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Bolsonaro e Guedes são feitos do mesmo material

Artigo professor Silvio Almeida, publicado na Folha

O homem certo – A cada entrevista ou pronunciamento fica mais evidente que Paulo Guedes é o homem certo. Suas ideias, seu comportamento, sua gestão à testa do Ministério da Economia provam a cada dia que outro homem não estaria à altura —ou à baixeza, no caso— exigida para esse cargo. Nenhum outro ministro representa de forma tão essencial as forças políticas que levaram Jair Bolsonaro à Presidência da República.

O presidente da República e o ministro da Economia são absolutamente complementares e encarnam, ainda que em corpos distintos, um só espírito. São, portanto, apenas aparentes as suas contradições.

De um lado um sujeito cuja falta de modos é lida como “autenticidade”. Manda jornalistas se calarem, desdenha do sofrimento da pandemia e agride quem dele discorda. Encarna o autoritário, que muitos pedem.

Na outra ponta, o “intelectual”, reconhecido pelo mercado como grande gestor e homem de sucesso. É o campeão da liberdade, que o mercado deseja. Mas nada como os momentos de crise para erodir as aparências e fazer emergir das profundezas a natureza gemelar dos dois personagens. Quando acossados, o ódio que nutrem a pobres, a trabalhadores, a pequenos empresários e a aposentados emerge de forma primordial e sem freios.

Mas que espírito é esse que no governo brasileiro habita dois corpos e que tem o poder de se apresentar simultaneamente como defesa intransigente da liberdade e ameaça à democracia? Há alguns anos as ciências sociais, nas mais variadas áreas, têm se esforçado para compreender o fenômeno que alguns denominam como neoliberalismo autoritário. Acho que nenhum outro termo pode explicar melhor o “bolsoguedismo”.

O uso do termo neoliberalismo autoritário é controverso. O termo se refere às condições objetivas e subjetivas surgidas com as transformações no regime de acumulação e no modo de regulação do capitalismo provocadas pelas crises do fordismo e do Estado de bem-estar social. Tais mudanças levariam à atualização das formas de regulação estatal na economia e a processos de reorientação ideológica conduzidos pelas exigências da concorrência de mercado.

O que os mais diversos autores têm apontado é que desde as suas origens o neoliberalismo esteve relacionado com o esvaziamento da democracia, já que medidas para limitar o poder econômico são consideradas interferências políticas que ameaçam à liberdade.

A liberdade, na visão dos considerados teóricos do neoliberalismo, se materializa na ordem da concorrência, e não no contrato social. Trata-se, portanto, de construir o mercado blindado das demandas democráticas e de redistribuição igualitária, “livre” de constrangimentos sobre o investimento e a lucratividade capitalista. Isso explicaria o movimento para desmantelar os sistemas de proteção social, a oferta pública, gratuita e universal de saúde e educação e a facilitar a captura do orçamento público por interesses privados.

Mas há os que considerem um absurdo a vinculação entre autoritarismo e neoliberalismo e, para tanto, fornecem exemplos de governos e países democráticos que adotaram o receituário neoliberal.

Pierre Dardot denuncia a confusão teórica daqueles que acusam essa incompatibilidade. Segundo o autor francês, é preciso distinguir: 1) autoritarismo como regime político; 2) autoritarismo político neoliberal e 3) a dimensão autoritária irredutível do neoliberalismo. O primeiro não é exclusividade de governos neoliberais. O segundo é resultado da acomodação das políticas neoliberais a distintos regimes políticos, democráticos ou autoritários, o que é determinado pelas circunstâncias históricas. Já o terceiro é o que Dardot chama de “restrição do deliberável”, o que, em outras palavras, é a decomposição das instâncias de participação popular por meio de “reformas” e uso de medidas jurídicas excepcionais, especialmente no que se refere a decisões econômicas.

Guedes e Bolsonaro personificam a versão brasileira do centauro do neoliberalismo, que é metade liberdade econômica para o andar de cima da pirâmide social e metade repressão e violência para o andar de baixo. De vez em quando somos forçados a lembrar que é um único ser, com os mesmos projetos e o mesmo negacionismo da realidade social. No fundo, quem quer a liberdade de Guedes pede por autoritarismo; quem quer o autoritarismo de Bolsonaro é porque demanda a liberdade de Guedes.

