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Convocação do Senado ao Cacique Raoni será mais um pedregulho na botina de Bolsonaro

“Estoque de testes do Brasil está no fim, mas o encalhe de cloroquina, que a CPI vai investigar, incomoda o governo. Saúde orientou descarregar Kit-Covid em aldeias indígenas da AM. Cacique Raoni será ouvido sobre a pandemia e mortalidade indígena em Comissão de Meio Ambiente o Senado.” (Saul Leblon – Carta Maior)

Esta talvez seja uma das mais cruéis passagens da pandemia, o uso sistemático e indiscriminado do kit cloroquina que o Ministério da Saúde descarregou nas aldeias indígenas, o que certamente abre um outro campo de batalha fora da CPI, mas que acaba sendo material explosivo contra o governo Bolsonaro na mesma CPI.

Dificilmente, o governo Bolsonaro conseguirá explicar tantas sandices ao mesmo tempo. Não há estratégia possível que possa enfrentar uma realidade tão dura e com tantas provas de incompetência, imprudência e, consequentemente de crimes cometidos pela pasta da Saúde.

Isso dá uma dimensão bem clara de que, mesmo sendo cedo para afirmar, tudo indica que o processo seguirá, a cada depoimento, para desaguar no impeachment.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Oposição protocola pedido de CPI para investigar Ricardo Salles

A oposição na Câmara dos Deputados apresentou, nesta quarta-feira, o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de omissões e crimes cometidos pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O documento é assinado por membros de sete partidos — PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, Rede e PV — e pelos líderes da oposição na Casa e no Congresso.

Caso venha a ser instaurada, a CPI terá cinco frentes de investigação: a denúncia de que Salles teria atuado em favor de madeireiras ilegais após apreensão histórica no Norte do país; o desmonte da fiscalização e omissão diante do desmatamento na Amazônia; conluio com garimpeiros ilegais que teria levado à suspensão da fiscalização; o uso de voo da Força Área Brasileira (FAB) para levar garimpeiros ilegais do Pará para reunião com o ministro em Brasília; e a omissão diante dos incêndios no Pantanal e do “dia do fogo”.

Para ser aberta a CPI na Câmara é necessária a assinatura de ao menos 171 deputados, isto é, um terço da Casa. A oposição já tem130 assinaturas, mas está reunindo esforços para trazer deputados do centro ao seu lado. Os partidos visados para isso são Cidadania, MDB, DEM e PSDB. A coleta de assinaturas começou nesta tarde, após o requerimento ser protocolado.

De acordo com o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), líder da Minoria na Câmara, a bancada do Cidadania já se comprometeu a aderir ao requerimento. O partido ocupa seis cadeiras na Casa. Após a coleta das assinaturas, o pedido de abertura da CPI será submetido à aprovação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

— Se o presidente alegar que existem outros pedidos de CPI, ele terá que instaurar cinco CPIs, que é o limite permitido. Hoje, não temos nenhuma outra comissão parlamentar de inquérito instaurada na Câmara. Caso contrário, vamos entrar na Justiça, da mesma forma como aconteceu no Senado — afirmou Freixo, fazendo menção à CPI da Covid, aberta após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Sua antipolítica ambiental inclui o desmonte das instituições ambientais conquistadas pela sociedade brasileira ao longo das últimas décadas, em afronta à Constituição Federal e aos tratados e convenções internacionais de que o país faz parte, que estabelecem a obrigação de o poder público defender e preservar o meio ambiente para a presente e futuras gerações”, diz o requerimento.

A articulação da oposição se deu após o depoimento do delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva à Casa. Na audiência, na última segunda-feira, o ex-superintendente da PF no Amazonas afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, legitimou a ação de madeireiros criminosos e tentou minar a credibilidade da operação que apreendeu um recorde de aproximadamente 200 mil metros cúbicos de madeira extraídos ilegalmente.

