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Política

Kassio Nunes suspende pesquisa que mostrou Flávio Bolsonaro ladeira abaixo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg publicada em 19 de maio, que apontava o derretimento das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão liminar foi tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte e relator do caso.

A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia do levantamento. Segundo a legenda, o questionário teria sido elaborado de forma a influenciar os entrevistados e prejudicar a imagem do pré-candidato ao Planalto.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que existem indícios de comprometimento da metodologia utilizada. Para o ministro, os elementos analisados sugerem possível “contaminação das respostas” e levantam dúvidas sobre a regularidade da pesquisa.

O magistrado destacou que a suspensão da divulgação não representa uma conclusão definitiva sobre o caso. Segundo ele, a medida busca evitar efeitos da publicação enquanto o mérito da ação é analisado.

“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, escreveu.

Nunes Marques também alegou que há indícios de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”. Para ele, “a controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

A decisão menciona ainda que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE não utilizaram perguntas semelhantes nem incluíram a veiculação de áudio como ocorreu no levantamento questionado. De acordo com o DCM, o ministro determinou que a empresa apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia adotada, especialmente em relação ao uso desse recurso.

Na pesquisa suspensa, Lula aparecia com 48,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrava 41,8%. Em levantamento anterior realizado em abril, os dois estavam tecnicamente empatados, com 47,8% para o senador e 47,5% para o presidente. O Ministério Público Eleitoral ainda deverá se manifestar antes da análise definitiva do caso.


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Política

Os inúteis antipetismo e o antilulismo são a marca da direita, sempre

A principal plataforma da direita, desde que Lula chegou ao poder, pela primeira vez em 2002 e segue até os dias que correm, é o antipetismo, como se fosse um livro sagrado.

Ocorre que, na prática, a coisa se dá ao oposto, ou seja, isso é uma ferramenta de preguiçoso, típica de um saco de gatos que não consegue fazer um depate político que não seja o ramerrão antilula e antiPT, então, é derrota sobre derrota para a direita e, a solução é golpe sobre golpe, como ocorreu com Dilma e processado por Carla Zambelliom a condenação e prisão de Lula sem prova de crime.

Foram duas farsas que se arrastam nas línguas de trapo dessa direita falida moralmente e economicamente, já que os casos concretos de corurpção no Brasil são justamente da direita, que acusa o PT de corrupção e, na economia, não tem graça comentar.

Todos os governos, absolutamente todos de direita, incluindo os da ditadura, entregaram o Brasil aos brasileiros na bancarrota.

Mas por que isso ocorre? Porque a direita não tem ideologia, apenas um bate-estaca neoliberal que, desde sempre, na prática, deu mais do que errado, fois desastroso. E ao contrário da crença dessa gente, fora os esquisitos que tomam detergente, é que a direita é um monumento de excrementos que antipetismo nenhum os salva da derrota.

Agora mesmo, independente de toda essa lambança e corrupção dos vigaristas trapalhões do clã Bolsonaro em que criou-se uma meleca política, misturando Trump com Vorcaro, Master com EUA, muita gente, por devoção, inclusive na mídia, vendia Flavio como vencedor na disputa presidencial. Aliás, a mídia parece que não pode ver um pangaré, que se apaixona.

Foi assim com Pablo Marçal, foi assim com Bolsonaro, que jamais chegaria à Presidência da República, se não fosse por um juiz corrupto e ladrão, como disse o deputado Glauber Braga, ao classificar Sergio Moro., já que este conseguiu um fato inédito, ser malvisto pelos eleitores de direita e de esquerda, tal o borralho de seu caráter e burrice aguda.

Mas o que dizemos aqui é que essa direita, que vive de compartilhamentos de mentiras com o seu exército de robôs, levou um tranco, sem poder revidar nos escândalos que envolvem Flavio e Vorcaro, que também estão associados a Eduardo Bolsonaro e aos diabos menores, assim como não tem qualquer rabisco de projeto de país que não seja para prejudicar a vida de uma gigantesca massa de brasileiros pobres e trabalhadores que se veem ameaçados de perda de direitos com as titicas tecnocratas que brotam na cabeça da imbecilidade reacionária.

