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Política

Suspeita de que emendas pagaram filme de Bolsonaro faz Dino cobrar Câmara e PL

Decisão do ministro do STF vem no âmbito da ADP 854 e exige explicações sobre um aparente esquema denunciado pela deputada Tábata Amaral (PSB)

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a fechar o cerco contra a falta de transparência no uso de verbas parlamentares. Nesta segunda-feira (23), o ministro Flávio Dino determinou que a Câmara dos Deputados e parlamentares do Partido Liberal (PL) prestem esclarecimentos urgentes sobre um suposto desvio de finalidade nas chamadas “emendas Pix”. A suspeita central é de que recursos públicos tenham sido usados, de forma indireta, para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada dentro da ADPF 854, a ação que discute a constitucionalidade do orçamento secreto e exige a rastreabilidade total dos gastos.

“Ecossistema” sob investigação
O despacho de Dino baseia-se em uma petição protocolada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar apresentou indícios de um intrincado “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”. Segundo a denúncia, associações e empresas que recebem as emendas compartilhariam o mesmo endereço físico, infraestrutura de operação e seriam geridas por um comando unificado.

O ponto mais sensível da representação diz respeito ao filme “Dark Horse”. A produção cinematográfica, encabeçada pelo deputado Mário Frias (PL-SP), pretende narrar a trajetória de Bolsonaro até a chegada ao Palácio do Planalto. Para Tabata, o dinheiro público pode estar “conferindo lastro indireto ao custeio da produção cinematográfica privada”, o que configuraria uma grave irregularidade no uso das emendas.

Parlamentares na mira
A investigação aponta que entidades ligadas a este grupo receberam montantes significativos de emendas destinadas por nomes influentes da ala bolsonarista no Congresso. Entre os deputados citados na petição estão:

Alexandre Ramagem (PL-RJ)

Carla Zambelli (PL-SP)

Bia Kicis (PL-DF)

Marcos Pollon (PL-MS)

Próximos passos
Flávio Dino deu um prazo de cinco dias úteis para que a Câmara dos Deputados se manifeste oficialmente. Além disso, o ministro determinou que os deputados mencionados sejam ouvidos antes de qualquer decisão cautelar, diz Henrique Rodrigues, Forum.antr

Ao fundamentar a medida, o ministro reiterou que o objetivo é assegurar o cumprimento das regras de transparência e rastreabilidade já fixadas pela Corte. “A medida busca garantir que recursos públicos oriundos de emendas parlamentares não sejam pulverizados em estruturas opacas”, destacou o magistrado em sua decisão.


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Mundo

Rússia alerta: ‘Ataques à usina nuclear no Irã podem ter consequências irreparáveis’

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que escalada a instalações energéticas é ‘extremamente perigosa’; Usina de Bushehr, primeira do Oriente Médio, foi construída com participação russa

Ataques contra instalações nucleares iranianas, incluindo a usina de Bushehr, são potencialmente extremamente perigosos e podem ter consequências irreversíveis, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (23/03).

Ao comentar o relatório da Organização de Energia Atômica do Irã sobre o projétil que atingiu a área da usina, localizada na cidade de Bushehr, na semana passada, o porta-voz reiterou que Moscou expressou repetidamente suas preocupações.

“Bushehr é uma instalação nuclear sob o controle da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A Rússia mantém diálogo constante com a AIEA”, afirmou Peskov, relembrando as “declarações alarmantes” sobre a situação feitas por Alexei Likhachev, chefe da corporação russa de energia Rosatom, principal contratada para a instalação nuclear iraniana de Bushehr.

“É claro que os sinais relevantes estão sendo transmitidos aos Estados Unidos. Consideramos os ataques contra instalações nucleares como potencialmente extremamente perigosos e capazes de ter consequências irreparáveis”, enfatizou o alto funcionário, reiterando que a Rússia, ao adotar “uma postura extremamente responsável” sobre o assunto, já expressou suas preocupações repetidamente.

A usina nuclear de Bushehr é a primeira usina nuclear do Irã e de todo o Oriente Médio. Sua construção começou em 1975 e foi retomada em 1995, após um longo período de inatividade, com a participação da Rosatom.

Em setembro de 2011, a primeira unidade geradora foi conectada à rede elétrica e iniciou sua operação comercial em junho de 2013. A construção da segunda unidade foi iniciada, embora as obras tenham sido suspensas devido ao conflito atual. Um contrato também foi assinado para a construção de uma terceira unidade.


