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Aprovação a Bolsonaro desaba e pela primeira vez fica abaixo de 20%

Pesquisa Atlas aponta que apenas 19% dos brasileiros aprovam Jair Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro nunca esteve tão mal avaliado como agora. Segundo pesquisa Atlas, divulgada pelo Valor Econômico, nesta segunda-feira (29), apenas 19% dos brasileiros classificam a administração como ótima ou boa.

É a primeira vez que o mandatário tem um número abaixo de 20% desde o início do levantamento. Há um ano, a aprovação ao desempenho do presidente era de 31%. Em janeiro de 2019, 39%.

Em um segundo critério para avaliar o desempenho de Bolsonaro, entrevistaram responderam sem a opção “regular”. Nessa, o pico dos que desaprovam alcançou 65%. Já os que aprovam, 29%, a menor taxa nessa série.

Para chegar a esses números, a Atlas colheu respostas de 4.921 eleitores, o que resulta numa margem de erro de um ponto.

No polo oposto, a soma dos que o classificam como ruim ou péssimo alcança 60%. Para outros 20%, a gestão é regular.

Num dos dados mais importantes, 72,3% avaliam que a economia está ruim e no caminho errado. Só 9,7% julgam o atual quadro como bom.

Para 59,2%, a corrupção está aumentando (23,6% acham que está diminuindo; 14,1% não acreditam nem em uma coisa nem em outra). Para 65,2%, a criminalidade está crescendo (13,6% acham o contrário; 16,2% não enxergam nem uma coisa nem outra).

*Com informações do Pensar Piauí

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Agora é Janot, da Lava Jato, que vai para o Podemos para se candidatar a deputado; só falta o doleiro Youssef

É como disse o também candidato a deputado, o ex-procurador, Carlos Fernando dos Santos Boquinha, que está em busca de uma boquinha na Câmara dos Deputados, “se qualquer corrupto pode ser candidato, por que os da Lava Jato não podem?”

Ele está certo, depois de tudo o que os brasileiros viram e ouviram de Aécio Neves, aquele compadre de Moro, pedindo e recebendo propina em malas e mais malas de dinheiro, qualquer corriola da Lava Jato não pode emburacar no vai da valsa?

Depois daquele episódio macabro em que falou até em matar o primo para não delatá-lo, Aécio não se elegeu deputado federal?

Corrupto com discurso de combate à corrupção é o que não falta no Congresso Nacional e na vida política brasileira.

O lavajatismo é em si a própria corrupção do sistema de justiça, seja do ponto de vista nacional ou internacional e nos dois sentidos, assim como no STF que colocou o cabeça de chapa Sergio Moro que, corrompido, operou de forma parcial contra Lula, tendo todas as condenações anuladas, a comunidade jurídica internacional, inclusive os que Moro tanto cita, os da operação Mãos Limpas da Itália, já declarando abertamente que é corrupta até a narrativa desses heróis fajutos que têm Sergio Moro como principal gaiato.

Mas há quem, além do Podemos, cravejado de gente enrolada com a justiça, que dá um valor danado.

O trabalho sujo que eles operaram contra o país a favor dos EUA, através do Departamento de Justiça americano foi muito bem feito. Eles gostaram tanto que o dinheiro absurdamente pago pela Petrobras aos EUA, teve até uma parte devolvida para uma conta aberta por Dallagnol para que ele, com a bagatela de R$ 2,5 bilhões, montasse um instituto ou uma fundação Moro de “combate à corrupção” que drenaria boa parte dessa grana para a campanha dos picaretas da Lava Jato em 2022.

Ora, quem se esquece que no vazamento heroico de Walter Delgatti, Dallagnol já estava escalando os candidatos a senadores, incluindo ele, para 2022. Era a milícia curitibana arquitetando e construindo o Estado paralelo a partir da dinastia familiar dessa facção.

Janot, todos sabem, serviu a Moro em várias ocasiões, incluindo-se numa de suas piores performances contra a República, no apoio a Moro quando este, cometendo crime contra a Presidência da República, grampeou criminosamente a presidenta Dilma em conversa com o ex-presidente Lula e, não satisfeito, entregou essa mesma gravação para a Globo por preço desconhecido, potencializando o crime do grampo com o crime de vazamento. E ainda justificou essa prática reiterada de crime dizendo que nada deveria ser escondido do povo.

No entanto, quando Delgatti repassou para o Intercept, via Glenn Greenwald, e começaram os primeiros capítulos da Vaza Jato, o Todo-poderoso ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, vestiu seu uniforme preto de fascista tropical para usar as instituições do Estado e o próprio cargo para prender seu delator e expulsar o jornalista do Intecercept do país.

