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A direita se assume como sabuja de Trump, corrupta e golpista

A direita brasileira parece ter abandonado de vez qualquer esforço para esconder aquilo que seus próprios atos vêm revelando, uma parcela significativa de seus representantes, sobretudo Flavio Bolsonaro, se comporta como uma espécie de filial política dos interesses de Donald Trump, aceita a ingerência estrangeira como estratégia eleitoral e, ao mesmo tempo, convive com denúncias de corrupção e com setores que jamais fizeram as pazes com a democracia.

O problema não é simplesmente admirar ou apoiar um líder estrangeiro. Democracias maduras podem ter afinidades ideológicas e relações diplomáticas estreitas. O escândalo começa quando políticos brasileiros passam a tratar os interesses de uma potência estrangeira como prioridade, mesmo quando isso significa pressionar o próprio país. É a inversão completa do princípio de soberania: em vez de defender o Brasil, defendem Trump.

E a submissão não aparece isoladamente. Ela se soma a um histórico político marcado por ataques às instituições, questionamentos sem provas sobre eleições, ameaças contra o Estado Democrático de Direito e a insistência em transformar derrotas eleitorais em supostas conspirações. Quando a democracia não entrega o resultado desejado, parte dessa direita simplesmente tenta deslegitimá-la.

Ao mesmo tempo, os discursos moralistas sobre combate à corrupção perdem força diante das sucessivas suspeitas envolvendo integrantes, aliados e operadores desse campo político. A velha retórica da “família, Deus e pátria” revela-se cada vez mais conveniente: serve para esconder contradições, relativizar escândalos e transformar investigação em perseguição sempre que o investigado pertence ao grupo.

Há, portanto, uma combinação particularmente perigosa: subserviência externa, tolerância com suspeitas de corrupção e desprezo pelas regras democráticas. Não se trata mais apenas de uma disputa entre esquerda e direita. Trata-se de decidir se a política brasileira continuará submetida aos interesses do eleitor brasileiro ou se parte da direita aceitará transformar o país em instrumento de uma agenda estrangeira.

A democracia não exige unanimidade. Exige soberania, respeito às instituições e responsabilidade pública. Quem aceita pressão estrangeira contra o próprio país, relativiza suspeitas de corrupção e flerta com soluções golpistas não pode depois posar de defensor da pátria.

No fim, a contradição é gritante: aqueles que mais falam em patriotismo são justamente os que, diante de seus interesses políticos, parecem dispostos a colocar o Brasil em segundo plano. E talvez seja essa a revelação mais incômoda: por trás do discurso de patriotismo, há quem esteja disposto a servir a Trump; por trás do discurso anticorrupção, há quem relativize denúncias; e por trás do discurso em defesa da liberdade, há quem não aceite a própria democracia quando ela contraria seus interesses.

Soma-se a isso a volta do negacionismo contra as vacinas que, agora, estimula o aumento exponencial do sarampo, como ocorre no Brasil, sobretudo em São Paulo.

Numa recontagem sobre as vítimas fatais da pandemia de covid, o número revela o assustador resultado de mais de 2 milhões de brasileiros mortos em consequência da doença. Estudo divulgado pela Dra. Margareth Dalcolmo da Fiocruz.


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Política

O alzheimer do general Heleno não o fez esquecer que é um golpista contumaz

Depois da saga do personagem do pai, criado por Eduardo Bolsonaro, em que detona a saúde do velhinho preso, mas segue em tom de desabafo, dizendo que ele não pode cumprir sua pena na cadeia pela fragilidade de sua saúde, ele, na mesma pegada, já engata o apelo de anistia não para Bolsonro se tratar ou mesmo se preservar, mas para se candidatar à Presidência da República em 2026, além de toda uma exaustiva e sobreumana agenda que todo candidato é obrigado a cumprir.

Exatamente isso, o mesmo é um doente terminal com condições  atléticas de vencer o decátlo olímpico, ou seja, dez provas de atletismo, em que bateria recorde em cada uma delas, dos 100 metros rasos aos 3 mil metros; do salto triplo ao salto com vara, assim como os arremessos de peso, disco e dardo, entre outros.

