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Vera Magalhães, casca grossa do jornalismo de MMA, diz que crises mostram que governo Lula está com a casca fina

Vera Magalhães, todos se lembram, disse que Lula não era player pra ser entrevistado no Roda Viva que ela comanda.

É dela também a pérola que juiz não julga. Faz oposição ao réu.

Porque,  segundo a moça, se referindo ao enxadrista Moro como uma adolescente deslumbrada, seu herói da Lava Jato, tinha técnica-receita para lidar com seus oponentes na hora de julga-los.

Com o mesmo estilo de escrita de Merval Pereira, Vera, não analisa fatos, cria fantasias para dar sentido a sua minúscula capacidade cognitiva.

Masoquista, Vera faz chamego no bolsonarismo e consequentemente em Bolsonaro que a usou como saco de pancada para atingir a mídia em geral.

Nas criticas a Lula, Vera anda em círculos na base do “se” sem nada de perceptível e compreensível.

Usou a moda de atacar o governo pelo PIX, mas não empolgou nem a própria.

De resto é uma variedade grande de coisa nenhuma.

Aquelas coisas importantes que não tem importância nenhuma.

A não ser atacar o governo lula pra agradar a banca.

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Com criação de bolhas e fake news, redes sociais favorecem o discurso da direita, afirma pesquisador

Vinicius Prates afirma que internet não é fascista, mas que fake news dissimulam suas características democráticas.

No mais recente aceno das redes sociais à extrema direita, Mark Zuckerberg, dono da Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp anunciou o fim do serviço de checagem de fatos nos aplicativos.

Face ao domínio das tecnologias e redes sociais por figuras da extrema direita, o Brasil de Fato conversou com o pesquisador de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Vinicius Prates.

“A direita e a extrema direita têm mais afinidade com a cultura da comunicação em rede e com a produção de notícias falsas porque elas dão ênfase nas diferenças, e a comunicação ágil, feita por algoritmos nas redes sociais, enfatiza aquilo que nos antagoniza, e assim nos coloca mais dentro de uma bolha”, analisa.

Na teoria explicada por Prates, presente em seu livro Comunicação em Rede na Década do ódio (2022, Estação das Letras e Cores), “a esquerda tem seus valores mais ligados à mistura e a direita, à triagem”. Então, enquanto a esquerda tenta enfatizar “o que é comum na humanidade”, entre gêneros, orientações sexuais, aspectos étnicos e sociais, “a direita faz o contrário”.

Na visão do acadêmico, para que a esquerda transite nas redes sociais, ela teria que “buscar furar as bolhas o tempo todo”, mas sabendo que “a configuração da internet como conhecemos hoje, é de fabricação de bolhas”.

A Meta não é o único conglomerado de tecnologia próximo aos interesses da extrema direita. Em 2022, o bilionário Elon Musk comprou a antiga rede social “Twitter”, a renomeou para “X” e também retirou a política de checagem de fatos da plataforma.

Zuckerberg doou U$ 1 milhão (cerca de R$ 5,9 milhões) para o evento de posse de Trump, que defende a desregulamentação do ambiente digital, além de ser contrário à política de checagem de fatos.

Já Musk, que não tem nenhuma experiência política ou governamental, foi nomeado por Trump para liderar o Departamento de Eficiência Governamental. Segundo Trump, a pasta não será oficial do governo, mas servirá como um “conselho consultivo que fornecerá orientações” à administração.

Face ao domínio das tecnologias e redes sociais por figuras da extrema direita, o Brasil de Fato conversou com o pesquisador de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Vinicius Prates.

“A direita e a extrema direita tem mais afinidade com a comunicação em rede e com a produção de notícias falsas porque elas dão ênfase nas diferenças, e a comunicação ágil, feita por algoritmos nas redes sociais, enfatiza aquilo que nos antagoniza, e nos coloca mais dentro de uma bolha”, analisa.

Na teoria explicada por Prates, presente em seu livro Comunicação em Rede na Década do ódio (2022, Estação das Letras e Cores), “a esquerda tem seus valores mais ligados à mistura e a direita, à triagem”. Então, enquanto a esquerda tenta enfatizar “o que é comum na humanidade”, entre gêneros, orientações sexuais, aspectos étnicos e sociais, “a direita faz o contrário”.