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FHC diz que o neoliberalismo de Guedes é uma pandemia dentro da outra

É fato que Fernando Henrique, novamente, soltou o seu famoso “deixa disso” na hora de falar da tragédia sanitária provocada por Bolsonaro, dizendo que o impeachment do monstro poderia agravar o caos social, sanitário e econômico.

Nesse caso, o mais importante é que o papa do neoliberalismo tropical, que serviu tanto a Temer quanto a Guedes para a implantação de políticas recessivas e, consequentemente, desastrosas para a economia brasileira, não assume que o X da questão é a própria filosofia neoliberal, e sim algo que ele não sabe explicar o que fez desandar a maçaroca neoliberal tanto de Temer quanto de Guedes.

Mas não deixa de ser emblemático FHC separar as duas tragédias, sanitária e econômica, mesmo admitindo que uma otimiza a outra, mas que são em si independentes. Ou seja, mesmo que não tivesse a pandemia, a política de Guedes garantiria a tragédia econômica que o Brasil vive. Tragédia esta retirada da bíblia tucana da qual FHC é a divindade máxima.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Varejo, que apoiou maciçamente o golpe em Dilma e a eleição de Bolsonaro, tem a maior queda em 20 anos

Patrocinou o banquete e ficou do lado de fora. Esta é a mais pura realidade que os comerciantes brasileiros vivem sob o governo de Bolsonaro.

Provavelmente, agora, os comerciantes entendam que não mandam absolutamente em nada e que são meros garçons dos gafanhotos do sistema financeiro.

Eles que, de forma maciça, apoiaram o golpe em Dilma e a eleição de Bolsonaro, sentem a derrocada bater em suas portas, muitas já fechadas.

A grande maioria dos comerciantes do varejo acreditou que o problema deles era o salário dos trabalhadores que, na verdade, são os seus consumidores. Agora, eles estão aí consumidos pelas cabeças neoliberais que comandam o Brasil e o levam ao caos.

É o preço que estão pagando pela mentalidade tacanha do neoliberalismo voraz representado por FHC, Collor, Temer e, agora, por Bolsonaro, com Paulo Guedes, que sempre tiveram o apoio do comércio em geral. Hoje, esses comerciantes veem secar o leite de suas vaquinhas.

Mas o preconceito e a total falta de preparo intelectual e, consequentemente, de discernimento político e, portanto, incapazes de pensar um metro à frente, tomam uma bofetada na cara. Quem sabe assim não acordam do sonho de que fazem parte da elite.

*Da redação

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Vídeo: Desesperado com o avanço de Boulos, Covas retoma o BolsoDória

Bruno Covas, ao ver o crescimento significativo de Boulos, como é característico do PSDB, parte para a baixaria, assumindo de vez o discurso da direita, partindo para o ataque a Cuba e Venezuela. Ou seja, o mesmo neoliberalismo que golpeou Dilma a partir da não aceitação da derrota por Aécio, a prisão de Lula e a consequente eleição dessa coisa que hoje ocupa a cadeira da presidência.

Assista:

*Da redação

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Mundo

Papa pede fim do neoliberalismo

O papa Francisco denunciou as desigualdades e o “vírus do individualismo” em sua nova encíclica, com o título “Fratelli tutti” (Todos irmãos) e divulgada neste domingo, na qual pede o fim “do dogma neoliberal” e defende a fraternidade “com atos e não apenas com palavras”.

Em um momento do texto, falando sobre como diferentes culturas devem conviver, Francisco fez referência à canção “Samba da Bênção”, de Vinicius de Moraes: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”.

Segundo o papa, devemos incentivar a cultura do encontro, em que todos podem aprender algo e na qual ninguém é inútil. “Isto implica incluir as periferias. Quem vive nelas tem outro ponto de vista, vê aspetos da realidade que não se descobrem a partir dos centros de poder onde se tomam as decisões mais determinantes.”

