Categorias
Política

APOIE O ANTROPOFAGISTA – CHAVE PIX: 65725972704

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.

Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores

Categorias
Brasil Mundo

A íntegra do fundamental discurso de Lula no G7

O discurso do presidente Lula na cúpula do G7, em Évian, na França, destacou-se pela defesa do multilateralismo e críticas contundentes ao protecionismo, ao unilateralismo e à desigualdade global. Ele falou diretamente diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando temas de soberania e justiça econômica.

Os principais pontos da fala do presidente incluíram:

Desigualdade e Neoliberalismo: Lula afirmou que o neoliberalismo agravou a crise econômica e as desigualdades entre países ricos e pobres.

Ele citou o empresário Elon Musk ao destacar que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

Defesa da Soberania e Crime Transnacional: Fez uma crítica indireta a decisões dos EUA sobre o combate ao narcotráfico, ressaltando que tal esforço deve respeitar a soberania dos países e ser integrado à agenda de desenvolvimento, e não utilizado como justificativa para intervenções unilaterais.

Financiamento e Dívida Externa: Criticou os gastos militares globais (cerca de US$ 3 trilhões), enquanto nações em desenvolvimento pagam bilhões em serviços da dívida. Ele defendeu que essas nações não devem ser obrigadas a escolher entre pagar credores e alimentar sua população.

Tecnologia e Inteligência Artificial: O presidente argumentou que a Inteligência Artificial e a transição digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de renda e exclusão dos países em desenvolvimento.

A íntegra do discurso:

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo.

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras.

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos.

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias.

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas.

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los.

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento.

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%.

Não são cifras abstratas.

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento.

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos.

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados.

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis.

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio.

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Arma de Bolsonaro apreendida reduz chance de Moraes prorrogar prisão domiciliar

Ministro avaliava renovar benefício devido ao bom comportamento do ex-presidente, mas entrou em alerta

A apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília, na noite de segunda-feira (15), reduz as chances de que a sua prisão domiciliar possa ser prorrogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O prazo da domiciliar temporária vence no próximo dia 25. O magistrado vinha cogitando a hipótese de renová-la por mais 90 dias, por considerar que a custódia estava sendo cumprida sem intercorrências ou indícios de descumprimento, mesmo em meio ao avanço das articulações para a campanha eleitoral.

Contudo, a pistola localizada com o militar Estácio Leite da Silva Filho, segurança de Bolsonaro, acendeu um alerta no ministro, que deu 24 horas para a defesa do ex-presidente se explicar. Estácio relatou à PM (Polícia Militar) que levava a arma para um conserto devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nesta terça (16).

Moraes determinou aos advogados que esclareçam “por que, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”. Segundo um interlocutor do ministro, a menção explícita ao fim do prazo é um mau sinal para Bolsonaro.

Além disso, o magistrado sugere que ordens judiciais podem estar sendo descumpridas, uma vez que são obrigatórios procedimentos de revista nos carros que saem da casa de Bolsonaro, e a arma do presidente foi flagrada com um terceiro a 33 quilômetros de distância do condomínio.

A PM respondeu a Moraes que faz a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelos seguranças ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, “razão pela qual não são submetidos a vistorias”.

A violação de medidas cautelares é um argumento utilizado com frequência por Moraes para revogar benefícios, como ocorreu nas ocasiões em que Bolsonaro apareceu nas redes sociais dos filhos ou quando o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro passado.

A desconfiança de Moraes também aumentou devido à postura do segurança durante a abordagem na blitz. O policial militar Davi Evangelista Alves afirma que a pistola estava no assoalho do carro e que, quando a percebeu, “o motorista, de forma repentina, fechou o vidro”.

Estácio também teria dito inicialmente que a arma “constava em sua funcional”, mas o policial diz que não encontrou esse registro na documentação do militar. Foi apenas ao ser indagado novamente que ele respondeu que a pistola era de Bolsonaro e que o equipamento costumava ficar dentro do carro.

Auxiliares de dois ministros alinhados a Moraes afirmam que a prorrogação da domiciliar era estudada pelo relator como forma de fazer um aceno ao bom comportamento de Bolsonaro desde o fim de março, quando a medida foi concedida para que o ex-presidente se recuperasse de um quadro de broncopneumonia, após um período de internação.

