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Luis Nassif: A dúvida maior para os cenários: o golpe será bem sucedido?

São curiosos os cenários traçados pelo mercado. Em geral, pegam séries históricas e projetam levando em conta fatores macroeconômicos que surgem no horizonte: aumento da inflação global, queda no PIB mundial, inflação brasileira etc.

Em qualquer cenário que se trace, o fato mais relevante são as análises de probabilidade de um golpe de Estado bolsonarista ser bem sucedido.

Não falei em análise de probabilidade de haver um golpe. A probabilidade é de 100 por cento. As análises são em relação à probabilidade do golpe ser bem sucedido ou não. E, em caso de não ser bem sucedido, quais as consequências de sedições e atentados insuflados pelos Bolsonaro.

Nunca houve golpe mais anunciado. Apenas nos últimos dias, o país testemunhou nos seguintes eventos:

  • Manifestações de PMs de Minas Gerais em favor de um cantor embaçado pela Justiça.
  • Antes disso, manifestações armadas da PM mineira em defesa de aumentos.
  • A decisão do governador do Rio de Janeiro de armar todos os policiais aposentados.
  • A adesão da Polícia Rodoviária Federal às milícias bolsonaristas, depois da nomeação, como diretor geral, de um integrante do Club 38, um clube de tiro de
  • Florianópolis conhecido pela militância bolsonarista.
  • Os desdobramentos das medidas de Bolsonaro, desmontando a fiscalização no porto de Itaguaí, porta de entrada do contrabando de armas no país.
  • As informações sobre o arsenal mantido em casa pelo ex-policial Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro e principal acusado pela morte de Marielle Franco.
  • A anomia das Forças Armadas, de assistirem a perda do monopólio da força para os clubes de caça e tiro, sem esboçar uma reação sequer.
  • Os ataques cada vez mais virulentos de Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.

O cenário já está armado.

Primeiro, acusa-se o TSE de manipulação da urna eletrônica. Há empresas que trabalham na segurança do TSE e, ao mesmo tempo, servem ao Exército.

Por outro lado, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e o serviço de inteligência do Exército já dispõem de sistemas capazes de controlar ⅔ da população brasileira usuária da Internet.

Os sistemas permitem montar listas de pessoas a serem acompanhadas, delimitar territórios de espionagem, saber quando essas pessoas penetram nessas áreas, poder invadir seus celulares, mesmo estando desligados. Parte desses sistemas foi adquirida nos Emirados Árabes por uma comitiva da qual faziam parte os próprios filhos de Bolsonaro.

A grande questão é o que ocorrerá com as Forças Armadas e a cúpula das Polícias Militares estaduais quando eclodirem os atentados e tentativas de golpe.

*Com GNN

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Política

Bivar lança candidatura de mentirinha para torrar dinheiro do fundão

Depois da série de desistências na chamada terceira via, a semana terminou com um novo presidenciável na praça. O deputado Luciano Bivar se lançou ao Planalto pelo recém-criado União Brasil. A candidatura serve a muitos propósitos. Curiosamente, nenhum deles envolve vencer a eleição.

Bivar é um homem de negócios. Em 1997, arrematou o nanico PSL da família Tuma. Virou dono de partido, uma atividade que sempre rendeu dividendos em época de eleição. Nove anos depois, resolveu testar sua popularidade numa aventura presidencial. Terminou em último lugar com 0,06% dos votos, atrás do folclórico Eymael.

O fiasco não convenceu o empresário a mudar de ramo. Em 2018, sua insistência seria recompensada. Numa tacada de sorte, Bivar alugou a sigla a um deputado do baixo clero que sonhava com a Presidência. Da noite para o dia, viu sua bancada na Câmara saltar de uma para 52 cadeiras.

A ruptura com Jair Bolsonaro não afetou o empreendimento. O deputado manteve o controle sobre a sigla, os recursos do fundão e o tempo de TV. No ano passado, fundiu o PSL ao DEM, formando o União Brasil. A nova legenda se tornou a maior máquina partidária do país. Receberá quase R$ 1 bilhão para gastar em 2022.

Bivar chegou a participar de reuniões para escolher um candidato único da tal terceira via. No fim de maio, admitiu que as conversas não iriam “a lugar nenhum” e partiu para o voo solo, mesmo sabendo que terá o mesmo destino.

A jogada cumpre ao menos três objetivos. O primeiro é sepultar de vez as ambições presidenciais de Sergio Moro. O ex-juiz já havia levado um drible do Podemos. Agora terá que se conformar com uma candidatura a deputado ou senador.

A segunda tarefa é liberar os caciques regionais do União Brasil. Dos quatro governadores da sigla que concorrem à reeleição, três já declararam apoio ao atual presidente. O quarto é o goiano Ronaldo Caiado, que prefere ficar em cima do muro na disputa nacional. Declarar voto em Bivar, que não pontuou no último Datafolha, é a saída perfeita para não se indispor com eleitores de Lula ou Bolsonaro. Este também é o plano de ACM Neto na Bahia.

O terceiro propósito da candidatura de mentirinha está ligado à especialidade de Bivar. Com R$ 956 milhões a receber dos cofres públicos, o deputado poderá torrar uma fortuna na própria campanha sem que falte dinheiro aos aliados nos estados. Se ele for mesmo até o fim, seu fracasso nas urnas será uma experiência lucrativa.

*Com Bernardo Mello Franco/O Globo

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Política

Lula está subindo e pode chegar a 60% no primeiro turno, diz Marcos Coimbra

Marcos Coimbra, do Vox Populi diz à TV Fórum que primeiro turno em 2 de outubro mais e mais se parece com um segundo turno, disse a Forum.

O sociólogo Marcos Coimbra, fundador do Instituto Vox Populi, afirmou no Fórum Café desta sexta-feira (3) que o ex-presidente Lula pode chegar a 60% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, em 2 de outubro. Ele apresentou mais uma rodada da agregação das pesquisas, realizada semanalmente pelo Vox Populi -veja o estudo ao final.

Na agregação das pesquisas presenciais, Lula chegou a 53% das intenções de voto nas pesquisas de maio, dois pontos acima do registrado em março e abril. Coimbra explicou que a margem de erro das pesquisas presenciais agregadas é menor que a de cada pesquisa (em geral, 3 pontos percentuais): “Enquanto cada pesquisa presencial entrevista ao redor de duas mil pessoas, a soma delas é muito superior, 10, 20 mil pessoas, o que reduz muito a margem de erro”. Bolsonaro, por seu turno, está com 31%, que é, depois de “esgotado o manancial de votos do Moro”, seu patamar.

Ciro tem 8% dos votos e os demais candidatos somados, 8%. Coimbra disse que, na medida em que a eleição se aproxima, o primeiro turno vai adquirindo feição de segundo turno, o que faz com que a qualidade da escolha do eleitorado vá mudando. Por isso, ele disse que é cada vez maior a chance de os eleitores dos demais candidatos, que não Lula e Bolsonaro, abandonarem seus escolhidos. “Metade do eleitorado de Ciro, cerca de 4%, não tem definição consolidada e afirmam voto no segundo turno em Lula. Se o primeiro turno antecipar o segundo turno, devem migrar para Lula e empurrá-lo para 60%”.

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Centrão dá ultimato em Guedes para conter a inflação até a semana que vem

O Centrão tem pressa. De Arthur Lira a Ciro Nogueira a pressão é para que Paulo Guedes defina até a semana que vem uma solução para segurar a alta dos preços dos combustíveis.

Diz um integrante graúdo do Centrão:

— Tem que ser já. Para que dê tempo de o resultado ser sentido pela população, segundo Lauro Jardim, O Globo.

Nas reuniões no Palácio do Planalto, Guedes repete uma espécie de mantra. Tem dito que soluções mágicas, fora do receituário liberal, “podem resultar em mais inflação, na alta do dólar e podem explodir tudo”.

E o resultado, de acordo ainda com um integrante da ala política do governo, é que “o Bolsonaro está paralisado”, pois teme confrontar o seu ministro da Economia.

Ontem, por exemplo, foi realizada uma reunião no Palácio do Planalto para debater o assunto ou, mais precisamente, a decretação de um estado de calamidade no Brasil, como defende o Centrão, o que facilitaria a adoção de medidas que furassem o teto de gastos.

Participaram dela Jair Bolsonaro, Guedes, Ciro Nogueira, Adolfo Sachsida, Bruno Bianco e Celio Faria Júnior. Guedes, novamente, conseguiu impor o seu ideário. Ou seja, nada de decretação de estado de calamidade.

Um ministro de Bolsonaro afirma que o presidente está diante do “paradoxo de Guedes”:

— O Paulo Guedes insiste num liberalismo radical pelos próximos quatro meses. Mas só que isso vai banir o liberalismo do Brasil pelos próximos quatro anos, por que vai eleger o Lula.

Irritado, um assessor lotado no Palácio do Planalto cobra:

— Tudo bem, o Paulo Guedes já disse o que não pode fazer na opinião dele. Mas ele tem que dizer o que tem que ser feito para melhorar essa situação logo.

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Bolsonaro quer decretar calamidade pública de seu próprio governo, assumindo que não sabe governar

É isso que você leu na manchete. Bolsonaro se rende à própria estupidez e se confessa incapaz de governar o país.

Novidade? Nenhuma. Com essa atitude, o espanto é zero. A novidade aí é ele admitir que enfiou o Brasil num poço muito mais fundo e barrento do que se imagina.

Então, você se pergunta, como é isso? Nunca vi isso. Eu vou lhe dizer, fique tranquilo, Ana Paula do Vôlei, Augusto Nunes e o super garganta, Guilherme Fiuza, explicarão. Pior, darão um nó nas tripas dos dois neurônios dos bolsonaristas.

A coisa tem um objetivo, decretar calamidade pública em seu governo para congelar o preço dos combustíveis na Petrobras tentando, num projeto cerca frango, conter o preço.

Diante de uma economia aos cacos que não mostra nenhuma nenhum sinal vital. É o típico projeto de um presidente que nunca trabalhou, que é medroso, covarde e que tem medo de enfrentar o mercado, mas precisa se reeleger para não ir para a cadeia junto com os filhos.

É o plano dos desesperados, é o plano dos últimos horizontes de um presidente eleito por uma farsa judicial que culminou na maior tragédia que o Brasil já assistiu em toda a sua história.

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Lula, sobre privatizar Petrobras: ‘Quem se meter a comprar, se prepare’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta quarta-feira, dia 1º, as privatizações. Para o pré-candidato à Presidência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, “está tentando vender até os tapetes do Palácio da Alvorada”. “Quem quiser se meter a comprar a Petrobras, quem quiser se meter a comprar a Eletrobras, se prepare. Porque vai ter que conversar conosco depois das eleições do dia 2 de outubro”, afirmou.

Para Lula, a privatização da Eletrobras vai inviabilizar programas sociais do governo que visem a levar energia elétrica às populações carentes. “Se a gente deixar privatizar a Eletrobras, as empresas não vão tomar conta apenas do preço da energia, vão tomar conta da água dos nossos rios”, disse. “E nunca mais haverá um programa como o Luz para Todos.”

“O seu Guedes está tentando vender até os tapetes do Palácio da Alvorada, até os tapetes do Palácio do Planalto porque eles não sabem falar da palavra desenvolvimento, da palavra crescimento. Não sabe falar de educação, de cultura. Não sabe falar nada do que precisamos. é um homem que distribui armas quando este País está precisando de livros”, afirmou ainda o petista durante ato pela soberania nacional em Porto Alegre (RS).
Combustíveis

Lula tem defendido que, caso seja eleito, uma de suas principais ações será a mudança do cálculo do preço dos combustíveis, atualmente vinculado ao dólar pela Petrobras. A ideia é retomar a forma de preço antiga, em que o valor era calculado de acordo com o custo da gasolina no País. A política que acompanha o preço do petróleo no mercado externo foi implementada durante o governo Michel Temer (MDB).

*Com Uol

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Bolsonaro jamais irá a qualquer debate porque é covarde e tem muitos motivos pra isso

Bolsonaro é tão covarde, tão cagão e tão medroso que, mesmo estando em segundo lugar, com todas as chances de perder a eleição no primeiro turno, diz que não irá ao debate.

Desculpa: todos os candidatos vão querer me bater!

Isso mesmo, “o mito que dá golpe, manda e desmanda, que fecha o STF”, tá se borrando de medo de encarar uma única pergunta: o que vc fez de bom para o Brasil e os brasileiros durante seus 4 anos de governo?

Sim, é essa pergunta que Bolsonaro acha que será a maior ofensa pública que já recebeu na vida. Por quê? Porque não tem uma mísera coisa boa para mostrar.

Daí a sua covardia pré-datada, avisando que pode estar em último lugar nas pesquisas que, mesmo assim, continuará escondido debaixo da cama.

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Lula: “Nós estamos lutando contra os matadores da Marielle, milicianos”

“O braço armado do Estado não tem direito de chegar atirando a esmo, dizendo que todo mundo é bandido”, disse o ex-presidente Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (31), que o Estado brasileiro não pode autorizar a morte da população residente nas periferias em operações policiais e que é preciso lutar contra as milícias em todo o país.

“Nós estamos lutando contra os matadores da Marielle, milicianos; pessoas que não têm medo de fazer com o Genivaldo o que a Polícia Rodoviária Federal fez em Sergipe. Qualquer um de nós, ser humano, tem o direito de reagir emocionalmente e cometer uma barbárie, mas o Estado não tem. O braço armado do Estado não tem direito de chegar atirando a esmo, dizendo que todo mundo é bandido”, disse Lula.

A afirmação de Lula faz referência a morte de Genivaldo de Jesus Santos, morto em uma espécie de “câmara de gás” improvisada no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Sergipe, e também a operação policial na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 25 mortos durante uma operação policial.

Também citado por Lula, o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em uma rua do Rio de Janeiro, completou quatro anos sem que os mandantes do crime tenham sido identificados pela polícia. A autoria do duplo homicídio é atribuída a milicianos.

Lula participou, juntamente com outros nomes importantes do PT, como o ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e a ex-presidente Dilma Rousseff, participou nesta terça-feira (31) do lançamento do livro “Querido Lula”, no Teatro Tuca, em São Paulo.

*Com 247

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Câmara volta atrás e não pautará PEC de mensalidade em universidades públicas

Líderes dos partidos de oposição e da base fizeram acordo para retirada de pauta dos requerimentos de audiência pública e a não apreciação da PEC.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) não irá colocar em votação a PEC 206/19, que institui a cobrança de mensalidade em universidades públicas. Decisão foi tomada após acordo entre partidos da base do governo e da oposição.

Os líderes dos partidos políticos acertaram a retirada de pauta dos requerimentos de audiência pública e a não apreciação da PEC enquanto não houver discussão com a sociedade civil, segundo a agência Globo. Na prática, a medida emperra o avanço do tema na Câmara e faz com que não haja perspectiva de que a PEC seja votada na comissão.

Deputados da oposição comemoraram a retirada da proposta. “Nossa luta em defesa da educação resultou em vitória”, escreveu a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Os líderes dos partidos políticos acertaram a retirada de pauta dos requerimentos de audiência pública e a não apreciação da PEC enquanto não houver discussão com a sociedade civil, segundo a agência Globo. Na prática, a medida emperra o avanço do tema na Câmara e faz com que não haja perspectiva de que a PEC seja votada na comissão.

Deputados da oposição comemoraram a retirada da proposta. “Nossa luta em defesa da educação resultou em vitória”, escreveu a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

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Diretores exonerados da PRF vão ocupar cargos nos Estados Unidos

Foi publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União as demissões dos diretores executivo e de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Jean Coelho e Allan da Mota Rebello.Ainda que a demissão tenha sido recebida como reação às recentes ações violentas da PRF, os ex-diretores foram beneficiados pelo governo Bolsonaro com cargos no exterior, segundo o 247.

A notícia foi recebida como uma reação do governo federal às recentes ações violentas da PRF: a participação na chacina da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, e a execução de Genivaldo de Jesus, em Sergipe, em uma câmara de gás.

A exoneração, no entanto, não se trata de uma resposta a estes episódios. Segundo o G1, Coelho e Rabello foram indicados pelo governo Bolsonaro, no dia 13 de maio, para cargos nos Estados Unidos. Eles devem atuar como oficiais de ligação, em Washington, por dois anos.

A administração federal não havia apresentado justificativa para a exoneração dos diretores.

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