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Entrevista do Lula hoje no Flow Podcast durante o debate presidencial da Globo

O presidente Lula (PT) dará entrevista ao Flow Podcast nesta quinta (1º), às 20:45h, no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Globo. O petista já comunicou à emissora que não participará do encontro televisivo, enquanto o podcast confirmou sua presença nas redes sociais.

A decisão repete a estratégia adotada na data do debate da Band, quando Lula concedeu uma entrevista exclusiva à Record. A campanha do presidente tem priorizado aparições em formatos nos quais ele responde a perguntas sem a dinâmica de confronto direto do debate.

Aliados de Lula avaliam que os debates podem desgastar sua imagem porque os adversários concentrariam críticas contra o presidente. Na leitura do grupo, o tempo limitado para respostas dificultaria rebater todos os ataques durante o programa.

Com Lula fora do estúdio da Globo, integrantes da campanha esperam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se torne o principal alvo dos demais participantes e precise responder aos ataques e questionamentos dos concorrentes.

Lula chegou a considerar comparecer ao programa, mas a tendência de ausência ganhou força entre seus aliados nos últimos dias. O grupo defendia que o presidente poderia ficar isolado diante das investidas dos outros candidatos.

O Flow Podcast anunciou nas redes sociais que receberá Lula no horário reservado ao debate da Globo. A entrevista coloca o presidente em uma plataforma digital de grande alcance, fora da programação tradicional da televisão.

A escolha pelo podcast mantém a campanha de Lula em uma linha já usada no confronto marcado pela Band: substituir o debate por uma entrevista exclusiva em outro veículo de comunicação.


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Política

Globo parte para cima dos pobres: a campanha por Flávio Bolsonaro passa pelo ataque ao Bolsa Família

Há momentos em que o jornalismo deixa de ser apenas jornalismo e passa a revelar quais interesses e quais projetos de sociedade estão em disputa. Quando o debate sobre o Bolsa Família é reduzido a uma crítica ao aumento de R$ 90 destinado aos beneficiários mais pobres, a pergunta que se impõe é: por que a renda de quem está na base da pirâmide incomoda tanto?

O Bolsa Família não é um privilégio. É uma política pública voltada à redução da pobreza e à garantia de condições mínimas de sobrevivência para milhões de brasileiros. Transformar um reajuste destinado aos mais vulneráveis em motivo de ataque político exige uma discussão séria sobre prioridades, desigualdade e o papel do Estado.

O discurso da austeridade seletiva

O reajuste anunciado pelo governo Lula eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04% baseada na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O governo afirma que a medida busca preservar o poder de compra das famílias.
Serviços e Informações do Brasil

É legítimo questionar o momento do reajuste, seus impactos fiscais e eventuais efeitos eleitorais. O que não pode acontecer é transformar a população pobre em alvo de uma disputa política na qual seus direitos são tratados como moeda de troca.

Flávio Bolsonaro classificou o reajuste como uma ação de desespero e questionou sua finalidade eleitoral. Ao mesmo tempo, o aumento realizado pelo governo Bolsonaro em 2022, que elevou o benefício de R$ 400 para R$ 600, também é parte do histórico desse debate.

A discussão precisa ser coerente: o critério para avaliar políticas sociais deve ser o impacto sobre a população, a legalidade, o financiamento e os resultados — não a conveniência eleitoral de quem está no governo.

E, quando veículos de comunicação criticam medidas de transferência de renda, vale examinar concretamente o conteúdo da cobertura: quais argumentos são apresentados, quais fontes são ouvidas e se existe tratamento equivalente para políticas de diferentes governos.

Seja como for, o caso é sério, porque mostra como operam as classes economicamente dominantes no Brasil, classificadas como direita, unsem-se e se protegem para um único propósito, manter o próprio monumento que sempre fez do Estado moradia paa seus próprios interesses.

O Grupo Globo é o próprio busto de uma lavra de gerações dos Marinho que se confunde com a história da desigualdade social desse país.

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Política

Ex-repórter da Globo acusa emissora de tentar “derrubar Lula”

Neide Duarte criticou sabatina do presidente no JN e questionou uso de informações vazadas de investigação da PF como elemento para levantar suspeitas

A jornalista Neide Duarte, que trabalhou por décadas na Globo e passou por alguns dos principais telejornais da emissora, criticou publicamente a condução da entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Jornal Nacional.

