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Saúde

A bagunça do governo: Registros de casos somem, reaparecem e expõem subnotificação de covid no país

No último sábado (18), o Brasil bateu recorde de novos casos de covid-19. Dois dias depois, o país registrou números negativos de diagnósticos. Ao menos 15 estados recentemente relataram instabilidades na inserção de dados no sistema nacional. Mais de um ano após o início da pandemia, o Brasil ainda tem alta subnotificação nos números, em especial de casos leves da doença.

Segundo levantamento do UOL, Acre, Amazonas, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins notificaram problemas para lidar com a plataforma e-SUS Notifica, onde são registrados todos os diagnósticos e casos leves de covid-19.

No dia 8 de setembro, o sistema passou por uma atualização, segundo informou o Ministério da Saúde. A pasta não entrou em detalhes sobre quais foram as mudanças e citou apenas a inclusão automática dos dados de vacinação, “permitindo a análise de casos em pessoas já vacinadas”, e mais campos relacionados à testagem.

A alteração se deu na chamada API (sigla para Application Programming Interface) que é um padrão de programação que permite a comunicação entre sistemas. Por meio da API, os estados conseguem coletar os dados de casos de covid-19 inseridos pelos municípios e hospitais.

Porém, desde a mudança, as secretarias estaduais de saúde alegam instabilidade no sistema e passam dias inserindo números baixos de casos, até que ocorre uma “explosão”, devido ao represamento. Também há relatos de dados duplicados, que exigem limpeza e revisão dos números para baixo.

O exemplo mais gritante aconteceu no Rio de Janeiro no último sábado, quando “encontrou” mais de 92 mil casos não computados pelo sistema estadual. Desses, cerca de 38% ocorreram em 2020.

Segundo Domingo Alves, pesquisador do Laboratório de Inteligência em Saúde, da FMUSP-RP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto), essa bagunça nos dados atrapalha a observar o comportamento da pandemia no Brasil.

Ainda assim, já é possível ver o início do aumento dos casos, possivelmente ligado à disseminação da variante delta. “É possível notar já, mesmo com toda essa bagunça de dados, nesta segunda quinzena de setembro, um aumento significativo do número de casos”, diz.

E completa: “Essa mudança de comportamento bate com as previsões da disseminação da delta aqui no Brasil, mas ainda está bem aquém do que estava previsto para os números de infecções”.

Muito provavelmente isso já são consequências dessa bagunça de dados, que pode ter uma motivação maior aí, no sentido de tentar mostrar de que a pandemia já está sob controle. Mas só vão conseguir enrolar por um tempo limitado porque, se as nossas previsões com a delta estiverem corretas, esses números devem explodir ainda em setembro e começo de outubro.”

*Com informações do Uol

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Prevent Senior também omitiu Covid como causa da morte da mãe do Veio da Havan.

TV Globo teve acesso a prontuário que revela que pediatra e toxicologista defensor do tratamento precoce tomou ‘kit Covid’ e morreu por complicações da doença em janeiro deste ano no Sancta Maggiore. Reportagem também confirmou que Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, morreu por coronavírus, mas hospital não informou no atestado de óbito.

A Prevent Senior omitiu no atestado de óbito que o médico Anthony Wong, morto em 15 de janeiro deste ano em São Paulo, faleceu em decorrência de Covid. A operadora de saúde também não informou no documento que Regina Hang, de 82 anos, mãe do empresário Luciano Hang, morreu em 4 de fevereiro após complicações relacionadas ao coronavírus.

Em setembro a GloboNews já havia revelado que a Prevent Senior ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19, segundo dossiê ao qual a reportagem teve acesso.

Os prontuários de Wong e Regina aos quais a TV Globo teve acesso, mostra que os dois foram internados no Hospital Sancta Maggiore, da Rede Prevent Senior, e acabaram medicados com o chamado ‘kit Covid’, série de medicamentos sem comprovação científica na prevenção ou tratamento da doença.

A revista Piauí divulgou nesta terça-feira (21) reportagem para revelar que o pediatra e toxicologista Wong, que era defensor do tratamento precoce contra Covid, foi internado em 17 de novembro de 2020 no hospital após o médico apresentar sintomas de Covid-19 havia oito dias.

“Um exame de PCR feito no hospital confirmou a presença do Sars-CoV-2”, informa trecho do documento das mais de 2 mil páginas do prontuário médico de Wong.

Quando Wong morreu, o Sancta Maggiore não informou a causa da morte à imprensa. No seu atestado de óbito consta que a morte foi em decorrência de: choque séptico, pneumonia, hemorragia digestiva alta e diabetes mellitus.

A Piauí destacou que Wong autorizou ser medicado com o “kit covid” da Prevent Senior; e que o médico recebeu outros tratamentos como a inalação de ”heparina e metotrexato venoso” – medicamentos sem eficácia comprovada para Covid. Além disso, o médico também o fez “20 sessões de ozonioterapia retal’’. E vinha “vinha fazendo uso de hidroxicloroquina”.

Wong foi atendido durante a internação pela colega médica Nise Yamaguchi, que, segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, pertence ao chamado “gabinete paralelo” do governo federal.

De acordo com os prontuários, Wong também recebeu a visita Pedro Benedito Batista, diretor-executivo da Prevent. Nesta quarta-feira (22) o executivo se recusou a informar a CPI a causa da morte de Anthony Wong.

O prontuário de Regina Hang, mãe de Luciano Hang, dono da empresa varejista Havan, mostra que ela foi medicada com o chamado ”kit covid”, com “azitromicina, hidroxicloroquina e outras medicações.” O Sancta Maggiore também não havia informado a causa da morte da idosa à imprensa à época.

No quinto dia de internação, ainda segundo o prontuário, Regina passou por sessão de ozonioterapia, uma prática que é proibida pelo Conselho Federal de Medicina, exceto em pesquisas experimentais autorizadas pela comissão de ética em pesquisa e em instituições credenciadas.

Segundo a Conep, não havia nenhuma autorização de pesquisa para a Prevent. Regina Hang morreu um mês depois de dar entrada no hospital, no dia 2 de fevereiro.

Neste vídeo gravado pelo empresário Luciano Hang – filho de Regina – ele reafirma que a mãe morreu de Covid e lamenta o fato dela não ter feito um tratamento preventivo, antes de pegar o vírus, o que também não tem eficácia comprovada.

Na certidão de óbito de Regina a Covid não aparece na causa da morte. No documento consta: disfunção múltipla de órgãos, choque distributivo refratário, insuficiência renal crônica agudizada, pneumonia bacteriana, síndrome metabólica e acidente vascular cerebral isquêmico prévio.

Assim como no caso de Regina Hang, a Covid-19 não consta como causa morte de Anthony Wong.

*Com informações do G1

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Saúde

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga testa positivo para Covid-19

Queiroga esteve hoje na Assembleia-Geral da ONU, mas informou que esteve de máscara durante todo o tempo.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para Covid-19. Ele vai ficar em quarentena por 14 dias em Nova York, em isolamento, e não volta por enquanto ao Brasil. A informação foi confirmada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) na noite desta segunda.

O ministro está em Nova York, onde acompanhou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que participou da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (21).

Ele informou que está bem.

Ele esteve hoje na Assembleia-Geral da ONU, mas informou que esteve de máscara durante todo o tempo. Devido ao caso de Covid-19, houve uma decisão do Itamaraty de suspender a presença de todos os diplomatas brasileiros de todas as reuniões que ocorreriam na ONU até sexta-feira.

Além de ter ido à Assembleia-Geral da ONU, Queiroga acompanhou o presidente Bolsonaro em visita ao Memorial do 11 de Setembro (veja foto) nesta terça.

Segundo a nota Secom, os demais integrantes da comitiva realizaram o exame e testaram negativo para a doença.

No sábado, conforme a CNN informou, um enviado para preparar viagem de Bolsonaro à ONU testou positivo para Covid-19. O diplomata é o que na linguagem da diplomacia chama-se “Ascav”, sigla para Alto Escalão Avançado, os funcionários que ficam responsáveis por organizar com antecedência as visitas presidenciais.
Confira a íntegra da nota da Secom

A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) informa que o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que integrava a Comitiva Presidencial à Nova Iorque (EUA), testou positivo para a COVID-19 e permanecerá nos Estados Unidos durante o período de isolamento. O ministro passa bem.

Informamos, ainda, que os demais integrantes da comitiva realizaram o exame e testaram negativo para a doença.

*Com informações da CNN

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Política

Vídeo: As muitas mentiras de Bolsonaro sobre a pandemia

Não são todas as mentiras de Bolsonaro sobre a pandemia, mas muitas e suficientemente graves para fazer com o Brasil chegasse à catástrofe que chegou, mais de 530 mil mortos pela Covid, sem falar dos inúmeros brasileiros que se infectaram com o coronavírus e sofrem com as sequelas graves deixadas pela doença, pior, sem saber até quando. Basta!

Assista:

*Da redação

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Alexandre Garcia encabeça relação dos canais que mais ganharam com fake news sobre covid

Canais na internet ganharam dinheiro com fake news sobre Covid, informa Google à CPI,

O Globo – Dados sigilosos enviados pelo Google à CPI da Covid mostram que canais no YouTube, entre eles de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, ganharam dinheiro disseminando notícias falsas sobre a pandemia antes que seus vídeos fossem apagados da rede social. A pedido da comissão, a empresa de tecnologia forneceu uma lista de 385 vídeos removidos pelo Youtube ou deletados pelos próprios usuários após serem identificados como disseminadores de desinformação sobre formas de tratamento para a Covid-19 ou a pandemia. A listagem foi acompanhada de quanto cada publicação rendeu aos donos dos canais até saírem do ar.

O jornalista Alexandre Garcia encabeça a relação, tendo tido 126 tirados doar por ele próprio ou pela plataforma que haviam rendido quase R$ 70 mil em remuneração pela audiência e publicidade. Gustavo Gayer (R$ 40 mil), Notícias Política BR (R$ 20,7 mil), Brasil Notícias (R$ 17,7 mil), completam as primeiras colocações. Ao todo, os usuários ganharam US$ 45 mil, o equivalente a R$ 230 mil.

Desde o início da pandemia, responsáveis por canais que tiveram conteúdo removido pela plataforma refutam ter publicado desinformação de forma deliberada. Em alguns caos, afirmam ser vitima de censura pelas empresas de tecnologia.

O Google forneceu dados sobre 385 vídeos de 34 canais identificados como disseminadores de notícias falsas no Brasil. Destes, 90 publicações não geraram renda aos administradores. A empresa frisou, em sua resposta à CPI, que os vídeos em questão se encontram fora do ar, alguns deles por desrespeitarem os termos de uso da plataforma.

Grande parte é de vídeos com propagandas de drogas comprovadamente ineficazes contra o coronavírus, como a ivermectina e a cloroquina, denunciando um suposto complô contra o uso desses medicamentos da parte de opositores de Jair Bolsonaro.

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Títulos com disfarce

O canal Aconteceu na Política alegou sem provas, por exemplo, que “governadores estão estocando vacinas e 6 milhões sumiram” e disseminou mentiras sobre a CoronaVac (“A Vacina de Taubaté de Doria — Bolsonaro sai na frente mais uma vez”).

Em um vídeo do Aconteceu na Política, o youtuber afirma que o Brasil havia superado a porcentagem de população vacinada da Europa, o que nunca ocorreu. Um vídeo com título idêntico do canal de Gustavo Gayer continua no ar. Gayer teve 56 publicações deletadas ou removidas.

