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Vídeo: Moro acusa Gilmar Mendes, do STF, de vender habeas corpus

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR) voltou a atacar Gilmar Mendes e fez uma acusação gravíssima contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), seu desafeto desde os tempos de Lava Jato.

Nas imagens, Moro aparece descontraído com um copo na mão e, em tom de deboche, acusa Mendes de vender habeas corpus.

“Não… Isso é fiança do instituto. Vai comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”, diz o senador a uma pessoa que está a seu lado, mas não aparece nas imagens.

https://twitter.com/pesquisas_2022/status/1646690839186341891?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1646690839186341891%7Ctwgr%5E4e53a9fa104806561e33aa1beda5fbfe1febe35f%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.apostagem.com.br%2Fwp-admin%2Fpost.php%3Fpost%3D99384action%3Dedit

Em março, Moro deu um chilique nas redes após Mendes falar sobre a contratação dele pela consultoria Alvares & Marsal, dos EUA, após ele deixar o governo Jair Bolsonaro (PL). A empresa foi uma das principais beneficiadas pelo desmonte da indústria nacional pela Lava Jato, assumindo diversos contratos de compliance com construtoras alvos da força tarefa.

“No Brasil a gente descobre outra questão, que se mostra nessa participação do Moro, na contratação dessa empresa americana (a Alvarez e Marsal) que depois vai contratá-lo. A gente descobre o quê? Que os combatentes da corrupção gostam muito de dinheiro”, disse Mendes em entrevista.

Moro foi às redes e surtou dizendo que as declarações do magistrado “são mentiras e ofensas pessoais absolutamente desarrazoadas” e que “repudia a violação ao decoro judicial”, coisa que nunca fez quando esteve à frente das investigações da Lava Jato.

*Com Forum

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Lula encontra Xi, assina 15 acordos e diz que ninguém proibirá Brasil de aprimorar elo com China

Estimativa é que pactos totalizem R$ 50 bilhões em investimentos; petista fala em ‘equilibrar geopolítica mundial’.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou com sua comitiva ao Grande Salão do Povo, em Pequim, às 16h30 no horário local (3h30 em Brasília), sendo recebido pelo líder chinês, Xi Jinping. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro divulgou a relação de 15 acordos entre os dois países, segundo a Folha.

A projeção no Ministério da Fazenda é que os pactos totalizem cerca de R$ 50 bilhões de investimento. Na lista se destacam memorandos de entendimento entre o ministério chinês das Finanças e a Fazenda, para infraestrutura e parcerias público-privadas, e um protocolo para fabricar e operar satélites CBERS-6.

Nas áreas de interesse da agropecuária brasileira, há um plano para a certificação eletrônica de carnes e um protocolo para a abertura aduaneira do mercado chinês para farinhas de suínos e aves.

Alguns dos acordos ainda têm pendências, caso do estabelecimento da montadora de carros elétricos BYD na Bahia, que ainda espera um acordo com a americana Ford para aquisição de sua antiga fábrica.

Na cerimônia de chegada, a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva —a Janja—, ministros e assessores acompanharam uma caminhada de Xi e Lula diante da praça da Paz Celestial enquanto uma banda tocava os hinos nacionais de ambos os países e canções como “Novo Tempo”, de Ivan Lins. Um grupo de crianças com bandeiras dos dois países gritou “bem-vindo!”. Janja, aliás, reuniu-se com a mulher de Xi, Peng Liyuan.

Em seu discurso, já no prédio, Lula afirmou ter ficado “emocionado com o espetáculo das crianças” e destacou querer ir além do comércio na relação entre os dois países. “A compreensão que o meu governo tem da China é a de que temos que trabalhar muito para que a relação Brasil-China não seja meramente de interesse comercial”, disse. “Queremos que a relação Brasil-China transcenda a questão comercial.”

Pela manhã, no encontro com o presidente do Congresso Nacional do Povo, Zhao Leji, Lula já havia dito querer “elevar o patamar da parceria estratégica e, junto com a China, equilibrar a geopolítica mundial”.

