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Opinião

O Brasil precisa privatizar o mercado

Não há nada mais urgente nesse país do que acabar com o capitalismo dependente, a pior marca da herança colonial escravocrata do Brasil que ainda segue sendo, de maneira pior, o país dos sobrenomes, da rapinagem, do compadrio, da hegemonia da classe dominante e, consequentemente, da barbárie neoliberal.

Tudo para não desamparar os grandes interesses do mercado. Um Estado, conduzido hegemonicamente pelo mercado, transformando todo o restante da população em um curral dos excluídos. Isso tem que ter um fim.

Essa corja, característica da direita brasileira, colocou no poder um sujeito que representa o que existe de mais podre no país, rejeitado no mundo inteiro. E o que se sabe agora é que ele saiu pela porta dos fundos da embaixada brasileira na Itália, para não ir à reunião do G20.

O Brasil não é feito de mercadoria e não pode ser refém de uma especulação que divide já nas cidades uma segregação socioespacial dos que mandam e dos que não mandam.

Nada é mais caro do que esse secular clientelismo que se confunde com o nosso velho colonialismo que, somado ao fundamentalismo neoliberal e na base do mandonismo, produziu dois golpes no país.

Esse fenômeno seguiu de forma aguda nos governos de FHC e beneficiou seus pares na rapinagem chamada privataria tucana, foi tão violento contra o povo quanto o corrupto, sabotador e golpista, Michel Temer, tão pau mandado do mercado quanto Bolsonaro.

Um Estado de cabresto, totalmente controlado por aves de rapina, como confessou o banqueiro gabola, André Esteves, no seu cercadinho, ao dizer que o presidente da Câmara, Arthur Lira se se aconselha com ele sobre os rumos do país, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, se aconselha com ele para saber que taxa de juros deve ser cobrada.

E para piorar ainda mais, segundo a sua fala, esse mesmo banqueiro vira consultor do STF para saber se deve ou não permitir que os banqueiros assumam o controle do BC, com o mimoso título de “Banco Central Independente”.

Esse caos econômico e social a que novamente assistimos, é padrão do neoliberalismo tropical, porque todos os governos que adotaram a cartilha dessa rapinagem do setor privado no coração do Estado, produziram tragédias e desgraças para a população e a nação, porque, por um único motivo, nenhum deles tem sequer um rabisco de projeto de país.

É uma mera selvageria no uso do Estado, sobretudo no controle de pastas de ministérios e nos próprios cofres públicos para que o Estado se ausente de qualquer responsabilidade em governar o país e transfira oceanos de recursos públicos para grupos empresariais que patrocinam a direita para que o benefício dessa lógica seja canalizado totalmente aos seus interesses.

E essa gente ainda diz que quer a diminuição do Estado, quando, na verdade, quer mais segregação para quem de fato paga a conta, o povo.

E o país? Que se vire e que fique de pernas para o ar, como se encontra agora.

Para essa gente que produz a miséria, pobre não é gente e a constituição é puro enfeite, o que vale é a lei do Gerson, de quem gosta de levar vantagem em tudo.

 

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Paulo Guedes não tem mais um tostão furado de crédito no mercado

Nesta quinta-feira (21), o dólar disparou e a bolsa desabou 3%, chegando ao menor nível desde 2020.

Hoje, o alarido feito pela mídia nos principais jornalões é o de que o governo Bolsonaro rasgou sua última fantasia de responsabilidade fiscal ao produzir uma pirueta contábil para abrir espaço de R$ 83 bilhões no orçamento de 2022.

Segundo a mídia de banco, na prática, isso rompe o limite de gastos introduzido na constituição em 2016 por Temer, sob a orientação dos tucanos, a maior parte desses recursos será usada como barganha política por Bolsonaro em sua desesperada busca por alguma musculatura política, já que, diante de um derretimento acelerado, os “pensadores” palacianos, sobretudo a ala militar, acham que, com um ativo desse anabolizando o Bolsa Família, Bolsonaro recuperará uma cobiçada parcela do eleitorado das camadas mais pobres da população.

Por outro lado, o centrão que, logicamente, não ficaria de fora dessa receita, parte dessa espécie de joia fiscal da coroa ficará sob a batuta das velhas raposas na forma de emendas.

Lógico que os objetivos de Bolsonaro são meramente eleitorais, o que gera um impacto positivo para a sua imagem, mas, junto, o absoluto descrédito do seu governo que, diga-se de passagem, operou esses três anos de governo para o mercado, contando com o apoio integral da banca.

