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Nexus/BTG: Nova pesquisa confirma que Lula se distancia de Flavio e vence todos os adversários

Resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept

Pesquisa Nexus/BTG, realizada entre os dias 22 e 24 de maio, mostra que o presidente Lula abriu vantagem sobre o principal adversário nas eleições presidenciais deste ano, Flávio Bolsonaro. O petista venceria tanto o primeiro turno quanto o segundo turno, se a votação fosse hoje.

No cenário mais provável de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, aumentando em 2 pontos percentuais a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 35%. Esse resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept, com diálogos entre Flávio e Daniel Vorcaro.

Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Romeu Zema (Novo), 4%, e Renan Santos (Missão), 3%. Joaquim Barbosa, 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.

No segundo turno, Lula venceria todos os oponentes. Num cenário mais plausível, o presidente teria 47% e Flávio Bolsonaro 43%, o que representa um aumento de 3 pontos percentuais da vantagem a favor do petista.

Lula teria 49% a 38% de Romeu Zema (aumento de 7 pp na distância entre os dois) e 46% contra 40 de Ronaldo Caiado (aumento de 2 pp entre os dois).

Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 26%.

O restante dos candidatos está muito distante: Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm 2% cada. Jair Bolsonaro aparece com 1%, apesar de estar inelegível. Joaquim Barbosa, Augusto Cury e Cabo Daciolo não pontuaram.

A pesquisa ouviu 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026. ICL.


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Política

Lembrem a Luciano Huck que, até a chegada de Lula ao poder em 2002, morriam por dia 300 crianças em decorrência da fome

Em decorrência da avalanche de críticas que vem sofrendo por uma fala ultraconservadora, que está na boca de todos os candidatos de direita à Presidência da República, contra o Bolsa Família, ou seja, um simples prato de comida na mesa dos brasileiros, Luciano Huck usa a velha tática ridícula do “tiraram a minha fala de contexto”.

É a velha história, o hábito faz o monge.

Herdeiro de família rica, jamais viveu algo perto da penúria, da fome e da miséria absoluta, Luciano Huck é a figura de uma casta de herdeiros que assumiram um protagonismo na direita brasilira em defesa dos “costumes”.

Sua justificativa tosca limita-se ao mesmo ramerrão reacionário de que R$ 600 de ajuda de custo de um programa social do governo, como o Bolsa Família, produz indolentes.

Se pegar ao pé da letra, foi exatamente isso que, em pleno Clube da Hebraica, na campanha de 2018, Bolsonaro disse o mesmo dos negros quilombolas e dos índios sobre indolência, mesmo um sujeito que nunca trabalhou na vida e que sempre viveu das tetas do Estado, assim como educou os filhos para o mesmo fim, pois também nunca trabalharam na vida e já nasceram com a boca nas tetas do Estado onde permanecem até hoje.

Na verdade, o ato falho do bilionário, Luciano Huck, que não vê problema em fazer propaganda para as Bets, apenas reforçou o disurso dos candidatos de direita à Presidência da República.

Imaginar que, até a chegada de Lula ao governo em 2002, 300 crianças morriam por dia de inúmeras doenças em decorrência da fome, ou seja, 9 mil crinças ao mês, num país que se orgulha de ser um celeiro alimentar do mndo, em pleno 2026, um sujeito que sempre viveu deitado em berço esplêndido, passa e muito de qualqurr conceito de sarcasmo.

Essa lógica cultural que as classes economicamente dominantes carregam na alma, tatuada como símbolo escravagista, segue os mesmos passos da nata oligárquica do século XIX.

Um sujeito que, certamente, encara a abolição dos negros escravizados no Brasil com o mesmo olhar da aristocracia cafeeira, deixa claro que não é um prato de comida que faz qualquer mal ao país e aos brasileiros pobres, mas a mesquinhez chucra, sem qualquer polimento. sem qualquer carapaça midiática, como a que sua língua de trapo lhe traiu, sim, é que é a grande chaga moral, social, econômica e humanitária desse país, que sempre produziu a miséria e a fome como forma de domínio institucional e poder sobre a imensa maior parte do povo brasileiro.


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Pesquisa

Lula lidera com vantagem sobre Flávio entre eleitores de Centro, mostra DataFolha

Tentativa de Flávio de se colocar como candidato “moderado” cai por terra após revelação de áudios com Daniel Vorcaro para produção de filme sobre Bolsonaro; senador tem 20% dos votos de Centro

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de centro. O levantamento aponta que há dificuldades para outros nomes da chamada “terceira via” conquistarem os votos do segmento.

Na faixa dos entrevistados que se posicionam no centro, representado pelo nível 4, entre 1 (extrema esquerda) e 7 (extrema direita), Lula alcança 29% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 20%.

O resultado mostra pela primeira vez a dificuldade do senador em consolidar a imagem de “candidato moderado”, estratégia eleitoral que vinha sendo adotada pela extrema direita após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e militares do seu governo por tentativa de golpe de Estado. Indicado pelo próprio pai para representar o bolsonarismo na corrida eleitoral de 2026, Flávio aposta tudo na confiança de que poderá derrotar Lula nas urnas, embora todas as pesquisas e especialistas digam o contrário.

A revelação de áudios de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, investigado em um dos maiores escândalos financeiros do país, abalou a sua pré-candidatura, e fez vários bolsonaristas pularem do barco. Em meio à repercussão do caso e às revelações de que também teria visitado o banqueiro durante sua prisão domiciliar, o senador entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar censurar a pesquisa Atlas Bloomberg divulgada na terça-feira (19), que apontava queda em sua pré-candidatura à Presidência em razão da associação com o caso Banco Master.

Na semana passada, deu mais um passo na radicalização do discurso.“Todos vocês, cada uma dessas famílias, a gente vai honrar vocês. Vocês vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027 junto com a gente”, disse durante evento realizado neste sábado (17) em Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. A ocasião foi o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado Federal.

Ronaldo Caiado, filiado ao PSD, bolsonarista que procura se posicionar como força de centro, aparece com apenas 6% entre os eleitores centristas. Pelo Avante, o escritor Augusto Cury é quem mais explicitamente busca ocupar o espaço do centro político. A estratégia apresenta algum resultado no levantamento do Datafolha: ele registra 6% nesse segmento, embora tenha apenas 2% das intenções de voto no eleitorado geral.

Já outros pré-candidatos apresentam desempenho discreto entre os eleitores moderados. Renan Santos (Missão) soma 5%, enquanto Romeu Zema (Novo) aparece com 4%.

Avaliação positiva de Lula
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nova melhora gradual, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23). Embora a gestão ainda registre mais avaliações negativas do que positivas, a diferença entre os dois índices vem diminuindo de forma consistente nas últimas semanas.

De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como ótima ou boa. Outros 28% classificam a gestão como regular.

Os números representam uma continuidade na recuperação da imagem do governo. Em abril, a distância entre avaliações negativas e positivas era de 11 pontos percentuais, 40% contra 29%. Na semana passada, caiu para 9 pontos, 39% a 30%. Agora, chegou a 6 pontos, 38% a 32%.

Além disso, aprovação e desaprovação do presidente aparecem tecnicamente empatadas pela primeira vez em meses. Segundo o Datafolha, 48% aprovam o trabalho de Lula, enquanto outros 48% desaprovam. No levantamento anterior, o cenário era mais desfavorável ao petista: 45% aprovavam e 51% desaprovavam.

O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios do país entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Forum.


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Pesquisa

Datafolha: Lula tem 9% de vantagem sobre Flávio após crise com Vorcaro

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (22), mostra que o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão do caso envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o rival registra 31%.

No levantamento anterior, divulgado uma semana antes, a diferença era de três pontos, com 38% para o petista e 35% para o senador. A mudança também foi registrada na simulação de segundo turno.

Segundo turno

O empate de 45% verificado na pesquisa passada deu lugar a uma vantagem de quatro pontos para Lula, que agora soma 47% contra 43% de Flávio. O levantamento foi realizado após mais de uma semana de repercussão do caso.

Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do caso. Entre aqueles que ouviram falar do episódio, o mesmo percentual considera que Flávio agiu de forma inadequada. O senador inicialmente classificou a informação como falsa, mas depois admitiu ter solicitado recursos para a produção do longa-metragem sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Apesar do recuo, Flávio segue isolado na segunda posição da disputa presidencial. Atrás dele aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Renan Santos (Missão), com 3%, e Samara Martins (UP), também com 3%. Os demais nomes testados aparecem com índices entre 1% e 2% das intenções de voto.

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre os demais adversários avaliados. Contra Caiado, o presidente alcança 48%, enquanto o ex-governador goiano registra 39%. No confronto com Zema, Lula também marca 48%, diante de 39% do mineiro. DCM.

A pesquisa voltou a testar o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após cinco meses. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula, ela aparece com 43%, enquanto o presidente tem 48%.

Já no primeiro turno, Michelle registra 22%, abaixo dos 31% obtidos por Flávio, embora permaneça à frente dos demais concorrentes.


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Política

Lula escracha Flávio Bolsonaro por ligação com Daniel Vorcaro

Presidente rompeu o silêncio sobre o escândalo em evento cultural no Espírito Santo e ironizou a contradição entre o discurso da família Bolsonaro e o recebimento de R$ 61 milhões de um ex-banqueiro investigado pela PF para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou publicamente, pela primeira vez de forma direta, o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal. Durante evento para anunciar ações para o setor cultural, realizado nesta quinta-feira em Aracruz, no Espírito Santo, Lula afirmou que as revelações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” são “apenas o que a gente sabe agora” e advertiu que “ainda vai aparecer muito mais coisa”, em referência ao aporte de pelo menos R$ 61 milhões que o senador admitiu ter recebido de Vorcaro para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A fala do presidente
Uma semana atrás, quando o caso veio à tona, Lula havia desviado da questão com uma frase curta: “É um caso de polícia, não meu.” Nesta quinta-feira, em Aracruz, o tom mudou. O presidente escolheu um evento do setor cultural para fazer o que evitara até então: nomear o episódio, confrontar a contradição e antecipar novos capítulos. “A verdade tarda mas não falha”, disse, antes de disparar a comparação que resume o argumento político do governo.

“Vocês, que são da área cultural desse país, sabem quantas ofensas artistas receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet. Mas nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro”, afirmou Lula. A ironia é direta: durante anos, a família Bolsonaro transformou a Lei Rouanet em alvo preferencial de sua retórica anticultural, acusando artistas de viver às custas do Estado. Agora, o filho mais velho do ex-presidente admite ter captado dezenas de milhões de dólares de um investigado por crimes financeiros para financiar uma produção sobre o pai.

O presidente foi além da ironia. Referindo-se ao senador sem citá-lo pelo nome, afirmou: “Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estivesse pegando milhões de dólares para fazer um filme do pai? Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora.” A frase “ainda vai aparecer muito mais coisa” foi o sinal mais claro de que Lula passou a tratar o caso como munição política, e não apenas como matéria de polícia.

O caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro
O escândalo ganhou contornos concretos após o site The Intercept Brasil revelar áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Até então, o senador afirmava publicamente nunca ter falado com o ex-dono do Banco Master. Diante das gravações, a versão desmoronou. Flávio admitiu que negociou e recebeu pelo menos R$ 61 milhões de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, descrito como uma versão romanceada da trajetória de Jair Bolsonaro.

As admissões vieram em etapas, cada uma precedida por uma negação que as reportagens subsequentes desfizeram. A mais recente foi a confirmação de que o senador visitou Vorcaro na residência do ex-banqueiro, em São Paulo, enquanto ele cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Segundo Flávio, o encontro serviu para “botar um ponto final” na história e cobrar pagamentos atrasados relacionados ao filme. O senador alega que buscou os recursos sem oferecer qualquer vantagem em troca. A produtora Karina Ferreira Gama, dona da Goup Entertainment, confirmou que Vorcaro foi responsável por cerca de 90% dos recursos do projeto, estimado em US$ 13 milhões no total.

Contexto das investigações
A situação jurídica de Daniel Vorcaro é o elemento que transforma o episódio de constrangimento político em caso de potencial gravidade institucional. O ex-banqueiro foi preso preventivamente em novembro do ano passado ao tentar embarcar para Dubai em um jatinho particular. Meses depois, em março deste ano, teve nova prisão decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de obstrução de Justiça. É nesse contexto que Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em sua residência, durante o cumprimento da prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

O próprio senador forneceu, involuntariamente, a medida do problema. Ao justificar a visita, afirmou que, se soubesse antes da gravidade das investigações envolvendo Vorcaro, teria buscado outros investidores para o projeto. De acordo com a Forum, a declaração confirma que o vínculo financeiro existia enquanto as investigações avançavam, e que a decisão de mantê-lo foi consciente, ainda que o senador negue qualquer irregularidade. Lula resumiu a dimensão do que ainda pode vir: “Isso é apenas o que a gente sabe agora.”

Combate ao crime organizado
O evento no Espírito Santo serviu também como plataforma para Lula reforçar sua agenda de segurança pública e cooperação internacional. O presidente relatou ter entregado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o endereço e o nome do empresário Ricardo Magro, investigado por fraudes e foragido em Miami. Lula reforçou a disposição da Polícia Federal para atuar em casos de grande repercussão.

A menção a Magro não foi casual. Ao colocar lado a lado a entrega de informações a Trump sobre um foragido e o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro, Lula construiu um contraste político deliberado: de um lado, um governo que coopera com investigações internacionais e entrega suspeitos; de outro, um senador que visitou um investigado em prisão domiciliar para tratar de negócios. A narrativa de “combate à corrupção”, bandeira histórica da família Bolsonaro, aparece, no discurso presidencial, como mais uma contradição a ser cobrada nas urnas.


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Pesquisa

Pesquisa Vox Brasil: Lula dispara e deixa o azarão para trás

Pesquisa mostra queda de 5,7% nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro após escândalo com Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Vox Brasil.

De acordo com os dados, Lula soma 46,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,1%. A pesquisa foi realizada após a divulgação do caso envolvendo um áudio em que o senador negocia recursos com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O episódio veio a público em 13 de maio, em reportagem do Intercept Brasil. Na conversa, datada do início de 2025, Flávio Bolsonaro trata do pagamento de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Vox Brasil, a diferença entre os dois candidatos aumentou após a repercussão do caso. O levantamento indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde a revelação do áudio, enquanto Lula avançou 6,6 pontos no mesmo período.

A pesquisa da Vox é a segunda de alcance nacional a apontar impacto negativo do episódio sobre a pré-candidatura do senador. Na terça-feira (19), levantamento da AtlasIntel também mostrou desgaste da imagem de Flávio Bolsonaro entre os eleitores.

A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026 e, segundo a Vox Brasil, foi financiado com recursos próprios ao custo de R$ 50 mil.

Lula tem 46,6% e Flávio Bolsonaro 38,1% no 2º turno

Veja:


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Pesquisa

Pequisa Atlas: Lula amplia vantagem após escândalo de Flavio com Vorcaro

Governo cresce enquanto Flávio e Michelle Bolsonaro recuam nos cenários eleitorais

No principal cenário de primeiro turno testado pela pesquisa:

Lula: 47% (+1,5)
Flávio Bolsonaro: 34,3% (-1,8)
Renan Santos: 6,9% (+0,4)
Romeu Zema: 5,2% (-0,3)
Ronaldo Caiado: 2,7% (-0,2)
Augusto Cury: 0,4% (estável)
Aldo Rebelo: 0,2% (estável)
Branco/nulo: 1,4% (-0,1)
Não sabem: 1,9% (+0,2)

O dado mais relevante desse cenário é a consolidação de Flávio Bolsonaro como único nome efetivamente competitivo do bolsonarismo. O senador aparece muito à frente de Zema e Caiado, reforçando a dependência da direita em relação à família Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro não ficou restrito ao noticiário político e já apresenta reflexos eleitorais. Enquanto Lula avançou no levantamento, Flávio Bolsonaro registrou queda.

A pesquisa também testou um cenário sem Flávio Bolsonaro e com Michelle Bolsonaro representando o campo bolsonarista.

Nesse quadro:

Lula: 47,8% (+1,3)
Michelle Bolsonaro: 30,4% (-2,4)
Renan Santos: 7,5% (+0,6)
Romeu Zema: 5,9% (-0,1)
Ronaldo Caiado: 3,1% (+0,2)
Branco/nulo: 2,4% (+0,1)
Não sabem: 2,9% (+0,3)

O levantamento sugere que, apesar da força da marca Bolsonaro, a transferência de capital político dentro da própria família encontra limites.

O cenário reforça uma preocupação crescente dentro da direita: trocar Flávio por Michelle ou outro nome pode significar risco real de perder competitividade e até de ficar fora do segundo turno.

Segundo turno
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece na frente.

O cenário mostra:

Lula: 50,6% (+1,7)
Flávio Bolsonaro: 45,1% (-1,5)
Branco/nulo: 2,2% (-0,1)
Não sabem: 2,1% (-0,2)

Os números indicam que Lula preserva uma frente eleitoral mais ampla fora do núcleo petista, enquanto Flávio ainda encontra dificuldades para ultrapassar o teto do eleitorado bolsonarista mais fiel.

Os cruzamentos demográficos da pesquisa mostram que Lula segue especialmente forte entre os mais pobres, no Nordeste e entre eleitores que votaram nele em 2022. Já a direita continua mais forte entre evangélicos, eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Outro dado importante é o enfraquecimento dos nomes alternativos da direita. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem fragmentando o eleitorado conservador, mas sem demonstrar capacidade real de liderar o campo oposicionista.

Na prática, a pesquisa sugere que o bolsonarismo entrou em um ponto de dependência da própria família Bolsonaro. Sem Jair Bolsonaro elegível, Flávio aparece como herdeiro natural do espólio político do ex-presidente, enquanto outros nomes seguem incapazes de ocupar plenamente esse espaço.

O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

*Com informações do ICL


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Economia Política

Lula vai anunciar investimentos de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta segunda-feira (18), em São Paulo, investimentos da ordem de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030. A expectativa é a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos.

Os recursos serão voltados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

Lula visitará a Refinaria de Paulínia (Replan) onde parte dos recursos anunciados (R$ 6 bilhões) serão investidos.

O local é responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

Pelo faturamento anual, a refinaria representa aproximadamente 1% do PIB do Brasil.

Nesta semana, o presidente visitou a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que também pertence a Petrobras.

“O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, disse Lula.

A Fafen retomou a produção em janeiro deste ano depois do investimento de R$ 100 milhões. De acordo co m o Vermelho capacidade de produção é de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.

A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.


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Política

Zarattini: “Lula virou o jogo e vai crescer nas próximas pesquisas”

Deputado do PT afirma que operação contra Ciro Nogueira e agenda internacional de Lula alteraram o cenário político

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que o cenário político mudou após a operação da Polícia Federal envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. Segundo ele, a conjuntura que até poucos dias atrás era marcada por avaliações negativas sobre o governo federal passou a apresentar sinais de recuperação política do presidente.

“Até alguns dias atrás o clima era de derrota do governo. Falavam que o Flávio Bolsonaro estava crescendo nas pesquisas, que o Lula tinha virado um ‘pato manco’. Mas bastaram alguns dias para a situação mudar completamente”, declarou.

Para Zarattini, a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal contra Ciro Nogueira e a agenda internacional de Lula alteraram o ambiente político nacional. “Hoje, o pato manco já não está mais manco. A situação é outra. Já começaram a aparecer pesquisas mostrando redução dos votos do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O parlamentar também relacionou a mudança de cenário ao desempenho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando crescimento da desaprovação ao governo paulista. Segundo ele, isso pode impactar diretamente o campo bolsonarista na disputa presidencial.

“Em São Paulo já existem pesquisas mostrando aumento da desaprovação do Tarcísio. Isso é muito importante porque a votação paulista é decisiva. Se a votação do Haddad cresce e a do Tarcísio diminui, isso repercute nacionalmente”, disse.

Zarattini avaliou que a gestão estadual enfrenta desgaste em temas como a privatização da Sabesp e o sistema de pedágio eletrônico free flow. “Existe uma revolta muito grande da população com a privatização da Sabesp. Há pesquisas indicando que mais de 60% defendem a reestatização. O free flow também está amplamente rejeitado”, afirmou.

Na avaliação do deputado, a mudança no ambiente político pode produzir novos resultados eleitorais já nas próximas semanas. “O cenário está mudando rapidamente. Pode ser que em poucos dias a gente veja pesquisas apontando outra realidade”, declarou.

O parlamentar também comentou os reflexos desse quadro sobre a estratégia eleitoral do campo governista para 2026. Segundo ele, a prioridade do PT será ampliar alianças nos estados e aumentar as bancadas no Congresso Nacional.

“Nós queremos ampliar a bancada na Câmara e reduzir a presença da extrema direita no Senado. Vamos fazer alianças para construir uma base mais sólida”, afirmou Zarattini ao 247.

Zarattini disse ainda que o governo precisará manter articulação política para aprovar projetos considerados prioritários, como a redução da jornada de trabalho e medidas econômicas ligadas ao controle da inflação. Mesmo diante de derrotas recentes no Congresso, ele afirmou que o governo não deve agir de forma imediatista.

“A gente tem que levar em conta aquele velho lema: vingança é um prato que se come frio. Vai chegar o momento em que será possível dar a virada”, declarou.


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Atlas: Lula abre 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Levantamento Atlas aponta mudança no cenário após vazamento de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Trackings diários realizados pelo Instituto Atlas indicam uma mudança no cenário eleitoral para a disputa presidencial. Após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a simulação de segundo turno com vantagem de sete pontos percentuais.

Os dados, obtidos pela CNN Brasil e atualizados às 11h desta sexta-feira, mostram Lula com 49,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 42,6%. O resultado representa uma reversão em relação ao cenário anterior, marcado por empate técnico entre os dois adversários.

Na projeção dos votos válidos, de acordo com fontes ligadas ao instituto, Lula alcança 54%, contra 46% do senador fluminense.

Ainda segundo o levantamento, outros nomes cotados no campo da direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não apresentaram alterações relevantes no cenário eleitoral. Os três registraram leve crescimento nas intenções de voto no primeiro turno, mas tiveram recuo nas simulações de segundo turno.


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