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O porquê da reação agressiva de Flavio Bolsonaro e mídia contra o aumento de R$ 90 que Lula deu ao Bolsa Família

Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. (Milton Santos.

Abra um parêntese para lembrar que os maiores beneficiários do Bolsa Família são crianças e suas mães.

Dito isso, a histórica desigualdade brasileira, através da direita, sempre produziu a fome e a miséria das camadas mais pobres da população.

É aí que reside a gigantesca diferença entre a esquerda e a direita no Brasil, entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso tanto Flavio quanto a mídia reagiram tão mal ao aumento de R$ 90 dado por Lula ao programa Bolsa Família.

É um ataque que expõe, sem maquiagem, a brutalidade da desigualdade social. De um lado, milhões de pessoas lutando diariamente pelo básico: comida na mesa, moradia, trabalho e dignidade. Do outro, uma minoria que acumula riquezas, patrimônio e privilégios e que, diante de qualquer avanço social, enxerga não uma conquista coletiva, mas uma ameaça aos próprios privilégios.

O problema nunca foi a existência de pobres que reivindicam direitos. O problema, para quem concentra riqueza, é quando os pobres deixam de aceitar a pobreza como destino.

É por isso que a desigualdade não se sustenta apenas pela concentração de renda. Ela também precisa do medo, da desinformação e da tentativa permanente de convencer os de baixo de que seus adversários estão entre os próprios pobres.

Quando a maioria percebe que riqueza e dignidade não precisam ser privilégios de poucos, o discurso muda. A pergunta deixa de ser “por que alguns têm tanto?” e passa a ser “por que tantos têm tão pouco?”

E é justamente essa pergunta que as sociedades profundamente desiguais mais temem.

Em última análise, essa é a linha divisória que define campos tão antagônicos. De um lado, Lula com autoridade de quem viveue sofreu coma fome e a miséria, do outro, Flavio Bolsonaro e mídia defendendo as camadas privilegiadas do Brasil. Daí a histeria dessa gente contra o aumento do Bolsa Família.


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Política

Grande mídia segue ajudando Flavio a esconder o destino do dinheiro que recebeu de Vorcaro

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flavio Bolsonaro, não mostra documentos que prometeu há 120 dias dos mais de R$ 70 milhões que recebeu de Vorcaro. A mídia amiga não cobra, agindo como seu sicário.

Flávio Bolsonaro e os 120 dias de silêncio: onde estão os documentos prometidos?

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, continua diante de uma pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: onde estão os documentos que prometeu apresentar para esclarecer os mais de R$ 70 milhões que teria recebido de Daniel Vorcaro?

Há 120 dias, a promessa foi feita. O tempo passou, a campanha avançou, mas a sociedade precisa saber se os documentos foram efetivamente apresentados, a quem foram entregues e se esclarecem integralmente as suspeitas levantadas.

E é justamente nesse ponto que o comportamento de parte da mídia precisa ser questionado.

A blindagem midiática que desafia o interesse público

Quando o objetivo é atacar Lula, qualquer suspeita é transformada em manchete, plantão televisivo e intermináveis debates., até mesmo um aumento de R$ 90 ao Bolsona Família, que atende majoritariamente crianças e mulheres, a mídia soma vozes com Flavio Bolsonaro para tentar soldar uma imagem negativa do presidente Lula e ajudar o adversário a não responder a pergunta que o país todo faz: “aonde está o dinheiro, o gato comeu e ninguém viu, o gato sumiu”. Mas quando o assunto envolve um candidato, que é um membro do clã miliciano dos Bolsonaro e suas conexões, os barões da mídia são capazes de cochilar ao som do clamor popular.

Por que essa diferença de tratamento? Quem fiscaliza o candidato que pretende governar o país? Candidado que está em segundo lugar nas pesquisas, co  risco de vencer a eleição sem dar qualquer explicação à população.

Por isso todos nós temos o dever de, diuturnamente, cobrar o destino desse monumento de dinheiro que Vorcaro passou para Flavio e que, sem justificar o motivo, mas sobretudo, sem mostrar de forma objetiva e documentada, aonde foi para tamanha fortuna. Porque, se Flavio simplesmente segue concorrendo à Presidência da República sem ser incomodado pela grande mídia, que tem o dever para com a sociedade de cobrar respostas concretas de Flavio, não o faz, utilizando a dissimulação com outros assuntos para abafar o escândalo, não resta dúvida, o maior escracho da mídia em conluio com um bandido que concorre à presidência.

