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Política

Michelle diz que só apoiará Flavio se ele fizer um pedido público de desculpas

Madrasta condiciona participação na corrida presidencial do filho do apenado à superação de conflitos familiares e políticos

Michelle Bolsonaro condicionou sua participação ativa na pré-candidatura presidencial do enteado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a um pedido público de desculpas por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, apenado por tentativa de golpe de Estado, está em apuros após seu áudio com Vorcaro negociando milhões de dólares vazar e prejudicar os resultados das pesquisas de intenção de voto para presidente, especialmente entre evangélicos.

A informação foi revelada por lideranças do Partido Liberal à colunista Bela Megale, do O Globo, nesta segunda-feira (15/jun).

O distanciamento entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta existe há anos, mas se agravou após o senador classificar a ex-primeira-dama como “autoritária”, em resposta à oposição dela à aliança do PL com o ex-governador Ciro Gomes no Ceará.

Fontes próximas à Michelle relatam que esse não foi o único episódio de desrespeito percebido por ela.

A relação com outro enteado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também permanece azeda.

Eduardo resistiu publicamente à possibilidade de sua madrasta Michelle disputar a Presidência ou compor chapa como vice, enquanto atuou como um dos principais articuladores da candidatura de Flávio ao lado do pai.

Aliados de Michelle Bolsonaro no PL afirmam que ela só deve mergulhar na campanha quando a crise familiar for superada por meio de um gesto público de retratação.

Até o momento, os filhos de Jair Bolsonaro não sinalizaram disposição para realizar o pedido de desculpas em alto e bom som, conforme desejado pela ex-primeira-dama.

Questionada na semana anterior sobre quando entraria na campanha de Flávio, Michelle Bolsonaro respondeu que, neste momento, quem necessita de sua atenção é Jair Bolsonaro.

A exigência ganha relevância diante da queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada ena quarta-feira (10/jun), mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno.

No primeiro turno, Lula aparece com 39% e o senador com 29%.

De acordo com o Urbs Magna, mediadores do PL atuam para reaproximar as partes, argumentando que apenas a eleição de Flávio Bolsonaro abriria caminho para que Jair Bolsonaro saia de sua situação jurídica atual.

A entrada de Michelle como cabo eleitoral forte é vista internamente como essencial para reverter a trajetória negativa da campanha.

Tensões internas na família Bolsonaro expõem fragilidades na construção de uma candidatura unificada da direita para as eleições presidenciais de 2026.


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Brasil Mundo

Aliados de Lula pedem aos EUA investigação sobre relação de Vorcaro com família Bolsonaro

Fluxo financeiro teria partido de estruturas ligadas ao Banco Master, controlado por Vorcaro, e alcançado empresas ou prestadores nos EUA

Em Washington, deputados aliados de Lula solicitaram que parlamentares democratas investiguem uma suposta rede financeira, ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria operado em território americano em benefício de integrantes da família Bolsonaro, como o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

No documento assinado por Pedro Uczai (PT-SC), Pedro Campos (PSB-PE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e André Janones (Rede-MG), o alvo central do pedido é uma suposta conexão entre recursos ligados a Vorcaro, estruturas financeiras relacionadas à Reag Investimentos e atividades atribuídas a Eduardo nos Estados Unidos.

Com maioria republicana nas duas casas do Congresso, um pedido de abertura de investigação desse tipo dificilmente avançaria neste ano. No fim de 2026, porém, os EUA passam por eleições legislativas que podem mudar o cenário.

Além disso, as investigações conduzidas pelo Legislativo costumam se concentrar principalmente em ações do Poder Executivo, e não em casos de corrupção envolvendo empresas privadas.

Nesses casos, os parlamentares poderiam, por exemplo, solicitar que o Departamento de Justiça conduzisse uma apuração. Há, porém, mais um obstáculo: esse tipo de pedido tende a ter maior peso político quando parte de congressistas alinhados ao partido do presidente dos Estados Unidos.

Parlamentar norte-americano preocupado
À Folha, o deputado democrata Jim McGovern (Massachusetts), que esteve com os parlamentares brasileiros na manhã desta quinta-feira (4), afirmou que foi uma boa reunião, disse ser “muito solidário a muitas das preocupações que eles levantaram” e que pretende continuar mantendo o diálogo com o grupo.

