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Política

Lula deve falar com Trump sobre ameaças contra Venezuela

Líder brasileiro rechaça tensões no Caribe e cita ‘imenso prazer’ em debater tema durante reunião com Trump; encontro pode acontecer no domingo (26)

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deu sinal verde nesta sexta-feira (24/10) a um encontro com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, no próximo fim de semana. Segundo o portal norte-americano Bloomberg, o brasileiro indicou a possibilidade de conversar com o republicano sobre os ataques norte-americanos no Caribe e as ameaças contra a Venezuela.

“Se o presidente Trump quiser discutir esse assunto comigo, terei imenso prazer. O mundo não pode continuar nessa lógica do bem contra o mal. Precisamos de diálogo, não de guerra”, declarou em coletiva de imprensa em Jacarta, Indonésia, antes de embarcar para Kuala Lumpur, na Malásia.

O brasileiro criticou as ações militares norte-americanas, afirmando que o suposto combate ao narcotráfico não pode se transformar em licença para execuções extrajudiciais. “Falta compreensão da política internacional. Você não está aí para matar as pessoas, está para prendê-las e julgá-las. É o mínimo que se espera de um chefe de Estado”, disse.

O líder brasileiro reforçou que o enfrentamento ao narcotráfico deve ser feito com cooperação internacional e respeito à soberania dos países, e não com violência unilateral.

“É muito melhor os EUA se disporem a conversar com o Ministério da Justiça de cada país, para fazer uma ação conjunta. Se a moda pega, e cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde vai ficar a respeitabilidade da soberania?”, questionou.

Lula também relatou que o Brasil adota uma estratégia baseada em inteligência, cooperação e operações coordenadas para enfrentar o tráfico de drogas, sem recorrer à violência desmedida. “O que o Brasil está fazendo há muito tempo, com a Polícia Federal e em parceria com os países amazônicos, é combater o narcotráfico dentro da lei”, explicou.

Ainda destacou que o problema das drogas não será resolvido com bombardeios, mas com políticas sociais e de saúde pública. “Toda vez que a gente fala em combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são parte do problema. Há quem vende porque há quem compra”, disse.

O presidente advertiu que ações como as de Trump representam risco à estabilidade internacional e advertiu que “se o mundo virar uma terra sem lei, sem respeitabilidade, vai ser muito difícil viver”. O que precisamos é de cooperação, não de intimidação”, acrescentou.

*Opera Mundi


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O cerco se fecha contra Trump: Rússia aprova parceria com Venezuela e expressa apoio em meio ameaças dos EUA

Acordo que prevê expandir interação entre países nas esferas política e econômica segue para assinatura de Putin; Moscou também rejeitou ‘interferência’ de Washington sobre governo Maduro

O Conselho da Federação Russa aprovou nesta quarta-feira (22/10) a ratificação de um acordo de parceria estratégica com a Venezuela. A medida ocorre no contexto da intensificação das ameaças dos Estados Unidos de Donald Trump sobre o governo de Nicolás Maduro.

“O acordo entre a Federação Russa e a República Bolivariana da Venezuela sobre parceria e cooperação estratégicas, assinado em Moscou em 7 de maio de 2025, será ratificado”, diz a resolução.

De acordo com a agência de notícias estatal TASS, o tratado já aprovado pela Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, agora aguarda apenas a assinatura de formalização do presidente Vladimir Putin para entrar em vigor.

Anunciado em 7 de maio, o decreto foi assinado semanas atrás, em 7 de outubro, pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que confirmou o endosso ao tratado de parceria estratégica com a Rússia. A cooperação tem validade de dez anos, sendo renovável a cada cinco.

O texto prevê expandir a interação entre as duas nações, mencionando uma infraestrutura financeira para facilitar o comércio independente dos sistemas ocidentais, a contemplação de investimentos conjuntos em setores como petróleo, gás e mineração. Além disso, fortalecer a cooperação em segurança global, incluindo a luta contra o terrorismo, o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e, no âmbito econômico e global, o apoio à aspiração da Venezuela de ingressar no BRICS.