Bolsonaro seria, ao mesmo tempo, um moribundo com a alma encomendada pelo padre Kelmon e o próprio Zeus do Olimpo em condições físicas incomparáveis, mesmo diante dos melhores atletas do planeta.

Agora vem o general Heleno “lembrar” que sofre de alzheimer há 7 anos, desde 2018, e que, em um desabafo contra a sua prisão, dizer que merece a liberdade continuada, numa suposta prisão domiciliar, com apoio direto dos parentes e amigos, abrindo uma ampla discussão na sociedade:

Como pode alguém sofrer de alzheimer há 7 anos e, numa fala quase como uma ressurreição, lembrar que sofre de esquecimento e demência, com a memória tão viva de forma tão malandra?

Esses dois suprassumos das desulpas cretinas, certamente, concluem que a qualidade de suas espertezas é muito mais relevante do que a burrice de uma sociedade inteira.

A essa altura dos fatos, uma coisa fica patente, além do cinismo de Bolsonaro, que deu três versões sobre a tentativa de se livrar da tornozeleira e fugir, o general Heleno nos faz lembrar, de forma incrédula, como um homem com alzheimer com alto nível de gravidade, estava tão ativo em 2022 para propor uma virada de mesa numa reunião miniserial, cobrando urgência para que Bolsonaro comandasse imediatamente um golpe de Estado.

O grande cientista e professor, Miguel Nicolelis, diz e prova que “nem a Inteligência Artificial é inteligente e muito menos artificial”.

Podemos concluir que a burrice de Bolsonaro e Heleno é mais burra e mais cínica do que eles próprios.


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Política

O figurino de extrema direita fofa de Tarcísio azedou geral na mídia

Até o mais boboca dos seres sabe que Tarcisio está fazendo comício em cima do caixão de Bolsonaro.

É golpista tentando dar golpe em golpista.

Se essa marmota vai colar para os bolsonaristas e para o clã? É evidente que não.

Não colou sequer na grande mídia que elegeu Tarcísio como direita moderada para caber num figurino mais palatável.

O sujeito está andando sobre brasa e, lógico, uma hora sai queimado.

Primeiro, na verdade, ele não quer anistia coisa nenhuma para Bolsonaro, ou ele seria escanteado como candidato da direita em 2026.

Daí a classificação carinhosa de “rato de esgoto” dada por Carluxo ao esperto.

O problema é que sua tática de atacar a justiça dizendo não confiar no Supremo, bateu quadrada na mídia e sua labareda do fogaréu artificial em favor da anistia de Bolsonaro em pleno julgamento, zebrou geral.

Com isso, sua imagem no meio midiático, que já fala em buscar outro nome que possa salvar a direita do fracasso eleitoral em 2026.


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Vídeo – Advogado de golpista tentou causar provocando Moraes e levou um fora: “Fique à vontade”

Durante o julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o chamado “núcleo 3”, da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) acusados de tramar um golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes rebateu insinuações de um dos advogados que tentou provocá-lo.

Entre os réus estão onze militares e um agente da Polícia Federal (PF), que, segundo a acusação, atuaram para pressionar as Forças Armadas a aderir ao plano golpista.

O advogado Ramon Mas Gomez Júnior, defensor do agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, afirmou que Moraes estaria “incomodado” com alegações de que o STF não teria competência para julgar o caso.

“Preliminarmente, eu sei que Vossa Excelência, o ministro Relator Alexandre de Moraes fica incomodado com as defesas que trazem a questão da incompetência desse Juízo… eu não vou aqui dar aula de Direito Constitucional, Direito Penal, até porque os colegas que me antecederam já fizeram”, disse Ramon.

Moraes, mantendo-se calmo, interrompeu o advogado e negou a afirmação. “Doutor, fique à vontade”, rebateu o ministro na sessão desta terça-feira (20). Com DCM.

Veja:

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Golpista enganou mais de 40 senadores e deputados pelo WhatsApp, diz site

Estelionatário utilizava engenharia social para enganar os parlamentares.

Um golpista, de 35, suspeito de estelionato, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira (20). O homem aplicou golpes em senadores e deputados durante quase um ano. A operação foi batizada de “Parlamento”.