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Política

Bolsonaro vai para casa: Manifestação da PGR é pela prisão domiciliar de Bolsonaro

Decisão final cabe a Alexandre de Moraes, do STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (23), em que diz ser favorável à concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

De acordo com o ICL, após novo pedido protocolado pela defesa na última quarta-feira (18), Moraes havia remetido os laudos médicos de Bolsonaro à PGR na sexta-feira (20) e solicitado manifestação da PGR sobre o tema. O ex-presidente está internado desde 13 de março com um quadro de broncopneumonia.

Na manifestação, o procurador-geral Paulo Gonet afirma: “A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas.”

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha, em Brasília.


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Política

Luis Nassif: A Globo recebeu dinheiro do crime organizado

O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em NY

A manchete emula apenas o padrão do Jornal Nacional, copiando a manchete do Estadão em relação a Fábio Luís Lula da Silva.

Se fosse aplicado aos regabofes da Globo, patrocinados por Daniel Vorcaro, o sentido da manchete poderia ter sido o mesmo.

Os jornais repetem, passo a passo, a escandalosa campanha da Lava Jato. Na época, a revista Veja, dirigida por Eurípides Alcântara, soltava o lixo. E o Jornal Nacional repetia, achando que, assim, não sujaria suas mãos. Agora a parceria é entre o Estadão – dirigido pelo mesmo Eurípides – e o Jornal Nacional.

O padrão Veja está nítido nessa manchete.

A matéria diz que a Polícia Federal está investigando se o tal careca do INSS teve como beneficiário final uma agência de viagens que emitiu passagens para Lulinha. Não confirma o pagamento para a agência, não estabelece uma relação sequer com Lulinha – a não ser o fato de Roberta Luchinger ter pago uma passagem para ele.

Uma não-notícia, vazada pela Polícia Federal. Apesar do discurso indignado do diretor geral da PF, de que a organização não vaza informações, ela vaza não apenas informações, mas boatos e desconfianças antes de sua comprovação. Pelo visto, Andrei Rodrigues é o último a saber.

Primeiro, a matéria não diz que a tal agência é beneficiária. Diz que a PF ainda investiga. Depois, não estabelece qualquer relação com Lulinha. Apenas informa que Roberta Luchsinger – apresentada como “amiga do Lulinha” – vale-se dos serviços de tal agência e andou pagando viagens para Lulinha através da agência.

O lance seguinte é a informação – mais que conhecida, já divulgada pelos próprios advogados de Lulinha – que o careca do INSS pagou uma viagem de Roberta e Lulinha a Portugal, para conhecer uma fábrica de cannabis, cuja produção ele teria interesse em vender no Brasil.

Por que o careca e sua lobista, Roberta Luchsinger, envolveram Lulinha? Pela mesma razão que o Master patrocinou evento da Globo, contratou escritórios de Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes: demonstração de prestígio. Lulinha é o filho do homem.

O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em Nova York, merecendo elogios de dirigentes da Globo. E suas ligações com o submundo já eram amplamente conhecidas, ainda mais pelos analistas da Globo.

Os jornalões já provocaram uma tragédia política no país, com a ignominiosa cobertura da Operação Lava Jato. Sua repetição é uma ameaça ao Brasil formal. E, se a ignorância não fosse tão crassa, saberiam que seu reinado só acontece no Brasil formal, não na selvageria terraplanista que sucederá em caso de vitória de seu candidato Flávio Bolsonaro.

Assim como no período do Jair, serão os primeiros a pagar a conta.

*Luis Nassif/GGN


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Política

De Globo lixo a Globo luxo

Escrúpulo é para os fracos.

O powerpoint da Globo é somente um aviso de que a pizza da condenação de Bolsonaro, chegou.

Toda essa movimentação do powerpoint da Globo, decalcado da Lavato, nada mais é do que um pacto de sangue entre os Marinho e Bolsonaro. Essa gente não brinca com seus patrimônios e, claro, uma hora sentariam para conversar não só para se proteger no caso Master, como também estabelecer parcerias estratégicas para ampliar ganhos no submundo da vida nacional.