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Plano de Lula de evitar o dólar preocupa EUA, que temem fim de sanções

Jamil Chade – A defesa do governo brasileiro na adoção de moedas alternativas ao dólar para realizar o comércio entre os países emergentes está causando pesadelos nos EUA, segundo fontes diplomáticas em Washington, Brasília e Pequim.

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a posse de Dilma Rousseff no NDB (o banco dos Brics) para defender o uso de moedas locais entre as economias do bloco. Há uma semana, o governo brasileiro anunciou que começou a permitir que o comércio com a China ocorra em moeda local.

Além disso, os dois países fecharam um acordo para que bancos no Brasil possam usar o sistema financeiro de pagamentos criado pela China, uma alternativa ao swift.

Mas a preocupação da Casa Branca não é apenas o impacto que isso teria para o comércio. No centro do debate na diplomacia americana está seu temor de que, se o plano do Brics vingar, o dólar não apenas deixará de ser hegemônico. Mas, acima de tudo, o mundo terá uma alternativa para driblar eventuais sanções financeiras impostas pelos americanos.

Hoje, quando o governo dos EUA decide pressionar um governo estrangeiro, uma de suas maiores armas não está nos armazéns das Forças Armadas, mas no Tesouro dos Estados Unidos: o dólar e o sistema financeiro que a moeda americana estrutura.

Na prática, o governo sob sanções americanas não consegue usar a moeda americana, gerando graves problemas para suas contas públicas ou qualquer relacionamento com o exterior. Isso envolve desde abastecer uma aeronave num aeroporto estrangeiro ou pagar pela importação de alimentos.

Sanções neste estilo foram implementadas contra a Rússia, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Síria e Venezuela, além de terem sido adotadas contra personalidades em Belarus, Eritreia, Libéria, Mali, Nicarágua e tantos outros.

Na China, sanções existem contra indivíduos que, segundo os americanos, estariam relacionados com violações de direitos humanos.

Hoje, por exemplo, uma parcela da economia russa apenas existe por conta do comércio com a China, usando as moedas locais e evitando o dólar.

Para a China, portanto, contar com um sistema alternativo é também uma medida geopolítica de enorme impacto internacional e com a meta de reduzir a hegemonia americana no mundo.

O UOL apurou que, nos think-tanks americanos e na diplomacia em Washington, enquanto a manobra parecia ser apenas da China e Rússia, a preocupação se limitava aos impactos mais imediatos com a guerra.

Mas a sinalização por parte do Brasil de que apoia tal projeto causou mal-estar na capital americana. O tema poderá ser discutido na cúpula dos BRICS, planejada para agosto na África do Sul.

Entre os republicanos, a movimentação dos emergentes seria ainda um sinal de debilidade do atual presidente Joe Biden. A outra preocupação americana é de que a iniciativa não ficará restrita aos países que atualmente compõem o bloco. Pequim defende que governos como o saudita, o iraniano e outros aliados regionais também sejam considerados para uma adesão ao bloco.

*Uol

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Pazuello colhe assinaturas para PEC do fim da reeleição

Isso mesmo que você leu, Pazuello, afinal, tem de tudo no Congresso brasileiro.

Deputado Pazuello colhe assinaturas para protocolar PEC do fim da reeleição. Mudança passaria a vigorar a partir de 2030.

O deputado Eduardo Pazuello está colhendo assinaturas para protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tem objetivo de acabar com a reeleição no Brasil.

A proposta inclui todos os cargos executivos. Além do presidente, prefeitos e governadores não poderiam se reeleger. A medida passaria a vigorar a partir de 2030. Ou seja, Lula ainda poderia disputar o pleito de 2026.

“O Brasil precisa de segurança jurídica. Desse modo, tivemos o cuidado de preservar, nessa proposição, o direito de reeleição para os ocupantes de cargos de chefia do Executivo com a possibilidade de reeleição até 2028”, diz o documento distribuído por Pazuello aos colegas de parlamento.

Ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro, Pazuello aponta um desequilíbrio na disputa eleitoral a partir do uso da máquina administrativa por parte dos detentores de mandatos executivos. Essa figura acredita mesmo na impunidade.