Segundo as investigações, o estelionatário utilizava engenharia social, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, para enganar os parlamentares. A informação foi dada inicialmente pelos jornalistas Thalita Vasconcelos e Carlos Carone, do site Metrópoles.

Os parlamentares vítimas enviavam dinheiro ao golpista acreditando que estavam ajudando outro colega. Mais de 40 parlamentares foram vítimas, com prejuízos que ultrapassam os R$ 40 mil.

Operação da Polícia Civil
A Operação da Polícia Civil do DF apreendeu três aparelhos celulares, dois pen drives e vários cartões bancários, que serão submetidos à perícia a fim de aprofundar as investigações. Não houve prisões.

golpista

 

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Como líder da trama golpista, Bolsonaro pode pegar 43 anos de prisão

Agora, caberá ao STF decidir o futuro de Bolsonaro e dos demais denunciados.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado. A denúncia, baseada nas investigações da Polícia Federal (PF), foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento da conspiração, mas atuou diretamente como seu líder. A informação foi detalhada pelo jornalista Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo.

Segundo Gonet, a organização criminosa liderada pelo ex-presidente possuía um “projeto autoritário de poder” com forte influência de setores militares. Entre os denunciados, 23 são militares, incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro.

Se condenado pelos crimes listados na denúncia, Bolsonaro pode enfrentar mais de 43 anos de prisão. A defesa do ex-presidente, no entanto, rebateu as acusações e alegou que não há provas que o conectem diretamente ao plano. “Nenhum elemento que conectasse minimamente o presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado”, afirmaram seus advogados em nota.

Os crimes atribuídos a Bolsonaro e aliados
A denúncia detalha os crimes que teriam sido cometidos na tentativa de subverter a ordem democrática. São eles:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito – pena de 4 a 8 anos de prisão;
  • Golpe de Estado – pena de 4 a 12 anos de prisão;
  • Organização criminosa armada – pena de 3 a 8 anos, podendo chegar a 17 anos com agravantes;
  • Dano qualificado contra patrimônio da União e ameaça grave – pena de 6 meses a 3 anos;
  • Deterioração de patrimônio tombado – pena de 1 a 3 anos.

A denúncia de 272 páginas foi encaminhada à Primeira Turma do STF, que decidirá se há elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

A reunião com a cúpula militar e o ‘ato de insurreição’
Um dos principais elementos citados na denúncia é a reunião realizada em 14 de dezembro de 2022, entre Bolsonaro, os comandantes das Forças Armadas e o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. Segundo a Polícia Federal, esse encontro teria sido uma ação preparatória para a tentativa de golpe, frustrada pela falta de adesão da cúpula do Exército.

“O Presidente da República, que é a autoridade suprema das Forças Armadas, reuniu a cúpula dessas Forças para expor um planejamento minuciosamente concebido para romper com a ordem constitucional. Tem-se um ato de insurreição em curso, apenas ainda não consumado em toda a sua potencialidade danosa”, descreve Gonet na peça enviada ao STF.

Plano de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes
Outro ponto grave da denúncia diz respeito à suposta anuência de Bolsonaro ao chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes. De acordo com Gonet, o ex-presidente “tinha conhecimento e concordou com o plano”.

Lista completa dos denunciados
Além de Bolsonaro, foram denunciados:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros
  • Alexandre Ramagem
  • Almir Garnier Santos
  • Anderson Torres
  • Angelo Martins DenicoliAugusto Heleno
  • Bernardo Romão Correa Netto
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
  • Cleverson Ney Magalhães
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
  • Fabrício Moreira de Bastos
  • Fernando de Sousa Oliveira
  • Filipe Garcia Martins
  • Giancarlo Gomes Rodrigues
  • Guilherme Marques de Almeida
  • Hélio Ferreira Lima
  • Marcelo Bormevet
  • Márcio Nunes de Rezende Júnior
  • Marcelo Costa Câmara
  • Mario Fernandes
  • Marília Ferreira de Alencar
  • Mauro Cid
  • Nilton Diniz Rodrigues
  • Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
  • Rafael Martins de Oliveira
  • Reginaldo de Oliveira Abreu
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo
  • Ronald Ferreira de Araujo Júnior
  • Silvinei Vasques
  • Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros
  • Walter Souza Braga Netto
  • Wladimir Matos Soares
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‘Aceitem a democracia’, diz o maior golpista do Brasil

O artigo surgiu no site de um dos maiores jornais brasileiros como se fosse mais um texto opinativo corriqueiro, em meio aos palpites daqueles que tentam entender a complexidade da política nacional.

Chamou atenção pela assinatura do articulista, que contrastava com o título. O autor: Jair Bolsonaro (aquele mesmo!) O título: “Aceitem a democracia”.

Nas 623 palavras seguintes, um amontoado de mentiras, distorções e manipulações de fatos é apresentado no espaço jornalístico que ao menos em tese deveria ser dedicado a perseguir a verdade.

Ao contrário: em tom de tese cívica, como se fosse uma desinteressada defesa do bem comum, a Folha ofereceu ao leitor um rosário de lorotas.

“Aceitem a democracia”, diz o homem que usou a autoridade de presidente da República para tentar desacreditar o processo eleitoral de seu próprio país.

“Aceitem a democracia”, pede o sujeito que incitou seguidores a investirem contra as instituições, invadindo as sedes dos Poderes, em Brasília.

“Aceitem a democracia”, clama o homem que incentivou um hacker a invadir o sistema de informática do Tribunal Superior Eleitoral.

Tentando simular naturalidade, o ghost writer de Bolsonaro escreveu que “quando uma ideia ganha a alma do povo, é inútil tentar matá-la simplesmente por meio da violência”. Difícil definir o sentimento de ler algo assim assinado pelo personagem inspirador de grupos que levantaram detalhes da rotina dos seguranças do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e de Lula, para atacá-los.

Justamente o signatário que serviu de guia aos homens que planejaram e quase conseguiram concluir um atentado a bomba no aeroporto de Brasília.

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Política

Ao defender perdão a golpista, 31% apostam que bandido bom é bandido impune

O Datafolha apontou que 63% dos brasileiros são contra passar a mão na cabeça de quem tentou golpe de Estado, discordando de Bolsonaro — que defendeu esse perdão pensando, claro, em si mesmo. Bem, esses dois terços não fazem mais do que sua obrigação como cidadãos e como seres humanos.

O que causa engulho são os 31% que defendem anistiar quem tentou transformar o Estado democrático de direito em geleia no dia 8 de janeiro de 2023. Como o bolsonarismo-raiz representa algo entre 15% e 20% da população, eles não estavam sozinhos nessa posição ultrajante. De acordo com o levantamento do Datafolha, 40% desses favoráveis à anistia votaram em Jair no segundo turno de 2022, mas 25% dos 31% foram eleitores do petista.

As razões para isso são as mais variadas: do pessoal que vê o 8 de janeiro como uma revolução popular contra um golpe que teria acontecido de fato nas urnas em um conluio de PT, STF, TSE, bilionários pedófilos, produtores de vacina chineses, cavaleiros templários, os illuminati e, claro, Leonardo DiCaprio até aqueles que acham melhor contemporizar a violência em nome da paz. A turma do deixa-disso, um clássico do terror nacional.

Independente da razão (se é que podemos usar esse termo), na prática, esse pessoal está defendendo que bandido bom é bandido impune.

E como não adotam o mesmo padrão para outros crimes, assumem, consciente ou inconscientemente, que contam com bandidos de estimação.

Tentativa de golpe de Estado é, sob qualquer aspecto, muito pior que o porte de drogas. Mas, para uma parcela, precisamos dar anistia a quem atentou contra o Estado Democrático de Direito e mandar para o xilindró sem direito à fiança quem é pego fumando maconha.

Essa não é a única contradição. Na opinião de muitos “homens e mulheres de bem”, quem furta comida diante do desespero de ver seus filhos passando fome precisa ser trancafiado. Mas ajudar um candidato que perdeu a eleição a se eterninzar no poder através da invasão e vandalismo da sede dos Três Poderes na esperança de que as Forças Armadas decretassem uma operação de GLO e assumissem o poder deveria ser motivo de prêmio.