Seja como for, o que o antipetismo e o antilulismo conseguiram provar até agora é que a direita é formada por amebas oportunistas, e disso não passa.

Independente dos escândalos que envolvem o clã Bolsonaro, Flavio tomaria um sarrafo de Lula nas urnas, simplesmente por ser um pária, filho de outro que devolveu 34 milhões de brasileiros à mais absoluta miséria e o Brasil ao mapa da fome, sem falar na rede de corrupção envolvendo compra de vacinas, que acabou porr provocar a morte de mais de 700 mil brasileiros.

O antipetismo só consegue provar que é uma prática criminosa e que só os pulhas vivem dela para justificar a própria burrice e limitação intelectual.

 


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Política

Lula sanciona lei que garante renovação automática da CNH

Legislação alcança apenas os bons condutores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (5) a lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores.

A medida autoriza a renovação sem custos para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.

A sanção presidencial ocorreu após o Senado aprovar a Medida Provisória (MP) 1327/25), criada em dezembro do ano passado pelo governo federal beneficiar os condutores.

De acordo com o Palácio do Planalto, cerca de 2 milhões de motoristas já foram beneficiados com a renovação automática.

Economia
De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a renovação gratuita já fez a população economizar R$ 854,8 milhões.

Confira as principais mudanças na renovação da CNH

  • Renovação da CNH: A nova lei garante a renovação automática sem custos para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNP).
  • Exames: Os exames de aptidão física e mental continuam obrigatórios. Os procedimentos só poderão ser feitos por médicos e psicólogos especialistas em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.
  • Custos: A lei tabelou os preços dos exames, que deverão ser fixados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, ficou instituído o reajuste anual dos preços dos exames pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

*Agência Brasil


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Pesquisa

Lula amplia vantagem e começa migração de votos bolsonaristas

Pesquisa Vox mostra crescimento de Lula, recuo de Flávio Bolsonaro e avanço de Caiado e Zema na disputa pelo eleitorado conservador

A mais recente pesquisa do Instituto Vox Brasil indica uma mudança relevante no cenário da sucessão presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 42,1% das intenções de voto no primeiro turno, abrindo vantagem de 8,5 pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 33,6%.

O movimento é significativo porque ocorre em meio a uma recuperação gradual da aprovação do governo federal e após uma sequência de episódios políticos que colocaram o bolsonarismo sob pressão. Desde meados de maio, Lula avançou quase oito pontos percentuais, enquanto Flávio perdeu quase três pontos, ampliando uma diferença que anteriormente era muito mais estreita.

Migração de votos fortalece nomes da centro-direita

O levantamento revela um fenômeno que começa a ganhar força na corrida presidencial: parte do eleitorado identificado com a direita parece buscar alternativas fora do núcleo bolsonarista.

Os principais beneficiados são o governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo). Caiado alcança 6,9% no primeiro turno e aparece em empate técnico com Lula em uma eventual segunda rodada. Zema registra 5,1% e também reduz significativamente a distância em um confronto direto com o presidente.

A evolução desses números sugere uma fragmentação do campo conservador. Enquanto Flávio Bolsonaro perde apoio, candidatos da direita tradicional ampliam espaço entre eleitores que demonstram resistência ao governo Lula, mas também apresentam dúvidas sobre a viabilidade eleitoral do bolsonarismo.

Efeito Trump e desgaste do bolsonarismo
A pesquisa foi realizada após a visita de Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e depois da decisão norte-americana de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Embora seja prematuro estabelecer uma relação direta entre esses acontecimentos e a movimentação eleitoral, os números mostram que o senador não conseguiu converter a exposição internacional em crescimento político. Pelo contrário: o levantamento registra perda de apoio justamente no período em que a agenda externa ganhou destaque.