“O único benefício que a vista alcança é o de continuidade de uma administração exitosa. Entretanto, na prática, o uso, reiteradas vezes, indiscriminado da máquina pública torna até essa suposta vantagem em discutível”, argumenta.

Para ser protocolada na Câmara, a PEC precisa da assinaria de 171 deputados, um terço do total.

De Pazuello em Pazuello, o Congresso só confirma o circo de horrores que é.

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Vídeo: Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai não fica nada

Todo processo que elevou Moro, Dallagnol e Bretas à condição de heróis nacionais, por conta da Lava Jato, na verdade, seguiu o mesmo roteiro de Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás.

Tudo agora caminha para um desfecho idêntico, sobretudo depois do depoimento de Tacla Durán ao juiz Eduardo Appio.

Se por um lado, a blindagem parlamentar que eles tanto criticaram, hoje protege os principais paladinos da farsa judicialesca, por outro lado, é também um ponto de encontro entre uma oposição a eles extremamente aguerrida, seja na Câmara, seja no Senado.

O fato é que Moro e Dallagnol estão apanhando como gente grande rumo ao mesmo destino reservado a Collor, apesar de não ser parlamentar, Bretas segue a mesma trilha, e o Moro carioca mostra, com os últimos acontecimentos, que se os paladinos ficarem parados, afundam, se se moveram, afundam também.

Assista

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Lula entra na lista de 100 mais influentes da revista Time

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na lista de 2023 das cem pessoas mais influentes da revista Time, divulgada nesta quinta-feira (13).

Também estão na seleção os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, da Colômbia, Gustavo Petro, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e a esposa do presidênte da Ucrânia, Olena Zelenska.

O jornalista norte-americano Evan Gershkovich, correspondente do “The Wall Street Journal” na Rússia e que foi preso este mês pelo serviço de segurança russo acusado de espionagem.

Na justificativa para a escolha de Lula, a revista aponta para a questão da Amazôia. Em um texto assinado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore – cada personalidade escolhia na lista é da Time descrita em um texto por outra personalidade – aponta que o presidente brasileiro está em sintonia com o “florescimento” da ação climática neste ano e será “fundamental” nesta década decisiva” para o clima.

Gore, que também é ativista ambiental, chamou Lula de “campeão do clima”.

“Lula prometeu fortalecer a posição do Brasil no mundo (…). Mas em nenhuma outra área ele pode causar um impacto mais significativo do que nas crises gêmeas do clima e da biodiversidade”, diz o texto.
“Depois de muitos anos de crescente desmatamento e incêndios florestais, a Amazônia está se transformando de um sumidouro de carbono em uma fonte líquida de emissões. O presidente Lula prometeu proteger a Amazônia, e já o fez antes – reduzindo o desmatamento em 72% em seu mandato anterior”.

Outros nomes
A Time também escolheu nomes como:

  • O rei Charles III, que assumiu a coroa do Reino Unido após a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth II, em setembro do ano passado;
  • O escritor Salman Rushdie, o autor de “Versos Satânicos” esfaqueado em um evento em Nova York em agosto de 2022, anos depois de o então líder do Irã emitir um pedido de morte a ele;
  • O ator chileno Pedro Pascal, estrela de séries como “Narco”, “The Mandalorian” e “The Last of Us”, descrito na revista em texto da atriz Sarah Paulson como “poderoso, comovente, hilário, pateta, capaz de ter as conversas mais profundas, disposto a segurar seu cabelo quando você está doente e possuidor do ombros mais largos para se apoiar”.
  • Confira a seguir a lista completa de líderes escolhidos como os mais influentes em 2023 pela Time:
  • Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão
  • Anthony Albanese, primeiro-ministro da Austrália
  • Bola Tinubu, novo presidente da Nigéria
  • Olena Zelenska
  • Gustavo Petro
  • Hakeem Jeffery, líder dos Democratas no Congresso e primeiro afro-americano a liderar um partido no Legislativo dos EUA
  • Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos
  • Sherry Rehman, ministra para as Mudanças Climáticas do Paquistão, onde cerca de um terço do país foi afetado por enchentes no ano passado
  • Mitch McConnell, senador republicano e líder mais longevo no Legislativo dos
  • EUA
  • Margrethe Vestager, comissária da União Europeia para a Transição Digital
  • Samuel Alito, juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou a lei que garantia o direito ao aborto em âmbito nacional nos EUA, conhecida como Roe contra Wade.
  • Gina Raimondo, secretária de Comércio dos EUA
  • Olexandra Viatcheslavivna Matviitchuk, advogada ucraniana de direitos humanos
  • María Herrera Magdaleno, ativista mexicana que se dedica a encontrar pessoas desaparecidas no país, como seus quatro filhos
  • Min Aung Hlaing, chefe das Forças Armadas de Mianmar que comandou o golpe militar no país em 2021

*Com G1

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Na China, Lula se reúne com montadora de veículos elétricos que negocia fábrica na Bahia

A companhia chinesa negocia uma fábrica de automóveis elétricos em Camaçari, na Bahia.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu-se nesta quinta-feira, 13, em Xangai, com o CEO da empresa de veículos elétricos BYD, Wang Chuanfu. A companhia chinesa negocia uma fábrica de automóveis elétricos em Camaçari, na Bahia.

Na reunião, acompanhada por ministros e governadores que estão na comitiva, o CEO da empresa falou sobre as políticas chinesas que permitiram o desenvolvimento, na China, de uma indústria de veículos elétricos, tanto de carros de passeio como de ônibus de transporte público.

O governador da Bahia, Jeronimo Rodrigues, participou do encontro com Lula na tarde desta quinta-feira (pelo horário chinês).

Rodrigues chegou na China antes da comitiva de Lula e visitou no domingo, 9, duas fábricas da BYD, uma que produz carros elétricos e outra que faz ônibus elétricos. As duas unidades produzem mais de 400 mil veículos por ano. “Vamos batalhar para levar essa indústria para Bahia”, declarou o governador.

A empresa chinesa negocia com a Ford para assumir a planta industrial da montadora americana no polo industrial de Camaçari.

*Com Exame

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General Augusto Heleno vai depor em 19 de abril na CPI dos Atos Antidemocráticos

A definição da data da oitiva do general Augusto Heleno ocorreu após o militar sinalizar que estaria disposto a depor para a comissão.

Segundo o Correio Braziliense, após sinalizar que compareceria na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, a data da oitiva do general do Exército e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, foi confirmada no cronograma de depoentes pela Câmara Legislativa (CLDF).

De acordo com a lista atualizada, o militar tem data prevista para depor na quarta-feira (19/4), às 10h. Ele sinalizou nessa terça-feira (11/4) ao presidente da CPI, deputado Chico Vigilante (PT), que está disposto a falar e que estaria animado com a possibilidade.

Outros depoimentos

O calendário atualizado traz, também, a oitiva do general Gustavo Henrique Dutra, conhecido como general Dutra, que exercia o cargo de comandante militar do Planalto durante os ataques de 12 de dezembro e 8 de janeiro.

Ele foi citado pelo ex-comandante do Departamento de Operações (DOP), Jorge Eduardo Naime, por ter proibido a entrada da PMDF no acampamento do Quartel-General do Exército após os atos do dia 8.

O calendário definido prevê, além dos dois, o depoimento de policiais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Um dos exemplos é a subsecretária de Operações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), coronel Cíntia Queiroz. Ela foi responsável pela reunião da elaboração do Protocolo de Ações Integradas (PAI) dos atos do dia 8 de janeiro.

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Após mais de 30 horas de viagem, Lula desembarca em Xangai, na China

Lula não falou com os jornalistas na chegada, que contou com um forte esquema de segurança montado pela polícia chinesa.

Xangai — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pousou na China pouco depois das 11h (horário de Brasília) desta quarta-feira (12/4) e seguiu com a primeira-dama, Janja da Silva, e os demais integrantes de sua comitiva direto para o hotel, próximo à região central de Xangai.

Lula não falou com os jornalistas na chegada, que contou com um forte esquema de segurança montado pela polícia chinesa. Apenas acenou. Ele aparentava cansaço depois de uma viagem que, contando com as conexões em Lisboa e em Abu Dhabi, durou mais de 30 horas.

O presidente foi recebido no hall do hotel por uma banda de jazz que tocava músicas brasileiras — no exato momento da chegada, a banda tocava a melodia de “Se essa rua fosse minha”, uma das canções populares mais conhecidas do país.

A ex-presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também acompanhavam Lula na chegada ao hotel.

Cercada por jornalistas, Dilma, que nesta quinta-feira (13/4) contará com a presença de Lula em uma solenidade para marcar sua posse como presidente do Banco dos Brics, evitou longas declarações.

O Metrópoles perguntou à ex-presidente se ela está feliz com a volta à cena pública. Dilma respondeu que sim e, bem ao seu estilo, tentou encerrar a conversa: “It’s the end of the ‘quebra-queixo’”, disse, referindo-ao jargão usado por jornalistas para definir entrevistas de improviso como aquela.

“Eu tenho certeza de que todos vocês estão muito felizes de estar aqui em Xangai”, emendou logo depois, diante da insistência dos repórteres. Perguntada se está gostando da China, onde está morando agora em razão do novo cargo, Dilma respondeu: “Eu sempre gostei muito da China”.

*Metrópoles

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Ataques às escolas passam à violência digital e governo avança com medidas

Ministério da Justiça adota medidas para combater a violência nas escolas e a disseminação de ameaças nas redes sociais.

Os ataques às escolas de todo o país passaram a correr nas redes sociais de alunos, professores e pais, desta vez em forma de ameaças. Apesar de boa parte dos conteúdos serem falsos, as mensagens vêm gerando pânico entre a comunidade escolar. Diante do cenário, o Ministério da Justiça prepara medidas para combater esse tipo de disseminação.

Os falsos alertas de ataques em diversas escolas e universidades do país foram narrados por alunos, pais e professores nesta terça (11). Com medo, parte dos estudantes e inclusive professores deixaram de comparecer às aulas.

Em algumas instituições, os educadores narram encontrar alunos chorando ou em pânico, com medo de serem alvos dos ataques. Tanto a disseminação de conteúdos falsos, como ameaças pelas redes sociais são consideradas crimes.

A pena para os criadores e disseminadores de tais mensagens é de 15 dias a 6 meses de prisão, além de multas. Com diversas medidas já anunciadas nas últimas semanas, o Ministério da Justiça se prepara para também combater esse tipo de violência, a virtual, que vem afetando o ambiente escolar.

Nesta terça (11), o ministro Flávio Dino já havia publicado a liberação de R$ 150 milhões, em edital, para ser repassado a estados e municípios com o objetivo de combater a violência nas instituições de ensino.

Esses recursos contemplam patrulhas e rondas de segurança, mas também medidas de prevenção que devem ser estabelecidos pelas escolas, além de pesquisas e monitoramento do cenário. O edital estabelece que as medidas sejam aplicadas por, pelo menos, 2 anos, com os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

A medida foi anunciada por Dino na comissão da Câmara dos Deputados, na manhã desta terça (11). Na Casa, o ministro foi alvo de constrangimento e ataques pelos demais temas tratados, como o decreto de armas e as falhas na segurança no dia 8 de janeiro.

Aos deputados, o ministro também falou sobre os ataques nas escolas: “Os projetos serão apresentados ao longo do mês.”

Ele afirmou que a pasta também estava dialogando com as plataformas de tecnologia, como as redes sociais, mas afirmou que enquanto “algumas colaboram muito, outras, infelizmente, menos que o necessário para a moderação dos conteúdos de ódio, violência e apologia de violência contra crianças e adolescentes”.

Ainda na noite desta terça, após os relatos da disseminação de ameaças online nos ambientes escolares, Dino também decidiu preparar uma portaria para criar condutas para enfrentar os ataques nas redes sociais e plataformas de tecnologia.

O objetivo, segundo o ministro, seria estabelecer medidas e critérios que essas empresas de tecnologia deverão seguir, a partir de então, para conter a disseminação desses tipos de mensagens e conteúdos de violência. A proposta ainda não foi detalhada e deverá ser anunciada em breve.

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