Nunca antes na história política do Brasil se viu um escracho desse nível da mídia com a direita.

É diante dessas informações que um um jornalismo sério se torna indispensável, do contrário, só serve como militância para Flavio Bolsonaro.

Se a mídia se apresenta como fiscalizadora do poder, não pode escolher quando investigar e quando silenciar. Não pode exigir transparência de adversários políticos e, ao mesmo tempo, tratar com tolerância as dúvidas que atingem um candidato que disputa a Presidência da República, o cargo mais altto do país.

A imprensa não pode funcionar como escudo eleitoral de ninguém.

O eleitor tem direito a respostas, documentos e esclarecimentos verificáveis. E a obrigação de cobrá-los não desaparece porque o candidato pertence ao campo político que determinados veículos preferem apoiar.

A poucos dias da eleição, a pergunta permanece: Flávio Bolsonaro vai apresentar os documentos prometidos ou continuará contando com o silêncio de sua mídia amiga?

A democracia exige transparência. E transparência não se faz com promessas, discursos ou propaganda: faz-se com provas, documentos e prestação de contas.

Esse tipo de comportamento que Flavio pretende ter caso vença a eleição?


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Política

Se o propósito da mídia era associar Lula à crise no STF, falhou miseravelmente

Se os indicadores da economia, o aumento recorde de investimentos no país, o aumento exponencial de empregos com carteira assinada e a consequente queda, também recorde, do desemprego, a queda da inflação, sobretudo dos alimentos, entre outros índices extremamente relevantes para os brasileiros no governo Lula, impedem que o papado midiático ataque a governança do presidente, a mídia tentou, de forma estabanada, associar sua imagem a qualquer coisa supostamente negativa, como foi o caso da campanha implacável contra Lulinha, que deu com os burros n’água e sequer fez arranhão no presidente.

O clero midiático, ainda na tentativa de bancar o criativo, quis não só associar Lula a Alexandre de Moraes, mesmo que não tenha nada provado contra o ministro, como também não conseguiu. Assim como tentou com o senador Jaques Wagner e, mais uma vez, fracassou.

Isso não significa que, de alguma maneira, o furdunço numa instituição como o STF não atinja, de certa forma, a imagem do Executivo, até porque a Presidência da República, sendo o maior cargo, carrega essa aura.

É nítido que a tentativa de blindar quem blinda Flavio Bolsonaro, ou seja, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, detonados por Flavio Dino e Gilmar Mendes, era o objetivo mais açodado da escória do jornalismo nativo.

Contudo, as pesquisas mostraram que Lula não teve qualquer perda eleitoral e, se Flavio teve crescimento, foi sobre um rescaldo de Augusto Cury, que sofreu uma queda abrupta na intenção de voto, e os três diabos menores, Caiado, Zema e Renan, tanto que Lula cresceu de 1 a 2 pontos.

Mais que isso: percebendo a manobra suja da grande mídia contra Lula, a militância de esquerda ficou muito mais ativa, o que certamente refletirá nas próximas pesquisas, mesmo que não seja de estalão, mas o resultado virá nas urnas.

Não se afirma aqui que Lula dará um passeio, pois, no Brasil, há um caldo reacionário que odeia justamente os benefícios sociais que caracterizam os governos de Lula, e não foi diferente no seu terceiro mandato. Mas, ainda assim, há uma direita que não é selvagem como o bolsonarismo, que aplaude quem devolveu o Brasil ao mapa da fome, como Bolsonaro, responsável por mais de 700 mil mortes por covid e que reúne o próprio inferno no entorno de si, como é o caso de Flavio Bolsonaro, o herdeiro bolsonarista.

O jogo está aberto e, quem sabe, pode até ser definido já no primeiro turno, como apontaram os votos válidos da pesquisa espontânea da CNT/MDA.


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Política

A mídia que há décadas massacra Lula, agora se abraça a Flávio Bolsonaro: o que está por trás disso?

