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O cocô do cavalo do Estadão

Quando o Estadão diz que a Secom do governo Lula se compara com o gabinete do ódio de Bolsonaro, naturaliza o fascismo nativo, comandado por essa gente.

Sim, porque a orientação do jornalão dos Mesquita dá conta de que, um sujeito como Bolsonaro, que foi expulso até das Forças Armadas por sua performance terrorista contra a própria instituição, criou um gabinete banal e não uma espécie de DOI-CODI.

Que o Estadão tenha críticas ao governo Lula, é absolutamente democrático, mesmo infundadas, como é recorrente a prática do jornalão para alimentar a tradição reacionária da parte endinheirada do Brasil.

Mas comparar, do ponto de vista de práticas espúrias, fascistas, um sujeito que acabou de tentar dar um golpe, que apoiou torturas e assassinatos na ditadura, com alguém que defendeu e praticou a vida toda a democracia política e social, é um achincalho com o próprio eleitor do Estadão.

Isso surpreende? Não. Não é de hoje que os editoriais do tradicional panfleto oligárquico vêm conjugando os mesmos versos fascistas que serviram para Bolsonaro animar seu pasto, mostrando que a centenária logomarca do Estadão é, na verdade, a do cocô do seu cavalo.

Há poucos dias, o Estadão, em apoio ao genocídio que Israel promove em Gaza, que já massacrou dezenas de milhares de crianças, bebês e mulheres, como algo plenamente natural, dizendo que Lula, quando denuncia as atrocidades daquele Estado terrorista, comandado pelos sionistas, é picuinha de Lula.

Por aí, vê-se aonde essa gente chegou.

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Moro, o herói que virou cocô

“Moro e Bolsonaro são um só” (Rosângela Moro)

Se é a insuspeita Rosângela Moro que afirmou isso no auge da tabelinha entre as duas maiores mentiras da história da República, não sou eu a questionar, ao contrário, vou até acrescentar alguns ingredientes para elucidar esse caso que beira à galhofa que já vem pronta.

O motivo da busca e apreensão da PF na casa de Sergio Moro, com autorização da justiça, trata de irregularidade em seu material publicitário de campanha. O interessante nessa história é que ele vive repetindo, para continuar sustentando duas farsas contra Lula, o mensalão e o petrolão, que pouca gente se lembra, mas já no final daquela espécie de programa de auditório em que a Globo transformou o STF, o inesperado juiz do Paraná, do nada, apareceu para integrar a equipe da ministra Rosa Weber.

Muita gente acredita que aquela frase dita por Rosa Weber “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”, foi soprada por Moro, afinal, estamos falando de um juiz que condenou Lula sem apresentar qualquer prova, porque Dallagnol só apresentou convicção em seu powerpoint que acabou lhe rendendo um processo em que perdeu, tendo que indenizar Lula com R$ 75 mil.

Já Moro condenou Lula sem demonstrar ou provar qualquer crime e, em sua sentença, sapecou o tal “ato de ofício”, o que foi bombardeado pelo meio jurídico, tamanho malabarismo jurídico de seu despacho.

Tudo isso é dito porque é necessário lembrar o que de fato significou o tal mensalão, termo cunhado por Roberto Jefferson com a luxuosa participação da grande mídia.

A coisa se deu em virtude de uma matéria que revelou que o pau mandado de Roberto Jefferson, Maurício Marinho, ex-chefe de departamento dos Correios, recebendo maços de dinheiro vivo, desses que o clã Bolsonaro compra mansões.

Sem ter como explicar o significado daquele ato de corrupção, Roberto Jefferson não viu outra saída que não apresentar uma história que, de tão precária, não presta sequer para fábulas infantis.

Em sua teoria patética, ele disse que o PT mantinha um esquema de mensalão com mais da metade da Câmara, ou seja, mais de 250 deputados, sob o controle do governo a partir de uma mesada paga em dinheiro a cada um dos deputados.

Detalhe, não foi citado ou provado nenhum deputado que tenha recebido o tal mensalão.

Em sua fantasia argumentativa, Roberto Jefferson criou uma história manca, aonde, segundo ele, existiam o corruptor do PT, mais precisamente José Dirceu e Genuíno, mas não tinha o receptador do tal mensalão, o corrupto.

Para demonstrar que dizia a verdade, Jefferson disse que ele próprio tinha como provar, pois recebeu dinheiro, guardou num lugar seguro, e ninguém do seu partido soube e, lógico, jamais apresentou o suposto dinheiro à justiça.

Aquilo tudo não passou de uma armação. E mesmo se houvesse caixa 2 que pudesse dar nexo a essa fantasia, é fácil entender, porque caixa 2, naquela época era praticado por todos os partidos.

E o que se afirma aqui é fácil de constatar, é só lembrar que, na época, as campanhas faziam muitos adesivos, camisetas, brindes e bonés, sendo que a imensa maioria das oficinas de costura ou de serigrafia eram de fundo de quintal e informais e, por conseguinte, não tinham como emitir nota fiscal.

Era um tipo de prática que a justiça eleitoral meio que fazia vista grossa, porque muitas vezes o próprio candidato colocava a mão no bolso para pagar seu material de campanha. Ou seja, não havia qualquer crime de corrupção.

Pois bem, agora Moro está reclamando de perseguição e de diligência abusiva, porque sofreu uma busca e apreensão para recolher o seu material de campanha, por ter colocado os nomes de seus suplentes em tamanho e proporção menores do que é exigido pela lei eleitoral.

Moro está reclamando de sofrer perseguição da justiça por conta de uma formalidade, segundo o próprio, a questão é para difamá-lo e intimidá-lo. No entanto, ele não negou tal irregularidade, o que ele tenta é justificar a apreensão com conceito invertido ao do mensalão, já que na Lava Jato esse tipo de deslize ele conseguiu imputar a Lula na sua ridícula sentença.

O fato é que Moro, que já vinha cumprindo um papel ridículo como político, até por quem o considerava na mídia um herói nacional, talvez imaginando que ainda era um juiz todo poderoso, achou que estava acima das regras eleitorais e não aceitou seguir a lei como qualquer outra candidatura e, lógico, não para de jorrar piadas e achincalhe com a cara do idiota.

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Política

A farsa do cocô: Afinal, Bolsonaro cagou para ter alta?

“O sujeito tem intestino entupido. Em 4 dias está com alta, sem cirurgia nem nada. E monta o drama de sair do palácio sem camisa mostrando a barriga cheia de merda como se fosse um Cristo descendo da Cruz.” (Luis Nassif)

A pergunta é inevitável, até porque gastou-se uma fortuna inestimável com aquele espetáculo midiático com direito a foto apelativa em uma cama de hospital cheio de fio ligado pra todo lado, parecendo mais a gatonet de Rio das Pedras.

Nunca na história desse país, um cocô ou a falta dele custou tão caro ao contribuinte.

Na segunda-feira o brasileiro vai suar a camisa para pagar as despesas dessa ideia mirabolante de Carluxo para criar uma espécie de cocô hollyoodiano.

De uma coisa nós podemos ficar tranquilos, os brasileiros não vão gastar mais um tostão com a bosta do Bolsonaro, pelo menos foi isso que o médico dele, o mesmo que o socorreu naquela facada mandrake de Adélio, garantiu que não precisa tomar qualquer remédio, é só mastigar direito e dar uma pequena caminhada no próprio quintal, que tudo estará resolvido.

Então, ficou confirmado que aquele espetáculo de quinta-feira, com o médico se deslocando de São Paulo para Brasília, transferindo Bolsonaro para um hospital em São Paulo, com um número sem fim de batedores parecendo mais uma motociata ou motocarreata de tanta moto e carro que tinha para levar o cocô para o aeroporto, era mesmo uma farsa.

Bem que alguém podia fazer as contas dessa farsa, além do valor que o contribuinte vai pagar pela estadia do falsário nesses quatro dias de internação.

Mas a questão central ainda não foi noticiada. Afinal, o presidente conseguiu cagar? Alguém fotografou o conteúdo fecal ou teremos na segunda farsa a falta da prova de 1kg de cocô que desentupiu o mito?

Sim, porque, para Bolsonaro não basta ter um ministério da Saúde com cupinchas corruptos ou mesmo a morte de mais de 540 mil brasileiros, ele tem que fazer o povo de idiota. Na segunda-feira ele estará no chiqueirinho para dar mais uma banana para os brasileiros.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Acabou a paciência: Morador joga lama em Crivella

Crivella é atingido por barro após dizer que população mora em área de risco para gastar menos com xixi e cocô.

No mesmo dia em que quatro pessoas morreram por conta das chuvas, prefeito disse neste domingo (1) que cariocas escolhem viver em áreas de risco.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), foi atingido por um pedaço de barro durante entrevista no Realengo, zona oeste do Rio, nesta segunda-feira (2). Ele foi ao local verificar os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade neste domingo (1).

Ataque ao prefeito vem após o prefeito dizer que cariocas gostam de morar perto de áreas de risco para “se verem livres dos esgotos” e gastarem “menos tubos para colocar cocô e xixi’”.

A declaração de Crivella foi feita durante uma reunião no Centro de Operações Rio, transmitida ao vivo nas redes sociais. O prefeito também afirmou que os cariocas escolhem viver em áreas de talvegues, caminhos por onde passam as águas das chuvas, considerados de risco.

“Todas as encostas lá são perigosas, mas aonde descem as águas, predominantemente chamado talvegues, e as pessoas gostam de morar ali perto porque gastam menos tubo para colocar cocô e xixi e ficar livre daquilo, essas áreas são muito perigosas”, disse Crivella.

 

 

*Com informações da Forum

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Vídeo: Como previu Chico Buarque, a guerra contra Bolsonaro foi declarada em pleno domingo de carnaval

“O maior tempo de nossa existência nós o empregamos em nos escondermos do que somos terrestremente” (Mário de Andrade – do Cabotinismo/1939).

A elite brasileira passou a vida tentando construir uma caricatura europeia no Rio de Janeiro, como uma barreira de contenção contra as manifestações espontâneas do povo. Para isso não poupou esforços em reprimir os terreiros de religiões de matrizes africanas, assim como os terreiros das escolas de samba, junto com o conservadorismo religioso que imperou no país todos esses anos.

Se hoje os evangélicos atacam terreiros, a mando de bispos, no passado, padres convocavam diretamente a polícia para cumprir a mesma tarefa “legal” nas casas de umbanda e candomblé em todo o país.

Todos falharam, o Brasil passa, lindamente, a virada do ano de branco na beira da praia por conta da vitória cultural dos orixás. Não há como negar essa realidade tão materializada na nossa vestimenta nessa data.

Filho primeiro dos terreiros de candomblé e umbanda, o samba se confunde com o próprio Brasil em todas as suas variações, sejam elas dos atabaques em estado puro, na suavidade da batida de João Gilberto, na intensidade de muitas obras de Villa Lobos, sejam num imenso leque de denominações que o samba produziu, como o Côco, o Maracatu, Samba Rural, Samba de Roda, do Partido Alto, de Enredo, Samba de Breque e de tantas outras denominações que eu ficaria aqui nominando durante horas, tal a diversidade que o samba, assim como o seu coirmão, o Choro, tem, afinal, são frutos da mesma matriz, a música negra brasileira, que tem como seus principais representantes, Cartola e Pixinguinha e como característica o diálogo intenso entre melodia e ritmo em que um alimenta o outro, embebecendo quem toca e hipnotizando quem ouve.

Essas duas expressões, que representam a alma das ruas brasileiras, é como o artesanato musical que  na sua essência carrega segredos e confunde a arte com o que há de essencial na vida dos brasileiros. Ou seja, a arte do humano ou, se preferirem, o humano da arte.

Não fosse a filosofia das ruas, não teríamos feito a mais rica e a mais representativa arte brasileira, que é a nossa música popular, porque a rua é a própria síntese antropofágica que, em 1917, Mário de Andrade sentenciou sobre nossas fusões de raça e, consequentemente musical que desembocaram num protagonismo negro, mas que abarcou todo o contingente brasileiro que, verdadeiramente, sentiam-se brasileiros.

Diante desse legado, os negros compartilharam sabedoria e partilharam da construção dessa arte brasileira, que tem no carnaval sua principal fonte de criação, de reinvenção, de rompimento com qualquer barreira.

O carnaval, que representa o Macunaíma de Mário de Andrade, sem caráter nenhum em sua definição estética, produziu, através dessa liberdade, um espaço amplo para a imaginação em que povo pudesse ser o grande protagonista de uma arte coletiva que se transformou no maior espetáculo da terra, porque, antes de tudo, o carnaval é a arte da resistência, da quebra de valores estruturados, sobretudo numa civilização que até hoje é pautada, do ponto de vista institucional, no que ela herdou da escravidão.

Por isso, essa extraordinária reação do povo na sua base mais concreta, mais sentida em que as camadas mais pobres da população podem se manifestar e trazer um sentimento coletivo que abarca todo o país.

E foi justamente isso que vimos na Marquês de Sapucaí no domingo e na segunda-feira, uma guerra declarada a toda podridão bolsonarista, sem perder a poética, o humor, a seriedade da causa e, principalmente, sem deixar de estabelecer o limite da fronteira do povo contra o fascismo do governo Bolsonaro.

Assim, o brasileiro, martirizado por essa lógica inescrupulosa do mercado que produziu esse ogro e, nota por nota, batida por batida, protagonizou uma arte profunda, trágica, humana, revelando um sentimento cotidiano que explodiu na avenida, numa distinção clara entre o povo e a casta no velho embate de classes em que, na vida concreta, nas ruas, o povo sempre vence.

Chico Buarque, com a sua genialidade, criou a música “Rio 42” que acabou se revelando profética, a guerra declarada na Sapucaí contra Bolsonaro em pleno domingo de carnaval, com as escolas dando um espetáculo de inédita criatividade em prol da resistência do povo brasileiro.

Rio 42 (Ópera do Malandro)
Chico Buarque

Se a guerra for declarada
Em pleno domingo de carnaval
Verás que um filho não foge à luta
Brasil, recruta
O teu pessoal
Se a terra anda ameaçada
De se acabar numa explosão de sal
Se aliste, meu camarada
A gente vai salvar o nosso carnaval
Vai ter batalha de bombardino
A colombina na Cruz Vermelha
Vai ter centelha na batucada
Rajada de tamborim
A melindrosa mandando bala
O mestre-sala curvando a Europa
A tropa do general da banda
Dançando o samba em Berlim
Se a guerra for declarada
A rapaziada ganha na moral
Se aliste, meu camarada
A gente vai salvar o nosso carnaval

 

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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Babando de ódio, Bolsonaro xinga candidato a presidente da Argentina de “bandido” e governadores nordestinos de “cocô”

Depois do Financial Times jogar a toalha na Argentina: “It is game over for Argentina’s President Mauricio Macri” (‘o jogo acabou p/ Maurício Macri…’) considerando a derrota não apenas irreversível, mas humilhante, no Brasil em ataque de ira santa, Bolsonaro voltou a quebrar o decoro da presidência da República ao insultar o povo argentino e os prováveis futuros governantes de um país que é o maior importador de produtos industriais do Brasil. “Bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse ele, no Piauí, onde também chamou governadores nordestinos de “cocô”. Militares tentaram fazer com que ele se calasse, mas Bolsonaro se mostra insano e incontrolável.

Segundo a agencia (Reuters) Ensandecido, Bolsonaro disse nesta quarta-feira que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina, em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri, aliado de Bolsonaro, foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

Em evento na cidade de Parnaíba, no Piauí, Bolsonaro também disse que a “turma vermelha” será varrida do Brasil nas próximas eleições e que a Argentina começa a trilhar o caminho da Venezuela.

“Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse o presidente no discurso, transmitido ao vivo em uma rede social.

“Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil”, afirmou. “Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil.”