Em meio à campanha de intervenção norte-americana, aprovação das operações da agência central de espionagem CIA e mobilização da Marinha no Caribe, na terça-feira (21/10), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, declarou apoio a Caracas durante uma reunião com o embaixador venezuelano da Rússia, Jesus Rafael Salazar Velázquez.

O chanceler reafirmou “a solidariedade com o governo e o povo da Venezuela diante das crescentes ameaças externas e tentativas de interferência em assuntos internos”, além de expressar o “total apoio aos esforços de Caracas para defender a soberania nacional”.

*Opera Mundi


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Sanções e pressão diplomática: Marco Rubio lidera campanha dos EUA contra Maduro, diz jornal

Segundo Wall Street Journal, secretário de Estado norte-americano encabeça plano de governo Trump para forçar mudança de regime na Venezuela

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está liderando uma grande escalada na campanha de Washington para remover o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do poder, informou o The Wall Street Journal nesta terça-feira. (21/10).

O esforço, lançado sob o disfarce de uma operação antinarcóticos, evoluiu para uma estratégia mais ampla que combina sanções, pressão diplomática e uma presença militar crescente no Caribe, detalhou a reportagem.

Rubio, filho de imigrantes cubanos e ex-senador da Flórida, agora atua como conselheiro de segurança nacional e principal diplomata do presidente norte-americano, Donald Trump, o que lhe confere ampla autoridade sobre a política dos EUA para a América Latina. Autoridades disseram ao WSJ que o objetivo é duplo: interromper supostos fluxos de narcóticos para os Estados Unidos e enviar um sinal claro a Maduro de que “ele não pode mais permanecer no poder”.

A ofensiva caribenha de Rubio
Trump teria confiado a Rubio, juntamente com a chefe de gabinete, Susie Wiles, o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, e a procuradora-geral, Pamela Bondi, a supervisão da iniciativa. Bondi recentemente dobrou a recompensa norte-americana por Maduro para U$50 milhões (cerca de R$292,5 milhões) , declarando: “Nicolás Maduro é um narcoterrorista e fugitivo da justiça americana que delegou organizações terroristas para se manter no poder. Seu reinado não durará para sempre.”

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse ao jornal: “O presidente é quem conduz e determina nossa política externa. É tarefa do gabinete implementá-la. O secretário Rubio tem a honra de fazer parte da equipe do presidente.”

O WSJ afirmou que, nas últimas semanas, os EUA realizaram vários ataques letais contra supostos navios de tráfico de drogas no Caribe, parte de uma escalada mais ampla que inclui o envio de contratorpedeiros da Marinha, forças de operações especiais e bombardeiros B-52 com capacidade nuclear perto da costa venezuelana. O Pentágono afirma que os voos são de rotina, mas autoridades os descreveram ao WSJ como uma “demonstração de força”.

Esta campanha, acrescentaram autoridades, alinha-se com objetivos sobrepostos dentro do círculo íntimo de Trump: conter a migração, interromper as redes de narcóticos e “defender a pátria” do que Rubio chamou de “um câncer no Hemisfério Ocidental”. Analistas especializados na Venezuela, no entanto, argumentam que a estratégia de Washington visa derrubar o governo e recuperar a influência sobre seu setor energético.

Ponto crítico regional
A liderança de Rubio sinaliza uma ruptura com as propostas diplomáticas anteriores. O ex-enviado Ric Grenell havia proposto a reabertura do setor petrolífero da Venezuela para empresas norte-americanas em troca de reformas políticas e libertação de prisioneiros, mas foi afastado em meados do ano. Sob Rubio, Washington reforçou as sanções, realizou trocas de prisioneiros e intensificou a pressão militar.

Maduro, por sua vez, denunciou a campanha como uma nova forma de agressão imperial, alertando que qualquer ataque dos EUA ao seu país desencadearia uma resposta regional. Em discurso em 1º de outubro, em uma cerimônia militar em Caracas, ele prometeu que ” se a Venezuela for atacada, todos nós seremos atacados ” e conclamou a América Latina a se posicionar como “um exército libertador”. Uma semana depois, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Venezuela acusou os Estados Unidos de violar o direito internacional e cometer “execuções extrajudiciais” em águas caribenhas.

Dirigindo-se diretamente a Trump no mês passado, Maduro disse: “Presidente Donald Trump, você deve ter cuidado porque Marco Rubio quer manchar suas mãos com sangue”.

*Al Mayadeen – Beirute (Líbano) – Opera Mundi


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Mundo

EUA, Venezuela e Colômbia no Centro das Tensões Regionais

‘Doutrina Monroe 2.0’: Após Venezuela, EUA ameaçam Colômbia e aprofundam tensão com a América Latina. Ela captura o escalonamento de uma crise diplomática e militar que vem se intensificando desde agosto de 2025, sob a administração de Donald Trump, com foco no combate ao narcotráfico como pretexto para ações unilaterais. Vou explicar o que está acontecendo, baseado em fontes jornalísticas e análises recentes, destacando os principais atores, eventos e implicações.

 O Ponto de Partida
Escalada Inicial (Agosto-Setembro 2025): Trump assinou uma diretiva secreta autorizando o uso de forças militares contra cartéis de drogas na América Latina, classificando-os como “combatentes ilegais” e “terroristas”. Isso levou ao envio de navios de guerra, submarinos e aviões espiões (como P-8 e B-52) para o Caribe, próximo à Venezuela e Colômbia. A justificativa oficial é combater o narcotráfico, mas analistas veem nisso uma estratégia para pressionar o regime de Nicolás Maduro, revivendo acusações antigas de que ele lidera o “Cartel de los Soles”.

Ataques Militares: Desde setembro, os EUA realizaram pelo menos quatro ataques aéreos contra barcos no Caribe, alegadamente ligados a traficantes venezuelanos, matando pelo menos 21 pessoas. Um incidente em 17 de outubro envolveu um barco ligado à guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional), suspeito de transportar drogas. Maduro declarou estado de emergência, ativou milícias civis e denunciou os ataques como “assassinatos” e violações ao direito internacional, invocando a “Zona de Paz” da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Reações Regionais: O presidente colombiano Gustavo Petro alertou que uma invasão à Venezuela poderia arrastar a Colômbia para um “cenário como a Síria”, com riscos de instabilidade em toda a região. Líderes como Lula (Brasil) e Claudia Sheinbaum (México) condenaram as ações, com Lula criticando “intervenções estrangeiras” que causam “maior dano do que o pretendido”. A ONU pediu moderação, alertando para riscos à paz regional.

A Ameaça Direta à Colômbia: De Aliada a Alvo
Declarações de Trump (Outubro 2025): Em 19 de outubro, após Petro acusar os EUA de “assassinato” em um dos ataques (que teria matado um pescador colombiano), Trump retaliou chamando o presidente colombiano de “traficante de drogas ilegal” e anunciando o corte imediato de ajuda financeira (cerca de US$ 500 milhões anuais) e novas tarifas sobre exportações colombianas.

Trump também insinuou operações da CIA em território colombiano para “esmagar cartéis”, revivendo temores de intervenções como as da era da “Guerra às Drogas” nos anos 1980.

Resposta Colombiana: Petro convocou o embaixador em Washington para consultas e acusou conselheiros de Trump de “manipulá-lo”. O ministro do Interior, Armando Benedetti, falou em “ameaça real de invasão ou ação militar terrestre”, incluindo possível uso de glifosato para pulverização de plantações de coca, o que violaria a soberania colombiana.

Incidentes Envolvendo Colombianos: Pelo menos um dos barcos bombardeados pelos EUA tinha cidadãos colombianos a bordo, segundo Petro e relatórios da CNN. Isso ampliou a percepção de que as ações americanas são “contra toda a América Latina”, não só contra Maduro.

Implicações para a América Latina: Uma “Doutrina Monroe 2.0?