Isso permitiria que o ministro renovasse o prazo mesmo que Bolsonaro tenha melhorado da condição aguda de saúde. Nos últimos três meses, o ex-presidente não teve complicações que exigissem intervenções de urgência. Ele só voltou ao hospital uma vez, para operar o ombro, em um problema não relacionado à questão respiratória.

A avaliação do entorno de Moraes é a de que, se a explicação da defesa não convencer, Bolsonaro pode ser mandado de volta à Papudinha. O ministro já deixou claro, em manifestações anteriores, que o local tem condições de oferecer ao ex-presidente todos os cuidados médicos necessários, inclusive para casos de emergência, se preciso.

O relatório médico mais recente, enviado ao STF na sexta-feira (12), aponta que Bolsonaro segue tendo crises de soluço, com uma “piora considerável” observada entre os dias 9 e 10 de junho, quando foi necessária a administração de doses extras de medicamentos, “no limite terapêutico de segurança”.

A equipe médica recomenda exames para investigar esofagite crônica, o que a defesa já pediu a Moraes, que ainda não despachou. O relatório diz que Bolsonaro tem condição cardiológica estável, com pressão arterial sob controle, mas apresenta oscilações de equilíbrio e se queixa de “fadiga aos médios esforços”.

*ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Pesquisa

CNT/DMA: Lula abre 12,5% sobre Flavio no segundo turno

Lula abre 12,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno, segundo a 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. No cenário estimulado para uma eventual disputa presidencial entre os dois, o presidente aparece com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador.

De acordo com a Pesquisa CNT de Opinião, brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos entrevistados se declararam indecisos. O resultado indica vantagem numericamente ampla de Lula sobre o principal nome testado da oposição no cenário de segundo turno.

O levantamento também mostra que Lula vence todas as simulações de segundo turno apresentadas. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer. Em todos os casos, o presidente aparece à frente.

No comparativo direto com Flávio Bolsonaro, Lula reúne quase metade do eleitorado pesquisado. A distância de 12,5 pontos percentuais entre os dois reforça o peso do presidente em uma eleição ainda marcada pela polarização, mas com sinais de redução da adesão ao bolsonarismo, segundo a síntese da própria pesquisa.

O diretor do Instituto MDA, Marcelo Souza, afirma no relatório: “Lula mantém vantagem eleitoral e vence todos os cenários de segundo turno, mas governa em ambiente de opinião pública equilibrado, com aprovação e desaprovação próximas. Flávio Bolsonaro é o adversário mais competitivo entre os nomes testados, ao mesmo tempo em que enfrenta rejeição elevada.”

Dados técnicos: a pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 10 e 14 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A coleta foi presencial domiciliar, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04256/2026. 247.

pesquisa-cnt-mda


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Esporte

Quem é Vozinha, o goleiro de Cabo Verde que parou a Espanha e virou ‘herói’ dos brasileiros

O empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde, na primeira participação da seleção do país africano em uma Copa do Mundo, apresentou aos fãs de futebol um personagem especial: Vozinha.

Aos 40 anos, o goleiro de Cabo Verde foi um dos grandes responsáveis pelo resultado histórico de sua equipe no jogo da segunda-feira (13/6) contra a atual campeã europeia e segunda colocada no ranking da Fifa de seleções.

O reconhecimento veio dentro e fora de campo. Pela atuação, marcada por grandes defesas, Vozinha ganhou o troféu da Fifa de melhor jogador da partida.

Já nas redes sociais, ele ganhou milhares de seguidores, muitos deles brasileiros, que encheram o perfil do goleiro de comentários como “Muralha”, “Vem jogar no Campeonato Brasileiro”, “O Brasil está com você”, “Paredão de Cabo Verde”.

Alguns até brincaram: “Quanto você cobra para fechar o gol do Brasil?”.

Ao ver a explosão de seguidores nas redes sociais, Vozinha não escondeu a alegria e agradeceu aos brasileiros pelo apoio em entrevista à CazeTV logo após a partida.

“Eu tinha quase 50 mil seguidores. Isso é louco, isso é louco. Muito obrigado, sempre os brasileiros tiveram muito carinho por nós e sentimos isso nas eliminatórias para a Copa. Agora chegamos aqui no maior palco do mundo e estamos sentindo esse apoio e carinho dos brasileiros. Só temos a agradecer!”, disse o goleiro de Cabo Verde, que agora soma mais de 2 milhões.

