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Política

As propostas dos candidatos de direita contra o Brasil e os brasileiros

Privatizar tudo, incluindo o petróleo e as terras raras para grandes grupos econômicos dos EUA. Privatizar a infância, tirando as crianças da escola para servir ao trabalho escravo, na mesma medida em que reduzirá para 14 anos a maior idade penal.

Aposentadoria? Esquece. Além de aumentar e muito tempo de contribuição para se aposentar, o aposentado não terá ajuste salarial.

Os trabalhadores não terão mais ganho real de salário. Ou seja, os candidatos da direita abriram a porta do inferno.

Isso dito, de forma cínica, que os brasileiros merecem todo respeito.

Gostaria de saber o que a velharia do zap tem a dizer sobre isso.

Quando se vê que todos os candidatos de direita repetem isso de cor e salteado, jura-se que essa gente só pode ter enlouquecido e não está tomando remédio.

Na verdade, pode enfiar um dentro do outro, Flavio, Zema, Caiado, Renan e por aí vai que não dá 0,1 candidato de verdade.

São quatro candidatos para beneficiar um só grupo de bilionários, no Brasil e fora dele. Os aposentados e trabalhadores merecem todo o nosso respeito, mas têm que morrer de fome, dizem eles.

Repetindo, a direita toda quer a mesma coisa, além do acima citado, ela quer o fim de todos os benefícios sociais, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, BPC, enre vários outros. Quer privatizar o SUS, acabar com Farmácia Popular.

Na realidade, a direita quer copiar o governo Milei, porém com uma versão piorada.

Há um acordo entre os quatro candidatos, não têm mais o que imaginar de tão ruim para o Brasil do que a proposta unificada dessa direita ensandecida para servir aos cartolas do dinheiro grosso no Brasil e fora dele..

O mais assustador é ver essa gente defendendo tamanhos aburdos abertamente como algo absolutamente normal, previsível e inconteste.

Essa gente quer o Brasil de volta ao mapa da fome, ao FMI e à dependência total dos EUA.


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Brasil

BBC: Brasil vive “momento de ouro” para investidores estrangeiros

Alta do petróleo, valorização do real, juros elevados e entrada recorde de capital externo colocam o país no centro das apostas globais

O Brasil voltou ao radar dos investidores estrangeiros e passou a ser tratado por analistas internacionais como um dos destinos mais atraentes entre os mercados emergentes.

A avaliação foi publicada pela BBC News Brasil, com base em relatórios do Bank of America, Goldman Sachs, Instituto de Finanças Internacionais e entrevistas com especialistas ouvidos pela emissora.

O interesse externo é explicado por uma combinação de fatores: disparada dos preços do petróleo, valorização do real, juros ainda elevados, fluxo expressivo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira e percepção de que o país está relativamente protegido de alguns choques globais.

“O Brasil tem sido apontado como um dos locais mais atraentes do mundo emergente”, afirmou Martín Castellano, chefe de pesquisa para a América Latina do Instituto de Finanças Internacionais.

Segundo ele, no entanto, há atenção crescente sobre o cenário eleitoral e seus possíveis impactos na política econômica.

Commodities impulsionam o Brasil
A guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, provocou forte alta nos preços do petróleo e aumentou a atratividade de países exportadores de energia e commodities.

De acordo com a BBC, os preços do combustível subiram mais de 30% desde o fim de fevereiro. Para economias importadoras, isso significa inflação, pressão cambial e perda de renda. Para exportadores líquidos, como o Brasil, o efeito pode ser positivo.

O FMI considera o Brasil um exportador líquido de energia. Isso significa que o país vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra.

Petya Koeva Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, destacou ainda outro diferencial brasileiro: “É importante destacar também que o Brasil é um dos países com altíssima participação de energias renováveis, o que representa outro fator atenuante”.

Real se valoriza e Bolsa recebe capital estrangeiro
O real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar em 2026 até meados de abril, com alta de 10,4%, segundo levantamento citado pela BBC.