A reportagem do *O Globo* compara as ações de Trump à Doutrina Monroe (1823), que justificava intervenções dos EUA na América Latina para “proteger” a região de influências externas. Hoje, analistas como os do Stimson Center veem uma “versão 2.0”: foco em narcotráfico, migração e contenção da China/Rússia, mas com risco de spillover caótico.

Um colapso na Venezuela poderia gerar 7,7 milhões de refugiados adicionais (já são 7,7 milhões desde 2014, segundo a ACNUR), sobrecarregando Brasil e Colômbia.

Riscos Econômicos e Geopolíticos: Cortes de ajuda e tarifas podem desestabilizar economias frágeis. Há temores de que Trump expanda para México ou Brasil, usando migração como alavanca. A China, que expandiu influência na região (investimentos em infraestrutura), ganha com o desgaste dos EUA. Estudos do Wola (Escritório de Washington para a América Latina) questionam a eficácia: apenas 7% da cocaína passa pela Venezuela, e intervenções unilateriais reacendem antiamericanismo.

Cenários Possíveis
1. Escalada Militar: Trump cogita ataques terrestres na Venezuela; Maduro mobiliza 15 mil tropas na fronteira. Colômbia reforça 25 mil soldados na divisa.

2. Diplomacia: Brasil e Colômbia buscam coalizão regional; ONU pode mediar. Eleições em 2026 (Chile, Colômbia) podem alterar o tabuleiro.

3. Desescalada: Pressão interna nos EUA (eleições de meio de mandato em 2026) ou sanções da OEA.

Essa crise reflete uma América Latina polarizada, onde o “MAGA” de Trump colide com soberanias nacionais.


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Mundo

O bufão de latão está perdido

A única coisa que Trump está conseguindo mostrar, com esse projeto neofascista numa série de lambanças, é o tamanho da suruba capitalista que os EUA está mergulhado.

O sujeito não acertou nada. Deu tudo errado.

Parece aquele samba “Vacilão” que o Zeca gravou:
“Deu lavagem ao macaco
Banana pro porco, osso pro gato
Sardinha ao cachorro, cachaça pro pato
Entrou no chuveiro de terno e sapato
Não queria papo
Foi lá no porão, pegou “tresoitão”
Deu tiro na mão do próprio irmão
Que quis te segurar”

Aquele mundo de gente nas ruas neste domingo, nos EUA, contra Trump, fato não relatado pela nossa grande mídia brasileira, é um termômetro das trapalhadas do farofeiro.

O garganta, língua de trapo, conseguiu contrariar todo mundo civilizado, dentro e fora do país pelas asneira que comete todo santo dia.

Tudo isso só mostra a estreiteza da pinguela que o capitalismo globalizado está tentando passar, trombando com inimigos e aliados.


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Política

Aliados de Bolsonaro veem Lula ganhando força com aproximação dos EUA

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem colhido ganhos políticos com o avanço das negociações entre o governo brasileiro e o dos Estados Unidos. Eles acreditam que o diálogo pode resultar na redução de tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente do setor cafeeiro. Com informações da Folha de S.Paulo.

Mesmo sem resultados imediatos, integrantes do governo veem a reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio, na quinta-feira (16), como o início de uma negociação concreta para rever sobretaxas comerciais. Foi o primeiro encontro diplomático desde que Lula e o presidente Trump retomaram contatos, no mês passado.

O fortalecimento das relações com os EUA ocorre em um momento favorável ao governo petista, que acumula boas notícias e melhora nas pesquisas. Até mesmo na oposição há expectativa de avanços até o fim do ano.

Enquanto isso, cresce a pressão no campo bolsonarista e entre empresários para que a direita defina um sucessor político de Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão e em prisão domiciliar desde 4 de agosto. De acordo com o DCM, para empresários próximos ao ex-presidente, Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o nome mais certeiro, embora negue interesse em disputar o Planalto até o momento.