O resultado não poderia ser outro, houve uma debandada dos representantes da banca dentro do ministério de Paulo Guedes. O clima azedou e os principais técnicos da equipe econômica pediram exoneração nessa quinta-feira, assim que o mercado fechou e o ambiente de derrota assumiu cores e contornos extremamente graves, sinalizando que o rompimento do acordo do teto de gastos entre governo e banca se transformou numa bomba negativa que explodirá o próprio Bolsonaro, além de descredibilizar de vez o seu ministro da Economia.

A conferir.

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Vídeo: Pesquisas mostram que Lula não para de crescer, enquanto sociedade e mercado repudiam Bolsonaro

Não é por falta de controle das manchetes que Bolsonaro derrete, mas pelo seu já conhecido histórico de inépcia como deputado que passou para a presidência. Temos que admitir que Bolsonaro sabe pautar a grande mídia. Mas na vida concreta do país, as pesquisas mostram que isso tem pouca validade, seja pelos olhos da sociedade, seja pelos olhos do mercado que são os olhos da elite.

Não é sem motivo que seu apoio se deteriora a olhos vistos na Faria Lima. A papa fina do dinheiro paulistano já perdeu a paciência com Guedes e com o próprio Bolsonaro. E esse pensamento está em harmonia com os gestores do mercado que veem numa perspectiva de futuro um ambiente pior para se investir no Brasil.

Já na sociedade, o ovo, aos olhos da classe média, passou a ser seu principal símbolo de decadência econômica. Enquanto a miséria no país bate recorde, o resultado prático é que, com a memória do governo Lula, que saiu com 87% de aprovação, Bolsonaro vai se esfarelando, enquanto Lula sobe mais degraus rumo à presidência da República. Pelo menos é esta a fotografia que se tem no momento.

Assista:

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Disputa de 2022 será entre Lula que tirou 40 milhões da miséria, e Bolsonaro que devolveu quase 30 milhões ao mapa da fome

Além de apostar todas as fichas numa rede de corrupção que envolve a compra de vacinas, Bolsonaro se respaldou na cloroquina, numa visão científica de curandeiros de internet.

Sabendo da ineficácia e, muitas vezes, da agressividade do medicamento para muitas pessoas, Bolsonaro fez uso dele para seus planos, o mais macabro deles, a suposta imunização de rebanho.

Isso está sendo muito bem exposto pela CPI da Covid, que vem revelando as vísceras do ministério da Saúde e toda a podridão em torno de uma pasta que provocou, até aqui, de 535 mil brasileiros.

Por si só, isso já mudou completamente o panorama político do Brasil, mas certamente, a chegada de Lula na disputa de 2022, como mostram as pesquisas, promoveu um cavalo de pau na maneira como será decidida a eleição.

Ela, com certeza, será decidida com base da economia, com dois projetos radicalmente opostos. De um lado, Lula, que colocou a economia brasileira entre as seis maiores do mundo e, do outro, Bolsonaro, que empurrou o Brasil para um abismo econômico que coloca o país fora das 13 maiores economias.

Lógico, o resultado disso na vida dos brasileiros tem efeito de uma bomba atômica. Enquanto Lula tirou o país do mapa da fome, quanto tirou da miséria 40 milhões de brasileiros, Bolsonaro já devolveu quase 30 milhões para uma miséria das mais duras e perversas e, com isso, o país voltou a brilhar como um dos players do mapa da fome.

Por mais confusão que Bolsonaro queira estabelecer na vida política do Brasil, agora, fugindo do debate sobre corrupção depois desta ser escancarada em seu governo, ele tentará também fugir do debate sobre economia, porque a solução apresentada por Paulo Guedes para lidar com a miséria, enquanto os abutres do mercado praticam sua rapinagem às custas do sangue e do suor do povo, foi a de oferecer para os pobres as sobras da comida dos pratos dos ricos para amenizar a fome.

Projeto de emprego no momento em que o Brasil bate recorde de desemprego, não tem nem rabisco, não há sequer uma fala sobre o assunto. Bolsonaro está entregando até as cuecas para o mercado que ainda o segura pelas pernas na beira do precipício e ele vai entregar muito mais coisas a essa central do mercado, porque estará cada dia mais enfraquecido e, logicamente, chantageado.

O fato é que estarão em disputa dois legados, o dos oito anos do governo Lula em que o Brasil viveu seus melhores dias da história e o de Bolsonaro em que os brasileiros vivem um verdadeiro inferno.