O mesmo bando da mídia que há décadas transforma Lula em alvo permanente de manchetes, editoriais e ataques políticos agora escancara sua preferência por Flávio Bolsonaro. E aí surge uma pergunta incômoda, daquelas que dificilmente aparecem nos grandes jornais: o que eles ganham com isso?

Porque uma coisa é jornalismo: investigar, cobrar, confrontar, publicar informações relevantes e dar espaço ao contraditório. Outra coisa é construir, dia após dia, uma narrativa em que Lula aparece como problema permanente, enquanto Flávio Bolsonaro recebe um tratamento muito mais condescendente justamente quando assuntos espinhosos envolvendo seu entorno entram no noticiário.

O caso Banco Master tornou esse contraste ainda mais evidente. Um levantamento da Datrix, citado pela imprensa, apontou que a redução das menções ao Banco Master alterou significativamente o ambiente de exposição de Flávio Bolsonaro nas redes.

É legítimo perguntar, portanto: quem se beneficia quando determinado assunto desaparece do centro do debate e outro passa a ocupar seu lugar?

O que está em jogo não é apenas uma eleição. É o poder de definir quais fatos merecem indignação, quais personagens merecem suspeita permanente e quais controvérsias podem ser tratadas como nota de rodapé.

E há algo ainda mais revelador: enquanto a imprensa afirma exercer o papel de fiscal do poder, o leitor também tem o direito de fiscalizar a própria imprensa. Quem fiscaliza os fiscalizadores? Quem pergunta quais interesses econômicos, políticos ou editoriais estão por trás de determinadas escolhas de pauta?

Não é preciso inventar uma conspiração. Basta fazer perguntas, comparar manchetes, observar o espaço concedido a cada assunto e acompanhar quem é colocado diariamente no banco dos réus — e quem recebe o benefício da dúvida.

Porque, quando a cobertura deixa de parecer apenas crítica jornalística e passa a produzir efeitos políticos previsíveis, a pergunta deixa de ser inconveniente e passa a ser inevitável:

Afinal, o que essa gente ganha com tanto empenho para atacar Lula e, ao mesmo tempo, favorecer a construção política de Flávio Bolsonaro?


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Política

Lula fez Moro madrugar — e a mídia deixou o ex-herói no sereno

E há uma ironia deliciosa nisso tudo: Lula não precisou madrugar. Quem teve de acordar cedo para se explicar foi Moro.

A Lava Jato já não tem a mesma aura. Os personagens que antes desfilavam como celebridades do combate à corrupção agora precisam prestar contas sobre os métodos, as escolhas e as consequências daquele período.

Moro pode até tentar recontar sua história. Pode produzir entrevistas, discursos e justificativas. Mas existe um problema insolúvel: a história não é propriedade de quem a conta — muito menos de quem um dia contou com uma mídia inteira ajudando a contá-la.

Foi Lula aparecer no JN e dar uma chacoalhada em Sérgio Moro para acontecer uma coisa inédita: o ex-juiz da Lava Jato teve de madrugar para defender a própria biografia.

E o mais divertido não foi nem Lula colocar Moro contra a parede.

Foi o silêncio da velha mídia.

Cadê os salvadores de Moro?

Cadê os editorialistas indignados?

Cadê os comentaristas que, durante anos, ajudaram a transformar o ex-juiz em super-herói nacional?

Sumiram.

Moro ficou ali, sozinho no palco, procurando quem lhe emprestasse uma capa de herói.

Durante a Lava Jato, bastava uma operação policial, uma delação ou uma manchete para a máquina midiática funcionar a todo vapor. O personagem era celebrado, incensado e tratado como símbolo da luta contra a corrupção.

Agora, quando Lula resolve cobrar a conta, o ex-herói olha para os lados e…

Nada.

Nem um editorial para salvá-lo.

Nem uma operação de resgate jornalístico.

Nem aquele velho batalhão de comentaristas para explicar que Moro estava sempre certo.

Desta vez, Moro teve de se defender sozinho.

E essa talvez seja a parte mais cruel da história: não é apenas Lula que mudou o roteiro. É que a blindagem midiática de Moro já não parece funcionar como antes.

O homem que um dia foi apresentado como o juiz que colocaria o Brasil nos trilhos agora precisa correr atrás do próprio passado antes que alguém o alcance.

E Lula, pelo jeito, nem precisou madrugar.

