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Moraes estaria preparando resposta dura contra a “fonte” de denúncias

O alvo do ministro seria um grande banco brasileiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estaria reagindo com forte indignação às denúncias publicadas por O Globo e repercutidas em outros veículos, como o Estado de S. Paulo, sobre seus supostos contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e, sobretudo, sobre a relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua família. Segundo fontes próximas ao gabinete do ministro, Moraes estaria com “sede de vingança” e prepararia uma resposta rápida e direta contra um banqueiro que ele enxergaria como a origem dos relatos e vazamentos que alimentaram as reportagens.

De acordo com esses interlocutores, o que mais teria irritado o ministro não seria apenas a narrativa de que ele teria pressionado o Banco Central — versão que ele nega —, mas o fato de as publicações terem atingido sua esposa, Viviane Barci, e seus três filhos, sócios do escritório contratado pelo Banco Master por R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos, o que totalizaria cerca de R$ 129 milhões. Esse valor e a estrutura do contrato foram relatados por diferentes veículos nas últimas semanas.

Ainda segundo as mesmas fontes, Moraes consideraria que a exposição pública de Viviane e dos filhos teria ultrapassado qualquer limite, transformando-se num ataque pessoal e familiar, com claro objetivo de constranger e desgastar sua atuação institucional. A reação do ministro, afirmam, seria marcada pela convicção de que há um movimento articulado para desmoralizar o Supremo Tribunal Federal.

Nota oficial: Moraes nega ligações, nega pressão e nega atuação do escritório na operação
O ministro já reagiu publicamente por meio de uma Nota à Imprensa, na qual afirma que realizou apenas duas reuniões com o presidente do Banco Central — ambas em seu gabinete — para tratar exclusivamente dos efeitos da Lei Magnitsky, utilizada pelos Estados Unidos como instrumento de sanções econômicas. Na nota, Moraes sustenta que “em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master”.

O ministro vai além e nega de forma taxativa a existência de telefonemas: “inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”. Também afirma que jamais esteve no Banco Central e que o escritório de sua esposa não atuou na operação perante a instituição.


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Política

Tensão na Venezuela leva Lula a fazer pedido a Celso Amorim

O presidente Lula (PT) orientou o assessor especial Celso Amorim a evitar deslocamentos longos neste período de fim de ano. A recomendação, segundo relatos de auxiliares, está ligada à avaliação do governo de que a escalada de tensão entre Venezuela e Estados Unidos pode, em um cenário extremo, evoluir para uma ação militar em terra, conforme informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

De acordo com interlocutores, Lula justificou a cautela ao afirmar: “Precisamos estar preparados para caso o pior aconteça”. Diante desse diagnóstico, equipes do alto escalão do Itamaraty e do Palácio do Planalto atuarão em regime de revezamento durante o período festivo, enquanto assessores diretos do presidente permanecerão de prontidão.

Tentativa de mediação com os Estados Unidos
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tratou do tema em conversas com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A tentativa foi recolocar a Venezuela no centro das discussões e reforçar o pleito para que o Brasil atue como intermediador diplomático. O governo Trump, no entanto, demonstrou resistência à proposta.

A preocupação do Planalto aumentou após a intensificação de exercícios militares na região e de declarações públicas mais duras de autoridades norte-americanas contra o regime de Nicolás Maduro. De acordo com o DCM, na avaliação do governo brasileiro, qualquer movimento mais agressivo teria impacto direto sobre a estabilidade regional, com efeitos colaterais imediatos na fronteira norte do Brasil.

Tradicionalmente, o Brasil busca se posicionar como ator moderador em crises sul-americanas, apostando no diálogo e na preservação de canais institucionais. Essa linha tem orientado a leitura do Planalto diante do atual cenário de tensão envolvendo Caracas e Washington.

Operações militares e reação venezuelana
Desde setembro, os Estados Unidos ampliaram operações no Caribe e no Pacífico Oriental contra embarcações que, segundo Washington, estariam ligadas ao narcotráfico. Essas ações já resultaram na morte de mais de 100 pessoas, incluindo pescadores locais.