Sobre o pedido de investigação, ele disse não ter poder para abrir uma apuração, mas afirmou que “claramente são problemas de grande preocupação para mim”.

Também afirmou que, durante a conversa, os parlamentares concordaram que a “corrupção, seja no Brasil ou nos EUA, precisa ser denunciada”. Sobre eleições, disse que são os brasileiros que devem decidir sobre o próprio futuro e que “isso não cabe aos EUA”.

Os parlamentares afirmam que o pedido se baseia em informações públicas, reportagens jornalísticas, documentos e investigações em andamento no Brasil. Ao longo das oito páginas do texto, eles argumentam que há elementos suficientes para justificar a análise de movimentações financeiras, contratos, empresas, fundos de investimento, escritórios de advocacia e estruturas corporativas sujeitas à jurisdição americana.

Segundo os autores, uma das hipóteses a serem investigadas é a existência de um fluxo financeiro que teria partido de estruturas ligadas ao Banco Master, controlado por Vorcaro, e alcançado empresas ou prestadores de serviços nos Estados Unidos, com eventual benefício direto ou indireto a Eduardo Bolsonaro.

Pedido de dinheiro
De acordo com reportagem divulgada pelo Intercept Brasil, Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em áudios vazados à imprensa, o senador aparece fazendo o pedido.

A Polícia Federal apura se os repasses feitos por Vorcaro — por meio da Entre Investimentos e do fundo Havengate, localizado nos EUA — foram usados para custear a vida do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora no país desde o ano passado.

O documento também menciona suspeitas envolvendo fundos ligados à Reag Investimentos e cita investigações sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Os deputados pedem que autoridades americanas verifiquem se recursos oriundos desse ambiente financeiro foram utilizados para financiar atividades políticas, jurídicas, de comunicação ou lobby nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, os parlamentares afirmam não atribuir responsabilidade criminal definitiva a qualquer pessoa. O objetivo, afirmam, é solicitar a abertura de procedimentos investigativos capazes de confirmar ou descartar as suspeitas apresentadas.

O documento pede que sejam analisados registros bancários, contratos, comunicações empresariais, estruturas societárias, beneficiários finais de pagamentos e eventuais relatórios de atividades suspeitas que estejam sob jurisdição americana. Os deputados também defendem a preservação imediata de documentos e a cooperação entre autoridades dos dois países.

Outro ponto do texto relaciona a atuação política de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos a possíveis tentativas de pressão sobre autoridades brasileiras. Os autores argumentam que, caso atividades políticas ou campanhas de comunicação no exterior tenham sido financiadas por recursos de origem ilícita, a jurisdição americana poderia ter sido utilizada para ocultar ou projetar internacionalmente esses recursos.

Relação com Donald Trump
Os parlamentares também citam a recente mobilização de aliados de Jair Bolsonaro para que o governo Donald Trump classificasse facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo o texto, é necessário investigar se iniciativas desse tipo tiveram impacto sobre mecanismos de cooperação internacional voltados ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Na semana passada, Eduardo, Flávio e o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo estiveram na Casa Branca para uma reunião com Trump. Eles afirmam que a principal demanda apresentada foi o pedido de classificação de PCC e CV (Comando Vermelho) como terroristas. A designação foi anunciada na semana passada e será formalizada nesta sexta-feira (5).

Nesta semana, o USTR (escritório de comércio dos EUA) concluiu uma investigação que durou um ano sobre suspeitas de competição desleal contra o Brasil, que incluíram reclamações em relação ao Pix e à regulação das big techs. Além disso, uma outra investigação que foi aberta neste ano, e incluiu o Brasil, também indicou que o país falha no combate ao uso de trabalho forçado.

Diante desse cenário, o USTR propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros — a decisão final cabe a Trump, que tem até 15 de julho para se manifestar. Pela proximidade entre a conclusão das investigações e a visita de Flávio, o governo Lula tem atribuído a medida ao senador. Ele, porém, negou ter feito esse tipo de solicitação às autoridades americanas e enviou ao secretário de Estado, Marco Rubio, um pedido para que os EUA não tarifem o Brasil.

Análise do pedido
A congressista americana Sydney Kamlager-Dove, copresidente da Bancada do Brasil (Brazil Caucus), afirmou à reportagem que irá analisar o pedido de investigação sobre o caso Vorcaro e as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a família Bolsonaro.

Durante reunião com parlamentares brasileiros, Kamlager-Dove destacou que, embora tenha tomado conhecimento da denúncia apenas naquele momento, o pedido “faria sentido” diante do histórico de seu comitê, que já realizou audiências sobre corrupção no Brasil e ataques ao Supremo Tribunal Federal.

A parlamentar ressaltou que a possível utilização do sistema financeiro dos Estados Unidos para atividades impróprias é uma questão de interesse público transnacional.

“Se bancos dos EUA estiverem de alguma forma envolvidos em algo ilegal ou impróprio, o povo americano e o brasileiro precisam saber”, declarou. Além da corrupção, Kamlager-Dove relatou ter discutido com a comitiva brasileira temas como integridade eleitoral, proteção da democracia e preocupações com tarifas comerciais, traçando paralelos entre os desafios políticos enfrentados pelas duas nações frente ao avanço da extrema-direita.

*ICL


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Política

Por que o Pix se transformou num pedregulho na botina de Trump?

Agiota é agiota, nessa denominação, não existe absolutamente nada de positivo, a não ser a exploração nua a crua até de pagamentos feitos à vista em que as bandeiras americanas, no Brasil, ganham até sem casar um único tostão.

Pior, a maioria do comércio dá descomnto de 5% a 10% a quem paga serviço ou mercadoria em dinheiro vivo ou por Pix.

Não existe nada melhor para os profissionais da lei do menor esforço para se ganhar dinheiro, que jorra de uma fonte inesgotável, sobretudo para uma elite financeira global, como é o caso da agiotagem do Tio Sam.

Trump é tão pau mandado, tão sabujo das bandeiras americanas que ostentam cartões de crédito no Brasil, quanto o clã Bolsonaro é de Trump.

E se um Mastercard da vida quer o fim do Pix, Trump também quer, assim como Flavio. E se Flavio quer, é porque Bolsonaro também quer, porque, na verdade, Flavio nem existe sem o pai. Não só ele, absolutamente todos os filhos de Bolsonaro vivem par e passo com essa figura repugnante, que não tem classificação tão criminosa na história do Brasil.

Bolsonaro, como é sabido por todos, através da CPI do Genocídio, não comprava as vacinas, esperando quem daria mais propina por dose a ele e seu clã, como foi o caso da Covaxin. Lembram?

Pois bem, a coisa só não foi à frente porque a própria CPI denunciou, abortando a barbada que daria uma fortuna de propina ao clã.

Tudo isso custou a vida de mais de 700 mil brasileiros, e Bolsonaro sequer visitou um hospital durante a pandemia, nem um gesto de empatia num telefonema ao menos a uma família que perdeu ente ou entes queridos por covid.

Claro que Tump tem interesse de acabar com o Pix, porque o próprio tem negócios bilionários no sistema financeiro. Daí, a coisa fica mais premente.

Trata-se de um assunto perfeitamente entendido pela população brasileira, principalmente pelas camadas mais pobres, porque é uma das maiores fontes de renda das milícias, sobretudo do Rio de Janeiro, tão afeitas à família Bolsonaro.

Para encurtar o assunto, de forma objetiva, é só seguir o fio para entender por que o Pix se tornou um pedregulho na botina dos grandes capitalistas americanos, incluindo o próprio Trump e, consequentemente, os sabujos da escória global que essa gente tanto admira, oferecendo o brasileiro assado como almoço ou jantar desses abutres.


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Política

Família Bolsonaro é viciada em mentir. Seu maior adversário é o jornalismo

Os dias não têm sido fáceis para a família Bolsonaro. As reportagens do Intercept Brasil não têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo revela o que os poderosos querem esconder.

A maior adversária dos Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de piroca e a guerra das narrativas.

Nas duas últimas semanas, as reportagens da #VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do clã Bolsonaro.

Uma viagem desesperada
Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos, Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da cadeira para tirar a foto.