Quem perdeu o sono foi Moro.

A Lava Jato produziu heróis de manchete.

O tempo, porém, tem o péssimo hábito de conferir as notas de rodapé.

E quando a maquiagem começa a escorrer, não há editorial que dê conta de esconder o rosto por baixo.

Moro madrugou. A mídia dormiu. E Lula ficou acordado.


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Da denúncia à blindagem: o que mudou na mídia quando o alvo passou a ser Lulinha?

A mesma mídia que, durante anos, ocupou manchetes, editoriais e horas de televisão denunciando — muitas vezes com enorme estardalhaço — os inúmeros escândalos envolvendo o clã Bolsonaro parece ter mudado radicalmente de comportamento. Agora, diante de fatos que atingem diretamente Flávio Bolsonaro, parte dessa imprensa prefere deslocar o foco, alimentar suspeitas contra Lulinha e transformar especulações em combustível para uma ofensiva política.

A pergunta é inevitável: o que mudou?

Não mudou o histórico dos personagens. Não mudaram os fatos que já foram amplamente noticiados. Não mudou a obrigação jornalística de investigar, cobrar explicações e confrontar políticos com suas próprias promessas. O que parece ter mudado é o tratamento dado aos protagonistas.

Quando o alvo era o governo Lula ou alguém ligado ao campo progressista, bastava uma suspeita para que o assunto ganhasse destaque, manchetes e intermináveis desdobramentos. Quando surgem fatos potencialmente comprometedores envolvendo figuras da direita, entretanto, o rigor parece desaparecer — e a cobertura passa a operar por outro método: menos cobrança sobre quem precisa explicar e mais ataques contra quem pode servir de distração.

É justamente aí que entra Lulinha.

Em vez de concentrar a atenção sobre as acusações, relações, documentos e explicações que envolvem Flávio Bolsonaro, a imprensa transforma Lulinha em uma espécie de cortina de fumaça. A estratégia é conhecida: criar uma associação permanente entre Lula e qualquer episódio envolvendo seu filho, mesmo quando ele não ocupa cargo público, não é candidato a nada e não pode ser responsabilizado automaticamente por suspeitas que eventualmente atinjam seu entorno.

Enquanto isso, perguntas objetivas continuam sem respostas satisfatórias.

Por que determinadas promessas feitas por Flávio Bolsonaro deixaram de ser cobradas com a mesma intensidade? Por que documentos anunciados publicamente não recebem a mesma pressão jornalística? Por que fatos envolvendo personagens do clã Bolsonaro são tratados com cautela seletiva, enquanto suspeitas contra adversários são transformadas em manchetes garrafais?

Isso não é jornalismo de investigação. É, no mínimo, uma mudança de prioridade editorial que precisa ser explicada.

A imprensa tem todo o direito — e o dever — de investigar Lulinha. Mas tem exatamente o mesmo dever de investigar Flávio Bolsonaro. Um não pode ser utilizado como álibi para deixar o outro em segundo plano.

O problema não é a imprensa investigar. O problema é investigar uns com lupa e outros com luvas.

Durante anos, o jornalismo brasileiro ensinou ao público que o poder precisava ser fiscalizado. E estava certo. Mas fiscalização só merece esse nome quando vale para todos. Quando a régua muda conforme o sobrenome, o partido ou a conveniência política, a credibilidade começa a desmoronar.

A pergunta que fica, portanto, é ainda mais incômoda: por que essa súbita mudança de comportamento justamente quando Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise política e precisa explicar fatos que o atingem diretamente?

Se a imprensa realmente acredita que Lulinha deve explicações, que investigue, publique documentos, confronte versões e apresente provas. Mas que faça exatamente o mesmo com Flávio Bolsonaro.

O público não é obrigado a aceitar uma operação em que um filho serve de escudo para o outro.

Se antes a mídia dizia que nada deveria ser escondido quando o assunto era o clã Bolsonaro, agora ela precisa explicar por que parece tão empenhada em esconder o debate sobre o próprio clã atrás de manchetes contra Lulinha.

Afinal, jornalismo não pode ser escolhido conforme o personagem que convém proteger.

A pergunta não é apenas o que mudou. É quem ganhou com a mudança — e por que parte da imprensa parece disposta a pagar o preço de sua própria credibilidade para fazê-lo.


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100 dias de um silêncio ensurdecedor de Mendonça e da mídia sobre o caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Hoje se completam 100 dias desde que vieram a público as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo o áudio em que o senador aparece pedindo R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, produção sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Parte dos valores teria sido efetivamente repassada, enquanto as explicações prometidas sobre a origem e a aplicação dos recursos continuam sem aparecer de forma transparente.

Cem dias. Cem dias sem uma prestação de contas completa. Cem dias de perguntas sem respostas convincentes. E, sobretudo, cem dias de um silêncio que se torna cada vez mais eloquente.

O mais impressionante, porém, não é apenas o silêncio de Flávio Bolsonaro. É o contraste entre a dimensão das revelações e a aparente falta de cobrança proporcional por parte de setores da mídia. Enquanto outros personagens são submetidos diariamente a manchetes, especulações, vazamentos e cobranças incessantes, o caso envolvendo Flávio e Vorcaro parece sobreviver em uma espécie de zona de conforto político.

A própria imprensa registrou que Flávio chegou a prometer transparência sobre os recursos do filme. Mais de 90 dias depois, a cobrança continuava de pé — e sem a documentação completa que ele havia prometido apresentar.

E há outro ponto que chama atenção: André Mendonça aparece no centro institucional das investigações relacionadas ao caso, mas o ritmo e a extensão das providências continuam sendo motivo de questionamento público. Ao mesmo tempo em que o ministro determinou recentemente a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que associava Flávio a Vorcaro — decisão tomada no âmbito eleitoral por se tratar de conteúdo sintético apresentado como real —, permanece a expectativa por respostas mais substanciais sobre os fatos reais que deram origem ao escândalo.

Não se trata de pedir condenação antecipada de ninguém. Trata-se de pedir aquilo que deveria ser elementar em qualquer democracia: investigação séria, transparência e igualdade de tratamento.

Se há dinheiro, contratos, pedidos de financiamento, relações empresariais e investigações em andamento, o público tem o direito de saber o que aconteceu. E um candidato à Presidência, mais ainda, tem o dever político de explicar com clareza qualquer episódio que possa afetar sua credibilidade.

O contraste fica ainda mais gritante quando se observa o tratamento dado a outros casos. O episódio envolvendo Lulinha, por exemplo, vem recebendo enorme exposição e intensa disputa política e midiática, enquanto o caso Flávio-Vorcaro, apesar das revelações documentadas e das perguntas ainda abertas, não ocupa o mesmo espaço de cobrança.

É essa diferença de régua que precisa ser denunciada.

A imprensa não pode escolher quais escândalos merecem investigação jornalística incansável e quais podem ser deixados em segundo plano. Se existem suspeitas ou perguntas legítimas, elas precisam ser feitas independentemente do sobrenome, do partido ou do candidato beneficiado.

Porque 100 dias de silêncio não apagam um caso. Apenas aumentam a pergunta: por que ninguém está cobrando as respostas com a mesma intensidade?

Flávio Bolsonaro pode dizer que o caso Dark Horse é “página virada”. Mas jornalisticamente não existe página virada quando ainda há perguntas relevantes sem respostas e quando a própria investigação continua em curso.

Cem dias depois, a cobrança permanece: cadê a transparência? Cadê os documentos? Cadê as explicações? E por que a mídia que sabe ser tão estridente em determinados casos parece tão silenciosa neste?

A democracia não pode funcionar com dois pesos e duas medidas. Se a cobrança vale para um, precisa valer para todos.


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Política

Em uníssono inédito, mídia canoniza Flávio, sataniza Lulinha e mergulha na campanha pró-fascista

Há algo de profundamente revelador no comportamento de parte da mídia brasileira nesta largada da eleição de 2026: enquanto Flávio Bolsonaro é tratado como candidato presidencial plenamente reabilitado, o noticiário sobre Lulinha ganha uma dimensão que ultrapassa a própria investigação e passa a funcionar como munição eleitoral contra Lula.

Não se trata de defender qualquer pessoa de investigação. Se existem suspeitas, que sejam apuradas até o fim, com transparência, direito de defesa e sem interferência política. O problema é outro: a régua parece não ser a mesma para todos.

Flávio Bolsonaro passou a ser apresentado como uma espécie de alternativa política viável, enquanto questões que envolvem diretamente sua campanha são empurradas para o rodapé. O caso do filme Dark Horse é o exemplo mais gritante. O candidato afirmou que o episódio é uma “página virada” e que já teria prestado contas, embora a imprensa registre que ele ainda não apresentou os documentos prometidos e que a origem e a destinação dos recursos continuam sob investigação.

Ao mesmo tempo, qualquer informação relacionada a Lulinha recebe enorme repercussão e rapidamente é transformada em argumento político contra Lula. Há, de fato, três inquéritos envolvendo Fábio Luís da Silva, e sua defesa nega irregularidades. Mas investigação não é condenação — e suspeita não pode ser apresentada como sentença.

O mais impressionante é a assimetria.

Quando Flávio é questionado sobre Vorcaro, Dark Horse e os milhões destinados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, a resposta vira notícia, mas a cobrança parece desaparecer rapidamente. Quando o assunto é Lulinha, entretanto, a investigação se transforma em manchete, comentário, análise eleitoral e combustível permanente para a campanha bolsonarista.

O próprio Flávio percebeu a oportunidade e passou a explorar sistematicamente o caso Lulinha para desgastar Lula. Não por acaso, seu discurso eleitoral passou a girar em torno de corrupção, INSS e ataques ao presidente, enquanto a campanha tenta deslocar o centro do debate para os adversários.

É justamente aí que mora o perigo.

A imprensa não pode se transformar em cabo eleitoral involuntário de um projeto político autoritário.

Quando determinados candidatos são submetidos a uma investigação permanente, enquanto outros recebem tratamento de presidenciáveis “moderados”, cria-se uma espécie de lavagem política da imagem pública. O passado desaparece, as controvérsias são relativizadas e o candidato passa a ser apresentado apenas pelo personagem que sua campanha deseja vender.

É a fabricação do “Flávio moderado”.

Mas a embalagem não apaga a história. Tampouco transforma automaticamente um representante do bolsonarismo em democrata, conciliador ou institucionalista.

Flávio iniciou sua campanha reproduzindo discurso do pai, atacando o STF e utilizando símbolos políticos associados ao bolsonarismo. Ao lado de Guilherme Derrite, também elogiou o modelo de Nayib Bukele em El Salvador e defendeu endurecimento de penas e redução da maioridade penal em determinados casos.

Nada disso significa que o eleitor não possa escolher Flávio. Significa apenas que a sociedade tem o direito de conhecer o candidato inteiro — e não a versão higienizada construída para consumo eleitoral.

E existe uma ironia ainda maior: enquanto a mídia ajuda a transformar Lulinha em personagem central da eleição, o próprio Flávio tenta escapar das perguntas que lhe são feitas sobre seu relacionamento com Vorcaro. Quando questionado sobre Dark Horse, responde que o assunto está encerrado e imediatamente aponta o dedo para Lula e Lulinha.

Essa é a velha técnica política: quando a pergunta aperta, troque o acusado pelo acusador.

E quando a imprensa embarca nessa troca sem manter a mesma intensidade de cobrança, deixa de ser apenas observadora do processo eleitoral e passa a interferir na própria disputa.

Não é necessário absolver Lulinha para denunciar essa assimetria. Não é necessário defender Lula para exigir jornalismo sério. E não é necessário ser petista para perceber que democracia exige a mesma régua para todos.

Se há documentos a apresentar, que sejam apresentados. Se há suspeitas, que sejam investigadas. Se há crimes, que sejam responsabilizados os culpados.

Mas que isso valha para Flávio Bolsonaro também.

Porque uma eleição não pode ser vencida pela quantidade de manchetes produzidas contra um adversário. E uma democracia não pode ser reduzida a uma operação de marketing destinada a transformar um candidato do campo radical em uma figura palatável enquanto seus adversários são submetidos diariamente ao tribunal midiático.

O que está em jogo não é apenas a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. É a disputa pelo direito do eleitor de receber informação completa, proporcional e honesta.

Quando parte da mídia escolhe um lado da balança, suaviza um candidato e amplifica incessantemente os problemas do outro, o jornalismo deixa de iluminar a eleição e passa a participar dela.

E é justamente nesse ambiente que o discurso autoritário encontra terreno fértil.