Em resposta, o governo venezuelano classificou o contexto como uma “campanha de agressão”, apontando os efeitos combinados das sanções e das operações militares no país.

A escalada ganhou novo capítulo em 16 de dezembro, quando Trump anunciou um bloqueio formal a petroleiros que operam em rotas relacionadas à Venezuela, em uma medida voltada a aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.


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Brasil Mundo

Governo Lula vê risco de interferência de Trump na eleição brasileira de 2026

Avaliação interna aponta que ações recentes dos EUA na América Latina podem se repetir no Brasil e influenciar o cenário eleitoral

247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a relação institucional com Washington não elimina o risco de uma eventual interferência externa no processo eleitoral brasileiro de 2026. Integrantes do Palácio do Planalto consideram que, mesmo diante de gestos recentes de distensão, os Estados Unidos podem adotar estratégias semelhantes às observadas em eleições de outros países da América Latina.

A análise foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo, que ouviu um alto funcionário do governo brasileiro. Segundo essa avaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter feito apenas um recuo tático ao retirar parte das tarifas sobre produtos brasileiros e suspender sanções baseadas na Lei Magnitsky, após a tentativa frustrada de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No entendimento do governo brasileiro, a preocupação se baseia em precedentes recentes. Na eleição legislativa da Argentina, Trump condicionou a liberação de um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões a um bom desempenho eleitoral do partido do presidente Javier Milei. Já em Honduras, durante o pleito presidencial, Trump apoiou publicamente o candidato da ultradireita, Nasry “Tito” Asfura.

Nesse contexto, a presidente hondurenha, Xiomara Castro, afirmou que houve um “golpe eleitoral” motivado pela “interferência do presidente dos Estados Unidos”. Antes da votação, Trump declarou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua eventual vitória entregaria o país à Venezuela.

Às vésperas da eleição em Honduras, Trump concedeu indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que havia sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os Estados Unidos. Passado quase um mês do pleito, o país ainda não tem um resultado oficial. Asfura lidera por margem estreita sobre o conservador Salvador Nasralla, enquanto uma apuração especial segue em andamento.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais hondurenhas ligadas ao partido de Xiomara Castro, sob a alegação de que estariam interferindo na apuração dos votos. Para o governo brasileiro, esse conjunto de ações reforça a necessidade de criar mecanismos de proteção contra possíveis interferências externas.

Entre essas medidas, autoridades citam a adoção de “vacinas”, como a ampliação da cooperação bilateral com os Estados Unidos no combate ao crime transnacional, anunciada recentemente. Segundo o 247, integrantes do governo disseram que essa estratégia também teve caráter preventivo para bloquear tentativas de grupos bolsonaristas de solicitar uma intervenção americana no Brasil sob o argumento do combate ao crime organizado.

O Planalto avalia que a agenda internacional terá um peso inédito na disputa presidencial de 2026. A percepção interna é de que Trump deve apoiar abertamente o candidato da direita brasileira, alinhado ideologicamente ao atual governo dos Estados Unidos.


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Política

Planalto adota escala 5×2 e avança com debate sobre direito ao descanso após precarização na era bolsonarista

Governo busca reforçar discurso contra escala 6×1 e ampliar debate sobre jornada reduzida

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu alterar a jornada de trabalho dos funcionários terceirizados que atuam no Palácio do Planalto, adotando oficialmente a escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso. A medida, anunciada nesta terça-feira, 23, beneficia trabalhadores das áreas de limpeza, copa e jardinagem e foi acertada com as empresas responsáveis pelos contratos.

Com a mudança, os terceirizados deixam de trabalhar aos fins de semana e passam a ter folga garantida aos sábados e domingos. O anúncio foi feito nas redes sociais do governo federal, que apresentou a iniciativa como um avanço concreto na valorização do tempo de descanso e da convivência familiar.

Em vídeo publicado no Instagram, a comunicação do Planalto ressalta o simbolismo da decisão. “O sábado agora é dia de descanso, de casa, de aproveitar a vida e a família. Essa comemoração ainda não é de todo o Brasil. Mas pode e tem que ser em breve”, diz a mensagem divulgada pelo governo.

A adoção da escala 5×2 ocorre em meio ao fortalecimento do debate nacional sobre o fim do regime 6×1, que vem ganhando espaço no campo progressista e deve ocupar lugar central na disputa política de 2026. Segundo a Forum, a pauta começou a ganhar projeção a partir do PSOL e da atuação de Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro com o tema como eixo central de campanha.

No Congresso, a proposta passou a contar também com o apoio da deputada federal Érika Hilton, ampliando sua visibilidade política. O governo Lula incorporou o debate mais recentemente, mas tem rebatido a crítica de que teria chegado atrasado à discussão sobre a reorganização da jornada de trabalho no país.

No início de dezembro, o Senado Federal autorizou a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da mudança no regime de trabalho. O texto prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas, mantém o limite de oito horas diárias e permite a organização do expediente em até cinco dias por semana, sem redução de salários.

O contraste com a era Bolsonaro
O debate atual caminha em direção contraria ao caminho adotado durante o governo Jair Bolsonaro.

Em 2021, com apoio decisivo do Centrão, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1.045, apresentada sob o argumento de enfrentar os efeitos econômicos da pandemia, mas que acabou se tornando uma minirreforma trabalhista.


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Política

A direita que pensava o país foi engolida pelo fisiologismo brutal e pela corrupção cínica

Para Amadeu, é preciso que a esquerda coordene, no próximo ano, uma forte campanha contra os partidos do Centrão evidenciando essas duas caraterísticas.

“Esses partidos são muito nefastos para o Brasil. Não são partidos que têm uma política que você discorda, são como cupins, que vão corroendo por dentro”, afirma Amadeu. “E da maneira mais cínica dizem que são honestos”, acrescenta.

Amadeu ainda declara que “o que aconteceu com a direita e a centro-direita que pensava o país como proposta, é que elas foram engolidas pelo fisiologismo mais brutal e pela corrupção mais cínica”.

O sociólogo destaca que é bem difícil fazer o que ele propõe, porque ao mesmo tempo que a esquerda tem que explicar com fatos o que são esses partidos, é preciso também fazer campanha para eleger seus próprios candidatos.

Amadeu comenta sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que publicou um vídeo afirmando que Deus lhe deu uma “missão” para concorrer ao cargo no próximo ano.

“É sempre isso. O Flávio que tem uma casa, que ele não explica de onde vem o dinheiro – quer dizer, a extrema direita tem predileção por não colocar o dinheiro nas redes bancárias – mas mais do que isso, ele usa Deus de cabo eleitoral”, diz Amadeu.

“Então, é preciso que as pessoas falem ‘olha, é Deus sendo transformado num cabo eleitoral de um cara que é notoriamente vazio de proposta, que só tem interesses familiares e que, obviamente, a classe dominante mais podre do Brasil, os ruralistas, os fascistas, mais o capital financeiro, se junta com ele”, complementa o sociólogo.

Para Amadeu, esses políticos “hegemonizaram a direita e romperam com a democracia”. “Eles estão indo num caminho que, não à toa, você já vê o Tarcísio falando: ‘olha, temos que demitir o CEO’. CEO seria o presidente da República. Não, Tarcísio, o presidente da república não é o CEO. Ele não dirige uma empresa, ele dirige um Estado, ele é um estadista. Quem quer transformar o estado em CEO é você

“Então, esses caras, eles vão para ganhar a eleição do ano que vem, para eleger maioria no Congresso e destruir direitos sociais para dar dinheiro para o agro e para o capital financeiro. Nós estamos numa situação muito delicada, então nós precisamos ganhar energia, porque no ano que vem o bicho vai pegar”, finaliza Amadeu.

Candidatura de Tarcísio
Em relação a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ele seria o melhor candidato para a extrema direita, de acordo com Amadeu. Antes do anúncio de Flávio Bolsonaro (PL) como substituto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a expectativa era que Tarcísio fosse a principal opção.

“Mas eu acho que o Tarcísio mesmo prefere ser governador. Porque o interior de São Paulo é um interior que vota na extrema direita hoje. Então, a chance dele ganhar é maior, apesar que ele está fazendo coisas absurdas”, diz Amadeu.

“Tarciso vai ter repercussões muito negativas da água, de todas as ações contra o sistema universitário, de ciência e tecnologia, que demora para chegar na população. E muitas vezes nem chega, né?”, analisa o sociólogo.

Amadeu também ressalta o poder da máquina do PSD, através de Gilberto Kassab, para a candidatura de Tarcísio, visto que o atual Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo deseja ser vice do governador no próximo ano.

*Sergio Amadeu/Forum


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Política

Jurista pede cuidado com fontes sigilosas sobre Banco Master e lembra que Moraes tem muitos inimigos

A acusação de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria atuado sobre o Banco Central em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, noticiada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, deve ser vista com cautela, na avaliação do jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Ciências Histórico-Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

“O caso do ministro Alexandre tem de ser visto com calma. Sem condenações a priori. Esse lance de fontes sigilosas que causam notícias que destroem e vendem muito já vivi, em geral há imensa fraude do real. Vamos com calma, o ministro é muito alvo. É um ministro do Supremo que enfrentou muito por conta da defesa da democracia. Moderação é o que temos de seguir por hora”, escreveu em publicação na rede social X, nesta terça-feira (23).

Segundo a colunista Malu Gaspar, Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para conversar sobre um negócio bilionário envolvendo o Banco Master em quatro oportunidades. Seis pessoas diferentes teriam tomado conhecimento dos diálogos pelo próprio presidente do BC e por outros integrantes da instituição.

Em off, Galípolo negou que tenha tratado de algo relativo ao Banco Master com o ministro. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (23), Moraes afirma que encontrou o presidente do BC para tratar das sanções que sofrera, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky contra ele e sua esposa, Viviane Barci Moraes, pelo governo de Donald Trump. A medida foi aplicada em 30 de julho e revogada este mês.

Além de Galípolo, Moraes diz ter se encontrado com a presidenta do Banco do Brasil, o presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú, os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e Itaú.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, diz a nota.

Depois da divulgação de Moraes, o Banco Central também emitiu nota confirmando que “manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”.

É bom ficar de olho!

*BdF


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Política

Defesa de Bolsonaro manobra para tirá-lo da cela na véspera e fazer cirurgia no Natal

A estratégia é fortalecer a narrativa de vitimização e evitar que Bolsonaro passe a noite de Natal na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Advogados de Jair Bolsonaro (PL) tentam a última manobra para tentar tirar o ex-presidente da prisão, na Superintendência da Polícia Federal (PF), na noite de Natal.

A defesa do ex-presidente entrou com requerimento nesta terça-feira (23) para que ele seja internado nesta quarta-feira (24) e passe pela cirurgia para tratar uma hérnia inguinal na quinta-feira (25), dia de Natal.

“A fim de que cirurgia indicada pela equipe médica e confirmada pela perícia realizada pela Polícia Federal seja realizada, e conforme agenda da equipe médica responsável pelo procedimento cirúrgico, requer-se que o Peticionário seja conduzido e internado no hospital DF Star, na data de amanhã, quarta-feira, dia 24 de dezembro, a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico”, alegam os adversários.

O pedido será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem 24 horas para dar seu parecer. Assim, a decisão de Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), se autoriza ou não Bolsonaro sair da cela na noite de Natal deve acontecer horas antes.

Moraes já autorizou a cirurgia, mas a defesa do ex-presidente esperou os últimos momentos para tentar a última cartada para que ele não passe a noite de Natal na cela.

