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Aprovação ao SUS cresce com Governo Lula e supera média latino-americana

Pesquisa da OCDE aponta alta de 9 pontos na satisfação entre 2022 e 2025; percepção de melhora nos serviços públicos avança e Brasil fica acima da média regional

A satisfação dos brasileiros com o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de 34% para 45% entre 2022 e 2025, segundo a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Com o esforço intensivo do Governo Lula para implementar medidas e projetos e aumentar investimentos, o avanço de 9 pontos percentuais coloca o Brasil acima da média regional, que é de 40% em 2025.

O resultado indica uma inflexão relevante na percepção social sobre o principal sistema público de saúde do país, em um contexto de reconstrução pós-pandemia e ampliação de políticas de acesso à assistência especializada.

Expansão da assistência impulsiona percepção positiva

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a elevação da aprovação está associada ao aumento concreto da oferta de serviços. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, saltando de 10,8 milhões para 14,7 milhões — o maior volume em 35 anos de SUS e acima do patamar pré-pandemia.

O programa Agora Tem Especialistas, uma das principais iniciativas da atual gestão, realizou mais de 127 mil cirurgias e exames em mutirões apenas em 2025. No mesmo período, 43,7 milhões de exames e consultas foram registrados, crescimento de 26% em relação a 2022. Ao todo, o sistema contabilizou 2,9 bilhões de procedimentos até dezembro de 2025.

A assistência oncológica também foi reforçada. Atualmente, 26 estados contam com centros de radioterapia equipados com aceleradores lineares, ampliando a capacidade de tratamento oportuno do câncer. As 4,7 milhões de sessões de quimioterapia realizadas no último ano configuram novo recorde histórico.

Parcerias e redução de filas

Além da expansão da rede própria, o governo ampliou a contratualização com hospitais e clínicas privadas para atendimento complementar no SUS. Mais de R$ 200 milhões em cirurgias e exames foram contratados com a rede privada, estratégia voltada a reduzir a demanda reprimida por atendimento especializado.

A iniciativa busca acelerar o enfrentamento das filas acumuladas e melhorar indicadores de resolutividade, fator diretamente relacionado à percepção de qualidade por parte dos usuários.

Avaliação dos serviços públicos também melhora

O estudo mostra ainda que a percepção sobre acesso e qualidade dos serviços públicos registrou crescimento ainda mais expressivo: alta de 18 pontos percentuais no período, passando de 24% para 42%. De acordo com o Vermelho, o índice brasileiro supera em 10 pontos a média latino-americana (32%).

O dado sinaliza que a melhora na avaliação do SUS está inserida em um movimento mais amplo de recuperação da confiança institucional, um dos eixos centrais da pesquisa da OCDE, considerada referência metodológica internacional.

A diretora de Governança Pública da OCDE, Elsa Pilichowski, destacou que o levantamento mede a complexa relação entre confiança e governança democrática, oferecendo subsídios estratégicos para o aperfeiçoamento de políticas públicas.

Metodologia e alcance da pesquisa

Com amostra de 2 mil entrevistados em todo o país, o estudo da OCDE avalia cinco pilares da confiança institucional: integridade, capacidade de resposta, confiabilidade, abertura e equidade. O modelo permite comparações internacionais e é aplicado há mais de uma década em diferentes países.

Os resultados indicam que, no período analisado, o Brasil apresentou avanço consistente na percepção de desempenho das instituições públicas, com destaque para a área da saúde — um dos serviços mais sensíveis na avaliação da população.

O crescimento da aprovação ao SUS, segundo a pesquisa, consolida um movimento de recuperação da confiança pública e reposiciona o país acima da média regional em um dos indicadores centrais de governança democrática.


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Nem na podridão do lixo da direita, ratos, porcos e Flavios conseguem se unir

A imunda torre de babel que assola a eleição animalesca da direita, consegue estabelece um qudro ou ao menos uma pauta que reúna os intermúndios umbralescos dessa cloaca chamada direita brasileira.

Esse é o resultado da  escória.

Todos os truques são desmascarados, tudo, no debate político, fede, e a decomposição da candidatura de Flavio Bolsonaro segue avançando tornando-se inviável até pelo julgamento de seus pares,

Não há futurista deslumbrando ou puxa-saco de Flavio acredite em sua candidatura.

O modo com que Flavio utiliza as palavras, piora ainda mais sua rejeição na base de quem pode dizer o quê e aonde diante das câmeras e microfones da grande mídia, e Flavio não pode dar um passo sem pisar na própria mina que explode contra si.

O fato é que a família Bolsonaro e sua exposição no mundo do crime, tem aquele ideal que absolutamente todo o universo do crime sonha em praticar.

Assim, todos os seus ataques contra Lula, transformam-se em bumerangue e volta na testa do idiota.

Como Lula mesmo disse, a eleição, para a direita, será um vale tudo, uma guerra suja com os ratos e porcos utilizando o que há de mais podre para tentar catapultar, com palavras, o ponto de referência que une os reacionários no Brasil.

O grande problema é que não há sequer ponto para ser colocado na mesa que não se volte contra a própria direita. Esse é o dilema, essa é a realidade na Babilônia da escória bolsonarista.


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Política

O alerta de Lula ao STF que pode mudar os planos da Corte

O presidente Lula manifestou sua preocupação com o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após o escândalo envolvendo o banco Master. O caso se tornou um dos temas centrais da imprensa brasileira, e ele se reuniu com membros da Corte para discutir o momento político, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha.

Em um jantar privado realizado na Granja do Torto, em Brasília, na véspera da abertura do ano judiciário, o presidente recebeu quatro magistrados do STF: o decano Gilmar Mendes, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Durante o encontro, o petista comentou sobre o “cansaço” que o Brasil vive, em referência à pressão crescente sobre as autoridades, cujas ações são constantemente vigiadas pela opinião pública, especialmente nas redes sociais.

O presidente destacou que até atos legítimos podem ser distorcidos nas plataformas digitais, o que agrava o cenário. Nesse contexto, o presidente alertou para a necessidade de cautela e maior vigilância sobre as atitudes e decisões públicas.

“Quem tem responsabilidades políticas e públicas precisa estar mais alerta que o normal”, afirmou. De acordo com o DCM, o chefe do Executivo também enfatizou que, devido ao papel crucial do STF na preservação da democracia, os ministros devem estar mais protegidos contra ataques, com maior atenção aos riscos de exposição.

Edson Fachin junto ao presidente Lula, Hugo Motta, Paulo Gonet, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
O encontro também abordou questões envolvendo membros da Corte, embora Lula não tenha mencionado diretamente os detalhes mais polêmicos, como o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o banco Master, ou a condução do processo que envolve o banco, relatado por Dias Toffoli.

O presidente sugeriu que os ministros do STF se aproximassem de Toffoli para esclarecer eventuais dúvidas sobre a condução do caso, já que o magistrado tem sido alvo de críticas devido a vínculos pessoais e familiares com o banco.

No entanto, Lula deixou claro que não se opõe à proposta de um código de ética para o STF, mas criticou a forma como o presidente da Corte, Edson Fachin, tem conduzido o debate. Ele acredita que a discussão pública e midiática sobre o código tem alimentado um movimento de críticas, muitas vezes oportunistas, contra o STF.

Para o presidente, o momento não seria adequado para a instituição se envolver nesse tipo de debate. O presidente também fez uma avaliação positiva sobre a atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco Master, elogiando a postura técnica e bem conduzida da autoridade monetária.

Ele sinalizou, no entanto, que as investigações relacionadas ao banco não sofrerão retrocessos, mesmo que possam envolver integrantes de seu próprio governo. A transparência nas investigações será mantida, segundo o presidente, independentemente das possíveis implicações.


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Política

Resort ligado a Ratinho teve aval de órgão estadual para construção em área de preservação no Paraná

Terras do Paraná foi fundada no início de 2021 por um grupo de empresários que inclui o apresentador Ratinho, pai do governador Ratinho Junior

O empreendimento Tayayá Porto Rico Residence & Resort, em São Pedro do Paraná (PR), recebeu aval do IAT (Instituto Água e Terra), órgão do governo do Paraná responsável pelos licenciamentos ambientais, para ter parte de sua estrutura levantada dentro da APP (Área de Preservação Permanente) do Rio Paraná, o que esbarra no Código Florestal.

A licença prévia foi emitida pelo IAT em 2022, mas a companhia Terras do Paraná, dona do resort, recuou sobre a construção na APP após ação civil pública aberta pelo Ministério Público Federal, que apontou ilegalidade. O projeto inicial foi alterado, e o resort segue em construção.