Dia desses, os ex-ministros do STF, Marco Aurélio Mello e Ayres Britto participaram do programa da GloboNews com Júlia Duailibi. Numa convocação estratégica, Marco aurélio, num tom crítico e sarcástico, dissse que, no STF, há algo de podre, porque nem ele, nem Ayres Britto, como ministros nunca passaram plo constrangimento de serem xingados na rua. O que ele não disse é que os dois sabujos da grande mídia nunca se posiciaram contra o status quo do qual a Globo é parte.

A grande mídia transformou-se no mais potente apito de cachorro do bolsonarismo e quer tornar isso a principal arma de guerra contra Lula e a favor de Flavio Bolsonaro, aquele do miliciano Adriano da Nóbrega, de Fabrício Queiroz, de Wassef. Flavio é senador pelo Rio de Janeiro, que acabou ocupando o lugar de Marielle, o mesmo Flavio Bolsonaro da fantástica loja de chocolates que lhe deu uma mansão fantástica a partir de uma lojinha de 3 x 3, na base da venda de trufas e nhá benta.

O homem é um Midas, pois num microespaço transforma chocolate em ouro e outras tantas edificações nos espaços mais caros do Brasil.

Ou seja, Rio das Pedras e Muzema dão samba, por isso os Marinho instalaram uma sucursal nessa ponte de divindades da milícia, onde a turma de Flavio invade terrenos do Estado, constrói prédios que costumam desabar e aluga, a preços módicos, para quem se arrisca na aventura que, em muitas vezes, terminou em morte.

Isso dá a dimensão de onde foi a milícia após a chegada de Bolsonaro ao poder.

Há hoje uma gangue faminta que, pelas vozes de Andreia Sadi, Valdo Cruz, Merval Pereira, entre outros obsequiosos discípulos dos Marinho, manda transmitir mensagens ao bolsonarismo de que agora eles são aliadíssimos do clã.

Num piscar de olhos, a Globo saiu da condição de lixo para Globo luxo no pasto bolsonarista, apoiando o principal líder solto da maior organização criminosa do país, envolvido com esquema de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação indébita a partir de recursos públicos.

Flavio é investigado por fazer parte de um contexto amplo que envolve a família Bolsonaro e outros inúmeros crimes. Os casos estão em andamento no judiciário.

No Brasil, quem não sabe que várias mansões compradas a peso de ouro e com dinheiro vivo pelo clã Bolsonaro, são fruto da mais pura e genuína corrupção?

Pois é, mas parece que a mídia brasileira, por conveniência, está sofrendo de amnésia, a mesma que afeta a memória dos barões da mídia sobre uma gama de crimes do clã que ela mesma denunciou.


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Política

Neide Duarte, que trabalhou 42 anos na Globo, destrói “cartolina” com o PowerPoint fake da GloboNews

Globo e GloboNews, a manipulação a gente vê por aqui.

“Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito”, postou a profissional

Jornalista premiada, que trabalhou por 42 anos na Rede Globo, Neide Duarte não se conteve com a decisão editorial da GloboNews, que veiculou em sua programação, nesta sexta-feira (20), um PowerPoint vergonhoso sobre o escândalo do Banco Master.

A ilustração “explicativa” ataca o governo Lula, o PT e omite descaradamente nomes como Jair Bolsonaro, Campos Neto, Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Ibaneis Rocha, apenas para citar alguns exemplos. Neide foi às redes sociais para demonstrar sua indignação.

“Quando passei pela sala e vi rapidamente a tela da TV me pareceu um programa de algum culto pentecostal que resolveu fazer o seu jornalzinho rápido para atacar o Lula. Mandaram alguém pegar uma cartolina cor da pele, colar algumas fotos e fazer linhas associando alhos com bugalhos, pão de queijo com fuzil, brincadeira de criança com tornozeleira eletrônica”, começou a jornalista.

“No meio a foto com cara de rico de Vorcaro, bem debaixo dele a estrela do PT, como se ele fosse um petista, acima deles Lula, como se fosse o chefe de tudo. Numa órbita bem distante do centro estavam Ciro Nogueira, Nikolas Ferreira, Antonio Rueda, João Doria, Hugo Motta, Davi Alcolumbre”, destacou.

“Acredito que a editoria que mandou fazer essa cartolina esqueceu vários nomes principais dessa história, por exemplo, Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, foi na época dele que tudo começou, Tarcísio de Freitas que recebeu 2 milhões de reais de Vorcaro, Jair Bolsonaro que recebeu 3 milhões de reais de Vorcaro, Ibaneis Rocha, governador de Brasília que quis comprar o Banco Master através do Banco de Brasília, para salvar Vocaro, Cláudio Castro, governador do Rio que investiu bilhões do Fundo de previdência dos funcionários públicos do Rio em papéis podres do Master”, enfatizou Neide.

Neide Duarte, repórter da TV Globo, participa do Mundo Unifor 2019

“Falta de respeito”

“Talvez se isso tivesse sido exibido por uma TV Rodoviária de alguma cidade pequena do interior, seria uma grande mentira, mas não um grande problema. Ser exibido pela emissora que um dia teve orgulho de dizer que tinha um padrão de qualidade é jogar na nossa cara, telespectadores, a falta de respeito que tem por nós. Esse episódio aceita vários nomes, menos o de jornalismo”, desabafou.

E, para finalizar, Neide fechou com chave de ouro: “Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito”. Com Forum.


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Brasil Mundo

Lula critica EUA em discurso na Celac: ‘não somos mais países colonizados’

Presidente citou agressões do governo Trump contra Venezuela, Cuba e Irã, além de denunciar hipocrisia do Conselho da ONU: ‘são eles que travam guerras’

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (21/03) da reunião da Comunidade de Estados Latino-americanos (Celac) com a África, na capital colombiana Bogotá, onde fez duras críticas ao governo dos Estados Unidos, sem mencionar nominalmente Donald Trump.

A autoridade denunciou que o corpo do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em vez de solucionar conflitos globais, incluindo o genocídio na Palestina e a guerra em curso contra o Irã, tem fomentado mais guerras por meio do poderio militar, além de rechaçar categoricamente o bloqueio energético aplicado por Washington a Cuba e a invasão norte-americana à Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

“Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país”, declarou Lula sobre as agressões cometidas pelo republicano a nações sul-americanas. “Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”

O mandatário brasileiro destinou parte de seu discurso para o Irã, país contra o qual Washington e Tel Aviv promoveram uma guerra em 28 de fevereiro, em meio a negociações nucleares até então em curso. A agressão levou a uma escalada regional e a um consequente fechamento parcial do Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

“E agora se invadiu o Irã a pretexto de que o Irã estava construindo bomba nuclear. Cadê as armas químicas do Saddam Hussein? Onde elas estão? Quem achou? Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que as pessoas constroem inimigos, constroem uma imagem negativa do inimigo para justificar a destruição”, denunciou.

Aos líderes da cúpula, Lula lembrou que depois que foi eleito presidente pela primeira vez, em dezembro de 2002, mesmo antes de ser empossado, o ex-presidente norte-americano George W. Bush entrou em contato para convidá-lo a participar da Guerra do Iraque. O convite foi recusado pelo brasileiro.

“Eu disse para ele: ‘Mas, presidente, eu não conheço Saddam Hussein. O Iraque fica a 14 mil quilômetros do meu país. Eu nunca fui ao Iraque. Por que fazer guerra com ele? Por que destruir para reconstruir?’”, contou. O petista revelou que Washington havia argumentado que se participasse da guerra, as empresas brasileiras iriam “ajudar a reconstruir o Iraque”. “Por que eu vou destruir para reconstruir? Se está construído, deixa que está construído”, questionou.

“A minha guerra é contra a fome de 54 milhões de brasileiros que não têm o que comer. E essa guerra eu vou vencer. E venci a guerra. Em 2014, acabamos com a fome no Brasil”, declarou.

Críticas ao Conselho da ONU
O presidente brasileiro voltou a criticar o funcionamento das Nações Unidas (ONU) e a “passividade” dos membros do Conselho de Segurança da ONU diante da concentração de conflitos no mundo. Lula expôs a hipocrisia dos países que nele integram, e que minam os fundamentos do multilateralismo.

“O que vemos no mundo é uma total falta de funcionamento das Nações Unidas, do Conselho Nacional da ONU e de seus membros permanentes que foram criados para manter a paz, e são eles que estão travando guerras”, denunciou.

Ele também voltou a defender a integração de mais países representando o órgão e o multilateralismo, ao criticar a prioridade ao militarismo e a incapacidade de seus integrantes resolverem conflitos mundiais, incluindo o genocídio na Palestina.

“Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou. “Ou seja, tudo se resolve por guerra? Ou seja, quem tem mais canhão, quem tem mais navio, quem tem mais avião, quem tem mais dinheiro, se acha dono do mundo?”