— Ricardo Salles age como um verdadeiro antiministro do Meio Ambiente, fragilizando a fiscalização ambiental e defendendo autores de crimes ambientais. Enquanto isso, o Brasil se torna pária mundial, à medida que a economia verde se torna tema central nos outros países. Ou damos uma guinada radical em nossa política ambiental, identificando as condutas criminosas até aqui praticadas para que elas não voltem a acontecer, e os responsáveis sejam punidos, ou vamos sentir os impactos desse desastre por décadas — disse o líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), um dos autores do pedido.

Um dos pontos que deverá ser investigado é a suspeita de que, após uma reunião entre Salles e garimpeiros, em agosto do ano passado, foram suspensas por dois dias as operações de combate a garimpos ilegais na Terra Indígena Munduruku, no Oeste do Pará. De acordo com o pedido, o tempo foi suficiente para que o maquinário utilizado para devastar a floresta fosse escondido.

*Com informações de O Globo

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Política

Ou a CPI do genocida chega no impeachment de Bolsonaro ou não servirá para nada

O que começa a ser investigado hoje no Brasil pela CPI do Senado não é exatamente uma investigação, mas um replay de tudo o que o país assistiu de mais absurdo que um sujeito poderia cometer contra os brasileiros.

Não há sequer na história do Brasil um bandido, por mais cruel e facínora que pudesse ser, que tivesse cometido 1% de crimes documentados pela mídia, ao vivo e a cores, que não tenha custado a vida de centenas de milhares de brasileiros.

As declarações, os gestos, a ousadia, o desrespeito às leis, à saúde publica ou a qualquer norma de civilidade, foram escrachados por Bolsonaro. Uma mistura de esculhambação com anarquia delinquente e selvagem de um sujeito que criou suas próprias leis e regras, como é característico em líderes de milícias, esquadrões da morte e grupos de extermínio.

Quem diz que não há surpresa nos atos de Bolsonaro, mente. Ele superou e muito toda e qualquer a expectativa negativa que se tinha dele do ponto de visto da crueldade, da frieza, do desprezo pela vida alheia, por pura diversão, aquela diversão sarcástica de gente ruim.

O problema maior é que Bolsonaro não é um brasileiro qualquer, é o presidente da República que tem possibilidade de usar as instituições do Estado para fazer um estrago no povo brasileiro, e o fez sem só nem piedade.

A crueza de seus atos macabros foram listados por seu próprio governo que estão longe de se limitarem a 23, como sugere a lista de crimes distribuídas aos ministérios. Bolsonaro, praticamente, cometeu crime todos os dias em que esteve à frente da presidência, muitos deles com o auxílio luxuoso de Moro na pasta da Justiça e Segurança Pública, o mesmo que transformou Bolsonaro em presidente utilizando os métodos mais criminosos que poderia um juiz canalha.

Então, não há o menor sentido pensar em qualquer hipótese que não seja um desfecho trágico a quem produziu tanto sofrimento, tantas mortes que deixarão uma sequela na sociedade brasileira cem vezes maior, em termos de horror, do que a própria ditadura militar e a sua monstruosidade.

O número de vítimas e o deboche com a dor dos brasileiros é um escárnio que não se viu nem nos piores regimes da história da humanidade. Nenhum facínora de regimes totalitários foi capaz de tamanho proselitismo de suas políticas de extermínio diante dos canais de imprensa.

Bolsonaro, além de tudo, tem a doença do narciso, característica de um psicopata que deve ser imediatamente privado de qualquer tipo de contato com a sociedade.

Se pegar cena por cena de tudo o que ele fez para chegar a essa tragédia sanitária e com o prazer sádico, só se chega a uma conclusão, a CPI tem que agir rápido como uma operação de guerra, propor o impeachment de Bolsonaro para cassar seu mandato e que, em paralelo, um processo judicial corra na mesma velocidade para que ele saia do Palácio do Planalto algemado e preso, pois esse sujeito não é gente, que fará presidente da República.

