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Brasil Política

Chacinas em favelas é a plataforma eleitoral da direita para 2026

Os ditos setores da extrema direita estão explorando a violência em favelas como ferramenta para reconquistar terreno eleitoral em 2026.

Isso mostra o nível do debate político dessa escória de oportunismo barato e imundo.

Com base em eventos recentes, como a operação policial no Rio de Janeiro em outubro de 2025, a direita tem um genocídio para chamar de seu e engatar a matança indiscriminada nas favelas como proposta de governo para a eleição de 2026.

As chacinas, como a do RJ. que estão sendo instrumentalizadas pela direita para 2026, alimentando uma necropolítica que trata favelas como zonas de guerra e pobres como terroristas descartáveis.

Mas isso não é inevitável: exige disputa por uma segurança pública democrática, com prevenção e justiça.

É isso que Lula deve implementar para mitigar o problema das facções e adicionar um programa consistente que aponte para uma solução nada fácil, mas sem perder de vista a busca por ações conjuntas que possam efetivamente engrossar fileiras de combate à criminalidade.

Nada de chacina ou redesenho dos palavrórios com nome fantasia de narcoterrorismo.

Como a direita bolsonarista não tem nada de positivo para mostrar quando Bolsonaro governou o Brasil, matar pobres e pretos favelados virou martelo definitivo na bigorna para servir de slogan eleitoral em 2026, num macabro oportunismo rasteiro que transforma sangue em palanque.

O bolsonarismo sem pauta positiva
O legado de Bolsonaro foi caos econômico, negacionismo na pandemia e 700 chacinas policiais no Rio desde 2007, com 2.905 civis mortos, segundo o Geni/UFF.

Agora, com ele inelegível e condenado, a extrema direita busca um novo eixo, o “narcoterrorismo” como pretexto para estado de exceção, inspirados no modelo Bukele de El Salvador.

Analistas como Ignacio Cano (Uerj) alertam que isso converge com o calendário eleitoral, reagrupando a militância digital e criando comoção para disputar o Senado em que Castro é cotado ou até a Presidência.

A ONU se horrorizou, a Defensoria Pública da União protocolou medidas cautelares sob a ADPF 635 (que regula operações em favelas), e o STF cobra explicações ,mas o estrago já está feito, com mães como as de Acari e Vigário Geral revivendo o pesadelo 30 anos depois.


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Política

Senador Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado, diz que vai mirar políticos e andar superior

CPI do Crime Organizado vai mirar políticos e ‘andar superior’, diz presidente de comissão

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, em entrevista à Folha de S.Paulo.

O que ele disse, na íntegra:
“Eu espero que a gente alcance, por exemplo, o andar superior também de quem, de qualquer forma, tenha concorrido para estimular o crime organizado, seja em facções, seja em milícias, lavagem de dinheiro, corrupção, não importa.”

  • O que significa “andar superior”?
    Contarato explica que a CPI não vai ficar só na “ponta”** (traficantes de rua, soldados de facções). Vai subir a escada:
  • Políticos que omitem ou protegem criminosos;
  • Empresários que lavam dinheiro;
  • Agentes públicos infiltrados;
  • Financiadores de alto escalão.

Contexto da CPI

  • Instalada dia 4/11 após megaoperação no RJ (121 mortos);
  • Presidente: Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de polícia;
  •  Relator: Alessandro Vieira (MDB-SE),também ex-delegado;
  • Prazo: 120 dias, mas pode dobrar o prazo;
  •  Primeiros convocados: ministros Lewandowski e José Múcio, diretores da PF e Abin, governadores de RJ, SP, DF e RS.

O que vem por aí
– Requisições já protocoladas: ouvir Nayib Bukele (El Salvador) e até líderes do PCC (relator é contra);
– Relator quer usar o “precedente Felca” (quebra de sigilo bancário ampla).

A CPI nasceu para investigar PCC e CV, mas Contarato jogou a bomba: “vamos subir até o topo”. Se cumprir a promessa, 2026 vai pegar fogo.

Entrevista concedida à Folha de S. Paulo

O que esperar da CPI?

FABIANO CONTARATO – O crime organizado tem várias frentes que podem ser exploradas: espaço territorial, que envolve milícia, facção, tráfico de entorpecentes, aspecto econômico. Se você olhar para os aspectos da corrupção, também há a possibilidade até mesmo do envolvimento de políticos. Eu acho que a CPI tem que prestar um serviço à população. Tanto eu, quanto senador Alessandro Vieira [relator], temos perfil mais técnico [delegado], de ser mais pragmático, mais objetivo. Então, eu espero que ela aponte soluções.