Como exemplo, o líder brasileiro disse que, em 2025, 2 trilhões e 700 bilhões de dólares foram gastos em armas para uso em guerras. “Ainda há 630 milhões de pessoas famintas, milhões de seres humanos que não têm acesso à educação, e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras, que são abandonadas sem documentos, sem moradia ou uma pátria para viver”, criticou.

Erradicação da fome e transição climática
Referente ao potencial de colaboração com o continente africano, Lula destacou as riquezas naturais dos países que foram historicamente saqueados pelo sistema colonial europeu e pelas grandes corporações transnacionais que operam em seu território. No entanto, apontou positivamente para a capacidade de explorar terras agrícolas visando garantir a produção de alimentos e mitigar a fome.

“A África reúne enorme potencial agrícola e pode se tornar um grande produtor mundial de alimentos. O Brasil está comprometido em contribuir para esse esforço. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) retornou ao continente africano com o Escritório de Cooperação em Adis Abeba”, afirmou.

Sobre as questões climáticas, o presidente Lula destacou que a importância da transição para economias de baixo carbono para evitar a crise climática. O mandatário lembrou o potencial brasileiro para produção de energia limpa de fontes solar, eólica e hídrica, e que a formação de um mercado internacional de biocombustíveis eventualmente poderá abrir caminho para viabilizar a descarbonização da economia.

“Nossos países também possuem importantes reservas de minerais críticos, que desempenham um papel estratégico na transição para economias de baixo carbono. A cooperação entre os países detentores desses recursos minerais será vital para conseguir agregar valor em nossos próprios territórios e evitar investidas neoextrativistas”, explicou.

Lula também lembrou que Egito e Brasil recentemente sediaram as duas últimas Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP) e que em breve será a vez da Etiópia. “Compartilhamos a responsabilidade de cuidar das duas maiores florestas tropicais do mundo: a Amazônia e a Floresta Tropical do Congo. Trabalhamos juntos”, garantiu.

*Opera Mundi


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Política

Bem-vindos, voltamos a 2015/2016

Assim como aconteceu em 2015/2016, se o governo não agir urgentemente, será outra vez engolfado por uma farsa monstruosa da Globo e mídia hegemônica em consórcio com a oposição, com o empresariado, o agronegócio, militares e setores da PF e do judiciário, inclusive do STF.

Naquela crítica conjuntura pré e trans-golpe contra Dilma, ninguém acreditava que o governo e o PT seriam arrastados no escândalo batizado pela Globo como “Petrolão”, pelo simples fato de que os envolvidos em atos criminosos e de corrupção eram dirigentes da Petrobrás vinculados ao PP, MDB e outros partidos da centro-direita e direita.

E também ninguém acreditava que as fábulas inventadas pela Globo do pedalinho de lata do sítio de Atibaia e do triplex na praia de Guarujá seriam validadas pelo juiz-ladrão Sérgio Moro como acusações criminais minimamente aceitáveis.

No entanto, por trás da inocência [ou da boa-fé, da ingenuidade, da paralisia, ou da catatonia] do governo, aquele processo conduzido pela gangue de Curitiba e incensado pelos grupos de mídia tinha o claríssimo propósito de derrubar Dilma, criminalizar o PT e impedir Lula de concorrer e vencer a eleição de 2018.

Na época, a reação do governo, da sua base parlamentar e social, assim como do PT foi, para dizer o mínimo, tíbia e catatônica. Episódio que resume bem esse sentimento foi a paralisia diante da ordem ilegal e absurda do ministro do STF Gilmar Mendes proibindo Lula de assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma.

Não houve uma reação à altura daquela violência política e institucional que, acontecesse numa democracia funcional, derrubaria não o governo, mas o juiz da Suprema Corte autor de tamanha brutalidade inconstitucional.

Neste momento, faltando pouco mais de seis meses para a eleição de outubro, estamos vendo acontecer exatamente a mesma coisa. E, nesta farsa repetida como tragédia, assistimos o governo tímido, sem agir energicamente para deter os abusos e conter a farsa que avança perigosamente.

Há uma orquestração explícita que envolve agentes do Estado, mídia e atores da política para envolver Lula e o governo no escândalo do INSS e, principalmente, no desfalque bilionário do Banco Master.

A Globo assumiu a liderança dessa narrativa, inclusive com a produção de elementos gráficos de grande valor simbólico, como os powerpoints da época da Lava Jato.