Por tudo isso, não pode haver um vacilo na CPI que permita, sob qualquer hipótese, que esse monstro não sofra todas as sanções possíveis que a sociedade tem como instrumento de defesa para lidar com bandidos sanguinários da cepa de Bolsonaro.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Pacheco diz que Senado não vai cumprir decisão de juiz do DF sobre impedir Renan Calheiros de relatar CPI

Uma clara derrota, mais uma de Bolsonaro que tenta a todo custo tirar Renan Calheiros da relatoria da CPI da Covid, ou seja, quanto mais Bolsonaro mexe, mais fede.

Presidente da Casa vê incompetência de Justiça do Distrito do Federal para dar liminar sobre o tema.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não vai cumprir a decisão de Charles Morai, da 2ª Vara Federal do Distrito Federal.

O juiz concedeu uma decisão liminar (provisória) para impedir que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) seja nomeado o relator da CPI da Covid nesta terça-feira (27).

Para Pacheco, não compete à Justiça do DF tomar tal decisão.

“Trata-se de questão interna corporis do Parlamento, que não admite interferência de um juiz”, afirma.

A escolha do relator da CPI não é do presidente do Senado, mas sim do presidente da comissão.

*Com informações do Painel/Folha

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Usando o general da ativa, Pazuello, como boi de piranha, Bolsonaro transfere para as Forças Armadas a culpa pelo genocídio

A estratégia de colocar Pazuello, um general da ativa, sob os holofotes da CPI do genocídio provocado por seu governo, Bolsonaro responsabiliza ou pelo menos divide com as Forças Armadas a culpa pelo morticínio por covid no Brasil que já matou 400 mil brasileiros.

O objetivo de Bolsonaro é não deixar que o ambiente da CPI se transforme em atalho para o seu impeachment.

Assim, toda a sua ação criminosa será jogada nas costas de um general da ativa, um homem do alto comando das Forças Armadas que deve lhe servir como mata-burro de proteção contra a responsabilização que tem nesse genocídio, mas que ele, malandramente, usa Pazuello para transferir a responsabilidade para os militares.

Se já é difícil separar das Forças Armas aquela velharia militar que vive de boquinha no governo, mais difícil ainda é separar, diante dos olhos da sociedade, um general da ativa.

Todos sabem disso, desde os generais que assessoram Bolsonaro quanto os generais do alto comando militar.

Isso, inevitavelmente, vai desgastar a já desgastada imagem das Forças Armadas como instituição que, por um motivo que não se sabe qual, não separa uma coisa da outra de forma cabal e definitiva e, por isso mesmo, pagará o preço, ainda não se sabe qual e nem quanto, pelos crimes de um sujeito que foi expulso do exército por seu comportamento criminoso e que, agora, volta pelo telhado usando o cargo para servir de instrumento de pressão para que os militares aceitem essa condição e assumam uma parcela de culpa, senão toda, pela tragédia que o monstro provocou no país.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

Bolsonaro será investigado pela CPI por propagação intencional do vírus

Senadores citam incentivo à imunidade de rebanho como item a ser investigado.

Nas primeiras semanas da pandemia, Jair Bolsonaro mostrou que seu plano era trabalhar para que o coronavírus se espalhasse pelo país. “Como dizem os infectologistas: 60%, 70% da população será infectada, e só a partir daí nós teremos o país considerado imunizado”, disse o presidente, em abril de 2020.

Não se sabe que infectologistas eram aqueles ou de onde veio a matemática macabra, mas o incentivo à imunidade de rebanho se tornou estratégia oficial do governo. O presidente estimulou contaminações, agiu para derrubar restrições impostas para conter o vírus e atrasou uma campanha de imunização inteligente a partir da vacinação em massa.

A CPI da Covid deve se debruçar sobre o papel de Bolsonaro na propagação deliberada do vírus –já apontado numa pesquisa de Deisy Ventura, Fernando Aith e Rossana Reis, da USP. A oposição e o senador Renan Calheiros (MDB), cotado para a relatoria da comissão, citam a defesa da imunidade de rebanho como um dos itens que serão investigados.

O estímulo ao alastramento da doença foi uma opção do presidente. Em maio, o Ministério da Saúde dizia que a imunidade de rebanho não era “a melhor estratégia se você não tem vacina”. Mesmo assim, Bolsonaro agiu contra medidas de contenção e insistiu no papo de que a contaminação generalizada era o caminho.

Ao estimular aglomerações, o presidente dizia que o coronavírus era “uma coisa que vai pegar em todo mundo”. Depois, ao sabotar a compra de imunizantes, ele afirmou que a contaminação era a forma ideal de se proteger. “Eu tive a melhor vacina, foi o vírus. Sem efeito colateral”, declarou, em dezembro. Para Bolsonaro, bastava tomar cloroquina.

Essa linha de investigação ajuda a desmontar a versão fantasiosa de que a tragédia brasileira foi provocada exclusivamente por um vírus desconhecido, que surpreendeu governantes em todo o mundo. O presidente escolheu um caminho e se manteve nele, contra todas as evidências científicas. Bolsonaro sabia muito bem o que estava fazendo.

*Bruno Boghossian/Folha

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Vídeo – Kajuru: Se CPI for séria pode levar ao impeachment de Bolsonaro

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou hoje, em participação no UOL Entrevista, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) corre risco de impeachment se a CPI da Covid-19 “for séria e independente”. Na visão dele, o governante “cometeu vários erros”, agiu com “desrespeito à imprensa” e pode ser responsabilizado por parte das mortes na pandemia.

O parlamentar entrou em rota de colisão com o presidente depois de divulgar uma conversa telefônica entre eles. Nas gravações, entre outras declarações polêmicas, Bolsonaro pressiona para que os congressistas levem adiante pedidos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A estratégia seria criar um clima desfavorável à instalação da CPI.

Kajuru reproduziu um relato que seria do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta a fim de explicar a razão pela qual atribuiu culpa ao presidente por uma parcela dos óbitos decorrentes da pandemia.

Segundo o senador, o presidente da Pfizer, fabricante de uma das vacinas que estão sendo utilizadas em todo o mundo, teria levado um “chá de cadeira” ao ir a Brasília para uma reunião agendada com o Ministério da Saúde. Após aguardar por horas, o compromisso teria sido cancelado sem mais explicações.

“Mandetta [que foi demitido por Bolsonaro no ano passado devido a divergências de pensamento] vai na CPI e vai contar esse fato. Quando Mandetta disser isso, será motivo para investigação profunda desse caso. Você [Bolsonaro] teve chance de comprar vacina, mas não comprou. Isso provocou mortes. Mesmo que tenha sido o ministro que não quis receber [à época, a pasta era chefiada pelo general Eduardo Pazuello], a culpa é do presidente.”

Para Kajuru, além dos erros em relação às tratativas para aquisição de vacinas, o presidente também falhou em condutas equivocadas durante a pandemia.

“Basta relembrar declarações feitas, entre elas a que não compraria vacina na China, que era gripezinha, que não tomaria vacina para não virar jacaré, filho dizendo para enfiar máscara naquele lugar. Ele não respeitou a ciência. Foi uma tragédia anunciada”, disse.

Apesar das críticas ao presidente, Kajuru afirmou que “ainda não houve motivo cabal” para o pedido de impeachment. “Na investigação, temos que procurar um motivo cabal. Até agora, o impeachment seria ruim para o país e seria injusto.”

“A CPI da Covid-19, sendo séria e independente, isso [o impeachment] pode acontecer. Erro, ele cometeu vários. Desrespeito à imprensa… Eu falei que não se trata a imprensa assim, se trata com atitudes, fazendo trabalho correto. Imprensa não vai bater por bater. Mas dessa forma é difícil. Todo dia xingar a Folha, Globo ou toda a imprensa, foram erros que, normalmente, pela liturgia do cargo você não tem como cometer.”

“Você tem de fazer do limão uma limonada. Tem de peticionar o Supremo para colocar em pauta o impeachment [de ministros] também”, disse Bolsonaro ao senador. “Sabe o que eu acho que vai acontecer, eles vão recuperar tudo. Não tem CPI… não tem investigação de ninguém do Supremo”, disse Bolsonaro, durante a conversa. Kajuru respondeu que já tinha entrado com pedido de afastamento do ministro do STF Alexandre de Moraes, ao que Bolsonaro respondeu: “Você é dez”.