P. – Como evitar que a CPI vire palanque político às vésperas das eleições de 2026?

FC – Não estou querendo falar porque eu estou no Senado, mas o perfil é mais, vamos dizer, mais respeitoso. Então, eu acho que esse tipo de comportamento tem como você impedir, parar e falar ‘olha, isso não é o objeto da CPI, nós não podemos perder tempo com relação a isso’. Então, eu acho que tudo depende da forma como você vai conduzir. É claro que vai ter discurso, vai ter senador que vai estar lá para fazer recorte para a rede ou para falar do partido, do governo. Mas eu tenho consciência tranquila de que estarei ali para tentar contribuir e evitar.

E importante mencionar que eu sou progressista, mas eu não confundo ser progressista com ser permissivo com quem comete crime, principalmente crime organizado, principalmente organização criminosa, principalmente com lavagem de dinheiro, com corrupção, com envolvimento de pessoas de elevado poder aquisitivo. Eu acho que dá para conciliar as duas coisas. Passou da hora de a gente entender, principalmente o campo progressista, que debater segurança pública não é uma pauta exclusiva da direita, é uma pauta de todos nós.

P. – A oposição apresentou requerimento para ouvir membros de facções. O sr. pretende colocar isso em votação?

FC – Pautar é prerrogativa e poder discricionário da presidência. Eu vou ter toda cautela. Eu vou seguir o plano de trabalho. Isso [ouvir membro de facções] não está sendo debatido no desenrolar desta CPI. Eu tenho que pegar efetivamente a mão estendida dessas organizações criminosas, não só quem está lá na ponta ou quem já foi preso. Quer dizer que isso não vai acontecer lá no futuro? Eu não sei, mas não sei qual é a relevância para chamar. Isso nem sequer está no radar da comissão.

P. – O sr. acredita que falta ao Congresso um debate mais técnico sobre segurança pública, além do discurso punitivista?

FC – Eu acho que o Congresso tem que debater de forma mais responsável o tema da segurança pública. Esse assunto não pode ser exclusivamente da direita, eu faço parte da Comissão de Segurança Pública do Senado e estavam aumentando lá a pena do estelionato para 19 anos de reclusão.

Eu falei assim: “Olha, a pena do homicídio é de 6 a 20. O estelionato é praticado sem violência e sem grave ameaça à pessoa.

P. – Como fica a proporcionalidade?

FC – Eu acho que falta o envolvimento de todos os partidos, independentemente de coloração partidária, para tratar do assunto com mais responsabilidade.

P. – Como membro do PT, o que o sr. acha do discurso do partido sobre segurança pública?

FC – Eu acho que está havendo uma reflexão do partido. Eu acho que ele está repensando esses valores, esse tema.

P. – O que o sr. achou da declaração do presidente Lula ao classificar a situação no Rio como matança?

FC – Eu acho que a reflexão do presidente é de preocupação, ele é um chefe de Estado. Eu sempre falo, eu sou delegado, o policial tem que ser visto como garantidor de direitos, e não como violador de direitos. Talvez ele não tenha sido feliz na colocação quando fez esse pré-julgamento. Eu, sinceramente, não sei quais foram as circunstâncias de como aquela operação se desencadeou naquele contexto que resultou nessa quantidade de óbitos.

Só quem está lá efetivamente é quem sabe. Imagine você entrando lá e sendo recebido por pessoas fortemente armadas. E isso deve ser aprofundado e apurado no inquérito policial, que vai ter a participação da Defensoria, do Ministério Público.

Mas eu não posso, aí a fala é minha, partir da premissa de já determinar que houve uma execução sumária. Eu prefiro esperar, pela cautela e pela prudência, que seja apurado. E, aí sim, se for apurado que houve pessoas ali que não reagiram e ainda assim houve execução, aí tem que se atribuir responsabilidade penal, civil e administrativa para qualquer pessoa que assim tenha praticado.

P. – Como foi a operação na sua avaliação?

FC – O objetivo era prender o Doca, o segundo no Comando Vermelho. Ele não foi preso. Foi restituída a pacificação para a comunidade? Houve a ocupação social ali pelo poder público? Nós tivemos um saldo de 121 mortos. O resultado, para mim, é mais uma operação que resultou em óbitos de policiais e também de civis.

P. – Qual o legado o sr. espera que a CPI deixe?

FC – O que a gente pode dar é uma resposta eficiente de mudança naquilo que seja de competência do Poder Legislativo. No aspecto da responsabilidade, buscar essa união entre União, estados e municípios, para que eles possam trabalhar em um sistema de cooperação mútua. Agora, não tem como falar que a comissão vai apurar a omissão ou o comportamento do governador A, B ou C. Ela tem que fazer esse diagnóstico, tem que ser propositiva, tem que apresentar projeto de lei, legislar, aprovar as leis e fazer esse trabalho de buscar uma interação entre os poderes.

Eu espero que a gente alcance, por exemplo, o andar superior também de quem, de qualquer forma, tenha concorrido para estimular o crime organizado, seja em facções, seja em milícias, lavagem de dinheiro, corrupção, não importa. Esse tema é tão complexo porque ele envolve também a corrupção dentro dos âmbitos das instituições.

Fabiano Contarato, presidente da CPI
Fabiano Contarato, 59, é senador pelo Espírito Santo, e fez carreira na área de segurança pública. Foi delegado da Polícia Civil, diretor-geral do Detran-ES e corregedor-geral da Secretaria de Estado de Controle e Transparência. É mestre em sociologia política pela Universidade Vila Velha e professor de direito penal.


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Política

Bolsonaro deve ‘se preparar para ser preso em regime fechado’ até dezembro, diz jurista

STF formou maioria para rejeitar recurso do ex-presidente; Marcelo Uchôa avalia que embargos mantêm mérito da condenação

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para rejeitar o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marca, segundo o jurista Marcelo Uchôa, o fim da disputa judicial sobre o mérito do processo que condenou o líder de extrema direita pela trama golpista. Para ele, o momento agora é de “se preparar para ser preso”.

“Não estamos mais na fase de discussão de mérito. A discussão de mérito é sobre o cometimento dos crimes. Ela já se encerrou”, afirmou Uchôa, que é membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e do Grupo Prerrogativas, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. “O momento agora de Bolsonaro é de se preparar para ser preso, porque ele está condenado a 27 anos e três meses de prisão, e a começar o cumprimento em regime fechado, fora as multas”, disse.

Segundo o jurista, a defesa ainda pode apresentar recursos protelatórios, mas eles não têm poder de mudar o conteúdo da condenação. “É possível que seja preciso esperar passar esse novo prazo de cinco dias para ter uma certidão de trânsito em julgado, e aí Bolsonaro passar a cumprir pena. Mas isso vai acontecer daqui a pouco; no mês de dezembro, no mais tardar. Não tenho dúvida de que nós já estamos realmente na fase final deste processo”, reforçou.

STF fortalecido e democracia em disputa
Uchôa considera que o julgamento da trama golpista reforça o papel do Judiciário na defesa das instituições. “O STF sai com uma imagem muito fortalecida. Nós estamos falando de um golpe de Estado, da tentativa de surrupiar a democracia popular”, avaliou.

Para o ele, a responsabilização é essencial para impedir a repetição de ataques às instituições. “Essa história do 8 de janeiro precisa ser concluída de maneira fiel mesmo. Nós estamos falando da nossa democracia, que amadureceu. Nós estamos lutando por ela, mas vamos vencer. Estamos vencendo”, concluiu.

*BdF


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STF forma maioria para manter condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram para manter a pena de 27 anos imposta a Bolsonaro

Por André Richter – Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (7) maioria de votos para manter a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis réus na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual dos recursos protocolados pelas defesas dos condenados para evitar a execução das penas em regime fechado.

Até o momento, o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela manutenção das condenações. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Luiz Fux não vai votar. No mês passado, o ministro mudou para a Segunda Turma da Corte após votar pela absolvição de Bolsonaro.

A votação permanece aberta até a próxima sexta-feira (14).

STF, Bolsonaro

Estão em julgamento os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento, que foi realizado no dia 11 de setembro e terminou com a condenação de Bolsonaro e seus aliados na trama.

Além de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

Prisão
Atualmente, o ex-presidente Bolsonaro está em prisão domiciliar cautelar em função de outra investigação, a do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se o recurso for rejeitado, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada.

O ex-presidente pode cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. A decisão final será de Alexandre de Moraes.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

*ICL


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Tiara nazista dá muito lucro

Emenda de Julia Zanatta direciona R$ 800 mil a clube de tiro de amigo da deputada.

A auditoria finalizada pelo Tribunal de Contas de SC sugeriu o encaminhamento para a PF e MPF, diante da gravidade dos achados.

Há indícios de que a prefeitura tenha favorecido a empresa com quem a parlamentar tem relações, a Top Gun.

Irregularidades desde os estudos pré-licitação até a seleção do clube aparecem na análise.

Os indícios são desde leniência até fragilidade na vistoria de qualificação técnica do clube.

Além disso, o órgão aponta a possibilidade de conluio entre duas empresas do mesmo ramo e a adulteração de documentos no processo realizado para a contratação de cursos da Guarda Municipal (ICL)

Detalhe: é bem provável que o “amigo” dela seja laranja da própria que tinha clube de tiro antes de ser deputada. Foi no seu clube que rolou o encontro de Eduardo e Carluxo com Adélio antes da farsa da facada.


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Filosofia da Segurança Pública do Rio segundo Claudio Castro: o sapo pula e a rã salta

Sobrou para os bolsonaristas, o bagaço da laranja de Witzel!

Nesta quinta (6) no podcast piegas de Rogerio Vilela “Inteligência LTDA”, imagina isso, Claudio Castro adicionou mais uma pérola de sua incontável lista de patacoadas sobre gestão pública com vivas, palminhas e gritinho pamonha do próprio maestro do programa que operou como cabo eleitoral do espanta neném.

O sujeito tremilicou de gozo quando perguntou a Castro sobre a comparação da operação Carbono Oculto feita em SP pela PF, sem dar um único tiro, na Faria Lima que detonou bilhões do PCC, com a operação Pé de Chinelo nos complexos da Penha e Alemão que terminou numa trágica carnificina com execução sumária de mais de 130 jovens favelados sem qualquer patente no mundo do crime, e quatro policiais sem recuperar qualquer quantia em dinheiro do CV, muito menos quantidade robusta de drogas, e zero prisão dos chefes do Comando Vermelho.

Tudo isso, com tiroteios intensos no meio da comunidade que essa gente jura que não houve. Mas as imagens no Youtube denunciam essa gigantesca e gritante mentira.

Sem saber explicar o inexplicável fracasso da operação que ele classifica como sucesso, o vigarista que governa o estado do Rio meteu essa: É que São Paulo é cidade de logística, e o Rio é cidade de serviços.

Nem o pior charlatão do planeta mete uma mamona dessas pra não dizer as claras que aquela operação cheia de tiros e mortes de gente da comunidade pobre foi uma fraude que não trouxe ou trará qualquer efeito real contra a estrutura do crime organizado dentro das favelas e muito menos no dia a dia do carioca médio do asfalto.


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Barbárie exaltação: Claudio Castro, o cowboy gaiato do faroeste carioca, agora quer ser presidente

De cocô do cavalo de bandido a herói carioca, anabolizado pelos milionários algoritmos.

Esse é o novo manequim do bolostrô Claudio Castro, governador pistoleiro do estado do Rio.

Toda essa meleca fascista, é resultado da receita bolsonarista para fabricar o Ozempic policialesco que promete cinturinha de vedete na área de segurança pública contra os “narcoterroristas” dos morros do Rio.

O mecanismo é simples, a degola de soldadinhos e aviões do tráfico, é promovida enquanto o dono do morro foge pagando o arrego ao “guerreiro fardado de caveira”, herdeiro da polícia criada pela coroa para garantir os petiscos feitos de negros moídos da escravidão no século XIX e servi-lo ao baronato do “Vale do Café” no chá das quatro no Rio de Janeiro.

Isso foi confessado em pleno Congresso Nacional por um oficial da inteligência da PM carioca, que classificou a farra sangrenta de Claudio Castro na Penha e Alemão, de fiasco como política de segurança pública.

Lógico que os efeitos colaterais dessa matança a esmo vão cobrar caro da própria sociedade carioca e o engarrafamento atravessará todo o estado do Rio.

Enquanto isso, Castro usará os recursos que recebe do governo federal para pagar ricamente as “opiniões” na mídia digital e, logicamente, sua promoção política nos piores e mais baixos podcasts do Youtube e congêneres.

Para quem armou a maior fraude eleitoral do Rio com mais de 27 mil cabos eleitorais, um número incontável de compra de votos para sua reeleição, pagos com dinheiro público, essa grana de autopromoção, é troco de bala barata.


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Política

Tarcísio desperdiça oferta lucrativa e vende terras públicas por 10% do preço em São Paulo

Governador nunca respondeu proposta que ofereceria ganho maior, em troca do repasse dos terrenos à reforma agrária

Por Amanda Audi – Agência Pública

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) está vendendo terras públicas griladas com descontos que chegam a 90% como uma forma de engordar os caixas do estado. Tarcísio espera receber R$ 1,6 bilhão pela venda dos terrenos. Mas o ganho poderia ser muito maior se tivesse aceitado uma proposta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do governo federal, que se ofereceu para pagar 100% do valor de mercado das mesmas áreas para destiná-las à reforma agrária.

Se a proposta do MDA tivesse sido aceita, a arrecadação prevista poderia aumentar até seis vezes e chegar a R$ 7,6 bilhões, considerando os descontos médios que vêm sendo aplicados nas transações, segundo estimativa da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O governo Tarcísio disse que não recebeu, até o momento, nenhuma proposta formal sobre transferência de áreas públicas estaduais para o governo federal. No entanto, a tratativa foi formalizada em um ofício do MDA, de novembro de 2023, em e-mails trocados ao longo de 2025 e em pelo menos cinco reuniões entre membros dos dois entes, segundo dados a que a Agência Pública teve acesso.

A administração paulista colocou à venda cerca de 600 mil hectares – o equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo – de terras devolutas, áreas públicas ocupadas irregularmente que nunca tiveram uma destinação definida pelo poder público e nem um dono particular. Boa parte dessas terras foi ocupada por grileiros há décadas, que agora têm a chance de regularizar a posse à preço de banana.

A maior parte fica no Pontal do Paranapanema, no oeste do estado, região que concentra altos índices de conflitos agrários e é pressionada pela especulação imobiliária. Ao lado das terras griladas, o local abriga a maior concentração de assentamentos rurais do estado – pelo menos 117.

Tarcísio foi procurado pelo ministro Paulo Teixeira, do MDA, pelo menos cinco vezes desde o início do ano, mas não deu uma resposta, ao passo em que os terrenos continuam a ser negociados com os descontos.

A proposta do Ministério visava abater parte da dívida do estado com a União – que hoje gira em mais de R$ 340 bilhões – por meio da transferência dos imóveis rurais, que posteriormente seriam transformados em assentamentos.

Nos locais, poderiam ser assentadas mais de 11,2 mil famílias – mais do que o número total de acampados que esperam por terra no estado, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Nosso interesse é fazer um programa de reforma agrária em São Paulo para as famílias que estão vivendo em acampamentos. Queremos viabilizar as terras públicas do estado compensando com dívidas com a União”, afirmou Teixeira à Agência Pública.

Visualizado e não respondido
A primeira reunião sobre o tema ocorreu em 7 de novembro de 2023, entre o secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo, Sabrina Diniz, e representantes da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

A reunião foi registrada em ofício do MDA enviado a Tarcísio em 7 de dezembro daquele ano. O ofício solicitava a lista de imóveis rurais para dar andamento a “tratativas sobre oferta de terras pertencentes ao governo do estado de São Paulo como forma de pagamento de dívidas que o ente federativo possui com a União. Essas terras seriam fazendas ou hortos de propriedade do governo do estado de São Paulo, que seriam destinados para a Reforma Agrária, devido à grande demanda que temos no estado, assim como para áreas de pesquisa”, diz o texto.

A lista nunca foi enviada, segundo a superintendente do Incra, que participa das negociações desde o início, há três anos. “Só não houve mais andamento porque eles [governo estadual] pararam de nos responder”, afirma.

Já a primeira reunião diretamente do ministro com Tarcísio aconteceu em 12 de fevereiro deste ano, na sede do MDA, em Brasília. Segundo pessoas presentes, o governador demonstrou interesse pela proposta e pediu para que ela fosse discutida com secretários de áreas relacionadas, que dariam sequência ao trâmite.

Governador Tarcísio se reuniu com ministro Paulo Teixeira para tratar das terras, mas nunca respondeu proposta.

Governador se reuniu com ministro Paulo Teixeira para tratar das terras, mas nunca respondeu proposta.

Poucos dias depois, em 21 de fevereiro, houve uma segunda reunião online. Participaram os secretários indicados por Tarcísio: Guilherme Piai (Agricultura), Caio Paes de Andrade (Gestão e Governo Digital), Natália Resende (Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), e o diretor do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Lucas França Bressanin. O governador, desta vez, não compareceu.

Segundo presentes no encontro, os integrantes do governo paulista também consideraram a proposta interessante, disseram que iriam elaborar uma lista com as terras que poderiam negociar e avisaram que dariam uma resposta depois do Carnaval, na primeira semana de março.

Neste meio tempo, segundo a superintendente do Incra, o governo paulista fez uma contrapartida: pediu para que fosse incluído no acordo a questão de assentamentos geridos pelo Itesp em hortos da antiga Ferrovia Paulista (Fepasa), que passariam ao controle do governo federal. Assim, a dívida com a União teria um abatimento de cerca de R$ 300 milhões, ainda de acordo com Diniz.

O governo estadual disse que o tema chegou a ser discutido na Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União, em 2017, mas o Incra teria se retirado do acordo quando “surgiu a possibilidade de abatimento do valor da dívida do Estado ou da utilização de recursos do próprio orçamento federal para solucionar a questão.”

Para Diniz, a falta de acordo se deveu ao momento político da época: era o governo Michel Temer (MDB), que reduziu as políticas de reforma agrária de forma drástica. Em 2017, ano da tentativa de acordo, o corte no orçamento da área chegou a quase 90% e não houve criação de nenhum assentamento no país. “Apenas no governo Lula 3 o interesse pela reforma agrária foi retomado”, afirma a superintendente do Incra.

“É dinheiro de pinga perto do que o estado deve para a União”, ela continua. “Para nós, não teria nenhum problema em fazer esse acerto agora”. O assunto dos hortos foi consultado com Teixeira, que deu o aval. Ainda assim, não houve mais andamento das negociações.

Depois disso, o gabinete do ministro ainda enviou três e-mails para marcar uma nova conversa com o governador. O objetivo, de acordo com as mensagens, era dar “continuidade às tratativas referentes ao interesse de compra de áreas públicas estaduais por parte do Governo Federal”.

Nos e-mails, vistos pela Pública, Teixeira disse que poderia se adequar à agenda de Tarcísio, na data de preferência, e que a reunião ainda poderia ser online. Mas os convites foram negados. “Será necessário declinar este pedido devido à extensa agenda do governador, em decorrência de obrigações que exigem a sua dedicação neste momento”, dizem as respostas, enviadas em nome de André Porto, chefe de gabinete e homem de confiança de Tarcísio.

Segundo levantamento do UOL, o preço médio aplicado pelo governo paulista foi de R$ 2,5 mil por hectare, enquanto, no mercado, o valor mínimo é de R$ 33,4 mil por hectare.

À Pública, a gestão Tarcísio disse que emitiu mais de 4,5 mil títulos pelo programa, que representam cerca de 200 mil hectares, e que 90% seriam destinados a famílias de pequenos produtores rurais. Porém, não informou os preços de comercialização e nem os nomes dos compradores.

MPF aponta risco de legalizar grilagem
A lei que permite a venda das terras com desconto – e com parcelamento em até 10 anos – foi aprovada no fim de 2022, ainda no governo Rodrigo Garcia (PSDB), e prorrogada por Tarcísio até o fim de 2026. A justificativa é regularizar títulos de terra, o que aumentaria a segurança jurídica. No entanto, opositores afirmam que a medida legitima a grilagem, favorecendo os latifundiários que ocupam as terras irregularmente há décadas.

O PT entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei. Pouco antes da sessão que iria analisar a ação, em 2023, Tarcísio fez um périplo pelos corredores do Supremo: se reuniu com os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Dias Toffoli. Logo depois, a relatora Cármen Lúcia suspendeu o julgamento – que ainda não foi remarcado.

Com a indefinição no STF e o corte na negociação pelo governo paulista, Teixeira e outros políticos petistas também procuraram ministros para falar sobre a ação, temendo que ela perca o mérito com a demora no julgamento. Já houve audiências com Gilmar, Fachin e Flávio Dino.

O Ministério Público Federal (MPF) já se posicionou favoravelmente para suspender a aplicação da lei. O parecer assinado pelo ex-procurador-geral Augusto Aras aponta que ela é inconstitucional porque a Constituição de 1988 confere apenas à União a prerrogativa de decidir sobre terras devolutas, e afirma que essas terras devem ser compatibilizadas com o plano nacional de reforma agrária.

O órgão aponta o risco de danos ambientais irreversíveis, já que a norma paulista não traz salvaguardas à fauna e à flora, e alerta que o texto pode validar práticas ilegais como a grilagem.

Secretário tem fazendas e atua com mercado imobiliário
Guilherme Piai, secretário de Agricultura de Tarcísio, é de Presidente Prudente, a maior cidade do Pontal do Paranapanema, local com maior número de terras à venda. Ele e o pai são donos de terras nas redondezas e, como a Pública já mostrou, o secretário é dono de empresas de incorporação imobiliária.

Suplente de deputado federal pelo Republicanos, Piai fez campanha por Tarcísio em 2022. Antes de assumir a secretaria, ele foi diretor do Itesp. Nesse período, foi gravado em um vídeo, incluído na ação proposta pelo PT, orientando interessados para agilizarem processos de regularização fundiária “antes que a lei caia”.

O Pontal do Paranapanema é uma das mais pobres do estado de São Paulo. Um dos motivos é o histórico conflito por terras. Grileiros e posseiros devastaram o solo com extração de madeira e monoculturas. Hoje, a principal atividade é a pecuária de corte. O perfil da região começou a mudar com a criação de assentamentos, que diversificaram a produção e o uso da terra.

“Quem quer comprar terra ali basicamente quer colocar gado”, afirma uma pessoa do Itesp que não quis se identificar por temer represálias. Segundo a fonte, o próprio Itesp passa por sucateamento e teve poder de decisão reduzido por pressão interna e externa. “Os grandes fazendeiros nunca aceitaram bem a presença dos assentamentos do Movimento Sem Terra (MST), para eles é uma afronta.”


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Favela não produz drogas e muito menos armas. Como chegam lá sem interceptação da polícia?

A imensa maioria das drogas vendidas nas favelas cariocas pelo CV vem de cartel da Colômbia.

Mais de 70% das armas pesadas que o CV usa vem dos EUA.

Ou seja, há um longo caminho a se percorrer no asfalto, ar e mar pra que armas e drogas cheguem nas favelas.

Por que isso não é interceptado antes de chegar ao destino?

O avião da FAB da comitiva presidencial de Bolsonaro a caminho do Japão foi interceptado com 39 quilos de pasta de cocaína pura na passagem da aeronave pela Espanha, em que o piloto foi preso e condenado e a droga apreendida.

O que tem na Espanha que não tem no Brasil que a droga é descoberta antes da chegada a seu destino?

Não matariam absolutamente ninguém em favela se os estados tivessem essa preocupação e eficácia.

Mas isso não se converte em votos, menos ainda interessa a quem de fato opera essa logística para a travessia da origem ao destino das drogas e armas.

Pior, ninguém toca nessa questão crucial.

Por que não Interceptam a droga antes de chegar na favela? Está claro.
menos corpos, menos votos, menos manchetes.

Por isso, ninguém toca no assunto.

Conclusão: Interceptar na origem exige combater corrupção e perder palanque. Matar na favela é mais barato e midiático. Ninguém quer mudar.


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Castro produziu a carnificina no Rio na véspera do seu julgamento no TSE por crime eleitoral em 2022

Sim, a acusação de que Cláudio Castro teria orquestrado a Operação Contenção — a ação policial mais letal da história do Rio, com 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha — como uma distração ou “cortina de fumaça” na véspera de seu julgamento no TSE por crimes eleitorais em 2022, ganhou tração em debates políticos e na mídia, como realmente tinha que ganhar.

Data da operação: A “Operação Contenção” começou na terça-feira, 28 de outubro de 2025, envolvendo cerca de 2.500 policiais para cumprir mandados contra o Comando Vermelho.
Resultou em 117 suspeitos e 4 policiais mortos, com denúncias de execuções sumárias e violações de direitos humanos.

Castro a classificou como “sucesso” e “início de um grande processo” contra o narcotráfico, mas o episódio gerou críticas internacionais da ONU e de entidades como Anistia Internacional.


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