Entrevista
A estratégia é fortalecer a narrativa de vitimização em torno do ex-presidente. Nesta terça, Bolsonaro cancelou de última hora uma entrevista que tinha marcada com um repórter do site Metrópoles.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro havia obtido autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), par conceder a entrevista, que seria realizada na sala de 12 metros quadrados onde está preso. O próprio ex-presidente quem escolheu o Metrópoles para conceder sua primeira entrevista desde que foi encarcerado.

Cerca de duas horas antes do horário marcado para o início da entrevista, contudo, o ex-presidente a cancelou, alegando “questões de saúde”. Segundo Forum, o aviso foi dado ao site Metrópoles através de um bilhete escrito à mão pelo ex-presidente.


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Política

Chantagem?: A blindagem de Moro pela Globo, Faz Diferença

A primeira coisa que precisa ficar bem clara, e que não se comenta na mídia, é que a rede de proteção que Bolsonaro criou dentro do seu governo para se blindar, blindar seus filhos e comparsas, desembocou numa rede que Sergio Moro criou, dentro  fora do próprio governo, para chantagear ou detonar Bolsonaro na eleição de 2022, já que Moro, desde o princípio de suas ações, tinha um só objetivo, ser presidente da República e, sem medir esforços para destituir pessoas como operou na Lava Jato desde 2014, dennciou, via Globo, mostrando Aécio pedindo e recebendo propina da JBS. Em seguida, condenou e prendeu Lula semprovas e preparou seu bote frustrado contra Bolsonaro, que o pegou no pulo e o demitiu.

O sujeito é tão ordinário que saiu dizendo cobras e lagartos de Bolsonaro, depois, sem qualquer pudor, para se eleger senador, desdisse tudo o que havia dito.

Mas seu objetivo era vencer a eleição de 2022 para a Presidência da República por WO, mas deu ruim e Lula, como todos sabemos, saiu vitorioso. Já Moro, em franca decadência, teve que se contentar com a cadeira do Senado.

Método Moro de banditismo

O que ficou escancarado com a série de revelações da Vaza Jato, é que Moro queria e tinha controle do Ministério Público Federal do Paraná, operando, passo a passo, letra a letra, os caminhos que havia traçado para condenar e prender Lula, numa das maiores farsas jurídicas do Brasil.

Tudo, absolutamente tudo registrado e exaltado pela rede Globo, desde as operações à premiação de Moro com o troféu Faz Diferença no seu projeto de marketing político.

Da mesma forma, sabe-se agora que ele operou uma rede de grampos para chantagear desembargadores no famoso baile da cueca, denunciado, há poucos dias, pela Polícia Federal e que está na soma de crimes que deve levá-lo para a cadeia.

Seguindo na mesma pegada, em conluio com o Departamento de Justiça dos EUA, Moro, junto com Dallagnol, tentou surrupiar R$ 2,5 bilhões da Petrobras com a ridícula desculpa de que usaria a montanha de dinheiro para criar uma fundação privada com dinheiro público para combater corrupção, o qeu também na marca do pênalti no STF.

O que chama a atenção é o ensurdecedor silêncio da família Marinho com  tudo o que, comprovadamente, se sabe contra Moro.

Uma pergunta óbvia, Moro também chantageou o império Globo, já que, até hoje, detém uma indústria de massa que pode lhe custar a cabeça?


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Política

O caso Moraes-Master é ofensiva contra o STF com a turma da Lava Jato e tem cheiro de 2013

A história ensina, mas não tem alunos, dizia Gramsci. Não estamos entrando em 2026, mas em 2013. Os personagens são os mesmos: Malu Gaspar, Merval Pereira, Fernando Gabeira, o grupo Globo, enfim. Atrás deles, o cordão do golpe na Folha, Estadão etc.

Merval confessou diversas vezes seu inconformismo com a “mudança de entendimento” do STF sobre a prisão de Lula. O porta-voz da Globo pediu na segunda (22) o impeachment de Alexandre de Moraes por causa de uma matéria da colega Malu a respeito de supostas conversas do ministro com Galípolo a respeito do Banco Master. O escritório da mulher de Moraes advoga para a empresa de Vorcaro.