Mas, conforme os brasileiros foram conhecendo Vozinha, descobriram que a ligação dele com o país vai muito além da língua portuguesa.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Michelle diz que só apoiará Flavio se ele fizer um pedido público de desculpas

Madrasta condiciona participação na corrida presidencial do filho do apenado à superação de conflitos familiares e políticos

Michelle Bolsonaro condicionou sua participação ativa na pré-candidatura presidencial do enteado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a um pedido público de desculpas por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, apenado por tentativa de golpe de Estado, está em apuros após seu áudio com Vorcaro negociando milhões de dólares vazar e prejudicar os resultados das pesquisas de intenção de voto para presidente, especialmente entre evangélicos.

A informação foi revelada por lideranças do Partido Liberal à colunista Bela Megale, do O Globo, nesta segunda-feira (15/jun).

O distanciamento entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta existe há anos, mas se agravou após o senador classificar a ex-primeira-dama como “autoritária”, em resposta à oposição dela à aliança do PL com o ex-governador Ciro Gomes no Ceará.

Fontes próximas à Michelle relatam que esse não foi o único episódio de desrespeito percebido por ela.

A relação com outro enteado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também permanece azeda.

Eduardo resistiu publicamente à possibilidade de sua madrasta Michelle disputar a Presidência ou compor chapa como vice, enquanto atuou como um dos principais articuladores da candidatura de Flávio ao lado do pai.

Aliados de Michelle Bolsonaro no PL afirmam que ela só deve mergulhar na campanha quando a crise familiar for superada por meio de um gesto público de retratação.

Até o momento, os filhos de Jair Bolsonaro não sinalizaram disposição para realizar o pedido de desculpas em alto e bom som, conforme desejado pela ex-primeira-dama.

Questionada na semana anterior sobre quando entraria na campanha de Flávio, Michelle Bolsonaro respondeu que, neste momento, quem necessita de sua atenção é Jair Bolsonaro.

A exigência ganha relevância diante da queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada ena quarta-feira (10/jun), mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno.

No primeiro turno, Lula aparece com 39% e o senador com 29%.

De acordo com o Urbs Magna, mediadores do PL atuam para reaproximar as partes, argumentando que apenas a eleição de Flávio Bolsonaro abriria caminho para que Jair Bolsonaro saia de sua situação jurídica atual.

A entrada de Michelle como cabo eleitoral forte é vista internamente como essencial para reverter a trajetória negativa da campanha.

Tensões internas na família Bolsonaro expõem fragilidades na construção de uma candidatura unificada da direita para as eleições presidenciais de 2026.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

APOIE O ANTROPOFAGISTA – CHAVE PIX: 65725972704

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.

Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704
Agradecemos aos nossos leitores

Categorias
Brasil Mundo

França oferece ao Brasil tecnologia para reduzir dependência dos EUA

Em encontro no G7, Macron indicou que quer participar de busca do Brasil por soberania digital

O governo da França se ofereceu para fornecer supercomputadores ao Brasil, num esforço para garantir a soberania digital do país. O tema esteve na agenda entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o francês, Emmanuel Macron. O encontro ocorreu em Evian, às vésperas do início da cúpula do G7.

De acordo com o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de 40 minutos. “O presidente Macron reiterou o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, em reforço à soberania digital do Brasil”, disse.

Há pouco mais de dez anos, o governo adquiriu um primeiro supercomputador da França. Agora, o país está dando um salto em sua capacidade computacional e deve abrir licitação para a compra de novas tecnologias, principalmente para o setor de IA.

Ciente da busca do Brasil por alternativas à tecnologia dos EUA, Macron vem insistindo em oferecer supercomputadores ao país. Para Brasília, a França terá de fazer uma oferta de preços e apresentar uma tecnologia que seja considerada como adequada.

No encontro desta segunda-feira, o presidente brasileiro destacou ainda que este ano marca os 20 anos da criação da UNITAID, organização criada por Lula e Jacques Chirac em 2006, com o objetivo de promover a ampliação do acesso a medicamentos pelos países do Sul Global. A iniciativa foi lembrada como exemplo concreto de combate às desigualdades e de reafirmação da solidariedade internacional.

“Na esfera bilateral, os dois presidentes reiteraram os avanços positivos da cooperação em defesa, em especial o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)”, disse.

“Os mandatários concordaram também em ultimar medidas para o aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá”, completou a nota do governo.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Lula avança e Flávio afunda mais sob o peso da traição

Difícil imaginar um candidato a presidente da República mais claramente envolvido em crimes do que Flávio Bolsonaro. Difícil contemplar um candidato à reeleição que, ao final de seu terceiro mandato, esteja mais bem posicionado do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não é por outras razões que derrete aos olhos do país a candidatura do senador, enquanto a de Lula não apenas se sustenta como agora se avulta ainda mais, atraindo o precioso nicho dos eleitores independentes, que serão decisivos para o resultado final.