Na visão do acadêmico, para que a esquerda transite nas redes sociais, ela teria que “buscar furar as bolhas o tempo todo”, sabendo que “a configuração da internet como conhecemos hoje, é de fabricação de bolhas”.

Apesar da proximidade dos donos das grandes empresas de tecnologia a figuras políticas de extrema direita e simpatizantes do fascismo, Prates avalia que em sua origem as redes sociais não são fascistas.

“Temos que lidar com o termo fascismo como aquele em que apenas uma voz fala por todos, ou seja, tem um emissor para muitos receptores. E isso é muito mais pertinente para a cultura de massa (como rádio e televisão) do que para a cultura de rede. Na primeira, tínhamos uma emissora que comandava um espetáculo midiático para uma massa de receptores. A internet não tem a mesma característica, porque ela foi pensada em sua concepção para que os emissores fossem diversificados”, explica.

No entanto, reconhece que há razões de aflição no uso da internet e sua afinidade com a extrema direita. Segundo o pesquisador, isso ocorre porque apesar de sua origem estipular muitos receptores, em uma característica que é democrática, as fake news funcionam como uma “crítica subentendida” aos meios de comunicação de massa, como à grande imprensa.

“Quando uma pessoa recebe e acredita em uma notícia falsa, ela pressupõe que os meios massivos são desonestos, estão omitindo e distorcendo as informações. Esse pressuposto faz as pessoas crerem que a internet é autogerida, anárquica, não têm um centro de comando, e não passa pelos filtros da grande imprensa. E o erro está aí, em parecer que as fake news vêm do povo, ignorando seus centros de produção e algoritmos de dispersão [como os perfis bots].

Prates esclarece que as fake news parecem ser “naturalmente populares”, enquanto os “disseminadores profissionais se utilizam dessa ingenuidade para dissimular as características democráticas das redes”, criadas para terem vários emissores, mas dominadas por grandes disseminadores de notícias falsas.

Governo brasileiro está refém das fake news

O exemplo mais recente de notícias falsas no Brasil é sobre o monitoramento de transações via Pix. Em uma norma publicada no Diário Oficial da União em 18 de setembro de 2024, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025, movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas passariam a ser monitoradas.

A medida visava substituir os valores a partir R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas, que já eram monitorados. Além disso, tinha como objetivo final maior fiscalização contra sonegação de impostos e evitar crimes financeiros.

Contudo, a medida foi assolada por notícias falsas e a monitoração do pix virou “taxação do pix”, em especial após um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em seu Instagram, que teve mais de 200 milhões de visualizações.

Diante da onda de notícias falsas, o governo brasileiro recuou e revogou a norma, na última quarta-feira (15). Na análise de Prates ao Brasil de Fato, essa foi a “pior decisão” que poderia ser tomada pela administração do presidente Lula.

“A partir de agora, nós temos até o final do mandato um governo refém das fake news. A direita aprendeu que se uma onda de notícias falsas for feita, o governo será obrigado a recuar em qualquer medida”, pontuou.

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A nova coleção de candidatos “pica das galáxias” da direita

Não espere versos celebres de um idiota de direita. Dalí só sai slogan brocado.

Só nas ultimas semanas, duas figuras toscas foram apresentadas ao público como a “nova fórmula” política pra destronar o PT.

Um, é Nivaldo Batista Lima, que usa o pseudonimo de Gustavo Lima como nome de guerra no mundo do show-business-sertanejo-cawtrin

Nivaldo anda as voltas com a polícia pelos seus segredos inconfessáveis no mundo dos “negócios”

O outro é Nikolas Ferreira de apenas 28 anos, mas velho na arte da malandragem, sobretudo na seara de coletor de dízimo no templo evangélico da família.

A direita que vive de farelos da Faria Lima, todo dia começa um negócio novo. Quebra a cara, e no dia seguinte institui outra peça rara para servir de bota fora na banca de ofertas.

Ninguém tem projeto político. Se muito, tem ambição por poder.

A biografia dessas figuras, é cheia de competitividade, corrupções rasteiras e traições. Isso, no barato.

Todos são impulsionados por alguma forma de mídia.

Sem isso, não há garantia de ingresso no mundo podre da direita tropical.

Ainda mais agora que a bateria de Bolsonaro descarregou e ele começa a sentir o amargo do deserto político com sua iminente prisão.

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Nikolas Ferreira é a “nova fórmula” de Pablo Marçal

Impressiona a rapidez com que a direita, toda a direita, troca de ídolo da noite para o dia.

O “furacão” Pablo Marçal surgiu como a nova e grandiloquente força política da direita.

Garantiu a uma nação de tolos que venceria a eleição para a prefeitura de São Paulo no 1º turno. Não chegou sequer ao 2º turno.

Mas a venda de sua imagem nos quatro cantos da sereia dizia o falastrão das mirabolâncias impossíveis, era uma espécie de Magaiver gaiato que se transformou no rei das redes com seus recortes pagos a peso de ouro pra quem tivesse mais visualizações de suas cascatas empresarias e políticas.

Tudo apimentado pelo lado heroico de quem se mostrava destemido até num avião em queda livra porque sempre tinha uma carta na manga para se livrar do pior.

Por isso seu ingresso na política era a de um Davi reconfigurado, que na verdade, não entregou o que vendeu.

Mas não se afobem, Nikolas Ferreira, já apontado como candidato a presidência da república em 2030, abriu ontem sua campanha com a mesma xaropada religiosa típica dos piores vigaristas contemporâneos.

Sabotando o próprio clã Bolsonaro, Nikolas revelou que só não vira presidente em 2026 porque sua idade não lhe permite assumir tal posto político.

Boa parte desse roteiro, é plagiado de Collor, o caçador de marajás que dispensa comentários de suas lambanças.

Seja como for, a agenda de Nikolas, o novo rei das redes, já está pronta pra 2030.

É a candidatura atual do futuro. Pré-datada.

Seu apogeu se deu essa semana com toda forma de manipulação sobre o PIX e principalmente sobre o fenômeno de público que rebocou via algoritmos das big techs amigas.

Esse é o legado dessa miséria política chamada direita brasileira.

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Milei: o sicário do imperialismo estadunidense na América Latina

Javier Milei se posiciona hoje como o governante mais nocivo para os povos latino-americanos em toda a nossa história, principalmente se conseguir cumprir a missão que lhe foi confiada.

Em novembro do ano passado, a revista The Economist deu início a uma operação propagandística com o objetivo de apresentar Javier Milei ao mundo – em especial aos latinos e sul-americanos – como um herói do povo argentino. Foram uma entrevista especial, um artigo de opinião do punho do presidente argentino e três podcasts em seu site louvando o “milagre econômico” causado por sua terapia neoliberal.

Pouco depois, a publicação dos banqueiros britânicos inseriu a Argentina no top 5 de “países do ano”, entre os que supostamente mais melhoraram. “Pode ganhar nosso prêmio pela reforma econômica” – anunciou a revista –, que “deu resultado: a inflação e os custos dos empréstimos caíram, e a economia começou a crescer novamente no terceiro semestre”.

Pobreza, desemprego, carestia
Mas a revista não disse nada sobre o aumento assombroso da pobreza, da miséria e da fome. Em seis meses de governo Milei, 53% dos argentinos já eram considerados pobres (o pior índice em mais de 20 anos). Para fins de comparação, em meados de 2022 esse índice era de 36,5% e em meados de 2023 era de 40%. Dois terços dos menores de 14 anos são pobres, enquanto 18% da população vive hoje na indigência.

Os aposentados na pobreza passaram de 17,2% para 30,8% nos primeiros seis meses de gestão Milei, de acordo com pesquisadores acadêmicos – que afirmam ainda que a pobreza afeta até mesmo os trabalhadores plenamente empregados, em 38%. Antes os aposentados e os empregados formais “gozavam de certo tipo de proteção diante da pobreza”, dizem os pesquisadores. “Agora estão vendo piorar suas condições de vida e se veem atingidos pela pobreza.”