Temas sociais

Em sua terceira encíclica, de 84 páginas, o pontífice argentino retomou os temas sociais abordados ao longo de sete anos e meio de pontificado e reflete sobre um mundo afetado pelas consequências da pandemia de coronavírus.

No documento, escrito em espanhol e que permanecerá com o título em italiano em todos os idiomas, Francisco condenou o “dogma neoliberal”, um “pensamento pobre, repetitivo, que propõe sempre as mesmas receitas diante de qualquer desafio que se apresente”.

“A especulação financeira com o lucro fácil como objetivo fundamental continua provocando estragos”, advertiu, antes de acrescentar que “o vírus do individualismo radical é o vírus mais difícil de derrotar”.

“É possível aceitar o desafio de sonhar e pensar em outra humanidade. É possível desejar um planeta que assegure terra, teto e trabalho para todos”, destacou o pontífice, um pedido que fez em várias oportunidades durante suas viagens aos países mais pobres e esquecidos.

Um mundo fechado O Papa Francisco reivindicou o direito de todo ser humano de viver “com dignidade e desenvolver-se plenamente” e recordou que a pandemia evidenciou a incapacidade dos dirigentes de atuar em conjunto em um mundo falsamente globalizado.

“A fragilidade dos sistemas mundiais diante das pandemias evidenciou que nem tudo se resolve com a liberdade de mercado”, completou.

“Vimos o que aconteceu com as pessoas mais velhas em alguns lugares do mundo por causa do coronavírus. Não tinham que morrer assim (…) cruelmente descartados”, lamentou o pontífice.

Em sua encíclica mais social, depois de reiterar sua oposição à “cultura dos muros”, Francisco pediu uma nova ética nas relações internacionais.

“Uma sociedade fraternal será aquela que conseguir promover a educação para o diálogo com o objetivo de derrotar o ‘vírus do individualismo radical’ e permitir que todos deem o melhor de si mesmos”.

Reforma da ONU, oposição à pena de morte

“O mundo de hoje é, em sua maioria, um mundo surdo”, escreveu o papa, que também defende a reforma estrutural da Organização das Nações Unidas, reitera a total oposição da Igreja à pena de morte e comenta a questão da dívida externa dos países que “deve ser paga, mas sem prejuízo ao crescimento e subsistência dos países mais pobres”.

“Hoje afirmamos com clareza que a pena de morte é inadmissível e a Igreja se compromete com determinação para propor que seja abolida em todo o mundo.”

No documento, o pontífice também pede o diálogo e defende novos caminhos para alcançar a reconciliação entre os povos.

“Não é possível decretar uma ‘reconciliação geral’ com a pretensão de fechar por decreto as feridas ou cobrir as injustiças com um manto de esquecimento”, ressaltou Francisco, que cita o Holocausto, os bombardeios em Hiroshima e Nagasaki, a perseguições, o tráfico de escravos e os massacres étnicos.

“Esta encíclica representa a síntese de seu pontificado e a apresentou sozinho, sem estar acompanhado por outras autoridades da Igreja, porque é o símbolo de sua autoridade”, comentou o vaticanista Filippo di Giacomo ao canal italiano RaiNews24.

No texto, o papa afirma que “muitos ateus cumprem melhor a vontade de Deus que muitos crentes”, em uma espécie de advertência aos muitos políticos de todos os continentes que se sentem “autorizados por sua fé a apoiar diversas formas de nacionalismos fechados e violentos, atitudes xenófobas, desprezos ou inclusive maus-tratos aos que são diferentes.”

“Com esta encíclica o papa argentino toma posições claras”, declarou Carlo Petrini, fundador do movimento internacional Slow Food, ex-comunista, ecologista e autor de um livro sobre seus diálogos com o papa sobre a ecologia integral.

 

*Com informações do Uol

 

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Bolsonaro confessa que a economia fracassou em seu governo; Novidade? Zero

No mundo, aonde o neoliberalismo deu certo?

Nós, que já amargamos neoliberais fundamentalistas como Collor, FHC e, depois, Temer, com a mesma bíblia de FHC, Bolsonaro dobrou a aposta no fracasso. Portanto, é justo que ele e Guedes colham o que plantaram.

Como é modesto, diz que a culpa do fracasso é dos prefeitos e governadores. Isso mesmo, Bolsonaro, que tem a caneta e os cofres da união na mão, culpa prefeitos e governadores que respeitaram as orientações sanitárias da OMS.

Sobre os lucros extraordinários dos banqueiros que mandam e desmandam em seu governo, nem um pio do cínico.

Otimista, Bolsonaro diz que recuperação econômica não será rápida.

Para quem passou de boiada as reformas durante a pandemia, prometendo o céu na terra, vir com uma explicação dessa, de que a culpa pelo fracasso da economia é dos prefeitos e governadores, soa como anedota.

Lógico que ele não quer lembrar que entregou R$ 1,2 trilhão para os banqueiros e que simplesmente virou as costas para os micro, pequenos e médios empresários. E o desastre só não foi pior, porque os R$ 200 que ele queria como auxílio emergencial foi derrubado pelo Congresso que impôs a ele uma derrota, obrigando-o a pagar R$ 600.

Ainda, se Bolsonaro não tivesse se aliado à Covid, contra a população, em dois meses o Brasil teria voltado à normalidade econômica.

Então, o saldo negativo mostra uma economia extremamente frágil e, por tal resultado, só existe um único culpado, Jair Bolsonaro que, em quase dois anos, não governou o país, preocupado somente em livrar seus filhos e a si próprio da cadeia em função das revelações sobre sua organização criminosa que estouraram antes mesmo de tomar posse.

Na verdade, ficou até barato esse fracasso econômico de seu governo.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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Mídia, tentando igualar Lula a Bolsonaro, reforça que Bolsonaro foi eleito por ela

Que a mídia está com um olho no peixe e, outro, no gato, em relação a Moro e Bolsonaro, disso não há dúvida.

O fim da Lava Jato e a saída de Moro do ministério da Justiça e Segurança Pública não rompeu o pacto de sangue entre os barões da comunicação e o ex-juiz de Curitiba. Afinal, Moro cumpriu o prometido, entregou a cabeça de Lula na bandeja, cometendo todos os ilícitos possíveis para não permitir que o PT voltasse ao poder, principalmente tendo Lula novamente como presidente da República.

O projeto neoliberal dos tucanos, derrotado quatro vezes seguidas nas urnas, foi imposto por Temer no golpe contra Dilma e Bolsonaro não fez qualquer gesto que não fosse o de avisar que Paulo Guedes daria continuidade ao que foi reiniciado por Temer.

Assim, Moro que, certamente, já prometeu aos donos do dinheiro grosso que seguirá trilhando pelo mesmo caminho antipovo dos neoliberais nativos, é colocado nesse furdunço do lado oposto de Bolsonaro.

Na verdade, Moro no governo, foi um serviçal obediente a Bolsonaro e usou a PF, do primeiro ao último dia como ministro, com Valeixo com tudo para proteger o clã Bolsonaro. Daí a espinafrada merecida que Moro tomou do deputado do Psol, Glauber Braga que o chamou de juiz corrupto e ladrão e capanga da milícia, justamente por incorporar em seu jogo o controle da Polícia Federal e, a partir disso, como uma polícia pretoriana, usá-la para blindar o clã e seus comparsas, Queiroz, a família do miliciano, empregada no gabinete do Flávio, a prensa no porteiro para mudar a versão e o desinteresse em se aprofundar em qualquer coisa que desaguasse em evidência de crime que envolvesse a família Bolsonaro.

Isso dito, fica claro que a mídia segue mais do que nunca antipetista, tanto que faz um jogo rasteiro e até previsível, para não dizer infantil, querendo pinçar uma frase de Lula dentro de um contexto amplo, mas justamente o que incomoda a mídia, que é a crítica ao neoliberalismo, já que a mídia brasileira se transformou num panfleto dos bancos e tenta associar Bolsonaro a Lula, como se ela não tivesse se estrebuchado para colocar o genocida no poder, como se pudesse colocar uma focinheira no monstro e docilizá-lo.

O que se vê é a mídia passando recibo de principal responsável pela ascensão de Bolsonaro, levando-o à presidência da República e promovendo essa carnificina contra o povo e o ataque às instituições que, hoje, o baronato midiático tanto critica.

