Categorias
Política

À meia-noite deste sábado, Glauber Braga completa 72 horas de greve de fome

Desde o começo do protesto em jejum, na última quarta-feira (9), o parlamentar já perdeu mais de dois quilos.

Em comunicado à imprensa, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) informou que completará 72 horas consecutivas de greve de fome à meia-noite deste sábado (12), em protesto contra o processo de cassação de seu mandato em tramitação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

No começo da noite desta sexta-feira (11), Glauber realizou uma nova pesagem que apontou 89,4 quilos. Desde o começo da greve de fome, o parlamentar já perdeu mais de dois quilos. Nas últimas 24h, o deputado ingeriu um litro de soro por recomendação médica.

Pela manhã, Glauber realizou exames de sangue e de urina, por indicação dos médicos que o acompanham durante o protesto. O resultado das coletas de sangue apontaram que Glauber está bem de saúde. Já o resultado do exame de urina será divulgado na próxima semana.

Desde a última quarta-feira (9), Glauber Braga está no Plenário 5, onde foi realizada a reunião do Conselho de Ética. No mesmo local ele tem dormido e recebido seus apoiadores. O comunicado divulgado nesta sexta diz que Glauber vai passar todo o final de semana no mesmo local.

Os apoiadores e parlamentares da base estão se revezando para prestar apoio ao deputado. Centenas de pessoas já passaram pelo Plenário. Entre as visitas desta sexta-feira esteve a do filho Hugo, de 3 anos, que pulou e brincou no colchão levado pelos apoiadores.

“A presença do Hugo traz alegria e esperança. Ele é minha vida”, disse o deputado nesta noite.

Glauber Braga

Glauber Braga e o jejum prolongado
Durante a tarde, Glauber também recebeu a visita de representantes da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Para o secretário executivo da Comissão, Carlos Daniel Dell Santo Seidel, a tentativa de cassação do mandato de Glauber é um dos sinais do fascismo. Glauber recebeu ainda o poio do ator Marco Nanini que esteve presente na Comissão.

Marco Nanini acompanha sessão do Conselho de Ética da Câmara que discute  cassação de Glauber Braga | Jovem Pan

“Não se pode cassar um mandato desta forma, sem justificativa. Se Glauber for cassado por defender a democracia, outros também poderão ser”, disse.

Ele ainda declarou que o jejum do deputado é um “ato profético”, que simboliza fraternidade, compromisso e resistência, segundo o ICL.

A comunicação de Glauber com seus apoiadores tem sido feita por meio de redes sociais.

A equipe de Glauber informou que qualquer novidade sobre o estado de saúde ou o desenrolar da greve de fome será comunicada por meio de notas oficiais à imprensa. A próxima atualização está prevista para às 11h deste sábado (12).

 

Categorias
Política

Moraes dá cinco dias para Bolsonaro e réus apresentarem defesa prévia

Pela decisão, réus poderão alegar “tudo o que interesse à sua defesa”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista apresentarem defesa prévia.

A abertura do prazo é a primeira medida assinada pelo ministro na ação penal aberta hoje contra os acusados. Moraes é o relator do caso.

A abertura é uma formalidade para cumprir a decisão da Primeira Turma da Corte que aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus.

Pela decisão, os acusados poderão alegar “tudo o que interesse à sua defesa”, além de indicar provas pretendidas e arrolar testemunhas, que deverão depor por videoconferência.

Moraes também confirmou que Bolsonaro e os demais acusados deverão prestar depoimento ao final da instrução. A data ainda não definida.

O ministro acrescentou ainda que vai indeferir a inquirição de testemunhas “meramente abonatórias”, ou seja, de pessoas não possuem conhecimento dos fatos e são convocadas para somente para elogiar os réus. Nesses casos, os depoimentos deverão ser enviados por escrito pela defesas.