Fez isso no programa Estúdio i da Globo News de 6 de março, com uma peça intitulada “ACESSOS E CONEXÕES DE DANIEL VORCARO” [caixa alta no original] ilustrada com uma fotografia do Lula em primeiríssimo lugar no organograma.

E repetiu a dose de canalhice no programa desta 6ª feira, 20 de março, com o powerpoint “CONEXÕES DE DANIEL VORCARO”.

Esta peça criminosa, apresentada e comentada em detalhes através do texto lido pela jornalista Andreia Sadi inclui Lula, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski –todos que não têm absolutamente nada a ver com a roubalheira do Master–, e também Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que interrompeu o crime e mandou liquidar o Master.

Incrivelmente, contudo, o powerpoint da Globo News não incluiu Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes da Faria Lima, Roberto Campos Neto, que permitiu a expansão do esquema e foi conivente com crimes, e pasme, não incluiu a própria Globo, que foi financiada por Vorcaro em evento em Nova Iorque, afora outros patrocínios e mimos que pode ter recebido do esquema mafioso.

Voltamos a 2015/2016. Sabemos que se não houver uma reação política e institucional contundente em relação à PF, ao judiciário e à mídia, o governo será fagocitado pela espiral conspirativa e verá a reeleição do presidente Lula escorrer líquida por entre os dedos da mão.

*Do blog de Jeferson Miola


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Política

Globo, Vorcaro e Banco Master, tudo a ver

O comentarismo da GloboNews anda tentando, aravés de muita fisioterapia, tirar a calça pela cabeça, sob a coordenação motora dos Marinho.

Um de cada dez fatos ligando explicitamente a direita a Vorcaro e ao Master, incluindo a Globo, como foi fartamente denunciado pela imprensa independente, mostra uma faixa elástica de extrema resistência entre Vorcaro e o Grupo Globo, incluindo o jornal Valor Econômico e os rapapés de Vorcaro em evento oficial do império Globo em Nova York, patrocinado pelo próprio Vorcaro.

Isso é uma tentativa de reabilitação da imagem de Bolsonaro que, junto com Tarcísio de Freitas, bolsonarista, recebeu de Vorcaro direto em suas contas o valor de R$ 5 milhões, oriundos do mar de lama que envolve o sistema financeiro e o Banco Master de Vorcaro.

Não há resistência possível da Globo que sustente narrativas enviesadas e coordenadas para dar a amplitude ao esquema e enfiar Lula e o PT nessa possilga.

O mecanismo da Globo, nesse caso, projetado para prevenção e tonificação da própria imagem, é progressivo, usando várias cores e níveis crescentrs de manipulação.

Os exercícios contorsionistas variam de acordo com o comentarista da GloboNews que, através de frases de efeito, realiza uma borracha termoplástica na língua na tentativa de t5ransformar a seco o produto da corrupção, envolvendo a direita, sobretudo a bolsonarista e o Master em uma indeterminada, manipulada, mal-ajambrada inclusão de Lula num elo inexixtente entre a esquerda e Vorcaro.

Ou seja, dependendo do seu uso, na boca dos boquirrotos da Globo, o dano político tem que ser focado na reeleição de Lula, a partir de uma cirúrgica projeção perespiritual com sistema próprio que retorne para o governo Lula aquilo que o governo escancarou e que chapiscou na Globo.

O importante é que o telespectador compre, mesmo que de leve, uma versão absolutamente absurda, malandra, mas principalmente criminosa para que a punição oas culpados de toda a roubalheira de Vorcaro, produza efeitos adversos contra quem denunciou o esquema.

É o bandido tentando prender o juiz, o delegado, o policial para livrar a própria cara.

Assim é fácil.


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Política

Lula sobre Banco Master: ‘É ovo da serpente do Bolsonaro e Roberto Campos’

Presidente afirma que adversários políticos tentam responsabilizar o PT pelo prejuízo decorrente da liquidação do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele atribuiu a origem do problema a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil.

Durante evento político nesta sexta (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso é resultado de decisões passadas.

“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.

Esse montante citado por Lula se refere ao desembolso de R$ 51,8 bilhões feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao amparar clientes do Master. Lula também responsabilizou Campos Neto pela autorização da transferência do controle do Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, surgindo assim o Master. “No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em dezembro de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.

Investigações sobre Banco Master em múltiplas frentes
O caso do Banco Master está sendo analisado por diferentes linhas de investigação. Entre elas, estão a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento, envolvimentos de políticos e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.


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