Ao mesmo tempo, a defesa da soberania nacional diante das ameaças de novas tarifas contra produtos brasileiros tornou-se um tema central do debate político, favorecendo o discurso adotado pelo governo federal.

Lula mantém força entre mulheres e baixa renda

A liderança do presidente continua sustentada por segmentos decisivos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula abre vantagem de mais de 15 pontos sobre Flávio Bolsonaro. Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, a diferença é ainda mais expressiva: 55,1% contra 23,5%.

O desempenho também permanece forte entre idosos e entre os eleitores com menor escolaridade, grupos que historicamente apresentam elevada participação eleitoral.

Já Flávio Bolsonaro mantém seus melhores resultados entre homens, eleitores de renda mais alta e setores com maior escolaridade, mas esses nichos têm se mostrado insuficientes para compensar as perdas registradas em outras faixas do eleitorado.

Segundo turno reforça tendência de recuperação
No cenário de segundo turno, Lula aparece com 47,8% contra 41,3% de Flávio Bolsonaro. O dado chama atenção porque representa uma reversão completa do quadro observado em maio, quando o senador liderava numericamente a disputa.

A pesquisa também mostra que quase 40% dos eleitores ainda admitem mudar de voto até a eleição, indicando que o cenário permanece aberto à argumentação de campanha. Ainda assim, os números atuais apontam duas tendências simultâneas: o fortalecimento da posição de Lula e a crescente disputa, dentro do campo conservador, pelos votos que tradicionalmente orbitavam em torno do bolsonarismo.

Reconfiguração da disputa de 2026
Mais do que uma simples vantagem numérica de Lula, a pesquisa sugere uma reconfiguração do tabuleiro eleitoral. O presidente consolida sua liderança enquanto a direita vive um processo de reorganização interna.

O avanço de Caiado e Zema indica que uma parcela do eleitorado conservador busca alternativas capazes de dialogar com a agenda econômica liberal e com pautas da direita sem carregar o elevado índice de rejeição associado ao sobrenome Bolsonaro.

Se essa tendência se confirmar nos próximos meses, a disputa presidencial poderá deixar de ser apenas um confronto entre lulismo e bolsonarismo para incorporar uma terceira variável: a concorrência pela sucessão da liderança do campo conservador brasileiro, claramente em derretimento em relação à família Bolsonaro. Com Vermelho.


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Brasil Mundo

Trump declara guerra ao Pix, e Lula vai jogar a bomba na cabeça de Flávio Bolsonaro

O governo Donald Trump propôs ontem uma cacetada tarifária de 25% aos produtos brasileiros como punição por atos que, segundo ele, atrapalham empresas norte-americanas e listou, entre os culpados, a nossa verdadeira paixão nacional: o Pix. O governo Lula pretende associar a proposta de sanção contra o sistema de pagamento eletrônico à visita a Washington do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, na semana passada.

Em julho do ano passado, os EUA haviam aberto uma investigação comercial contra o Brasil e incluíram o Pix como possível prática desleal. A razão não era o Pix ser ruim para o povo brasileiro, mas ser bom demais sem depender deles.

A ferramenta virou mais do que um instrumento de pagamentos. É símbolo de eficiência estatal num país acostumado ao oposto. É inclusão financeira real. E, sobretudo, autonomia. Atacá-lo, portanto, não soa como debate técnico, mas como tentativa de enquadrar o Brasil ao papel de coadjuvante no sistema financeiro global.

Trump baixou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, em meados do ano passado, causando o fechamento de empresas e a perda de empregos no Brasil. Uma das razões apresentadas por ele foi o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O então deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se autoexilou nos EUA, disse que a decisão havia sido fruto de articulações que ele havia realizado junto à Casa Branca.

Em março, dirigindo-se ao público da principal conferência conservadora norte-americano, Flávio Bolsonaro pediu que os EUA aplicassem “pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente” visando a eleições “baseadas em valores de origem americana”.