Não é jornalismo quando a pergunta para um lado é “prove que é inocente” e para o outro é “por que você está sendo atacado?”.

A democracia brasileira merece mais do que isso.


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Mídia some com o tapete vermelho de Lula na Casa Branca

De repente, as pedras da catedral do capitalismo desapareceram do mapa da mídia, sempre tão afeita à Casa Branca.

Quem lê os jornalões hoje, nem lembra do sucesso de Lula no seu encontro com Trump em Whasington.

Nesta quinta (7), na GloboNews, Camarotti e Joel tentaram jogar jato d’água no encontro dos dois chefes de Estados, cheia de confusas intenções e subintenções na tentativa, de forma lerda, de apagar o brilho de Lula que já havia ganhado as redes sociais.

A forma humana com que foi pautada a relação dos dois estadistas a partir de Lula, propondo a Trump um sorriso mais relaxado, é um daqueles detalhes que são a cara do próprio povo brasileiro, sobretudo falando de futebol com Trump.

Na verdade, aquela caricatura sagrada, que essa gente pinta, do presidente dos EUA, é usada como arma de guerra do pensamento conservador aqui na terrinha.

Encontraram um Lula calmo, sorridente como o nosso velho amigão e ainda dando conselhos a Trump, era tudo o que o antipetismo biliático da Globo não queria.

Mas na realidade, a árvore de Lula cresceu e engalhou-se pelo mundo inundando de folhas primorosas os grandes jornais mundo afora.

Lula foi um mestre que não poupou esforços para, nos bastidores e com a alma brasileira, colocar na mesa as questões do Brasil nos acordos bilaterais.

Foi-se o tempo em que na época de Bolsonaro, o presidente se ocupava na Casa Branca de rena de trenó para puxar o saco de Trump.

Mas a dinastia midiática com seu ecletismo contorsionista, quis abrir uma campanha com o intuito de atacar o pescoço de Lula. Não conseguindo tirar o retrato de Lula da parede, achou melhor abandonar a pauta e deixar seus eleitores na mão, numa manejada técnica para tirar Lula do foco.

Não seria difernte, desde que Lula assumiu o governo pela primeira vez, em 2002, abrir um jornal vale tanto quanto abrir um porco de ceva, tal o bafio de sangue que escapa das manchetes do tribunal da mídia.

Então, como não convenceu ninguém de que, no mínimo, o encontro foi morno, os tubaões da grande mídia, resolveram arrancar do jornal a folha de política de relações exteriores dos jornalões, deixando claro que a mídia ainda pode muito, mas não pode tudo, principalmente contra Lula.


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Política

Mídia em pânico com a possibilidade da vitória de Lula no primeiro turno porque isso mata seus negócios

Lula vencendo no primeiro turno, de estalão, morre a narrativa de “polarização”.

O que hoje a mídia vende, é: país dividivo, disputa acirrada, qualquer coisa pode acontecer.

Se Lula vence no primeiro turno, a percepção passa a ser outra, o país decidiu, não está dividido, acabou a novela.

Sem o segundo turno, as especulações que dão notícias nos jornalões, perdem esse filão. Não tem capa da Veja com Lula e Flavio se encarando. Não tem Roda Viva com Flavio repetindo a mesma baba de quiabo, não tem mais nada. São mais 4 anos de governo Lula e fim de papo.

A mídia vive um pesadelo, pois Lula está muito próximo, ou melhor, cada vez mais próximo de uma vitória já no primeiro turno. Uma arrancada mínima de menos de 2%, pode dar o troféu de quarto mandato a Lula.

Resumo da ópera: a mídia parece viv um velório atecipado, pedindo pelo amor de Deus para alguém tirar esses 2% de Lula.

Zema abriu a boca para cumprir esse papel e perdeu 2% dele mesmo.

Claro que a mídia lancará um solgan em prol do segundo turno para tentar embarreirar a vitória de Lula no primeiro tempo e mandará coisas do tipo, segundo turno é pedagógico para o eleitor, o que traduz, precisamos de mais 30 dias de Flavio Bolsonaro no JN para vender anúncio.

Democracia se fortalece no confronto de ideias. Primeiro turno abrevia esse processo, e por aí vai.

Ou seja, o manual da manchete desesperada já está na praça.


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