Em publicação nas redes sociais, Neide afirmou que a emissora estaria novamente empenhada em uma “batalha para derrubar Lula” e questionou o espaço dado durante a sabatina a informações relacionadas a uma investigação da Polícia Federal.

A manifestação foi publicada após a participação de Lula no programa Entrevista com o Candidato, conduzido pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. O presidente foi entrevistado no contexto da cobertura eleitoral, e parte da conversa abordou suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

Para Neide, entretanto, a abordagem adotada pelos entrevistadores teria privilegiado elementos ainda não comprovados em detrimento das propostas apresentadas pelo candidato. “A metade da entrevista foi sobre pedaços de frases, fotografias, suspeitas, nenhuma prova”, escreveu a jornalista.

A crítica se concentrou especialmente no uso de informações provenientes de uma investigação policial. Neide questionou se trechos de informações atribuídas à Polícia Federal poderiam ser tratados como evidências definitivas e ironizou a classificação da abordagem como “jornalismo investigativo”.

A jornalista também levantou questionamentos sobre a própria atuação das autoridades envolvidas na apuração. “Todos os policiais da Polícia Federal são incorruptíveis???? Vocês garantem???”, escreveu.

A manifestação não apresenta, contudo, evidências de que a Globo tenha adotado deliberadamente uma estratégia institucional para prejudicar Lula. A afirmação de que existiria um “plano” aparece como interpretação e acusação feita pela própria jornalista a partir da forma como ela avaliou a entrevista.

Neide questiona espaço dado às suspeitas sobre Lulinha
Um dos principais pontos levantados por Neide Duarte foi a investigação envolvendo Fábio Luís. Segundo ela, a quebra de sigilo bancário determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, não teria encontrado elementos que comprovassem as suspeitas levantadas contra o filho do presidente.

“O Mendonça quebrou o sigilo bancário do Fabio Luis em janeiro e não encontrou NADA. Mas vocês continuam nessa batalha para derrubar Lula. Descaradamente agora”, afirmou.

A jornalista também criticou a repercussão posterior da entrevista nos canais de notícias da Globo. Segundo Neide, a programação teria dedicado tempo excessivo justamente aos trechos relacionados às suspeitas, enquanto as respostas de Lula sobre questões de governo teriam recebido menos atenção.

“Tudo o que Lula tentou dizer sobre Brasil, educação, economia, segurança, parece que a maior emissora de TV do país não deu nenhuma importância”, escreveu.

Para ela, a cobertura teria deixado em segundo plano as propostas apresentadas pelo presidente e candidato à reeleição.

A questão ganha peso no caso de Lula pela trajetória da relação entre o presidente e a Globo. Ao longo de diferentes períodos eleitorais, a cobertura da emissora já foi objeto de críticas tanto de setores da esquerda quanto de outros grupos políticos.

A crítica recupera uma discussão histórica sobre o papel da imprensa brasileira em períodos eleitorais: até que ponto a cobertura jornalística deve concentrar-se na investigação de denúncias e suspeitas envolvendo candidatos, e em que momento essa abordagem pode acabar determinando a própria agenda eleitoral?

Em sua manifestação, Neide encerrou a crítica relacionando a atuação da imprensa ao risco de uma nova ascensão da extrema direita no país. “Se este país cair outra vez nas mãos da extrema direita estúpida, inimiga da educação, da cultura, dos projetos sociais, nós, brasileiros, saberemos identificar os responsáveis por isso”, escreveu.

A crítica ganha repercussão adicional pela trajetória profissional de sua autora. Neide Duarte entrou na Globo em 1980 e permaneceu na emissora até 1996. Ao longo desse período, trabalhou em programas como Jornal Nacional, Globo Rural, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e SPTV, além de atuar como repórter especial do Globo Repórter e do Fantástico. Ela também passou pelo SBT e pela TV Cultura antes de retornar à Globo em 2005. Permaneceu na emissora até 2022.

*GGN


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Política

Quando a investigação vira espetáculo: a “pirotecnia” da Globo com Flávio Bolsonaro

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reagiu com contundência ao que classificou como uma operação de “pirotecnia” e “cegueira deliberada” na cobertura envolvendo o filho do presidente Lula e a atuação política de Flávio Bolsonaro. A crítica coloca em discussão não apenas o conteúdo das reportagens, mas também a forma como determinados fatos são selecionados, apresentados e transformados em munição eleitoral.