Todos os dias, centenas de argentinos enfrentam filas enormes para cruzar a fronteira com o Brasil para poder comprar produtos básicos à metade do preço. “Somos de classe média e sempre vivemos bem, mas agora ficou complicado”, disse uma senhora à reportagem do canal C5N, nos limites com Foz do Iguaçu. “Na Argentina está impossível, não dá nem para comprar bife”, afirmou um homem. As pessoas vêm ao Brasil comprar frutas, verduras, frango, carne bovina e até mesmo arroz e feijão. “Um quilo de arroz na Argentina vale o mesmo que três quilos de arroz no Brasil”, declarou outra mulher. Quando o repórter perguntou desde quando ela enfrenta essa situação, seu marido respondeu: “desde que Milei entrou.”

Trata-se de uma política de terra arrasada. Segundo o INDEC, o índice de produção industrial manufatureira é negativo e caiu mais de 10% entre janeiro e novembro de 2024 comparado com o mesmo período de 2023. A área da construção teve uma redução ainda mais assustadora: 23,6% em um ano, enquanto o setor metalúrgico diminuiu 12% entre meados de 2023 e meados de 2024 – com uma queda de 17% na produção de maquinário e outros 17% na fundição. Em um evento com industriais, o governador de Buenos Aires, Axel Kiciloff, disse que a capacidade instalada da indústria “está na metade”.

Submissão ao imperialismo
Milei está entregando a economia argentina para o capital estrangeiro – particularmente o imperialismo. Na semana passada, ele privatizou a Impsa, uma das mais importantes companhias do país, com quase 700 funcionários que participam em projetos-chave nos setores hidrelétrico, nuclear, petrolífero, gasífero e eólico. Quem comprou a empresa foi a estadunidense ARC Energy, de propriedade de financiadores da campanha de Donald Trump.

O novo ocupante da Casa Branca, por sua parte, é um defensor do protecionismo da indústria norte-americana e quer os Estados Unidos “grandes novamente”. Milei também tem se mostrado um protetor das empresas dos EUA e que quer ver os EUA tão grandes que ocupem a Argentina, ao que parece. Outro exemplo é a concessão da Hidrovía Paraná-Paraguay, administrada em conjunto por uma empresa belga e outra argentina até 2021, quando passou para as mãos do Estado. Milei abriu uma nova concessão no final do ano e retirou a possibilidade dos chineses vencerem a licitação (sendo os favoritos para tal) ao impedir que ela fique em mãos de empresas estatais. A rota é responsável por 80% das exportações da Argentina e um ativo geopolítico estratégico para os Estados Unidos, que já está bem posicionado naquela zona através da DEA – e também no Ushuaia, graças ao estabelecimento de uma “base naval conjunta” anunciada por Milei após reunião com o Comando Sul dos EUA na Patagônia em abril.

*Arte: diodotus / DeviantArt

*Diálogos do Sul

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Haddad diz que Bolsonaro “está por trás” de crise com Pix e Receita

Ministro Fernando Haddad revogou medida da Receita Federal, após críticas da sociedade e da oposição, instigada por aliados de Bolsonaro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (17/1) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “por trás” da crise envolvendo o monitoramento de transações via Pix, que havia sido anunciado pela Receita Federal e acabou revogado, após ampla repercussão negativa.

“Tenho para mim que o Bolsonaro está um pouco por trás disso, porque o PL financiou o vídeo do [deputado] Nikolas, o [marqueteiro] Duda Lima foi quem fez a produção do vídeo. E eu penso que o Bolsonaro tem uma bronca com a Receita pelas questões conhecidas”, disse Haddad em entrevista à CNN.

E completou: “A Receita Federal descobriu o roubo das joias, a Receita Federal abriu investigação das rachadinhas, a Receita Federal abriu a investigação sobre os mais de 100 imóveis comprados pela família Bolsonaro sem uma notável fonte de renda”.

“Os Bolsonaros têm uma bronca com a Receita. Foram investigados, mas eles têm um problema com a Receita. Eles não escolheram a Receita Federal, na minha opinião por outra razão. Eles ficaram com lupa nos atos burocráticos da Receita que são tomados há mais de 20 anos”, completou o ministro.

  • Ao anunciar a revogação do ato normativo da Receita Federal sobre o monitoramento das movimentações por Pix, na tarde desta quarta-feira (15/1), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alfinetou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio foi investigado pela prática de rachadinha em seu gabinete na época em que exerceu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao final, após idas e vindas judiciais, ele não foi processado.
  • Nesta sexta, Haddad reforçou a crítica, dizendo que a família Bolsonaro “tem uma bronca” com a Receita Federal. Ele citou também o caso das joias sauditas e a compra de imóveis pelo clã.

Haddad x Flávio Bolsonaro
Na quarta-feira (15/1), Haddad deu a seguinte declaração: “Não podemos colocar a perder os instrumentos que o Estado tem de combater o crime. As rachadinhas do senador Flávio foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas do Flávio Bolsonaro. Agora o Flávio Bolsonaro está reclamando da Receita? Ele não pode reclamar da Receita, ele foi pego pela Receita”.

Em seguida, o ministro defendeu o trabalho do Fisco e disse que o governo precisa de “instrumentos” para combater o crime organizado.

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Gabinete de segurança de Israel aprova acordo, mas cessar-fogo em Gaza ainda depende do aval de Netanyahu

Ministros israelenses se reuniram para debater trégua com Hamas na Faixa de Gaza.

O gabinete de segurança de Israel aprovou, nesta sexta-feira (17), o acordo de trégua com o Hamas na Faixa de Gaza que permitirá a troca de reféns por prisioneiros palestinos, disse o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A pré-aprovação pelo gabinete de segurança vêm após Israel acusar o Hamas, na última quinta-feira (16) de “não ter cumprido partes do acordo em uma tentativa de obter concessões de última hora”. Mas um alto dirigente do movimento islamista palestino, Sami Abu Zuhri, respondeu que as acusações não tinham “nenhum fundamento”.

A denúncia veio acompanhada de uma ameaça de que o governo Netanyahu não se reuniria para aprovar o cessar-fogo enquanto o grupo palestino não recuasse nos supostos descumprimentos. Apesar da advertência, as autoridades israelenses recuaram.

O governo Netanyahu se reunirá ainda nesta sexta-feira para decidir o veredito final sobre o acordo. Caso aprovado, o cessar-fogo deve entrar em vigor no próximo domingo (19). De acordo com manifestações de seus ministros nos últimos dias, alguns ministros de extrema direita do governo Netanyahu devem rejeitar o acordo, mas sendo minoria, o cessar-fogo deve ser aprovado.

O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, declarou que renunciaria se o governo adotasse a resolução, que classificou como “terrível” e alegou que “conhecia bem os seus detalhes”, mesmo antes de sua publicação. No entanto, enfatizou que seu partido, Poder Judaico, não deixaria a coalizão com Netanyahu, do Likud.

Acordo de três fases

O acordo anunciado pelo Catar e Estados Unidos após 15 meses de genocídio na Faixa de Gaza prevê, em uma primeira fase de seis semanas, liberar 33 reféns em Gaza, em troca de mil prisioneiros palestinos que estão presos em Israel.

Um responsável governamental israelense declarou à AFP que as famílias dos reféns foram informadas e estavam realizando os preparativos para recebê-los. Neste primeiro momento, mulheres e crianças devem ser libertados.

Como parte do acordo, as tropas israelenses se retirarão das áreas densamente povoadas no enclave palestino. A segunda fase, ainda em negociação, verá a libertação dos reféns restantes, homens e soldados, e a retirada das tropas israelenses do território palestino.

A terceira e última fase terá como foco a reconstrução da Faixa de Gaza e o retorno dos corpos dos reféns mortos.

Pontos delicados como o futuro político de Gaza não estão sendo debatidos ainda. Netanyahu exige que o Hamas, que atua como um grupo armado de resistência e administra partes do enclave, e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) – governo limitado estabelecido para o enclave após os acordos entre Tel Aviv e Gaza em 1993, não façam parte da administração.

Já o primeiro-ministro palestino, Mohammed Mustafa, da ANP, defende a pressão internacional sobre Israel para garantir a criação do Estado Palestino. As autoridades de Gaza também rejeitam qualquer interferência estrangeira.

Israel intensifica ataques

Antes do cessar-fogo entrar em vigor, bombardeios israelenses no território palestino ainda ocorrem. Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde de Gaza registrou 88 mortes. Essa cifra eleva o número total de mortos em Gaza para 46.876 em mais de 15 meses de conflito, a maioria civis, entre mulheres e crianças, de acordo com dados considerados confiáveis pela ONU.

