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Lava Jato é o maior escândalo judicial da história brasileira, diz artigo no New York Times

A “lava jato” se vendia como a maior operação anticorrupção do mundo, mas se transformou no maior escândalo judicial da história brasileira. É o que afirma Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po de Paris, em artigo publicado nesta terça-feira (9/2) no jornal norte-americano The New York Times.

Ao comentar o fim da força-tarefa no Paraná, Estrada aponta que os procuradores defendem a operação com uma série de números: 1.450 buscas e apreensões, 179 ações penais, 174 condenados, incluindo políticos e empresários, incluindo o ex-presidente Lula. “Porém, para conseguir esses resultados, os procuradores violaram o devido processo legal, sem reduzir a corrupção”, diz.

Se antes já havia dúvidas sobre a sua parcialidade na condução dos processos contra Lula, cita Estrada, com a divulgação de mensagens de Telegram se verifica que o ex-juiz Sergio Moro orientou a construção da acusação contra o ex-presidente, “violando o princípio jurídico de não ser juiz e parte ao mesmo tempo”.

Quando foi relevado que o escritório Teixeira Zanin Martins Advogados, responsável pela defesa do petista, foi grampeado pela “lava jato”, os procuradores alegaram que se tratou de um erro. Entretanto, ressalta o diretor do Opalc, hoje é possível confirmar que os membros do Ministério Público Federal eram constantemente informados por agentes da Polícia Federal sobre as ligações, com o objetivo de traçar estratégias e obter a condenação de Lula.

Para Estrada, as consequências da atuação ilegal da “lava jato” estão claras: ‘O Estado de Direito está cada vez mais em perigo, com a aprovação de grande parte do establishment político e econômico que ontem apoiou cegamente a operação ‘lava jato’ e hoje apoia a chegada de um político acusado de corrupção [Arthur Lira] à presidência da Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o presidente [Jair Bolsonaro] desmantela grande parte das instituições de combate à corrupção e ao crime.”

*Do Conjur

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Ministério Público pede que TCU suspenda pagamentos à empresa de Moro no caso Odebrecht

Subprocurador aponta risco de conflito de interesses já que o ex-juiz pode ter “contribuído para situação de insolvência” da empreiteira.

O subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, pediu que a corte determine a suspensão de “qualquer pagamento à empresa Alvarez & Marsal, no âmbito da recuperação judicial da empresa Odebrecht S.A”, até que o tribunal avalie o papel do ex-juiz Sergio Moro no agravamento da situação econômica da empreiteira.

Moro foi contratado pela Alvarez & Marsal em novembro, para atuar na área de “disputas e investigações”.

A Alvares & Marsal é administradora judicial da Odebrecht, que entrou em recuperação judicial depois que foi investigada pela Operação Lava Jato.

Furtado disse que, “na qualidade de juiz, a atuação do Sr. Sergio Moro, seja nas decisões proferidas nos processos judiciais, seja nas exigências contidas nos acordos de leniência [que ele firmou com a Odebrecht] , pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa”.

Não teria cabimento, agora, Moro ter benefícios, ainda que indiretos, com a recuperação da empresa.

Ao pedir a suspensão de pagamentos para a Alvares & Marsal, Furtado diz ser necessário considerar o “risco de conflito de interesses que pode surgir quando o mesmo agente [Moro], em um primeiro momento, atua em processo judicial que interfere no desempenho econômico e financeiro da empresa e, em em um segundo momento, aufere renda, ainda que indiretamente, com o processo de recuperação judicial para o qual seus atos podem ser contribuído”.

Ele pede ainda que as mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato, inseridas pela defesa de Lula em ação contra Moro no STF (Supremo Tribunal Federal), sejam compartilhadas com o TCU.

Leia a íntegra do ofício do subprocurador-geral:

Excelentíssimo Senhor Ministro Bruno Dantas,

Recentemente, em 01.02.2021, ofereci representação junto a essa Corte no intuito que o Tribunal apurasse os prejuízos ocasionados aos cofres públicos pelas operações supostamente ilegais dos membros da Lava Jato de Curitiba e do ex-juiz Sérgio Moro, mediante práticas ilegítimas de revolving door, afetando a empresa Odebrecht S.A., e lawfare, conduzido contra pessoas investigadas nas operações efetivadas no âmbito da chamada “Operação Lava Jato”. As informações apresentadas foram juntadas ao TC 005.262/2021-6 cuja relatoria é de Vossa Excelência por prevenção. Diante da correlação dos temas e considerando os processos em curso que acompanham os desdobramentos, no âmbito deste Tribunal, de acordos de leniência firmados pela empresa Odebrecht com outros órgãos, em especial no âmbito dos TCs 016.991/2015-0 e 035.857/2015-3, ambos de relatoria de Vossa Excelência; Considerando que o primeiro trata da análise de inidoneidade de empresas por fraude à licitação de montagem eletromecânica da Usina Termonuclear de Angra III, no qual se avalia, em profundidade, os efeitos dos acordos de leniência firmados pelo Ministério Público Federal na declaração de inidoneidade das empresas participantes dos acordos, entre elas a supracitada empresa; 2 Considerando que o segundo processo cuida de acompanhamento autuado com o intuito de fiscalizar o processo de celebração do acordo de leniência entre a Controladoria Geral da União (CGU) e a empresa Odebrecht S.A; Considerando as recentes notícias divulgadas pela mídia no sentido de que o exjuiz, Sr. Sérgio Moro, teria se tornado sócio da empresa de consultoria Alvarez & Marsal, administradora judicial da Odebrecht S.A no processo de recuperação judicial; Considerando as notícias de que o referido ex-juiz teria orientado procuradores do Ministério Público em questões relativas a informações constantes nos sistema daquela empresa; Considerando que o Excelentíssimo Ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo das conversas entre o ex-juiz e os procuradores da “Operação Lava Jato”; Considerando que, na qualidade de juiz federal, o Sr. Sérgio Moro homologou acordos de leniência firmados entre o Ministério Público Federal e a empresa Odebrecht S.A; Considerando que, na qualidade de juiz, a atuação do Sr. Sérgio Moro, seja nas decisões proferidas nos processos judiciais, seja nas exigências contidas nos acordos de leniência, pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa; Considerando que o administrador judicial, do qual se exige que seja profissional idôneo (Lei 11.101/2005, art. 21, caput), exerce múnus público, devendo observância aos princípios constitucionais; Considerando o dever de fidúcia, lealdade e diligência, que deve reger a atuação do administrador judicial; Considerando que está a cargo do Poder Público, na pessoa do juiz, designar como administrador judicial pessoa que cumpra os requisitos jurídicos, fiscalizá-lo no cumprimento de seus deveres, definir sua remuneração, bem como destituí-lo ( Lei 11.101/2005, arts. 21, 22 e 24); Considerando o risco de conflito de interesses que pode surgir quando o mesmo agente, em um primeiro momento, atua em processo judicial que interfere no desempenho econômico e financeiro da empresa e, em em um segundo momento, aufere renda, ainda que indiretamente com o processo de recuperação judicial para o qual seus atos podem ser contribuído e; Considerando, por fim, a repercussão e os impactos que o bom andamento da Recuperação Judicial pode ter na possibilidade de o erário ser ressarcido dos prejuízos causados pela atividades ilícitas da empresa Odebrecht S.A, e a evidente competência dessa Corte de Contas para velar pela legitimidade e pela moralidade dos atos do poder público, zelar pela economicidade e assegurar o devido ressarcimento de prejuízos ao erário:

Venho solicitar e propor a Vossa Excelência que, na qualidade de relator dos TCs 005.262/2021-6, 016.991/2015-0 e 035.857/2015-3, adote medidas no sentido de:

a) Oficiar ao Excelentíssimo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Sr. Ricardo Lewandovski, a fim de solicitar o compartilhamento das mensagens trocadas entre os procuradores do Ministério Público e o ex-juiz Sr. Sérgio Moro;

b) Oficiar ao juízo da Recuperação Judicial da empresa Odebrecht S.A a fim de solicitar o compartilhamento da documentação relativa à escolha do administrador judicial e as análises que fundamentaram a definição do juízo 3 pela empresa de consultoria Alvarez & Marsal, bem como os valores de remuneração que foram estrabelecidos;

c) Realizar oitivas das empresas Alvarez & Marsal e Odebrecht S.A para que se manifestem quanto aos fatos narrados e;

d) Avaliar a conveniência e oportunidade de se estabelecer, cautelarmente, a suspensão de qualquer pagamento à empresa Alvarez & Marsal, no âmbito da Recuperação Judicial da empresa Odebrecht S.A, até que o Tribunal avalie o mérito da questão. Sendo, pois, o que tinha a informar, a encaminhar e a solicitar, aproveito o ensejo para manifestar protestos de estima, respeito e consideração a V. Ex.ª.

Atenciosamente,

Lucas Rocha Furtado

Subprocurador-Geral​”

*Mônica Bergamo/Folha

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Em editorial do Globo, o procurador Boquinha solta a maior das pérolas em defesa da Lava Jato

Hoje é o dia mundial da defesa da Lava Jato nos jornalões. O motivo é simples, o STF julgará se deixa frouxa ou não a lama que escorre das mensagens trocadas entre os contraventores da Lava Jato, travestidos de procuradores. A mesma Lava Jato que é culpada pelo caos econômico, político e sanitário do país.

Para tanto, é só ver o preço do gás e dos combustíveis em geral, que somente ente ano, em apenas 40 dias, subiram 22%. Mais que isso, é só comparar o preço dos combustíveis do governo Dilma com o de Bolsonaro para ver o tamanho do rombo que o golpe promovido pela Lava Jato proporcionou ao Brasil, para entregar as refinarias nas mãos de grupos estrangeiros e esfolar o bolso do brasileiro, com os preços dolarizados.

Lembrando que a maneira de calcular os combustíveis mudou com Michel Temer, o corrupto que a Lava Jato colocou no poder, tendo à frente da Petrobras, ninguém menos que um tucano de pedigree chamado Pedro Parente para operar a mudança, como estava previsto no golpe tucano-lavajatista.

Por isso, a tese do ilustre Carlos Fernando dos Santos Lima, mais conhecido como procurador Boquinha, se desfaz no ar pela própria história do que aconteceu com o país quando a Lava Jato foi criada, e quando o Brasil foi devolvido ao mapa da fome.

Mas o cínico, que cheira à hipocrisia, lança a tese de que Bolsonaro, que Moro colocou na presidência em troca da cabeça de Lula, está comandando o STF para que Moro, candidato à presidência da República em 2022, não vença a eleição. Segundo o procurador Boquinha, aquelas mensagens são todas futricas da tia Maricota no whatsapp.

A tese dele é o terraplanismo ao quadrado. Só faltou o vigarista dizer que Bolsonaro é um comunista disfarçado de fascista para cobrir a aposta de um outro vigarista chamado Olavo de Carvalho.

Tudo em nome dos heróis dos tolos que achavam que o Brasil é uma província de Curitiba.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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República de Curitiba tentou coagir Rosa Weber com imprensa e Sergio Moro

O direito à privacidade não protege o crime. Daí que a pseudo privacidade dos procuradores de Curitiba e seus demais sócios honorários, nas conversas hackeadas, oferece duas perspectivas. A que versa sobre situações inofensivas (ou pretensamente engraçadas) e as condutas tipificadas no Código Penal.

Imputar desonestidade a ministros do Supremo e do STJ, por exemplo — e quebrar o sigilo, clandestinamente, usando a Receita Federal, dessas pessoas. É grave pela afirmação, mas pior ainda pelo fato de que é o que eles diziam aos jornalistas que deles dependiam para ganhar as melhores “notícias” dos últimos anos.

Desmoralizar ministros do STF e do STJ era a chave do sucesso da autoapelidada “lava jato”. Assim como o político precisa do voto popular para se reeleger, Curitiba só continuaria a governar o país tendo os votos dos ministros. Não por acaso eles decretaram: “sério” é ministro que seguia Curitiba incondicionalmente. Os demais, não.

Grosseria ou falta de respeito podem não ser crimes. Mas o que transparece é mais que isso. Carregados nos ombros da opinião pública iludida, esses agentes passaram a coagir julgadores com a pena da execração perante o auditório nacional.

Esse desprezo não se dedicava apenas aos ministros mais ofensivos, como Gilmar Mendes. Mesmo as senhoras mais contidas e cautelosas, como Rosa Weber e Cármen Lúcia, foram alvo do escárnio e da prepotência incontida dos procuradores.

Em dado momento, um deles se mostra contrariado porque o ex-presidente Lula iria despachar com a ministra Rosa Weber (o que jamais aconteceu). Mas o procurador diz haver “mensagens nesse sentido”. O problema, diz Roberson Henrique Pozzebon, é que a ministra “não tem a menor noção do caso”. Suscita-se acionar o procurador-Geral da República, o que é descartado com uma arma muito melhor para “neutralizar” o inimigo: o juiz Sergio Moro, que fora assessor da ministra no STF. “A simples publicidade vai colocá-la na parede”, arremata Deltan.

Aludindo fantasias sem informar fonte, o procurador Ângelo Villela inventa frases atribuídas ao ministro Ricardo Lewandowski, como a de que seu colega Luiz Fux “tem um guaxinim na cabeça”. Para Villela, “esse Lewandowski não é nada”. E o nível cai, quando João Carlos de Carvalho Rocha faz piada sem graça e intolerável sobre a vida pessoal da ministra Cármen Lúcia.

Cenas brasileiras de uma pirâmide invertida. Entra para o museu da história da Justiça em um momento que o rabo abanou o cachorro.

*Do Conjur

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Força-tarefa quer anular as provas que anulam a condenação, sem provas, de Lula

Isso é o que se pode chamar de “o rabo que balança o cachorro”.

Moro condenou Lula sem provas, agora, quer anular as provas que escancaram não só que ele não tem provas contra Lula, como armou uma série de pegadinhas jurídicas, na base da publicidade, para manter a condenação de Lula.

Quem se aprofunda na história da Lava Jato através dos vazamentos, observa claramente que tem um ódio enraizado entre os procuradores que se iguala ao ódio bolsonarista.

Até aqui, nenhuma novidade, pois o bolsonarismo é cria da Lava Jato, tanto que o clero de Curitiba comemorou o fato de Bolsonaro seguir a Lava Jato nas redes, lógico, sem falar nas circunstâncias criadas para Bolsonaro vencer a eleição e servir de abrigo a Moro na pasta da Justiça e Segurança Pública.

Agora, depois de desmascarados e desmoralizados, os lavajatistas, nostalgicamente, reclamam de uma ingratidão de quem queria ver Lula preso a qualquer preço, e que depois que realizaram o grande sonho, o ambiente contra eles está cada dia mais azedo.

A ferocidade dos ex-heróis virou um murmúrio de quem se encontra exilado dentro da própria cerca.

Esse apelo dos vultos do “combate à corrupção” chega a ser cômico, porque parece uma maldição daquelas almas danadas. Querem rasgar as provas contra eles para manter a colheita de glorificações por terem condenado Lula sem uma única prova.

Talvez seja por força do hábito que esse comportamento não surpreende um brasileiro sequer que tenha os miolos no lugar. Se a moda pega, todo bandido pego com a boca na botija vai querer anular as provas contra ele e culpar alguém por seus crimes, isso sem prova alguma.

Os julgadores de si mesmos agem assim, numa espécie de autossuborno em que o cinismo faz de um patife um homem grandioso.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Documentário: A construção de um juiz acima da lei; vídeo faz uma autopsia da Lava Jato

Kotscho sobre documentário do GGN que estreia hoje: “Não consegui tirar os olhos da tela”.

Estreia nesta segunda (8) o documentário “Sergio Moro: A construção de um juiz acima da lei”. Live de lançamento será na TVGGN 20 HORAS.

“Não consegui tirar os olhos da tela do computador nem para pegar um copo d’água na cozinha”. O jornalista Ricardo Kotscho divulgou em seu blog no UOL, nesta segunda (8), um artigo sobre o documentário “Sergio Moro: A construção de um juiz acima da lei”, que será lançado hoje, a partir das 20h00, em debate público na TV GGN (clique aqui para acessar o link permanente do documentário).

Kotscho, que assistiu em primeira mão ao vídeo, fez uma resenha sobre o filme realizado entre novembro de 2020 e janeiro de 2021 pelos jornalistas Luis Nassif e Marcelo Auler, com apoio de Cintia Alves (produção, pesquisa, entrevistas e roteiro), Nacho Lemus (edição, sonorização e artes), Patrícia Faermann (entrevista) e Lourdes Nassif (produção e coordenação).

O documentário, segundo Kotscho, “apresenta provas e depoimentos de personagens centrais, desmontando uma a uma as diversas versões oficiais já contadas em filmes e livros, para fazer de Moro & Dallagnol dois ‘heróis nacionais’ do combate à corrupção, louvados pela grande mídia nacional e com o beneplácito das instâncias judiciais superiores.”

“Em 73 minutos, eles fazem uma verdadeira autopsia da Lava Jato e dissecam o ‘modus operandi’ do ex-juiz Sergio Moro e seus comparsas, os procuradores da força-tarefa da República de Curitiba.”

“Minha indignação foi crescendo com o cinismo e a desfaçatez dos personagens, toscos e provincianos, que não tinham limites para atingir seus objetivos centrais, que eles não escondiam: destruir a Petrobras e a indústria pesada nacional, o sistema político-partidário do país, derrubar o governo de Dilma Rousseff e condenar e prender o ex-presidente Lula, abrindo caminho para a entrega do pré-sal a grupos estrangeiros, consumada com a eleição de Jair Bolsonaro, de quem Sergio Moro se tornaria ministro da Justiça”, escreveu.

“Assistam ao vídeo para entender como o Brasil chegou ao atual estado de calamidade pública permanente”, recomendou.

*Do GGN

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Procuradores comemoraram e debocham da prisão de Lula: “Presente da CIA”

“Eu já vou comemorar hoje”, escreveu uma procuradora em conversa obtida através da Operação Spoofing.

No dia 5 de abril de 2018, o grupo dos procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal de Curitiba viveu um grande rebuliço em razão da decisão do ex-juiz Sérgio Moro de mandar prender o ex-presidente Lula naquela data, logo após o julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

“Moro manda prender Lula”, escreveu em um chat a procuradora Isabel Grobba. “Antes que MA ferre tudo. Creio que devemos ficar quietos neste momento”, respondeu Deltan Dallagnol, então coordenador da Lava Jato. “MA” parece ser uma referência ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Naquela tarde, o STF havia julgado um pedido de habeas corpus da defesa de Lula.

“Meooo caneco. Não da nem pra acreditar. Melhor esperar acontecer”, diz ainda Dallagnol após uma procuradora informar que o prazo de apresentação de Lula era até as 17h do dia seguinte. Esse limite acabou sendo alterado em razão dos grandes atos realizados em São Bernardo do Campo (SP) naquela data.

Em seguida, o procurador diz se preocupar com segurança dos colegas e faz piada. “Temos que pensar a segurança oras próximas semanas. Ou melhor, Vcs têm, pq estarei fora do país kkkk”, escreveu.

O procurador Paulo então ironiza: “o Deltan na Disney enquanto Lula está preso, isso vai ser noticia!”

Quem não escondeu a euforia foi Laura Tessler: “eu já vou comemorar hoje”. Julio Noronha também faz piada: “Só o Lula vai mudar de vida!”.

O procurador Paulo então ironiza: “o Deltan na Disney enquanto Lula está preso, isso vai ser noticia!”

Quem não escondeu a euforia foi Laura Tessler: “eu já vou comemorar hoje”. Julio Noronha também faz piada: “Só o Lula vai mudar de vida!”.

Na sequência, ainda debocham dos atos que ocorreriam antes da prisão. “Eles vão armar um bom teatro até amanhã para ele chegar ‘nos braços do povo’”, disse Tessler. “Com certeza vai fazer um comício as 16h, antes de se apresentar”, respondeu Paulo.

“Presente da CIA”, finalizou Deltan.

No dia seguinte, o grupo ainda reclama que Moro aceitou que Lula se entregasse apenas no fim do dia.

Operação Spoofing

Essas conversas foram obtidas através da Operação Spoofing e apresentadas pela defesa do ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (8) após nova perícia do material.

*Com informações da Forum

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Os contraventores da República de Curitiba montaram o maior esquema criminoso da história do judiciário

O que está sendo revelado pelas mensagens sobre a Lava Jato inspira qualquer contraventor do país, seja ele bicheiro, miliciano, traficante ou estelionatário. Não importa, o modus operandi criado pela Força-tarefa é um verdadeiro compliance às avessas, o toma lá da cá por fora do por fora.

O contraventor é, antes de tudo, um transgressor da lei, alguém que não respeita qualquer regulamento, como é o caso dos tradicionais e até românticos vigaristas da história do país.

Por baixo do manto de heróis, de combatentes da corrupção, os procuradores da Lava Jato, em parceria com Moro, montaram esquemas clandestinos de escutas e bisbilhotagens mais sofisticados que os arapongas da ditadura. Tudo tinha método, planilha para identificar inimigos dentro do próprio sistema de justiça que pudesse atrapalhar os planos de um ganancioso juiz que não coube dentro de sua cobiça por poder.

A trajetória relâmpago de Moro é a sua própria sentença. Um juiz de primeira instância que viu que valeria investir numa sociedade secreta com a mídia, porque isso poderia lhe render as mais altas glórias e lhe conduzir ao posto máximo da República, a presidência do Brasil.

Destruir a reputação de um ex-presidente, considerado pela população o melhor da história, dando-lhe uma aprovação recorde de 87%, era uma tarefa que exigiria um esquema trançado para construir uma narrativa que antes do julgamento em si de Lula, ele já estivesse condenado pela opinião pública através de uma maciça campanha publicitária na mídia a favor da Lava Jato e pesadamente covarde contra Lula.

Hoje, é claro, a mídia quer distância da associação com os intermúndios da Lava Jato, tal a podridão que está sendo expelida pelos vazamentos que Lewandowski tornou públicos.

A única coisa que se conseguiu ver, foram crimes praticados em cadeia pelos próprios procuradores da Lava Jato, tendo como garante o próprio Moro, que agia como guia do bando.

Todas as provas que eles não apresentaram em seus falatórios e leros leros contra Lula, produziram contra si próprios. E a cada hora, desde que esses documentos de mensagens trocadas foram liberados, os brasileiros não param de se escandalizar com o califado da república de Curitiba.

Esses caras não são criminosos, são super criminosos.

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Na mídia, Moro foi de herói a nauseabundo

A mídia nativa, hoje, é ex-lavajatista, à exceção do seu último fio de cabelo, para ser mais preciso, o fio de cabelo da juíza Gabriela Hardt, que tem como prova contra Lula a troca de dois pedalinhos, uma horta e uma reforma meia boca no muro, na cozinha e no quartinho dos fundos por uma obra bilionária na Petrobras.

A outra prova que ela tem é a de que o caseiro Maradona enviou um email para o Instituto Lula dizendo que o gambá comeu a galinha.

Depois disso, a mídia não tem mais nada e talvez apele até para Roberto Jefferson ou qualquer lixo do gênero, mas Moro não, aí já é demais. Moro se tornou de fato tóxico, fedorento e contagioso, tipo Bolsonaro para o planeta.

Aliás, essas duas figuras realmente se merecem. Não foi por acaso que fizeram uma parceria imunda para prender Lula e tomar de assalto o poder.

Moro, hoje, para a mídia, transformou-se em algo repulsivo, que causa náuseas e vômitos, justamente porque a mídia sente o cheiro de si própria, um engulho saído do bueiro das próprias redações.

Moro não serve mais para ser um bandido de estimação, seguindo a tradição da mídia de abraçar figuras da história da República que, dependendo do contexto, ela defendia.

Agora, não há exatamente uma revolta contra Moro pelo que já se descobriu dele através do vazamento das mensagens, mas por ele ter se deixado descobrir, não sabendo remover as conversas reveladas pelo hacker e disseminadas aos quatro cantos.

É disso que se trata, é daí que vem a raiva que a mídia tem de Moro, por ele ter deixado escapar algo que estava encoberto e totalmente ignorado pela sociedade. Agora, depois que foi levantado o manto que cobria o herói vigarista, patenteado pela mídia, a mesma quer distância da própria rubrica que avalizou o juiz que virou chacota nacional depois que todos desvendaram o real significado da Lava jato.

*Da redação

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Quando a mídia apela para a juíza Gabriela Hardt, admite que Lula, de forma fulminante, nocauteou Moro

O impacto da queda de Moro e as consequências políticas desse tombo, ainda serão avaliados.

Por ora, o que podemos afirmar, é que, pelo fracasso de Moro, dá para medir a vitória de Lula.

Moro foi de furacão à garoa, num piscar de olhos.

Já Lula, deixa a mídia lavajatista com a brocha na mão, apenas com a rapa, a xepa, os destroços da farsa da Lava Jato como alternativa para não aceitar a vitória de quem ela já dava como aniquilado e enterrado.

Apelar para a juíza Gabriela Hardt, é jogar Moro aos leões e um sinal claro de quem se confessa derrotado junto com Moro.

Mas, sem alternativa diante das escandalosas mensagens reveladas oficialmente pelo STF, é isso que a mídia faz agora quando admite que Lula venceu a guerra contra Moro no caso do triplex e, desesperada, corre para se agarrar nas barras da saia da juíza que copia e cola o juiz derrotado por Lula.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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