Na iminência da virada do primeiro para o segundo semestre deste ano eleitoral, o cenário é, portanto, dramático para o filho de Jair Bolsonaro. A crise da campanha bolsonarista está exposta pela pesquisa mais recente, a Genial/Quaest, que aliás pinta em cores mais dramáticas o quadro já exposto pelo levantamento anterior, do judicioso instituto Atlas, censurado escandalosamente pela autoridade que deveria, em tese, zelar pela isonomia do pleito, o presidente bolsonarista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

No primeiro turno, Lula, em ascensão, tem 39% das preferências, contra 29% de Flávio, em queda. No segundo turno, também cresceu para 6 pontos a distância de Lula para Flávio, antes empatados.

Ao contrário das aparências, uma eleição não é um concurso sobre a identidade dos candidatos. Os eleitores, na verdade, escolhem o caráter, os valores que entendem ser os melhores para o país. Ao escolher por um presidente, o país decide que identidade assumir, com que ideias se associar.

Neste caso das eleições presidenciais e gerais de 2026, o Brasil parece estar optando claramente por se distanciar de Flávio Bolsonaro por este estar associado a pelo menos dois crimes muito graves, os quais o país não quer ver abonados nas urnas: o crime do roubo e o da traição à pátria.

A boa notícia é essa: o Brasil de maneira muito clara não deseja estar vinculado ao crime. Quem aparecer ligado à atividade criminosa, por corrupção ou por esfaquear o próprio país em benefício do inimigo, receberá a repulsa da população. Isso demonstra que há um repositório imenso de respeito e profundo amor à pátria, um orgulho nacional, em todas as camadas da população. Há um núcleo forte de valores implantado no espírito da cidadania e da nacionalidade. É em torno dele que se constitui o país ao longo do tempo e do território.

Flávio Bolsonaro extraiu recursos superfaturados de Daniel Vorcaro e do Banco Master e os destinou ao seu grupo. Desenvolveu um esquema de ocultação do desvio desses recursos sob a forma do financiamento ao filme Dark Horse, usado como biombo para esquentar valores na verdade destinados a sustentar a ação do grupo bolsonarista nos Estados Unidos. O desígnio, que está a ponto de ser atingido, é atrair tarifas e sanções contra o Brasil. Como forma de derrotar Lula, querem afundar o Brasil.

Os recursos que sustentam essa campanha foram desviados de pensionistas de Estados e municípios. Estes foram enganados por promessas de retornos miraculosos que obviamente eram mentirosos.

O esquema sustenta o ócio nababesco de Eduardo Bolsonaro em mansão no Texas, de onde opera, por frustração e vingança, por torcida contra o Brasil, um lobby para atrair sanções contra o comércio brasileiro e principalmente contra o Pix.

Ao menos temporariamente, a trampa funciona. Após serem recebidos por Trump, Flávio e Eduardo lograram que os Estados Unidos anunciassem tarifas de 25% sobre as importações de produtos brasileiros. São esses dois crimes, corrupção e traição, que causam agora tanta repulsa aos brasileiros, como atesta a pesquisa Genial/Quaest.

É só o começo.

A marca da vingança do eleitorado apenas ensaia seu percurso.

Lula melhorou e Flávio caiu ao longo de um largo espectro do eleitorado: entre os chamados independentes, os evangélicos, os que ganham de 2 a 5 salários mínimos, no Norte, no Nordeste e no Sudeste. Nessa faixa, perde apenas no Sul. Parte da base eleitoral bolsonarista se esfarela a ponto de o próprio comando já dar a eleição por perdida antecipadamente. Começa a chegar a conta da nova inconfidência.

Para Lula, afinal, aparece o reconhecimento do resgate construído a partir de condições iniciais tão adversas como a conspiração golpista.

*247


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Pesquisa

Quaest: O derretimento de Flavio em setores bolsonaristas; PL admite “naufrágio”

Pesquisa mostra Lula abrindo vantagem enquanto Flávio perde força entre evangélicos, jovens, mulheres e regiões estratégicas para o bolsonarismo

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, registrou queda em redutos considerados estratégicos para o bolsonarismo, segundo a pesquisa Quaest de junho. O movimento atinge evangélicos, jovens, mulheres e regiões-chave como Sudeste e Centro-Oeste/Norte, justamente após vir à tona o escândalo de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master.

Em um cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a liderar com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. A vantagem de 6 pontos rompe o empate técnico que vinha sendo registrado desde março e acendeu o alerta no entorno do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Lula abre vantagem e muda o clima da disputa
A pesquisa Quaest de junho consolidou uma virada no cenário eleitoral que o campo bolsonarista não esperava tão cedo. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do senador.

Desde março, os dois vinham em situação de empate técnico nas simulações da Quaest. A abertura de vantagem foi captada justamente na semana em que as relações de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vieram à tona.

A reversão do quadro tem peso político concreto. Não se trata apenas de uma oscilação isolada, mas de uma mudança de tendência em segmentos que eram tratados como bases seguras da extrema direita.

Quando os dados são desagregados por região, faixa etária, gênero e religião, o que aparece é um processo de erosão simultânea em múltiplas frentes da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

Redutos bolsonaristas entram em alerta
Os dados da Quaest mostram que Flávio Bolsonaro perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, e era tratado como peça central da estratégia eleitoral bolsonarista.

Na região, Flávio chegou a ter 12 pontos de vantagem sobre Lula. Agora, aparece em empate técnico com o presidente, que vem em tendência de alta desde abril.

No agregado Centro-Oeste/Norte, o recuo também foi expressivo. Flávio oscilou 8 pontos para baixo: a vantagem de 14 pontos registrada em maio caiu para apenas 2 pontos em junho.

O recorte geracional amplia o problema. Na faixa de 16 a 34 anos, Lula ultrapassou Flávio, que antes liderava entre os jovens. O dado é especialmente sensível porque atinge um eleitorado decisivo para a construção de imagem pública, presença digital e capacidade de mobilização de uma candidatura.

Evangélicos deixam de ser fortaleza inabalável
Os números sobre evangélicos se tornaram o principal sinal de alerta para a campanha de Flávio Bolsonaro dentro da pesquisa. O apoio ao senador nesse segmento caiu de 61% para 52% em apenas um mês.

No mesmo período, Lula subiu de 24% para 31% entre os eleitores evangélicos. Entre os católicos, Flávio manteve os 34% registrados em maio, o que indica que a sangria tem endereço político específico: o eleitorado que o bolsonarismo sempre tratou como sua fortaleza mais sólida.

A queda entre evangélicos é mais grave porque não aparece isolada. Ela se combina com a perda de fôlego entre jovens, mulheres e regiões estratégicas, formando um quadro de desgaste que atinge a base social e eleitoral da pré-candidatura.

Para uma campanha que dependia do voto evangélico como âncora, perder terreno nesse segmento para um governo petista representa um desafio estrutural. Não é um problema que se resolva apenas com presença em cultos, acenos religiosos ou gestos públicos de devoção.

Caso Vorcaro agravou crise de confiança
Entre as pesquisas de maio e junho, dois episódios dominaram o noticiário e ajudam a explicar a movimentação nas intenções de voto. O primeiro foi a exposição da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

O senador teria recebido R$ 61 milhões de Vorcaro, dono do Banco Master, sob o pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Dark Horse. O caso colocou Flávio no centro de uma crise que mistura dinheiro, família e política em um momento no qual ele tentava se consolidar como alternativa eleitoral viável.

Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram duas medidas de forte impacto para o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões foram divulgadas após uma visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

A associação, que poderia ter sido explorada como demonstração de prestígio internacional, acabou gerando questionamentos sobre os resultados concretos da aproximação.

Nos bastidores do PL, clima é de “naufrágio”
Nos bastidores do Partido Liberal, o ambiente mudou de tom. Interlocutores já descrevem reservadamente a situação como “naufrágio” da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

O principal motor do pânico instalado no comitê bolsonarista é a debandada do eleitorado evangélico, que corrói a principal fortaleza eleitoral da extrema direita antes mesmo de a campanha ganhar corpo.

Líderes evangélicos afirmam que a rejeição a Flávio Bolsonaro se consolidou após ele ter sido “pego na mentira” no escândalo do Banco Master.

A percepção desses líderes encontra respaldo nos números. A aprovação do governo Lula entre evangélicos, segundo a Quaest, subiu de 28% em abril para 35% em junho, enquanto a desaprovação recuou de 68% para 60%.

*Forum


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs