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Família Bolsonaro é viciada em mentir. Seu maior adversário é o jornalismo

Os dias não têm sido fáceis para a família Bolsonaro. As reportagens do Intercept Brasil não têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo revela o que os poderosos querem esconder.

A maior adversária dos Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de piroca e a guerra das narrativas.

Nas duas últimas semanas, as reportagens da #VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do clã Bolsonaro.

Uma viagem desesperada
Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos, Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da cadeira para tirar a foto.

A humilhação foi grande, mas eles saíram de peito estufado. Dois dias após a visita, o governo americano passou a classificar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV, como grupos terroristas – algo que excita o bolsonarismo, mas que atrapalha o combate ao crime organizado e ameaça a soberania nacional. Quem diz isso é o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo, que é o principal investigador do PCC no país há mais de 20 anos.

Considerar a medida do governo americano como um passo importante para acabar com as facções é só mais uma mentira do bolsonarismo. Até porque Flávio Bolsonaro talvez seja o político que mais tenha aliados enrolados com o crime organizado. Do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, Rodrigo Bacellar ao grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro, há uma lista grande de aliados de Flávio que aparecem nas investigações sobre o Comando Vermelho. Ora, o próprio Flávio transformou seu gabinete de deputado estadual no Rio em cabide de emprego para o Escritório do Crime. É essa gente que vai acabar com o crime organizado?

Eduardo e sua vida de luxo
Menos de 24 horas depois do encontro de Flávio com Trump, o Intercept trouxe à tona outra mentira da família Bolsonaro. Diferentemente do que se dizia, Eduardo Bolsonaro não vive uma vida de dificuldades nos EUA. Vive uma vida de luxo em uma mansão com piscina em área nobre da cidade de Southlake, no Texas. Antes, o pobrezinho dizia ter dificuldades para pagar as contas nos EUA, chegando até a ter que dormir em colchão inflável. É realmente impressionante a ascensão social meteórica do ex-deputado que, de repente, passou a ter condições de pagar um aluguel de R$ 30 mil por mês mesmo estando desempregado. Ele não sabe explicar como foi que esse azarão da meritocracia — ou “Dark Horse”, se preferir — conseguiu vencer a corrida do “sonho americano”. Talvez o Daniel Vorcaro saiba.

Antes de publicar a reportagem, o Intercept buscou ouvir o que Eduardo Bolsonaro tinha a dizer sobre o caso. O jornalista Steven Monacelli bateu na porta da mansão e foi recebido educadamente pela esposa de Eduardo, Heloísa, que não quis dar entrevista. O casal então foi às redes para relatar dramaticamente que “um parceiro do PCC” teria assediado eles e a vizinhança. Até a polícia foi acionada para proteger a família ameaçada. O bolsonarismo ficou ouriçado com a história e passou a denunciar o que seria uma perseguição contra a família de Eduardo nos Estados Unidos. O golpista Paulo Figueiredo ameaçou usar a força contra jornalistas que ousarem procurá-lo em sua casa na Flórida.

Mentira desmontada
Eles não contavam que toda a abordagem do jornalista havia sido filmada por ele. O vídeo não mostra nada além de um contato cordial com Heloísa Bolsonaro. Monacelli tocou a campainha, perguntou com toda educação se podia conversar com Eduardo e foi embora diante da negativa. A publicação do vídeo desmontou com requintes de crueldade a narrativa de perseguição que o casal havia espalhado nas redes.

‘Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha’.
A mentira derreteu em praça pública e deixou Eduardo atônito. Ao ser abordado por jornalistas para comentar o tema, contou novas mentiras para manter a narrativa em pé. “Desde março (de 2025) não recebo dinheiro público. Sou uma pessoa igualzinha a vocês: dinheiro privado, tudo meu. Moro de aluguel, ao contrário do que o Intercept falou. O Intercept dá fake news. O Intercept foi na casa errada, porque são péssimos jornalistas investigativos”, disse. É mentira sobre mentira. Eduardo Bolsonaro não teme o ridículo. O Intercept não disse que ele não mora de aluguel nem foi na casa errada. É só mais uma tentativa de jogar areia nos olhos da opinião pública. O fato é que o ex-deputado continua se recusando a explicar quem está bancando a sua vida luxuosa nos EUA.

A mentira não é apenas um método ou uma mera ferramenta política do bolsonarismo. É a sua quintessência. Absolutamente todas as suas narrativas fundamentais são baseadas em falseamentos da realidade. Jair Bolsonaro e seus filhos são viciados em mentir. Eles lideram uma seita numerosa, que acredita em suas mentiras e ainda cria outras para manter a roda das narrativas girando. Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.

*João Filho/Intercept Brasil


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Política

Envolvimento da família Bolsonaro com Vorcaro escancara a engrenagem da corrupção no Brasil

O escândalo do Banco Master revela como os ultra-ricos e a extrema direita se associam para moldar a política, mostrando que a raiz da corrupção no Brasil está fincada no sistema capitalista.

A revelação recente do Intercept Brasil de que Daniel Vorcaro e sua fortuna estavam por trás do filme “Dark Horse”, produzido pela família Bolsonaro para contar, de maneira bastante enviesada, a história do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro, causou um alvoroço no Brasil. Flávio Bolsonaro, que horas antes havia dito ser mentira, tentou moldar a narrativa, fingindo se tratar de mero apelo a um financiador privado qualquer para a realização de um projeto familiar.

Mas uma mensagem que diz “irmão, estou e estarei contigo sempre” não é trocada em simples transações financeiras. Essa nova etapa do escândalo Bolsomaster demonstra quão promíscua é a relação entre os ultra-ricos brasileiros e a extrema direita que insiste em roubar o povo, enquanto prega que Deus e o Brasil estão acima de todos.

A direita deturpa seu histórico de corrupção
Uma das vitórias políticas da direita brasileira foi a inserção no senso comum de que a esquerda rouba e é corrupta. É fato que há escândalos de corrupção também por representantes políticos de esquerda, desde a corrupção mais leviana de um parlamentar que se apropria de fundos públicos para si próprio, até esquemas mais elaborados de troca de favores e resolução de conflitos políticos através de liberação orçamentária. Mas a blindagem que a direita construiu para si não passa de uma narrativa cada vez mais frágil que esconde o quão enraizada está a corrupção no seu meio.

Um mito histórico e uma confusão sobre a base da corrupção são bem explorados pela direita para manipular a opinião pública. O primeiro se trata de uma ilusão de que durante o regime ditatorial militar iniciado com o golpe de 1964 não havia corrupção. Popularmente, propagam que os militares eram (ou ainda são) moralmente idôneos, incapazes de roubar, e que seu único interesse sempre foi zelar por ordem e progresso no Brasil.

Os próprios ditadores brasileiros investiram nesse ufanismo – como é praxe de ditadores fascistas que se escondem atrás do ultranacionalismo e ideias abstratas de unidade nacional – e representantes da direita conservadora e autoritária se munem desses sentimentos para eliminar dúvidas e questionamentos sobre seus afazeres.

Não se pode indagar sobre os interesses dos autoritários, já que tudo que fazem seria em nome do estado-nação. Qualquer visão contrária seria sinônimo de traição. Mas o que chamam de patriotismo, nacionalismo e amor ao Brasil sempre foi seletivo, voltado aos interesses de grupos específicos, tanto que não deveria causar estranhamento a obsessão dos mesmos com os Estados Unidos e o imperialismo.

É característica histórica do ufanista autoritário de estados pós-coloniais rogar por golpes e intervenções estrangeiras, crendo que uma força maior lhe concederá autoridade absoluta para moldar toda uma nação de acordo com os interesses financeiros e políticos de seus grupos. É um nacionalismo excludente que manipula a ideia de povo para, ao fim, governar apenas com uma elite de escolhidos e iguais.

Seu projeto depende de explorar e oprimir para se sustentar e é por isso que odeiam tanto os movimentos indígenas, negros, feministas e LGBT. Juntos, eles demonstram a complexidade de experiências de exclusão e violência entre as classes subalternas. É também por isso que odeiam propostas para a redução da jornada de trabalho. Mais tempo livre para o trabalhador é também mais tempo para se organizar e para se formar politicamente. Aumenta o risco de que o trabalhador brasileiro aprenda, por exemplo, que a ditadura militar foi um período altamente corrupto de nossa breve história como nação.

O negacionismo da corrupção na ditadura se dá por várias razões, mas uma delas seria de que vários militares morreram pobres, então como seriam corruptos? Essa visão simplista e completamente falsa é levantada por figuras como o senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, buscando esconder o quanto práticas ilegais e relações duvidosas entre os gestores do estado e grande burguesia faziam parte do cotidiano da ditadura.

A documentação histórica demonstra que o aumento do aparato estatal antidemocrático também abriu espaço para o pagamento de propinas e esquemas de favorecimento a empresários nos grandes projetos e operações do regime.

Relações espúrias entre o público e o privado
O apagamento do histórico de corrupção da direita e de regimes autoritários também serve ao falso diagnóstico da origem da corrupção. É muito fácil atribuí-la a um problema moral e mais ainda ao suposto tamanho gigantesco do estado. Neoliberais argumentam convenientemente que a esquerda prefere um estado gigantesco para facilitar a apropriação de recursos, mas, como a teoria é uma coisa e a prática é outra, a maioria dos neoliberais gostam do estado, desde que seja reduzido à sua função de facilitar o lucro e a concentração de renda.

Mecanismos de investigação e transparência democrática são rechaçados, frequentemente atribuindo métodos de participação social a “populismo” (palavra empregada de maneira esvaziada). Estado de bem estar social? Estado bem gerido para suprir necessidades do povo? Estado que garante justiça fiscal? Nada disso é bem-vindo para a direita, seja ela neoliberal ou desenvolvimentista.

O que sobra é o aparato do estado gerido ao lado da iniciativa privada, que nos empurra à privatização, mesmo quando diz fazê-la em nome do “desenvolvimento” – como já elaborei anteriormente nesta coluna. Se há imposto, que empresários possam se apropriar do seu uso para investimentos em setores que eles pretendem explorar. Ademais, em nome de uma visão torta de segurança pública, defendem a presença do estado nas periferias e espaços populares, pois estado bom é aquele que reprime e controla a população, nunca combatendo o crime na sua raiz, pois precisa do medo para justificar seu autoritarismo.

*Sabrina Fernandes/Intercept Brasil


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Brasil Mundo

Encontro de Lula com Trump é uma calça arriada no clã Bolsonaro

As reações de Flavio e Eduardo Bolsonaro com o encontro de Lula e Trump nos EUA, não mentem, sentiram.

Lula, numa só tacada, anula o sonhado peso político do clã na Casa Branca.

Eduardo, que vinha cantando e contando prosas sobre sua reaproximação com aquelas figuras desconhecidas do entorno de Trump, como se tivesse uma grande importância, caiu no folclore outra vez.

Lula utilizará esse encontro para estabelecer um patamar de intercâmbio dos dois países, com interesses mútuos, o que não tem nada a ver com sabukice da família Bolsonaro.

Trump e Lula, com certeza, buscarão uma harmonização de interesses de lá e de cá e não oferecer o Brasil para ser instrumentalizado como anunciou Flavio Bolsonaro, praticamente oferecendo o Brasil para ser puxadinho dos interesses norte-americanos. Isso é tradição na família Bolsonaro.

Quem se esquece daquela cena em que Bolsonaro, isolado, no encontro de chefes de Estados quando o idiota oferece a Al Gore a exploração da Amazônia pelos EUA.

Tal bossalidade, de tão grande, causou perplexidade no figurão norte-americano.

Lula estará com Trump focado na soberania nacional se alinhamentos excessivos com aquele país e muito menos atender apenas aos interesses dos EUA, como sempre fez o clã Bolsonaro.

Como não sobrou nada, sobretudo porque foram pegos de surpresa, Eduardo, paspalhão, não poderia deixar de fazer comentários patéticos sem sequer saber o contexto da visita de Lula a Trump.

Uma coisa é certa, a reação dos milicianos do clã com essa viagem de Lula foi a de quem tomou uma bola nas costas e tenta achar Lula sem saber em que parte do campo o presidente da República está  jogando.

Ou seja, Eduardo dá uma de Zema, que só abre a boca para dizer besteiras e cair ainda mais nas pesquisas.

O fato é que o clã está perdido em campo alheio.


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Política

Quadrilha da família Bolsonaro disputando a Presidência da República é um bundalelê na cara dos brasileiros e do judiciário

A total submissão de Tarcísio a Bolsonaro, mostra que, no Brasil, a tal “direita moderada”, propalada pela mídia, é mais que uma gigantesca piada, é um indulto, uma anistia malandra que a quadrilha familiar de Bolsonaro impõe ao país tratorando leis e a própria democracia.

Esse insulto que avança no Congresso através da bandalha do banditismo bolsonarista em estado puro, teve o descaramento de produzir uma fraude na contagem dos votos da CPMI do INSS para criminalizar Fabio Luis Lula da Silva (Lulinha) diante da opinião pública.

Essa afronta deveria custar a cassação do vigarista, bolsonarista, Carlos Viana, presidente da CPMI e condenação por um crime escancarado e debochado na cara dos brasileiros.

Flavio comprando com milhões a desistência de candidaturas a governo dos estados, fato comprovado por anotações feitas pelo próprio, é obra do clã encabeçada por Bolsonaro de dentro da cadeia, como ocorre com as grandes quadrilhas criminosas que têm seus chefes presos.

Anotações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as possíveis candidaturas apoiadas pelo PL a governo e Senado nos estados, feitas durante reunião com a cúpula do partido

Flavio, antes mesmo de registrar sua candidatura à presidência, já ameaça de golpe de Estado o STF e o Brasil, caso a justiça não acate o  indulto a seu pai, confessando ser 100% pautado por ele.

Isso é uma espécie de projeto Brasil/Muzema.

Soma-se a isso a gigantesca falange de pastores evangélicos charlatães, comprados por Bolsonaro a peso de ouro para engrossar o número de eleitores fieis às igrejas, mostrando o uso de um esquema religioso tão criminoso quanto qualquer atividade do submundo da bandidagem em estado puro.

Flavio, ligado umbilicalmente à milícias, assim como o pai, ameaça quem o liga a tais criminosos como Queiroz, Adriano da Nóbrega e ao próprio Ronnie Lessa. Sem falar nas mansões hollywoodianas compradas pelo clã na cara do povo e da justiça, fruto de um esquema de peculato e formação de quadrilha, mimosamente chamado de rachadinha.

Lógico que estamos falando de fatos publicamente e exaustivamente denunciados diante uma estátua de bronze de Bolsonaro que se transforma num monumento grandioso da impunidade nacional.

A pergunta é daquelas, até quando essa maldição de Bolsonaro, mesmo na cadeia, será regida pelo patriarca da quadrilha com generosa anuência do sistema de justiça?


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Pesquisa

Pesquisa Genial/Quaest: Rejeição à família Bolsonaro dispara e alcança novo recorde; Eduardo é o mais rejeitado

Rejeição ao clã Bolsonaro atinge níveis recordes, segundo a Quaest, com crescimento acelerado entre brasileiros. Confira os números e o que eles indicam para o cenário político.

O cenário político brasileiro ganhou novo episódio de tensão com a divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, apontando uma disparada nos índices de rejeição a Jair Bolsonaro e seus familiares.

Segundo os dados, a rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro saltou de 57% em agosto para 64% em setembro, demonstrando um aumento considerável em poucos meses. Esse dado foi destacado pelo cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, que também lembrou da inelegibilidade já enfrentada por Bolsonaro.

Crescimento acelerado atinge Michelle e Eduardo Bolsonaro
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, também registrou alta significativa em sua rejeição: de 51% para 61%. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro apresentou o maior salto, saindo de 57% para 68% de rejeição, consolidando-se como um dos nomes mais rejeitados da cena política.

Esse aumento acelerado intrigou especialistas, que associam o fenômeno ao contexto de polarização e desgaste das lideranças do chamado bolsonarismo, especialmente após as recentes decisões judiciais e investigações em curso.

A constância nesses números reforça o foco da rejeição especialmente sobre a família Bolsonaro, distante das oscilações vistas em outras lideranças do país.

Eleitores “independentes” rejeitam ainda mais
Um dos dados mais marcantes da pesquisa vem do segmento dos eleitores “sem posicionamento” político, que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro. Nesse grupo, o bolsonarismo enfrenta rejeição ainda maior:

  • Jair Bolsonaro: 80%
  • Eduardo Bolsonaro: 75%
  • Michelle Bolsonaro: 67%

Esses índices mostram que, além do eleitorado engajado, há um crescimento do desgaste entre o público mais volátil, importante para futuras disputas eleitorais.


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Carla Zambelli negocia delação premiada e pode implodir a família Bolsonaro

A ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que a também ex-parlamentar Carla Zambelli (PL-SP) estaria negociando um acordo de delação premiada. Segundo Joice, Zambelli estaria em desespero e se sentindo abandonada durante o período em que permanece na Itália, motivo que a teria levado a ameaçar entregar aliados do bolsonarismo, incluindo Jair Bolsonaro e seus filhos.

De acordo com Joice, Zambelli já teria sinalizado que pretende relatar detalhes de bastidores, incluindo a suposta articulação com Bolsonaro para contratar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “hacker da Vaza Jato”. O objetivo seria a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), episódio que já rendeu processos e investigações à ex-deputada.

Entre os nomes que estariam no alvo da possível delação, Joice citou Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Ela afirmou que Zambelli ameaça “abrir a caixa de ferramentas” e revelar segredos comprometedores da família. “Se ela fizer isso, será a primeira vez na vida que fará algo certo, que merece aplausos”, disse Joice no vídeo.

Carla Zambelli enfrenta processos na Justiça brasileira por suspeitas de envolvimento em ataques à democracia e por sua ligação com Delgatti. A ex-deputada foi apontada como financiadora da invasão ao sistema do CNJ em 2022, o que teria ocorrido a mando de Jair Bolsonaro, segundo a fala de Joice. Até o momento, a defesa de Zambelli não se pronunciou sobre a acusação de que ela estaria negociando delação.

A fala de Joice circula nas redes em meio ao clima de tensão provocado pelo julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a tentativa de golpe de Estado de 2022. Uma eventual delação de Zambelli poderia reforçar acusações contra o ex-presidente e ampliar o desgaste político de seus filhos, todos investigados em diferentes frentes.

O vídeo foi compartilhado pelo influenciador Vinicios Betiol no X (antigo Twitter), onde reforçou a versão de que Zambelli já estaria negociando a colaboração premiada.


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Vídeo: Joice Hasselmann diz que foi espancada por kids Pretos a mando da família Bolsonaro

“Queriam me deixar tetraplégica”, afirmou a ex-deputada e ex-aliada do clã Bolsonaro sobre episódio polêmico ocorrido em 2021

A ex-deputada federal Joice Hasselmann fez uma acusação grave contra o clã Bolsonaro durante entrevista ao Content Podcast na última semana.

Ex-bolsonarista, Joice revelou que foi agredida por kids pretos – integrantes das Forças Especiais do Exército – a mando de um integrante da família Bolsonaro.

O caso ocorreu em julho de 2021. Na ocasião, Joice acordou em seu apartamento funcional em Brasília com fraturas nas costelas e no rosto, dentes quebrados e marcas de sangue no chão. Na ocasião, disse que não se lembrava do que havia ocorrido e, dias depois, acionou a Polícia Civil de Brasília, que abriu inquérito mas, dias depois, arquivou a investigação, concluindo que não houve invasão ao apartamento de Joice e que a então deputada teria sofrido uma queda.

Anos depois, em entrevista ao podcast na última semana, entretanto, Joice deu uma versão totalmente diferente para a história, afirmando que foi espancada por membros do Exército a mando do clã Bolsonaro. A ex-deputada acusou ainda Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro e à época secretário de Segurança do Distrito Federal, de ter manipulado e encoberto o caso.

“Eu não caí, eu fui agredida. Aquele negócio de cair… O Anderson Torres era secretário na época, ele foi ministro do Bolsonaro e foi quem investigou meu caso. Fui agredida por alguém da família. Não posso dizer quem se não eu levo um processo. Da família Bolsonaro”, revelou.

Joice Hasselmann disse, ainda, que a câmera funcional que havia no seu apartamento funcional seria “fake” e que os kids pretos começaram a viver no mesmo prédio que ela dois meses antes da suposta agressão para estudar seus hábitos. Ela acusa o clã Bolsonaro de querer deixá-la “tetraplégica”.

“Eu fui agredida. Ninguém cai da própria altura e quebra a coluna em cinco lugares. Só se eu rolasse de uma escada gigantesca. É impossível. Acho que eles queriam me deixar tetraplégica para que eu não andasse nunca mais, vivesse com aquela dor, sabendo que eles fizeram aquilo comigo, para que eu nunca mais mexesse com esse tipo de gente”, disparou.

Assista:

*Ivan Long/Forum


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Política

Marchinha para brincar carnaval zoando a família Bolsonaro com operação da PF viraliza nas redes (Ouça e veja abaixo)

Música revive antiga tradição carnavalesca e de se apropriar de temas políticos na época da folia.

Uma marchinha para brincar o carnaval tem viralizado nas redes abordando a recente operação da Polícia Federal que recolheu vídeo e farto material escrito detalhando o golpe que o governo Bolsonaro, derrotado nas urnas em 2022, pretendia dar para se manter no poder.

A operação da Polícia Federal, de ampla repercussão em todas as mídias, não poderia escapar da gozação própria do período carnavalesco e a marchinha, de autoria de Nino Antunes, vem circulando amplamente nas redes e deve ganhar as ruas. Até a ex-apoiadora de Bolsonaro Joice Hasselmann participa do vídeo.

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Ex-sócio de Flávio cita crimes e fala em prisão na família Bolsonaro

Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio em uma franquia da Kopenhagen, diz que algum Bolsonaro será preso por “crimes na política”.

O empresário Alexandre Santini, ex-sócio do senador Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen que foi investigada no caso das rachadinhas, publicou uma mensagem no Instagram sugerindo que um integrante da família Bolsonaro cometeu crimes e poderá ser preso no futuro, diz o Metrópoles.

Santini não cita o nome de nenhum Bolsonaro em específico, mas diz não se referir ao ex-presidente. O empresário menciona um pedido de cidadania italiana e a “força política” no Rio de Janeiro. Ele e Flávio estão rompidos.

“Conexão RJ – BSB… A questão é ser ‘HONESTO’, e não ‘Direita ou Esquerda’… Não estou falando de ‘J.B’… Vieram te buscar, mas conseguiu correr… Não adianta tentar escapar, tudo é questão de tempo, pois provas não faltam para seus inúmeros ‘crimes na política’ que vão te levar para a PRISÃO”, diz um trecho da postagem, ilustrada com a foto de um agente da Polícia Federal dentro de um avião.

“Acredite e aceite, no RJ e MP sua ‘força política’ já não é a mesma… Cidadanias italianas ainda não concedidas… Aonde será [sic] suas próximas longas férias, a sua sonhada cidadania não será necessária, tão pouco [sic] seu ‘foro privilegiado’, e terá tempo para refletir sobre seus inúmeros erros. Um conselho: ‘Brasília não é para Amadores’, finaliza Santini.

A publicação foi postada no perfil de Santini no Instagram. A página é restrita para amigos.

Santini foi apontado como o “sócio laranja” de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen que o senador mantinha em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O Ministério Público afirmava que a loja era usada por Flávio para lavar dinheiro no esquema da rachadinha.

A denúncia contra Flávio foi rejeitada pela Justiça do Rio de Janeiro, em maio do ano passado. O Ministério Público apresentou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em fevereiro, para tentar retomar as investigações contra o senador.

O empresário não foi localizado para comentar a postagem. As investigações contra Santini também foram encerradas a mando da Justiça.

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Por que a família Bolsonaro teme a candidatura de Flávio a prefeito do Rio

Flávio Bolsonaro tem interesse de concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024; candidatura é alvo de certo temor da família.

Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro têm certo receio com a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Há o temor de que, se Flávio não for eleito, a família acumule mais uma derrota, diz Guilherme Amado, Metrópoles.

Ainda existe no grupo a esperança de que Jair Bolsonaro não será declarado inelegível e poderá concorrer à Presidência novamente em 2026. Uma possível derrota de Flávio, dois anos depois do pai ter perdido a reeleição para Lula, seria, na visão deles, ruim para esse plano, à medida que ela seria vista como uma nova vitória de Lula — o maior adversário de Flávio será o atual prefeito carioca, Eduardo Paes, que deverá ser apoiado pelo PT.

Flávio ainda não bateu o martelo sobre a candidatura, mas tem o apoio de Valdemar da Costa Neto. Bolsonaro ainda não falou publicamente sobre o tema.

Outros três nomes do PL também querem a prefeitura carioca: o ex-ministro da Saúde e deputado federal Eduardo Pazuello, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o senador Carlos Portinho. A prioridade no partido, contudo, é de Flávio.

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