A humilhação foi grande, mas eles saíram de peito estufado. Dois dias após a visita, o governo americano passou a classificar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV, como grupos terroristas – algo que excita o bolsonarismo, mas que atrapalha o combate ao crime organizado e ameaça a soberania nacional. Quem diz isso é o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo, que é o principal investigador do PCC no país há mais de 20 anos.

Considerar a medida do governo americano como um passo importante para acabar com as facções é só mais uma mentira do bolsonarismo. Até porque Flávio Bolsonaro talvez seja o político que mais tenha aliados enrolados com o crime organizado. Do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, Rodrigo Bacellar ao grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro, há uma lista grande de aliados de Flávio que aparecem nas investigações sobre o Comando Vermelho. Ora, o próprio Flávio transformou seu gabinete de deputado estadual no Rio em cabide de emprego para o Escritório do Crime. É essa gente que vai acabar com o crime organizado?

Eduardo e sua vida de luxo
Menos de 24 horas depois do encontro de Flávio com Trump, o Intercept trouxe à tona outra mentira da família Bolsonaro. Diferentemente do que se dizia, Eduardo Bolsonaro não vive uma vida de dificuldades nos EUA. Vive uma vida de luxo em uma mansão com piscina em área nobre da cidade de Southlake, no Texas. Antes, o pobrezinho dizia ter dificuldades para pagar as contas nos EUA, chegando até a ter que dormir em colchão inflável. É realmente impressionante a ascensão social meteórica do ex-deputado que, de repente, passou a ter condições de pagar um aluguel de R$ 30 mil por mês mesmo estando desempregado. Ele não sabe explicar como foi que esse azarão da meritocracia — ou “Dark Horse”, se preferir — conseguiu vencer a corrida do “sonho americano”. Talvez o Daniel Vorcaro saiba.

Antes de publicar a reportagem, o Intercept buscou ouvir o que Eduardo Bolsonaro tinha a dizer sobre o caso. O jornalista Steven Monacelli bateu na porta da mansão e foi recebido educadamente pela esposa de Eduardo, Heloísa, que não quis dar entrevista. O casal então foi às redes para relatar dramaticamente que “um parceiro do PCC” teria assediado eles e a vizinhança. Até a polícia foi acionada para proteger a família ameaçada. O bolsonarismo ficou ouriçado com a história e passou a denunciar o que seria uma perseguição contra a família de Eduardo nos Estados Unidos. O golpista Paulo Figueiredo ameaçou usar a força contra jornalistas que ousarem procurá-lo em sua casa na Flórida.

Mentira desmontada
Eles não contavam que toda a abordagem do jornalista havia sido filmada por ele. O vídeo não mostra nada além de um contato cordial com Heloísa Bolsonaro. Monacelli tocou a campainha, perguntou com toda educação se podia conversar com Eduardo e foi embora diante da negativa. A publicação do vídeo desmontou com requintes de crueldade a narrativa de perseguição que o casal havia espalhado nas redes.

‘Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha’.
A mentira derreteu em praça pública e deixou Eduardo atônito. Ao ser abordado por jornalistas para comentar o tema, contou novas mentiras para manter a narrativa em pé. “Desde março (de 2025) não recebo dinheiro público. Sou uma pessoa igualzinha a vocês: dinheiro privado, tudo meu. Moro de aluguel, ao contrário do que o Intercept falou. O Intercept dá fake news. O Intercept foi na casa errada, porque são péssimos jornalistas investigativos”, disse. É mentira sobre mentira. Eduardo Bolsonaro não teme o ridículo. O Intercept não disse que ele não mora de aluguel nem foi na casa errada. É só mais uma tentativa de jogar areia nos olhos da opinião pública. O fato é que o ex-deputado continua se recusando a explicar quem está bancando a sua vida luxuosa nos EUA.

A mentira não é apenas um método ou uma mera ferramenta política do bolsonarismo. É a sua quintessência. Absolutamente todas as suas narrativas fundamentais são baseadas em falseamentos da realidade. Jair Bolsonaro e seus filhos são viciados em mentir. Eles lideram uma seita numerosa, que acredita em suas mentiras e ainda cria outras para manter a roda das narrativas girando. Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.