Um dia depois, foi secundado por Joel Pinheiro da Fonseca, da Folha, também falando em impeachment (aquele que defende que pobres vendam seus órgãos para ganhar uns trocados).

No fim desse túnel está a libertação de Bolsonaro e, nos sonhos molhados da turma, a queda de Lula. Um quarto mandato para o Barba é demais. Precisamos de uma terceira via. Ainda que alimentemos o bolsonarismo.

O ministro Alexandre de Moraes, sem dúvida, precisa se explicar sobre a relação do escritório de sua mulher com o Banco Master, pode não ser ético, mas não é ilegal. Ele publicou uma nota dizendo que, “em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú”.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, continuou.

Que se apure. O que está em jogo, porém, não é o fato específico. O que realmente está acontecendo é uma ofensiva contra o STF. O mau cheiro engloba a histeria coletiva — inclusive de parte de “setores progressistas” — em torno de um “acordão” do Congresso, do Executivo e do Supremo para aprovar o PL da Dosimetria. Tudo, novamente, baseado em especulação, em fontes em off e na eventual criminalização da política.

“Acordão”, “mensalão”, “petrolão”… pronto. Receita de sucesso para se ressuscitar aquele udenismo maroto, aquela cantilena “contra a corrupção” que faz a festa de gente como o senador Alessandro Vieira e os órfãos da Lava Jato. A Lava Jato independe de Moro e Dallagnol, queimados, porque é um estado de espírito. Vieira, amigo de Moro que pediu a cabeça de Moraes em 2019, é o redentor.

Alessandro Vieira já avisou que está coletando assinaturas para uma CPI contra Moraes. Damares embarcou correndo. O trem não vai parar em Moraes, assim como o golpe não ficou no impedimento do Dilma.

A última estação é o Palácio do Planalto. Ça vas sans dire.

O conluio da República de Curitiba com a mídia quase destruiu um país. Em nome de limpar o Brasil, canalhas foram às ruas gritando que “o gigante acordou” (ah, essas palavras de ordens incrivelmente piegas e imbecis). Barroso, Fachin e Fux (in Fux we trust) eram os paladinos da moral. Não por acaso, Fachin é o homem que vai higienizar o Supremo com seu código de conduta, tema permanente dos colunistas preocupados com os rumos do país.

Os nomes se repetem, as cascatas também. No “18 Brumário”, de Marx, o golpista era Luís Bonaparte, sobrinho do Corso. “A história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa”, escreveu ele. Sim, eu sei que é manjado.

*Kiko Nogueira/DCM


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Política

Inimigo do povo: Congresso corta R$ 400 milhões de universidades federais

Em 2025, o orçamento discricionário executado das universidades federais foi de aproximadamente R$ 6,82 bilhões (verbas para custeio, como água, luz, manutenção, segurança, limpeza e bolsas estudantis).
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo federal previa R$ 6,89 bilhões para 2026.

O Congresso aprovou um corte de R$ 488 milhões nesse valor proposto, resultando em cerca de R$ 6,43 bilhões para as universidades.
Isso representa uma redução nominal de quase R$ 400 milhões em comparação com o executado em 2025 (sem considerar inflação ou reajustes contratuais obrigatórios).

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa os reitores, criticou a medida em nota oficial, afirmando que os cortes agravam um quadro crítico e comprometem o funcionamento pleno das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Eles destacam riscos especiais à assistência estudantil (como moradia e alimentação para alunos vulneráveis), com redução de cerca de R$ 100 milhões nessa área específica (7,3% a menos que o proposto pelo governo).

Essa situação segue um padrão observado em anos anteriores, onde o Congresso aprova cortes no orçamento proposto pelo Executivo para educação superior, embora o governo tenha recomposto verbas em alguns casos passados (como em 2025, com R$ 400 milhões adicionais). Até o momento, não há anúncio de recomposição para 2026.


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