A terceira via é uma vertigem que só teria alguma chance de disputar o pleito se Bolsonaro caísse.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Quanto mais tempo Bolsonaro ficar no poder, mais desmoralizadas ficam as instituições do Estado brasileiro

Os escândalos que envolvem Bolsonaro há muito deixaram de ser exclusividade do Brasil. Hoje, suas patifarias ganharam dimensão globalizada e sua situação só se agrava a cada dia de CPI da Covid.

O áudio de sua ex-cunhada, Andrea Siqueira Valle, disponibilizado pelo Uol, revelando a origem de suas práticas de corrupção, não só reforça o que a CPI já desvendou sobre seus esquemas, como traz dados que se tornaram padrão para chegar à situação em que o Brasil se encontra com mais de meio milhão de vítimas fatais da covid.

Certamente, se abrir uma CPI sobre os incêndios da Amazônia, sobre a farsa do meio ambiente, envolvendo, sobretudo grilagem e exportação ilegal de madeira, se chegará a um resultado semelhante ao da CPI do genocídio.

Na verdade, o que diferencia o Bolsonaro de hoje do que iniciou a dinastia do esquema de corrupção, peculato, roubo continuado do erário, através de fantasmas e laranjas que usava para saquear os cofres públicos, herdado pelos filhos, comparado aos esquemas que ele montou ao assumir a presidência da República, é apenas o volume de dinheiro dos cofres públicos que está em jogo.

Talvez por isso, o clã Bolsonaro sequer se importou com o escândalo inevitável que geraria a compra de uma mansão por Flávio, num dos metros mais caros de Brasília e, consequentemente do Brasil .

Respaldado na ideia de que as nossas instituições não têm força para derrubá-lo e a sociedade impedida pela pandemia de se manifestar, Bolsonaro teve a certeza de que o mundo não tinha propriamente ferramentas que pudessem não só lhe tirar do poder, como impor-lhe uma punição, uma condenação, uma prisão.

É fato que seu governo virou uma central do mercado, e quanto mais se vê enfraquecido, mais avança o mercado e seus tentáculos nas instituições. Parece mesmo ser este um dos motivos de Arthur Lira não colocar em votação um dos mais de cem pedidos de impeachment.

Todos nós sabemos das mazelas do centrão e como ele se torna poderoso com a sua aliança com o mercado. Esse bando de congressistas sabe como poucos farejar e interpretar o momento de sua presa para “propor” políticas de interesse do mercado, como vemos o caso do desmonte do país com as privatizações que vão piorar e muito a vida dos brasileiros.

Isso também revela a clara contradição da mídia. Se de um lado, pede a cabeça de Bolsonaro, do outro, apoia a agenda antipovo de Paulo Guedes.

O fato é que todos os interesses em torno de Bolsonaro acabam cheirando igual, cheirando mal.

Tivéssemos instituições verdadeiramente interessadas no bem-estar da população ou de uma boa causa nacional, Bolsonaro já teria sido arrancado da cadeira da presidência e, inevitavelmente, teria um encontro com a justiça para, sem sombra nenhuma, pagar por seus crimes.

Mas como ele vem fazendo as reformas claramente voltadas para prejudicar a população, o país e beneficiar os grandes rentistas e banqueiros, o máximo que assistimos são os discursos de oposição as suas atuações na Saúde, seja pelo morticínio, seja pela corrupção, mas a tolerância com essas práticas no universo institucional, mostra que o Estado brasileiro, se não todo, está com as instituições de controle quase todas tão envenenadas quanto o próprio governo Bolsonaro.

Por isso, os Brasileiros já entenderam que se não militarem nas ruas fazendo um movimento para mudar esse estado de coisas, primeiro tirando Bolsonaro e, depois, fazendo as instituições funcionarem a contento, o Brasil ficará até 2022 vendo centenas de milhares de pessoas serem mortas pela covid diante de instituições capturadas pelo mercado.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Em desespero de quem está com a cabeça a prêmio, Bolsonaro bate o martelo do leilão da Cedae implorando que o mercado o salve

O sorriso de Renata Vasconcellos, do Jornal Nacional, comemorando a entrega de grande parte da Cedae para fundos de investimento que compraram parte da Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro, que terão financiamento do BNDES, mostram que o patrimonialismo brasileiro sempre foi e sempre será a marca principal do pensamento das camadas ricas da sociedade no que se refere à ideia do bom burguês, como disse Mário de Andrade e muito bem definida por Sergio Buarque sobre o brasileiro cordial.