A Terras do Paraná foi fundada no início de 2021 por um grupo de empresários que inclui o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, o Ratinho, pai do governador Ratinho Junior (PSD), que assumiu o primeiro mandato em 2019. A Gralha Azul, empresa da família Massa, permaneceu sócia do resort até maio de 2024.

O apresentador Carlos Roberto Massa ao lado do empresário Patrick Ferro, à frente do resort Tayayá Porto Rico, no Paraná. Foto: Reprodução

Procurados pela Folha, o IAT e o governo estadual disseram que a licença prévia foi emitida de acordo com critérios técnicos e levando em consideração as compensações ambientais propostas pelo resort como contrapartida. O IAT negou qualquer influência política no licenciamento ambiental em razão da participação da família do governador no empreendimento.

“A análise técnica feita dentro dos procedimentos de licenciamento ambiental envolve conferência objetiva do cumprimento dos requisitos documentais capazes de viabilizar o empreendimento e análise dos critérios objetivos estabelecidos nas leis federais e regulamentos estaduais. Isso não requer conferência de origem de quadro societário”, afirmaram, em nota.

A Folha também fez contato com a família Ferro, principal dona do resort, mas o empreendimento preferiu não se posicionar. A reportagem deixou recados com a secretária do apresentador e pessoas ligadas ao grupo empresarial Massa, mas não conseguiu contato com ele ou um representante.

O empreendimento é composto por três edifícios e casas, com capacidade total para 1.898 leitos. Ele está localizado na região da divisa entre Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo e é semelhante ao Tayayá Aqua Resort, de Ribeirão Claro (PR), que no mês passado ficou sob holofotes na esteira do caso Master.

Os resorts já tiveram participação societária de empresas de parentes do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). A ligação chama a atenção porque o caso Master está sob a relatoria de Toffoli.

O Tayayá de Ribeirão Claro já teve um fundo ligado ao banco entre os investidores do empreendimento, entre 2021 e 2025. Em nota, o Tayayá Porto Rico disse que não tem nem teve nenhum vínculo com fundos ligados ao banco Master.

Apesar da saída da empresa Gralha Azul, em 2024, do projeto do Tayayá Porto Rico, as famílias Ferro e Massa seguiram parceiras em outros negócios, como o Morro dos Anjos Hotel Resort, em Bandeirantes (PR). Em redes sociais, os irmãos Patrick Ferro e Rodrigo Ferro costumam publicar fotos e vídeos de encontros com o apresentador e também com o governador.

O IAT emitiu licença p ao Tayayá Porto Rico em março de 2022 e, na sequência, a licença de instalação. O MPF sustentou que seus alertas sobre a questão da APP haviam sido ignorados e, ainda naquele ano, entrou na Justiça Federal com uma ação civil pública para tentar derrubar o aval ao projeto.

“O desenvolvimento sustentável é norteado pelo equilíbrio entre o progresso econômico e a preservação ambiental, principalmente por considerar necessariamente saídas alternativas (como a existência de outros terrenos, que no caso existem) em eventual conflito de interesses, como, no caso em tela, a construção de um resort de luxo em Área de Preservação Permanente”, escreveu a procuradora da República Monique Cheker, em trecho da ação.

A APP abrange a distância de 500 metros das margens do rio Paraná, e, em uma parte dela, seriam feitas mais de 20 intervenções segundo o projeto original, como 52 chalés, estacionamento, tobogã, parque aquático indoor, bar principal, piscinas adulto e infantil, playground, praça de alimentação, espaço de eventos multiúso, quadra de tênis, marina e rampa náutica.

O empreendimento também está integralmente inserido na chamada Área de Proteção Ambiental Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, que é uma unidade de conservação instituída por lei federal em 1997.

Outro ponto criticado pelo MPF na atuação do IAT foi o fato de o órgão estadual não ter exigido EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, mesmo o classificando como de “porte excepcional”, o maior entre cinco categorias estabelecidas pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente. O órgão exigiu a apresentação apenas de RAP/RAS (Relatório Ambiental Preliminar/Relatório Ambiental Simplificado).

Técnicos do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, também fizeram observações sobre a atuação do IAT no caso. Em documento, eles apontam ineditismo no “elevado interesse institucional do órgão licenciador, aspecto evidenciado por inúmeros escritórios regionais, além do IAT local, arrolados nas análises técnicas”.

Foi o próprio IAT e o governo do Paraná, não o resort, que recorreram à segunda instância da Justiça Federal para tentar reverter a decisão do juiz Adriano José Pinheiro, que, em dezembro de 2022, determinou a suspensão das licenças prévia e de instalação, acolhendo pedido de liminar do MPF.

A PGE (Procuradoria Geral do Estado) entrou no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) com um pedido de Suspensão de Liminar e de Sentença, um instrumento jurídico utilizado em casos excepcionais, e alegou que a decisão da primeira instância representava “grave lesão à ordem e à economia públicas locais”.

Questionados pela reportagem, o IAT e o governo do Paraná disseram que “cabe ao IAT/PGE a defesa da legalidade das ações do Poder Executivo perante o Poder Judiciário”.

O TRF-4 concordou com o governo estadual e derrubou a liminar, mas, meses depois, para que o imbróglio não fosse estendido, o resort e o MPF firmaram um acordo, modificando o projeto inicial para que a obra não mais avançasse para a APP. O acordo foi homologado em setembro de 2023, e a ação civil pública acabou extinta.

O caso gerou, porém, outros desentendimentos. Com as mudanças no projeto feitas no acordo, parte dos clientes não gostou das alterações e reivindicou a devolução do investimento por via judicial.

*ICL


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Política

VÍDEO – Lula critica preconceito contra exame de próstata: “Vergonha de tomar dedada”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9), durante agenda em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, que muitos homens deixam de realizar exames de prevenção ao câncer de próstata por constrangimento com o procedimento médico.

A declaração foi feita durante visita a uma Carreta da Saúde do programa “Agora Tem Especialistas”, iniciativa voltada à ampliação do acesso a exames e atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No discurso, Lula comparou a resistência masculina ao exame de próstata com a rotina de cuidados preventivos das mulheres. Segundo ele, há homens com mais de 60 anos que nunca realizaram o exame por vergonha do toque retal realizado por profissionais de saúde:

“Tem homem com 60 anos que nunca fez exame: ‘eu não posso, eu sou homem, eu não quero que o médico mexa nas minhas partes’. Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.

O presidente citou a primeira-dama Janja da Silva, afirmando que ela deve visitar uma unidade móvel de saúde para realizar mamografia. Lula disse que pretende que Janja divulgue a importância do exame, da mesma forma que ele próprio fala publicamente sobre a prevenção do câncer de próstata.

Ainda durante a agenda em Mauá, Lula anunciou investimento de R$ 45,8 milhões no Instituto Federal do município e realizou a entrega de ambulâncias para cidades da região do ABC Paulista.

Participaram da cerimônia prefeitos de municípios do ABC, com exceção do chefe do Executivo de São Caetano do Sul, Tite Campanella. Em sua fala, Lula cumprimentou os gestores presentes e mencionou que Mauá é a única cidade da região governada por um prefeito do Partido dos Trabalhadores, enquanto os demais municípios são administrados por partidos de oposição. DCM.


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Cultura Política

Assim na terra como no céu

É difícil a esquerda ouvir tranquilamente uma crítica sobre a falta de um projeto nacional de cultura, como se financiamento bastasse.

No Brasil, muitas vezes, o que se debate é produção cultural e, consequentemente, o financiamento público para tal.

A indústria cultural de massa, no auge de sua política hegemônica, tinha a estratégia de domínio em suas mãos, quase total da produção, da difusão e da distribuição. Essas duas últimas não são sequer citadas nos debates oficiais de cultura. É como se não existissem.

Normalmente, a cultura institucionalizada muito mais por uma visão tecnocrática, não contempla nada sobre o lúdico ou sobre a realidade do universo cultural do Brasil, proprianente dito. Como se organizam as comunidades em torno da representação cultural e muito menos quais desdobramentos em termos de identidade e soberania como formulação de um tratado nacional que contemple a realidade brasileira.

A sensação que se tem é a de uma repaginância neoliberal que acontece desde a implementação da Lei Rouanet, criada no governo Collor e estimulada, de forma ainda mais enviesada e neoliberal, no governo FHC em que se propunha a cultura como um grande negócio, expressão utilizada por Fernando Henrique em seu governo.

Quando Lula, na campanha de 2002, declara, no filme Entreatos, que tinha um encantamento por um colega de trabalho que extraia som do próprio corpo na batida do samba, ele enxergou a alma da cultura brasileira.

Sempre que leio ou ouço falar sobre política pública de cultura, lembro-me dessa fala de Lula sobre a síntese da cultura do Brasil. Ali, Lula não estipulava um olhar sobrenatural para uma visão estética ou o benefício financeiro que a cultura pode dar ao país, o assunto ali era gente, sentimento de representação coletiva que ele deixava claro que não havia como substituir por outra coisa. O que seu amigo fazia era fruto da identidade brasileira máxima com o povo e, por isso, mantinha-se forte a ponto de se traduzir essa alma em sons extraídos do próprio corpo.

Isso nada tem a ver com dados estatísticos do ponto de vista econômico, como se vê muita gente reproduzir, de forma até contraditória, Lula teve a felicidade arguta de ir direto àquilo que corre nas artérias desse país e que o capitalismo, com a hegemomia da cultura de massa, tentou inutilmente destruir.

Hoje, essa mesma indústria de massa foi convetida, junto às big techs, em ações regidas pelos algoritmos, que funciona na base do monopólio do dinheiro grosso,

É um assunto espinhoso, mais contemporâneo, impossível. Então fica a pergunta, por que os podcasts de esquerda nunca colocam esse debate na mesa?

Lula, na visita que fez a Gil e Caetano, retoma a importância de um debate estratégico da cultura brasileira na política, porque um dos maiores crimes hoje, no mundo, são praticados pelas bilionárias big techs e que viu sua censura férrea ser arrombada por um movimento político de grandes ícones da cultura brasileira, liderado por Gil e Caetano, que reuniu milhões de brasileiros por todo país numa mobilização histórica que fulminou a PEC da Bandidagem nas ruas de forma absolutamente espetacular.

Aquela hipertrofia dos algoritmos, parte do jogo financeiro, não teve qualquer chance diante de uma multidão que, em nome de uma ordem social, rebelou-se contra a guerra da chamada extrema direita no Congresso contra as leis e a própria democracia.

O Brasil precisa se reescrever a partir de sua cultura, e Lula sabe disso e, possivelmente, a sua visita a Gil e Caetano seja uma beve introdução de uma política pública moldada pelos movimentos da própria sociedade em busca de um objetico real e concreto daquilo que chamamos do fazer cultura a partir do interior de cada brasileiro.


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Política

Nikolas Ferreira quer incitar uma guerra santa entre evangélicos e católicos

Para quem ainda não sabe, Bolsonaro já deu aval para Nikolas ser candidato a governador de Minas Gerais, porque, segundo reza a crença, vence a eleição nacional quem vence em Minas.

Seja como for, fora desse princípio apressado beirando o místicicismo eleitoral, em que uma espécie de crendice faz o estado de Minas ter a patente decisória do certame, Bolsonaro acha que a candidatura ao governo mineiro de Nikolas Ferreira, é um negócio maravilhoso.

Resultado, o negócio é fazer barulho para angariar engajamento. Dane-se se Nikolas não tem um projeto aprovado, mesmo levando uma grana dos cofres públicos como parlamentar inútil e vazio, não tendo, como nunca teve qualquer compromisso com o cargo e nem com o povo, além de seus milionários patrocinadores da Faria Lima, incluindo aqueles que não podem ser citados por motivos óbvios.

Nikolas tem farta experiência no quesito manipulação, sobretudo na questão religiosa. A coisa vem de berço. Desde pequeno, foi transformado numa espécie de Malafaia mirim, não para agradar os baixinhos como ele, mas para arrebatar peixes graúdos do ponto de vista do dízimo.

Ou seja, um toma lá, dá cá, uma pregação de resultados, nada de filosofias, humanismo ou coisa que o valha. é uma espécie de olho por olho, dente por dente, uma espécie de evangelistão neopentecostal. É troço de grosso calibre.

Nikolas não tem o menor pudor em votar sempre contra os pobres em favor dos ricos.

Esse monumento de hipocrisia, inversamente proporcional ao seu tamanho, consegue vitórias momentâneas e, como tal, tem o cérebro voltado para encabeçar, como um general, uma tropa fria com soluções estudadas e editadas para abastecer o ódio importado do bolsonarismo,

Daí sua hostilidade oficial contra o governo Lula, o STF e contra o petróleo brasileiro, melhor dizendo, o Estdo brasileiro.

Por isso sua desastrosa ação como deputado federal estabelece limites de muito claros, e é nessa combinação esquemática, onde se mistura política e religião da forma mais podre, é que Nikolas joga pedra na cruz e propõe um levante contra as forças do mal, numa suposta guerra espiritual, segundo seu próprio discurso. O mal, as trevas estão do lado dos católicos na figura dos padres para atacar e representar o figurino que está pintando.

Esse é o cálculo. É nessa mistificação e é com esse tipo de vigaristinha que toda vovó reacionária sonha casar sua netinha.

Nikolas tem sido citado de forma recorrente em vários capítulos desse país, digo, os mais cabeludos, como Banco Master, Igreja Lagoinha e seus respectivos donos, como André Valadão e Daniel Vorcaro. Soma-se a isso a fake news do Pix, protagonizada por Nikolas Ferreira que beneficiou enorme e inequivocadamente o PCC. Sem falar no primo traficante e no tio, pai do traficante, beneficiado com o orçamento secreto, via Nikolas Ferreira.

Está aí alguém que quer ser ainda pior que o Bolsonaro.

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Política

Governo Lula: De um total de R$ 10 bilhões, o Move Brasil liberou quase R$ 2 bilhões para financiar caminhões

Programa apoia troca de caminhões antigos por novos

Em evento em Guarulhos (SP), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse neste domingo (8) que o programa Move Brasil liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões no primeiro mês de vigência.

O programa busca substituir veículos antigos e retomar o ritmo de vendas, que havia recuado 9,2% em 2025. Em relação aos modelos pesados, voltados para transporte de longas distâncias, a retração foi mais acentuada, de 20,5% ante 2024.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro de 2024).

Para Alckmin, a queda nas vendas está relacionada à alta taxa de juro no país.

“Temos recorde de safra, com aumento de 17,9%. Também de exportação, com US$ 349 bilhões, e uma corrente de comércio de US$ 629 bilhões. Esses produtos precisam chegar a portos e aeroportos. Qual foi o problema? A taxa de juros. Normalmente, quem compra esse tipo de bem de uso duradouro financia, é difícil comprar à vista. Eu vou e financio. A taxa estava em 22%, 23% ao ano, e a resposta foi boa, cerca de R$ 1,9 bilhão neste comecinho”, destacou.

Dono de uma empresa de transportes em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo, Orlando Boaventura pegou empréstimo pelo Move Brasil. A empresa, familiar, tem 30 funcionários e existe há 20 anos. Com os recursos, compraram o 29º caminhão.

“Um modelo novo gasta hoje até R$ 200 a menos em combustível em uma viagem daqui para o Rio de Janeiro, por exemplo. A gente busca a renovação de frota e essa taxa de juros é adequada, está dentro do nosso padrão. Conseguimos um bom preço e achamos que era o melhor momento para comprar”, contou. A empresa deve contratar mais cinco trabalhadores este ano.

O representante dos trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou o esforço conjunto de empresas, sindicatos e do governo federal para elaboração do programa, que visa a manutenção dos empregos no setor, como a diminuição das emissões de carbono e a transição para modelos de logística mais sustentáveis.

No evento, os representantes da indústria pediram a manutenção do programa, como forma de estimular a retomada das vendas do setor, que envolve fábricas, concessionárias, indústrias de peças e outros produtos relacionados.

“Vemos uma tendência do Banco Central de pensar o início de um ciclo de redução da taxa Selic. Isso talvez compense, caso não haja perenização no programa, mas ele já tem um valor importante porque antecipa a expectativa e como a taxa de juros estará a partir do terceiro e quarto trimestres deste ano”, destacou o CEO da Scania, Christopher Polgorski, acrescentando que cada emprego mantido na produção e vendas diretas reflete na manutenção de outros seis empregos indiretos.

Alckmin informou que o programa não tem um prazo de conclusão, e que teto deve continuar em R$ 10 bilhões. “Neste momento não temos discussão de aumento do valor [do teto]. O prazo pode durar dois meses, quatro meses, seis meses, até que o recurso se esgote. Depois disso nós vamos estudar”, disse.

Move Brasil
O Move Brasil libera crédito para a compra de caminhões novos e de seminovos fabricados a partir de 2012 por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os veículos precisam atender a critérios ambientais.

No final de janeiro, o Renovação da Frota, dentro do Move Brasil, beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas transportadoras de 532 municípios. Somente no mês passado, foram realizadas 1.152 operações, com valor médio de R$ 1,1 milhão.

No total, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões em crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e BNDES. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. As taxas de juros cobradas estão em torno de 13% a 14% ao ano. Há condições melhores para quem comprovar entrega de veículos mais antigos para desmonte.

O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses.

Todas as operações são cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado.

*Agência Brasil


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