Para Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-estrategista-chefe de câmbio do Goldman Sachs, a crise no Oriente Médio criou uma espécie de “tempestade perfeita” para a moeda brasileira. Ele projetou que o dólar poderia cair abaixo de R$ 4,50.

O fluxo estrangeiro também cresceu na B3. Até 22 de abril, o capital externo na Bolsa somou R$ 64,42 bilhões em 2026, mais que o dobro de todo o volume registrado em 2025, diz o 247.

Segundo dados da consultoria Elos Ayta, 61,2% de tudo que entrou na Bolsa brasileira neste ano veio do exterior.

Bancos veem Brasil como aposta relevante
O Bank of America afirmou que investidores seguem confortáveis em manter exposição ao real e às ações brasileiras.

O Goldman Sachs também apontou o Brasil como beneficiário da alta do petróleo e avaliou que as ações brasileiras podem ter desempenho superior, especialmente diante da expectativa de cortes na taxa Selic.

A percepção é que, mesmo com turbulências recentes no Ibovespa, o movimento parece mais ligado a ajustes de fluxo após forte alta do que a uma deterioração dos fundamentos econômicos.

O momento de ouro do Brasil

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Política

Caso Alexandre de Moraes: a arte da mídia mentir, contando meia verdade, por Luís Nassif

Com base em duas informações – e no vício da repetição de notícias sem confirmação – formou-se o consenso.

O Ministro Alexandre de Moraes conspirou para que Jorge Messias não fosse aprovado pelo Congresso. Quem informou isso? Malu Gaspar, com base em 6 fontes. Aliás, a cada notícia nova, Gaspar aumenta o número de fontes. Mas, com base em 12 fontes, digo que a informação é incorreta (para ser elegante). Quem são minhas 12 fontes? Só digo quando a Malu revelar as suas, porque sigilo de fonte é sagrado.

Outros colunistas enveredaram pelo mesmo caminho, dentro do espírito de pool que contamina o colunismo de palpites. Bastam 2 repetições para o rumor tomar forma de verdade.

Os pontos que ajudaram a formar a convicção:

* Moraes encontrou-se com Davi Alcolumbre na noite anterior à votação.

* Moraes comentou que Messias seria derrotado por 8 votos. Como poderia saber? Só se estivesse articulado com Alcolumbre.

Com base em 2 informações – e no vício da repetição de notícias sem confirmação – formou-se o consenso.

Hoje, Mônica Bérgamo descreve o jantar oferecido por Moraes em sua casa.

O título é para não fugir do espírito de pool da mídia: “Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia”.

Mas o que diz a matéria: “Convidados afirmam que encontro, na verdade, homenageou Mário Sarrubbo, amigo de longa data do ministro, tinha apoiadores de Lula entre os presentes e que conversas giraram em torno de amenidades”.

Quem compareceu: “Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski”.

Portanto, a mídia não mentiu quando disse que Moraes encontrou-se com Alcolumbre e soube que Messias seria derrotado por 8 votos. Não mentiu, mas não contou a verdade, Porque meia verdade é uma das formas de mentira.

*Luis Nassif/GGN


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Brasil Mundo

Justiça de Israel prorroga prisão de Thiago Ávila, capturado na flotilha rumo a Gaza

Um tribunal de Israel decidiu, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas detidos durante uma operação contra uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, que participaram da missão marítima. As informações são da Folha de S. Paulo.

A embarcação fazia parte de um grupo com mais de 50 barcos que saíram da França, Espanha e Itália com o objetivo de levar suprimentos ao território palestino. Segundo relatos, as forças israelenses interceptaram a flotilha em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira (30).

De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, que acompanha o caso, “o tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”. A entidade informou que as autoridades israelenses haviam solicitado a extensão da prisão por quatro dias.

O governo de Israel acusa os ativistas de manter ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, Abu Keshek é um membro da entidade, enquanto Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o governo da Espanha contestaram a detenção e classificaram a ação como ilegal. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, afirmaram.

Os organizadores da flotilha alegam que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza e classificaram a operação como uma “armadilha mortal calculada no mar”. Ao todo, cerca de 175 ativistas foram detidos, sendo quatro brasileiros, segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses. DCM.

https://www.youtube.com/shorts/Mm15rKjDpOA?feature=share


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Política

As mulheres da esquerda que despontam nas pesquisas para o Senado

Levantamentos recentes colocam Simone Tebet, Marina Silva, Marília Campos, Benedita da Silva, Marília Arraes e Manuela D’Ávila entre os nomes mais competitivos em estados populosos e estratégicos para as eleições

Pesquisas recentes sobre a disputa ao Senado neste ano indicam um dado comum em estados considerados estratégicos: mulheres ligadas ao campo progressista aparecem na liderança ou entre os nomes mais competitivos. Essa tendência foi reforçada pelos levantamentos Genial/Quaest divulgados na semana passada. É o caso de São Paulo, onde Simone Tebet (PSB) lidera numericamente com 14%, enquanto Marina Silva (Rede) chega a 12%. Em Minas Gerais, Marília Campos (PT) aparece à frente, com até 19%. Da mesma forma, em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) lidera com 18%.

Além da identidade com o público feminino, as candidatas têm no recall eleitoral um trunfo importante. Tebet foi candidata à Presidência em 2022 e ministra do Planejamento no governo Lula. Marina disputou o Planalto em 2010, 2014 e 2018, além de ter comandado o Ministério do Meio Ambiente nas três gestões do petista. Marília Arraes acumulou campanhas majoritárias em Pernambuco, enquanto Manuela foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) em 2018. Marília Campos exerceu quatro mandatos como prefeita de Contagem e passou pelo Legislativo estadual.

Tebet e Marina largam à frente de outro integrante do primeiro escalão do governo atual, Márcio França (Empreendedorismo), e de nomes da direita, como Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e José Aníbal (PSDB).

Em Minas Gerais, Marília Campos tem como principais concorrentes o ex-governador e presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (PSDB), e o senador Carlos Viana (PSD). Em Pernambuco, Marília Arraes é seguida por Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União) e Mendonça Filho (PL). No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila desponta com vantagem numérica sobre ex-governador Germano Rigotto (MDB), o deputado Marcel Van Hattem (Novo) e Paulo Pimenta (PT), também ex-ministro de Lula (Secom). Segundo Felipe Nunes, da Quaest, “as diferenças são numéricas, mas sugerem uma disputa muito acirrada”.

Disputa acirrada
Também segundo a Quaest, a deputada Benedita da Silva (PT) é favorita a voltar ao Senado nas simulações sem o ex-governador Cláudio Castro (PL), que está inelegível mas tentará entrar na disputa pela via judicial, com 12%, dois pontos percentuais acima do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos). Com o nome de Castro na cédula, a petista fica em segundo lugar, com 10%, empatada tecnicamente com ele, que obtém 12% das preferências dos eleitores.

No Distrito Federal, embora as pesquisas estejam desatualizadas e mostrem Michelle Bolsonaro (PL) na primeira posição, duas mulheres da esquerda estão entre os nomes competitivos, em disputa acirrada, para a segunda cadeira do Senado. Segundo pesquisa Real Time Big Data de dezembro, a ex-primeira-dama aparecia com 28%, seguida por Ibaneis Rocha (MDB), com 21%. A atual senadora Leila do Vôlei (PDT) tinha 16%, e a deputada Erika Kokay (PT), 14%.

*PlatoBR


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Política

Magno Malta é acusado de dar um tapa no rosto de técnica de enfermagem

Profissional de saúde diz que levoiu tapa no rosto e foi insultada; senador nega ocorrência

Uma técnica de enfermagem afirmou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante a realização de um exame médico. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal na noite de quinta-feira (30). O parlamentar nega qualquer agressão.

