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Petrobras oficializa risco de falta de diesel, e conselheiros falam em ‘descaso’ do governo

Conselheiros da empresa veem “descaso” do governo em relação ao problema.

A Petrobras decidiu enviar um ofício ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e formalizou o alerta de que pode haver desabastecimento de diesel no Brasil, segundo Mônica Bergamo, Folha.

Sinal amarelo

A informação já tinha sido passada ao governo de maneira informal pela estatal. A diretoria da empresa decidiu, no entanto, enviar um ofício ao governo com os dados. Assim, a equipe de Jair Bolsonaro e o presidente não poderão alegar desconhecimento nem jogar a responsabilidade nas costas da companhia caso a crise, de fato, se instale.

A escassez do combustível é uma das justificativas da empresa para defender a sua venda a preço de mercado. Qualquer alteração na regra, diz, poderá afetar a importação do produto e agravar a situação, que já é delicada.

As bombas ficariam secas justamente no terceiro trimestre, quando a demanda por diesel aumenta sazonalmente no Brasil e nos EUA. A época é a de maior exportação de grãos pelo país. Uma crise poderia afetar o PIB brasileiro.

O mundo passa pela mais grave escassez do combustível em 14 anos, por causa da guerra da Rússia contra a Ucrânia. O país de Vladimir Putin, que sofre sanções, é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Com estoques internacionais em níveis mínimos históricos, refinarias do Golfo dos EUA, que fornecem ao Brasil, por exemplo, começaram a redirecionar cargas para a Europa.

Conselheiros da Petrobras se dizem perplexos com o fato de o governo Bolsonaro até agora não ter apresentado ao país um plano de emergência para enfrentar uma provável escassez do diesel.

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Câmara aprova audiência para Fábio Faria explicar projetos suspeitos de Elon Musk no Brasil

No requerimento aprovado, Ivan Valente aponta que Ministério das Comunicações violou Lei de Acesso à Informação ao tentar, a princípio, esconder encontro com o bilionário; detalhes dos projetos não foram divulgados.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), uma audiência para que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, preste esclarecimentos sobre os projetos a serem desenvolvidos pelo bilionário Elon Musk no Brasil. A reunião será realizada no dia 8 de junho.

O magnata, dono da SpaceX, Starlink e Tesla, esteve no país recentemente e se reuniu com Jair Bolsonaro (PL) e Faria no interior de São Paulo. Na ocasião, Musk anunciou que veio tratar de uma parceria com o governo brasileiro sobre “monitoramento da Amazônia” e conectividade em escolas localizadas em áreas rurais.

Acontece que nem o governo e nem o bilionário deram detalhes sobre essas “parcerias”, que levantam suspeitas visto que Musk já admitiu participação no golpe na Bolívia por conta de seu interesse no lítio, elemento mineral essencial para o desenvolvimento dos carros elétricos que produz com a Tesla.

Com a audiência, a comissão da Câmara pretende obter explicações mais precisas de Fábio Faria sobre o que de fato as empresas de Musk farão no Brasil e qual será o papel desempenhado pelo governo brasileiro neste acordo.

O convite para que o ministro preste esses esclarecimentos foi aprovado a partir de um requerimento apresentado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). O parlamentar aponta, entre outras questões, que Fábio Faria, a princípio, tentou esconder o encontro com o magnata.

“O Ministério das Comunicações de Fábio Faria, numa tentativa de esconder a reunião, bem como a parceria, afirmou taxativamente que não havia nenhum encontro agendado, nem acordo entre qualquer um de seus membros e Elon Musk. A tentativa ocorreu quando a pasta respondeu a um questionamento feito pela Coding Rights que atua em defesa dos direitos humanos na área tecnológica, via Lei de Acesso à Informação”, diz o requerimento do deputado.

*Com Forum

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Política

Moro, um tolo, acreditou que um troféu da Globo lhe daria salvo conduto para destruir o Brasil

No dia em que Moro matou o juiz para se tornar político, ele tirou a cama que a fama lhe deu e passou a integrar o outro lado, o lado dos impuros, o lado que a mídia e a Lava Jato fizeram bastante força para denegrir.