O episódio ocorre em um momento particularmente sensível da corrida presidencial. Flávio Bolsonaro incorporou o caso Lulinha ao discurso de campanha e vem apostando no escândalo do INSS como uma das principais armas para atingir Lula. Seu plano de governo, inclusive, utiliza o episódio como instrumento de desgaste político do presidente.

É justamente aí que a expressão “dobradinha” ganha peso político. Quando uma investigação jornalística passa a alimentar, quase simultaneamente, a estratégia de um candidato, surge uma pergunta legítima: onde termina a apuração jornalística e começa a disputa política?

A imprensa tem, evidentemente, o dever de investigar e publicar fatos de interesse público. Lulinha é alvo de investigações da Polícia Federal, e as suspeitas que recaem sobre ele não podem ser simplesmente ignoradas. O próprio Lula, ao contrário de como agia Bolsonaem em relação aos filhos, afirmou que não pretende interferir nos inquéritos e que, se o filho tiver cometido algum crime, deverá responder por isso.

Mas o princípio deve valer para todos.

Se a cobrança por transparência é legítima em relação a Lulinha, ela precisa ser igualmente rigorosa quando o nome de Flávio Bolsonaro aparece associado a investigações. Não existe jornalismo independente quando determinados personagens são submetidos a uma lupa enquanto outros recebem uma cobertura muito mais complacente.

E esse é o ponto central da acusação de “cegueira deliberada”: não necessariamente negar fatos, mas olhar para alguns deles com uma intensidade desproporcional e deixar outros convenientemente fora do enquadramento.

A própria conjuntura torna essa seletividade ainda mais problemática. Enquanto a campanha de Flávio tenta transformar Lulinha em símbolo dos ataques contra Lula, o senador também aparece no noticiário por questões envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. Segundo reportagem do UOL, a PF investiga a obtenção de R$ 61 milhões por Flávio a partir de um pedido de R$ 134 milhões feito ao empresário.

Não se trata de afirmar culpa de quem quer que seja. Investigar não é condenar. Suspeita não é prova. Denúncia não é sentença. Esse cuidado deveria ser obrigatório para qualquer veículo de comunicação, independentemente de quem esteja no centro da notícia.

O problema começa quando a cobertura deixa de oferecer ao público o conjunto do quadro e passa a funcionar como uma espécie de tribunal midiático seletivo, no qual alguns personagens são permanentemente colocados sob suspeita enquanto outros aparecem como protagonistas de uma narrativa política conveniente.

A expressão “pirotecnia”, portanto, é poderosa porque aponta para o risco de transformar fatos graves em espetáculo eleitoral. E, em ano de eleição, esse risco é ainda maior: manchetes podem se converter em propaganda, investigações podem ser instrumentalizadas e denúncias podem ser transformadas em slogans antes mesmo de qualquer conclusão judicial.

A sociedade brasileira não precisa de jornalismo que escolha mocinhos e vilões. Precisa de jornalismo que faça a mesma pergunta incômoda a todos.

Se há documentos, que sejam apresentados. Se há provas, que sejam examinadas. Se há suspeitas, que sejam investigadas. E se há silêncio, que ele também seja questionado — seja diante de Lulinha, seja diante de Flávio Bolsonaro.

Porque a credibilidade da imprensa não se mede pela contundência com que ela investiga seus adversários políticos. Mede-se pela coragem de fazer as mesmas perguntas quando elas atingem aqueles que, por conveniência eleitoral ou editorial, seria mais confortável preservar.

É exatamente nesse ponto que a crítica à “dobradinha” Globo-Flávio Bolsonaro precisa ser enfrentada: não com censura à imprensa, mas com mais jornalismo, mais contraditório e, sobretudo, menos seletividade.


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Globo tentou blindar “golpe” de Bolsonaro e Bonner cobrou de Ali Kamel: “é correto fazer de conta que não está percebendo?”

“Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe”, relatou Bonner em entrevista ao colega Ernesto Rodrigues, ex-editor do JN e autor de trilogia sobre a Globo.

Ex-editor-chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner relatou em entrevista ao jornalista Ernesto Rodrigues, que trabalhou na emissora e é autor de uma trilogia sobre o grupo de comunicação da família Marinho, que a Globo tentou blindar o “golpe” de Jair Bolsonaro (PL) em 2021 em sua cobertura jornalista, diante das declarações que sinalizavam desde antes as intenções do ex-presidente no poder.

Em “A Globo Vol 3 (Metamorfose)”, terceiro livro da trilogia sobre a atuação da emissora entre 1999 e 2025, Rodrigues narra o período de forte tensão em junho de 2021 e usa declaração de Bonner, que relata que cobrou um posicionamento do então diretor de jornalismo, Ali Kamel, sobre os arroubos autoritários de Bolsonaro durante a pandemia, sinalizando o planejamento de um golpe.

“O Ali reagiu a uma provocação. Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe. E não é que nós fôssemos muito espertos, é porque eles estavam dizendo isso: ele já tinha anunciado no 7 de Setembro, já tinha feito a pirotecnia dele, já tinha se referido ao ‘meu Exército’”, contou Bonner ao colega, que trabalhou por 15 anos como editor de telejornais como Jornal Nacional e Jornal da Globo, a partir de 1986 – antes, ele já havia tido passagem, no início dos anos 1980, no jornal O Globo.

Em seguida, Bonner conta que cobrou posicionamento de Kamel, todo-poderoso do jornalismo da emissora e porta-voz dos irmãos Marinho.

“E aí eu disse ao Ali: Nós não fazemos campanha, está certo. Princípios editoriais. No entanto, diante de todos os sinais que o Jair Bolsonaro está dando, é correto a gente fazer de conta que não está percebendo?”, disparou o então editor do JN ao chefe, em trecho divulgado pelo também ex-Globo Guilherme Amado em seu site Amado Mundo e confirmado pela Fórum.

Dias depois da conversa, em 19 de junho de 2021, quando o Brasil registrou 500 mil mortes na pandemia da Covid-19, Bonner e Renata Vasconcelos leram um editorial com o tímido recado de que “quando o assunto é saúde e democracia, não existem dois lados”.

O livro de Ernesto Rodrigues, com a entrevista com Bonner, foi lançado no mês passado pela editora Autêntica e completa a trilogia em que o autor diz fazer “uma imersão profunda e independente nos bastidores e na história da maior emissora de televisão do Brasil”.

“O livro mostra ainda como a Globo, sem concorrentes nas grandes coberturas jornalísticas nacionais e internacionais do século 21, mergulhou fundo com a grande imprensa em uma cobertura estridente e enviesada do Mensalão e da Lava Jato, pagando um preço alto de credibilidade, atacada ora pela extrema direita de Jair Bolsonaro, ora pela esquerda, à medida que a gritaria ideológica polarizada das redes sociais e o fenômeno das fake news tomaram conta da internet”, diz a editora sobre a obra, diz a Forum.


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Política

O que mudou

Todos sabem que Merval Pereira é um mero personagem, para ser mais exato, a voz soturna dos Marinho, para ser ainda mais claro, o boneco de ventríloquo dos imperadores das Organizações Globo.

Mas como não é Merval o  motivo dessa nossa fala, porque ele, nem com toda boa vontade do mundo, pode ser considerado alguém que tenha vírgula de influência na vida nacional, será usado aqui como ele se apresenta lá nas colunas, como hoje Miriam Leitão representou.

Sua parceira de apedrejamento do PT, Miriam Leitão, sapecou em sua chamada “Em prol da democracia, ministros do STF devem pesar suas ações”.

Alguém imagina que Miriam escreveria algo parecido com isso na istérica farsa do mensalão, combinada e sequenciada nas redações dos barões da mídia?

Quem diz sim, é tolo ou cínico.

A conexão entre o bolsonarismo de hoje com o mensalão, é direta, nem precisa de Bolsonaro. O enredo dessa isteria de malucos, como chamou o próprio Bolsonaro, os débeis que o apoiam cegamente, inclusive na tentativa de golpe, é uma mera construção.

Dependendo do apito de cachorro que move essas ienas, adestradas pela grande mídia, a trilha em que o gado caminha junto é, em última análise um traçado já delineado por anos de imbecilização nacional que a Globo promove ininterruptamente desde a diatadura quando, num bem bolaqdo projeto antinacional e americanófilo, os ditadores brasileiros e os mandatários dos EUA, tranformaram a Globo em um império de comunocação através da primeira rede de Televisão do Brasil.

