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Irã ataca Estado-Maior e Ministério da Defesa de Israel em Tel Aviv

Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que mísseis burlaram defesas e 17ª onda da Operação ‘Verdadeira Promessa 4’ atingiu alvos de alta sensibilidade israelense

Como parte da 17ª onda da Operação “Verdadeira Promessa 4”, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou na terça-feira (03/03) que seus projéteis conseguiram burlar os sistemas de defesa aérea da ocupação israelense, atingindo alvos de alta sensibilidade militar e política.

Segundo um comunicado oficial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques de precisão tiveram como alvo o Estado-Maior do Exército Israelense e o Ministério da Defesa, localizados no complexo de Hakiria, em Tel Aviv. Também foram relatados impactos precisos em infraestruturas em Bnei Brak e em alvos militares posicionados em Petah Tikva (nordeste de Tel Aviv) e na Galileia Ocidental.

O comando militar iraniano enfatizou que a “baixa eficiência” dos sistemas de defesa antimísseis da ocupação era evidente, permitindo que as munições penetrassem profundamente no território controlado pelo regime sionista. “As colunas de fumaça que se elevam do centro da entidade constituem prova viva da força dos ataques”, dizia o comunicado.

Relatórios de inteligência e monitoramento de campo da Guarda Revolucionária Islâmica revelaram que, após quatro dias de intensos combates, as baixas israelenses e norte-americanas somam mais de 680 militares, entre mortos e feridos.

Entretanto, o Corpo da Guarda Revolucionária anunciou a entrada de suas forças terrestres no teatro de operações para confrontar a agressão conjunta dos “Estados Unidos agressores e da entidade sionista criminosa”.

Em uma ação regional simultânea e de grande alcance, o Irã lançou dezenas de drones de ataque contra a base dos EUA em Erbil, no norte do Iraque, onde também foram destruídos enclaves de grupos separatistas curdos iraquianos que planejavam se infiltrar na fronteira iraniana.

A ofensiva também se estendeu ao Kuwait, onde as forças iranianas confirmaram sucessivos ataques com drones contra as bases militares estadunidenses de Ali Al-Salem e Arifjan.

Esses ataques ocorrem após quatro dias de hostilidades iniciadas pelo eixo Washington-Tel Aviv, que resultaram em centenas de mártires em território iraniano, incluindo figuras de alto escalão da Revolução e da República Islâmica, como o aiatolá Ali Khamenei.

Por meio da Operação “True Promise 4”, o Corpo da Guarda Revolucionária reafirmou seu compromisso de continuar operações deliberadas até que a infraestrutura militar da “entidade de ocupação” seja minada e a segurança regional seja garantida contra potências estrangeiras.

Em resposta ao que as autoridades iranianas descrevem como uma política de cerco e assassinatos seletivos por parte da entidade sionista e seu principal aliado, Washington, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou uma contraofensiva multidimensional.

Essa contraofensiva busca não apenas punir centros de poder militar em Tel Aviv, como o Ministério da Guerra e o Estado-Maior, mas também neutralizar a infraestrutura militar dos EUA em países como Iraque e Kuwait, de onde são coordenados os ataques contra o eixo da resistência no Oriente Médio.

*Opera Mundi


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Líderes mundiais se preparam para as consequências de uma guerra que se alastra rapidamente

Em março de 2026, líderes globais estão em alerta máximo e se preparando para as consequências de uma rápida escalada de conflitos, com foco no Oriente Médio e na Europa. A situação é caracterizada como uma “guerra que se alastra”, com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, além de tensões contínuas na Europa envolvendo a Rússia.

Principais Focos de Conflito e Consequências (Atualizado março 2026)
Conflito EUA/Israel x Irã: A partir de 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, visando instalações de mísseis e o alto comando, resultando na morte de líderes importantes. O Irã respondeu atacando bases americanas em vários países do Golfo (Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes).

Ameaça Regional: A escalada no Oriente Médio coloca o mundo em alerta, com temores de um conflito maior, potencial engajamento de China e Rússia e, consequentemente, uma “3ª Guerra Mundial”, de acordo com o New Yor Times.

Europa e OTAN: A Europa teme a expansão russa e tem se preparado para uma guerra, com simulações de sobrevivência e aumento de gastos em defesa. Incidentes híbridos, como drones russos testando defesas da OTAN e cortes de cabos submarinos, sinalizam uma escalada.

Impacto Econômico Global: A guerra no Irã gera forte volatilidade nos mercados, com alta do petróleo e busca por ativos de refúgio, como o ouro.