Ao ameaçar punir o Brasil por causa do Pix, o governo Trump acaba dando um presente eleitoral a Lula. Porque tudo isso começou com uma família que não aceitava que o pai fosse punido por tentar um golpe de Estado.

O governo Lula vai jogar a bomba no colo da família Bolsonaro caso as negociações para evitar tarifas não prosperem. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que vai continuar dialogando com o Brasil sobre a investigação aberta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio, mas avisou que uma decisão final sai até 15 de julho. Deixou uma lista longa de exceções, como carne bovina, café, frutas, aeronaves e, óbvio, terras raras.

Além do Pix, também são citadas na decisão supostas tarifas preferenciais desleais concedidas a outros países, ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de remover conteúdos de perfis de residentes nos EUA nas redes sociais e de responsabilizar financeiramente as empresas norte-americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas e restringindo seu acesso a ativos.

Também alega a insuficiência da aplicação de medidas anticorrupção e de proteção da propriedade intelectual, a falta de acesso ao mercado brasileiro de etanol e o desmatamento ilegal. Segundo o USTR, essas condições “oneram ou restringem o comércio”.

De uma maneira geral, os EUA reclamam que o Pix os deixou de fora de um dos maiores mercados do mundo. “O Brasil prejudicou injustamente empresas dos EUA envolvidas em serviços concorrentes de pagamentos eletrônicos, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix”, afirma o documento divulgado ontem pelo USTR.

“O duplo papel do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas procedimentais adequadas. O banco atuou como regulador para prejudicar prestadores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA e favorecer o Pix”, diz.

Cita que o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e determina que o sistema seja exibido na tela principal dos aplicativos das instituições participantes com destaque não inferior ao de qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência.

Também reclama que o Banco Central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar a taxa que essas instituições podem cobrar de empresas por transações via Pix.

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que concorrentes concedam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina fornecedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA ao conceder essas vantagens apenas ao campeão nacional brasileiro”, afirmam.

Para o governo Donald Trump, “os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix representam um ônus ou restrição ao comércio dos EUA ao impor custos aos prestadores de serviços norte-americanos e ao forçar fornecedores dos EUA a promover seu concorrente brasileiro, sem compensação”.

A questão em jogo não é só o Brasil. Outros países vêm buscando entender o Pix e analisando sua replicação. Se isso ocorrer, vai ser um banho de água fria para os EUA. Ou seja, o Pix é tão bom que causa problemas a eles.

Imagine o Brasil dependente de uma plataforma estrangeira para pagamentos, como uma conectada ao WhatsApp ou ao Google. Sob uma lei como a Magnitsky, bastaria uma decisão em Washington para travar transações no país. Não é ficção, mas risco concreto quando se abre mão da soberania sobre a infraestrutura própria.

Para o brasileiro comum, isso não é análise geopolítica abstrata, mas cotidiano. O Pix paga contas, sustenta pequenos negócios, conecta famílias. Mexer com isso é mexer com a vida real. E, na política, isso tem consequência. Ironicamente, ao ameaçar sancionar o Pix, o governo Trump acaba ajudando o adversário eleitoral de seu preferido.

*Leonardo Sakamoto/Uol


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Pesquisa

Lula vence todos os adversários no primeiro turno e deixa Flavio no chinelo no segundo turno

Levantamento da Real Time ouviu 2.000 pessoas entre os dias 29 e 30 de maio

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto Real Time Big Data mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 em todos os cenários testados. A pesquisa foi feita após a revelação do áudio de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e da classificação do CV e do PCC como terroristas pelos EUA.

No principal cenário avaliado, Lula aparece com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. Na sequência estão Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 6%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC), com 3% cada, e Augusto Cury (Avante), com 1%.