Os Marinho sempre andaram de braços dados com os generais da ditadura, assim como com os EUA;

O livro de Merval, ao qual Gilmar Mendes fez questão de prestigiar, é o próprio lixo reciclado por Merval, produzido pelo Globo.

O troço não tem valor normativo nenhum; Aquela cena fotografada era apenas  uma busca por fixação de uma fraude jurídica que, através do martelete da mídia, até hoje é vendida como verdade absoluta.

Nem vamos nos estender. Para ser curto e grosso na total afirmação de que aquilo foi uma ópera bufa, armada pela mídia e aceita pelo STF, que dos tais 260 deputados que supostamente recebiam de R$ 30 a R$ 40 mil mensais, sequer existiram, ao menois um míserto nome.

A coisa é tão grotesca que nenhum suspeito de receber a tal proprina, a mídia e o STF tentaram inventar.

Basta isso para dizer que aquilo foi das farsas mais grosseiras que o sistema de justiça brasileiro conheceu até a chegada da farsa maior que foi a Lava Jato.

Mas o que fez com que a mídia mudasse de humor com o STF nos dias atuais após a condenação e prisão do golpista, Bolsonaro? A resposta já vem na pergunta, Bolsonaro foi a xepa da direita que sobrou do finado tucanato, por mais fétido que ele seja, era do lado dos Marinho, ou seja, da oligarquia, dos grandes banqueiros e dos poderosos que atuam dentro do Estado brasileiro de forma direta ou indereta.

Ninguém poderia imaginar que a ferramenta utilizada para atacar o STF, primeiro em bombardeios contra Toffoli e Moraes e, agora, contra Gilmar, fosse utilizado um falso caipira que de tão falso candidato da direita como Romeu Zema, representa, segundo pesquisas das mais otimistas, 2% do eleitordo.

Mas por que a Globo, tão velhaca, mergulhou numa esparrela dessa?

Ora, simples, porque ela não tem qualquer outra perspectiva política para o que ela julga ser a única arma do momento que possa gerar instabilidade no governo e na candidatira de Lula.

Que ideia estrambótica os Marinho tiveram de colocar um sujeito como Zema, com 2% nas pesquisas para cumprir essa “meta”?


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Tribunal da mídia e o jornalismo de convicção

No Brasil, a grande mídia se acha mais que um poder da República, mas o poder supremo sobre tudo e todos.

O jornalismo de convicção opera com o único rito onde a sentença sai antes do processo, a prova atrapalha a tese e o juiz é o dono da emissora.

A hierarquia que o tribunal da mídia inventou para si produz aquele powerpoint pornográfico, feito na base da “convicção”, totalmete alheio à realidade.

Andreia Sadi pediu desculpas sem fazer qualquer correção. Estava ela lá decalcando o powerpoint de Dallagnol sem se preocupar com o ridículo e, por esse ridículo, pagará pelo resto da vida.

Na verdade, para a população, foi ela quem meteu o chamegão e levou aquele troço ao ar, a partir de uma outra convicção, a de que a Globo é intocável, e quem estiver no bonde, como maquinista, idem, tem imunidade midiática automática.

Mas a coisa não foi bem assim, algo saiu errado. Sadi foi espinafrada em questão de minutos, com uma chuva de repúdios de internautas, a ponto de fazer a moça tirar o time de campo, apagando a sua conta nas redes sociais.

Não só ela, a direção do império dos Marinho, que se acha o primeiro poder da República, sentiu o tranco.

Eles devem ter percebido que esse primeiro poder está somente na cabeça deles, mas ainda ssim, dão uma no cravo, outra, na ferradura.

E o padrão segue. A tal “fonte próxima”, acusa. Mas a fonte não tem nome, não tem prova, não tem rosto, não tem nada e, lógico, produz um rio seco.

O passo seguinte, é a manchete, “Escândalo abala governo”, quando, na verdade, só abala a redação dos mancheteiros de plantão, mesmo que o comentarista contratado solte o clichê “isso é gravíssimo”, não sabe explicar por que é gravíssimo. Então, apela-se para a convocção do lavajatismo midiático.

Mas o limite bate palmas e acorda os desavisados.

O fato é que esse primeiro poder caiu de podre com a prisão de Bolsonaro. Os sintomas de sua falência são justamente o ataque coordenado ao Supremo, sobretudo a Moraes.

O raciocínio é simples, Bolsonaro é golpísta, genocida, corrupto, do pai aos filhos, mas é nosso, porque a Faria Lima (agiotas, fintechs e PCC), acha que mil Lulas não valem um Bolsonaro. Os motivos? Não tem graça comentar.

Chamar o STF de ditadura da toga, não cola. Ditadura que deixa golpista na TV, como Paulo Figueiredo, correspondente da GloboNews, nos RUA, não é só burrice, é escassez de solução para algo que não tem remédio, então, cria-se o “STF em crise”, em garrafais.

Lula abraça o fim da jornada 6 x 1 e a manchete, ignorada pelos trabalhadores e pela imensa maior massa do povo braileiro, é a de sempre, mercado não gostou.

A solução concreta é dizer a verdade como “Lula acerta na economia”, mas o cachimbo já entortou a boca dos barões da mídia, e a boca já nem fecha, mesmo diante de assinantes, eleitores que cansaram de convicção. Essa gente quer informação real e não fantasia.


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Imprensa trata Flávio Bolsonaro como se ele não representasse risco à democracia

Ele tem os mesmos objetivos do pai, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente, defende abertamente a intervenção do governo Trump

A imprensa brasileira sofre de uma doença que parece incurável: o “isentismo”. É a tentativa de parecer isenta mesmo diante de grupos e personagens que representam óbvia ameaça ao Estado Democrático de Direito.

Foi assim que Jair Bolsonaro e seus asseclas cresceram na campanha de 2018. Primeiro foram tratados como azarões anedóticos e depois aceitos como players comuns do jogo democrático. Estava na cara que não eram nada disso. Desde o início, o bolsonarismo mostrou as garras, cóm fake news, ofensas, ameaças aos adversários, agressões, exaltação à ditadura, desrespeito às instituições.

Bolsonaro nunca foi homem de meias palavras e em momento nenhum escondeu sua brutalidade, seu jeitão golpista. No máximo, repetia querer manter-se “dentro das quatro linhas da Constituição”, mesmo quando já estava bem longe delas.

Apesar disso, a maioria dos jornais, sites e emissoras preferiu dispensar a ele tratamento protocolar.

Até meados do mandato de Bolsonaro tinha editor que recomendava a seus jornalistas que não o classificassem como alguém de extrema direita. Apesar de todas as invencionices que o presidente despejava diariamente no cercadinho, demorou para que os veículos usassem em relação a ele o adjetivo “mentiroso”.

Deu no que deu: Bolsonaro teve espaço para liberar armas, bagunçar a educação, autorizar a devastação do meio ambiente, fazer campanha contra o processo eleitoral brasileiro, esculhambar a política externa, entupir a máquina pública de parasitas ideológicos, propiciar a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia e, como fecho de ouro, consumar a esperada tentativa de golpe de Estado, felizmente fracassada.

Nesse momento, justiça seja feita, a grande imprensa mudou de tom e foi fundamental para a derrota do golpismo.

Passado o susto, no entanto, o “isentismo” voltou.

Vários aliados na tentativa de derrubar a democracia recuperaram espaço na mídia. Estão por toda parte, usando a imprensa para atacar o governo e dar opiniões sobre o Brasil, como se quisessem o bem dos brasileiros.

É algo como imaginar Marcola, o chefão do PCC, dar entrevista com recomendações sobre Segurança Pública.

Um desses golpistas que recuperou prestígio na mídia é Flávio Bolsonaro, o senador pré-candidato da extrema direita à Presidência da República. O filho 01 de Bolsonaro é tratado nas manchetes como postulante comum ao Planalto, sem ressalvas.

O noticiário mostra as estratégias eleitorais de Flávio, a montagem de sua equipe de campanha, as críticas que faz a Lula, o esforço para se mostrar como “moderado”, o desempenho nas pesquisas, as dancinhas constrangedoras que arrisca em cima dos palanques, Brasil afora (clara campanha antecipada, nas barbas do TSE).

O noticiário só não destaca o principal: Flávio Bolsonaro é tão golpista quanto o pai.

Tem os mesmos objetivos, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente e dos irmãos, defende abertamente a intervenção do governo Trump no Brasil (como reiterou em recente visita aos Estados Unidos), louva ditadores, ataca as instituições.

Alguém tem dúvida disso?

A grande diferença é que não propaga seus ideais autoritários aos gritos e palavrões, como fazia o pai. Nesse sentido, é mais palatável — e por isso mais perigoso.

Pode-se argumentar que é da lógica jornalística ouvir todos os grupos políticos, até mesmo os golpistas. Isso pode ser verdadeiro, desde que imprensa não abra mão do senso crítico. E é o que está ocorrendo: o candidato bolsonarista tem se beneficiado do “isentismo” da mídia para passar-se por democrata.

Quando todos acordarem — inclusive a imprensa –, mais uma vez poderá ser tarde demais. Assim como Trump 2 tem sido mais devastador para os Estados Unidos e para o mundo, Bolsonaro 2 será bem mais perigoso para o Brasil.

Que tal usar a lógica das embalagens de cigarro, aquelas que alertam para os riscos do fumo para a saúde? A cada aparição do candidato extremista deveria ser exibida uma imagem dos vândalos do 8 de Janeiro, com a mensagem: “Cuidado, bolsonarismo faz mal à democracia brasileira”.

Na falta desse recurso, o simples exercício do senso crítico no jornalismo já seria uma boa notícia.

*Chico Alves/ICL


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Política

Vídeo: Lula responde à Globo e mídia corporativa: “Vai fazer PowerPoint?”

Presidente fez clara alusão ao episódio da GloboNews, que forçosa e falsamente o colocou no escândalo do Banco Master com uma “arte”, para depois pedir desculpas pelo erro

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante um ato oficial de inauguração de obras e escolas conectadas, nesta segunda-feira (30), em Brasília, debochou abertamente das ações da mídia corporativa que sempre objetivam prejudicá-lo politicamente, usando como referência desta vez o episódio do farsesco e infame PowerPoint da GloboNews que o colocou como envolvido central no escândalo do Banco Master, há uma semana, gerando tanta turbulência que a emissora sentiu-se obrigada a confessar o “erro” e a pedir desculpas ao estadista.

“A Globo, o SBT, a Band, a Record, não vão fazer um PowerPoint mostrando isso aqui… Seria maravilhoso se fizessem um PowerPoint mostrando cada coisa que nós fizemos… Seria extraordinário, mas não vão fazer… Eu nem sei se eles captaram todas as informações que foram passadas aqui… Nem sei… Porque hoje, o fuxico, tem mais incidência que a verdade… O que foi dito aqui, se vocês acompanham a internet, vai ter mais gente destruindo o que foi falado aqui do que gente construindo o que foi falado aqui… E o que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer com isso que, se nós não tivermos capacidade de sair daqui com as informações que nós recebemos e fazermos o debate, que precisa fazer, a gente poderá permitir que os mentirosos de sempre indulzam a sociedade a uma mentira”, disparou o presidente. Com Forum.


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Vídeo: Comediante constrange Huck ao vivo na Globo com piadas sobre Vorcaro e PowerPoint

Neste domingo (29), durante a premiação Melhores do Ano transmitida no Domingão com Huck, o humorista Paulo Vieira não deixou passar a oportunidade de debochar ao vivo do PowerPoint picareta exibido pela GloboNews, envolvendo o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A arte, que tentou associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT ao empresário, gerou enorme repercussão negativa nas redes sociais e demissões na emissora.

Ao iniciar o momento de piadas, Luciano Huck convidou o comediante para soltar suas alfinetadas. “Esse ano eu prometi que não ia falar nada polêmico. Não vou mexer com gente grande. Um humor tranquilo. Mas e o [Daniel] Vorcaro? Que maravilha, né?”, iniciou.

“Para quem não entendeu ainda o Vorcaro, eu fiz até um PPT [PowerPoint]. Brincadeira, não fiz! Eu não sei fazer PPT, eu trabalho na Globo, imagina!”.

Mensagens da Polícia Federal indicam que Vorcaro citou um jantar com Luciano Huck em 2024. O apresentador, por sua vez, já manteve vínculos comerciais com o grupo, incluindo seu papel como garoto-propaganda do Will Bank.

Em maio de 2024, Vorcaro também foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York.

Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país.

A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo. DCM.


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