“Pazuello detona Mandetta e diz que muita gente poderia ter sido salva com tratamento precoce!”, diz o título de um dos 25 vídeos deletados do canal Brasil de Olho. O mesmo canal publicou os vídeos “Pesquisa surpreende ao mostrar quantos brasileiros tomariam hidroxicloroquina” e “REUNIÃO SECRETA DE DORIA É VAZADA E PROVA USO POLÍTICO DA V4C1NA E REVELA PLANO PRA TIRAR B0LS0NAR0”, entre outros.

Em um vídeo do canal Casando o Verbo, havia a alegação de que os registros de 62 mil pessoas que morreram de AVC foram falseados para incluir Covid-19 como causa da morte, sem base em provas. O título fazia referência à morte do ator Tom Veiga, intérprete do Louro José, que morreu após um AVC.

Os youtubers apelavam a título cifrados para impedir que o Google encontrasse o conteúdo, como o uso da palavra “V4C1NA” e “tratamento inicial” em vez de “tratamento precoce”, nome mais comum para se referir ao “kit Covid”, de medicamentos ineficazes contra o coronavírus, defendido em 2020 pelo governo Jair Bolsonaro.

O levantamento contém três vídeos do Foco do Brasil, canal investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, aberto pelo STF, pela ligação com o Palácio do Planalto. O assessor do chamado “gabinete do ódio” Tercio Arnaud Tomaz repassou vídeos ao canal e ajudou seu administrador a retransmitir imagens da TV Brasil.

Em depoimento em julho do ano passado, o dono do Foco do Brasil, Anderson Rossi, disse à Polícia Federal ter um faturamento mensal de R$ 50 mil a R$ 140 mil. Nos vídeos citados sobre Covid, porém, a monetização foi baixa, de apenas R$ 368.

Graves consequências

Os dados foram enviados à CPI a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com base em um levantamento da Novelo Data sobre vídeos que “desapareceram” da rede social em 2021.

“A propagação de fake news a respeito da pandemia tem sido uma ação orquestrada e com consequências diretas no agravamento do número de mortes pela covid-19”, frisa o senador em seu pedido.

No mundo todo, o Google removeu mais de um milhão de vídeos desde fevereiro do ano passado por disseminarem desinformação sobre a pandemia.

*Natalia Portinari/O Globo

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A intenção de Bolsonaro, ontem, foi usar Pazuello para desmoralizar as Forças Armadas

Bolsonaro, ontem no Rio, foi apenas Bolsonaro, o tenente insubordinado que foi expulso das Forças Armadas por transgredir regras militares em benefício próprio, seja praticando garimpo ilegal, já naquela época, seja conspirando com atos terroristas ou utilizando a mídia para jogar a opinião pública contra as Forças Armadas, o que lhe custou a expulsão do exército.

Bolsonaro, na manifestação do Rio, não liderou somente o passeio pornográfico com motos que tinha a intenção de aglomerar no momento em que o Brasil já começa a viver uma terceira onda de covid.

Era preciso ir mais longe e colocar seu gado à disposição de uma disputa política eleitoral, gastando rios de dinheiro público para afrontar, em primeiro lugar, a CPI da Covid e, em segundo, as patentes mais altas das Forças Armadas, expondo publicamente um general da ativa como Pazuello, para se transformar no seu bibelô de mobilização, o que é absolutamente inconstitucional, seja a participação do ex-ministro num evento político, seja pelo total desrespeito do chefe da nação com o estatuto das Forças Armadas e com a própria instituição Presidência da República.

Se nada for feito de concreto, Bolsonaro que está se borrando de medo de Lula, vai tentar recuperar musculatura política no eleitorado com atitudes ainda mais fascistas, porque quanto menos apoio tiver em sua decadência, que se vê a olho nu, mais ódio e surto de covid ele vai espalhar pelo país.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Mundo

Fungo raro e agressivo ‘mutila’ pacientes de Covid na Índia

Segundo médicos indianos, casos dessa infecção estão se tornando mais numerosos no país, especialmente entre mais jovens.

Segundo matéria publicada no G1, Na manhã de sábado, Akshay Nair, um cirurgião de olhos de Mumbai, na Índia, estava esperando para operar uma mulher de 25 anos que havia se recuperado de Covid-19 três semanas antes.

Dentro da sala de cirurgia, a paciente diabética já estava sendo submetida a outro procedimento, por um otorrinolaringologista.

Ele havia inserido uma cânula em seu nariz e estava removendo tecidos infectados com mucormicose, uma infecção fúngica rara, mas perigosa. Essa doença agressiva afeta o nariz, os olhos e, às vezes, o cérebro.

Depois que seu colega terminasse, Nair realizaria uma cirurgia de três horas para remover o olho do paciente.

“Vou remover o olho para salvar a vida dela”, explica ele à BBC.

Mesmo com uma segunda onda mortal de Covid-19 arrasando a Índia, os médicos agora estão relatando uma série de casos envolvendo uma infecção rara – também chamada de “fungo negro” – entre pacientes com Covid-19 em recuperação e recuperados.

O que é mucormicose?

A mucormicose é uma infecção muito rara, causada pela exposição a um tipo de mofo comumente encontrado no solo, plantas, esterco e frutas e vegetais em decomposição.

“É onipresente e encontrado no solo e no ar e até mesmo no nariz e no muco de pessoas saudáveis”, explica Nair.

A doença afeta os seios da face, o cérebro e os pulmões e pode ser fatal em diabéticos ou em indivíduos gravemente imunodeprimidos, como pacientes com câncer ou pessoas com HIV/AIDS.

O médico diz acreditar que a mucormicose, que tem uma taxa de mortalidade geral de 50%, pode ser desencadeada pelo uso de esteroides, um tratamento que salva vidas para pacientes graves com Covid-19 e criticamente doentes.

Os esteroides reduzem a inflamação nos pulmões e parecem ajudar a interromper alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunológico do corpo entra em atividade para combater o novo coronavírus.

Mas acabam por reduzir a imunidade e aumentam os níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos e não diabéticos com Covid-19.

Acredita-se que essa queda na imunidade possa estar desencadeando esses casos de mucormicose.

“O diabetes diminui as defesas imunológicas do corpo, o coronavírus o agrava e, em seguida, os esteroides que ajudam a combater a Covid-19 agem como se estivéssemos jogando gasolina no fogo”, explica Nair.

O cirurgião ocular – que trabalha em três hospitais em Mumbai, uma das cidades mais afetadas pela segunda onda – diz que já atendeu cerca de 40 pacientes com infecção fúngica em abril. Muitos deles eram diabéticos que se recuperaram da Covid-19 em casa. Onze deles tiveram um olho removido cirurgicamente.

Entre dezembro e fevereiro, seis de seus colegas em cinco cidades – Mumbai, Bangalore, Hyderabad, Delhi e Pune – relataram 58 casos da infecção. A maioria dos pacientes a contraiu entre 12 a 15 dias após a recuperação da Covid-19.

O movimentado Hospital Sion de Mumbai relatou 24 casos dessa infecção fúngica nos últimos dois meses, ante seis casos por ano, de acordo com Renuka Bradoo, chefe do departamento de otorrinolaringologia do hospital.

Onze deles perderam um olho e seis morreram.

Grande parte dos pacientes era diabética de meia-idade que foi infectada pelo fungo duas semanas após se recuperar da Covid-19.

“Já estamos vendo de dois a três casos por semana aqui. É um pesadelo dentro de uma pandemia”, diz ela à BBC.

Na cidade de Bengaluru, ao sul, Raghuraj Hegde, cirurgiã oftalmologista, conta uma história parecida.

Ela viu 19 casos de mucormicose nas últimas duas semanas, a maioria deles pacientes jovens. “Alguns estavam tão doentes que não podíamos nem mesmo operá-los.”

Os médicos dizem que estão surpresos com a gravidade e a frequência dessa infecção fúngica durante a segunda onda, em comparação com apenas alguns casos durante a primeira onda no ano passado.

Nair diz que só atendeu 10 casos dessa doença em Mumbai nos últimos dois anos. “Este ano é algo diferente”, diz.