Como sempre, falta inspiração para essa mídia de banqueiros, sempre muito preocupada em agradar os patrocinadores, acaba por denegrir quem pensa e age de forma inversa ao sistema financeiro predador e escorrega na própria casca de banana que jogou no chão, mostrando que o gabinete do ódio tem a quem puxar.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Guedes assume o fracasso do neoliberalismo brasileiro e culpa Temer e Macri

Como se diz por aí, o Brasil não é para amadores. O sujeito tem que ser um cara de pau profissional para seguir a cartilha neoliberal a ferro e fogo contra o povo e ainda culpar dois governos neoliberais pelo fracasso de sua gestão também neoliberal.

Aquela convicção de Guedes que abastecia de esperança o empresariado bolsonarista, agora ganha perfurações para achar culpados na toca do tatu.

Guedes meio que assume que faltou em sua gestão hiperneoliberal combinar com os russos e a economia não anda, desanda, não acelera, derrete, desemprega, produz um quadro trágico de mão de obra precarizada e, em consequência um consumidor também precarizado e comércio, por sua vez, um consumo precarizado e a indústria com uma produção precarizada, como não poderia deixar de ser.

O neoliberalismo não deu certo em lugar nenhum do mundo, mas nunca foi novidade para o brasileiro. A redução da participação do Estado no estímulo à economia sempre promoveu, desde Figueiredo, passando por Sarney, Collor, FHC e Temer, tragédias econômicas no Brasil. Todos esses depreciaram a economia e o país perdeu graduação diante da economia global.

Nos doze anos dos governos Lula e Dilma, o Brasil se viu livre dessa praga mundial e alcançou a condição de 6ª maior economia do mundo, depois que Lula pegou o país das mãos de FHC na 14ª colocação.

Mas se tem uma coisa de que tanto Temer quanto Bolsonaro podem se orgulhar é que promoveram a miséria e fizeram com que os banqueiros batessem recordes de lucros.

Ninguém pode dizer que o projeto de Guedes, um sujeito que passou a vida especulando o mercado, deu errado para ele e para seus parceiros banqueiros. Aliás, Guedes deve estar faturando um bom trocado com a super alta do dólar, deve dormir o sono dos justos, enquanto o povo amarga os efeitos nefastos de um governo voltado para a produção de riqueza para os ricos e da pobreza para os pobres.

Mas não deixa de ser emblemático Guedes assumir o fracasso da economia e culpar dois outros grandes fracassados que usaram a mesma fórmula dele, Temer e Macri.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Globo anuncia o funeral político de Bolsonaro

Editorial dos Marinho desta sexta-feira, é emblemático. Com o dólar acordando já enfezado, a R$ 4,50, com sinal de que, novamente, a receita econômica do bolo dos neoliberais, solou, pelo menos para o setor produtivo e 99% dos brasileiros, o Globo, pombo-correio do mercado, culpa Bolsonaro por mais um fracasso do neoliberalismo.

Gostaria de saber como os Marinho explicam o fracasso retumbante do neoliberalismo de Macri, que tinha ao menos um comportamento político civilizado, ao contrário de Bolsonaro, o mesmo de quem a Globo contemporizou o fascismo.

Agora, culpa o mesmo fascismo que ela fez questão de ignorar durante a campanha na corrente “tudo, menos o PT”.

A única coisa que sobrou para Bolsonaro é reclamar com os Marinho e dizer que Guedes aplicou o receituário fidedigno de FHC, que quebrou o Brasil três vezes durante oito anos. E a Globo, até hoje, trata FHC como patrono do colunismo econômico nativo.

Sim, porque convenhamos, dez em cada dez Sardenbergs, Miriams, Mervais e afins têm verdadeira paixão por FHC, além, lógico de todo o baronato midiático do país.

Já Bolsonaro, o grosseirão, que já cansou de dizer que não entende nada de economia, os Marinho resolveram atacar o seu fracasso, mas seguem exaltando FHC como se seu governo não tivesse sido uma tragédia nacional que, até hoje, está guardada na memória do povo.