Sempre vai ter gente antidemocrática ou blasé. Mas esses 31% poderiam ser bem menos, claro. A receita para tanto é a mesma para que não esqueçamos do golpe de 1964 — que completa 60 anos neste domingo de Páscoa: contar e contar a história, principalmente às novas gerações, para que não nos esqueçamos que a liberdade da qual o país desfruta não veio de mão beijada. Mas custou o sangue, a carne e a saudade de muita gente.

Enquanto isso, Bolsonaro trabalha incansavelmente em entregar o seu ponto de vista. “Uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação!”, pediu o ex-presidente, em cima do trio elétrico para uma multidão de seguidores em 25 de fevereiro. Sob a justificativa de “pacificar” o país, tentou convencer a turma que faltou às aulas de História que o melhor é um arranjo para não puni-lo pelos crimes que cometeu.

Golpes quando esquecidos continuam gerando consequências. O golpe impune de 1964 continua vivo nos militares que insistem em melar eleições, no discurso cínico de que as Forças Armadas são o poder moderador e na corrupção de fardas limpas com braço forte e mão leve. Mas também segue vivo na tortura pelas mãos de policiais nas periferias, herdeiros dos métodos e técnicas desenvolvidos na repressão, que matam negro e pobre sob a certeza de a sociedade não tem memória, quiçá justiça.

*Leonardo Sakamoto/Uol

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Vídeo: Sâmia chama Salles de “golpista e covarde” por elogio à ditadura

Nesta terça-feira (1º), durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o deputado Ricardo Salles (PL), relator do colegiado, causou polêmica ao defender a ditadura militar. A deputada Sâmia Bomfim (PSOL) reagiu veementemente às declarações, chamando Salles de “covarde e golpista”.

As declarações de Salles ocorreram durante o depoimento do general Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O deputado perguntou a opinião do militar sobre a ditadura militar e elogiou o golpe de 31 de março de 1964, que culminou no período ditatorial.

Sâmia Bomfim criticou duramente as falas do relator, destacando os horrores vividos por milhares de brasileiros e brasileiras durante o regime militar. A parlamentar ressaltou que muitas mães até hoje não têm informações sobre o paradeiro de seus filhos, que foram perseguidos e torturados na ditadura. Além disso, ela enfatizou que o período ditatorial não permitia debates democráticos, o que torna absurdo qualquer elogio a tal regime.

A deputada também fez críticas ao presidente da CPI, Tenente-Coronel Zucco (Republicanos), por não ter repreendido as falas de Ricardo Salles. Ela ressaltou a importância do presidente da CPI defender o estado democrático de direito e apontou que é papel dele repreender parlamentares que atentam contra a democracia.

*247

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Opinião

A escória golpista entra em pânico

O que as investigações revelam é aquilo que todos já sabiam. Nesse catálogo de golpistas e outras tentativas, não tem estrofes cantadas, mas sim rítmicas que vão muito além dos refrões característicos da literatura histórica dos conspiradores.

A prosa, como se pode notar em seu exemplar, é muito maior e saudada pelo que existe de pior nas Forças Armadas e no empresariado brasileiros.

O emprego da violência na escala, como foi feito no dia 8 de janeiro, foi construído por muitas mãos e entoado por muitas bocas.

E se, a princípio, isso exigia uma delicada operação para desvendar o novelo, a partir do fio da meada, para se chegar ao ambiente concreto que precedeu o dia 8, os vazamentos feitos pelo telefone de Mauro Cid são de um complô muito maior, com um coral muito mais afinado do que se previa.

Lógico que as pressões para aliviar Mauro Cid da encrenca em que se enfiou, vêm dos próprios criminosos que, junto com ele, formularam a invasão dos Três Poderes.

Isso não foi somente adivinhar que havia muito mais gente e em vários graus de envolvimento na tentativa de golpe.

Na verdade, essas revelações só acrescentam como o agrupado sistema vinha nessa toada há muito tempo.

O fato é que essa escória, da qual ainda não se tem o número total de parcitipantes, está enfiada numa encrenca aguda e não tem como sair disso que não seja com um carimbo de criminoso na testa.

Ou seja, o tempo escureceu para essa choldra bolsonarista.

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