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Brasil Mundo

Lula alertará Trump sobre riscos de ação precipitada na Venezuela

De acordo com fontes do governo brasileiro, o presidente Lula planeja alertar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os riscos de uma ação precipitada contra a Venezuela durante um possível encontro bilateral. A preocupação principal é que qualquer intervenção militar ou operação agressiva dos EUA possa desestabilizar toda a América Latina, fortalecendo o crime organizado, o narcotráfico e gerando uma crise humanitária na região.

O encontro entre Lula e Trump ainda não tem data confirmada, mas pode ocorrer na cúpula da Asean, na Malásia, ou em outro fórum internacional. Auxiliares de Lula enfatizam que o Brasil busca preservar a estabilidade regional e evitar uma nova onda migratória para sua fronteira norte, que faz mais de 2 mil km com a Venezuela.

Preocupações Brasileiras com riscos regionais

Uma ação dos EUA poderia violar o direito internacional, agravar instabilidades políticas e humanitárias, e beneficiar cartéis de drogas que enfrentam restrições em outros países.

Crise Humanitária

Lula pretende destacar o potencial para uma catástrofe humanitária, especialmente considerando a cultura armamentista na Venezuela e a proximidade com rotas de migração.

Trump autorizou operações secretas da CIA na Venezuela, sob o pretexto de combater o “narcoterrorismo”, e aumentou a recompensa por Nicolás Maduro para US$ 50 milhões. Há movimentações militares americanas no Caribe, incluindo navios de guerra próximos à costa venezuelana.

Posição do Governo Lula e Reações

O Itamaraty monitora de perto essas ações e defende a não interferência em assuntos internos de outros países, alinhado à tradição diplomática brasileira. Lula já defendeu publicamente a Venezuela, afirmando que “presidente de fora não vai interferir”, sem citar diretamente Trump ou Maduro. O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou as operações americanas como “inaceitáveis e deploráveis”, embora o Planalto mantenha cautela para não azedar a relação recente com os EUA.

Essa abordagem reflete o equilíbrio delicado do Brasil: preservar laços com Trump (incluindo interesses em terras raras e comércio) enquanto protege a soberania regional.

Implicações para a Relação Brasil-EUA

A tensão pode testar a reaproximação entre Lula e Trump, iniciada por telefonemas recentes. Analistas veem risco de que sanções ou intervenções dos EUA afetem a estabilidade sul-americana, mas o Brasil prioriza o diálogo diplomático.


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Mundo

Trump, com seus rodopios infrenes, transformou os EUA apenas em uma central de rodamoinhos

Efetivamente, o que Trump fez de bom para os EUA com suas variantes de tarifas para todo o planeta?

Que ciência econômica é essa que faz o povo americano pagar mais caro nos produtos penalizados com as tarifas?

Cada um vê, a seu modo, todo o palavrório e ações destrambelhadas de Trump.

Mas o objetivo desaparece quando é confrontado com os números da economia dos EUA da era Trump 2.0.

Onde há poeira, folha e palha seca, a veneta de turbilhonar a economia norte-americana se apresenta como a arma fantástica de Trump pra fazer espetáculo sem entregar prosperidade real ao pais e aos americanos.

As tarifas, que prometem proteger empregos e reduzir déficits comerciais, na prática, funcionam como um imposto regressivo que pesa mais nos bolsos dos consumidores americanos.

Déficit de bens subiu para US$ 1,2 tri em 2024 (pré-tarifas); em 2025, importações caíram 13% em alguns setores, mas retaliações aumentaram custos de exportações.

A ciência econômica é clara: tarifas são ineficientes para “fazer bombar” a economia; elas protegem poucos às custas de muitos, e retaliações amplificam o dano.

Se o objetivo é prosperidade, políticas como investimentos em educação/trabalho, seriam mais eficazes. Trump 2.0 ainda é cedo para julgar, acordos recentes com China/UK podem mitigar, mas o risco de recessão profunda nos EUA é real.

