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Lula provocou erupção vulcânica tão furiosa que Bolsonaro se desesperou e Moro foi exonerado do pleito de 2022

A ficha da mídia caiu depois da coletiva de Lula que contou com a presença de 116 veículos da imprensa internacional, que deu a dimensão exata do tamanho de Lula no mundo diante de Bolsonaro, um presidente que sofre de distúrbios e transtornos de toda ordem que produzem um disfuncionamento absoluto no comando da presidência da República e, consequentemente em todas as áreas do governo. Nada funciona, nada se move, está tudo desmontado.

E é bom frisar, não é mau funcionamento do governo, é como acentuou Lula, o Brasil atual não tem governo, tem um sujeito desequilibrado que ficou totalmente desestruturado, seja nas suas falas, seja no comportamento depois que levou uma desancada de Lula.

Isso está tão evidente que o próprio correu para a televisão horas depois fantasiado de mascarado. Sim, porque Bolsonaro usando máscara é uma fantasia, é uma peça de marketing mal-ajambrada para fazer frente ao comportamento de Lula que cobrou a vacinação, o uso de máscara e o distanciamento social.

Mas no final, quem venceu foi anomalia de Bolsonaro, sua doença mental, sua psicopatia, mais uma vez receitando kit cloroquina como solução para a pandemia em uma país que, hoje, é o que mais mata por covid no mundo e que, segundo cientistas internacionais, é o maior laboratório a céu aberto na produção de novas cepas que podem se espalhar pelo planeta e causar uma catarse inimaginável.

Mas, fora desse evidente quadro de perturbação de Bolsonaro, depois da fala de Lula, o comportamento da mídia sobre o candidato Moro que contava com o apoio do baronato midiático, foi emblemático. Moro simplesmente viu seu nome varrido da lista da mídia dos presidenciáveis depois que Lula, em seu pronunciamento, com meia dúzia de frases, tratorou, enterrou e salgou o túmulo político de Moro, fazendo a mídia imediatamente desistir do seu nome.

Sobrou para Moro, em sua notinha, um choro de pitanga criticando o que ele chamou de antecipação do calendário eleitoral, que cuspiu imediatamente o gabola da disputa, depois do histórico pronunciamento de Lula.

Moro prometeu numa outra oportunidade que, certamente, nunca acontecerá para explicar o caixote que tomou de Lula que o arremessou a mais de cem metros da disputa presidencial de 2022.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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‘Bolsonaro nos traiu’, diz policial que lidera manifestações contra presidente

“Fiz campanha, falei para os meus amigos e família voltarem no Bolsonaro porque ele ajudaria nossa categoria, seria a favor da segurança e contra a corrupção. A gente se mobilizou, buscou voto. Tudo isso caiu porque ele não nos enxergou depois de eleito, não nos considerou. Para ele, a gente não existe.”

Foi assim que o presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais) e um dos líderes da União de Policiais do Brasil, Dovercino Neto, resumiu a insatisfação dele em relação ao governo de Jair Bolsonaro em entrevista à BBC News Brasil. De apoiador do presidente durante a campanha à presidência, hoje ele diz que se sente traído e ameaça uma paralisação nacional da categoria nos próximos dias.

“Na campanha, o Bolsonaro tinha um perfil e posicionamento a favor do policial, de valorizar e defender a categoria. A grande maioria dos policiais acreditou nesse discurso. Mas, na primeira oportunidade, ele nos traiu ao nos incluir na Reforma da Previdência”, afirmou Neto.

Hoje, ele disse que o segundo golpe está a caminho, com a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Isso porque o texto base da PEC propõe a alteração da Constituição e cria mecanismos para conter gastos públicos para liberar R$ 44 bilhões extras para custear a volta do auxílio emergencial. Entre os pontos da proposta, está o congelamento salarial de parte das categorias policiais por 15 anos.

Para a PEC ser aprovada, falta apenas os deputados votarem destaques que podem alterar trechos da proposta para que ela entre em vigor.

Para a União de Policiais do Brasil, o texto “desestrutura o serviço público ao vedar, por até 15 anos, as recomposições, já congeladas desde 2016, promoções e progressões e contratação de servidores, levando ao sucateamento dos órgãos e, notadamente da segurança pública brasileira”.

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) também reagiu e disse que a aprovação do texto pode levar a “categoria a um apagão nas próximas horas”.

Dovercino Neto, da União de Policiais do Brasil, conta que se mobilizou a favor de Bolsonaro durante a campanha presidencial. Buscou votos com familiares, amigos e colegas de profissão, mas que hoje “tudo isso caiu”.

“Ele chegou a dar declarações públicas e se reuniu com a gente para dizer que nos beneficiaria na reforma, assim como fez com as Forças Armadas. Mas mentiram para nós. Fizemos três reuniões, uma delas com o então ministro (Abraham) Weintraub, e nos disseram que estaríamos fora do texto, mas no fim estávamos lá”, afirmou.

Para um dos líderes dos protestos de policiais contra Bolsonaro, o presidente não valorizou os policiais civis, beneficiando apenas as Forças Armadas e a Polícia Militar.

“Ele defendeu bravamente os militares. Ao invés de perderem direitos, os militares de alta patente foram extremamente beneficiados com aumentos generosos de salários na Reforma da Previdência. O governo disse na época que queria economizar, mas fez o inverso nas Forças Armadas. Para ele (Bolsonaro), segurança pública é só militar e a segurança pública civil não existe”, disse Neto.

“Lockdown na segurança pública”

Para a União de Policiais do Brasil, a gota d’água que desencadeou uma irritação generalizada da categoria contra o presidente foi a aprovação do texto da PEC 186, que prevê congelamento de salários e contratações, nos próximos 15 anos.

Neto diz que isso deixou a categoria insatisfeita, desanimada e diz que isso deve provocar uma reação instantânea nas ruas como reflexo do descontentamento com a decisão.

“Nós nos esforçamos e trabalhamos muito mais por causa da covid no último ano. Essa atitude do governo nos leva à desmotivação. O pessoal foi ignorado. Fazem de conta que não existimos. Aquele risco a mais que a gente corria (nas ruas) com certeza vai parar, na segurança pública civil, federal e estadual. Vamos fazer um lockdown na segurança pública. Vamos fazer o básico. Não vamos dar o sangue, ter aquele empenho adicional. Não vamos fazer uma operação padrão. Tudo isso acontecerá de forma natural”, afirmou Neto.

Neto disse ainda que os policiais são humanos movidos por motivação. E quando trabalham desmotivados não conseguem fazer nada além do básico.

O presidente da FenaPRF disse que, como cidadão, ele e grande parte da categoria apoiaram a campanha de Bolsonaro. Mas afirma que “hoje só temos resquícios de um ou outro que apoia”.

“Bolsonaro foi uma grande decepção. Essa é a PEC da chantagem. Auxílio emergencial tudo bem porque os mais pobres precisam de ajuda. Mas colocar uma PEC de reforma fiscal dizendo que era por causa do auxílio não existe. Alguns culpam o Paulo Guedes, mas ele é só um funcionário do Bolsonaro. Ele interferiu para atender os PMs, mas nós policiais civis fomos abandonados e traídos”, afirmou à BBC News Brasil.

Para ele, nenhum policial de segurança pública civil tem motivo para apoiar Bolsonaro.

“O governo está no Congresso trabalhando contra nós. Colocou o general Ramos contra nós. O filho do Bolsonaro votou contra a gente no Senado. Na Câmara, o outro filho também. Não tem motivo para que nossas categorias fiquem de lua de mel com ele. Nessa PEC emergencial, tentamos emendas e destaques, mas só os policiais militares foram atendidos”, afirmou.

O porta-voz do movimento de policiais anti-Bolsonaro afirmou que entende o momento econômico vivido pelo país e disse que não quer um aumento salarial para a categoria, mas apenas uma garantia de qualidade de trabalho a longo prazo.

“Querem congelar a previsão de você poder pedir aumento até 2035. Também barram concurso, contratações, gastos estruturais. Tudo isso nos atinge. É a fragilização e depreciação do nosso trabalho”, disse ele.

Por fim, ele se disse irritado porque o vice-presidente, Hamilton Mourão, dizer que os policiais incluídos na PEC precisam dar uma “cota de sacrifício”.

“Por que os militares não deram essa cota até agora? A alta patente do Exército, como ele, teve ganhos salariais e não se sacrificou. Essa declaração dele foi uma ofensa contra nós. A gente teve redução salarial e eles aumento. Por que eles não dão exemplo?”

*Com informações do Uol

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Rui Costa, do PT, vai intermediar a compra de 39 milhões de doses da Sputnik V pelo Ministério da Saúde

Segundo governador Rui Costa, caso governo federal não feche contrato na sexta, estado efetuará a compra.

O Ministério da Saúde vai negociar, na sexta-feira, a compra de pelo menos 39 milhões de doses da vacina Sputnik V com a intermediação do governo da Bahia. Nesta quinta-feira, o governador baiano, Rui Costa (PT), participou de uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na qual ofereceu ao governo federal o quantitativo de vacinas negociado pelo estado inicialmente para atender ao nordeste.

Costa disse ao ministro que, caso a pasta não assine o contrato com o Fundo Russo na própria sexta-feira para adquirir o quantitativo para o Plano Nacional de Imunização (PNI), a Bahia efetuará a compra das doses para o Nordeste. O governador ofereceu as doses ao Ministério da Saúde após receber a sugestão de colegas durante uma reunião do Consórcio Nordeste.

— Concluímos agora a reunião com o ministro, ele disse que tem interesse, então solicitei que a gente fizesse reunião amanhã no primeiro horário para amarrar isso — afirmou Costa. — Nós tinhamos combinado 39 milhões para o Nordeste, mas eventualmente podemos ver volume maior se for para o país inteiro. Se o ministério adquirir para o país inteiro, ótimo. Se não, a Bahia assina amanhã o contrato com a Sputnik.

Segundo ele, o contrato precisa ser assinado nesta sexta-feira para garantir o cronograma de entrega das doses. A previsão é que haja entrega de 400 mil doses em março, 1,5 milhão em abril, 10 milhões em maio e o restante até julho.

A sanção da lei que prevê prazo de sete dias úteis para a Anvisa analisar pedidos de registro emergencial de imunizantes facilitou o avanço da negociação da vacina russa com o governo baiano. Até o momento, a Sputnik V está com pedido de autorização travado na Anvisa por falta de documentação.

Após a reunião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), também divulgou um vídeo comentando sobre a negociação.

— Para garantir que toda vacina seja do PNI, acertamos com o ministro Pazuello uma agenda. Aqui foi firmado um entendimento, o ministério vai comprar as vacinas. E com base nessa compra, vamos garantir as condições de vacina para todos os brasileiros — disse.

*Com informações de O Globo

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O psicopata tem nova recaída, ataca OMS, isolamento e ignora vacina

Ninguém esperava qualquer atitude coerente de Bolsonaro. Mesmo o Brasil registrando nas últimas 24 horas a morte por covid de quase 1.400 pessoas, Bolsonaro, sem solução para a vacina, vendo a fila de espera por leitos passar de 3 mil, resolveu atacar a OMS, o isolamento social, além do uso de máscara, fazendo coro com Eduardo Bolsonaro que mandou os brasileiros enfiarem a máscara no rabo.

Enquanto isso, cientistas do mundo todo revelam a preocupação com o descontrole total da pandemia no Brasil, provocado por Bolsonaro. E não é sem razão, pois somente no Tocantins, seis novas linhagens do coronavírus foram encontradas por cientistas.

O Brasil está passando por um momento extremamente preocupante e parece que a luz no fim do túnel está cada vez mais distante.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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‘Um governo liderado por Lula não nos assusta’, diz Mark Mobius, megainvestidor

Em entrevista por email à BBC News Brasil, megainvestidor alemão-americano diz que se populismo de ex-presidente “resultar em um surto de crescimento, tanto melhor”

O megainvestidor alemão-americano Mark Mobius foi na contramão de muitos de seus pares ao decretar, em entrevista recente, que um eventual retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, caso concorra e vença o pleito do ano que vem, não seria “necessariamente ruim para os mercados”.

Agora, falando à BBC News Brasil, ele vai além: “Um governo liderado por Lula não nos assusta e se seu populismo resultar em um surto de crescimento, tanto melhor”.

Na segunda (8/3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu anular todas as condenações judiciais de Lula no âmbito da Operação Lava Jato, abrindo caminho para que o petista concorra à Presidência caso não sofra novamente condenações em segunda instância. Em pronunciamento na quarta-feira, Lula disse que a candidatura da esquerda ainda não está definida.

Mobius, que em maio de 2018 lançou sua própria gestora de investimentos, a Mobius Capital Partners LLP, antes trabalhou na Franklin Templeton Investments por mais de 30 anos, mais recentemente como CEO do Templeton Emerging Markets Group.

Durante seu comando, o grupo expandiu os ativos sob gestão de US$ 100 milhões para mais de US$ 50 bilhões.

*Com informações da BBC Brasil

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Mercado abandona a narrativa do “risco Lula” após seu discurso

O discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (10), na visão de economistas e analistas de bancos e consultorias, serviu para aplacar o temor do mercado financeiro do chamado “risco Lula”, caso seja candidato e vença a eleição presidencial de 2022.

Segundo economistas e analistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo, Lula fez acenos ao mercado, embora tenha criticado as privatizações e o teto dos gastos públicos, e lembrou da escolha do empresário José Alencar para ser o seu vice em 2003.

“Não se deve usar uma eventual candidatura de oposição como desculpa para os erros em série cometidos pelo governo Bolsonaro”, disse o economista e ex-ministro do Planejamento e da Fazenda, Nelson Barbosa., sobre o chamado “risco Lula”. Ainda segundo ele, “o PT nunca foi esse bicho papão que é pintado. As pessoas precisam de inimigos imaginários para sobreviver”.

“O presidente Bolsonaro é que tem que lidar com isso”, completou em referência aos erros de condução da política econômica atual, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Para a economista-chefe da CM Capital, Carla Argenta, o discurso do ex-presidente serviu para acalmar o ânimo dos investidores, que viram que ele “não pretende deixar o mercado desamparado”.

“Lula tem esse perfil mais intervencionista, o que coloca um sinal amarelo para o mercado. Ele procurou, com algumas falas mais conciliadas, não deixar o mercado desamparado, trouxe elementos desse Lula de 2002 para próximo do Lula de 2006”, disse a economista. Nesta quarta-feira, a Bolsa subiu 1,29% e o dólar recuou 2,36%, fechando a cotação em R$ 5,655.

A economista e professora da Universidade de São Paulo (USP) Laura Carvalho observa que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que na segunda-feira (8) anulou as condições impostas pelo ex-juiz Sergio Moro ao ex-presidente, não pode ser utilizada como pretexto ou justificava para eventuais turbulências no mercado.

“Vejo Lula como um conciliador que soube aproveitar muito bem o cenário externo favorável para realizar políticas importantes (de transferências de renda e investimento público em infraestrutura física e social) e conseguiu ao mesmo tempo reduzir a dívida pública, a inflação e acumular reservas internacionais. Não acho que faz sentido o temor. Ainda mais no cenário calamitoso em que nos encontramos”, avaliou.

Para Guilherme Mello, o professor do Instituto de Economia da Unicamp, “o chamado ‘risco Lula’ é um bicho papão inventado com o objetivo de manipular o mercado e os humores políticos. Ele não existe na prática, mas funciona para assustar os incautos”.

*Com informações do 247

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Bolsonaro tem que ser interditado: o Brasil não tem governo, não tem vacina e não sabe quando terá

A conta chegou.

Catástrofe, este é o sinônimo da calamidade provocada por Bolsonaro no Brasil. Seu desastroso comportamento levou o país a um flagelo de quase 2.400 mortes nas últimas 24 horas.

A deterioração do governo Bolsonaro se acelera mais rápido do que a destruição que ele provoca no país e a catástrofe que representa hoje para 270 mil famílias brasileiras.

Não há nada que se assemelhe a uma destruição com proporções parecidas hoje no mundo. Pior, Bolsonaro não consegue esconder o seu abatimento físico e moral provocado por uma tragédia que o próprio atiçou desde o primeiro caso de covid no Brasil.

Não existe sequer um contrato assinado com fornecedores de vacinas, somente palavrórios e, para piorar, Bolsonaro mentiu descaradamente em sua fala hoje dizendo que tratou de importar vacina de Israel, o que é uma absoluta mentira, depois de sentir o seu chão tremer com o discurso histórico de Lula na coletiva que ecoou não só no Brasil como um todo, mas também no exterior, tendo Bolsonaro como alvo.

Com Bolsonaro no poder, o caos é irreversível, por incompetência, por incapacidade de compreender a dimensão da tragédia, além de uma bateção generalizada de cabeça em um governo comandado por militares absolutamente nulos, incapazes de uma atitude que ao menos maquie uma organização.

Militar hoje no Brasil só faz uma coisa, tentar proteger um genocida através de cartilhas ameaçadoras em proteção ao traste que eles escarraram das Forças Armadas.

Bolsonaro tem que ser interditado, e será. O que se faz urgente é a aceleração desse processo para poupar o máximo de vidas possível, porque, se ele continuar, milhares e milhares de vidas serão dizimadas.

O ministério da Saúde que tão cedo terá vacina para imunizar a população:

O Ministério da Saúde admitiu que a campanha de vacinação dos brasileiros contra a #COVID19 pode parar por conta da falta de doses dos imunizantes.

Pazuello reduz pela 5ª vez em 8 dias a disponibilidade de vacina.

*Carlos Henrique Machado Freitas

*Foto destaque: Os Divergentes

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União dos Policiais do Brasil ameaça paralisação e rompimento com Bolsonaro

Entidade diz que categoria é desprestigiada pela gestão Bosonaro e vai mostrar sua insatisfação.

Com a sensação de que foram traídos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os integrantes da UPB (União dos Policiais do Brasil) ameaçam paralisação e rompimento com o atual governo.

A UPB é formada por ao menos 24 instituições da área da segurança pública. As declarações foram dadas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10).

A gota d’água para a crise seria o texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado. Ele teve apoio do Palácio do Planalto, inclusive, com o voto do senador Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da proposta, como revelou o Painel.

Se aprovada, a PEC estipula um gatilho para congelamento de salário e proibição de progressão na carreira e novas contratações sempre que houver decretação de estado de calamidade ou quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcançar 95%.

“A gente está falando em paralisação porque estamos na discussão se podemos ou não podemos fazer greve, mas não descartamos nem greve. O essencial sempre vai funcionar, estamos vendo como fazer o processo para que seja entendido pelo governo federal. Estamos extremamente insatisfeitos”, disse Edvandir Paiva, presidente da ADPF (Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal).

O conselho de diretores da ADPF, inclusive, enviou um ofício aos superintendentes regionais da Polícia Federal nesta quarta-feira (10). A intenção é que possam atuar como porta-vozes junto ao diretor-geral da Polícia Federal para levar a situação ao presidente Jair Bolsonaro. Eles afirmam que ainda há como reverter a situação.

Para as entidades, o governo promete uma coisa publicamente e nos bastidores se articula de outra maneira. Eles alegam que já houve ao menos três traições desde o início do mandato, entre elas a Reforma da Previdência.

Segundo Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), as entidades não são contra a PEC e o auxílio emergencial, mas pela forma que está sendo feita.

Ele afirma que a segurança pública está na linha de frente contra a pandemia e não parou, devendo ser tratada de forma respeitosa pelo governo federal.

“Nós seremos pela terceira vez alvo dessas medidas pensadas criadas pelo Ministério da Economia e aceitas pelo presidente. Nós, que apoiamos o presidente, estamos sendo alvos. Para os policiais que ainda não acordaram, acordem”.

Rafael Sampaio, presidente da ADPJ (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária), disse que os servidores da segurança pública estão sendo desprestigiados pelo atual governo.

“Estamos sendo desprestigiados por um governo que se elegeu com a bandeira de segurança e com a valorização da segurança. Recentemente, foi publicado, por exemplo, os grupos de vacinação e os presos tiveram prioridade em detrimento dos policiais que possuem taxas altíssimas de contaminação.

*Com informações da Folha

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Assista ao vivo o pronunciamento e entrevista coletiva de Lula

Presidente da República entre 2003 e 2010, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede nesta quarta-feira (10/03) a primeira entrevista coletiva após deixar de ser inelegível. Na última segunda-feira (08/03), ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações dadas ao ex-presidente em processos relacionados à Operação Lava-Jato, que fez com que o petista recuperasse os direitos políticos.

A entrevista acontece no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, cidade do interior paulista. Ela seria realizada nessa terça-feira (09/03), mas foi adiada após Gilmar Mendes, ministro do STF, incluir na pauta do dia da Segunda Turma da Corte a análise do recurso sobre a suspeição do ex-juiz e Sérgio Moro nas ações contra Lula.

É imperdível o pronunciamento e a entrevista coletiva de Lula.

Assista:

*Com informações do Estado de Minas

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Moro: técnicos do governo já admitem risco de derrota na ONU no caso Lula

Técnicos do governo brasileiro já admitem que existe um risco de uma possível derrota na ONU, diante da queixa aberta na instituição internacional por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Brasília, autoridades no Ministério da Justiça e no Itamaraty já circularam uma percepção de que existiria uma chance real de o estado brasileiro ser alvo de uma decisão negativa por parte do órgão internacional.

O caso foi aberto em 2016 no Comitê de Direitos Humanos e denuncia o que a defesa do ex-presidente acredita ser uma postura parcial do então juiz Sérgio Moro. Outro argumento central era de que Moro estaria agindo em conluio com os procuradores no julgamento do ex-presidente. Lula é representado pelos Cristiano Zanin e Valeska Martins, além de especialistas internacionais.

O órgão internacional não tem a possibilidade de exigir do Brasil qualquer mudança em sua decisão e emite apenas uma recomendação. Mas, como signatário das convenções, o governo assumiu um compromisso de seguir o que os comitês sugerem e uma decisão contra Moro teria um impacto político significativo.

A tramitação do caso já se encerrou e, segundo documentos obtidos pela coluna, o governo brasileiro rebateu as alegações insistindo que o Estado de Direito e o devido processo legal foram respeitados no país. Mas os acontecimentos nos últimos dias no Brasil passaram a ser acompanhados de perto pelas autoridades do Comitê, em Genebra.

Se inicialmente a possibilidade de uma vitória era praticamente nula, com peritos em sua maioria com uma postura legal conservadores e reticentes em entrar em debates jurídicos nacionais, o cenário mudou quando fatos políticos e vazamento de informações começaram a revelar outra dimensão do processo no Brasil.

Um primeiro sinal de preocupação em Brasília ocorreu ainda em 2018. Dois anos depois de o caso ser aberto em Genebra, o Comitê de Direitos Humanos da ONU concedeu medidas cautelares e solicitou às autoridades brasileiras que mantivessem os direitos políticos de Lula até que seu caso fosse avaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que o mérito do caso fosse tratado em Genebra.

Apesar de o Brasil ser signatário dos tratados da ONU, as autoridades ignoraram a decisão. Mas, internamente, a iniciativa foi recebida com preocupação ainda no governo de Michel Temer.

Naquele momento, o Comitê deixou claro que, ao pedir medidas cautelares, não estava pré-julgando uma eventual inocência ou não de Lula. Mas optou por unificar o processo e avaliar, ao mesmo tempo, a admissão do caso e seu mérito.

Moro: de juiz ao cargo de ministro

Um segundo sinal de alerta foi soado quando Moro decidiu aceitar o cargo de ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, político que venceu a eleição depois de Lula ter sido impedido de concorrer.

A defesa do ex-presidente reforçou a tese, submetendo informações ao Comitê alegando que Moro também estaria visando à Presidência da República. “Dificilmente há exemplo mais forte de parcialidade que este, um possível candidato presidencial atua como juiz no caso de um candidato rival, com forte interesse na condenação (e, portanto, desqualificação) do candidato”, alegaram.

Conforme as informações se acumulavam a partir de 2019 e 2020 e diante de vazamentos publicados na imprensa brasileira, membros do governo soavam o alerta interno de que as revelações teriam o potencial de “mudar o jogo”.

Com a decisão de Edison Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular todos os processos e inquéritos que tramitavam contra o ex-presidente Lula em Curitiba, a percepção inicial em Genebra era de que uma parcela do caso poderia ser abandonada, já que não faria mais sentido um processo sobre algo que uma corte brasileira já anulou. A decisão “resolveria” uma situação política complicada para o Comitê.

Mas uma parcela dos especialistas acredita que ainda há espaço para julgar, já que existiriam “danos irreparáveis” diante do impacto da condenação nos direitos políticos de Lula.

O Comitê se reúne apenas três vezes por ano e, nesta semana, deu início ao seu primeiro encontro de 2021. Mas o caso de Lula não está na agenda. A próxima oportunidade é de que seja incluído em meados do ano.

*Jamil Chade/Uol

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