Essa é a lembrança que se tem da Lava Jato que, ao lado da Globo, produziu uma série mundo cão, tendo a política como principal componente, e o PT, lógico, como olho do centro do alvo para cumprir duas missões, derrubar Dilma e, junto, mais de 54 milhões de votos, e prender Lula, que venceria a eleição em 2018 e devolveria o PT ao poder.

Tudo caminhava bem na cabeça miúda de um provinciano que não tinha a mínima noção da dimensão internacional de Lula.

Logo que Moro abriu mão de servir à justiça para servir à política, virando ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, o ex-opulento juiz tropeçou na própria ambição que hoje o colocou na condição de matéria morta.

Poderia somente resumir a história aqui, mas a coisa é mais complexa e, sobretudo mais profunda e não envolve só Moro. Ontem, vimos Dória, uma espécie de último nobre da nostalgia quatrocentona, devolver a inscrição da candidatura à Presidência da República e cair em prantos.

Na verdade, Dória e Moro se uniram na “luta contra os homens maus” e, não muito jeitosos para esse papel de herói, deram-se mal, quebraram a cara, posaram para as fotos da mídia antes da hora, sem perceber que estava incubado nos dois rapapés do grande capital a própria história de ambos que se transformou em maldição.

O grandiosíssimo Moro traduzia o vernáculo da moral e da ética, ao lado do monumento salvador de brios, João Dória. Por si só, os dois já se colocavam como um a espécie de estátuas de bronze na guerra contra os esfarrapados, os sem recursos, aqueles que não têm o poder supremo de serem aplaudidos nos salões mais chiques da Faria Lima.

O problema é que os figurões acabaram apanhando da poeira que levantaram. Bastou um exame acurado da sociedade para que as sombras, que se escondiam por trás dos dois recebessem luz, e o resultado está aí.

Moro não foi salvo pelo troféu Faz Diferença, ao contrário, os disparates jurídicos dele foram tantos e tão podres, que ele não poderia continuar sendo um produto da justiça, e o judiciário deu logo um jeito de excretá-lo e toda a sua pilantragem.

Diante de fatos tão claros, indiscutíveis, de valor probatório inquestionável, exposto pelo Intercept, na série Vaza Jato, o leite com pera do playboy de Curitiba talhou no STF, desancando de vez o juiz que aceitou negociar a cabeça do primeiro colocado nas eleições de 2018, por uma super pasta no ministério da milícia.

É bom deixar bem claro que, Moro, como ministro, não entrou desavisado no buraco quente de Rio das Pedras, muito menos agiu passivamente para proteger a milícia em vários episódios, culminando no pior, deu uma prensa no porteiro do Vivendas da Barra, condomínio de Bolsonaro, para que ele mudasse a versão e dissesse que errou no depoimento anterior, quando afirmou que a ordem para liberar a entrada do cúmplice de Ronnie, Élcio de Queiroz, no dia do assassinato de Marielle, veio da casa do Seu Jair.

Naquele momento, Moro virou um ananás de si mesmo impossível de descascar e, de lá para cá, ele foi perdendo musculatura política na mídia , que nunca o atacou, mas parou de defendê-lo, sobretudo depois de ser considerado pelo STF, um juiz corrupto e ladrão e, em seguida, a ONU confirmar, dando o mesmo veredito e, agora, transformando-se em réu por um juiz federal que aceitou a acusação, feita pelo PT, de que a Lava Jato destruiu o país.

Arte em destaque: Mover

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Dia da caça, dia do caçador: Juiz transforma Moro em réu por prejuízos ao país

O ex-juiz Sergio Moro virou réu em uma ação popular em que deputados federais do PT pedem que ele seja condenado a ressarcir os cofres públicos por alegados prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira por sua atuação à frente da Operação Lava Jato, segundo Mônica Bergamo, na Folha.

A ação judicial foi apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Os petistas não estipularam o valor da indenização a ser pago em caso de condenação.

Na segunda (23), o juiz Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a inicial, o que significa que dará curso à ação. E determinou: “Cite-se o réu”.

Na ação, assinada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena o grupo Prerrogativas, os parlamentares afirmam que “o ex-juiz Sergio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais”.

“O distúrbio na Petrobras afetou toda a cadeia produtiva e mercantil brasileira, principalmente o setor de óleo e gás.”

A iniciativa da ação é dos deputados petistas Rui Falcão (SP), Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), José Guimarães (CE) e Paulo Pimenta (RS).

Moro afirmou na época, em nota, que “o governo do PT foi manchado pelos maiores escândalos de corrupção da história”.

“A gestão desastrosa do PT quase quebrou a Petrobras e o país. O que prejudicou a economia e eliminou empregos foi a corrupção, e não o combate a ela.”

Dizia ainda o comunicado que, com a ação popular, líderes do PT demonstram sua disposição em querer inverter os valores da sociedade e perseguir quem combateu a corrupção.

“É um prenúncio da perseguição que irão realizar caso ganhem as eleições, instaurando um regime autoritário e corrupto.”

Em vídeo nas redes, Moro criticou a ação dos deputados. “Tem horas que você não sabe se o PT é um partido político ou um grupo de comediantes”, diz.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho sustenta que não há revanchismo e que “corrupção praticou Moro, ao violar regras do direito”.

“Nós, do Prerrogativas, defendemos que a ele sejam assegurados a presunção de inocência, o devido processo legal e o pleno exercício de defesa, princípios vilipendiados pela Lava Jato.”

Representados por advogados ligados ao grupo Prerrogativas, os cinco parlamentares do PT afirmam que, ao contrário do respeito aos limites legais e à obrigação de imparcialidade, Moro teve “condutas profundamente alheias aos ditames imponíveis à atividade judicial”.

Alegam que desvios de finalidade, excessos e abusos cometidos pela Lava Jato, sobretudo em virtude da “atuação viciada” do ex-juiz, “resultaram em perdas e danos muito superiores ao interesse público”, o que produziu “um cenário de desarranjo econômico de altíssimo custo social em nosso país”.

A peça acusatória diz que empreiteiras e grandes fornecedores de equipamentos para os setores da construção e óleo e gás foram alvejados de forma completamente atípica por Moro.

“A sanha persecutória do magistrado condutor da ‘Lava Jato’ atrofiou as cadeias produtivas dos setores de óleo e gás e construção civil, reduzindo-as a uma fração ínfima do que subsistia anteriormente”, afirmam os representantes do PT.

Para dar suporte às acusações, o grupo cita levantamentos realizados por diferentes entidades, entre eles um mencionado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), por ocasião do julgamento que anulou condenação imposta a Lula no caso tríplex de Guarujá, no ano passado.

O magistrado fez referência a um estudo da professora Rosa Maria Marques, da PUC de São Paulo, baseado em pesquisa do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“Esse estudo mostra também que se estima que a Lava Jato retirou cerca de R$ 142,6 bilhões da economia brasileira. A operação produziu, pelo menos, três vezes mais prejuízos econômicos do que aquele que ela avalia ter sido desviado com a corrupção. Isso fora os milhões de desempregos que esta operação causou”, afirmou Lewandowski no ano passado.

De acordo com informações disponibilizadas pelo Ministério Público Federal, o saldo de recuperação da Lava Jato no Paraná inclui R$ 4,3 bilhões em valores recuperados e devolvidos aos cofres públicos (União, Petrobras e outros) e R$ 14,8 bilhões em multas compensatórias decorrentes de delações premiadas e acordos de leniência

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A cara do fracasso: Com a saída de Dória, a finada terceira via, criada pela mídia, será enterrada e esquecida

À luz de um critério político, a terceira via foi um erro da grande mídia. O máximo que conseguiu, como manipuladora que é, foi um buraco n’água, seja como tutora de Moro ou de Dória, dois débeis moldados em redações, que se transformaram em escultura grega.

Esse é o problema tanto de Dória quanto de Moro, que também desistiu da candidatura à presidência da República. Os dois estavam envenenados pelos holofotes que eram uma espécie de salada de coisas incapazes de uma visão de país. Eles se viciaram na pintura que a mídia fez dos dois, só que a batalha de uma eleição é algo muito mais profundo e, sobretudo mais complexo.

Talvez aí esteja a dificuldade da mídia e, lidar com Lula, o presidente mais popular da história desse país, simplesmente porque foi o melhor presidente da nossa história. Mas a mídia acredita que, do nada, ela pode criar tipos como Dória e Moro que, aliás, são tipos que se completam, tanto que estiveram, de alguma forma, ladeados com Bolsonaro.

Dória fazendo a famosa dobradinha BolsoDória e Moro fez igual, mesmo antes do término da eleição de 2018, numa aliança nefasta que decidiu o pleito, prendendo Lula, que estava e primeiro lugar nas pesquisas, em troca de um ministério no governo que ele orquestrou a vitória. Ambos são da mesma estirpe de Bolsonaro pelos motivos aqui apresentados.

Aí entra a hipocrisia da mídia por jamais criticar Moro por ter trocado a cabeça de Lula por um ministério, afinal, no caso de Moro, é uma dupla criação da mídia, primeiro, o juiz herói e, depois, o candidato ex-juiz herói.

Dória, com aquela soberba, não imaginava sofrer a humilhação de ter apenas, se muito, 3% nas pesquisas, o que o fez uma presa fácil para os caciques do PSDB, principalmente Aécio, que agora quer um candidato do partido carimbado por ele, que certamente a mídia apoiará e, com certeza, vai quebrar a cara, como quebrou com Dória e Moro, porque a terceira via só cabia nas cabeças de bretão.

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Pondé, um dos criadores do bolsonarismo, plagia Vera Magalhães e requenta a “escolha difícil”

Taí o que Dilma quis dizer sobre crise cultural no Brasil. Pondé ser chamado de intelectual, mesmo de forma irônica, é um insulto. Sua métrica não engana. Cada frase ensaiada, ritmada e rasa é sua marca. Pondé sempre foi um santeiro vulgar que substitui o pensamento por balelas sociais. É a vocação desse “intelectual” de plástico, a cara dos tucanos que, hoje, na figura de Dória, deram uma aula de tara mortal pelo poder a qualquer custo.

Essa criatura, que ocupa a cadeira da presidência da república, é uma obra criada por figuras como Pondé. O cabotinismo funesto do moço é parte desse molde.

No artigo em que carrega a mão contra Lula e Bolsonaro, só tem um motivo, fazer campanha para Bolsonaro, como fez Vera Magalhães em 2018, com seu artigo “Uma escolha difícil”.

Pondé mostrou que é incapaz de uma atitude própria e apenas “ressignificou” o solapão da colega.

Seja como for, esse artigo decalcado do Estadão, só mostra a que vem a Folha e quem ela vai apoiar fingindo paridade de armas.

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Dória abre o bico, entrega a rapadura, renuncia e chora

Mais um personagem que representa a falsificação da democracia, cai de podre e, junto, uma tropa do PSDB que foi a pique, com uma espécie de maldição por não aceitar o resultado das eleições de 2014 que culminou no golpe em Dilma, mas que custou a própria vida do PSDB.

O PSDB sempre foi uma mentira, mas ainda existia uma certa poesia com ares de emoção, misturada com razão. No entanto, o que sobrou foi deselegância de Aécio, de Dória e de outros Napoleões tucanos que exageraram nas conveniências e nas lendas para sustentar um partido que não tinha base e, muito menos alguém que simbolizasse a luta pela democratização.

Temos também que lembrar que, toda essa nudez do PSDB hoje, foi herdada de FHC, com um governo que foi adornado pela mídia, mas rechaçado pela população e, com certeza, deixou escrito nas urnas, desde a saída do papa tucano do governo. Essa mesma população mostrou seu repúdio pela guerra que os tucanos promoveram contra o país, privatizando, de maneira indiscriminada e destruindo o patrimônio dos brasileiros.

Dória, que se auto venera em nome do nada, não consegue convencer nem que seu choro é de verdade. Quem o conhece bem, sabe que seu orgulho e vingança fazem parte do seu paladar. Ele apostou pesadamente numa campanha antecipada para a presidência da República, inclusive utilizando as vacinas do Butantã, perdeu o ponto do bolo e o troço virou uma geleia a partir da cúpula do partido.

Dória só tinha apoio de pacatos funcionários do PSDB. Criou um laboratório para deturpar o já era deturpado ninho tucano, com aquele seu helenismo clássico. Bastou aparecer na lanterna da disputa pela presidência para que fosse executado em praça pública pelos próprios cardeais do partido. Ou seja, Dória morreu na areia.

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Governo Bolsonaro: mais um escândalo no ar

Assalto ao dinheiro da Educação; compra de caminhões coletores de lixos a preços inflados; compra de tratores com recursos para os pobres.

Quantos crimes não foram cometidos por aqui com dinheiro supostamente reservado ao combate à pandemia da Covid-19 e aos seus efeitos sobre a vida das pessoas e a economia do país.

O da importação a preços superfaturados da vacina indiana Covaxin só foi abortado porque vazaram informações devidamente exploradas pela CPI da Covid.

Rolou a cabeça do ministro da Educação, depois que se descobriu o crime do uso do dinheiro do Fundo Nacional da Educação por pastores evangélicos prestigiados por Bolsonaro.

O jornal O Estado de S. Paulo denunciou a compra e distribuição de caminhões coletores de lixo por estatais controladas pelo Centrão e identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões.

Cidades com menos de 8 mil habitantes receberam até três veículos potentes em menos de um ano mesmo sem produzir resíduos suficientes para enchê-los. Que tal?

O mais novo escândalo na praça tem a ver com a compra de tratores com recursos de R$ 89,8 milhões que deveriam ter sido destinados a mitigar o impacto da pandemia.

Os tratores foram comprados pelo Ministério da Cidadania, à época comandado pelo ministro João Roma, e no âmbito de uma ação voltada a famílias de extrema pobreza da zona rural.

A aquisição de 247 equipamentos foi efetivada “no apagar das luzes de 2021”, informa o jornal Folha de S. Paulo. Ocorreu antes de o ministério definir a relação de municípios beneficiados.

O ministério só estabeleceu a quantidade de tratores por estado. A Bahia foi a unidade federativa mais beneficiada. Roma é pré-candidato ao governo da Bahia com o apoio de Bolsonaro. Que tal?

Não se esperava tudo isso e muito mais que ainda permanece encoberto de um governo que Bolsonaro considerado o mais honesto da história do Brasil. Na verdade, é o pior.

*Com Metrópoles

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Bolsolão do Lixo: amiga de Ciro Nogueira ganha quase R$ 12 milhões em reduto eleitoral do ministro

Antigo esquema da velha política que funciona dentro do Planalto superfatura compra de caminhões de lixo com recursos do governo federal em redutos eleitorais de políticos do Centrão.

Denunciado pelo Estadão neste domingo (22), o chamado Bolsolão do Lixo, esquema de superfaturamento na compra de caminhões de lixo via orçamento secreto, tem ramificações dentro do Palácio do Planalto e beneficia diretamente a empresa de uma amiga de de Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, que levou selou a aliança entre Jair Bolsonaro (PL) e o Centrão.

Reportagem de André Shalders, Julia Affonso e Vinícius Valfré na edição desta segunda-feira (23) do jornal mostra que o Grupo Mônaco Diesel Caminhões, Ônibus e Tratores Ltda tem R$ 11,9 milhões em contratos com o governo federal para venda de caminhões de lixo.

A empresa pertence à empresária Carla Morgana Denardin, amiga pessoal de Nogueira, que é presidente do PP, e todos os contratos foram feitos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do Piauí em redutos eleitorais do ministro.

De acordo com a notícia, todo o trâmite para compra de um dos caminhões passou pelas mãos de aliados de Nogueira: a estatal que fez o pregão é comandada por um apadrinhado dele, a prefeitura que efetuou a compra é de uma correligionária e a empresa que vendeu é de uma amiga que frequenta seu gabinete.

O caminhão, um compactador de lixo, foi comprado para a cidade de Brasileira (PI), que tem pouco mais de 8 mil habitantes. O equipamento é desaconselhado para municípios com menos de 17 mil habitantes por causa do alto custo, segundo especialistas. O ideal, nesses casos, seria caminhão basculante.
Antigo esquema da velha política

O antigo esquema da velha política de utilização do serviço de limpeza urbana para compras superfaturadas foi retomado com força no governo Jair Bolsonaro (PL) por meio das chamadas emendas do relator, que abastecem o orçamento secreto.

O esquema, que abastece pequenas cidades de redutos eleitorais de aliados do governo, funciona através de órgãos controlados pelo Centrão como a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e principalmente a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).

Por meio de emendas do relator, o destino é remetido a apadrinhados políticos, que fazem licitações em muitos casos com preços inflados. A entrega do veículo geralmente é feita em atos políticos com a presença dos parlamentares, como fez Fernando Collor de Mello (PTB) em Minador do Negrão, no interior de Alagoas, em agosto de 2021.

Segundo a reportagem, caminhões são destinados a pequenas cidades sem qualquer plano para construção de aterros sanitários, como determinado em lei. Em cidades, como Minador do Negrão, o caminhão é muito maior que a capacidade de produção de lixo. Com 15 metros cúbicos, o município leva dois dias para encher a caçamba do veículo, que custou R$ 361,9 mil.

Desde 2019, o governo já destinou R$ 381 milhões para essa finalidade. A reportagem identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões. A diferença dos preços de compra de modelos idênticos, em alguns casos, chegou a 30%.

*Com Forum

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Não sei se Duvivier foi bem no debate, mas sei que Ciro foi mal

Não dá para dizer que Gregório Duvivier foi bem no debate com Ciro Gomes, mas simplesmente Ciro não o deixou falar. Talvez a intenção de Ciro tenha sido mesmo essa, a de criar o famoso nem nem, nem Duvivier, nem Ciro. pelo menos foi assim que vimos Ciro tentando ajeitar um debate que fosse o seu número, denunciando que o sujeito não queria que a bola rolasse.

Foi uma cena dantesca. O mesmo Ciro, que vive gesticulando com o corpo e braços, tentou asfixiar a fala do seu convidado com uma conversação típica de quem, ao invés de utilizar argumentos sólidos, vive de palavrórios.

Na verdade, Ciro quis fazer um programa para ninguém ver e, depois, narrar sua versão à distância que desse larga margem de vantagem ao dono do programa.

Em alguns momentos Ciro parecia um inquisidor, daqueles primitivos. Na cabeça do sábio seria fácil encurralar Duvivier e, quando ele conseguisse se safar de seu cerco, se esconderia atrás das folhagens para não dar nenhuma resposta afirmativa ou ao menos concluir um raciocínio que fechar soube expor com dois toques na bola. Mas não adianta, Ciro cismou que tem que ser uma caricatura de Bolsonaro.

Ciro sentiu quando Duvivier fez críticas a ele, do contrário, não o convidaria para o programa. Antes, porém, Ciro tinha excomungado seu oponente utilizando os dispositivos mais baixos que os bolsonaristas utilizam quando se sentem encurralados.

Mas se passou pela cabeça de Ciro que o debate lhe rendesse uma imagem gloriosa, bem ao seu estilo triunfalista, o tiro saiu pela culatra, isso é evidente, mas também é natural, primeiro, para quem quer escolher seus adversários na disputa eleitoral e, lógico, Lula não pode.

Na realidade, esse é o único problema de Ciro, Lula, como pontuou Duvivier. Ciro ainda ressignificou o bordão dos irmãos Gomes, quando Lula estava preso, eles queriam que Haddad, que tinha quatro vezes mais votos, desistisse da candidatura em prol, e é bom que isso bem claro, de uma suposta ida de Ciro para o segundo e, que lá, segundo suas fantasias, comeria Bolsonaro com farinha.

Agora, com Lula, a coisa piorou, e Ciro não argumenta, faz pirraça, dá tremelique. E foram seus faniquitos que, no curto espaço que tinha, Duvivier, pacientemente, o desconcertou.

Bolsonaro só aceita o resultado da eleição, se ganhar. Ciro só aceita se Lula não participar. No final, os dois, Ciro e Bolsonaro querem a mesma coisa.

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