Por isso, a ida de Janot para o Podemos para se candidatar a deputado federal, informação dada por Lauro Jardim, de O Globo, causou surpresa zero. O que se aguarda agora é a filiação e candidatura do parceirão de Moro no escabroso caso do Banestado e da Lava Jato, o doleiro de estimação do Batman de Curitiba, Alberto Youssef, o pivô central das duas fraudes comandadas por Moro, que hoje está livre, leve solto gozando a vida com a fortuna que acumulou nessas duas operações “contra a corrupção”.

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Mulher é detida por xingar Bolsonaro

Caso aconteceu em Resende, no Rio de Janeiro, quando Bolsonaro foi até a margem da Via Dutra e ouviu xingamentos de uma mulher que passava pelo local.

Bolsonaro foi a Resende para participar da formatura de 391 cadetes do 4º ano da Turma Dona Rosa da Fonseca da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) e disse que sua formação militar foi mais difícil do que ocupar a Presidência. O mandatário se formou na academia em 1977.

Após xingar o presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (27), enquanto ele acenava aos motoristas na Via Dutra em Resende (RJ), uma mulher de 30 anos foi presa. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) abordou o carro onde ela estava e encaminhou o caso a agentes da PF (Polícia Federal), que estavam no local em apoio à segurança do presidente.

A mulher, que estava como passageira do veículo, foi levada para a delegacia de PF de Volta Redonda (RJ), onde foi feito registro de um termo circunstanciado pelo crime de injúria. Ela só foi liberada após assumir compromisso de comparecer em juízo, como determina a lei, informou a PF em nota.
Palavras de baixo calão

A PRF informou que a mulher “proferiu palavras de baixo calão e xingamentos” dirigidos a Bolsonaro.

“Como sempre faz, o presidente se deslocou à margem da rodovia para cumprimentar os PRFs e acenar para os veículos que por lá passavam quando a passageira de um veículo, ao passar pelo presidente, proferiu várias palavras de baixo calão e xingamentos”, disse um dos trechos do texto.

*Com informações da Forum

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Nova variante é a “mais significativa” já encontrada e pode ser resistente à vacina, diz Reino Unido

Cientistas temem que as mutações da B.1.1.529 façam a nova variante ser mais resistente às vacinas em uso, informa reportagem do Metrópoles.

O governo do Reino Unido informou, nesta sexta-feira (26/11), que a variante B.1.1.529 do novo coronavírus, identificada no sul da África, é “a mais significativa já encontrada”, segundo a agência de notícias Reuters.

Os especialistas da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido temem que a linhagem possa se tornar resistente às vacinas, uma vez que a proteína Spike, parte que o coronavírus usa para entrar nas células humanas, sofreu diversas mutações que a tornaram diferente da versão presente no vírus original. A primeira forma da Spike foi usada para o desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 – caso as mudanças sejam muito significativas, a fórmula dos imunizantes pode não ser eficaz o suficiente para evitar casos graves e óbitos.

“Estamos preocupados que esta nova variante possa representar um risco substancial para a saúde pública. A variante tem um número excepcionalmente grande de mutações”, disse o secretário de Saúde britânico, Sajid Javid.

Até o momento, casos relacionados à nova variante foram confirmados em Botsuana, África do Sul, Bélgica, Israel e Hong Kong. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu, na tarde desta sexta, promover a cepa ao patamar de “preocupação”, designando uma letra grega para identificá-la: Omicron.

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Com enorme rejeição no sudeste e nordeste, reeleição de Bolsonaro virou quimera

Não é sem motivos que o Palácio do Planalto entrou no modo desespero. Bolsonaro perde altitude de forma acelerada e, consequentemente, a corrosão da economia provocará um esvaziamento ainda maior em sua campanha em 2022.

A desaprovação a Bolsonaro é maior no Sudeste e Nordeste do que em outras regiões do país, aponta pesquisa Exame/Ideia. De acordo com o estudo, 66% dos eleitores nordestinos desaprovam a atual gestão do chefe do Executivo. No levantamento anterior, realizado em janeiro, este índice era de 40%. No Sudeste, a reprovação alcança 54%, ante 35% da pesquisa anterior.

Ou seja, a crise chegou fortemente na classe média brasileira.

Isso não significa que a candidatura de Bolsonaro está morta, se ele não terá  diploma de gestor, como bem lembrou Lula, ainda tem uma fresta na porta porque tem a caneta na mão e um orçamento que amplia suas conversas políticas.

Lógico que essas bobagens graúdas como a cretina farsa da facada sendo requentada, mostram que Bolsonaro não tem como montar algo parecido com o projeto de 2018. Para se chegar a essa conclusão, não é preciso decifrar nenhum mistério, Bolsonaro berra sozinho por sua reeleição.

Aquele homem rude que comia com faca, baforava no copo, chupava os dentes para se fingir de pai dos burros, perdeu essa pífia “excelência”. Falsear outra vez a facada terá resultado de um espirro que não modificará nada, nem mesmo a sobremesa do banquete de lambanças que será apresentado pelos demais candidatos contra seu governo.

Bolsonaro não consegue nem sorrir em meio a um banho de água fria que dobra de intensidade a cada dia sobre sua reeleição.

Na verdade, sua imagem não tem estar mais saturada, ele está de fato na grota funda afogado em diversas crises, a sanitária, que matou mais de 614 mil brasileiros, a econômica, que está num poço três palmos abaixo do fundo sem tubo de respiração. e a moral, em que a samambaia já dobrou os seus cabelos revelando a cascata de crimes que envolvem todo o clã familiar.

Mas na realidade, a matéria que lhe trará fumo forte na asa será o preço do combustível e a política criminosa da Petrobras iniciada por Temer e continuada por Bolsonaro que, em última análise, é o que está devolvendo o Brasil à condição de roça, ou seja, abaixo da condição de fazendão.

Nada adianta o cabresto eleitoral que a bancada BBB, (bala, bíblia e boi). Isso é o mesmo que coçar cabeça de milho, porque não se vê nem toucinho baixar de preço, ao contrário, o brasileiro vive um inferno, muitos sobrevivendo de quebra galho, disputando com morcegos o esterco da coruja.

O Palácio do Planalto hoje é um palhão de milho seco e nada vale os argumentos que Bolsonaro tem gravado. Nesse sujeito, para a população, tudo fede a enxofre. E se para ser salvo do barranco que se enfiou, precisa repetir que não vai se opor ao mercado, mantendo a pornográfica política de preços da Petrobras, colocando-se como o próprio pai da tragédia brasileira.

Assim, sua candidatura à reeleição, se não pode ser considerada falecida, é por obra da cautela que se deve ter com o “já perdeu”. Mas a degradação de sua imagem é proporcional ao aumento dos preços das coisas, sobretudo dos alimentos.

Claro, sem dizer que, durante seus três anos de governo, o Brasil não ficou parado, andou para trás em velocidade máxima, principalmente no que diz respeito a desemprego, bico, miséria e fome, fazendo com que a palavra de Bolsonaro tenha tanto valor quanto a moeda brasileira diante do dólar.

Todos sabem que, em política, a palavra acaso não existe. Bolsonaro só foi eleito em 2018 através de uma trama macabra de dois punguistas, ele e Moro, que combinaram de encarcerar Lula para Bolsonaro vencer a eleição e Moro ser ministro e, em seguida, candidato à presidência.

Desta vez o atirador de plantão que, de tocaia, operou contra Lula, não está escondido, não é mais juiz e, para piorar, ainda é candidato.

Diante de toda essa mistura, não há general, que bufe golpe na boca da onça contra Lula. Bolsonaro está atolado até o pescoço e, quanto mais mexe, mais fede e afunda.

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Congresso decide descumprir decisão do STF sobre orçamento secreto

As Mesas Diretoras da Câmara e do Senado Federal escreveram ato conjunto no qual admitem descumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar ampla publicidade às emendas de relator em 2020 e 2021, no que ficou conhecido como orçamento secreto. No texto, que será publicado nesta sexta-feira (26/11), o Congresso deixa claro que não abrirá as informações retroativas sobre quais parlamentares fizeram indicações de emendas para envio de recursos às suas bases.

A ideia do Congresso é que as informações só passem a ser públicas daqui para frente. No ato conjunto, os parlamentares argumentam que há “impossibilidade fática de se estabelecer retroativamente um procedimento para registro das demandas recebidas pelo relator-geral com sugestão de alocação de recursos”, o que “torna impossível o registro dos nomes”.

Os ministros do STF aprovaram por maioria a suspensão das emendas de relator-geral (RP 9) e determinaram que os nomes dos parlamentares deixassem de ser ocultos. Só em 2021, as emendas RP-9 previam destinação de R$ 16,8 bilhões, sem transparência sobre quem pediu o quê para quais lugares, e em quais circunstâncias.

Pelo voto da relatora, ministra Rosa Weber, a revelação dos nomes valeria para os anos de 2020 e 2021.

*Com informações do Metrópoles

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Bia Kicis, autora de revogação da PEC da Bengala, se beneficiaria no STF

Relator de inquérito contra Bia Kicis, Ricardo Lewandowski deixaria STF se a proposta fosse aprovada; a deputada é investigada por racismo.

A deputada Bia Kicis se beneficiaria diretamente da PEC da Bengala, proposta apresentada por ela e que busca diminuir de 75 para 70 anos de idade o limite de permanência de um ministro no STF. Se o texto passasse no Congresso, Kicis obteria vantagens em um inquérito de racismo pelo qual é investigada no Supremo. O relator do caso, Ricardo Lewandowski, deixaria a Corte e seria substituído por um indicado de Jair Bolsonaro. Além de mudar de mãos, a ação atrasaria.

Aos 73 anos, Lewandowski não seria o único a perder o assento no Supremo. Rosa Weber, com a mesma idade, também teria de deixar o tribunal.

Na última quarta-feira (17/11), Lewandowski autorizou a abertura de um inquérito contra Kicis por racismo. A PGR demorou um ano para analisar a notícia-crime elaborada por um professor e youtuber de Bauru (SP).

Na terça-feira (23/11), o projeto avançou na comissão presidida por Kicis, mas o presidente da Casa, Arthur Lira, não levará o texto a plenário e enterrará a proposta.

A ideia de reduzir para 70 anos a aposentadoria obrigatória no STF é uma promessa de campanha de Bia Kicis. No primeiro ano como deputada, em 2019, apresentou a proposta, que só voltou a andar em maio de 2021.

*Com informações do Metrópoles

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Governo usa dados de mais de uma década atrás para o Auxílio Brasil e deixa milhões na miséria

Números utilizados são os do Censo de 2010, sendo que o Cadastro Único disponibiliza dados mais atualizados. Ministério prevê mudança somente em 2022.

O Auxílio Brasil, programa eleitoreiro do governo de Jair Bolsonaro (Sem Partido) que pretende substituir o Bolsa Família, usa números de pobreza de mais de uma década atrás, do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da irresponsabilidade em utilizar dados defasados, esses números deixam de fora do benefício milhões de famílias que precisam.

Segundo o número usado pelo governo e levantado pelo UOL, 13,8 milhões de pessoas seriam elegíveis como público-alvo. No entanto, o Cadastro Único, atualizado em setembro, contabiliza ao mesmo 18 milhões de famílias pobres e extremamente pobres no país.

Em novembro, o Auxílio Brasil atendeu 14,5 milhões de famílias no país, deixando quase quatro milhões sem ter o que comer. O novo Censo deveria ter sido realizado em 2020, mas foi adiado devido à pandemia.

Entretanto, em 2021, foi suspenso pelo governo Bolsonaro por falta de recursos previstos no Orçamento deste ano. Dos R$ 2 bilhões que haviam sido previstos no Congresso, o presidente sancionou apenas o repasse de R$ 53 milhões, o que inviabilizou o levantamento.

O Ministério da Cidadania confirmou ao UOL que “a base de dados utilizada pelo Auxílio Brasil é o Censo de 2010.”

Questionado por que não usa outros dados mais recentes, o ministério disse que em 2022 “está prevista a atualização dessas informações, dada a necessidade de atender com mais eficiência as famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo a oferta de condições e oportunidades para a melhora da qualidade de vida desses cidadãos”.

Exclusão e incertezas do Auxílio Brasil

Pelos próximos meses, até que o governo federal resolva tomar uma atitude, milhões de famílias continuarão com fome e sem acesso a direitos básicos. Além disso, segundo o Mapa da Exclusão, mais de 24 milhões de brasileiros ficarão de fora do Auxílio Brasil, previsto somente até o fim de 2022.

A concessão dos R$ 400 prometida será viabilizada apenas em dezembro, caso a PEC seja chancelada pelos senadores. O Ministério da Cidadania afirma que a aprovação da proposta garantirá ainda que o benefício pago no mês que vem seja acrescido do valor retroativo a novembro.

O governo pretende também aumentar o número de beneficiários do Auxílio Brasil para 17 milhões de famílias em dezembro. A ideia, porém, também está condicionada à aprovação do projeto que trata da renegociação dos precatórios.

*Com informações da Forum

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Senado aprova a Lei Paulo Gustavo; Flávio Bolsonaro votou contra

Filho do presidente foi um dos cinco senadores que votou contra o texto, que foi aprovado pela Casa. R$ 3,8 bilhões serão direcionado aos entes federativos para amenizar o impacto negativo da pandemia no setor cultural.

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (24/11), o projeto de lei complementar (PLP 73/21), conhecido como Lei Paulo Gustavo, que prevê o repasse de R$ 3,8 bilhões para o setor cultural, a fim de amenizar o impacto negativo econômico e social dos trabalhadores e negócios da área. Foram 68 votos a favor e cinco contra, entre eles, o do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). O texto segue para análise da Câmara dos Deputados, segundo reportagem do Correio Braziliense.

Criada conjuntamente por mais de oito senadores, a proposta tem o objetivo de visibilizar e proteger o setor que foi atingido severamente pelas medidas — necessárias — de isolamento social durante a pandemia, é o que diz o relator, Eduardo Gomes (MDB-TO). “Os autores da matéria ressaltam que o setor cultural foi o primeiro a parar em decorrência da atual pandemia e, possivelmente, será o último a voltar a operar”, disse ao defender o substitutivo apresentado por ele.

“Daí a necessidade de continuar a ajuda, iniciada em 2020 pela lei Aldir Blanc, aos artistas, aos criadores de conteúdo e às empresas que, juntos, compõem uma cadeia econômica equivalente a 2,67% do Produto Interno Bruto e que são responsáveis por cerca de 5,8% do total de ocupados no país, cerca de 6 milhões de pessoas”, pontuou Eduardo.

O filho do presidente da república, Flávio Bolsonaro, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE) votaram contra a proposta. Flávio chegou a dizer que o projeto “esvazia a Secretaria Especial de Cultura, que tem feito um grande trabalho com o secretário Mario Fria”, sem prover recursos “àqueles que sempre foram atendidos pelos governos passados, sem nenhum critério, apenas na base do compadrio”. Já Fernando, disse que vê “dificuldade para execução” da lei.

O PLP, aprovado na forma do substitutivo do relator, determina que o valor será deslocado do Fundo Nacional de Cultura aos estados, municípios e ao Distrito Federal. Caso seja aprovado pela Câmara dos Deputados, a Presidência da República deverá editar uma medida provisória que viabilize o repasse.

Entre as principais mudanças feitas por Eduardo, está a retirada de artigos que alteravam a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Rouanet que proibiam e limitavam o empenho dos recursos do Fundo Nacional de Cultura. De acordo com o relator, os dispositivos fugiam ao objeto principal da matéria, que é a concessão de ajuda emergencial.

Um dos criadores da matéria, o senador Paulo Rocha (PT-PA) ressaltou que o setor é de relevância “crucial para o país” e que sem ela, a nação “desconhece seu passado, que ignora seu presente e compromete seu futuro”.

“Esta lei, que nós batizamos de Paulo Gustavo, discute a questão do Fundo Nacional de Cultura, que é uma conquista do setor, que já é um fundo do setor, que é apenas gerido pelo governo. Portanto, a nossa lei é uma lei simples”, afirma.

“A Lei Paulo Gustavo financia o coletivo da cultura, os setores da cultura, e também tem um impacto local, na economia dos municípios e dos estados (…). Ela também valoriza a riqueza do nosso país à medida que tem impacto fundamental na economia. Não é à toa que setores empresariais investem muito em cultura, porque há essa questão do impacto na nossa economia”, declara Paulo.

Projeto prevê divisão de valores para setores da cultura

O texto determina que, dos R$ 3,862 bilhões que serão repassados, R$ 2,797 bilhões devem ser direcionados exclusivamente a ações voltadas ao setor audiovisual, salas de cinema, mostras, festivais e ações de capacitações.

A prioridade é justificada pelos senadores pela fonte dos recursos. O Fundo Setorial do Audiovisual, uma categoria do Fundo Nacional de Cultura, será o principal financiador desse repasse. Originalmente, o texto dividia os recursos por entes federativos, mas o relator decidiu fazer a mudança.

Já R$ 1,065 bilhão, valor restante, deverá ser destinado a ações emergenciais atendidas pelo Fundo em outras áreas do setor. São exemplos de ação editais, chamadas públicas e outras formas de seleção para apoio a projetos e iniciativas culturais, assim como para manutenção de espaços culturais. Neste caso, metade do valor irá para estados e o DF, e a outra para municípios e o DF. A destinação dos recursos deverá ser feita até o fim de 2022.

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