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Israel e EUA usam comida como isca para acelerar genocídio em Gaza, denuncia jurista

Para professor da FGV, resposta do mundo é lenta e insuficiente

O jurista e professor de Direito na Fundação Getulio Vargas (FGV) Salem Nasser criticou duramente a atuação de uma organização paramilitar que estaria controlando o acesso à ajuda humanitária à população palestina de Gaza, com apoio dos governos de Israel e dos Estados Unidos. Segundo ele, essa ONG criada recentemente estaria tomando alimentos e suprimentos arrecadados por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de uma “política concentrada em produzir esse resultado, que é expulsar o máximo de palestinos e matar os que não quiserem sair”.

“São cenas cotidianas desse enorme crime que está sendo cometido dia após dia. Hoje, a população de Gaza estaria concentrada em cerca de 20% do território por conta da promessa de ajuda humanitária, de comida. As pessoas estão com fome. Eles estão usando a ajuda humanitária para facilitar o cometimento do crime, usando a comida para facilitar o que eles querem cumprir como objetivo final. As pessoas estão sendo bombardeadas enquanto procuram comida. É um toque de crueldade a mais”, analisa, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O professor afirma que não há dúvidas de que, do ponto de vista do direito internacional, de que Israel está cometendo genocídio contra a população palestina de Gaza. “O mundo está permitindo não só a morte de crianças, mas os que são considerados os piores crimes na história da humanidade acontecerem nesses dias”, denuncia.

Mundo responde tarde demais
Representantes de 20 países estiveram em uma reunião presidida pelo Brasil neste domingo (25) em Madri, capital da Espanha, para discutir a criação do Estado da Palestina. O professor lembra que mais de 150 países já reconhecem a Palestina, inclusive o Brasil desde 2010, mas que o veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança impede a entrada como estado-membro da organização internacional.

Nasser destaca, no entanto, que os debates diplomáticos atuais são tardios e insuficientes diante da gravidade do que ocorre em Gaza. “A resposta do mundo é muito devagar. […] Enquanto eles discutem, Israel continua a fazer o que está fazendo”, diz. Para ele, só medidas concretas como sanções ou rompimento de relações diplomáticas dariam um sinal efetivo. “Não adianta ficar dando tempo para Israel cometer o seu genocídio.”

‘Não há caminho de volta’
Questionado sobre a declaração de Israel de que matou Mohammed Sinuar, líder do Hamas, Salem Nasser minimizou o impacto da ação. Para ele, o movimento já computou a perda simbólica de seus principais nomes e continua com sua base inspirada em resistência. “Eles não têm um caminho de volta. Para eles, só tem a opção de resistir ou morrer resistindo”, afirmou, destacando que muitos palestinos veem a morte na luta como uma forma de martírio.

*BdF

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Brasil Mundo

Chico Buarque e outras figuras públicas criam petição pedindo a Lula o rompimento com Israel

No domingo, 25, Lula voltou a chamar a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza de ‘genocídio’ e ‘vingança’, após ataque aéreo matar 9 filhos da médica palestina Alaa Al-Naijar.

Nesta quarta-feira, 28, artistas, lideranças políticas e representantes de movimentos sociais assinaram uma carta aberta dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitando que o Brasil encerre suas relações diplomáticas e comerciais com Israel.

O texto justifica o apelo com base no ‘genocídio em Gaza‘.

Além de Chico Buarque, a carta é assinada por Chico Diaz, Manuela D’Ávila, Giovanna Nader, Gregorio Duvivier, Vladimir Safatle, Emir Sader e Paulo Sérgio Pinheiro.

O documento destaca que, nos últimos meses, tem havido uma escalada na violência exercida pelo Estado sionista de Israel contra a população civil palestina.