Na quinta-feira, o Exército israelense indicou que atacou “50 alvos” em 24 horas. As Forças de Defesa Israelenses (IDF) apostam na narrativa da eliminação de “terroristas do Hamas”, quando, na verdade, a maioria das vítimas são civis. Os ataques de Tel Aviv na Faixa de Gaza causaram mais de cem mortos, segundo as equipes de emergência, desde o anúncio do acordo na última quarta-feira (15).

O genocídio de Israel contra os palestinos, que deixou Gaza com um nível de destruição “sem precedentes na história recente”, de acordo com a ONU, eclodiu em 7 de outubro de 2023 após um ataque do Hamas em solo israelense.

Os comandos palestinos mataram 1.210 pessoas, em sua maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Eles também sequestraram 251 pessoas, 94 das quais permanecem em Gaza. Pelo menos 34 delas teriam morrido, de acordo com o Exército israelense. De acordo com o Hamas, os reféns mortos foram vítimas dos próprios bombardeios de Tel Aviv no enclave.

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Moraes manda ouvir governador de SC que indicou conversas de Valdemar e Bolsonaro

Jorginho Mello disse que Valdemar e Bolsonaro “conversam muito”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal faça uma oitiva do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, para apurar se o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estão violando a medida cautelar imposta pelo STF de que os dois conversem.

Em entrevista na Jovem Pan, no dia 13 de janeiro, o governador disse “E o nosso Presidente Valdemar conversa muito com o Presidente Bolsonaro, que é o Presidente de honra né? Espero que daqui um pouquinho eles possam conversar na mesma sala né? Para se ajudar ainda mais”.

Na decisão, Moraes afirmou que a “entrevista do governador de Santa Catarina indica possível violação às medidas cautelares impostas por esta SUPREMA CORTE, em especial a proibição de manter contato com os demais investigados aplicada a JAIR MESSIAS BOLSONARO e VALDEMAR COSTA NETO”. A PF deve ouvir o governador dentro de 15 dias.

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O criminoso Nikolas, que criou uma desordem no país sobre o PIX, deixou claro que o projeto neofascista conta com as big techs

Desordem, essa é a palavra chave da ação combinada entre a gang de Nikolas e as big tecs que obrigam o estado brasileiros a acender uma luz amarela para uma possível guerra virtual contra a nação.

O crime de Nikolas é um alerta sobre a apropriação da narrativa fake via big teches e suas consequentes chantagens contra o país.

A coisa é bem mais abrangente, profunda e complexa, do que a tentativa de desgastar o governo.

A busca ali era de dar um recado das big teachs as instituições brasileiras, sobre o pacote neofascista armado pelas grandes corporações do universo digital.

Houve ali, uma inversão e as big techs tendo Nikolas como cavalo, através dos algoritmos, passou a tomar as rédeas da própria institucionalidade no país.

A sintonia da extrema direita com as poderosas big techs foi um achado para os neofascistas.

O país ficou sobressaltado, e o estrago só não foi maior porque Lula agiu rápido, estancando a corrente de mentiras sobre o PIX que havia tomado o país.

Certamente quem entende melhor desse intermúndio das big teachs, poderá e falará melhor o risco do Brasil ser sequestrado se não regular com olho vivo e faro fino, esses bichos soltos do universo digital.

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Suprema Corte dos EUA: TikTok pode ser banido a partir de domingo. Bolsonaristas no Brasil se calam

Vamos ver o que a direita bolsonarista dirá sobre isso.
A Suprema Corte mantém lei que determina venda ou banimento do

TikTok nos EUA
Imagina o STF fazer o mesmo aqui no Brasil com o Facebook, Twitter e Instagram.

O que essa direita bolsonarista, que está hoje umbilicalmente ligada a essas big techs esperneariam.

Lógico que diriam que vivemos uma ditadura do STF.

Mas, nas terras de Trump, pode né.

A Suprema Corte dos EUA decidiu nesta sexta-feira (17) contra o TikTok, que contestou uma lei federal que exige que o aplicativo de vídeos fosse vendido por sua empresa controladora chinesa ByteDance até 19 de janeiro. Dessa maneira, segundo a lei, o aplicativo pode ter sua operação bloqueada no país a partir deste domingo.
Então vem a pergunta: quem vai ficar com o Tik Tok nos EUA?
Já dá para imaginar.