Réus do núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Com a abertura da ação penal , os acusados passam a responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A ação penal também marca o início a instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovarem as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Após o fim da instrução, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

*André Richter – Repórter da Agência Brasil

Categorias
Política

STF abre ação penal contra Bolsonaro e mais 7 aliados

Bolsonaro e outros sete réus serão intimados por oficiais de Justiça para responder a acusação de cinco crimes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma ação penal contra réus do núcleo 1 da suposta trama golpista para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. O processo será de relatoria do ministro Alexandre de Moraes e tramitará na Primeira Turma da Corte.

A medida foi formalizada para dar cumprimento à decisão da Turma, que acolheu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nas sessões realizadas no mês passado. Com isso, foi instaurado o processo criminal, registrado sob o número 2.668, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

Saiba quais são os crimes imputados contra Bolsonaro e 7 réus

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Bolsonaro será intimado tão logo deixe Natal (RN), onde sofreu mal-estar e foi hospitalizado após uma agenda. Conforme prevê o Código Penal, a primeira vez em que o réu é chamado para responder o processo, ele precisa receber a intimação pessoalmente.

Categorias
Política

Bolsonaro tem que ser preso imediatamente por ameaçar o presidente da Câmara e os ministros do STF

A psicopatia de Bolsonaro vai muito além de tudo que o mundo do crime, de onde veio, já sabe dele.

No inacreditável documento de exigência de sua anistia, que ele quer que paute imediatamente, inclusive ameaçando Hugo Motta, de cassar sua eleição como presidente da Câmara se ele não pautar, Bolsonaro acaba confessando o crime de tramar o golpe dizendo que tem que ser anistiado quem tramou e quem financiou a tentativa de golpe e condenar qualquer autoridade judicial que for contra a anistia, sobretudo o STF.

Não para aí.

Bolsonaro, na mesma baciada da anistia, quer tornar inválida a sua inelegibilidade por conta de outro crime que nada tem a ver com 8 de janeiro.

Esse bandido, o mais violento e perigoso do Brasil, tem que ser preso preventiva e imediatamente, como manda a lei.

Categorias
Política

O post de Bolsonaro após govenadora do PT ceder helicóptero para socorrê-lo

Ex-presidente apenas reforça a pessoa que é e nunca conseguiu esconder. Fátima Bezerra determinou envio imediato de aeronave para ajudá-lo, mas postura é inacreditável.

Jair Bolsonaro (PL) segue internado num hospital de Natal, no Rio Grande do Norte, após alegar na manhã desta sexta-feira (11) que sofreu um forte mal-estar abdominal, que teria relação com o episódio da facada que ele recebeu durante a campanha eleitoral de 2018. Numa “agenda” sabe-se lá do que, já que o ex-presidente não tem mandato algum e está inelegível, inclusive prestes a ser preso, ele teria sentido os primeiros sintomas no trajeto que fazia pelos sertões do estado, precisando ser encaminhado para uma unidade médica em Santa Cruz, no Seridó.

Após o atendimento e a transferência feitas pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), o senador Rogério Marinho (PL-RN), mesmo sendo um ferrenho adversário da governadora potiguar Fátima Bezerra, do PT, telefonou aflito para a chefe do Executivo estadual e explicou o que estaria acontecendo. Fátima, imediatamente, determinou que um helicóptero da Polícia Militar do Rio Grande do Norte fosse deslocado para Santa Cruz e fizesse a transferência de Bolsonaro para um hospital mais bem aparelhado da capital Natal.

Transcorrido o encaminhamento do ex-presidente, que chegou ao destino bem para ser avaliado pelos médicos natalenses, era de se esperar uma postagem de Bolsonaro falando sobre o ocorrido. E não deu outra. Ele publicou mais uma vez uma foto cheio de aparelhos médicos numa cama de hospital, contou o que teria acontecido e saiu fazendo agradecimentos, segundo a Forum.

No entanto, Bolsonaro segue sendo a pessoa que é e que nunca conseguiu esconder. Após a governadora potiguar determinar o deslocamento da aeronave pública para atendê-lo, ele fez mil agradecimentos e menções, mas apenas citou “a eficiência da Polícia Militar” do Rio Grande do Norte.

“Agradeço de coração aos médicos e enfermeiros dos hospitais de Santa Cruz e de Natal, que me atenderam com rapidez, dedicação e competência, bem como a eficiência no transporte realizado pela Polícia Militar/RN”, diz o trecho em que o antigo ocupante do Palácio do Planalto se mostra grato a quem o ajudou.

Fátima mostra humanidade e profissionalismo

Alheia ao caráter de Jair Bolsonaro e dando de ombros para o nível de incivilidade do extremista odioso, a governadora Fátima Bezerra disse que apenas cumpriu sua obrigação e que “não mistura as coisas” no cumprimento de suas funções públicas. Aliás, algo bem diferente da postura do ex-presidente de extrema direita.

“Ele [Rogério Marinho] me disse que o ex-presidente estava com fortes dores abdominais e que precisava ser transferido imediatamente para Natal… Eu nunca coloquei, e nunca colocarei, divergências acima do meu deve garantir segurança e saúde a todo e qualquer cidadão, sem exceção… Demos toda a atenção a ele. Era a minha obrigação. Eu não misturo as coisas… O ex-presidente recebeu toda a atenção necessária, foi atendido com acolhimento, eficiência e dedicação ainda em Santa Cruz”, disse Fátima Bezerra.

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista com qualquer valor


Apoie o Antropofagista com qualquer valor.

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente o seu apoio


 

Categorias
Política

Mais uma farsa da facada que confirma que foi farsa

A farsa da facada, em 2018, foi absolutamente grosseira.

O motivo da invenção daquela facada Mandrake foi uma justificativa para Bolsonaro fugir dos debates com Haddad. Assim foi feito e, assim, Bolsonaro se elegeu.

Lógico, meses antes teve a armação entre Bolsonaro e Moro para Lula ser preso sem provas de crime, pois, do contrário, Lula venceria no primeiro turno.

Logo em seu texto nas rede, depois de ser atendido nesta sexta no hospital, Bolsonaro citou a facada sem sangue e sem faca para dizer que o que ocorreu com ele hoje é fruto da “facada” de 2018.

Isso está mais que ridículo. Já usou essa balela de facada mais de dez vezes. Mas Bolsonaro não tem limite de atuação bandida.

Seja como for, é só mais uma farsa para, de alguma forma, fortalecer sua tentativa de anistia.

Categorias
Mundo

Produtos dos EUA enfrentam boicote após tarifas de Trump; empresas perdem US$ 8 tri em valor

As 500 maiores maiores empresas norte-americanas perderam o equivalente a três vezes o PIB do Brasil.

A reportagem do DW Brasil indica que, apesar do recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os consumidores globalmente não estão boicotando produtos norte-americanos. A resistência é mais evidente nos países diretamente afetados pelo pacote de tarifas de Trump, como Canadá e na Europa, onde a mobilização popular está se intensificando sob o lema “compre local”, tanto nas lojas físicas quanto online.

No dia 2 de abril, Trump instituiu uma sobretaxa sobre todas as importações aos EUA, denominando o evento de “Dia da Libertação”, referindo-se a nações que, segundo ele, aproveitariam a situação. Contudo, no dia 9 de abril, apenas uma semana após a imposição, Trump anunciou uma pausa de 90 dias na tarifa, reduzindo a maioria das sanções para uma taxa básica de 10%.

Com a China, a abordagem é mais agressiva. Na mesma sequência de medidas, Trump decidiu aumentar as tarifas sobre produtos chineses de 104% para 125%, com a Casa Branca depois corrigindo esse número para 145%, o que resume todas as tarifas em vigor. Em resposta, o governo chinês, que tem se oposto ativamente à política tarifária do presidente americano, anunciou um aumento de tarifas sobre produtos dos EUA, que passam de 84% para 125%, começando a partir do dia 12 de abril. O presidente chinês, Xi Jinping, fez um apelo à União Europeia para que a região se una contra a “intimidação” promovida por Trump.

Na Europa, onde a sobretaxa de 20% sofreu um alívio, os consumidores estão se organizando virtualmente para promover boicotes. Campanhas e grupos foram criados em redes sociais, como o grupo francês “Boycott USA: Achetez Français et Européen!”, que já conta com mais de 30 mil participantes. Grupos suecos como “Bojkotta varor från USA” (Boicote aos produtos dos EUA) já somam mais de 180 mil membros, todos com o intuito de pressionar pelo fim das sanções.

Na Alemanha, uma pesquisa realizada pelo grupo Cuvey revelou que 64% da população prefere evitar produtos americanos, indicando que a política de Trump já influi sobre suas decisões de consumo. Além disso, um movimento surgido em redes sociais e fóruns como o Reddit incentiva consumidores na Europa e no Canadá a posicionar os produtos dos EUA de cabeça para baixo nas prateleiras dos supermercados, como um sinal visual de descontentamento.

Empresas europeias também estão se articulando contra as corporativas americanas. Um exemplo é o Salling Group, maior varejista da Dinamarca, que anunciou que marcará produtos da Europa com uma estrela negra, facilitando a identificação dos itens locais para os consumidores.

Essas ações demonstram como as políticas tarifárias de Trump têm gerado movimentos de resistência e solidariedade entre consumidores internacionais, mostrando uma oposição crescente às suas medidas e a busca por promover a compra de produtos locais, com o intuito de impedir o fortalecimento das marcas americanas no mercado global.
As empresas norte-americanas estão enfrentando perdas bilionárias de valor de mercado, resultado não apenas de um boicote de consumidores, mas também da instabilidade nas bolsas internacionais causada pela recente imposição tarifária global anunciada em 2 de abril.

De acordo com uma análise publicada no blog da jornalista Míriam Leitão, no jornal O Globo, as 500 maiores empresas dos Estados Unidos perderam aproximadamente US$ 8 trilhões entre os dias 1º e 8 de abril. Esse valor é equivalente a três vezes o PIB brasileiro, representando uma significativa perda de riqueza.

Essas perdas não são exclusivas das empresas norte-americanas; a crise está afetando companhias em todo o mundo. Em resposta a essa situação, o presidente Donald Trump teve que recuar em algumas de suas políticas devido à pressão crescente. As consequências das tarifas não se limitam ao valor de mercado dessas empresas, afetando também suas estruturas de negócios e as formas como os produtos são fabricados.

Setores particularmente impactados incluem as grandes empresas de tecnologia, cujos líderes são notáveis apoiadores de Trump. A perda é acentuada, pois muitas dessas empresas mantêm uma cadeia de produção altamente globalizada, com grande parte da manufatura ocorrendo fora dos Estados Unidos, especialmente na Ásia.

O professor de economia da ESPM, Leonardo Trevisan, comentou que a tentativa de Trump de combater a China através do incentivo à produção interna é complexa, já que 151 dos 190 países possuem acordos comerciais mais robustos com a China. Essa realidade não pode ser alterada rapidamente, pois levou anos para ser estabelecida.

Uma reportagem da revista The Economist, reproduzida no Estadão, caracteriza o impacto das políticas comerciais de Trump como sem precedentes na história recente. De acordo com a publicação, o presidente trocou as relações comerciais estáveis que levaram mais de cinquenta anos para serem construídas por um modelo de políticas arbitrárias e volúveis, cuja implementação é frequentemente anunciada por meio das redes sociais. A falta de previsibilidade tem gerado um clima de incerteza, em que mesmo seus assessores não conseguem antecipar os próximos passos da administração.

A reportagem também menciona um impasse criado com a China, sugerindo que essa situação pode ser difícil de reverter. Em um intervalo de apenas dez dias, as políticas de Trump desmantelaram as certezas que sustentavam a economia global, introduzindo níveis extraordinários de volatilidade e confusão. Embora parte do caos aparentemente tenha diminuído temporariamente, reconstruir a infraestrutura econômica que foi perdida será um processo demorado e desafiador.

A situação atual reflete uma transformação drástica nas dinâmicas do comércio mundial, o que exige uma adaptação significativa das empresas, tanto americanas quanto internacionais, diante de um novo cenário econômico global.

Categorias
Política

Glauber fica!: Glauber completa 60 horas sem comer. ‘Não vou voltar em minhas decisões’

“Meu ato de estar aqui, em greve de fome, é minha resposta”, disse Glauber

Glauber classifica a articulação para derrubar seu mandato como “golpista”.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) completou, hoje (11), 60 horas em greve de fome como forma de protesto contra o processo de cassação de seu mandato. A medida política foi aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Glauber classifica a articulação como “golpista”. O parlamentar afirma que continuará o jejum e permanecerá dormindo no Plenário 5 da Casa até o fim do julgamento. Entenda na TVT News.

A fim de preservar sua saúde durante a greve, Glauber realizou exames de sangue e recebeu meio litro de soro nesta manhã. Segundo sua equipe, o deputado já perdeu quase dois quilos desde o início da manifestação.

“Não vou voltar atrás em nenhuma das minhas decisões. Meu ato de estar aqui, em greve de fome, é minha resposta. Sei que há muitas pessoas preocupadas com minha saúde, mas quero dizer que estou bem. Quando isso tudo vai parar? Quando parar a perseguição que estou sofrendo por dizer verdades que não queriam que fossem faladas”, afirmou em comunicado pelas redes sociais.

Atividades de Glauber
Glauber participou nesta sexta-feira de um ato em solidariedade à deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que foi atingida por bombas de gás lacrimogêneo durante um protesto indígena na noite anterior, em Brasília. Após o evento, ele retornou ao Plenário 5, onde tem se concentrado desde quarta-feira (9) e onde, junto a apoiadores e colegas parlamentares, mantém a resistência.

Entre os nomes que aderiram à manifestação está a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), que também iniciou jejum em apoio ao colega. A comunicação com a imprensa tem sido feita exclusivamente por notas oficiais, com a próxima atualização prevista para as 19h desta sexta.

A decisão do Conselho de Ética, que aprovou a perda do mandato de Braga por 13 votos a 5, ainda cabe recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O processo teve como origem uma denúncia do partido Novo, que acusa o deputado de agressão contra Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril do ano passado.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, a sessão que decidiu pela cassação foi marcada por tumulto e forte presença de apoiadores do parlamentar. Braga, por sua vez, vê a cassação como uma retaliação política: “É fruto de uma decisão política: não serei derrotado por Arthur Lira e pelo orçamento secreto. Vou às últimas consequências”, afirmou.

A mobilização em torno do caso cresce nas redes sociais e entre movimentos sociais, enquanto Glauber mantém firme seu protesto, mesmo sob risco à própria saúde. TVTNews.

Categorias
Política

Mídia quer a anistia de Bolsonaro e a cassação de Glauber Braga

A anistia de Bolsonaro está sento tratada como algo banal para a grande mídia.

O mesmo comportamento dos barões da imprensa industrial é visto na cassação de Glauber Braga

Essa é a natureza virgem da chamada grande mídia brasileira. Ela capricha em criar tons de cinza com as melhores tonalidades naquilo que lhe interessa, financeira e politicamente.

Quer reintegrar Bolsonaro na disputa eleitoral de 2026, porque não consegue criar um candidato compatível que possa ao menos tentar superar Lula nas urnas.

Não havendo remédio jurídico para Bolsonaro e seus terroristas e assassinos, a desintegração das penas dos criminosos poderá ser feita pelos próprios criminosos no Congresso Nacional.

A mídia quer amarrotar a constituição, todo o sistema de justiça, um trabalho iniciado pelo próprio Bolsonaro em nome da “legítima defesa dos golpistas”

Como se sabe, a história é um processo contínuo do que se fez no passado com o objetivo utilitário de nortear o futuro.

Então, o que esperar de uma mídia historicamente golpista?

As armas, temperadas em prol de Bolsonaro na mídia, também estão sendo usadas pelas redações para matar o mandato de Glauber Braga em benefício da direita, mas sobretudo do orçamento secreto, comandado por Arthur Lira, mostrando sua influência na Câmara e na grande mídia.

Não precisa ser um matemático para saber quais são os cálculos políticos e financeiros que a mídia faz sobre a anistia de Bolsonaro e a cassação de Glauber Braga.