A ver

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Brasil Mundo

Eduardo e Figueiredo tentaram sabotar a reunião da diplomacia brasileira com Rubio, mas foram barrados

De acordo com a jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista da *Folha de S.Paulo* e conhecida por suas análises diplomáticas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário e jornalista Paulo Figueiredo foram impedidos de acessar áreas restritas do Departamento de Estado dos Estados Unidos na quarta-feira (16 de outubro de 2025), véspera de uma reunião oficial entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A intenção deles, segundo a reportagem, era interferir ou sabotar o encontro diplomático, que discute tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros, além de questões políticas sensíveis, como sanções relacionadas ao julgamento de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.

Fernandes relatou que os dois “passaram raspados” pelo prédio em Washington, sem serem recebidos por Rubio ou por autoridades relevantes. Eles foram orientados a deixar o local rapidamente, sem oportunidade de avançar em suas articulações. Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais após o episódio, criticando o Itamaraty e afirmando que “tudo que o Brasil pediu, não conseguiu nada”, mas o Departamento de Estado classificou a conversa entre Vieira e Rubio como “positiva” em comunicado oficial.

Reunião Diplomática
Objetivo foi o de negociar a redução de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, justificada pelos EUA como 10% por motivos comerciais e 40% por questões políticas e de direitos humanos.

Eduardo e Figueiredo, aliados de Jair Bolsonaro nos EUA, lideram um lobby na Casa Branca para pressionar por sanções contra autoridades brasileiras, em retaliação ao processo judicial contra o ex-presidente. Eles foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro de 2025 por coação em processo judicial.

Reação de Figueiredo Em entrevista à CNN, ele descreveu o encontro de Vieira e Rubio como “improdutivo” e ironizou: “Não deu em nada”. No entanto, isso contrasta com a nota otimista do governo Lula.

Repercussão nas Redes Sociais
O episódio ganhou tração no X (antigo Twitter), com postagens criticando a dupla como “desequilibrados” e “criminosos”. Usuários como @DayseSo14485773 e @d_c_m_on_line compartilharam a notícia do *Diário do Centro do Mundo* (DCM), ampliando o debate sobre interferência estrangeira na diplomacia brasileira. No total, as menções ao incidente somam centenas de interações em poucas horas, misturando apoio bolsonarista e críticas à tentativa de sabotagem.

Esse caso destaca as tensões bilaterais entre Brasil e EUA no segundo mandato de Trump, com Eduardo atuando como elo informal – e agora, aparentemente, ineficaz – no eixo conservador transatlântico. A reunião de Vieira e Rubio não resultou em avanços concretos sobre as tarifas, mas pavimentou discussões futuras.


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Mundo

Os EUA são a principal lavanderia do narcotráfico global

Embora pressionem governos de países como China, Brasil e Venezuela, dados mostram que de 20% a 30% dos fluxos ilícitos globais são lavados nos EUA

Os Estados Unidos são o epicentro das atividades de lavagem de dinheiro do narcotráfico, como demonstram diversos documentos oficiais de governos, inclusive o norte-americano.

Em primeiro lugar, os relatórios intitulados “Avaliação Nacional do Risco de Lavagem de Dinheiro de 2024”, “Avaliação Nacional do Risco de Financiamento do Terrorismo de 2024” e “Avaliação Nacional do Risco de Financiamento da Proliferação de 2024”, divulgados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, admitem vulnerabilidades na prevenção da lavagem de dinheiro vinculada ao narcotráfico no país.

Em segundo lugar, o “Relatório Anual 2023-2024 da Fintrac (Financial Transactions and Reports Analysis Centre of Canada)”, vinculado ao governo canadense, aborda elementos centrais sobre as atividades de lavagem e legitimação de capitais do crime e do terrorismo, descrevendo métodos e estratégias dessas práticas nos Estados Unidos.

Em terceiro lugar, o documento “Avaliação Nacional da Ameaça das Drogas 2025”, publicado pela Administração para o Controle de Drogas (DEA, na sigla em inglês), vinculada ao governo norte-americano, descreve em detalhes a existência de um ecossistema financeiro ilegal que se sobrepõe ao sistema financeiro formal do país, facilitando a legitimação de capitais provenientes do tráfico de drogas.

Por fim, o “Relatório Mundial sobre Drogas de 2024”, publicado pela Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC), complementa esse panorama — com dados adicionais retirados do relatório correspondente ao ano de 2011.

Dados sobre o volume anual das atividades de lavagem de dinheiro
A lavagem de capitais derivados do narcotráfico é um dos pilares da economia dos Estados Unidos. Segundo estimativas da ONUDC, o comércio global de drogas ilícitas gera entre 426 e 652 bilhões de dólares por ano em lucros ilícitos.

Cerca de 20% a 30% dos fluxos ilícitos globais são lavados nos Estados Unidos e estão diretamente associados ao narcotráfico. Esse dado indica que o país é o principal beneficiário mundial da lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

O Departamento do Tesouro estima que aproximadamente 300 bilhões de dólares sejam lavados anualmente — incluindo todas as atividades criminosas —, com o narcotráfico contribuindo de forma desproporcional para esse total.

O aumento da lavagem de dinheiro nos Estados Unidos está ligado ao boom do fentanil, droga vendida no varejo por meio de complexas redes de distribuição dentro do próprio território americano.

Esses fundos não apenas perpetuam a violência e a corrupção, mas também financiam outras atividades criminosas, como o tráfico de pessoas e o terrorismo. O montante de dinheiro lavado equivale a cerca de 2,7% do PIB dos EUA, valor correspondente a metade do orçamento nacional destinado à educação.

De acordo com a ONUDC, cerca de 100 bilhões de dólares provenientes da cocaína são lavados anualmente nos Estados Unidos. A agência também estima que 60 bilhões de dólares ao ano sejam legitimados através da rede de lucros gerada apenas pelo fentanil e outras drogas sintéticas e opioides.

O mercado de maconha legal e ilegal no país movimenta mais de 40 bilhões de dólares por ano. Parte significativa dos capitais gerados pela maconha ilegal se infiltra no sistema financeiro da mesma forma que o produto ilícito se mistura com o legal. Assim, cerca de 15 bilhões de dólares gerados pela maconha ilegal podem circular legitimamente na economia americana.

Dados sobre o volume anual das atividades de lavagem de dinheiro
A lavagem de capitais derivados do narcotráfico é um dos pilares da economia dos Estados Unidos. Segundo estimativas da ONUDC, o comércio global de drogas ilícitas gera entre 426 e 652 bilhões de dólares por ano em lucros ilícitos.

Cerca de 20% a 30% dos fluxos ilícitos globais são lavados nos Estados Unidos e estão diretamente associados ao narcotráfico. Esse dado indica que o país é o principal beneficiário mundial da lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

O Departamento do Tesouro estima que aproximadamente 300 bilhões de dólares sejam lavados anualmente — incluindo todas as atividades criminosas —, com o narcotráfico contribuindo de forma desproporcional para esse total.

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O aumento da lavagem de dinheiro nos Estados Unidos está ligado ao boom do fentanil, droga vendida no varejo por meio de complexas redes de distribuição dentro do próprio território americano.

Esses fundos não apenas perpetuam a violência e a corrupção, mas também financiam outras atividades criminosas, como o tráfico de pessoas e o terrorismo. O montante de dinheiro lavado equivale a cerca de 2,7% do PIB dos EUA, valor correspondente a metade do orçamento nacional destinado à educação.

De acordo com a ONUDC, cerca de 100 bilhões de dólares provenientes da cocaína são lavados anualmente nos Estados Unidos. A agência também estima que 60 bilhões de dólares ao ano sejam legitimados através da rede de lucros gerada apenas pelo fentanil e outras drogas sintéticas e opioides.

O mercado de maconha legal e ilegal no país movimenta mais de 40 bilhões de dólares por ano. Parte significativa dos capitais gerados pela maconha ilegal se infiltra no sistema financeiro da mesma forma que o produto ilícito se mistura com o legal. Assim, cerca de 15 bilhões de dólares gerados pela maconha ilegal podem circular legitimamente na economia americana.

*Opera Mundi


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