*João Filho/Intercept Brasil


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Política

Envolvimento da família Bolsonaro com Vorcaro escancara a engrenagem da corrupção no Brasil

O escândalo do Banco Master revela como os ultra-ricos e a extrema direita se associam para moldar a política, mostrando que a raiz da corrupção no Brasil está fincada no sistema capitalista.

A revelação recente do Intercept Brasil de que Daniel Vorcaro e sua fortuna estavam por trás do filme “Dark Horse”, produzido pela família Bolsonaro para contar, de maneira bastante enviesada, a história do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro, causou um alvoroço no Brasil. Flávio Bolsonaro, que horas antes havia dito ser mentira, tentou moldar a narrativa, fingindo se tratar de mero apelo a um financiador privado qualquer para a realização de um projeto familiar.

Mas uma mensagem que diz “irmão, estou e estarei contigo sempre” não é trocada em simples transações financeiras. Essa nova etapa do escândalo Bolsomaster demonstra quão promíscua é a relação entre os ultra-ricos brasileiros e a extrema direita que insiste em roubar o povo, enquanto prega que Deus e o Brasil estão acima de todos.

A direita deturpa seu histórico de corrupção
Uma das vitórias políticas da direita brasileira foi a inserção no senso comum de que a esquerda rouba e é corrupta. É fato que há escândalos de corrupção também por representantes políticos de esquerda, desde a corrupção mais leviana de um parlamentar que se apropria de fundos públicos para si próprio, até esquemas mais elaborados de troca de favores e resolução de conflitos políticos através de liberação orçamentária. Mas a blindagem que a direita construiu para si não passa de uma narrativa cada vez mais frágil que esconde o quão enraizada está a corrupção no seu meio.

Um mito histórico e uma confusão sobre a base da corrupção são bem explorados pela direita para manipular a opinião pública. O primeiro se trata de uma ilusão de que durante o regime ditatorial militar iniciado com o golpe de 1964 não havia corrupção. Popularmente, propagam que os militares eram (ou ainda são) moralmente idôneos, incapazes de roubar, e que seu único interesse sempre foi zelar por ordem e progresso no Brasil.

Os próprios ditadores brasileiros investiram nesse ufanismo – como é praxe de ditadores fascistas que se escondem atrás do ultranacionalismo e ideias abstratas de unidade nacional – e representantes da direita conservadora e autoritária se munem desses sentimentos para eliminar dúvidas e questionamentos sobre seus afazeres.

Não se pode indagar sobre os interesses dos autoritários, já que tudo que fazem seria em nome do estado-nação. Qualquer visão contrária seria sinônimo de traição. Mas o que chamam de patriotismo, nacionalismo e amor ao Brasil sempre foi seletivo, voltado aos interesses de grupos específicos, tanto que não deveria causar estranhamento a obsessão dos mesmos com os Estados Unidos e o imperialismo.

É característica histórica do ufanista autoritário de estados pós-coloniais rogar por golpes e intervenções estrangeiras, crendo que uma força maior lhe concederá autoridade absoluta para moldar toda uma nação de acordo com os interesses financeiros e políticos de seus grupos. É um nacionalismo excludente que manipula a ideia de povo para, ao fim, governar apenas com uma elite de escolhidos e iguais.

Seu projeto depende de explorar e oprimir para se sustentar e é por isso que odeiam tanto os movimentos indígenas, negros, feministas e LGBT. Juntos, eles demonstram a complexidade de experiências de exclusão e violência entre as classes subalternas. É também por isso que odeiam propostas para a redução da jornada de trabalho. Mais tempo livre para o trabalhador é também mais tempo para se organizar e para se formar politicamente. Aumenta o risco de que o trabalhador brasileiro aprenda, por exemplo, que a ditadura militar foi um período altamente corrupto de nossa breve história como nação.

O negacionismo da corrupção na ditadura se dá por várias razões, mas uma delas seria de que vários militares morreram pobres, então como seriam corruptos? Essa visão simplista e completamente falsa é levantada por figuras como o senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, buscando esconder o quanto práticas ilegais e relações duvidosas entre os gestores do estado e grande burguesia faziam parte do cotidiano da ditadura.

A documentação histórica demonstra que o aumento do aparato estatal antidemocrático também abriu espaço para o pagamento de propinas e esquemas de favorecimento a empresários nos grandes projetos e operações do regime.