Bolsonaro correr para o leilão para bater o martelo de mais um pedaço do desmonte do Estado para servir à ganância do mercado, foi uma festa para a Globo. Mas não deixou de revelar o desespero de quem, segundo um dos seus principais aliados na CPI da Covid, o senador Ciro Nogueira, que disse que, para não ser degolado, Bolsonaro dependia apenas da caneta Bic de Arthur Lira. Imagina isso!

Como é que se deita a cabeça no travesseiro sabendo disso, que você pode dormir presidente e acordar presidiário. Sim, porque todos sabem que o impeachment de Bolsonaro significa bem mais do que a sua cassação, significa que ele perderá o poder de controle das instituições e terá que responder pelas acusações das formas mais variadas que pesam sobre seus ombros e de seus familiares.

Talvez as pessoas possam ter esquecido de que, se o Jair é o homem da casa de vidro, Lira também tem telhado de cristal, e se a justiça der uma ciscada para que o protetor de Bolsonaro entregue logo a rapadura, não há dúvidas, entre a sua cabeça e a de Bolsonaro, ele entregará imediatamente a do presidente da República.

Na verdade, ontem, Bolsonaro deu resposta à matéria de hoje publicada no jornal francês Le Monde que indaga, por que depois das atrocidades cometidas por Bolsonaro durante a pandemia que já matou mais de 400 mil brasileiros, ele ainda está na presidência e conta com um suposto apoio de 25% a 30% da população?

A resposta é simples e foi dada pelo próprio Bolsonaro, indo pessoalmente ao leilão da Cedae dar satisfação ao mercado e a própria confissão de Ciro Nogueira no encontro que teve com banqueiros e empresários e, de joelhos, pedindo apoio para o governo, para que o impeachment não dê em nada por pior que sejam as acusações e provas que desabarão sobre a cabeça do moribundo.

Os atos desesperados de bolsonaristas teleguiados pelo gabinete do ódio, que acontecem hoje, 1º de maio, pedindo intervenção militar, sublinham em vermelho que Bolsonaro está sentindo um cheiro forte e cada vez mais ardido de sua queda.

Para piorar, a fumaça que ganha cada vez mais tamanho e intensidade de que Mourão não só está pronto para entrar em campo, como já está esfregando as mãos, já virou realidade, como fogo que ajuda a elevar a temperatura da panela de pressão contra Bolsonaro capaz de lhe cozinhar em tempo recorde para ser devorado num banquete neoliberal com figuras mais palatáveis à sociedade, mas tão submissas ao mercado quanto o governo que aí está.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Em função do orçamento, mercado calcula risco de impeachment de Bolsonaro

Se Bolsonaro assinar o Orçamento do governo para 2021 como foi aprovado pelo Congresso, o risco de impeachment vai entrar definitivamente no radar do mercado. Apenas a possibilidade do processo de impedimento -mesmo que ele não vá adiante- já é suficiente para que os investidores fiquem mais desconfiados com relação ao Brasil. A consequência disso é a valorização do dólar em relação ao real e inflação mais alta. É o que dizem economistas de instituições financeiras.

O governo enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2021 com cálculos desatualizados que já deixaria um rombo de R$ 22,4 bilhões. No legislativo, os parlamentares aumentaram ainda mais as despesas, em mais R$ 26,5 bilhões. Para fechar as contas, a proposta é jogar para 2022 várias obrigações, como pagamentos do abono salarial, e a suspensão de outros compromissos. Para especialistas, isso é um tipo de crime fiscal, semelhante ao que motivou o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff.

Até membros do ministério da Economia reconhecem o potencial risco de o governo ser acusado de crime fiscal se seguir com esse Orçamento.

Se Bolsonaro sancionar, o risco de impeachment é enorme. José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos

O risco fiscal existe há um bom tempo, antes mesmo do teto de gastos. Mas, com o teto de gastos, a dúvida do mercado é se o fato gerador do crime fiscal ocorre com a sanção ou com a execução do Orçamento.

Teto de gastos entra em cena

O teto de gastos é isso mesmo: uma lei que determina um valor máximo de despesas para o governo. A Emenda Constitucional 95, de 2016, determina que despesas e investimentos públicos ficam limitados aos mesmos valores gastos no ano anterior, corrigidos pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Assim, dizem economistas, o mercado considera que basta Bolsonaro assinar esse Orçamento, que o risco de impeachment já é maior. O TCU (Tribunal de Contas da União) já sinalizou que essa interpretação pode ser usada.