Além disso, a carta menciona o ‘bloqueio desumano e cruel’ que coloca em risco a vida de 2,3 milhões de pessoas em Gaza — incluindo 14 mil bebês em iminente perigo de morte — como uma das razões para exigir medidas contra Israel.

israel

Movimentos sociais pedem que Lula rompa com Israel
No domingo, 25, o presidente Lula voltou a classificar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza como ‘genocídio’ e ‘vingança’, após um ataque aéreo matar nove filhos da médica palestina Alaa Al-Naijar.

Em fevereiro de 2024, em meio às tensões diplomáticas, Netanyahu declarou Lula ‘persona non grata’ após o presidente comparar as ações de Israel em Gaza ao Holocausto nazista.

A petição destaca que o Brasil continua exportando petróleo ao governo de Benjamin Netanyahu e mantém negociações comerciais envolvendo a compra e venda de equipamentos militares com Israel e suas empresas.

O documento também recebeu o apoio de movimentos sociais, sindicatos, parlamentares estaduais e federais, vereadores e organizações da comunidade árabe.

Entre os signatários estão Guilherme Boulos, Luiza Erundina e Sâmia Bomfim, todos do PSOL-SP, além de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Associação Islâmica de São Paulo.

No texto, os autores afirmam: ‘É hora de nosso país dar o exemplo no cumprimento do direito internacional. […] É indispensável que o Brasil se una às nações que já impuseram sanções ao regime israelense”.

*ICL

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Mercenários abrem fogo contra palestinos famintos colocados em jaulas para receber “comida”

Mecernários contratados por “israel” e Estados Unidos para distribuir “comida” (ração) abrem fogo contra palestinos famintos em Gaza.

O primeiro dia de distribuição de ração para palestinos famintos pela empresa fantasma Gaza Humanitarian Foundation terminou com palestinos fuzilados por mercenários e soldados israelenses.

O centro de distribuição de “ajuda humanitária” recém-criado, apoiado pelos EUA em Rafah, desabou na terça-feira depois que palestinos — famintos e esperando por horas sob o sol — correram para o local em busca de comida.

Fontes indicam que tanto empresas de segurança privada dos EUA quanto forças israelenses dispararam “tiros de advertência” contra palestinos.

Fotos divulgadas hoje mostram palestinos amontoados em cercados de metal onde foram mantidos por horas sob intenso calor, sem um sistema claro de distribuição de alimentos.

O centro de ajuda é um dos dois inaugurados na terça-feira sob um controverso mecanismo EUA-“israel” que ignora as agências da ONU e denunciado por organizações humanitários como tática para limpeza étnica de Gaza.

O que sabemos: — Uma fonte de “segurança” descreveu a cena à imprensa israelense como uma “turba de Gaza” que entrou em uma “área estéril”, dizendo que as forças americanas recuaram e atiraram para o ar, alegando que “nenhum bem foi saqueado”.

O Canal 12 israelense também relatou que helicópteros do exército israelense abriram fogo e que funcionários da empresa americana fugiram depois que a multidão “atacou o equipamento humanitário”.

A superlotação e a falta de organização levaram a cenas de desespero, disseram palestinos, descrevendo o local como uma jaula sob controle armado.

A maioria percorreu pelo menos 15 quilômetros para chegar ao local, a pé ou em carroça puxada por burros. História em desenvolvimento. Veja vídeo ao lado.

*Fepal

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Trump manda suspender concessão de visto a estudantes estrangeiros

Um comunicado interno foi enviado a todos os consulados dos EUA orientando que não sejam realizadas entrevistas com os candidatos.

O governo de Donald Trump ordenou a todos os consulados dos Estados Unidos no mundo que interrompam a concessão de vistos de estudantes. A informação foi publicada pela agência Reuters nesta terça-feira (27).

Segundo informações da “TV Globo”, os processos estão suspensos e a Embaixada dos EUA no Brasil já começou a orientar estudantes a procurarem os consulados. O governo dos Estados Unidos ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão.

De acordo com o site “Politico”, uma fonte da diplomacia americana afirmou que Washington também está considerando passar a analisar as redes sociais de todos os solicitantes desse tipo de visto, necessário para quem pretende fazer qualquer curso nos Estados Unidos.