Relações espúrias entre o público e o privado
O apagamento do histórico de corrupção da direita e de regimes autoritários também serve ao falso diagnóstico da origem da corrupção. É muito fácil atribuí-la a um problema moral e mais ainda ao suposto tamanho gigantesco do estado. Neoliberais argumentam convenientemente que a esquerda prefere um estado gigantesco para facilitar a apropriação de recursos, mas, como a teoria é uma coisa e a prática é outra, a maioria dos neoliberais gostam do estado, desde que seja reduzido à sua função de facilitar o lucro e a concentração de renda.

Mecanismos de investigação e transparência democrática são rechaçados, frequentemente atribuindo métodos de participação social a “populismo” (palavra empregada de maneira esvaziada). Estado de bem estar social? Estado bem gerido para suprir necessidades do povo? Estado que garante justiça fiscal? Nada disso é bem-vindo para a direita, seja ela neoliberal ou desenvolvimentista.

O que sobra é o aparato do estado gerido ao lado da iniciativa privada, que nos empurra à privatização, mesmo quando diz fazê-la em nome do “desenvolvimento” – como já elaborei anteriormente nesta coluna. Se há imposto, que empresários possam se apropriar do seu uso para investimentos em setores que eles pretendem explorar. Ademais, em nome de uma visão torta de segurança pública, defendem a presença do estado nas periferias e espaços populares, pois estado bom é aquele que reprime e controla a população, nunca combatendo o crime na sua raiz, pois precisa do medo para justificar seu autoritarismo.

*Sabrina Fernandes/Intercept Brasil


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Brasil Mundo

Encontro de Lula com Trump é uma calça arriada no clã Bolsonaro

As reações de Flavio e Eduardo Bolsonaro com o encontro de Lula e Trump nos EUA, não mentem, sentiram.

Lula, numa só tacada, anula o sonhado peso político do clã na Casa Branca.

Eduardo, que vinha cantando e contando prosas sobre sua reaproximação com aquelas figuras desconhecidas do entorno de Trump, como se tivesse uma grande importância, caiu no folclore outra vez.

Lula utilizará esse encontro para estabelecer um patamar de intercâmbio dos dois países, com interesses mútuos, o que não tem nada a ver com sabukice da família Bolsonaro.

Trump e Lula, com certeza, buscarão uma harmonização de interesses de lá e de cá e não oferecer o Brasil para ser instrumentalizado como anunciou Flavio Bolsonaro, praticamente oferecendo o Brasil para ser puxadinho dos interesses norte-americanos. Isso é tradição na família Bolsonaro.

Quem se esquece daquela cena em que Bolsonaro, isolado, no encontro de chefes de Estados quando o idiota oferece a Al Gore a exploração da Amazônia pelos EUA.

Tal bossalidade, de tão grande, causou perplexidade no figurão norte-americano.

Lula estará com Trump focado na soberania nacional se alinhamentos excessivos com aquele país e muito menos atender apenas aos interesses dos EUA, como sempre fez o clã Bolsonaro.

Como não sobrou nada, sobretudo porque foram pegos de surpresa, Eduardo, paspalhão, não poderia deixar de fazer comentários patéticos sem sequer saber o contexto da visita de Lula a Trump.

Uma coisa é certa, a reação dos milicianos do clã com essa viagem de Lula foi a de quem tomou uma bola nas costas e tenta achar Lula sem saber em que parte do campo o presidente da República está  jogando.

Ou seja, Eduardo dá uma de Zema, que só abre a boca para dizer besteiras e cair ainda mais nas pesquisas.

O fato é que o clã está perdido em campo alheio.


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Política

Quadrilha da família Bolsonaro disputando a Presidência da República é um bundalelê na cara dos brasileiros e do judiciário

A total submissão de Tarcísio a Bolsonaro, mostra que, no Brasil, a tal “direita moderada”, propalada pela mídia, é mais que uma gigantesca piada, é um indulto, uma anistia malandra que a quadrilha familiar de Bolsonaro impõe ao país tratorando leis e a própria democracia.

Esse insulto que avança no Congresso através da bandalha do banditismo bolsonarista em estado puro, teve o descaramento de produzir uma fraude na contagem dos votos da CPMI do INSS para criminalizar Fabio Luis Lula da Silva (Lulinha) diante da opinião pública.

Essa afronta deveria custar a cassação do vigarista, bolsonarista, Carlos Viana, presidente da CPMI e condenação por um crime escancarado e debochado na cara dos brasileiros.

Flavio comprando com milhões a desistência de candidaturas a governo dos estados, fato comprovado por anotações feitas pelo próprio, é obra do clã encabeçada por Bolsonaro de dentro da cadeia, como ocorre com as grandes quadrilhas criminosas que têm seus chefes presos.

Anotações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as possíveis candidaturas apoiadas pelo PL a governo e Senado nos estados, feitas durante reunião com a cúpula do partido

Flavio, antes mesmo de registrar sua candidatura à presidência, já ameaça de golpe de Estado o STF e o Brasil, caso a justiça não acate o  indulto a seu pai, confessando ser 100% pautado por ele.

Isso é uma espécie de projeto Brasil/Muzema.

Soma-se a isso a gigantesca falange de pastores evangélicos charlatães, comprados por Bolsonaro a peso de ouro para engrossar o número de eleitores fieis às igrejas, mostrando o uso de um esquema religioso tão criminoso quanto qualquer atividade do submundo da bandidagem em estado puro.

Flavio, ligado umbilicalmente à milícias, assim como o pai, ameaça quem o liga a tais criminosos como Queiroz, Adriano da Nóbrega e ao próprio Ronnie Lessa. Sem falar nas mansões hollywoodianas compradas pelo clã na cara do povo e da justiça, fruto de um esquema de peculato e formação de quadrilha, mimosamente chamado de rachadinha.

Lógico que estamos falando de fatos publicamente e exaustivamente denunciados diante uma estátua de bronze de Bolsonaro que se transforma num monumento grandioso da impunidade nacional.

A pergunta é daquelas, até quando essa maldição de Bolsonaro, mesmo na cadeia, será regida pelo patriarca da quadrilha com generosa anuência do sistema de justiça?


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Pesquisa

Pesquisa Genial/Quaest: Rejeição à família Bolsonaro dispara e alcança novo recorde; Eduardo é o mais rejeitado

Rejeição ao clã Bolsonaro atinge níveis recordes, segundo a Quaest, com crescimento acelerado entre brasileiros. Confira os números e o que eles indicam para o cenário político.

O cenário político brasileiro ganhou novo episódio de tensão com a divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, apontando uma disparada nos índices de rejeição a Jair Bolsonaro e seus familiares.

Segundo os dados, a rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro saltou de 57% em agosto para 64% em setembro, demonstrando um aumento considerável em poucos meses. Esse dado foi destacado pelo cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, que também lembrou da inelegibilidade já enfrentada por Bolsonaro.

Crescimento acelerado atinge Michelle e Eduardo Bolsonaro
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, também registrou alta significativa em sua rejeição: de 51% para 61%. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro apresentou o maior salto, saindo de 57% para 68% de rejeição, consolidando-se como um dos nomes mais rejeitados da cena política.

Esse aumento acelerado intrigou especialistas, que associam o fenômeno ao contexto de polarização e desgaste das lideranças do chamado bolsonarismo, especialmente após as recentes decisões judiciais e investigações em curso.

A constância nesses números reforça o foco da rejeição especialmente sobre a família Bolsonaro, distante das oscilações vistas em outras lideranças do país.

Eleitores “independentes” rejeitam ainda mais
Um dos dados mais marcantes da pesquisa vem do segmento dos eleitores “sem posicionamento” político, que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro. Nesse grupo, o bolsonarismo enfrenta rejeição ainda maior:

  • Jair Bolsonaro: 80%
  • Eduardo Bolsonaro: 75%
  • Michelle Bolsonaro: 67%

Esses índices mostram que, além do eleitorado engajado, há um crescimento do desgaste entre o público mais volátil, importante para futuras disputas eleitorais.


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Política

Carla Zambelli negocia delação premiada e pode implodir a família Bolsonaro

A ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que a também ex-parlamentar Carla Zambelli (PL-SP) estaria negociando um acordo de delação premiada. Segundo Joice, Zambelli estaria em desespero e se sentindo abandonada durante o período em que permanece na Itália, motivo que a teria levado a ameaçar entregar aliados do bolsonarismo, incluindo Jair Bolsonaro e seus filhos.

De acordo com Joice, Zambelli já teria sinalizado que pretende relatar detalhes de bastidores, incluindo a suposta articulação com Bolsonaro para contratar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “hacker da Vaza Jato”. O objetivo seria a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), episódio que já rendeu processos e investigações à ex-deputada.

Entre os nomes que estariam no alvo da possível delação, Joice citou Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Ela afirmou que Zambelli ameaça “abrir a caixa de ferramentas” e revelar segredos comprometedores da família. “Se ela fizer isso, será a primeira vez na vida que fará algo certo, que merece aplausos”, disse Joice no vídeo.

Carla Zambelli enfrenta processos na Justiça brasileira por suspeitas de envolvimento em ataques à democracia e por sua ligação com Delgatti. A ex-deputada foi apontada como financiadora da invasão ao sistema do CNJ em 2022, o que teria ocorrido a mando de Jair Bolsonaro, segundo a fala de Joice. Até o momento, a defesa de Zambelli não se pronunciou sobre a acusação de que ela estaria negociando delação.

A fala de Joice circula nas redes em meio ao clima de tensão provocado pelo julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a tentativa de golpe de Estado de 2022. Uma eventual delação de Zambelli poderia reforçar acusações contra o ex-presidente e ampliar o desgaste político de seus filhos, todos investigados em diferentes frentes.

O vídeo foi compartilhado pelo influenciador Vinicios Betiol no X (antigo Twitter), onde reforçou a versão de que Zambelli já estaria negociando a colaboração premiada.


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Política

Vídeo: Joice Hasselmann diz que foi espancada por kids Pretos a mando da família Bolsonaro

“Queriam me deixar tetraplégica”, afirmou a ex-deputada e ex-aliada do clã Bolsonaro sobre episódio polêmico ocorrido em 2021

A ex-deputada federal Joice Hasselmann fez uma acusação grave contra o clã Bolsonaro durante entrevista ao Content Podcast na última semana.

Ex-bolsonarista, Joice revelou que foi agredida por kids pretos – integrantes das Forças Especiais do Exército – a mando de um integrante da família Bolsonaro.

O caso ocorreu em julho de 2021. Na ocasião, Joice acordou em seu apartamento funcional em Brasília com fraturas nas costelas e no rosto, dentes quebrados e marcas de sangue no chão. Na ocasião, disse que não se lembrava do que havia ocorrido e, dias depois, acionou a Polícia Civil de Brasília, que abriu inquérito mas, dias depois, arquivou a investigação, concluindo que não houve invasão ao apartamento de Joice e que a então deputada teria sofrido uma queda.

Anos depois, em entrevista ao podcast na última semana, entretanto, Joice deu uma versão totalmente diferente para a história, afirmando que foi espancada por membros do Exército a mando do clã Bolsonaro. A ex-deputada acusou ainda Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro e à época secretário de Segurança do Distrito Federal, de ter manipulado e encoberto o caso.

“Eu não caí, eu fui agredida. Aquele negócio de cair… O Anderson Torres era secretário na época, ele foi ministro do Bolsonaro e foi quem investigou meu caso. Fui agredida por alguém da família. Não posso dizer quem se não eu levo um processo. Da família Bolsonaro”, revelou.

Joice Hasselmann disse, ainda, que a câmera funcional que havia no seu apartamento funcional seria “fake” e que os kids pretos começaram a viver no mesmo prédio que ela dois meses antes da suposta agressão para estudar seus hábitos. Ela acusa o clã Bolsonaro de querer deixá-la “tetraplégica”.

“Eu fui agredida. Ninguém cai da própria altura e quebra a coluna em cinco lugares. Só se eu rolasse de uma escada gigantesca. É impossível. Acho que eles queriam me deixar tetraplégica para que eu não andasse nunca mais, vivesse com aquela dor, sabendo que eles fizeram aquilo comigo, para que eu nunca mais mexesse com esse tipo de gente”, disparou.

Assista:

*Ivan Long/Forum


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