E daí? Dólar caro e inflação alta

Para o mercado, basta a possibilidade maior de abertura de um processo de impeachment de Bolsonaro para que as consequências aconteçam. Esses profissionais lembram que isso foi assim nos meses antes do impedimento da presidente Dilma Rousseff, ao longo de 2016, em processo iniciado também por não cumprimento da legislação fiscal.

O risco de impedimento do presidente da República vai afastar investidores estrangeiros e atrasar novos projetos de empresários brasileiros, dizem profissionais de mercado. No fim das contas, isso significa dólar mais caro -o que contamina os preços da economia, provocando inflação, travando o crescimento da economia e a geração de empregos.

Em relatório a clientes, o banco BTG revisou para pior o cenário da economia brasileira neste ano. A estimativa para o dólar no fim do ano subiu de R$ 5,20 para R$ 5,40. A previsão de inflação (IPCA) aumentou de 4,7% para 5% no ano.

Diversos episódios recentes sinalizam que o país insiste em flertar com o perigo, aumentando a percepção de risco fiscal pelo mercado. BTG Pactual, em relatório.

*Com informações do Uol

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Economia Política

Bolsonaro acuado? Efeitos do aumento da pressão sobre o presidente na economia e nos mercados

Mercado interpreta “sinal amarelo” de Lira como aceno a impeachment e analistas dizem que a crise política e a pandemia entraram em uma nova fase.

A elevação do tom do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) soou no mercado como um ultimato: ou a postura do presidente muda ou o Centrão desembarca do governo. Ainda que aproximações e rupturas entre o Centrão e o Executivo aconteçam com certa frequência, a sensação entre os analistas é de que a pandemia e a crise política entraram, juntas, em uma nova fase.

A fala de Lira, que disse que os “remédios políticos” do Congresso são “conhecidos”, “amargos”, e alguns, “fatais”, foi interpretada pelo mercado como um aceno, ainda que distante, a um processo de impeachment.

Para Marcio Fernandes, analista político da OhmResearch, é como se o Centrão dissesse que a hipótese de impedimento foi colocada no horizonte. “O mundo político passou os últimos dias fazendo cálculos quanto ao efetivo papel que o presidente poderia ter em uma virtual transição entre o momento atual e as eleições de 2022. Se o presidente não se adequar, a sucessão dos acontecimentos poderia tornar o impedimento um caminho inevitável. O Planalto estaria flertando com o perigo.”

Em relatório, o analista Victor Guglielmi, da Guide Investimentos, lembra que Lira é o único que pode abrir um processo de impeachment contra o presidente. “Lira deixou claro que não é essa a intenção, mas o discurso foi uma nítida ameaça ao presidente, que se recusa a ajustar o seu discurso em torno do isolamento social, a preeminência das vacinas e os tratamentos precoces.”

E essa animosidade não surge ao acaso. “Por que todo mundo inflou a crítica agora, se os erros do presidente na condução da pandemia já estavam presentes?”, questiona Fabio Klein, economista da Tendências. “Por uma confluência de fatores. Teve a carta aberta dos economistas, a entrada de Lula no páreo e a pandemia, que não é um fato novo, mas que agora atingiu um novo patamar de gravidade”, completa.

O Brasil acaba de registrar 300 mil mortes pela Covid-19, sendo o único país do mundo a passar dessa marca, além dos Estados Unidos, que tem uma população superior à brasileira. Hoje, o país é responsável por 11% dos óbitos por coronavírus em todo o mundo.

“Enquanto o presidente falava em tratamento precoce e criticava o lockdown, mas o número de mortes era inferior ao do resto do mundo, a classe política não se preocupava tanto. Mas com o Brasil virando o epicentro da pandemia e a população assustada, esse discurso começou a gerar atrito. Então Lira quis mostrar que eles não estão com o governo nessa piora da pandemia“, afirma Victor Hasegawa, gestor da Infinity Asset.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a Levante Ideia de Investimentos, vai na mesma linha. “O Centrão, como grupo político, compõe a base aliada do governo, mas jamais estaria disposto a eventualmente compartilhar o ônus de um desastre na gestão da pandemia.”

Mudança de rumo

Com o presidente sob pressão, economistas e analistas alertam para algumas mudanças importantes nos cenários político e econômico.

“Ao perceber o presidente mais acuado, o Centrão ‘vai na jugular’. Os parlamentares se sentem mais confortáveis para peitar o Executivo e a agenda passa a ser pautada pelo Congresso e não pelo presidente”, diz Fabio Klein, da Tendências.

