e ele acabou por dividir a lanterna com outros candidatos sem qualquer chance de chegar ao Palácio do Planalto.

Não há exatamente polarização entre Bolsonaro e Lula que mantém uma dianteira muito consolidada que não dá margem para essa insistente expectativa que a mídia cria.

Piorando um pouco mais para Bolsonaro, a economia está contra ele, além dos resultados trágicos em todas as pastas do seu governo, não há um sequer que possa servir de outdoor para o genocida.

Falando em genocida, certamente, todas as suas atitudes macabras que, até aqui, levaram à morte de 660 mil brasileiros por covid, serão lembradas e reprisadas à exaustão pelos adversários durante a campanha, além de apresentar um quadro de hecatombe na economia.

Lula tem muito o que lembrar dos seus oito anos de governo que teve 87% de aprovação da população. A única tentativa de desqualificar seu governo seria o uso da Lava Jato que, no desespero da direita, até pode ser tentado, mas Moro, assim como Dallagnol, com as últimas desmoralizações, usar o nome da Lava Jato para atacar Lula, só o beneficiará.

Essa saída do Podemos, de forma desonesta e a fuga do pleito, deram a Moro a última pá de cal, exatamente a mesma que soterrou Dallagnol quando o STJ o obrigou a pagar uma multa de  R$ 75 mil a Lula pela acusação leviana no uso de um powerpoint que virou piada.

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