Em Bengaluru, Hegde nunca tinha visto mais de um ou dois casos por ano em mais de uma década como médica.

Os pacientes que sofrem dessa infecção fúngica geralmente apresentam sintomas de nariz entupido e sangramento; inchaço e dor nos olhos; pálpebras caídas; visão turva e, finalmente, perda de visão. Pode haver manchas pretas de pele ao redor do nariz.

Os médicos dizem que a maioria de seus pacientes busca tratamento médico tarde demais, quando já está perdendo a visão. Como resultado, eles precisam remover cirurgicamente o olho para impedir que a infecção alcance o cérebro.

Em alguns casos, contam, os pacientes perderam a visão em ambos os olhos.

E, em casos raros, os médicos precisam remover cirurgicamente o osso da mandíbula para impedir que a doença se espalhe.

Uma injeção intravenosa antifúngica que custa 3,5 mil rúpias (R$ 250) a dose e tem que ser administrada todos os dias por até oito semanas é o único medicamento eficaz contra a doença.

Uma forma de impedir a possibilidade de infecção fúngica é garantir que os pacientes com covid-19 – tanto no tratamento quanto após a recuperação – recebam a dose e a duração corretas de esteroides, diz Rahul Baxi, diabetologista de Mumbai.

Ele conta que tratou cerca de 800 pacientes diabéticos com covid-19 no ano passado, e nenhum deles contraiu a infecção fúngica.

“Os médicos devem cuidar dos níveis de açúcar após a alta dos pacientes”, diz Baxi à BBC.

Segundo um funcionário do alto escalão do governo indiano, “não há grande surto” de mucormicose no país.

No entanto, é difícil dizer por que mais casos dessa infecção estão sendo notificados na Índia.

“A cepa do vírus parece ser virulenta, elevando o açúcar no sangue a níveis muito altos. E, estranhamente, a infecção fúngica está afetando muitos jovens”, diz Hegde.

Seu paciente mais novo no mês passado era um homem de 27 anos, que nem era diabético.

“Tivemos que operá-lo durante sua segunda semana de covid-19 e remover seu olho. É muito devastador.”

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Política

New York Times: Assolado pela Covid, o Brasil enfrenta uma epidemia de fome

Dezenas de milhões de brasileiros enfrentam fome ou insegurança alimentar à medida que a crise Covid-19 do país se arrasta, matando milhares de pessoas todos os dias.

Adolescentes magros como uma vara seguram cartazes em pontos de trânsito com a palavra fome – fome – em letras grandes. As crianças, muitas das quais estão fora da escola há mais de um ano, mendigam por comida em supermercados e restaurantes. Famílias inteiras se amontoam em acampamentos frágeis nas calçadas, pedindo leite em pó para bebês, biscoitos, qualquer coisa.

Um ano após o início da pandemia, milhões de brasileiros estão passando fome.

As cenas, que proliferaram nos últimos meses nas ruas do Brasil, são uma prova cabal de que a aposta do presidente Jair Bolsonaro de que poderia proteger a economia do país resistindo às políticas de saúde pública destinadas a conter o vírus falhou.

Desde o início do surto, o presidente do Brasil se mostrou cético quanto ao impacto da doença e desprezou a orientação de especialistas em saúde, argumentando que os danos econômicos causados ​​pelos bloqueios, fechamentos de empresas e restrições de mobilidade por eles recomendados seriam uma ameaça maior do que a pandemia para a fraca economia do país.

Essa troca levou a um dos maiores índices de mortalidade do mundo, mas também fracassou em seu objetivo – manter o país à tona.

O vírus está se espalhando pelo tecido social, batendo recordes dolorosos, enquanto o agravamento da crise de saúde leva as empresas à falência, matando empregos e prejudicando ainda mais uma economia que cresceu pouco ou nada por mais de seis anos.

No ano passado, os pagamentos emergenciais em dinheiro do governo ajudaram a colocar comida na mesa para milhões de brasileiros – mas quando o dinheiro foi reduzido drasticamente neste ano, com uma crise da dívida se aproximando, muitas despensas ficaram vazias.

Cerca de 19 milhões de pessoas passaram fome no ano passado – quase o dobro dos 10 milhões que passaram em 2018, o ano mais recente para o qual havia dados disponíveis, de acordo com o governo brasileiro e um estudo de privação durante a pandemia por uma rede de Pesquisadores brasileiros focaram no assunto.

E cerca de 117 milhões de pessoas, ou cerca de 55% da população do país, enfrentaram insegurança alimentar, com acesso incerto a nutrição suficiente, em 2020 – um salto em relação aos 85 milhões que o fizeram dois anos antes, mostrou o estudo.

“A forma como o governo lidou com o vírus aumentou a pobreza e a desigualdade”, disse Douglas Belchior, fundador da UNEafro Brasil, uma das várias organizações que se uniram para arrecadar dinheiro para levar cestas básicas a comunidades vulneráveis. “A fome é um problema sério e intratável no Brasil.”

Luana de Souza, 32, foi uma das várias mães que fizeram fila do lado de fora de uma despensa improvisada em uma tarde recente na esperança de ganhar um saco com feijão, arroz e óleo de cozinha. Seu marido havia trabalhado para uma empresa que organizava eventos, mas perdeu o emprego no ano passado – uma das oito milhões de pessoas que se juntaram à lista de desempregados do Brasil durante a pandemia, elevando a taxa acima de 14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No início, a família conseguiu gastar a ajuda do governo com cuidado, disse ela, mas este ano, uma vez que os pagamentos foram cortados, eles tiveram dificuldades.

“Não há trabalho”, disse ela. “E as contas continuam chegando.”

A economia do Brasil entrou em recessão em 2014 e não havia se recuperado quando a pandemia o atingiu. Bolsonaro costumava invocar a realidade de famílias como a de Souza, que não podem se dar ao luxo de ficar em casa sem trabalhar.

No ano passado, quando governadores e prefeitos de todo o Brasil assinaram decretos fechando negócios não essenciais e restringindo a mobilidade, Bolsonaro chamou essas medidas de “extremas” e alertou que elas resultariam em desnutrição.

O presidente também descartou a ameaça do vírus, semeou dúvidas sobre as vacinas, que seu governo demorou a obter, e muitas vezes incentivou multidões de apoiadores em eventos políticos.

Uma segunda onda de casos este ano levou ao colapso do sistema de saúde em várias cidades, as autoridades locais novamente impuseram uma série de medidas rígidas – e se viram em guerra com Bolsonaro.

“As pessoas têm que ter liberdade, o direito ao trabalho”, disse ele no mês passado, chamando as novas medidas de quarentena impostas pelos governos locais equivalentes a viver em uma “ditadura”.

No início deste mês, como o número de mortes diárias causadas pelo vírus às vezes ultrapassava 4.000, Bolsonaro reconheceu a gravidade da crise humanitária que seu país enfrenta. Mas ele não assumiu nenhuma responsabilidade e, em vez disso, culpou as autoridades locais.

“O Brasil está no limite”, disse ele, argumentando que a culpa é de “quem fechou tudo”.

Mas os economistas disseram que o argumento de que as restrições destinadas a controlar o vírus agravariam a crise econômica do Brasil era “um falso dilema”.

Em carta aberta dirigida às autoridades brasileiras no final de março, mais de 1.500 economistas e empresários pediram ao governo a imposição de medidas mais rígidas, incluindo lockdown.

“Não é razoável esperar que a atividade econômica se recupere de uma epidemia descontrolada”, escreveram os especialistas.

A economista Laura Carvalho publicou um estudo mostrando que as restrições podem ter um impacto negativo de curto prazo na saúde financeira de um país, mas que, no longo prazo, teria sido uma estratégia melhor.

“Se o Bolsonaro tivesse implementado medidas de bloqueio, teríamos saído mais cedo da crise econômica”, disse Carvalho, professora da Universidade de São Paulo.