Magno Malta foi internado após apresentar um episódio de pressão baixa ao chegar ao Congresso Nacional, onde participaria de uma sessão que analisava o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria.

De acordo com o relato da profissional, ela conduziu o senador até a sala de exame, realizou a monitorização e iniciou o procedimento para aplicação de contraste. Durante o processo, o equipamento indicou uma obstrução, interrompendo a aplicação. Ao verificar a situação, a técnica constatou que o contraste havia extravasado no braço do paciente.

Ao informar que seria necessário fazer compressão no local, o senador teria se levantado e desferido um tapa em seu rosto, chegando a entortar seus óculos. A técnica também afirmou que foi insultada com palavras ofensivas. Segundo o depoimento, o parlamentar teria ainda xingado a técnica de enfermagem de “imunda” e “incompetente”, diz o ICL.

Após o episódio, ela deixou a sala e acionou outros profissionais de saúde, mas o atendimento teria sido recusado por Malta.

Em sua defesa, o senador declarou inicialmente que houve uma “falha técnica” no procedimento e, posteriormente, negou ter agredido a profissional. Segundo ele, sentia fortes dores e considerou que o exame estava sendo realizado de forma incorreta.

Em nota mais detalhada, a assessoria jurídica do parlamentar afirmou que houve distorção dos fatos. A defesa sustenta que o contraste foi aplicado de maneira inadequada, provocando complicações no braço do senador, como trombose e hematoma. Ainda de acordo com os advogados, Malta estaria sob efeito de medicação, com dor intensa e possível comprometimento cognitivo, o que teria motivado sua reação — negando, no entanto, qualquer agressão física ou verbal.

A defesa também questiona a versão apresentada pela técnica, classificando-a como uma tentativa de se resguardar de eventual responsabilização. Os advogados informaram que avaliam medidas judiciais, incluindo ações por danos morais e representação contra a profissional.

O hospital informou que abriu uma apuração interna e que está prestando apoio à funcionária que relatou a agressão.


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Política

Globo tentou blindar “golpe” de Bolsonaro e Bonner cobrou de Ali Kamel: “é correto fazer de conta que não está percebendo?”

“Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe”, relatou Bonner em entrevista ao colega Ernesto Rodrigues, ex-editor do JN e autor de trilogia sobre a Globo.

Ex-editor-chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner relatou em entrevista ao jornalista Ernesto Rodrigues, que trabalhou na emissora e é autor de uma trilogia sobre o grupo de comunicação da família Marinho, que a Globo tentou blindar o “golpe” de Jair Bolsonaro (PL) em 2021 em sua cobertura jornalista, diante das declarações que sinalizavam desde antes as intenções do ex-presidente no poder.

Em “A Globo Vol 3 (Metamorfose)”, terceiro livro da trilogia sobre a atuação da emissora entre 1999 e 2025, Rodrigues narra o período de forte tensão em junho de 2021 e usa declaração de Bonner, que relata que cobrou um posicionamento do então diretor de jornalismo, Ali Kamel, sobre os arroubos autoritários de Bolsonaro durante a pandemia, sinalizando o planejamento de um golpe.

“O Ali reagiu a uma provocação. Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe. E não é que nós fôssemos muito espertos, é porque eles estavam dizendo isso: ele já tinha anunciado no 7 de Setembro, já tinha feito a pirotecnia dele, já tinha se referido ao ‘meu Exército’”, contou Bonner ao colega, que trabalhou por 15 anos como editor de telejornais como Jornal Nacional e Jornal da Globo, a partir de 1986 – antes, ele já havia tido passagem, no início dos anos 1980, no jornal O Globo.

Em seguida, Bonner conta que cobrou posicionamento de Kamel, todo-poderoso do jornalismo da emissora e porta-voz dos irmãos Marinho.

“E aí eu disse ao Ali: Nós não fazemos campanha, está certo. Princípios editoriais. No entanto, diante de todos os sinais que o Jair Bolsonaro está dando, é correto a gente fazer de conta que não está percebendo?”, disparou o então editor do JN ao chefe, em trecho divulgado pelo também ex-Globo Guilherme Amado em seu site Amado Mundo e confirmado pela Fórum.

Dias depois da conversa, em 19 de junho de 2021, quando o Brasil registrou 500 mil mortes na pandemia da Covid-19, Bonner e Renata Vasconcelos leram um editorial com o tímido recado de que “quando o assunto é saúde e democracia, não existem dois lados”.

O livro de Ernesto Rodrigues, com a entrevista com Bonner, foi lançado no mês passado pela editora Autêntica e completa a trilogia em que o autor diz fazer “uma imersão profunda e independente nos bastidores e na história da maior emissora de televisão do Brasil”.

“O livro mostra ainda como a Globo, sem concorrentes nas grandes coberturas jornalísticas nacionais e internacionais do século 21, mergulhou fundo com a grande imprensa em uma cobertura estridente e enviesada do Mensalão e da Lava Jato, pagando um preço alto de credibilidade, atacada ora pela extrema direita de Jair Bolsonaro, ora pela esquerda, à medida que a gritaria ideológica polarizada das redes sociais e o fenômeno das fake news tomaram conta da internet”, diz a editora sobre a obra, diz a Forum.


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Política

Abrir uma página dos jornalões no Brasil é como abrir a tampa de um esgoto

O esforço para construir um figurino vitorioso de Flavio Bolsonaro, chega a ser ofensivo à população brasileira de tão fedorento.

Mas quem, dentro desse fundo de fossa em que se transformou a mídia industrial, está preocupado com isso? À exceção de alguns heróicos jornalistas, que são minoria diante de um mar de merda editorialista, as análises, que não passam de futricas brejeiras, não há a menor condição de serem lidas já na manchete, de tão rastaquera e desrespeitosa com a inteligência alheia.

A impresssão que se tem é a de que, quanto mais a sociedade avança rumo a uma proposta de civilização menos desigual, mais a curriola oligárquica dentro das redações ganha poder de narrativa. Mesmo os velhos ilusionistas do Brasil Estadinho, onde as privatizações são vendidas como a oitava maravilha, a coisa resulta apenas na materialização de um lobby tosco a serviço dos abutres de sempre, que operam nas sombras contra o povo brasileiro e, consequentemente, contra o Brasil.

Mas quando a coisa pega no meio da população e coloca Alcolumbre como o segundo político mais defenestrado, sendo Hugo Motta o primeiro, com 87% de reprovação, como apontou a pesquisa Atlas,  que Alcolumbre tem 81% de repúdio, melhor dizendo, nojo da população até o mais alto corueno no Estadão sapeca em garrafais, a chamada, “Alcolumbre é o símbolo da degradação do Senado”.

Nada de novidade para a população, apenas a constatação de que o sacripanta, que foge das investigações do Master como o diabo da cruz, não passa de um Dick Vigarista que, em última análise, comandou o chiqueiro no Senado tanto para a reprovação de Jorge Messias quanto para a dosimetria, numa espécie de PEC da bandidagem 2.0.

Agora até o Estadão tapa o nariz para essa imundície, mostrando que o Congresso como um todo, dominado pelo bolsonarismo, é o lugar  mais sujo do país.

Na verdade, aquilo é o próprio sinônimo da mídia, é a reprodução da conduta jornalística que reflete o intestino das redações espelhadas por um legislativo de esgoto. É o famoso lá e cá.

Dependendo da reação da sociedade e a pressão que esse bando pode sofrer, muda de galho omo qualquer ave de rapina ou se esconde nos buracos e frestas do próprio esgoto, como fazem os ratos assustados,


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Brasil Mundo

Partido de Trump envia missão para tratar de terras raras no Brasil

Assessores republicanos viajarão ao país com a questão do acesso aos minérios críticos como pauta central

O lobby do partido de Donald Trump pelas terras raras no Brasil avança. O ICL Notícias apurou que, na próxima semana, uma delegação de assessores parlamentares dos EUA desembarca em Brasília e em outras cidades do país. Na pauta: o acesso aos minerais críticos brasileiros.

A delegação conta com técnicos e assessores que operam para coletar informações e levar às reuniões com interlocutores brasileiros os interesses do partido republicano.

Farão parte da missão assessores sêniores da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos.

Na terça-feira, 5 de maio, o encontro em Brasília com parlamentares terá minerais raros como foco principal. Na quarta-feira, 6 de maio, será a vez dos assessores ligados ao Partido Democrata, com foco no combate a facções criminosas.

A reportagem apurou que senadores e deputados brasileiros foram consultados sobre a possibilidade de receber a delegação. Um deles deve ser o senador Nelsinho Trad.

O interesse não ocorre por acaso. O governo Trump colocou o acesso aos minerais críticos como uma prioridade, principalmente diante do avanço da China. Nas últimas semanas, a Casa Branca tem assinado acordos com diversos países, entre eles a Bolívia.

O tema é ainda fruto de intenso debate dentro do governo Lula. O presidente brasileiro chegou a criticar publicamente a administração Trump pela cobiça pelos recursos naturais e alertou, em diversos, que existe um movimento similar ao “colonialismo”.

Um levamento do governo americano, porém, revela a dimensão da importância do Brasil. Hoje, o país detém 23% das reservas conhecidas de minérios raros. Mas menos de 0,1% da produção mundial.

A China, com metade das reservas do mundo, produz hoje 69% de todas as commodities desse setor.

Os EUA produzem 12% do mercado global atual. Mas contam com apenas 2,1% das reservas do planeta.

Por essa conta, portanto, o controle das reservas brasileiras é considerado como estratégico.

A missão dos EUA ainda ocorre poucas semanas depois de uma mineradora dos EUA ter comprado a única operação de exploração de minerais críticos no Brasil.

A USA Rare Earth anunciou que irá adquirir a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações.

O governo de Donald Trump chegou a convidar o Brasil a fazer parte de uma aliança anti-China no setor de terras raras, mas Brasília declinou. O acordo previa que os participantes teriam de fornecer, de forma preferencial, os minérios ao mercado dos EUA.

Com o acordo, a mineradora Serra Verde indicou ainda que firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% de sua produção durante a fase inicial da mina para uma Sociedade de Propósito Específico capitalizada pelo governo dos EUA e por fontes privadas.

Em janeiro, a empresa que adquiriu a mineradora brasileira recebeu uma injeção de US$ 1,6 bilhão do governo Trump, que passou a controlar 10% da companhia. Naquele momento, o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o investimento “garante que nossas cadeias de suprimentos sejam resilientes e não dependam mais de países estrangeiros.”

Serra Verde, segundo fontes do mercado, sempre contou com investidores estrangeiros. Em 2010, foi o Fundo de Private Equity Denham Capital quem comprou o projeto. Anos depois, foi o fundo britânico Vision Blue que desembarcou.

Para aportar capital, os europeus solicitaram um contrato para assegurar o fluxo de caixa. A saída veio da China, com exclusividade de compra do fluxo até 2028. Já em 2025, a mineradora recebeu um apoio adicional do Departamento da Guerra dos EUA, de US$ 565 milhões, para aumentar a escala de produção.

*Jamil Chade/Uol


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Pesquisa

Vitória de pirro: Pesquisa Atlas revela Alcolumbre e Hugo Motta como os políticos com pior avaliação no Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-AL), são os políticos mais mal avaliados do país, de acordo com a pesquisa Atlas Latam Pulse divulgada nesta quinta-feira (30).

Alcolumbre, que liderou o acordo para rejeitar a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), registra apenas 3% de avaliação positiva, enquanto 81% dos entrevistados têm imagem negativa dele.

Hugo Motta aparece ainda pior: apenas 2% de avaliação positiva e 87% de imagem negativa. Com Termômetro da Política.


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