Se de fato o Centrão tomar a dianteira, a dúvida que fica é: qual seria a agenda liderada pelo Congresso? Ainda que os parlamentares tenham dado sinais de que apoiam uma pauta mais liberal, Klein acredita que, com as eleições de 2022 se aproximando e o aumento da pressão de governadores sobre os parlamentares aliados por mais gastos e emendas, medidas de ajuste fiscal perdem espaço.

*Priscila Yazbek/Infomoney

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Mercado abandona a narrativa do “risco Lula” após seu discurso

O discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (10), na visão de economistas e analistas de bancos e consultorias, serviu para aplacar o temor do mercado financeiro do chamado “risco Lula”, caso seja candidato e vença a eleição presidencial de 2022.

Segundo economistas e analistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo, Lula fez acenos ao mercado, embora tenha criticado as privatizações e o teto dos gastos públicos, e lembrou da escolha do empresário José Alencar para ser o seu vice em 2003.

“Não se deve usar uma eventual candidatura de oposição como desculpa para os erros em série cometidos pelo governo Bolsonaro”, disse o economista e ex-ministro do Planejamento e da Fazenda, Nelson Barbosa., sobre o chamado “risco Lula”. Ainda segundo ele, “o PT nunca foi esse bicho papão que é pintado. As pessoas precisam de inimigos imaginários para sobreviver”.

“O presidente Bolsonaro é que tem que lidar com isso”, completou em referência aos erros de condução da política econômica atual, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Para a economista-chefe da CM Capital, Carla Argenta, o discurso do ex-presidente serviu para acalmar o ânimo dos investidores, que viram que ele “não pretende deixar o mercado desamparado”.

“Lula tem esse perfil mais intervencionista, o que coloca um sinal amarelo para o mercado. Ele procurou, com algumas falas mais conciliadas, não deixar o mercado desamparado, trouxe elementos desse Lula de 2002 para próximo do Lula de 2006”, disse a economista. Nesta quarta-feira, a Bolsa subiu 1,29% e o dólar recuou 2,36%, fechando a cotação em R$ 5,655.

A economista e professora da Universidade de São Paulo (USP) Laura Carvalho observa que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que na segunda-feira (8) anulou as condições impostas pelo ex-juiz Sergio Moro ao ex-presidente, não pode ser utilizada como pretexto ou justificava para eventuais turbulências no mercado.

“Vejo Lula como um conciliador que soube aproveitar muito bem o cenário externo favorável para realizar políticas importantes (de transferências de renda e investimento público em infraestrutura física e social) e conseguiu ao mesmo tempo reduzir a dívida pública, a inflação e acumular reservas internacionais. Não acho que faz sentido o temor. Ainda mais no cenário calamitoso em que nos encontramos”, avaliou.

Para Guilherme Mello, o professor do Instituto de Economia da Unicamp, “o chamado ‘risco Lula’ é um bicho papão inventado com o objetivo de manipular o mercado e os humores políticos. Ele não existe na prática, mas funciona para assustar os incautos”.

*Com informações do 247

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Petrobras: Bolsonaro entre a cruz e a caldeirinha, entre o mercado e os caminhoneiros

Bolsonaro demitiu o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco e a mídia faz alarido em prol do coveiro do petróleo nacional.

Bolsonaro não é contra os reajustes dolarizados que sugam os brasileiros para servir aos acionistas internacionais.

O problema é que a explosão do preço do diesel mexe com os caminhoneiros que, de base eleitoral, pode se transformar no seu pior pesadelo se a categoria resolver parar o país, como fez com Temer, tendo apoio oportunista de Bolsonaro.

Para a mídia que, certamente, tem interesses contrariados na mudança de comando da Petrobras, não importa se essa política que esfola a economia brasileira funciona como um mata-leão para a maioria dos brasileiros, para ela, os lucros dos acionistas internacionais é sagrado e, mexer no oráculo dos lacaios do nosso petróleo, é um sacrilégio imperdoável.

A mídia só faz entrevista com economistas tucanos que são os próprios idealistas da entrega das riquezas nacionais para defender os papa lucros internacionais. Afinal o golpe em Dilma e Lula que tinha como base a dobradinha Globo e Lava Jato, era pra isso. Roubarem o petróleo dos brasileiros para beneficiar o capital internacional. Golpe que elegeu Bolsonaro que, agora, está entre a cruz e a caldeirinha, entre o mercado e os caminhoneiros.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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