Como a nova diretriz ainda está em análise, o Departamento de Estado determinou a suspensão temporária do processo de emissão novos vistos. Um comunicado interno foi enviado a todos os consulados dos EUA orientando que não sejam realizadas entrevistas com os candidatos. As entrevistas são o segundo e último passo que os requerentes de vistos de estudos nos EUA têm de passar para conseguir o documento.

Trump e as universidades
Recentemente, o governo dos EUA proibiu a Universidade Harvard de ter alunos estrangeiros, na maior escalada entre Washington e a universidade, que vem se negando a adotar medidas exigidas pela gestão Trump. A proibição afetaria cerca de 7.000 estudantes estrangeiros.

A decisão foi derrubada pelo Tribunal Federal de Boston. Na ação judicial, Harvard afirmou que a medida do governo poderia provocar “efeitos devastadores” sobre a vida dos estudantes internacionais, que dependem do visto para permanecer legalmente no país.

A universidade também classificou a decisão como uma “violação flagrante” da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de outras leis federais. Com ICL.

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E no mundo vai se criando um clima de revolta contra o Estado de Israel

A Alemanha ameaça tomar ‘medidas’ contra Israel por causa de Gaza, aumentando críticas à guerra.

Ações israelenses em Gaza são “incompreensíveis”, diz Merz da Alemanha, enquanto chefe da UE critica ataques “abomináveis” contra instalações civis na Faixa durante ligação com o rei Abdullah II da Jordânia.

Relatório: ligação telefônica entre Netanyahu e Trump sobre o Irã foi marcada por desentendimentos acalorados.

Essas são informações extraídas da imprensa de Israel.

O clima internacional contra Israel está, de fato, se intensificando, com aliados tradicionais como Alemanha e Reino Unido adotando posturas mais críticas à crise humanitária em Gaza e devido à percepção de exibição do direito internacional.

A ameaça de sanções e a pressão jurídica, como a carta de juristas britânicos e os mandados do TPI, sinalizam um isolamento diplomático crescente.

No entanto, a dependência de Israel do apoio militar dos EUA e da Alemanha, combinada com a cautela de líderes como Scholz, sugere que medidas concretas podem ser limitadas, mas não deixam de acusar que uma temperatura mundial, sobretudo dos povos, contra Israel aumenta a cada dia.

As perguntas com Trump indicam que, mesmo os EUA sob sua liderança, estão frustrados, mas sua abordagem pragmática pode priorizar estabilidade regional sobre avaliações diretas.

Para uma análise mais completa, seria necessário monitorar se as ameaças de “medidas concretas” se materializam em ações como avaliações econômicas ou reconhecimento da Palestina como Estado, conforme planejado por França e Reino Unido

Após se encontrar com o premiê em Jerusalém, a apoiadora de Trump, Kristi Noem, disse que seus assessores lhe disseram mais tarde que “não se lembram de uma reunião bilateral que tenha sido tão dura, franca e direta”.

Seja como for, isso pode ser um bom sinal para o mundo, mas péssimo e cada vez mais sufocante para o Estado terrorista de Israel.

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Mundo

Polícia em Israel monitora ativistas contrários ao genocídio em Gaza, segundo jornal

Segundo Haaretz, policiais foram até as casas de manifestantes horas depois de expirarem as penas de prisão domiciliar, obtidas após protestos antigovernamentais.

Três ativistas que se opõem ao massacre promovido pelo governo de Israel na Faixa de Gaza relataram terem sido surpreendidos por uma operação de policiais em suas respectivas residências, horas após o término de suas prisões domiciliares. Os relatos foram feitos ao jornal israelense Haaretz.

Os militantes pró-Palestina – incluindo Alon-Lee Green, líder do movimento de esquerda israelense Standing Together – foram presos dias antes durante um protesto perto da fronteira com Gaza. Apesar de os três terem sido liberados do regime de prisão domiciliar na quinta-feira (22/05) à meia-noite, os policiais compareceram em suas casas entre 3h e 3h30 da manhã de sexta-feira, questionando-os sobre participação em novos protestos.

De acordo com o veículo israelense, os ativistas foram questionados pela polícia se planejavam marcar presença em futuros protestos antiguerra. Segundo a defesa dos militantes, as visitas policiais têm como objetivo intimidar e dissuadir protestos antigovernamentais, embora a polícia negue ter interrogado os indivíduos.

Green descreveu ao Haaretz que os agentes bateram repetidamente em sua porta, exigindo identificação.

“Eu disse a eles que minha prisão domiciliar havia terminado à meia-noite e perguntei o que eles queriam. Eles disseram: ‘Somos nós que fazemos as perguntas’. Então eles perguntaram se eu estava planejando ir ao próximo protesto e o que eu já havia planejado. A coisa toda parecia agressiva e ameaçadora”, contou o ativista.

Hillel, outro manifestante, afirmou ter atendido a porta após receber uma chamada de um número bloqueado.

“Ela perguntou se eu estava em prisão domiciliar. Eu disse a ela que havia terminado há três horas. Então ela pediu minha identidade e depois foi embora”, relatou.

Prisões
Os manifestantes ouvidos pela reportagem do Haaretz fazem parte de um grupo de nove ativistas detidos na semana passada, durante uma marcha de Sderot até a fronteira com Gaza, onde tentaram bloquear uma estrada. Na ocasião, a polícia justificou as prisões por “agressão, interferência com um policial no exercício de suas funções, participação em uma reunião ilegal, conduta suscetível de perturbar a paz e bloqueio ou interferência em uma via pública”.

Seis dos manifestantes tiveram suas prisões prorrogadas até a quarta-feira (21/05), logo após um tribunal de Be’er Sheva liberá-los da prisão domiciliar.

Ao Haaretz, os advogados dos ativistas pró-Palestina, incluindo Gaby Lasky e Gonen Ben Yitzhak, acusaram a polícia de agir como “milícia privada” para suprimir dissidência.

“Qualquer maneira que eles tentem explicar isso não pode esconder o fato de que apenas uma força policial que se tornou uma milícia privada pode enviar policiais às 3 da manhã, sem motivo, para a casa de uma pessoa que se manifestou a favor de um acordo de reféns e contra a guerra. Isso é inaceitável e ilegal, constituindo uma tentativa de dissuadir e intimidar os civis de realizar seu direito de se manifestar contra o governo”, disse Lasky.

Por outro lado, a polícia classificou tais alegações como “falsas” e insistiu que “monitora o cumprimento de prisões domiciliares”.

*Opera Mundi

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Mundo

“vergonhoso e covarde”, diz Lula sobre o ataque de Israel que matou 9 dos 10 filhos de médica palestina

Segundo o presidente, o episódio simboliza a crueldade do genocídio em Gaza e prova que seu único objetivo é a vingança.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (25) uma nota de forte tom condenatório sobre o ataque aéreo de Israel que matou nove dos dez filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. A única criança sobrevivente e o pai, Hamdi Al-Najjar, também médico, seguem internados em estado crítico no Hospital Nasser — onde a mãe trabalhava no momento do bombardeio.

“A morte de 9 dos 10 filhos da médica palestina, Alaa Al-Najjar, como consequência de ataque aéreo do governo de Israel na faixa de Gaza no sábado (24) é mais um ato vergonhoso e covarde”, escreveu o presidente. “Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico.”

O ataque ocorreu enquanto Alaa Al-Najjar trabalhava no Hospital Nasser, onde seu marido e o filho sobrevivente estão agora internados em estado grave. O pai das crianças, Hamdi Al-Najjar, também médico, estava em casa com os filhos quando o bombardeio atingiu a residência da família. As nove crianças mortas tinham entre um e 12 anos de idade. Para Lula, o caso evidencia a dimensão humana da tragédia em curso na região. Com 247.

“Esse episódio simboliza, em todas as suas dimensões, a crueldade e desumanidade de um conflito que opõe um estado fortemente armado contra a população civil indefesa, vitimando diariamente mulheres e crianças inocentes”, criticou.

Lula, que desde o início da guerra tem adotado postura crítica à condução da ofensiva israelense em Gaza, reforçou que, em sua visão, não se trata mais de um conflito em nome da segurança nacional ou da luta contra o terrorismo. “Já não se trata de direito de defesa, combater o terrorismo ou buscar a libertação dos reféns em poder do Hamas. O que vemos em Gaza hoje é vingança”, lamentou.

“O único objetivo da atual fase desse genocídio é privar os palestinos das condições mínimas de vida com vistas a expulsá-los de seu legítimo território”, completou o presidente.

O Exército de Israel confirmou a realização de um bombardeio em Khan Younis, alegando que o alvo era uma estrutura próxima a soldados israelenses. Disse ainda que civis haviam sido retirados da área antes da operação e que está investigando as alegações de mortes de civis não envolvidos.

Diz Lula em postagem no X:

“A morte de 9 dos 10 filhos da médica palestina, Alaa Al-Najjar, como consequência de ataque aéreo do governo de Israel na faixa de Gaza no sábado (24) é mais um ato vergonhoso e covarde. Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico.

Esse episódio simboliza, em todas as suas dimensões, a crueldade e desumanidade de um conflito que opõe um estado fortemente armado contra a população civil indefesa, vitimando diariamente mulheres e crianças inocentes.

Já não se trata de direito de defesa, combater o terrorismo ou buscar a libertação dos reféns em poder do Hamas. O que vemos em Gaza hoje é vingança. O único objetivo da atual fase desse genocídio é privar os palestinos das condições mínimas de vida com vistas a expulsá-los de seu legítimo território.”

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Mundo Política

Lula será 2º brasileiro a ser homenageado por Academia Francesa em 390 anos

Fundada em 1635, instituição homenageou apenas 19 chefes de Estado. Primeiro brasileiro foi Dom Pedro II, em 1872. Lula cumprirá outras agendas na França no início de junho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá uma rara homenagem em junho, na França. Ele será o segundo brasileiro, depois de Dom Pedro II, em 1872, a ter sua importância reconhecida pela Academia Francesa, fundada em 1635 pelo Cardeal Richelieu.

A perspectiva é que a homenagem ocorra no início do próximo mês, durante visita do presidente brasileiro à França. Segundo noticiou o jornal O Globo, a iniciativa partiu do escritor Amin Maalouf, secretário Perpétuo da Academia, que tem como patrono o presidente Emmanuel Macron.

Em 690 anos de existência, apenas 19 chefes de Estado foram agraciados pela Academia, que serviu de inspiração a Machado de Assis para a criação da Academia Brasileira de Letras.

Ainda conforme noticiado, Lula será recebido como membro da instituição. Até lá, será escolhida uma palavra sobre a qual ele e demais convidados debaterão e que pode entrar para o Dicionário da Academia Francesa, com a observação de que contou com a contribuição do presidente brasileiro.

A agenda de Lula ainda está sendo fechada, mas ele deverá chegar ao país no dia 3 ou 4 de junho e será recebido por Macron. Em seguida, está previsto um jantar especial no Palácio do Eliseu, residência oficial do presidente francês, segundo o Vermelho.

Também durante a visita, Lula receberá o título de honoris causa da Universidade Paris 8, que fica no subúrbio da capital francesa e é voltada a temas de âmbito social. No dia 7, Lula seguirá para Nice, onde será realizada a Conferência das Nações Unidas para os Oceanos. Seu retorno ao Brasil deverá ocorrer no dia 9.

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Ucrânia ataca e tenta derrubar helicóptero com Putin a bordo

Durante uma visita do presidente Vladimir Putin à região russa de Kursk, no último dia 20 de maio, o helicóptero que transportava o chefe de Estado foi envolvido em uma operação de defesa aérea para repelir o que autoridades russas classificaram como um ataque “sem precedentes” com drones ucranianos. A informação foi divulgada neste fim de semana por Yuri Dashkin, major-general das Forças de Defesa Aérea da Rússia, em entrevista ao canal estatal Rossiya-24.

De acordo com Dashkin, o helicóptero presidencial esteve “praticamente no epicentro” do ataque. O oficial relatou que os sistemas de defesa da região entraram em ação ao detectar a aproximação de dezenas de drones não tripulados.

“Durante o período em que o presidente estava trabalhando na região de Kursk, o inimigo lançou um ataque sem precedentes com veículos aéreos não tripulados”, afirmou. “Simultaneamente conduzimos um combate de defesa aérea e garantimos a segurança do voo do helicóptero presidencial.”

Defesa russa afirma ter abatido todos os 46 drones
Ainda segundo o general, 46 drones do tipo aeronave foram abatidos pelas forças russas. “A missão foi cumprida. O ataque dos drones inimigos foi repelido, todos os alvos aéreos foram destruídos”, completou.

Apesar da gravidade do relato, o Kremlin não confirmou se o helicóptero de Putin foi diretamente visado pelos drones. Tampouco há informações oficiais sobre danos à aeronave ou risco direto ao presidente. A Ucrânia não se pronunciou sobre as declarações do governo russo.

Visita surpresa à fronteira: Putin inspecionou usina nuclear
Putin esteve na região de Kursk para se reunir com voluntários, autoridades municipais e o governador interino Alexander Khinshtein. A viagem não foi anunciada publicamente com antecedência, um procedimento comum nas agendas do presidente russo desde o início da guerra na Ucrânia. Durante a visita, ele também inspecionou as obras da usina nuclear Kursk-II.

Segundo especialistas, Putin teria se deslocado em um helicóptero Mi-17 — modelo equipado com sistemas de proteção como flares, blindagem e interferidores infravermelhos, mas que geralmente requer apoio aéreo e terrestre adicional em áreas de alto risco.

*Forum/The Tekegraph

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Palestinos desejam a própria morte, revela pároco de Gaza

Padre Gabriel Romanelli afirmou que transtornos psicológicos tomam conta dos civis que residem no enclave, incluindo crianças.

Em meio ao bloqueio humanitário e continuidade dos ataques israelenses, o pároco da Sagrada Família, igreja católica na Faixa de Gaza, revelou neste sábado (24/05) que muitos dos palestinos que residem no enclave desejam a própria morte.

“Aqui tem tanta gente que deseja a morte, tanta maldade atinge todo mundo, é uma sensação terrível”, afirmou o religioso argentino de origem italiana Gabriel Romanelli.

De acordo com ele, os transtornos psicológicos como “depressão, tristeza, nervosismo, violência, até verbal, desinteresse por tudo” têm aumentado entre os civis de Gaza, incluindo as crianças.

Romanelli ainda destacou que os menores “não falam bem, não conseguem se concentrar” e estão com “tensão, hiperatividade, necessidade constante de atenção”.

“Há crianças que dormem mal ou que não dormem mais, em seus escritos percebe-se a falta de estudo sistemático, a falta de atenção, em alguns casos a falta de esperança”, lamentou. “Pedimos que os adultos prestem mais atenção”.

Apesar do massacre promovido pelo regime de Israel e à dificuldade do acesso de recursos básicos, na paróquia latina de Gaza os sinos continuam a tocar “para marcar os tempos das funções”, missas, terços, confissões e adoração. Para o missionário argentino, elas são importantes para a vida espiritual e também para “manter um certo ritmo, uma rotina, uma ordem na vida diária”.

Desde o início da intensificação dos ataques israelenses em Gaza, em 7 de outubro de 2023, o padre da Sagrada Família recebeu ligações quase diárias do então papa Francisco para prestar solidariedade ao povo palestino. Em meio ao conflito armado, a própria escola da paróquia foi atingida por um bombardeio israelense, em julho de 2024.

*Opera Mundi

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