Kajuru afirmou ainda que não teve o intuito de prejudicar o presidente com a gravação, mas, sim, de amenizar a relação entre ele e os senadores.

“O sujeito que falar que eu quis prejudicar é sem cérebro. Minha intenção exclusiva foi para amenizar relação do Senado com ele. Até sábado passado, ele estava chamando todos os senadores de canalhas, [dizendo] que queriam fazer CPI para prejudicar o governo. Eu falei que os senadores querem uma CPI independente e não revanchista”, completou.

*Com informações do Uol

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Bolsonaro quer levar a balbúrdia de seu governo para dentro da CPI, mas nem pra isso tem competência

São 30 anos de estrada no quesito barafunda, já que Bolsonaro em sua longa passagem pelo legislativo não tem um único projeto aprovado, e não tem porque nunca teve competência sequer para impor seus propósitos nefastos.

A única coisa que Bolsonaro fez na vida é o que está fazendo agora, e sem sucesso, no Senado para impedir a CPI da covid, criar tumulto, barulheira e desordem para que o Senado se pareça com o seu próprio governo incompetente.

Isso não tira de Bolsonaro o seu prazer genocida. Aliás, isso deu a ele, mesmo sem ter produzido nada, chancela por uma parcela da sociedade formada por gente complexada intelectualmente, racista, homofóbica, misógina, frustrada e outros espertos que entenderam cedo que Bolsonaro tinha preço e nem era tão caro assim, já que trabalha com a lógica da milícia, a de ganhar na quantidade.

E é essa mesma lógica miliciana que cresce na desordem, no tumulto e na ausência de qualquer regra civilizatória que Bolsonaro é rei. Ele tem uma capacidade latente em que a estupidez passa a ser seu grande refúgio.

É exatamente isso que Bolsonaro tenta quando quer enfiar no mesmo saco todas as violas que lhe interessam, e não quer incluir nisso nada além de prefeitos e governadores.

Poderia perfeitamente ampliar a CPI para saber por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle, assim como a fantástica loja de chocolate de Flávio lhe rendeu uma dezena de imóveis, incluindo a mansão hollywoodiana em Brasília. Sem falar nessa legião de fantasmas e laranjas que daria umas dez CPIs só com os parentes do vigarista.

E aqui nem vai ser cobrada uma CPI da farsa da facada, do seu desconhecimento sobre a vida de um vizinho de rua no condomínio Vivendas da Barra que morava a 50 metros de sua casa e assassinou Marielle. É um espanto, por que Ronnie Lessa, além de assassino, era o maior traficante internacional de armas do Rio de Janeiro, além de fornecedor de armas para as milícias cariocas.

Aliás, poderia abrir uma CPI só para tentar entender por que Bolsonaro nunca falou mal de Adélio, Ronnie Lessa e, agora, de Kajuru, a quem ele acusa de vazar a ligação com o presidente da República.

É estranho porque agora ele xinga Barroso, diz que quer dar porrada em Randolfe Rodrigues, pede o impeachment de Alexandre de Moraes, mas não dá um pio sobre esses três personagens que, de alguma forma, fazem parte de sua biografia sombria.

Seja como for, Bolsonaro não tem êxito em administrar sequer a bagunça para transformá-la em algo quer possa descredenciar a CPI do genocídio, mostrando com isso, que ele caminha a passos largos para o cadafalso sem conseguir impedir sua culpa pelas 360 mil mortes por covid até então, o que, consequentemente lhe custará o mandato e a liberdade, assim como a dos filhos.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

Telefonema provoca bate-boca e amplia desgaste de Bolsonaro em Poderes

Kajuru rebateu ministros do STF e disse que não faz teatro; Flávio Bolsonaro acionou Conselho de Ética.

A publicação da conversa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) sobre a CPI da Covid provocou nesta segunda-feira (12) um bate-boca que atingiu outras autoridades e ampliou o desgaste do governo com o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).

O conteúdo da ligação telefônica, que veio a público no domingo (11) e teve uma segunda parte divulgada no dia seguinte, expôs a pressão de Bolsonaro para que o Senado amplie o escopo da CPI que investigará responsabilidades na pandemia, de forma a atingir também prefeitos e governadores.

A instalação da comissão parlamentar de inquérito sobre a atuação do governo federal na crise sanitária foi determinada na quinta-feira (8) pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso, em decisão monocrática que deverá ser julgada no plenário físico da corte nesta quarta-feira (14).

A exposição da conversa, feita por Kajuru em redes sociais, mostrava o presidente dizendo que, se os senadores não alargarem o foco de investigação da CPI, incluindo apurações sobre as ações de governos estaduais e prefeituras, serão escrutinados apenas o governo federal e seus aliados.

No diálogo, o chefe do Executivo também estimulou o senador a atuar pelo impeachment de ministros do STF, sugerindo que dá para fazer “do limão uma limonada”.

Na manhã desta segunda-feira, ao conversar com simpatizantes em Brasília, Bolsonaro condenou o registro e a divulgação do diálogo, indicando que não sabia que estava sendo gravado.

“O que está em voga hoje em dia é que eu fui gravado numa conversa telefônica. A que ponto chegamos no Brasil aqui. Gravado”, disse Bolsonaro, segundo imagens divulgadas na internet por um apoiador.

“Não é vazar. É te gravar. A gravação é só com autorização judicial. Agora, gravar o presidente e divulgar. E outra, só para controle, falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá?”, complementou o presidente na porta do Palácio da Alvorada.

Kajuru, durante entrevista à Rádio Bandeirantes ainda pela manhã, decidiu então divulgar um trecho ainda inédito. Nele, Bolsonaro chamou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de “bosta” e afirmou que teria que “sair na porrada” com o autor do requerimento de criação da CPI da Covid.

“Se você [Kajuru] não participa [da CPI], vem a canalhada lá do Randolfe Rodrigues para participar e vai começar a encher o saco. Daí, vou ter que sair na porrada com um bosta desses”, afirmou o presidente.

À rádio Kajuru disse ter avisado a Bolsonaro às 12h40 de domingo que, em 20 minutos, divulgaria o áudio da conversa. De acordo com o parlamentar, todos sabem que ele grava seus contatos telefônicos e que já divulgou outros diálogos que teve com Bolsonaro.

O senador relatou que em nenhum momento o presidente pediu que ele não publicasse o áudio. Afirmou ainda que omitiu o ataque a Randolfe para proteger o chefe do Executivo, que a ofensa foi desnecessária e que, ao ouvi-la, pediu calma a Bolsonaro e disse não ser “hora disso”.

Randolfe disse à Bandeirantes que “o presidente devia ter coisas mais importantes para se preocupar do que chamar senador para briga de rua”. “Eu não sei o presidente, mas eu não tenho idade para participar de briga de rua”, respondeu o parlamentar de oposição.

À Folha Kajuru disse que sua ligação não foi nenhuma armadilha para Bolsonaro e que não estava fazendo nenhum “teatro” durante a conversa, diferentemente do que interpretaram ministros do STF.

Segundo magistrados ouvidos pela coluna Mônica Bergamo, o diálogo poderia ter sido armado pelos dois para constranger ministros da corte. Ministros disseram acreditar que a conversa não teria sido espontânea, mas, sim, combinada previamente.

No plenário do tribunal, a tendência é que a decisão de Barroso pela instalação da CPI seja mantida, mas os ministros articulam um meio-termo: a comissão só começaria a funcionar depois que o Senado voltasse a se reunir presencialmente, com um risco menor de contaminação pela Covid-19.

Os ataques de Bolsonaro aos ministros causaram turbulência justamente no momento em que o tribunal discutia um entendimento que, em tese, pode beneficiá-lo, protelando a instalação da CPI. As conversas no STF se intensificaram no fim de semana, mas ainda não há conclusão definitiva sobre o assunto.

O ministro Marco Aurélio Mello disse ao Painel que as afirmações do presidente causam perplexidade. “Em tempos estranhos nada surpreende, deixa a todos perplexos”, afirmou.

“Se alguém fez teatro foi o presidente Bolsonaro. Eu não fiz teatro nenhum, não. Eu fui reivindicar o meu direito de cobrar dele para ele ser justo e não colocar todo o mundo [todos os senadores] na mesma vala”, afirmou Kajuru à Folha.

“Eu não faço parte de teatro. Que esses ministros me respeitem. Eu respeito alguns só, tanto que estou pedindo impeachment de Alexandre de Moraes e no ano passado pedi do Gilmar Mendes. […] Não tenho nada que comentar uma barbaridade dessa, dita dessa forma”, continuou.

O senador insistiu que não participa “de teatro nenhum” e afirmou que esse papel é feito, na verdade, pelo Supremo. “Basta ver os julgamentos, com esses placares de 6 a 5. Ali que é teatro. Me respeitem.”

Kajuru disse também que o presidente teve chances de se opor à divulgação, mas que não o fez e apenas nesta segunda “mudou de ideia”, muito provavelmente após ter sido alertado de que cometeu erros.

O senador afirmou que telefonou para Bolsonaro “exclusivamente para reclamar dele”. “Ele não foi correto com outros senadores e nem comigo, ao generalizar todos os senadores que queriam fazer só uma CPI contra ele, que ele chamou de ‘CPI Sacana’. […] Chegou a chamar de canalhada todo o mundo.”

Ele disse que divulgou o material porque o considerava importante. “Eu decidi colocar no ar porque é público, eu disse no Senado, na tribuna do Senado, que toda conversa minha com político eu gravo. […] Não vi crime nenhum, porque toda vez que conversei com ele, sobre diabetes, sobre outros assuntos, eu botei no ar a nossa conversa. E ele nunca reclamou. Por quê? Porque quando era bom não reclamava.”

Kajuru afirmou ainda que a divulgação da gravação ajudava a esclarecer outros senadores sobre o posicionamento do presidente.

“Eu pensei que isso aí esclarece de vez aos outros senadores que o Bolsonaro, pela primeira vez, disse que não é contra a CPI, porque eu fiz ele falar isso. Ele falou assim: ‘Não, Kajuru, se ouvir governadores e prefeitos, tem mais é que ter CPI mesmo, pronto, acabou, não estou nem aí. Coloca tudo pra frente, impeachment, CPI, mas tem que ouvir governadores e prefeitos’.”

*Com informações da Folha

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Política

Pacheco fará consulta para saber se Senado pode investigar governadores na CPI da covid

Dúvida é se apenas assembleias legislativas poderiam apurar irregularidades em gestões estaduais; governistas querem incluir mais políticos para tirar Bolsonaro do foco.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RJ), informou ao GLOBO que vai discutir com a Secretaria-Geral da Mesa Diretora se a criação de uma CPI para investigar a gestão de governadores no combate à pandemia viola o regimento do Senado. Isso porque, segundo o regimento interno, a Casa não pode criar CPI sobre questões inerentes aos estados.

Após o Supremo Tribunal Federal determinar que o Senado instale CPI pleiteada por Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para apurar supostas irregularidades cometidas pela União, o senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE) colheu assinaturas nesta segunda-feira para pleitear uma nova CPI, que incluiria prefeitos e governadores no hall de escrutinados e poderia tirar o presidente Jair Bolsonaro do foco. E é por conta desse segundo pedido de CPI que Pacheco consultará a Secretaria-Geral da Mesa.

O artigo 146 do regimento do Senado diz:

‘Não se admitirá comissão parlamentar de inquérito sobre matérias pertinentes:

1- à Câmara dos Deputados

2- às atribuições do Poder Judiciário

3- aos Estados’

A dúvida, portanto, é se competiria apenas às assembleias legislativas a criação de CPI para apurar irregularidades cometidas por governadores e secretários estaduais de Saúde.

Líder da maioria no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) disse ao GLOBO que a estratégia do governo com a manobra não é ampliar a investigação, mas inviabilizá-la.

*Com informações de O Globo

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