Outros candidatos somados alcançam 1% das intenções de voto. Brancos e nulos representam 3%, enquanto 4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Na simulação de segundo turno, o presidente Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 8% e 7% não sabem ou não responderam. Comparado ao último levantamento do mesmo instituto, Lula subiu dois pontos e Flávio Bolsonaro perdeu quatro.

Em cenário de segundo turno contra Ronaldo Caiado, Lula aparece numericamente empatado com o ex-governador de Goiás, com os dois marcando 43%. Contra Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, Lula tem três pontos percentuais de vantagem: 43% contra 40%.

Na disputa com Renan Santos (Missão), Lula vence por 46% contra 30%. Contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o petista tem a maior vantagem e vence de 47% contra 23%.

Em um segundo cenário de primeiro turno, que inclui Aldo Rebelo (DC) no lugar de Joaquim Barbosa, Lula mantém os mesmos 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro permanece com 31%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 6% cada, Romeu Zema sobe para 5%, Aécio Neves alcança 3%, enquanto Aldo Rebelo e Augusto Cury aparecem com 1% cada.

Nesse cenário, os votos em outros candidatos também somam 1%, os brancos e nulos permanecem em 3% e os indecisos representam 5%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 29 e 30 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026.


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Pesquisa

PoderData: Aprovação de Lula salta 13 pontos em dois meses

O levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (29) mostra que a aprovação do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu 13 pontos percentuais em dois meses e chegou a 44%. No mesmo período, a desaprovação caiu de 61% para 49%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber responder.

Os números divulgados no Poder 360 indicam uma melhora na percepção sobre o presidente em meio à corrida eleitoral de 2026. A avaliação sobre o governo em geral aparece em patamar semelhante: 44% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão petista, enquanto 50% dizem desaprová-la. Outros 6% não souberam opinar.

Na avaliação do trabalho de Lula, 36% consideram o desempenho “ótimo” ou “bom”. Outros 16% avaliam como “regular”, e 46% classificam como “ruim” ou “péssimo”. O índice positivo reforça a recuperação registrada pelo presidente desde a última rodada da pesquisa.

O levantamento foi realizado pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. A divulgação tem parceria com o Aya Bancah, plataforma digital que reúne jornais e revistas nacionais e internacionais.

Os dados foram coletados entre 25 e 28 de maio de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.400 entrevistas em 651 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. DCM.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04882/2026. Segundo a metodologia do PoderData/Aya, as entrevistas são distribuídas proporcionalmente conforme sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica dos entrevistados.

Para chegar ao total de 2.400 entrevistas, o instituto afirma fazer dezenas de milhares de telefonemas. Em alguns levantamentos, o número de ligações supera 100 mil até que sejam encontrados entrevistados capazes de representar de forma fiel o conjunto da população.


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Educação Política

Lula valoriza saberes ancestrais e autoriza 1ª universidade indígena

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas

Ao sancionar a lei que cria a primeira universidade indígena do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma luta de 30 anos do movimento indígena para que seus saberes ancestrais sejam reconhecidos.

“Não podemos prescindir do conhecimento milenar que os povos indígenas acumularam ao longo de tanto tempo neste país e no mundo”, disse o presidente durante o ato de sanção da lei nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto.

Lula diz que a Universidade Federal Indígena (Unind), que funcionará no campus do Distrito Federal, também é uma forma de garantir direitos a todos.

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam”, afirma o presidente.

Leia também: Lula cria as universidades federais Indígena e do Esporte

Lula ressaltou que a Unind servirá para ensinar o mundo a conviver com a diversidade e combater a segregação histórica dos povos originários.

O Ministério dos Povos indígenas considera que o ato marca um momento histórico de reparação e o nascimento de uma ponte educacional entre mundos que foram mantidos separados por mais de cinco séculos.

O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, classificou a sanção como o ápice de uma trajetória de resistência, definindo a Unind como um “grande legado deixado por Lula na história brasileira”.

Para o ministro, cuja trajetória acadêmica é fruto das políticas de ação afirmativa e bolsista do Prouni, a universidade materializa a transição da aldeia para a universidade, algo que ele mesmo percorreu há 20 anos.

Terena ressaltou que a instituição é a realização de um sonho estratégico das lideranças ancestrais que decidiram “doutorar seus filhos, ocupando as universidades, e assim travar a luta por direitos”.

“A nova Universidade Federal, embora seja uma instituição de origem ocidental, será agora aldeada por nós indígenas, servindo como o espaço primordial para a defesa de direitos e o aperfeiçoamento constante das políticas públicas voltadas aos territórios”, afirma o ministro.

Unind

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas, nos primeiros quatro anos de implantação.

De acordo com o Vermelho, os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados na universidade serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas.

A ênfase será em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e demais áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho.


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Política

Vídeo: Lula diz que clã Bolsonaro ‘não tem vergonha de trair a própria pátria’

Lula criticou integrantes da família Bolsonaro após os EUA classificarem PCC e CV como terroristas e chamou a articulação de “traição à pátria”

Em discurso durante evento da Petrobras em Sergipe nesta sexta-feira (29), o presidente Lula (PT) criticou integrantes da família Bolsonaro após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O petista afirmou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro incentivam interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil e classificou a articulação como “traição à pátria”.

“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, afirmou Lula. O presidente também disse já ter tratado do combate ao crime organizado diretamente com Donald Trump em uma reunião anterior. “Eu tive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para ele. Um deles era o combate ao crime organizado”, declarou.

Lula também fez referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que integrantes da família Bolsonaro atuam nos Estados Unidos em busca de pressão internacional sobre o Brasil. “Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente provocou aliados bolsonaristas que, segundo ele, estão se escondendo da Justiça brasileira nos Estados Unidos.

“Quer combater o crime organizado? Que entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, disse Lula, ao mencionar condenados como o ex-deputado federal do PL Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, da Refit.

Em nota, o Palácio do Planalto reforçou o tom das críticas e classificou como “deplorável” a viagem de integrantes da família Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, afirmou o governo.

O Planalto também alertou para possíveis impactos da medida anunciada pelos EUA no combate ao crime organizado e em setores estratégicos da economia brasileira. Segundo o governo, a classificação unilateral de facções como terroristas pode prejudicar o compartilhamento de informações entre forças de segurança e afetar o sistema financeiro nacional.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz a nota.

Os Estados Unidos vêm investigando o Pix sob alegações de possível “concorrência desleal”, em um movimento visto pelo governo brasileiro como uma pressão de interesses financeiros internacionais.

Apesar das críticas, o governo reconheceu, no comunicado, a gravidade da atuação do PCC, do CV e de outras organizações criminosas no território nacional. O Planalto afirmou que as facções “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”, mas argumentou que há diferença entre a violência praticada pelo crime organizado para obtenção de lucro e o terrorismo internacional motivado por razões políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, concluiu o governo.

*ICL

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Vídeo: Em coletiva nos EUA, Flavio Bolsonaro, na companhia de mais dois patetas, visivelmente nervoso, comete gafe

O mequetrefe esteve na Casa Branca para tirar foto com Donald Trump e acabou protagonizando constrangimento diante da imprensa

Osenador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), esteve nesta terça-feira (26) na Casa Branca, onde conseguiu um encaixe para tirar uma foto com o presidente dos EUA, Donald Trump.

De acordo com relatos, o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump não durou mais do que dois minutos: Flávio, seu irmão Eduardo e o youtuber Paulo Figueiredo entraram, entregaram documentos, tiraram a foto e saíram. Forum.

Após o encontro, Flávio Bolsonaro organizou uma coletiva com alguns poucos jornalistas e cometeu uma gafe que se tornou um vexame internacional: ao ser questionado se era uma agenda oficial ou paralela, Flávio disparou:

“Foi um convite oficial a pedido do presidente Lula.”

A gafe de Flávio Bolsonaro logo viralizou e virou chacota nas redes.


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