A abordagem de Bolsonaro teve um efeito amplamente desestabilizador, disse Thomas Conti, professor do Insper, uma escola de negócios.

“O real brasileiro foi a moeda mais desvalorizada entre todos os países em desenvolvimento”, disse Conti. “Estamos em um nível alarmante de desemprego, não há previsibilidade para o futuro do país, regras orçamentárias estão sendo violadas e a inflação cresce sem parar”.

*New York Times

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Política

Por que Biden não promoveu a Cúpula da Covid como busca de solução para vacinação mundial, como propôs Lula?

Se o critério da Cúpula do Clima é salvar vidas, salvando o planeta, por que não usar esse belo exemplo para discutir o que mais está matando os seres humanos no mundo neste momento, principalmente nos países mais pobres?

Se Joe Biden atingiu todas as metas de vacinação prometida, o que merece aplauso, esse ato heroico deveria ser dirigido aos países que estão sendo esmagados pela covid por não terem o mesmo poderio econômico dos EUA. Por isso, essa façanha de Hércules do presidente americano, na verdade, é o que deveria estar sendo discutido hoje na Cúpula do Clima, a salvação dos povos para que estes salvem o planeta, não o inverso.

Não há nada mais premente do que a devassa humana que a covid está provocando no planeta, por falta de vacinação, não exatamente de vacina. Os EUA, como tem dinheiro, tem vacina para três vezes a sua população, enquanto países africanos e tantos outros sofrem golpes certeiros com a pandemia.

É conveniente aos EUA promover a Cúpula do Clima para salvar o verde e preservar a vida da terra, enquanto mais de 7 bilhões de pessoas sofrem e morrem com a covid, porque os interesses do poder econômico impedem que todos os países tenham acesso às vacinas, já que não houve a quebra das patentes das vacinas.

Como explicou Lula, o coronavírus só será extinto do planeta com a união de todos os países em busca de uma solução conjunta e não com o “cada um por si”, como estamos assistindo.

Sobre a questão que envolve Biden e Bolsonaro, a situação do Brasil na pandemia não é desconhecida por Biden, já que o país está no olho do furacão global como principal laboratório de novas cepas do vírus. Isso não anula as críticas de Biden ao monstro amazônico, ao contrário, já que a covid e a falta de vacinação dos brasileiros, mas principalmente dos indígenas, tem dado uma forcinha ao genocida no seu propósito de exterminar os povos originários da Amazônia.

Então, Biden, como presidente da maior potência econômica, não convocar uma reunião urgente para discussão do que mais aflige o mundo hoje, ao invés de debater metas de redução de carbono para as próximas décadas, se comparado à urgência que a calamidade da covid está provocando no planeta, cheira a pura hipocrisia.

No caso do Brasil, em que, por bondade com as grandes farmacêuticas, Bolsonaro foi contra a quebra das patentes das vacinas, numa atitude de grandeza de Biden, pedindo para que o mundo todo ignorasse os interesses dos grandes laboratórios privados e democratizasse o acesso às diversas formas de vacinas, de imediato, daria um tabefe na cara do genocida.

Mas parece que isso é pedir muito para o abnegado presidente norte-americano que, na verdade, segue o lema, “Deus salve a América, mas somente a América”.

Não há sentido em discutir metas ambientais para 2030, enquanto só no Brasil quase 4 mil brasileiros morrem todos os dias pelo coronavírus e o mundo já soma mais de 3 milhões de mortes e que, por falta de vacinação, não há perspectiva de quando o mundo se livrará do vírus e, muito menos, quantos ainda morrerão com a doença.

Tudo isso para atender aos interesses da indústria farmacêutica mundial.

Não há nada mais urgente e crucial que daria solução instantânea para frear essa carnificina global que não seja a vacinação global com a quebra das patentes e um fundo internacional para que todos os países tenham acesso à vacinação e acabe de uma vez por todas com essa angustiante desigualdade que provoca a morte de tantos seres humanos no planeta.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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