Preparativos e Reações Globais:
Divisão Europeia: Há divisões na Europa sobre os ataques dos EUA/Israel, com a Espanha rejeitando o uso de suas bases e a UE pedindo desescalada.

Segurança no Oriente Médio: Países do Golfo estão em alerta máximo com o fechamento de espaços aéreos e aumento da prontidão militar.

Ações de Defesa: O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a implantação de sistemas antimísseis e antidrones para proteger bases na região, citando acordos de defesa.

Líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU em 2026 destacaram que as crises em Gaza, Ucrânia e Irã têm perspectivas de se estenderem, tornando 2026 um dos anos mais críticos de uma geração.


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Economia Mundo

Mercados caem e preços do petróleo disparam enquanto EUA alertam para guerra prolongada

Investidores buscam reduzir riscos após o ataque dos EUA e de Israel ao país persa, que gerou volatilidade global e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz

As Bolsas ao redor do planeta operavam em queda expressiva nesta terça-feira (3), pressionadas pela alta da cotação do petróleo no quarto dia de guerra no Oriente Médio, o que alimenta os temores de uma inflação generalizada.

Os mercados de energia sofreram na segunda-feira um choque global, com uma disparada dos preços do petróleo e do gás, já que a guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos.

O Estreito de Ormuz, uma área pela qual transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial, está fechado, de fato, ao tráfego: as principais empresas marítimas suspenderam os deslocamentos na região devido à explosão do valor dos seguros.

No atual contexto, os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira. Às 9h15 GMT (6h15 de Brasília), a cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 5,45%, a 81,98 dólares (425 reais) por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 5,32%, a 75,02 dólares (389 reais).

De acordo com a Istoé, a cotação do gás também era afetada nesta terça-feira, com o contrato futuro do TTF neerlandês, considerado a referência do gás natural na Europa, em alta de 22,50%, a 54,52 euros (328 reais).

Os preços europeus do gás natural dispararam depois que a empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, anunciou a interrupção da produção de gás natural liquefeito (GNL) devido aos ataques iranianos contra as instalações de duas unidades de processamento.

Uma das maiores refinarias da Arábia Saudita também precisou interromper parte das suas operações.

Todas as atenções continuam voltadas para o estratégico Estreito de Ormuz, que separa o Irã da península Arábica e dá acesso ao Golfo.

Na abertura do mercado de petróleo na segunda-feira, o Brent subiu mais de 13%. “Apesar de significativo, o movimento continua inferior às variações extremas observadas durante a crise financeira global (de 2008), às turbulências relacionadas à covid-19 e, inclusive, a certos acontecimentos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia”, relativiza Jim Reid, economista do Deutsche Bank.

Queda nas Bolsas 

As Bolsas operam em baixa. Às 9h05 GMT (6h05 de Brasília), Paris perdia 2,15%, Frankfurt 2,78%, Londres 2,02%, Milão 3,21% e Madri 3,56%. Na segunda-feira, os principais mercados europeus registraram queda média de 2%.

Na Ásia, a Bolsa de Seul, que retomou as operações após o feriado de segunda-feira, o índice Kospi fechou em queda de 7,24%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 3,06%, enquanto a Bolsa de Hong Kong perdeu 1,23%.


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China apoia Irã em direito à defesa e exige que EUA e Israel cessem ataques

Durante conversa com homólogo iraniano Abbas Araghchi, chanceler chinês Wang Yi defendeu soberania, integridade territorial e dignidade nacional de Teerã

O governo chinês condenou energicamente, nesta segunda-feira (02/03), os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, no cargo desde 1989, além de altos comandantes militares do país. Entre os mortos estão o chefe do Estado-maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour.

Em conversa por telefone, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao chanceler iraniano Abbas Araghchi, que o país apoia o Irã em seu direito à defesa e afirmou que pressiona Estados Unidos e Israel para que cessem imediatamente os ataques.

Wang Yi reiterou o apoio da China à soberania, integridade territorial e dignidade nacional do Irã, reforçando a amizade tradicional entre os dois países e destacando a necessidade de proteger os direitos e interesses legítimos do Irã.

O chanceler chinês enfatizou ainda que a China instou publicamente EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, evitando assim uma escalada que poderia desestabilizar todo o Oriente Médio. Wang Yi demonstrou confiança de que o Irã, mesmo diante da situação grave e complexa, manterá a estabilidade interna, protegerá seus cidadãos e salvaguardará instituições estrangeiras presentes no país, incluindo as chinesas.

Durante a conversa, Araghchi destacou a situação crítica enfrentada pelo Irã, relatando que os Estados Unidos lançaram ataques militares contra o país durante negociações em curso, violando o direito internacional e desrespeitando as linhas vermelhas de Teerã. Ele ressaltou que, apesar de avanços positivos nas negociações, a agressão estadunidense obriga o Irã a defender sua soberania com todas as forças, em defesa da integridade e da segurança da nação.

Araghchi garantiu que o Irã está comprometido em assegurar a proteção do pessoal e das instituições chinesas, reafirmando o papel do país como ator respo

Durante o diálogo, os chanceleres também destacaram a necessidade de retomar o diálogo diplomático entre as partes envolvidas, reforçaram a coordenação regional para reduzir tensões e sublinharam o papel da China como mediadora imparcial e construtiva, contribuindo para prevenir uma escalada militar e humanitária na região e preservar a paz.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a prioridade imediata é cessar as operações militares e evitar que o conflito se espalhe para outros países vizinhos. “É preciso fomentar que os problemas se resolvam por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de manter a paz e a estabilidade na região e no mundo”, declarou Mao.

Ela denunciou que os ataques de EUA e Israel foram realizados sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, violando o direito internacional e ameaçando a segurança de toda a região. “A China insta todas as partes a interromper as ações militares e a prevenir que o conflito se estenda ainda mais. A diplomacia é a única via para superar a crise e manter a segurança regional.”

Mao  Ning destacou ainda a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados do Golfo. Além disso, a porta-voz valorizou a reunião especial dos ministros de Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), ressaltando que o diálogo e a diplomacia são a única forma de superar a crise atual e garantir a segurança regional.

Entre os episódios mais chocantes, um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, matando dezenas de estudantes e funcionários e deixando centenas de feridos. Autoridades iranianas estimam que ao menos 165 pessoas morreram, a maioria meninas, e cerca de 96 ficaram feridas.

Sobre a morte do líder supremo, Mao destacou que se trata de uma grave violação da soberania do Irã e dos princípios da ONU. “Os ataques pisoteiam os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais. A China se opõe firmemente e condena energicamente esses atos.”

*Opera Mundi


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Embaixada dos EUA na Arábia Saudita é incendiada após ataque com drones do Irã

Explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel. Questionado sobre retaliação, Trump disse: ‘Vocês vão ver’.

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na terça-feira (3, noite de segunda em Brasília). O local estava vazio, e não houve mortos ou feridos, disse a representação americana.

“Um incêndio foi deflagrado na embaixada dos EUA na capital saudita, Riad, após uma explosão”, disse a Reuters
“Ouvi duas explosões seguidas de fumaça subindo sobre o bairro”, disse um morador da região à AFP. A agência diz ter confirmado a informação com quatro testemunhas na zona oeste de Riad, onde se concentram as embaixadas.

Questionado por um repórter sobre se haverá retaliação ao ataque à embaixada e aos seis militares mortos desde o início da guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu: “Vocês vão ver”.

A Embaixada dos EUA na Arábia Saudita emitiram um aviso para que cidadãos americanos no país busquem abrigo imediatamente.

As explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel.

Diversos drones Shahed têm sido lançados por Teerã contra alvos no Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, entre outros países da região — muitos deles em direção a bases americanas.

Nesta segunda, um drone iraniano atingiu uma refinaria da Saudi Aramco, a empresa de petróleo saudita, em Ras Tanura, a 438 km de Riad, resultando em grande destruição.

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

*G1


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Irã promete incendiar navios no Estreito de Ormuz; militares dos EUA mortos são 6

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo

Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está fechado e alertou que qualquer embarcação que tentar passar será atacada, segundo a mídia estatal iraniana.

“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante-em-chefe da força paramilitar.

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo, por onde passam cerca de 20% do fornecimento global de petróleo.

Qualquer interrupção nessa rota provavelmente fará com que os preços do petróleo bruto subam acentuadamente e aumentará os temores de uma escalada regional.

Número de militares americanos mortos chega a seis
Na rede social X, a Central de Comando das Forças Armadas dos EUA informou nesta segunda-feira (2) que pelo menos seis militares americanos morreram em combate após os Estados Unidos e Israel iniciarem os bombardeios ao Irã no sábado, informou o Exército. Até um dia antes, a informação era de quatro militares mortos.

“As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região”, afirmou o Comando Central dos EUA em um comunicado.

“As principais operações de combate continuam. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.”

*BdF


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Irã afirma ter bombardeado gabinete de Netanyahu, diz agência

Segundo agência, o ataque teria sido coordenado pela Guarda Revolucionária

O governo iraniano teria atacado o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na manhã desta segunda-feira (2). A notícia é da agência AFP. O governo israelense ainda não confirmou.

O ataque teria sido coordenado pela Guarda Revolucionária do Irã, que também afirma ter alvejado o quartel-general da Força Aérea de Israel com uma série de mísseis.

“O gabinete do criminoso primeiro-ministro do regime sionista e o quartel-general do comandante da força aérea do regime foram alvo”, disse a Guarda Revolucionária do Irã, em comunicado divulgado pela agência Fars.

Essa notícia está em atualização.

*BdF


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Brasil manifesta ‘profunda preocupação’ com escalada de conflito no Oriente Médio

Sem mencionar EUA e Israel, governo brasileiro condenou violações à soberania e expressou solidariedade a países da região

Diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro manifestou, em comunicado divulgado na noite de sábado (28/02), “profunda preocupação”. O Brasil reafirmou que o diálogo e a negociação diplomática “constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura” e reforçou o papel das Nações Unidas na prevenção e na resolução de conflitos.

O Brasil também fez um apelo à interrupção de ações militares ofensivas e instou todas as partes a respeitar o direito internacional.

O país “condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis”, diz a nota.

O governo se solidarizou com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia, atacados pelo Irã em 28 de fevereiro.

“Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa ainda solidariedade às famílias das vítimas. Enfatiza, a propósito, a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o direito internacional humanitário”.

“O governo brasileiro manifesta profunda preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo, que representa grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance.

Ao fazer apelo à interrupção de ações militares ofensivas, o Brasil insta todas as partes a respeitar o direito internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis. Recordando que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, é medida excepcional e sujeita à proporcionalidade e ao nexo causal com o ataque armado, o Brasil se solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia – objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro.

Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa ainda solidariedade às famílias das vítimas. Enfatiza, a propósito, a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o direito internacional humanitário.

O Brasil reafirma que o diálogo e a negociação diplomática constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura, cabendo às Nações Unidas papel central na prevenção e na resolução de conflitos, nos termos da Carta de São Francisco.

*Opera Mundi


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Irã ataca Israel e países do golfo, 3 soldados americanos morreram

A situação no Oriente Médio escalou drasticamente entre ontem e hoje (1º de março de 2026). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de 3 soldados americanos e ferimentos graves em outros cinco durante a Operação Epic Fury, uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os soldados americanos morreram após um ataque iraniano contra o Camp Arifjan, no Kuwait. Esta é a primeira confirmação de baixas fatais dos EUA desde que o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã no sábado.

Ataques aos Países do Golfo: Em retaliação aos bombardeios em seu território, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra bases e centros civis em países que abrigam forças americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), Catar (Doha), Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Impacto em Israel: Mísseis iranianos atingiram áreas residenciais próximas a Jerusalém e Tel Aviv, resultando em pelo menos 9 mortes confirmadas no lado israelense até o momento.

Situação no Irã: A ofensiva EUA-Israel matou o Líder Supremo Ali Khamenei e outros oficiais de alto escalão, além de causar mais de 200 mortes em Teerã e outras cidades.

A escalada levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região e à suspensão de voos internacionais nos principais hubs do Golfo.


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Para analistas, assassinato de aiatolá Khamenei é golpe ao multilateralismo: ‘Ditadura militar global dos Estados Unidos’

Mudança de regime é sonho antigo dos EUA, que violam leis internacionais e ignoram a ONU

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que causaram a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, é um duro golpe ao direito internacional e, em especial, ao multilateralismo global. A opinião é de analistas políticos a respeito do conflito, que entrou em seu segundo dia neste domingo (1º).

“Em termos da geopolítica internacional creio que é um revés ao eixo multipolar anti-americano liderado por China, Rússia e Irã e Venezuela, Cuba e Coreia do Norte”, disse ao Brasil de Fato Mohammed Nadir, do Observatório de Política Externa do Brasil (Opeb).

Os ataques de sábado, na opinião do professor, economista e escritor Elias Jabbour, representam “a consolidação de uma ditadura militar global por parte dos Estados Unidos”. “Eles mostram ao mundo que são o único país capaz de intervir em todos os lugares”, avalia.

Para Jabbour, estes ataques são também uma “tentativa de colocar o Brics em xeque”. “E mais: ao atacar o Irã e tentar desmoralizar seu governo, ao assassinar seu líder, tentam implodir a iniciativa Cinturão e Rota [também conhecida como Nova Rota da Seda] a partir do Irã, que é uma das regiões mais estratégicas para essa iniciativa.”

“Temos que pensar o conceito de multipolaridade neste momento porque o mundo está de cabeça para baixo e os americanos mostram uma capacidade muito grande de intervir mundo a fora”, diz Jabbour.

Violação da Carta da ONU
O analista Julian Borger, do jornal britânico The Guardian, por sua vez, afirma que “o presidente dos Estados Unidos viola a Carta da ONU poucos dias após assumir o Conselho de Paz e opta por correr o maior risco de sua administração”.

“A primeira guerra da era do Conselho de Paz de Donald Trump começou – uma tentativa não provocada de mudança de regime em colaboração com Israel, sem qualquer fundamento legal, lançada em meio a esforços diplomáticos para evitar o conflito e com consulta mínima ao Congresso ou ao público americano”, escreveu.

O Conselho de Paz foi apresentado ao Conselho de Segurança da ONU em novembro como caminho para acabar com o massacre em Gaza. “Mas já era evidente, muito antes dos primeiros mísseis serem disparados contra o Irã, que se tratava de uma manobra enganosa. A ONU pensou estar comprando uma coisa, mas recebeu algo bem diferente: um órgão rival ao Conselho de Segurança, porém sob a direção de Trump”, analisa Borger.

O especialista britânico ressalta que, “ao longo desse meio século, o Irã provavelmente nunca representou uma ameaça tão pequena quanto agora, enfraquecido tanto pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em junho passado, que degradou suas defesas, quanto por décadas de sanções combinadas com a migração econômica, que levou a protestos em massa nas ruas”.

O correspondente do jornal em Washington, Robert Tait, afirma que derrubar o governo da República Islâmica do Irã é sonho antigo da Casa Branca, desde a revolução de 1979, que fez 52 reféns estadunidenses, detidos por mais de ano.

“A tomada da embaixada dos EUA em Teerã por revolucionários islâmicos em novembro de 1979 trouxe aos Estados Unidos uma humilhação no cenário mundial comparável à derrota no Vietnã”, aponta Tait.

Como fica o Irã sem Khamenei?
Analistas se debruçam neste domingo sobre o cenário iraniano após a confirmação do assassinato do líder do país. “O assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel, representou um dos golpes mais significativos para a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979, desencadeando protestos por parte de seus apoiadores”, disse o analista Mohammed Mansour à Al Jazeera.

“Fontes internas, especialistas militares e sociólogos políticos sugerem que a decapitação da cúpula do Irã pode não ocorrer da forma prevista pelo Ocidente. Em vez disso, corre o risco de dar origem a um Estado paranoico e militarizado, lutando por sua sobrevivência, sem mais limites políticos a serem ultrapassados.”

À reportagem, Mohammed Nadir disse concordar que o assassinato foi um “duro golpe à elite clerical iraniana”.

“Seguramente vai ter consequências no futuro do Irã. Ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro, mas é bem possível que haja alguma negociação no sentido de mudar o regime sem mexer muito no Estado profundo iraniano, mas com algumas concessões, tais como a neutralização do projeto nuclear iraniano, o sistema de mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo de resistência no Oriente Médio”, avalia.

Ele acredita que pode haver uma oportunidade para o surgimento de uma ala reformadora no Irã, que certamente já existe no país. “[Uma ala] que seja capaz de alinhar o Irã aos EUA, abrindo mão do projeto nuclear, mas tendo apenas uma energia nuclear civil com controle internacional.”

A analista Lyse Doucet, da BBC, afirmou que “estes são momentos cruciais na turbulenta história da República Islâmica do Irã, mas seus clérigos e comandantes mais poderosos já vinham se preparando para isso”.

“Somente na primeira noite, na primeira onda de ataques [em junho de 2025], Israel conseguiu assassinar nove cientistas nucleares e vários chefes de segurança. E, nos dias seguintes, mais cientistas de alto escalão e pelo menos 30 comandantes importantes foram mortos. Ficou claro que o aiatolá também poderia estar na mira deles.”

Para Doucet, “independentemente de quem emergir, o objetivo primordial permanecerá o mesmo: a sobrevivência de uma ordem que mantém o clero e suas poderosas forças de segurança no poder”.

*BdF


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