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Na Malásia, Lula recebe título de Doutor Honoris Causa: ‘Reconhecimento ao povo brasileiro’

Na cerimônia, presidente destacou importância da cooperação entre o Sul Global e falou sobre a COP30

Neste sábado (25), o presidente Lula (PT) recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Filosofia e Desenvolvimento Internacional e Sul Global concedido pela Universidade Nacional da Malásia (UKM).

“A minha trajetória remete à história de superação de milhões de compatriotas. Este título é, também, um merecido reconhecimento ao povo brasileiro”, disse o presidente, na cerimônia de concessão do título, realizada no Hotel Shangri-La, em Kuala Lumpur, capital do país.

A homenagem reconhece a trajetória política de Lula e sua atuação no campo da inclusão social, do combate à fome e da cooperação internacional. A cerimônia de outorga foi presidida por Tuanku Muhriz, reitor da universidade e sultão do estado de Negeri Sembilan.

Em seu discurso, Lula agradeceu a homenagem e reforçou a intenção brasileira de fortalecimento da cooperação entre os países do Sul Global, afirmando que é necessário “interromper os mecanismos que sustentam, há séculos, o financiamento do mundo desenvolvido às custas das economias emergentes e em desenvolvimento”.

“Recebo o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional da Malásia não como um ponto de chegada, mas como um estímulo a continuar lutando por um mundo mais justo, sustentável e solidário. Um mundo em que os países do Sul Global tenham voz”, disse Lula, em seu discurso de agradecimento. Ao longo de sua trajetória, Lula recebeu mais de 30 títulos de Doutor Honoris Causa, honraria concedida por universidades a pessoas que se destacam em suas áreas de atuação.

O presidente viajou à Malásia para participar da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e da 20ª Cúpula do Leste da Ásia. Esta é a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro é convidado a participar de uma Cúpula da Asean. Esta é, também, a primeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro ao país em 30 anos.

Na visita, Lula assinou sete acordos de cooperação entre os países, para trocas de experiências nas áreas da tecnologia, ciência, semicondutores, inovação e agropecuária.

‘A COP da verdade’
Na cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa, Lula lembrou da proximidade da COP30, a Conferência das Partes que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará. Na declaração do presidente, esta será ‘a COP da verdade’.

“Será o momento de superar a ganância extrativista e agir com base na ciência. Menos de 70 países apresentaram novas metas nacionalmente determinadas de redução de emissões de gases de efeito estufa (NDCs). Dentre os maiores poluidores, apenas 14 países cumpriram com o seu dever de casa”, ressaltou o presidente.

As NDCs representam os esforços de cada país para reduzir as emissões de gases poluentes e adaptar-se aos impactos da mudança do clima. “Tudo indica que, mesmo que as atuais NDCs sejam cumpridas, o planeta ultrapassará o limite de 1.5 grau de aumento da temperatura do planeta”, disse o presidente, que alertou para responsabilidade dos países ricos com o futuro do planeta. “Na busca por lucros ilimitados, muitos se esquecem de cuidar do planeta Terra”, disse.

*BdF


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Mundo Política

Lula faz história na Ásia, enfrenta Trump e defende a desdolarização

Participação inédita na Cúpula da Asean fortalece o Brasil como potência multilateral. O Brasil, único país latino-americano com status de Parceiro de Diálogo Setorial da Asean desde 2023, quer elevar essa relação à condição de associado pleno

A política externa altiva do Brasil, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atinge um patamar histórico com a viagem ao Oriente, focada no Sudeste Asiático. Pela primeira vez, um chefe de Estado brasileiro participa da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), que ocorre neste domingo (26/10) em Kuala Lumpur, na Malásia.

A presença consolida um movimento estratégico do governo brasileiro que amplia a influência global e posiciona o país como ator relevante em blocos regionais fora do eixo tradicional Euro-América do Norte, em busca de diversificar parcerias econômicas e reduzir a dependência de economias centrais.

Integração estratégica

O Brasil, único país latino-americano com status de Parceiro de Diálogo Setorial da Asean desde 2023, quer elevar essa relação à condição de associado pleno. Em Jacarta, após encontro com o secretário-geral da entidade, Kao Kim Hourn, nesta sexta-feira (24) Lula foi enfático ao declarar que “O Brasil trabalha para ser membro pleno da Asean”. Essa ambição é impulsionada pela robustez econômica do bloco, que engloba um mercado de 680 milhões de pessoas e se consolidou como o quinto maior parceiro comercial do Brasil em 2024, com trocas superiores a US$ 37 bilhões em 2023.

Para o Brasil, o passo inédito na Ásia vai além do comércio imediato. Trata-se de fortalecer o multilateralismo e de abrir mercados estratégicos para exportações brasileiras em setores como agricultura, mineração e energia renovável. Lula ressaltou a importância da cooperação ampla no comércio em moedas locais e na troca de tecnologia e conhecimento: “Quanto mais parcerias econômicas nós tivermos, melhor. E não apenas econômicas e comerciais, mas parcerias entre as nossas universidades e nossos cientistas”. A visita à Indonésia, onde foram firmados oito acordos em áreas como minas, energia e agricultura, é a prova dessa abordagem, focada na transição energética e no potencial inexplorado entre as nações.

Leia mais: Lula aprofunda cooperação entre Brasil e Indonésia

A Cúpula da Asean é um palco onde o Brasil reforça sua liderança em energias renováveis. Lula convidou o bloco para a COP30, em Belém, propondo um pavilhão dedicado e um grupo de negociação climática. O presidente defende a matriz elétrica brasileira, 87% limpa, e os avanços em bioenergia (gasolina com 30% de etanol e diesel com 20% de biodiesel) e exibe os dados favoráveis para rebater as críticas imperialistas à política ambiental, segundo o Vermelho.

Além disso, o presidente pavimenta o caminho da desdolarização junto a parceiros asiáticos. Na Indonésia e na Asean, Lula defendeu a pauta de “menos protecionismo e comércio mais livre”, alinhando-se ao movimento do bloco para reduzir a dependência da moeda americana. Os países do Brics já ensaiam pagamentos em moedas próprias. Analistas apontam que essa estratégia visa ganhar aliados fortes para as negociações globais.

Lula e Trump cara a cara

A agenda de Lula na Malásia terá o clímax no aguardado encontro com o presidente americano, Donald Trump, previsto para o fim da tarde de domingo (hora local), em “campo neutro” no Centro de Convenções de Kuala Lumpur. A reunião, esperada há meses, ocorre em um momento de tensões comerciais e políticas. Lula demonstrou otimismo, mas com firmeza: “Eu tenho todo interesse em ter essa reunião, tenho toda a disposição de defender os interesses do Brasil”, disse na coletiva à imprensa antes de sair de Jacarta.

O tema central do encontro defendido por Lula deverá ser o “tarifaço” de 50% imposto pelos EUA a produtos brasileiros, equívoco que o presidente deve contestar ao apresentar os números que revelam um comércio vantajoso aos Estados Unidos, que têm um superávit acumulado de US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos com o Brasil. Como trunfo, o Brasil pode oferecer acesso a minerais estratégicos (terras raras e outros), essenciais para chips e baterias, diversificando o suprimento americano, hoje refém da China.

O presidente Lula também se posicionou de forma contundente contra a Lei Magnitsky americana, que sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa. Lula rechaçou o ato, que o governo brasileiro tratou como “profunda indignação” e interferência indevida na soberania nacional: “Eu vou contestar essa punição sem explicação. Os ministros não cometeram nenhum erro, eles estão cumprindo a Constituição brasileira”, afirmou.

Lula também refutou as declarações de Trump, que comparou narcotraficantes latinos ao grupo Isis. “Você não fala que vai matar as pessoas, você tem que prender as pessoas”, afirmou.

Por fim, o presidente espera que o encontro com Trump restabeleça uma “relação civilizada”, baseada no respeito mútuo, reforçando o papel do Brasil como promotor de uma nova ordem mundial mais justa e multilateral.


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Política

Erro crasso em apostila do governo Tarcísio: Segunda Guerra Mundial ocorreu na década de 1950

Programa de Apostilas do Governo Tarcísio: Desde o início de 2023, o governo estadual de SP decidiu substituir os livros didáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), gerido pelo Ministério da Educação (MEC), por materiais próprios. A justificativa era “alinhar o conteúdo à realidade local” e evitar “ideologização”. No entanto, isso gerou críticas de educadores, historiadores e sindicatos, que apontaram falhas graves de revisão, erros factuais e até conteúdos pseudocientíficos.

As apostilas são usadas em milhares de escolas estaduais, afetando cerca de 3 milhões de alunos. Críticos, como a Apeoesp (sindicato dos professores), acusam o governo de negligência na produção, priorizando custo baixo sobre qualidade.

Erros Famosos Já Revelados (2023)
Em agosto de 2023, uma investigação do jornal *O Globo* e outros veículos expôs absurdos em apostilas de História e Geografia para o ensino fundamental. Exemplos incluem:

Praias em São Paulo capital: Um slide afirmava que Jânio Quadros, como prefeito de SP em 1961, decretou a proibição de biquínis “nas praias da cidade”. Na verdade, o decreto (de 1961) foi emitido durante sua presidência, e SP não tem praias (está a 70 km do litoral).

Esses erros foram corrigidos parcialmente após repercussão, mas o episódio manchou a credibilidade do programa.

Apostilas anteriores já erraram cronologias históricas, como confundir datas da Era Vargas (1930-1945) com eventos pós-1950. A década de 1950 é associada à Guerra Fria e ao governo JK no Brasil, o que poderia vir de uma confusão editorial grosseira. Reforça o padrão de falhas na revisão – possivelmente por terceirização barata para editoras sem expertise em história.

Reações e Críticas
Da oposição e especialistas, historiadores como os da USP e Unicamp criticaram o material como “propaganda disfarçada de educação”, com viés conservador (ex.: ênfase em “valores tradicionais” e pouca menção a lutas sociais). Em 2023, o deputado estadual Giannazi (PSOL) protocolou um requerimento na Alesp pedindo auditoria.

Defesa do governo: A Secretaria de Educação alegou “erros pontuais” e prometeu atualizações. Tarcísio defendeu o programa como “moderno e eficiente”, mas evitou detalhes sobre orçamentos (estimados em R$ 200 milhões anuais).

No X e redes em geral, discussões recentes (outubro 2025) focam em “falsificações históricas” no bolsonarismo, mas nada específico sobre essa apostila. Pode ser um meme ou viralização local.

Fato Histórico Correto 
Ao contrário do que consta em apostila do governo Tarcísio, a Segunda Guerra Mundial durou de 1º de setembro de 1939 (invasão da Polônia pela Alemanha) a 2 de setembro de 1945 (rendição do Japão). O Brasil entrou em 1942, enviando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Itália em 1944. Datá-la nos anos 1950 seria um equívoco equivalente a confundir com a Guerra da Coreia (1950-1953).


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Pesquisa

Atlas/Intel: Nikolas Ferreira é rejeitado por 54% que afirmam não votar nele nem em Bolsonaro

Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL mineiro, já é tão rejeitado quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos os políticos são rejeitados pela mesma parcela do eleitorado – cerca de 54%. O dado é da pesquisa Latam Pulse, feita pelo instituto Atlas Intel. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (24).

Ferreira, cuja atuação parlamentar é mais pautada pelas polêmicas em redes sociais do que pela proposição de matérias legislativas, vê sua rejeição crescer desde o início de 2025.

O top cinco dos políticos mais rejeitados conta ainda com Davi Alcolumbre (União-AP), senador e presidente do Senado, Hugo Motta, deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, e Ciro Gomes.

Hugo Motta (Rep-PB), deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, é o político mais rejeitado do Brasil. Motta é criticado por 83% dos eleitores.

Davi Alcolumbre é rejeitado por 68% dos eleitores, segundo a Atlas. O senador amapaense sofre com a onda de rejeição ao Poder Legislativo por conta de pautas como a anistia aos condenados do 08/01 e pela PEC para blindar políticos de investigações criminais.

Ciro Gomes, mesmo fora dos holofotes há quase cinco anos, é desprezado por cerca de 62% dos eleitores ouvidos pelo instituto. O ex-governador do Ceará anunciou sua filiação ao PSDB, num aceno à direita nordestina.

A pesquisa Atlas Intel ouviu 14.063 brasileiros adultos entre 15 e 19 de outubro de 2025, com recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. Com DCM.


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Política

Lula deve falar com Trump sobre ameaças contra Venezuela

Líder brasileiro rechaça tensões no Caribe e cita ‘imenso prazer’ em debater tema durante reunião com Trump; encontro pode acontecer no domingo (26)

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deu sinal verde nesta sexta-feira (24/10) a um encontro com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, no próximo fim de semana. Segundo o portal norte-americano Bloomberg, o brasileiro indicou a possibilidade de conversar com o republicano sobre os ataques norte-americanos no Caribe e as ameaças contra a Venezuela.

“Se o presidente Trump quiser discutir esse assunto comigo, terei imenso prazer. O mundo não pode continuar nessa lógica do bem contra o mal. Precisamos de diálogo, não de guerra”, declarou em coletiva de imprensa em Jacarta, Indonésia, antes de embarcar para Kuala Lumpur, na Malásia.

O brasileiro criticou as ações militares norte-americanas, afirmando que o suposto combate ao narcotráfico não pode se transformar em licença para execuções extrajudiciais. “Falta compreensão da política internacional. Você não está aí para matar as pessoas, está para prendê-las e julgá-las. É o mínimo que se espera de um chefe de Estado”, disse.

O líder brasileiro reforçou que o enfrentamento ao narcotráfico deve ser feito com cooperação internacional e respeito à soberania dos países, e não com violência unilateral.

“É muito melhor os EUA se disporem a conversar com o Ministério da Justiça de cada país, para fazer uma ação conjunta. Se a moda pega, e cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde vai ficar a respeitabilidade da soberania?”, questionou.

Lula também relatou que o Brasil adota uma estratégia baseada em inteligência, cooperação e operações coordenadas para enfrentar o tráfico de drogas, sem recorrer à violência desmedida. “O que o Brasil está fazendo há muito tempo, com a Polícia Federal e em parceria com os países amazônicos, é combater o narcotráfico dentro da lei”, explicou.

Ainda destacou que o problema das drogas não será resolvido com bombardeios, mas com políticas sociais e de saúde pública. “Toda vez que a gente fala em combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são parte do problema. Há quem vende porque há quem compra”, disse.

O presidente advertiu que ações como as de Trump representam risco à estabilidade internacional e advertiu que “se o mundo virar uma terra sem lei, sem respeitabilidade, vai ser muito difícil viver”. O que precisamos é de cooperação, não de intimidação”, acrescentou.

*Opera Mundi


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Política

Canadá deu uma calça arriada em Trump

Trump enfurecido depois de desmascarado pelo Canadá manda suspender todos os acordos sobre tarifas que estavam em andamento.

O instável e ambicioso presidente americano ficou com a bunda de fora com a jogada de marketing às avessas que o Canadá o colocou numa cama de gato dirigindo um documentário em redes de TVs americanas em que Reagan, uma santidade neoliberal dos republicanos, senta a lenha em políticas de tarifas para defender a economia dos EUA.

Reagan aparece dizendo que tarifas são voos de galinha e que, no final das contas, os americanos e os próprios EUA acabam pagando a fatura.

O troço desceu quadrado porque o heroísmo de Trump acabou sendo ridicularizado.

O soberbo reagiu mal chamando o Canadá de manipulador e mandando degolar os acordos sobre tarifa ate aqui.

Se o faniquito de Trump é ou não temporário só seus interesses políticos vão badalar.


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Política

Deputada bolsonarista acusa Galinha Pintadinha de fazer propaganda anticapitalista

O desenho animado ‘Galinha Pintadinha’, famoso nos lares brasileiros por animar crianças de até 6 anos, virou alvo de ataques da deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). Em um vídeo publicado em suas redes sociais, a parlamentar bolsonarista acusa a animação infantil de “defender a transição de gênero”, “criticar o capitalismo” e “exaltar a União Soviética”.

Na publicação, Zanatta aparece ao lado do marido, Guilherme Colombo. Juntos, os dois mostram imagens de posts da página oficial da Galinha Pintadinha no Instagram, e afirmam que o conteúdo infantil virou “propaganda anticapitalista” que está fazendo a cabeça das crianças que seguem o perfil.

Entre os exemplos mostrados, estão publicações que criticam a fim da escala 6×1 e defendem o fim da meritocracia e dos privilégios dos super ricos.

Deputada bolsonarista acusa desenho infantil de 'exaltar a União Soviética'

Deputada bolsonarista acusa desenho infantil de 'exaltar a União Soviética'

De acordo com Zanatta, o perfil do desenho se “transformou em uma fábrica de militantes do PSOL” que está fazendo tudo de caso pensado, já que os conteúdos vão ficar “encucados na mente das crianças”. “Você não sabe de onde veio aquele pensamento do seu filho. Mas como [Antonio] Gramsci já falava, ‘nós temos que dominar as mentes na mais tenra idade porque é mais difícil de reverter a situação depois’”, sugere a deputada bolsonarista.

O ICL Notícias entrou em contato com a assessoria do desenho ‘Galinha Pintadinha’, mas a produção do desenho informou que não irá se pronunciar sobre o vídeo da deputada.

Á jornalista Rebeca Oliveira, da Folha de S. Paulo, o gerente de redes sociais da animação, Leonardo Zago, explicou no mês passado que a adesão às pautas sociais não é nova: a Galinha Pintadinha sempre foi “woke”. “A Galinha já surgiu preocupada com a valorização da diversidade e da arte popular. A gente trabalha para manter vivas as cantigas populares que são fruto do sincretismo cultural”, diz, com o exemplo da música “Loja do Mestre André”, em que o mestre é caracterizado como Zé Pilintra, entidade da Umbanda. “Mas a Galinha Pintadinha não tem religião”, explicou.

Algumas das postagens no Instagram citadas pela deputada não foram mais localizadas pela reportagem. Outras continuam no ar.

*ICL


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Pesquisa

Atlas/Intel: Lula reeleito no 1º turno

O gabola aqui vem cantando essa pedra desde da volta de Lula a presidência da república.

Falar de um candidato a presidente é uma coisa, falar de um fenômeno nunca visto antes na história do Brasil, é bem outra.

Lula é o expoente natural na disputa de 2026.

A aprovação de Lula subiu para 50,8% em setembro (de 48,7% em agosto), com reprovação caindo para 48,3% — o melhor patamar desde janeiro de 2024.

Essa estabilização reflete melhoras econômicas, como o controle da inflação (IPCA em torno de 4,5% acumulado em 12 meses) e o crescimento do PIB projetado em 2,5% para 2025, impulsionado por exportações e programas sociais como o Bolsa Família ampliado.

Eleitores indecisos ou “moderados” (cerca de 10-15% do eleitorado) tendem a migrar para o incumbente em cenários de estabilidade.

A pesquisa mostra que Lula ganha tração entre classes médias urbanas (Sudeste e Sul), onde sua imagem de “gestor experiente” contrasta com a polarização bolsonarista.

Sem um “choque negativo” como em 2024 (crises hídricas ou fiscais), sua base fiel (Nordeste, 60-70% de apoio) se mantém intacta.

O detalhe fundamental da pesquisa mostra que com 15,6% dispersos entre “outros”, nenhum opositor de Lula atinge 20% sozinho.

Pesquisas anteriores da Atlas (setembro) já mostravam Lula com 48,1% vs. 42,1% de Bolsonaro (hipotético), mas a fragmentação atual amplifica a liderança. Historicamente, em eleições fragmentadas (como 1989 ou 2018), o frontrunner vence no 1º turno se ultrapassar 45%.

Isso seria fatal.

O camarada saiu de seu segundo mandato em 2010 com aprovação praticamente unanime.

As condições políticas de Lula hoje são infinitamente melhores, cujo o predomínio na geopolítica global incumbe-se de coroar sua reeleição em 2026.

Lula hoje tem assento central no meio do globo.
É como presidente a porta de entrada dos produtos brasileiros no exterior.

Bolsonaro amesquinhou o Brasil, sua imagem e suas e suas relações com o resto do mundo.

Lula é o mestre da ciência política, dentro e fora do país.
A direita segue numa tosca pinguela.


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Mundo

Guardian: polícia dos EUA forjou informações sobre ameaças de gangues venezuelanas

FBI desmentiu teoria contra grupo Tren de Aragua levantada em julho de 2024; autoridades federais reconheceram erro, mas não fizeram reconhecimento público

A polícia dos Estados Unidos forjou um boato sobre supostas ameaças de membros de gangues venezuelanas, em específico o grupo Tren de Aragua (TdA), alegando, sem provas, que estes estavam articulando um plano de ataque contra as forças policiais do país, revelou uma reportagem do jornal britânico The Guardian publicada nesta quinta-feira (23/10). Segundo o veículo, posteriormente as autoridades federais reconheceram “silenciosamente” que a alegação estava errada.

De acordo com o relatório da inteligência acessado pelo periódico, o boletim sugerindo que o TdA havia dado aval aos seus integrantes para “atirar ou atacar” as forças norte-americanas foi inicialmente divulgado pelo departamento da polícia de Albuquerque (APD, na sigla em inglês), no Novo México, em 27 de julho de 2024. A informação, que carecia de detalhes, espalhou-se entre as agências de aplicação da lei, chegando também nas mãos do governo do Texas e membros republicanos do Congresso.

Meses depois, a agência de inteligência dos Estados Unidos, Federal Bureau of Investigation (FBI) redigiu um relatório interno desmentindo tais alegações. O órgão declarou que uma “diretiva do TdA para atingir ativamente a aplicação da lei dos EUA” eram imprecisas. Apesar do reconhecimento, a nação não fez nenhum reconhecimento público das distorções.

Nos últimos meses, o governo norte-americano de Donald Trump mobilizou uma operação militar em larga escala no mar do Caribe, perto da costa venezuelana, alegando combate ao tráfico de drogas. Até o momento, a Casa Branca deu aval a sete ataques letais contra embarcações perto da Venezuela, em alguns casos alegando que os militares tinham como alvo membros do TdA, sem fornecer evidências concretas. O Departamento de Segurança Interna dos EUA também usou alegações infundadas de afiliação ao TdA como pretexto para deportar venezuelanos à megaprisão em El Salvador.

Em julho de 2024, a polícia dos Estados Unidos forjou um boato sobre supostas ameaças de membros de gangues venezuelanas, em específico o grupo Tren de Aragua
Alex Smith

O que dizia a polícia?
Em 27 de julho de 2024, o boato forjado pela polícia de Albuquerque (APD), no Novo México, foi distribuído às agências parceiras de aplicação da lei e também à Homeland Security Investigations (HSI) local, um braço do Departamento de Segurança Interna nacional, responsável pela condução de investigações para a Imigração e Alfândega (ICE).

“A HSI recebeu informações de fontes humanas confiáveis do Colorado de que a organização criminosa Tren De Aragua que opera em Denver recebeu uma ‘luz verde’ para atirar ou atacar a aplicação da lei”, escreveu a APD em uma página, sem fornecer mais informações. A HSI em Nova York também recebeu essa informação, conforme a polícia de Albuquerque, incentivando seus oficiais a “permanecerem vigilantes”.

Os documentos foram descobertos pela Property of the People, uma organização sem fins lucrativos de transparência do governo, que solicitou os registros relacionados às discussões das autoridades norte-americanas sobre o TdA e compartilhou os arquivos com o Guardian.

Um dia depois do alerta, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) relatava em site “aproximadamente 26 membros conhecidos/identificados do TdA” no ano fiscal de 2024. Assim, o alerta do HSI chegou em agências estaduais e locais, por meio do compartilhamento da Associação Nacional de Xerifes (NSA, na sigla em inglês).

De acordo com o Guardian, nas semanas seguintes, a suposta ameaça foi compartilhada pelo Centro de Inteligência do Estado de Nova York, um grupo de contraterrorismo; Exército dos EUA norte, o comando de defesa doméstica; os principais xerifes do condado da América, uma associação de agências; o departamento do xerife de San Diego; o programa da Área de Tráfico de Drogas de Alta Intensidade do Noroeste (HIDTA), trabalhando com a aplicação da lei no estado de Washington; e a União Internacional de Associações de Polícia, um grupo de lobby.

Em dezembro passado, o FBI e o Centro Nacional de Inteligência Terrestre do Exército compartilharam materiais de acompanhamento com autoridades de Washington, Oregon, Alasca, o Bureau of Prisons dos EUA, DHS, a Drug Enforcement Administration e outras agências, referentes ao boato envolvendo o TdA.

“Apesar de relatar em agosto de 2024 indicando que a TdA emitiu um ‘sinal verde’ sobre a violência contra a aplicação da lei dos EUA, parece que a ordem é principalmente de natureza defensiva, em vez de uma diretiva para atingir ativamente a aplicação da lei dos EUA”, declarou o FBI.

Na época, agências de notícias conservadoras, incluindo Fox News e New York Post, juntamente com NewsNation, relataram as supostas ameaças do TdA. O governador do Texas, Greg Abbott, um defensor ferrenho de Trump, citou o boato em uma proclamação estadual de setembro de 2024, chamando o Tren de Aragua de “organização terrorista” e condenando as “políticas de fronteira aberta” do então presidente democrata Joe Biden.

*Opera Mundi

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Política

E dos intermúndios do bolsonarismo, surge um ouriço para tentar salvar Bolsonaro

Ouriço-cacheiro é resgatado pelo Controle de Zoonoses dos cafundós do Brasil.

Animal foi medicado com analgésico e anti-inflamatório e permaneceu sob observação na unidade do CCZ, onde recebeu acompanhamento até estar apto para soltura em área de mata adequada.

Depois de solto, ninguém sabe mais de seu paradeiro, o que acaba dando asas a imaginação de muitos.

Seja lá como for, sombrear uma cabeça coroada dentro das quatro linhas da justiça, pode não ser de bom gosto, mas ainda assim, tem suas vantagens de hospede vip.

Se a gente penetrar na história das vcs excelências da justiça nativa, não morreremos de tédio.

Nem tudo no STF, por exemplo, vira um modorrento voto de dimensão bíblica em que se demora 24 horas para o meritíssimo deitar falação.

E tem aqueles que ainda assim, dependendo do momento pedem pra revisar seu próprio vernáculo pra saber se no futuro poderia ocupar uma cadeira na ABL.

Analistas políticos do slogan fascista “Deus, Pátria e Família”, próximos à próxima celebridade mórbida a encarar uma cana dura na Papuda, andam numa gastura de últimos suspiros, na expectativa da 2ª turma do STF tirar um Ouriço Cacheiro da cachola e livrar, se não todo o peso da lei que recai sobre Bolsonaro, ao menos encabujar uma tese qualquer que possa servir pra aliviar a brasa nos calos do expoente da milícia carimbada.

É cedo para afirmar tal ensaboamento juridiquento, mas crescem as expectativas de que Fux pode tirar um ouriço gigante da própria cartola enterrada até seu pescoço para tal empreitada mágica.

A conferir


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