Bolsonaro é apenas um FHC sem modos.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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De cachorro louco a cachorro morto

Não importa a festa que a mídia fez junto com Bolsonaro no golpe contra Dilma em que, no flagrante desrespeito à constituição, o ominoso, segundo Celso de Mello, estava blindado quando exaltou, ao lado do delinquente 03, que fazia mímica com o papai, à tortura, ao terror, à morte, representado por Brilhante Ustra.

Valia tudo naquele momento para garantir o golpe, essa era a instrução superior, em parceria com a escória do judiciário e do congresso. Ali também triunfava Moro, hoje Ministro da Justiça e Segurança Pública de um presidente cachorro morto, que virou saco de pancada de quem, ontem, fez ouvidos moucos e até o defendeu nos seus ataques à constituição, às mulheres, aos negros, aos índios, mas agora até o fundamentalista do antipetismo, Josias de Souza, diz que Bolsonaro deu razão ao enredo da Mangueira quando atacou o congresso.

General Heleno, aquele que fez cara de paisagem quando foi descoberta a corrupção de Nuzman no COB e este foi preso, quando pego com barras de ouro de corrupção, o general Augusto Heleno, que recebia do COB um salário pornográfico de R$ 59 mil, pulou do barco sem dar um pio sobre Nuzman.

Agora, repete a receita, roendo a corda e deixando seu protegido na mão, postando no Twitter:

“ATENÇÃO. Estão usando meu nome, indevidamente e sem meu conhecimento, para pedir apoio financeiro a empresários e amigos, em prol de propaganda e/ou de manifestações políticas. Alerto a todos que jamais faria isso ou autorizaria tal procedimento.”

Mourão não fez muito diferente, deu uma no cravo e outra na ferradura, dizendo que desautoriza o uso de sua imagem no banner de convocação para o ato de 15 de março, mas diz que o povo tem direito a se manifestar, soltando no meio desse lá e cá uma frase de para-choque de caminhão a la Cármen Lúcia e Ayres Britto, “não precisamos de pescadores de águas turvas”.

Já no colunismo dos Marinho, Miriam Leitão, a democrata de ocasião, foi na jugular do ominoso e sapecou: “Bolsonaro é pior que o coronavírus”.

Merval e Sardenberg também usaram outras notas na polifonia anti bolsonarista que acometeu a Globo a partir do seu próprio editorial. Lógico que esses dois não perderiam a oportunidade de ficar com um olho no peixe e outro no gato, dando paulada no gato (Bolsonaro) e sacralizando o peixe (neoliberalismo), dizendo que a economia está essa tragédia generalizada com o tombo na bolsa de mais de 7% e o dólar, hoje, mais um recorde, na casa de R$ 4,46, por culpa de Bolsonaro, não do neoliberalismo.

Os Marinho também não se fizeram de rogados na hora de enterrar o ogro vivo, por “desrespeito à constituição”.

Aquela pessoa cheia de virtudes, como a Globo vendeu Bolsonaro, agora os Marinho, num surto memorialista, lembram a formação do capitão na ditadura e na sua trajetória de três décadas como deputado inútil para a sociedade e benéfico para o corporativismo militar, policial e miliciano.

É tocante ver tanta gente que, até dois dias, estava como Vera Magalhães atacando Bernie Sanders em prol de Trump, o herói de Bolsonaro, sendo atacada pesadamente pelo fundamentalismo bolsonarista por ter dado a notícia sobre o vídeo de convocação de Bolsonaro.

Mas não tem como não abrir um parênteses para um fato emblemático, vendo Guilherme Boulos dando uma aula de honradez na defesa de Vera Magalhães por ser atacada nas redes por fascistas. O mesmo Boulos de quem Vera, em 2016, pediu publicamente à Folha a sua cabeça, classificando-o de bandido.

O fato é que aquele fascista folclorizado no sentido romântico pela grande mídia, que desconsiderou todo o seu histórico de corrupção, defesa da ditadura e parceria com a milícia, formou um batalhão de bacamarteiros, agora, manda os mesmos que o paparicaram, sentarem o dedo no ominoso.

Trocando em miúdos, Bolsonaro virou cachorro morto e, como tal, todos querem chutar.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas